https://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/issue/feedEm Debate2018-10-11T16:03:48+00:00Prof. Dr. Ricardo Gaspar Mullerportaldeperiodicos.bu@contato.ufsc.brOpen Journal Systems<p align="justify">A revista Em Debate está hospedada no Portal de Periódicos UFSC apenas como histórico institucional. Estão disponíveis somente as edições de 1999 a 2017.</p>https://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2017n17p1Editorial2018-10-11T16:03:28+00:00Ricardo Gaspar Müllerrgmuller@superig.com.brEditorial do n. 17, 2017.12018-10-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2018 Em Debatehttps://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2017n17p4E. P. Thompson e a tradição romântica inglesa2018-10-11T16:03:30+00:00Luiz Alberto Souzaluiz_alberto82@yahoo.com.br<span>Este trabalho analisa a importância do romantismo na obra do historiador inglês Edward Palmer Thompson. Para tanto, busca definir a visão romântica desde a perspectiva da análise crítica marxista. Na seqüência, aborda a centralidade da tradição romântica inglesa para o projeto intelectual do chamado grupo dos historiadores marxistas britânicos. Finalmente, partindo de uma leitura do “Pós-escrito” à segunda edição de <em>William Morris</em>, realiza uma interpretação do sentido geral do romantismo enquanto elemento constituinte do pensamento e da perspectiva política de Thompson.</span>2018-10-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2018 Em Debatehttps://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2017n17p15Comunismo, o inimigo do Ocidente – Entre o exterminismo e a resistência2018-10-11T16:03:32+00:00Eliton Felipe de Souzaelitonfelipe@gmail.com<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; mso-pagination: widow-orphan; mso-hyphenate: auto;"><span style="font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman';">Este trabalho pretende traçar um panorama sobre a trajetória do Partido Comunista Brasileiro desde a sua origem, entre 1906 e 1922, até o período de redemocratização do país, após a ditadura militar, em 1985, procurando evidenciar o quanto o partido sofreu com a repressão e com as diversas intervenções do Estado, principalmente no contexto de Guerra Fria do Pós-Segunda Guerra Mundial. Para isso, algumas categorias propostas por Thompson foram muito caras a produção deste artigo, como o de <em>Exterminismo,</em> diretamente vinculada a Guerra Fria e, no caso deste trabalho, a eliminação dos comunistas, e o de <em>Alteridade do Outro, </em>que servira de base para a criação do inimigo em comum das ditaduras latino-americanas, novamente, o comunismo.</span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="font-size: 16.0pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman';"><br /></span></strong></p>2018-10-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2018 Em Debatehttps://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2017n17p36Para uma compreensão materialista histórica e dialética do conceito de classe: uma retomada das obras clássicas de Marx e Engels e das produções de E.P. Thompson2018-10-11T16:03:35+00:00Luísa Bonetti Scirealuisabonettis@gmail.comRaphael Sansonetti Valverderaphael.svalverde@gmail.com<p>Classe Social é um dos principais conceitos na tradição marxista e um dos conceitos chave das Ciências Sociais. A relevância deste para a análise das identidades e sociedades contemporâneas é atualmente debatida e problematizada, ganhando destaque no debate entre marxistas e pós-marxistas, assim como na suposta emergência de uma “nova classe média brasileira” a partir dos “Anos Lula” (2003-2011). Este artigo busca contribuir para a qualificação deste debate na medida em que retoma noção de classe social dentro da tradição marxista, explicitando diferentes tratamentos deste conceito nas obras de Marx e Engels e mobilizando o historiador inglês E. P. Thompson para exemplificar como um membro de uma abordagem “materialista histórica” da tradição marxista continuou a mobilizar e dar sentido ao conceito de classe social.</p>2018-10-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2018 Em Debatehttps://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2017n17p55O relógio ou nós? Uma visão da invenção do tempo social na percepção político-cultural de Edward P. Thompson2018-10-11T16:03:37+00:00Artur Mazzucco Fabroarturfabro@gmail.com<p>As obras de E.P Thomspon permeiam uma diversidade de assuntos que se encaixam muito bem nas chamadas ciências sociais, entretanto, por ser um historiador, seu pensamento adquire um cunho muito proveitoso para a disciplina da História: a dita <em>história vista de baixo</em>. Foi a partir dessa escolha de análise, que poderia ser creditada vista a influência de Marx e do marxismo em sua vida, que o historiador inglês consegue construir uma narrativa muito rica da maneira com que os trabalhadores ingleses estavam se relacionando com o restante da sociedade onde viviam; como compartilhavam seus <em>costumes em comum </em>e quais eram suas <em>peculiaridades</em> comparadas ao restante da Europa. No meio de tantos acontecimentos em decorrência do avanço do capitalismo, o “surgimento” do tempo enquanto necessário para regular as relações de trabalho se mostrou como um terreno fértil para que se desvendem algumas características desse sistema econômico que mudou completamente a humanidade.</p>2018-10-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2018 Em Debatehttps://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2017n17p70A abordagem de classe de Edward P. Thompson e sua aplicabilidade para estudos empresariais.2018-10-11T16:03:39+00:00Rodolfo Palazzo Diasrodolfo.dias@gmail.com<p>O artigo desenvolve o conceito de classe de Edward P. Thompson, problematizando a sua operacionalidade especificamente para estudos empresariais no Brasil. A metodologia do “contextualismo linguístico” orientou a construção da pesquisa através do conceito de <em>sentido</em>: o processo mental realizado pelo autor ao desenvolver determinados conceitos. Pensar classe como “acontecimento”, como dinâmica, permite: a) diferencia-lo do conceito de grupo (substância); b) destacar seu aspecto histórico, diacrônico; c) definir o papel da dialética no conteúdo do conceito; d) romper com definições a priori do que se define como econômico, político e ideológico, problematizando como esses elementos interagem efetivamente na realidade. A importância do conceito de classe para a Ciência Política brasileira é tão grande quanto a dificuldade de operacionaliza-lo; definir as suas potencialidades, trabalho realizado aqui, é tarefa importante para orientar os que desejam observar as classes na realidade.</p>2018-10-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2018 Em Debatehttps://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2017n17p84Da representação à participação: uma inflexão entre autores representativistas2018-10-11T16:03:42+00:00Gustavo Venturelliledegout@gmail.com<p>Este artigo, dentro do debate mais amplo da teoria democrática, apresenta as ideias de de Pitkin (1967, 2006), Manin (1995, 1997) e Dahl (2005, 2012) sobre o conceito de representação, os princípios do governo representativo e as instituições representativas, respectivamente. Por mais que esses autores tenham se debruçado com afinco sobre esta instância da vida e teoria políticas, trabalhos posteriores dos mesmos apontam para preocupações sobre o que é tratado, usualmente, como seu extremo oposto: a participação. Assim, apresentamos também as contribuições dos autores voltadas à democracia participativa (PITKIN; SCHUMER, 1982), os modos de participação não institucionalizados (MANIN, 2013) e a igualdade política (DAHL, 2006). Constata-se que há uma inflexão da representação à participação por parte desses autores, assim como a literatura da área tem mostrado, também, uma inflexão contrária, isto é, da participação e deliberação em direção à representação, constatada em diversos estudos (ROMÃO, 2011; GURZA LAVALLE; ISUNZA VERA, 2011; AZEVEDO, 2012; LUCHMANN, 2014).</p><p> </p>2018-10-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2018 Em Debatehttps://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2017n17p107A contribuição de Luis Felipe Miguel ao debate sobre o conceito de representação2018-10-11T16:03:44+00:00Peterson Roberto da Silvapeterson.235@gmail.com<p lang="pt-BR" align="justify"><span><span>Neste artigo, discuto a contribuição de Luis Felipe Miguel para o debate contemporâneo sobre o conceito de representação. Primeiro avalio o debate </span><span>inaugurado </span><span>por Pitkin e Manin. Pitkin analisa </span><span>a </span><span>representação </span><span>como </span><span>autorização, accountability, descritiv</span><span>idade</span><span> e </span><span>simbolismo</span><span>. </span><span>I</span><span>dentifica</span><span>ndo</span><span> a necessidade de trat</span><span>á-la</span><span> como atividade, </span><span>a autora expõe </span><span>dois eixos de contenção, mesmo </span><span>quando a</span><span>representação é </span><span>estudad</span><span>a</span><span>sistemicamente</span><span>: entre representação de interesses individuais </span><span>e</span><span> coletivos, e entre o mandato fiduciário e o imperativo. </span><span>Partindo </span><span>do estudo sistêmico e histórico da representação, </span><span>Manin analisa também </span><span>elementos constitutivos de sistemas de governo baseados </span><span>no conceito de </span><span>representação. Miguel </span><span>percebe</span><span> os interesses como simultaneamente individuais e gerais, </span><span>produzidos </span><span>em processos sociais de universalização de interesses. </span><span>Isso implica um adensamento do conceito de representação porquanto ele envolva aspectos como as condições materiais de uma sociedade e seus mecanismos de circulação de ideias, como a organização dos meios de comunicação de massa.</span></span></p>2018-10-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2018 Em Debatehttps://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2017n17p127A doçura da fruta e o fel do conflito laboral: sindicato dos trabalhadores da indústria de conservas de Pelotas (RS)2018-10-11T16:03:46+00:00Laura Senna Ferreiralaurasennafe@hotmail.comMaria Soledad Etcheverry Orchardmaria.soledad@terra.com.br<p>A indústria de conservas de frutas e hortaliças de Pelotas (RS) já foi a maior empregadora da cidade. Desde fins dos anos 1980 o setor vivenciou o encerramento da maior parte das empresas, como resultado do processo de racionalização tecnológica e gestorial. O desemprego no segmento acarretou numa maior vulnerabilidade econômica e fragilização política dos trabalhadores. Este artigo busca compreender de que maneira as transformações nessa indústria impactaram na atuação do sindicato dos trabalhadores da categoria, considerado um dos mais combativos da região. Trata-se de uma pesquisa realizada a partir de fontes documentais e junto aos trabalhadores, sindicalistas e empresários, com o propósito de entender as razões da intensificação dos conflitos do trabalho e a postura sindical frente aos novos desafios do mundo laboral.</p>2018-10-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2018 Em Debate