Em Debate
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<p align="justify">A revista Em Debate está hospedada no Portal de Periódicos UFSC apenas como histórico institucional. Estão disponíveis somente as edições de 1999 a 2017.</p>UFSCpt-BREm Debate1980-3532<p>Esta revista proporciona acesso público a todo seu conteúdo, seguindo o princípio de que tornar gratuito o acesso a pesquisas gera um maior intercâmbio global de conhecimento. Tal acesso está associado a um crescimento da leitura e citação do trabalho de um autor. Para maiores informações sobre esta abordagem, visite <strong>Public Knowledge Project</strong>, projeto que desenvolveu este sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa, distribuindo o OJS assim como outros software de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas.</p><p>Direitos e responsabilidade autorais</p><p>A revista não está obrigada a devolver os originais das colaborações enviadas. Afirmações e conceitos emitidos nos trabalhos assinados são de responsabilidade de seus autores. Esta revista proporciona acesso público a todo seu conteúdo, seguindo o princípio de que tornar gratuito o acesso a pesquisas gera um maior intercâmbio global de conhecimento. Tal acesso está associado a um crescimento da leitura e citação do trabalho de um autor. Os textos publicados são de livre reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados. Os nomes e endereços de correio eletrônico serão usados exclusivamente para os propósitos da revista, não estando disponíveis para outros fins.</p><p> </p><p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/" rel="license"><img style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />This <span>work</span> is licensed under a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/" rel="license">Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported License</a>.</p>Editorial
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Editorial do n. 17, 2017.1Ricardo Gaspar Müller
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2018-10-112018-10-11171310.5007/1980-3532.2017n17p1E. P. Thompson e a tradição romântica inglesa
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<span>Este trabalho analisa a importância do romantismo na obra do historiador inglês Edward Palmer Thompson. Para tanto, busca definir a visão romântica desde a perspectiva da análise crítica marxista. Na seqüência, aborda a centralidade da tradição romântica inglesa para o projeto intelectual do chamado grupo dos historiadores marxistas britânicos. Finalmente, partindo de uma leitura do “Pós-escrito” à segunda edição de <em>William Morris</em>, realiza uma interpretação do sentido geral do romantismo enquanto elemento constituinte do pensamento e da perspectiva política de Thompson.</span>Luiz Alberto Souza
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2018-10-112018-10-111741410.5007/1980-3532.2017n17p4Comunismo, o inimigo do Ocidente – Entre o exterminismo e a resistência
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<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; mso-pagination: widow-orphan; mso-hyphenate: auto;"><span style="font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman';">Este trabalho pretende traçar um panorama sobre a trajetória do Partido Comunista Brasileiro desde a sua origem, entre 1906 e 1922, até o período de redemocratização do país, após a ditadura militar, em 1985, procurando evidenciar o quanto o partido sofreu com a repressão e com as diversas intervenções do Estado, principalmente no contexto de Guerra Fria do Pós-Segunda Guerra Mundial. Para isso, algumas categorias propostas por Thompson foram muito caras a produção deste artigo, como o de <em>Exterminismo,</em> diretamente vinculada a Guerra Fria e, no caso deste trabalho, a eliminação dos comunistas, e o de <em>Alteridade do Outro, </em>que servira de base para a criação do inimigo em comum das ditaduras latino-americanas, novamente, o comunismo.</span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="font-size: 16.0pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman';"><br /></span></strong></p>Eliton Felipe de Souza
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2018-10-112018-10-1117153510.5007/1980-3532.2017n17p15Para uma compreensão materialista histórica e dialética do conceito de classe: uma retomada das obras clássicas de Marx e Engels e das produções de E.P. Thompson
https://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2017n17p36
<p>Classe Social é um dos principais conceitos na tradição marxista e um dos conceitos chave das Ciências Sociais. A relevância deste para a análise das identidades e sociedades contemporâneas é atualmente debatida e problematizada, ganhando destaque no debate entre marxistas e pós-marxistas, assim como na suposta emergência de uma “nova classe média brasileira” a partir dos “Anos Lula” (2003-2011). Este artigo busca contribuir para a qualificação deste debate na medida em que retoma noção de classe social dentro da tradição marxista, explicitando diferentes tratamentos deste conceito nas obras de Marx e Engels e mobilizando o historiador inglês E. P. Thompson para exemplificar como um membro de uma abordagem “materialista histórica” da tradição marxista continuou a mobilizar e dar sentido ao conceito de classe social.</p>Luísa Bonetti ScireaRaphael Sansonetti Valverde
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2018-10-112018-10-1117365410.5007/1980-3532.2017n17p36O relógio ou nós? Uma visão da invenção do tempo social na percepção político-cultural de Edward P. Thompson
https://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2017n17p55
<p>As obras de E.P Thomspon permeiam uma diversidade de assuntos que se encaixam muito bem nas chamadas ciências sociais, entretanto, por ser um historiador, seu pensamento adquire um cunho muito proveitoso para a disciplina da História: a dita <em>história vista de baixo</em>. Foi a partir dessa escolha de análise, que poderia ser creditada vista a influência de Marx e do marxismo em sua vida, que o historiador inglês consegue construir uma narrativa muito rica da maneira com que os trabalhadores ingleses estavam se relacionando com o restante da sociedade onde viviam; como compartilhavam seus <em>costumes em comum </em>e quais eram suas <em>peculiaridades</em> comparadas ao restante da Europa. No meio de tantos acontecimentos em decorrência do avanço do capitalismo, o “surgimento” do tempo enquanto necessário para regular as relações de trabalho se mostrou como um terreno fértil para que se desvendem algumas características desse sistema econômico que mudou completamente a humanidade.</p>Artur Mazzucco Fabro
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2018-10-112018-10-1117556910.5007/1980-3532.2017n17p55A abordagem de classe de Edward P. Thompson e sua aplicabilidade para estudos empresariais.
https://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2017n17p70
<p>O artigo desenvolve o conceito de classe de Edward P. Thompson, problematizando a sua operacionalidade especificamente para estudos empresariais no Brasil. A metodologia do “contextualismo linguístico” orientou a construção da pesquisa através do conceito de <em>sentido</em>: o processo mental realizado pelo autor ao desenvolver determinados conceitos. Pensar classe como “acontecimento”, como dinâmica, permite: a) diferencia-lo do conceito de grupo (substância); b) destacar seu aspecto histórico, diacrônico; c) definir o papel da dialética no conteúdo do conceito; d) romper com definições a priori do que se define como econômico, político e ideológico, problematizando como esses elementos interagem efetivamente na realidade. A importância do conceito de classe para a Ciência Política brasileira é tão grande quanto a dificuldade de operacionaliza-lo; definir as suas potencialidades, trabalho realizado aqui, é tarefa importante para orientar os que desejam observar as classes na realidade.</p>Rodolfo Palazzo Dias
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2018-10-112018-10-1117708310.5007/1980-3532.2017n17p70Da representação à participação: uma inflexão entre autores representativistas
https://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2017n17p84
<p>Este artigo, dentro do debate mais amplo da teoria democrática, apresenta as ideias de de Pitkin (1967, 2006), Manin (1995, 1997) e Dahl (2005, 2012) sobre o conceito de representação, os princípios do governo representativo e as instituições representativas, respectivamente. Por mais que esses autores tenham se debruçado com afinco sobre esta instância da vida e teoria políticas, trabalhos posteriores dos mesmos apontam para preocupações sobre o que é tratado, usualmente, como seu extremo oposto: a participação. Assim, apresentamos também as contribuições dos autores voltadas à democracia participativa (PITKIN; SCHUMER, 1982), os modos de participação não institucionalizados (MANIN, 2013) e a igualdade política (DAHL, 2006). Constata-se que há uma inflexão da representação à participação por parte desses autores, assim como a literatura da área tem mostrado, também, uma inflexão contrária, isto é, da participação e deliberação em direção à representação, constatada em diversos estudos (ROMÃO, 2011; GURZA LAVALLE; ISUNZA VERA, 2011; AZEVEDO, 2012; LUCHMANN, 2014).</p><p> </p>Gustavo Venturelli
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2018-10-112018-10-11178410610.5007/1980-3532.2017n17p84A contribuição de Luis Felipe Miguel ao debate sobre o conceito de representação
https://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2017n17p107
<p lang="pt-BR" align="justify"><span><span>Neste artigo, discuto a contribuição de Luis Felipe Miguel para o debate contemporâneo sobre o conceito de representação. Primeiro avalio o debate </span><span>inaugurado </span><span>por Pitkin e Manin. Pitkin analisa </span><span>a </span><span>representação </span><span>como </span><span>autorização, accountability, descritiv</span><span>idade</span><span> e </span><span>simbolismo</span><span>. </span><span>I</span><span>dentifica</span><span>ndo</span><span> a necessidade de trat</span><span>á-la</span><span> como atividade, </span><span>a autora expõe </span><span>dois eixos de contenção, mesmo </span><span>quando a</span><span>representação é </span><span>estudad</span><span>a</span><span>sistemicamente</span><span>: entre representação de interesses individuais </span><span>e</span><span> coletivos, e entre o mandato fiduciário e o imperativo. </span><span>Partindo </span><span>do estudo sistêmico e histórico da representação, </span><span>Manin analisa também </span><span>elementos constitutivos de sistemas de governo baseados </span><span>no conceito de </span><span>representação. Miguel </span><span>percebe</span><span> os interesses como simultaneamente individuais e gerais, </span><span>produzidos </span><span>em processos sociais de universalização de interesses. </span><span>Isso implica um adensamento do conceito de representação porquanto ele envolva aspectos como as condições materiais de uma sociedade e seus mecanismos de circulação de ideias, como a organização dos meios de comunicação de massa.</span></span></p>Peterson Roberto da Silva
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2018-10-112018-10-111710712610.5007/1980-3532.2017n17p107A doçura da fruta e o fel do conflito laboral: sindicato dos trabalhadores da indústria de conservas de Pelotas (RS)
https://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2017n17p127
<p>A indústria de conservas de frutas e hortaliças de Pelotas (RS) já foi a maior empregadora da cidade. Desde fins dos anos 1980 o setor vivenciou o encerramento da maior parte das empresas, como resultado do processo de racionalização tecnológica e gestorial. O desemprego no segmento acarretou numa maior vulnerabilidade econômica e fragilização política dos trabalhadores. Este artigo busca compreender de que maneira as transformações nessa indústria impactaram na atuação do sindicato dos trabalhadores da categoria, considerado um dos mais combativos da região. Trata-se de uma pesquisa realizada a partir de fontes documentais e junto aos trabalhadores, sindicalistas e empresários, com o propósito de entender as razões da intensificação dos conflitos do trabalho e a postura sindical frente aos novos desafios do mundo laboral.</p>Laura Senna FerreiraMaria Soledad Etcheverry Orchard
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2018-10-112018-10-111712714610.5007/1980-3532.2017n17p127