Estrutura e grupos ecológicos de um remanescente florestal urbano com histórico de perturbação recente em Uberlândia, MG

Autores

  • Sérgio de Faria Lopes Universidade Estadual da Paraíba, Instituto de Ciências Biológicas
  • Vagner Santiago Vale Universidade Federal de Uberlândia
  • Jamir Afonso Prado Júnior Universidade Federal de Uberlândia, Instituto de Biologia
  • Ana Paula de Oliveira Universidade Federal de Uberlândia, Instituto de Biologia
  • Ivan Schiavini Universidade Federal de Uberlândia, Instituto de Biologia

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7925.2012v25n4p91

Palavras-chave:

Diversidade florística, Fitossociologia, Floresta Estacional Semidecidual, Fragmentação florestal, Grupos sucessionais

Resumo

http://dx.doi.org/10.5007/2175-7925.2012v25n4p91

 

Avaliar a diversidade biológica contida nos atuais remanescentes urbanos e compreender a estrutura da comunidade e os seus processos ecológicos são importantes instrumentos para a conservação desses frágeis ecossistemas. Este estudo foi realizado em um fragmento de floresta estacional semidecidual, sujeito a longo histórico de perturbação antrópica. Foram amostrados todos os indivíduos arbóreos com circunferência à altura do peito (CAP) > 15cm, presentes em 25 parcelas (20 x 20m). As espécies foram classificadas em grupos sucessionais e quanto à síndrome de dispersão. Foram registrados 958 indivíduos, distribuídos em 69 espécies, pertencentes a 35 famílias. O grupo de espécies secundárias iniciais se destacou em todos os parâmetros fitossociológicos, seguido pelo das secundárias tardias. Tal resultado sugere que a floresta estudada se encontra num estádio intermediário de desenvolvimento sucessional. As frequentes e intensas perturbações antrópicas causadas pela retirada periódica da serapilheira e de plântulas dos compartimentos arbóreo, herbáceo e arbustivo, com a finalidade de permitir o uso da área para lazer e recreação, está comprometendo a regeneração das espécies e, assim, dificultando o lento processo de re-estruturação do remanescente em direção a fases mais maduras do processo de sucessão.



Biografia do Autor

Sérgio de Faria Lopes, Universidade Estadual da Paraíba, Instituto de Ciências Biológicas

Departamento de Biologia, Professor de Ecologia e Conservação. Área de atuação, Ecologia Vegetal

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Publicado

2012-09-05

Edição

Seção

Artigos