Memória e arquivo no caso dos ossos de Blumenau

Autores

  • Ricardo Machado

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7976.2011v18n26p115

Palavras-chave:

Mausoléu Dr. Blumenau, Memória, Arquivo, Cidade

Resumo

Através de uma série de textos publicados pela imprensa escrita na cidade de Blumenau sobre o translado dos restos mortais e construção de um mausoléu em memória a Hermann Blumenau em 1974, busca-se problematizar as noções de memória e arquivo. Após a publicação de uma carta questionando a legitimidade da construção, há o aparecimento de uma longa polêmica que acabou envolvendo distintos setores políticos da cidade e deu visibilidade para um conjunto de transformações  relacionadas a uma nova concepção de espaço urbano, seus investimentos políticos sobre o passado e suas invenções identitárias. A germanidade que foi vista como um problema de gestão para o nacionalismo getulista dos anos 1930 positivou-se nos anos 1970 através da emergência de uma noção de cultura regional, a qual passou a investir intensamente na sua relação com um passado. Assim, ao mesmo tempo em que se vivenciou um período de investimento na construção de uma cidade marcada pela memória, através da reivindicação do arquivo produziu-se dissenso a respeito do passado e, com isso, colocou em disputa as possibilidades de futuro.

Biografia do Autor

Ricardo Machado

Doutorando pelo no programa de Pós-Graduação em História da UFSC.

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Publicado

2011-12-02