Políticas Editoriais

Foco e Escopo

Esboços: histórias em contextos globais tem como principal objetivo contribuir para o debate em torno da História Global. Nesse sentido, a revista publica artigos, entrevistas e resenhas que fomentem a reflexão em torno das abordagens transculturais, das múltiplas integrações, das histórias conectadas, transnacionais, comparadas, marítimas, do sistema mundo, dos processos em micro e macro escala, entre outros enfoques próprios da História Global. A revista Esboços é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina.

 

Políticas de Seção

Artigo

Esta seção publica artigos inéditos e originais sobre temas que contribuam para o debate em torno dos estudos transculturais, das múltiplas integrações, das histórias conectadas, transnacionais, comparadas, marítimas, do sistema mundo, dos processos em micro e macro escala, entre outras abordagens próprias da História Global. Frequentemente, a revista lança chamadas para artigos a serem publicados em dossiês e debates temáticos. No ato da submissão, os autores devem indicar se os textos se destinam ou não a serem publicados em algum dos dossiês ou debates com chamada em aberto. Os artigos submetidos devem conter entre 35 mil e 58 mil caracteres com espaço, incluindo as referências bibliográficas, notas e tabelas. Esporadicamente, a critério do Conselho Executivo, artigos já publicados em outras línguas são traduzidos para o português.

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Entrevista

Esta seção publica entrevistas com nomes de destaque nas temáticas da revista. As entrevistas devem ter entre 27 mil e 54 mil caracteres com espaço e contar com um texto introdutório acerca do entrevistado.

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Resenha

Esta seção publica resenhas de livros que tenham sido publicados, no máximo, há três anos ou então títulos há muito esgotados e com reedição recente. A resenha deverá ter, no máximo, 25 mil caracteres com espaço, incluindo as referências bibliográficas e notas. Recomenda-se que as resenhas apresentem uma avaliação crítica do trabalho à luz da literatura previamente existente sobre o tema.

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares
 

Processo de Avaliação pelos Pares

Avaliação inicial

Todas as submissões recebidas passam por duas análises prévias. A primeira delas é feita pelo Editor Chefe que confere se estão de acordo com as “Diretrizes para os autores”. Submissões que não estiverem conforme as especificações das normas da revista serão recusadas e arquivadas. A segunda análise prévia é realizada pelos Editores de Seção, que, em apreciação preliminar, verificam se a submissão está de acordo com o “Foco e Escopo” bem como o tratamento da temática abordada, clareza da redação e concordância com as propostas da revista. Nessa etapa, a submissão também pode ser recusada e arquivada caso não cumpra algum dos requisitos acima descritos.

Avaliação cega por pares

Uma vez aceita na pré-seleção, a submissão será encaminhada para parecerista.

Cada artigo será encaminhado a dois pareceristas especialistas no tema abordado, de preferência um parecerista da área do artigo e outro no aspecto teórico-metodológico. No caso de haver uma disparidade nos pareceres, será providenciado um terceiro parecerista.

Resenhas e entrevistas receberão um parecer.

O Conselho Executivo solicita aos pareceristas que avaliem as submissões em até 30 dias. A expectativa é que o processo de avaliação de uma submissão e a primeira decisão editorial sobre ela dure de três a quatro meses após o seu recebimento.

O parecerista, além de preencher o formulário de avaliação próprio da revista, deve indicar uma das quatro opções abaixo em sua avaliação:

- aprovado sem alteração;

- aprovado com alterações pontuais;

- aprovado após reformulação substantiva;

- rejeitado.

Ao Conselho Executivo fica reservado o direito de publicar ou não os textos enviados de acordo com a pertinência em relação à programação dos temas da revista.

Aceitação condicional

Se os pareceres forem favoráveis, o texto será aceito sob a condição de o autor tratar adequadamente as questões levantadas ou apresentar uma justificativa sólida e embasada que esclareça as eventuais discordâncias com o parecer enviado. A submissão deverá ser reapresentada, através do sistema, em, no máximo, 60 dias em caso de revisão substantiva e 30 dias no caso de revisão pontual. Todas as modificações realizadas devem estar em realce amarelo para facilitar a visualização das alterações. A segunda versão da submissão será conferida pelo parecerista e/ou pelo Editor de Seção responsável. Esse processo é feito para assegurar que as modificações sugeridas foram tratadas adequadamente. Estando de acordo com as alterações, o Editor de Seção opta pela publicação.

Rejeição e nova submissão

A rejeição pode ocorrer após a avaliação inicial, avaliação feita por pares, e também após a revisão e reapresentação do trabalho no prazo estipulado. No caso de artigos, se ambos os pareceristas indicarem a necessidade de uma revisão substancial, o trabalho será rejeitado. Se houver interesse do autor, o artigo poderá ser submetido novamente, desde que leve em consideração as orientações dadas nos pareceres. Nesse caso, o autor deverá informar nos "Comentários ao Editor" que se trata de nova versão de um artigo já avaliado pela revista.

 

Periodicidade

A revista Esboços: histórias em contextos globais tem formato exclusivamente eletrônico com periodicidade quadrimestral. Os números referentes aos meses de janeiro a abril são publicados em janeiro. Os números referentes aos meses de maio a agosto são publicados em maio. Os números referentes aos meses de setembro a dezembro são publicados em setembro.

 

Política de Acesso Livre

Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.

 

Preservação digital

A Esboços: histórias em contextos globais se preocupa com o acesso ao conteúdo a longo prazo. Caso ocorra algum sinistro nos servidores, os arquivos digitais da revista estão preservados na Rede Cariniana, que utiliza o programa LOCKSS. O LOCKSS cria um sistema de arquivo distribuído entre as bibliotecas participantes, o qual permite que elas criem  arquivos permanentes da revista para a preservação e restauração.

 

Estatísticas

Verifique quais são os artigos mais citados publicados na Esboços: histórias em contextos globais: https://scholar.google.com.br/citations?user=BGL6rNgAAAAJ&hl=pt-BR

Acesse as estatísticas de visualização do site: http://stat.esbocos.periodicos.ufsc.br/awstats/awstats.pl?month=03&year=2018&output=main&config=stat.esbocos.periodicos.ufsc.br&framename=index 

 

Política de antiplágio

Todas as submissões recebidas para avaliação na revista Esboços: histórias em contextos globais passarão por identificação de plágio e/ou autoplágio. Os autores devem garantir o ineditismo de suas contribuições e a correta citação de proposições que não sejam suas. De acordo com a política de antiplágio da revista, é possível que os autores recebam eventuais questionamentos durante o processo de avaliação. Caso o plágio seja comprovado, o manuscrito será devolvido ao autor.

 

Chamada para dossiê

Chamada para dossiê:  Virada global: tensões, limites e desafios

Prazo para envio: 30 de setembro de 2018

Publicação: volume 26, número 41 (jan.-abr. de 2019)

A multiplicação de obras, periódicos e instituições de pesquisa trabalhando sob a ótica da História Global aponta para sua consolidação na historiografia. O crescimento do campo, todavia, tenciona suas fronteiras: as tentativas de circunscrição de suas balizas, presentes nas diferentes obras de introdução que procuram responder à questão “o que é a história global?”, são eloquentes acerca do caráter ainda aberto de seu repertório conceitual e metodológico. Diversas abordagens e modos de se fazer história global convivem e/ou competem pela hegemonia. Assim, ao lado da tradicional world history, que procura reconfigurar as narrativas da história do mundo todo, estudos dos sistemas-mundo buscam sistematizar analiticamente as relações entre diferentes estruturas e macrorregiões; a big history, integrando a história humana em contextos espaço-temporais de escala cósmica, convive com a micro-história global, que demonstra a presença de processos globais em unidades de análise restritas a locais ou mesmo trajetórias individuais; a história conectada explora os fluxos e circuitos a partir dos quais processos globais são construídos e efetivados, ao passo que os estudos pós-coloniais questionam epistemológica e concretamente a centralidade da Europa na produção de narrativas e interpretações de alcance global. As “histórias globais” são múltiplas, seja do ponto de vista dos objetos (a globalização contemporânea, as globalizações ou processos semi- ou sub- globais, as redes de integração e a produção de fronteiras, as dialéticas entre o local/global etc), dos diálogos interdisciplinares (com a economia, a antropologia, a sociologia histórica etc) e de suas modalidades (dos diversos métodos comparativos à construção de narrativas singulares ou plurais). Cada abordagem combina-se de modos específicos com outras, de acordo com as agendas, trajetórias intelectuais e acadêmicas dos pesquisadores. Categorias compartilhadas, tais como “conexão”, “fluxos”, “circuitos”, “integração” e “fronteiras” são reconfiguradas em função de seus múltiplos usos em esquemas interpretativos distintos. O contexto cada vez mais multivocal, marcado pela construção de redes de pesquisa que ultrapassam as fronteiras dos centros globais, em particular com a incorporação de vozes de historiadores do Sul Global, amplia a tensão acerca do sentido e da pertinência das “histórias globais” na prática historiográfica contemporânea. Trata-se, pois, de uma arena aberta.

Se a consolidação da História Global como campo e/ou abordagem, em sua multiplicidade, indica que não se trata de apenas mais uma moda historiográfica entre tantas, surge a questão dos impactos – reais ou potenciais – de seus debates específicos nos demais campos historiográficos, sejam eles definidos por períodos, objetos ou abordagens. Para seus proponentes mais otimistas, a incorporação de historiadores de diferentes especializações à História Global começa a se constituir como uma “virada global”. Diante disso, pode-se questionar: os debates do campo da História Global têm relevância do ponto de vista dos territórios historiográficos tradicionais? A discussão sobre as conexões históricas e os processos de integração e produção de fronteiras ajuda a pensar os objetos consolidados ou, ainda, ajuda a construir novos objetos nos campos tradicionais? O presente dossiê convida pesquisadores dos mais diversos campos a refletir sobre os impactos reais ou potenciais dos debates da história global para seus campos de especialização, apontando assim os riscos, os limites e as possibilidades de sua apropriação no âmbito da configuração atual dos territórios historiográficos e suas fronteiras.