Visconti ou como inventar uma crítica da História graças ao cinema

Michèle Lagny

Resumo


A obra cinematográfica de Lucchino Visconti em sua fase pós-neorrealista foi marcada por grandes filmes de reconstituições de época. Ao levar cenas de diversos períodos históricos para o cinema, Visconti aproveitava sua experiência como encenador de ópera, empregando a música em seus filmes de forma metafórica. Sua narrativa fílmica ganhou, dessa forma, um especial valor interpretativo da História, na medida em que contesta uma versão oficial, feita pelas classes dominantes, que suprime os conflitos sociais e esconde as contradições da época. O presente artigo analisa as relações entre a música e a narrativa fílmica, observando a partir de três filmes, Senso (1954), Morte em Veneza (1971) e Ludwig (1973), o papel da música desempenha no enredo do filme e as variações que em que os temas vão se apresentando de acordo com as ações dramáticas e o estado emocional dos personagens.


Palavras-chave


Lucchino Visconti; Cinema; Música; Literatura; História

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7976.2012v19n27p140

Direitos autorais 2019 Michèle Lagny

Esboços: histórias em contextos globais - ISSN da versão impressa 1414-722x (cessou em 2008) e ISSN eletrônico 2175-7976 - Florianópolis - SC - Brasil