Relação entre gênero no conselho de administração e no comitê de auditoria com o audit delay

Luis Antonio Lay, Michele Gonçalves, Paulo Roberto Da Cunha

Resumo


O estudo verificou a relação entre o gênero na composição do conselho de administração e do comitê de auditoria com o audit delay. A amostra da pesquisa compreende 75 empresas pertencentes ao índice IBrX 100. As variáveis pesquisadas foram a presença da mulher no conselho de administração e no comitê de auditoria, tamanho do comitê de auditoria, independência do conselho de administração, expertise, tamanho da empresa, endividamento, tamanho da firma de auditoria e honorários de auditoria. A coleta de dados ocorreu no Formulário de Referência e na base de dados Economática®. Para análise dos dados utilizou-se estatística descritiva e regressão linear múltipla por meio do software SPSS®. Verificou-se que a presença da mulher é maior no conselho de administração que no comitê de auditoria, havendo uma pequena parcela de membros com expertise. Os resultados evidenciaram que a presença da mulher no comitê de auditoria possui associação negativa e significante com o audit delay, ou seja, a presença da mulher neste órgão de governança corporativa contribui para a redução do prazo de divulgação do relatório do auditor. Ainda, o tamanho da empresa e a independência do conselho de administração também mostraram-se significantes no modelo final em relação ao audit delay. A presença da mulher no conselho de administração não apresentou significância com o audit delay.


Palavras-chave


Gênero; Conselho de administração; Comitê de auditoria; Audit Delay

Referências


ADAMS, R. B.; FERREIRA, D. Women in the boardroom and their impact on governance and performance. Journal of financial economics, v. 94, n. 2, p. 291-309, 2009. https://doi.org/10.1016/j.jfineco.2008.10.007

AFIFY, H. A. E. Determinants of audit report lag: Does implementing corporate governance have any impact? Empirical evidence from Egypt. Journal of Applied Accounting Research, v. 10, n. 1, p. 56-86, 2009.

AL-AJMI, J. Audit and reporting delays: Evidence from an emerging market. Advances in Accounting, v. 24, n. 2, p. 217-226, 2008. https://doi.org/10.1016/j.adiac.2008.08.002

ALKHATIB, K.; MARJI, Q. Audit reports timeliness: Empirical evidence from Jordan. Procedia-Social and Behavioral Sciences, v. 62, p. 1342-1349, 2012. https://doi.org/10.1016/j.sbspro.2012.09.229

ALMEIDA, R. S.; KLOTZLE, M. C.; PINTO, A. C. F. Composição do conselho de Administração no setor de energia elétrica do Brasil. Revista de Administração da Unimep-Unimep Business Journal, v. 11, n. 1, p. 156-180, 2013.

ÁLVAREZ, I.; SÁNCHEZ, I. M.; DOMINGUEZ, L. The influence of gender diversity on corporate performance. Revista de Contabilidad, v. 13, n. 1, p. 53-88, 2010.

BANGE, M. M.; MAZZEO, M. A. Board composition, board effectiveness, and the observed form of takeover bids. The Review of Financial Studies, v. 17, n. 4, 2004. https://doi.org/10.1093/rfs/hhh001

BEASLEY, M. S. An empirical analysis of the relation between the board of director composition and financial statement fraud. Accounting Review, p. 443-465, 1996. http://www.jstor.org/stable/248566

BM&FBOVESPA. Manual de Definições e Procedimentos dos Índices da BM&FBOVESPA. São Paulo, BM&FBOVESPA, 2014. Disponível em: http://bvmf.bmfbovespa.com.br/indices/download/Manual-de-procedimentos-pt-br.pdf Acesso em 14 de junho de 2017.

BM&FBOVESPA. Metodologia do índice Brasil 100. São Paulo, BM&FBOVESPA, 2015. Disponível em: http://www.bmfbovespa.com.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A828D29514A326701516E6C30E76F87. Acesso em 14 de junho de 2017.

BM&FBOVESPA. Manual de Definições e Procedimentos dos Índices da BM&FBOVESPA. Disponível em:< http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/produtos/indices/indices-amplos/indice-brasil-100-IBrX-100.htm>. Acessado em 10 de jun. de 2017.

BRASIL. Lei nº 6.404 de dezembro de 1976. Disposições sobre as sociedades por ações. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404compilada.htm>. Acessado em 03 de jun. 2015.

CAMARGO, R. V. W. Determinantes dos pareceres dos auditores independentes emitidos às companhias negociadas na BM&FBOVESPA. 206 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Contabilidade, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. 2012

CAMARGO, R. V. W.; PEPINELLI, R. C. C.; DUTRA, M. H.; ALBERTON, L. Determinantes dos pareceres dos auditores independentes emitidos às companhias negociadas na BM&FBovespa In: Congresso USP de Controladoria e Contabilidade, 12., 2012, São Paulo. Anais... São Paulo: FEA-USP. 2012

CARTER, D. A.; SIMKINS, Betty J.; SIMPSON, W. Gary. Corporate governance, board diversity, and firm value. Financial review, v. 38, n. 1, p. 33-53, 2003. doi:10.1111/1540-6288.00034

CHAN, A. M. Y.; LIU, G.; SUN, J. Independent audit committee members’ board tenure and audit fees. Accounting & Financia, v. 53, n. 4, p. 1129-1147, 2013. doi:10.1111/j.1467-629X.2012.00490.x

CRAMER, L.; BRITO, M. J.; CAPPELLE, M. C. A. As representações sociais das relações de gênero na educação superior: a inserção do feminino no universo masculino. Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação em Administração, v. 25, 2001.

CUNHA, P. R. et al. Características do comitê de auditoria e os reflexos no gerenciamento de resultados nas empresas listadas na BM&FBOVESPA. Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ, v. 18, n. 3, p. 02-19, 2013.

CUNHA, P. R. et al. Relação entre as Características do Comitê de Auditoria e o Atraso da Emissão do Relatório da Auditoria Independente (Audit Delay). Contabilidade, Gestão e Governança, v. 18, n. 3, 2015.

DALTON, D.; DAILY, C. The board and financial performance: bigger is better. NACD Director's Monthly, p. 1-5, 2000.

DAVIS, P. S. et al. The influence of CEO gender on market orientation and performance in service small and medium‐sized service businesses. Journal of Small Business Management, v. 48, n. 4, p. 475-496, 2010. doi:10.1111/j.1540-627X.2010.00305.x

DEANGELO, L. E. Auditor independence, ‘low balling’, and disclosure regulation. Journal of accounting and Economics, v. 3, n. 2, p. 113-127, 1981. https://doi.org/10.1016/0165-4101(81)90009-4

DELOITTE, C. G. C. Guia prático para os Comitês de Auditoria das empresas brasileiras Da visão à operação. Reino Unido: Deloitte. 2013

FAUZI, F; LOCKE, S. Board structure, ownership structure and firm performance: A study of New Zealand listed-firms. Asian Academy of Management Journal of Accounting of Finance, v. 8, n 2, p. 43-67, 2012. http://hdl.handle.net/10289/7793

FURUTA, F. A relação das características das empresas com a adoção do Comitê de Auditoria X Conselho Fiscal adaptado. 2010. 2010. Tese de Doutorado. Tese (Doutorado em Ciências Contábeis) –Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

FURUTA, F.; SANTOS, A. Comitê de Auditoria versus Conselho Fiscal Adaptado: a visão dos analistas de mercado e dos executivos das empresas que possuem ADRs. Revista Contabilidade & Finanças, v. 21, n. 53, p. 1-23, 2010.

GAZLEY, B.; CHANG, W. K.; BINGHAM, L. B. Board diversity, stakeholder representation, and collaborative performance in community mediation centers. Public Administration Review, v. 70, n. 4, p. 610-620, 2010. doi:10.1111/j.1540-6210.2010.02182.x

GROSVOLD, J. Where are all the women? Institutional context and the prevalence of women on the corporate board of directors. Business & Society. 2011. DOI: https://doi.org/10.1177/0007650311408791

HOPE, O.; LANGLI, J. C. Auditor independence in a private firm and low litigation risk setting. The Accounting Review, v. 85, n. 2, p. 573-605, 2010. https://doi.org/10.2308/accr.2010.85.2.573

HOSSAIN, M. A.; TAYLOR, P. J. An examination of audit delay: Evidence from Pakistan. Unpublished draft. Available on-line, 1998.

HUANG, T.; HUANG, H.; LEE, C. Corporate executive’s gender and audit fees. Managerial Auditing Journal, v. 29, n. 6, p. 527-547, 2014. https://doi.org/10.1108/MAJ-03-2013-0837

IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Código das melhores práticas de governança corporativa. Disponível em:< http://www.ibgc.org.br/CodigoMelhoresPraticas>. Acesso em: 05 jul.2015.

IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Código das melhores práticas de governança corporativa. Disponível em:. Acesso em: 01 fev.2016. 2016a

IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Código das melhores práticas de governança corporativa. 4 ed. São Paulo. 2009a

IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Guia de orientações para melhores Práticas de comitês de auditoria. 7 ed. São Paulo, 2009b.

IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Guia de orientações para melhores Práticas de comitês de auditoria. Disponível em . Acesso em: 02 fev. 2016. 2016b.

IKA, S. R.; GHAZALI, N. A M. Audit committee effectiveness and timeliness of reporting: Indonesian evidence. Managerial Auditing Journal, v. 27, n. 4, p. 403-424, 2012.

Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Guia de orientações para melhores práticas de comitês de auditoria. (7a ed). São Paulo. 2009b

IRELAND, J. C. An empirical investigation of determinants of audit reports in the UK. Journal of Business Finance & Accounting, v. 30, n. 7‐8, p. 975-1016, 2003. DOI: 10.1111/1468-5957.05417

ITO, E. Y. H.; NIYAMA, J. K.; MENDES, P. C. M. Controle de Qualidade dos Serviços de Auditoria Independente: Um Estudo Comparativo entre as Normas Brasileiras e as Normas Internacionais. Contabilidade, Gestão e Governança, v. 11, n. 1-2, 2009.

JOHNSON, L. E.; DAVIES, S. P.; FREEMAN, R. J. The effect of seasonal variations in auditor workload on local government audit fees and audit delay. Journal of Accounting and Public Policy, v. 21, n. 4, p. 395-422, 2003. https://doi.org/10.1016/S0278-4254(02)00068-6

KALLEBERG, A. L.; LEICHT, K. T. Gender and organizational performance: Determinants of small business survival and success. Academy of management journal, v. 34, n. 1, p. 136-161, 1991.

KANG, H.; CHENG, M.; GRAY, S. J. Corporate governance and board composition: Diversity and independence of Australian boards. Corporate Governance: An International Review, v. 15, n. 2, p. 194-207, 2007. DOI: 10.1111/j.1467-8683.2007.00554.x

KENT, P.; ROUTLEDGE, J.; STEWART, J. Innate and discretionary accruals quality and corporate governance. Accounting & Finance, v. 50, n. 1, p. 171-195, 2010. DOI: 10.1111/j.1467-629X.2009.00321.x

KRISHNAN, J.; YANG, J. S. Recent trends in audit report and earnings announcement lags. Accounting Horizons, v. 23, n. 3, p. 265-288, 2009. https://doi.org/10.2308/acch.2009.23.3.265

LEHN, K. M.; PATRO, S.; ZHAO, M. Determinants of the Size and Composition of US Corporate Boards: 1935‐2000. Financial Management, v. 38, n. 4, p. 747-780, 2009. DOI: 10.1111/j.1755-053X.2009.01055.x

LEVENTIS, S.; CARAMANIS, C. Determinants of audit time as a proxy of audit quality. Managerial Auditing Journal, v. 20, n. 5, p. 460-478, 2005. https://doi.org/10.1108/02686900510598821

LEVRAU, A.; BERGHE, L. A. A. V. D. Corporate governance and Board Effectiveness: beyond formalism. ICFAI Journal of Corporate Governance, v. 6, n. 4, p. 58-85, 2007.

LOPES, A. B.; WALKER, M. Firm-level incentives and the informativeness of accounting reports: an experiment in Brazil. Available at SSRN 1095781, 2008. https://ssrn.com/abstract=1095781 or http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.1095781

LOW, D. CM; ROBERTS, H.; WHITING, R. H. Board gender diversity and firm performance: Empirical evidence from Hong Kong, South Korea, Malaysia, and Singapore. Pacific-Basin Finance Journal, 2015. https://doi.org/10.1016/j.pacfin.2015.02.008

MARTINEZ, A. L. Quando o conselho de administração e a auditoria evitam o gerenciamento de resultados? Evidências empíricas para empresas brasileiras. RIC-Revista de Informação Contábil, ISSN: 1982-3967, v. 4, n. 1, p. 76-93, 2010.

MONTENEGRO, T. M.; BRAS, F. A. Audit Quality: Does Gender Composition of Audit Firms Matter? REFC–Spanish Journal of Finance and Accounting, v. 44, n. 3, p.264-297, 2015. http://dx.doi.org/10.1080/02102412.2015.1035578

NAZRI, S. N. F. S. M.; SMITH, M.; ISMAIL, Z. The impact of ethnicity on auditor choice: Malaysian evidence. Asian Review of Accounting, v. 20, n. 3, p. 198-221, 2012. https://doi.org/10.1108/13217341211263265

NG, P. PH; TAI, B. YK. An empirical examination of the determinants of audit delay in Hong Kong. The British Accounting Review, v. 26, n. 1, p. 43-59, 1994. https://doi.org/10.1006/bare.1994.1005

OLIVEIRA, C. A participação feminina nos conselhos de administração e o desempenho corporativo: um estudo sobre as empresas listadas na BM&FBOVESPA de 2002 a 2011. 75 p. 2013. Dissertação. UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo. 2013

PEREIRA, A. N.; COSTA, F. M. Determinantes do atraso de auditoria externa (Audit Delay) em companhias brasileiras. In: Encontro da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Administração (ENANPAD), 36. Rio de Janeiro (RJ). Anais... Rio de Janeiro: ANPAD. 2012

PEREIRA, A. N.; COSTA, F. M. Determinantes do atraso em auditoria externa (audit delay) em companhias brasileiras. 2011. Tese de Doutorado. Dissertação de Mestrado Profissional em Ciências Contábeis. Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças, Vitória–ES–Brasil.

PRICEWATERHOUSECOOPERS - Brasil. Comitês de auditoria no Brasil: Melhores práticas de governança corporativa, o desafio continua. Brasil: Pwc. 2007

ROST, K.; OSTERLOH, M. Management fashion pay-for-performance for CEOs. Schmalenbach

Business Review, v. 61, p. 119-149, 2009. https://ssrn.com/abstract=1406928

SHARMA, V.; NAIKER, V.; LEE, B. Determinants of audit committee meeting frequency: Evidence from a voluntary governance system. Accounting Horizons, v. 23, n. 3, p. 245-263, 2009. https://doi.org/10.2308/acch.2009.23.3.245

SILVA, K. L. et al. A Implementação dos Controles Internos e do Comitê de Auditoria Segundo a Lei SOX: o Caso Petrobras. Contabilidade Vista & Revista, v. 20, n. 3, p. 39-63, 2009.

SINGH, V.; VINNICOMBE, S. Why so few women directors in top UK boardrooms? Evidence and theoretical explanations. Corporate Governance: An International Review, v. 12, n. 4, p. 479-488, 2004. doi:10.1111/j.1467-8683.2004.00388.x

SOLTANI, B. Timeliness of corporate and audit reports: Some empirical evidence in the French context. The International Journal of Accounting, v. 37, n. 2, p. 215-246, 2002. https://doi.org/10.1016/S0020-7063(02)00152-8

SULTANA, N. et al. Audit Committee Characteristics and Audit Report Lag. International Journal of Auditing, 2015. doi:10.1111/ijau.12033

TANG, X.; DU, J.; HOU, Q. The effectiveness of the mandatory disclosure of independent directors’ opinions: Empirical evidence from China. Journal of Accounting and Public Policy, v. 32, n. 3, p. 89-125, 2013. https://doi.org/10.1016/j.jaccpubpol.2013.02.006

TEIXEIRA, S. C. A relação entre a adoção de práticas recomendadas de Governança Corporativa e o nível de evidenciação. 2010. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.

THIRUVADI, S. Gender differences and audit committee diligence. Gender in Management: An International Journal, v. 27, n. 6, p. 366-379, 2012. https://doi.org/10.1108/17542411211269310

THIRUVADI, S.; HUANG, H. Audit committee gender differences and earnings management. Gender in Management: An International Journal, v. 26, n. 7, p. 483-498, 2011. https://doi.org/10.1108/17542411111175469

WALLER, W. Accidental Veblenian, intentional institutionalist, and inevitable feminist. Journal of Economic Issues, p. 326-334, 2005. http://dx.doi.org/10.1080/00213624.2005.11506809

XIE, B.; DAVIDSON, W. N.; DADALT, P. J. Earnings management and corporate governance: the role of the board and the audit committee. Journal of corporate finance, v. 9, n. 3, p. 295-316, 2003. https://doi.org/10.1016/S0929-1199(02)00006-8

YANG, J S.; KRISHNAN, J. Audit committees and quarterly earnings management. International Journal of Auditing, v. 9, n. 3, p. 201-219, 2005. DOI: 10.1111/j.1099-1123.2005.00278.x

YI, A. Mind the gap: Half of Asia’s boards have no women, a risky position for governance and growth. Korn/Ferry Institute. 2011.

ZHANG, Y.; ZHOU, J.; ZHOU, N. Audit committee quality, auditor independence, and internal control weaknesses. Journal of accounting and public policy, v. 26, n. 3, p. 300-327, 2007. https://doi.org/10.1016/j.jaccpubpol.2007.03.001




DOI: http://dx.doi.org/10.5007/%25x



Locations of visitors to this page

R. Contemp. Contab., Florianópolis, Brasil. ISSN (impresso)1807-1821 - ISSN (eletrônico) 2175-8069