Entre os transurânicos e a fissão nuclear: um exemplo do papel da interdisciplinaridade em uma descoberta científica

Autores

  • Marinês Domingues Cordeiro UFSC, Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica
  • Luiz O. Q. Peduzzi Departamento de Física, Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, UFSC

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7941.2014v31n3p536

Palavras-chave:

Fissão Nuclear, Interdisciplinaridade, Descoberta Científica, História e Filosofia da Ciência

Resumo

Parte das investigações físicas e químicas dos núcleos ganharam novas perspectivas com as descobertas do nêutron, em 1932, e da radioatividade artificial, em 1933. Irradiando diversos elementos com nêutrons, Enrico Fermi e seus colaboradores pensaram ter produzido os primeiros transurânicos. Entretanto, com o passar dos anos, essa concepção fez surgir muitas anomalias. Somente em 1939, Otto Hahn e Fritz Strassmann observaram que a irradiação do urânio com nêutrons produzia, na realidade, elementos muito mais leves, como o bário, e Lise Meitner e Otto Frisch identificaram o fenômeno como a fissão nuclear. Este trabalho enfatiza que a característica interdisciplinar das investigações nucleares exerceu papel duplo, evitando que sua descoberta fosse feita em 1934, mas também oferecendo paulatinamente as metodologias e novas possibilidades teóricas nos anos que se seguiram, até 1939, facilitando tal descoberta. Por fim, são analisadas algumas perspectivas para a educação científica, especialmente no que concerne o ensino de certos aspectos da natureza da ciência. 

Biografia do Autor

Marinês Domingues Cordeiro, UFSC, Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica

Luiz O. Q. Peduzzi, Departamento de Física, Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, UFSC

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Publicado

2014-05-12

Edição

Seção

História e Filosofia da Ciência