“Todo radialista é ouvinte”: considerações sobre os papéis desempenhados no universo radiofônico

Autores

  • Silvia Garcia Nogueira UEPB

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8034.2008v10n2p133

Palavras-chave:

Rádio, Antropologia dos meios de comunicação, Ilhéus

Resumo

Em geral, há uma tendência nos estudos sobre rádio em interpretar a categoria ouvinte como oposta a radialista. Outro pressuposto é o de que, em uma relação de poder construída, o radialista se sobrepõe ao ouvinte, já que o primeiro decide quem, o que e quando uma fala vai ao ar. Por fim, há uma inclinação a tratar os papéis de radialista e de ouvinte como invariáveis. Tendo por base uma pesquisa etnográfica realizada em Ilhéus (Sul da Bahia) junto a emissoras de rádio ao longo de um ano, este trabalho pretende colocar em questão tais perspectivas, defendendo que os papéis sociais desempenhados na interlocução entre radialistas em atividade e ouvintes podem se alternar conforme a utilização de determinados códigos particulares a cada uma dessas posições por ambos. Pretende, ainda, estimular reflexões sobre o papel desempenhado pelo antropólogo nesse cenário.

Biografia do Autor

Silvia Garcia Nogueira, UEPB

Jornalista (PUC-Rio), Mestre e Doutora em Antropologia (Museu Nacional/UFRJ), professora do curso de Relações Internacionais. Membro e coordenadora do GT Educação e Mídia do Comitê Paraibano de Educação em Direitos Humanos.

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Publicado

2008-12-15

Edição

Seção

Seção Temática: Antropologia e Comunicação