Discursos de verdade e biopolítica em redações de vestibulandos: a produção de subjetividades negras

Autores

  • Carmen Brunelli de Moura Universidade Potiguar (UnP)
  • Edgley Freire Tavares Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)
  • Marluce Pereira da Silva Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-8412.2018v15n2p2974

Palavras-chave:

Discursividade, Biopolítica, Subjetividades negras

Resumo

Neste artigo, objetiva-se entrever que discursos e regimes de verdade foram aceitos e valorizados em redações de vestibulandos de uma instituição federal de ensino superior, no ano de 2013, sobre a temática: A participação do negro na atual sociedade brasileira.  Entre as regularidades discursivas presentes nas redações, os enunciados acerca das políticas públicas, configuradas como dispositivos biopolíticos, passam a constituir o corpus. Assume-se uma postura analítica fundamentada em uma teoria do discurso de inspiração foucaultiana, em teóricos do campo dos estudos da linguagem e em teorizações sociais referentes à história dos negros. Conclui-se que os discursos de verdade, que atravessam as redações, são produzidos pelo Estado e reproduzidos e valorizados pelos candidatos quando reforçam efeitos de sentido de positividade das políticas públicas. 

Biografia do Autor

Carmen Brunelli de Moura, Universidade Potiguar (UnP)

Doutora em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Professora da Universidade Potiguar (UnP).

Edgley Freire Tavares, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)

Doutor em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Professor no Departamento de Letras Vernáculas da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Campus Central. Membro do Grupo de Estudos do Discurso – GEDUERN/UERN.

Marluce Pereira da Silva, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Doutora em Letras pela UNESP/ Araraquara. Professora do Mestrado Profissional em Letras PROFLETRAS/UFPB e professora colaboradora do Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem PPGEL/UFRN.

Downloads

Publicado

2018-07-12

Edição

Seção

Artigo