Hume e o universalismo na moral: por uma alternativa não kantiana

Adriano Naves Brito

Resumo


O texto é uma defesa, inspirada em Hume, da naturalização de valores morais, especificamente da universalidade e da igualdade. Tomo a posição de Tugendhat a respeito da relação entre afetos e julgamentos morais como o ponto de partida para explicitar o problema central da naturalização na moralidade, que é a naturalização dos valores. Mostro, então, que a assunção de uma assimetria entre afetos e razão, em favor desta última, é a nota característica da tradição kantiana, cujo núcleo é uma teoria antinaturalista de valor. Discuto, em seguida, em favor de naturalismo moral de Hume, mas indico suas limitações em esclarecer distinções morais a respeito das virtudes artificiais. Por fim, concluo apresentando uma análise naturalizada do universalismo e do igualitarismo baseada na assimetria entre a culpa e a indignação.


Palavras-chave


Naturalização da moral; Universalismo; Igualitarismo; Sentimentos morais; Culpa; Indignação

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DOI: https://doi.org/10.5007/1677-2954.2008v7n2p123

          

 

 

ethic@. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 1677-2954

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