Revista Internacional Interdisciplinar INTERthesis
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<p>A Revista Internacional Interdisciplinar INTERthesis tem como missão contribuir com a publicação de estudos interdisciplinares em especial das <strong>Ciências Humanas</strong>. A INTERthesis aceita originais, em português, espanhol e inglês em forma de artigos, ensaios e resenhas que prioritariamente sejam <strong>interdisciplinares</strong> em sua metodologia, teorização e bibliografia.</p> <p><strong>ATENÇÃO</strong>:</p> <ol> <li> As <strong>"Diretrizes para autores"</strong> da revista foram atualizadas - Verifique antes de submeter seu manuscrito.</li> <li>A partir de <strong>2020</strong> passa a funcionar na modalidade de <strong>publicação continuada.</strong></li> </ol>Universidade Federal de Santa Catarinapt-BRRevista Internacional Interdisciplinar INTERthesis1807-1384<p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p><p>Autores e autoras mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p><p>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p><p>Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online após a sua publicação (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) já que isso pode aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (<a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html">Veja O Efeito do Acesso Livre</a>).</p>Meio ambiente e desenvolvimento no Brasil: notas sobre a alternativa ecossocialista
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/70264
O artigo tem como objetivo problematizar a ideia de progresso como solução dos problemas socioambientais, abordando de forma crítica o debate ecológico das últimas décadas. Como contraponto, apresenta-se a perspectiva de Walter Benjamin sobre a necessidade de interrupção radical e urgente do atual modelo de desenvolvimento, presente até mesmo em setores que defendem o meio ambiente. Em complemento, pretende-se apontar aspectos mais gerais do chamado “ecossocialismo” como alternativa possível de relação entre seres humanos, sociedade e natureza. A conclusão do artigo aponta para a pertinência do referencial teórico adotado, especialmente quando se considera o desenvolvimento tecnológico das últimas décadas no manuseio de recursos naturais, com as implicações socioambientais que dele decorrem.José Carlos FreireAlexandre Fernandez Vaz
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2020-11-272020-11-271711710.5007/1807-1384.2020.e70264A economia psicopolítica e a economia da felicidade: repensando consumo, renda e meio ambiente
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/1807-1384.2020.e67351
<p>Com o intuito de dar continuidade ao aprofundamento dos estudos transdisciplinares, o presente artigo contempla as possíveis complementaridades entre a Economia Psicopolítica e a Economia da Felicidade. Por ambas reunirem elementos que possibilitam uma nova episteme no tratamento do consumo, da concentração de renda e da devastação do meio ambiente, pretende-se, através delas, propor uma visão não ortodoxa para o relacionamento dos agentes econômicos. A economia psicopolítica visa, através da tomada de consciência dos sujeitos em rede em relação à qualidade emancipatória ou não dos estados mentais que são autorizados a serem fonte de referência para a capacidade de julgar, restabelecer a comunicação, permitindo construir formas de re-harmonização das condições de existência e, possibilitando, assim, alcançar um maior nível de bem-estar. Por sua vez, os estudos da economia da felicidade enfatizam a abordagem de uma realidade social altamente complexa e dinâmica, onde o modo de pensar dualista se revela pobre e incompleto dada a existência de infinitos matizes de cores entre as pontas do espectro formado pelos fatos. Os argumentos propostos por essas duas epistemologias oferecem contribuições de reflexão metodológica pluralista e para além do modo de pensar dualista.</p>Marcelo de Carvalho Azevedo AnacheLuiz da Costa Laurencel
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2020-05-042020-05-0417011910.5007/1807-1384.2020.e67351Justiça e utilidade: revisando as bases da coexistência entre ciência e conhecimentos tradicionais
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/1807-1384.2020.e67664
<p>A consolidação do paradigma moderno como embasamento para a interpretação do mundo trouxe consigo questões sobre a diversidade cultural, inclusive no que respeita à produção de conhecimentos. Este trabalho tem como principal objetivo chamar a atenção para o fato de que historicamente temos feito da Ciência um sistema caracterizado pela desconsideração e o silenciamento de outros regimes de saberes, como os tradicionais. Nele, procuramos demonstrar, por meio da apresentação de um estudo bibliográfico, a existência de forte tendência hegemônica, a necessidade de nos dedicarmos à superação dessa característica e a possibilidade de criarmos condições para uma coexistência mais justa e mais útil com os regimes de saberes tradicionais. Após expormos um caso de sucesso na combinação de conhecimentos científicos e tradicionais, consideramos, finalmente, que se faz necessária a tomada de posição por parte de nós cientistas para que a Ciência possa cumprir o papel de contribuir com o bem-estar da humanidade.</p>Luiz Francisco LoureiroCristiane da Silveira
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2020-07-062020-07-0617011910.5007/1807-1384.2020.e67664Trauma colonial e o testemunho do etnocídio Yanomami: uma leitura de marcados de Claudia Andujar
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/1807-1384.2020.e67862
<p class="TtuloResumo">O objetivo deste ensaio é analisar a obra <em>Marcados</em>, da fotógrafa Claudia Andujar, a partir da dupla temporalidade em que ela se insere. Como inscrição e continuidade da violência colonial, as noções de imagem, anacronismo, testemunho, trauma e etnocídio serão mobilizados e articulados no desenvolvimento da argumentação. Da teia que foi construída, sustenta-se uma hipótese de trabalho: a de que a autora quis, pela via da imagem, fazer um esforço de simbolização do processo colonial que acometeu o Brasil desde 1500 e que continua se manifestando no presente através de novas formas. Como resultado articulou-se a ideia de trauma, com as fotografias de Andujar e a experiência de colonização que é, nessa concepção, uma experiência de etnocídio.</p>Fabio Feltrin de SouzaJoão Pedro Garcez
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2020-02-262020-02-2617011710.5007/1807-1384.2020.e67862Iniciativas econômicas solidárias e redes de colaboração na Amazônia Marajoara
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/1807-1384.2020.e70125
<p>A pesquisa visa apresentar um estudo de caso que contextualiza o tema Economia Solidária à luz do que vem sendo construído no âmbito do território da Amazônia Marajoara, tendo como universo da pesquisa o Projeto Estadual de Assentamento Agroextrativista (PEAEX) denominado Acutipereira, mais especificamente, a comunidade Santo Ezequiel Moreno e suas redes de colaboração solidária com as demais comunidades adjacentes. O objetivo da pesquisa concentrou-se em apresentar iniciativas econômicas solidárias em andamento na Amazônia Marajoara que se mostram promissoras na busca da melhor gestão dos recursos naturais e desenvolvimento local sustentável, avaliar as dinâmicas das redes de colaboração solidárias existentes e potenciais, bem como suas reais possibilidades e limites para o sucesso. Os procedimentos metodológicos utilizados foram a pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de campo, com o uso do método qualitativo, com abordagem do tipo exploratória, por meio de um estudo de caso. Destaca-se como resultado que a comunidade se encontra em plena construção de uma cultura solidária, mas que ainda requer dar um salto de qualidade, tanto no amadurecimento e operacionalização de seus projetos, no efetivo acesso à novos mercados, quanto no aprimoramento e operacionalização de suas redes de colaboração solidárias dentro e fora do PEAEX Acutipereira. Conclui-se que as iniciativas econômicas solidárias e suas redes de colaboração em operacionalização na comunidade pesquisa de fato estão proporcionando geração de trabalho, renda e melhores condições de vida as famílias.</p>Alexandre Nunes da SilvaGilberto Miranda RochaMaria do Socorro Almeida Flores
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2020-02-262020-02-2617012110.5007/1807-1384.2020.e70125Os ribeirinhos no Arquipélago de Marajó e a luta pela permanência no território tradicionalmente habitado
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/1807-1384.2020.e70154
<p>O arquipélago de Marajó desde a colonização tem sido palco de intensas e sucessivas disputas entre diferentes grupos pela ocupação e usufruto da terra e riquezas naturais. Neste estudo, evidencia-se a luta dos ribeirinhos, um grupo social do rio Mapuá, município de Breves, Marajó, Pará, pelo acesso, uso e permanência no território tradicionalmente habitado. Em conflito com os empresários da madeira, os ribeirinhos, ameaçados de serem expulsos, requereram junto ao governo federal a criação de uma Reserva Extrativista, a Resex/Mapuá, como condição para permanecerem em seu território. Seguindo os pressupostos da pesquisa qualitativa, procuramos conhecer aspectos desse conflito, assim como discutir sobre a Resex e o uso do território na interface com a política territorial do Estado. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e análise documental. Tendo por referência o campo socioantropológico em uma perspectiva interdisciplinar, analisamos os dados empíricos, os quais nos levam a evidenciar que a Resex-Mapuá, para os ribeirinhos, constitui-se em uma tática política de afirmação e reafirmação do direito de permanecer no território que tradicionalmente habitam e costuram seus modos de vida.</p>Eliane Miranda CostaVivianne da Silva Nunes Caetano
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2020-02-262020-02-2617011910.5007/1807-1384.2020.e70154Indígenas Sateré-mawé/AM e Hixkaryana/AM em sofrimento mental e ético-político
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/1807-1384.2020.e70094
<p>Partimos de visão spinozana que não dicotomiza corpo e mente e salientamos inferências a respeito de duas etnias indígenas da Amazônia ante os processos psicossociais. Metodologicamente, consideramos historicidade e territorialidade na análise. Ambas podem se vincular a sofrimentos no campo da saúde ou não. As reflexões tiveram o objetivo de considerar cosmovisão e imemorialidades. Concluímos que encontros vividos por povos originários na cidade tendem a lançá-los a condições de sofrimento ético-político, em uma dialética inclusão/exclusão social, diminuindo a conatus dos indígenas, afetando sua saúde e concorrendo para um status de reatividade.</p>Renan Albuquerque
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2020-04-082020-04-0817011710.5007/1807-1384.2020.e70094Processos de territorialização empresarial na Amazônia: significados e decorrências
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/1807-1384.2020.e70164
<span>Esse artigo pretende elencar pistas acerca dos dispositivos práticos e simbólicos (medidas funcionalizadoras do espaço promovidas em nome do “progresso”) adotados no processo de implementação de grandes hidrelétricas na região amazônica, que vem contribuindo para o rebaixamento dos padrões de proteção ambiental e de direitos sociais e territoriais vigentes no país. Os agentes estruturadores dos “territórios empresariais” resultantes desses empreendimentos procuram produzir espaços funcionais, precedidos de limpezas sociais profundas que expressam a natureza privatista e autoritária inerente a esses processos de incorporação espacial de larga escala. Tais processos, contudo, não se dão sem contendas e antagonismos, seja entre os segmentos condutores da reestruturação espacial-social, seja entre estes e a população deslocada compulsoriamente que insiste em resgatar margens de autonomia do viver coletivo, a partir de repertórios culturais que não se encerram e de novas sociabilidades que se abrem. Nesses termos, o conflito territorial é posto e reposto, não como “obstáculo” ou “entrave”, mas como interrogante acerca das próprias metas e resultados dos projetos de “modernização” e “desenvolvimento”. Nossa proposição é fornecer elementos analíticos e espaços de reconhecimento para o (re)mapeamento de tradições e resistências nas novas condições colocadas pelo contínuo reescalonamento do espaço produzido por grandes projetos já implementados e em implementação na Amazônia.</span>Luis Fernando Novoa GarzonDaniele Severo da SilvaMaíra Silva Ribeiro
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2020-04-082020-04-0817011510.5007/1807-1384.2020.e70164Narrativas amazônicas: representações do mito do boto nas narrativas dos moradores antigos da comunidade da Missão Tefé-Amazonas
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/1807-1384.2020.e70131
<p>As narrativas amazônicas são criações e elaborações da imaginação humana, as quais revelam elementos que precisam ser registrados e analisados dentro de um contexto amazônico. O mito é vivente e com sua verdade podemos desvendar e denunciar as realidades e os temas obscuros que foram silenciados. Posto que ele engendra o real dos fatos históricos através da simbologia, dos personagens sobrenaturais, dos deuses e dos ancestrais. Neste sentido, o presente trabalho visa, sobretudo, evidenciar a cultura da tradição oral, pois esses elementos são imprescindíveis para contribuir na construção histórica e identitária desta localidade, trazer à tona e denunciar as verdades interditas e subentendidas no contexto dessa narrativa. A pesquisa apresenta uma abordagem qualitativa e teve como base as narrativas amazônicas sobre o boto, a fim de compreender os vestígios do encontro colonial entre os povos da Amazônia e o homem branco. A problemática emergiu devido à história deste período nesta localidade ser ainda apresentada através da perspectiva do colonizador, pois são poucos os registros escritos dos nossos antepassados. Para o desenvolvimento teórico selecionamos autores como Bourdieu (2002), Eliade (2016), Slater (1994) e Thompson (1992). Assim, este trabalho contribuiu para o fortalecimento da cultura da tradição oral na Comunidade da Missão e, sobretudo, comprovamos que as histórias de encantamento permanecem vivas nas memórias de quem as narrou, revelando as verdades e as violações silenciadas neste período, que possibilitaram o entendimento das consequências do encontro colonial.</p>Thaila Bastos da FonsecaVeronica Prudente Costa
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2020-06-032020-06-0317011910.5007/1807-1384.2020.e70131Territorialização do agronegócio no estuário amazônico e re-existência camponesa: estudo de caso na Ilha do Capim, Abaetetuba/PA
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/1807-1384.2020.e70106
<p>Na região do Baixo Tocantins, especificamente no Município de Barcarena/PA, o agronegócio vem se territorializando de forma a criar um centro hidroviário de distribuição de <em>commodities</em> para o mundo. Este trabalho tem como objetivo pautar quais são as ações do agronegócio na Ilha do Capim e seus arredores e demonstrar quais as estratégias de luta dos ribeirinhos. Foram utilizados os seguintes métodos: entrevistas históricas, observação participante e oficina para análise de conflitos socioambientais. Verificou-se que, na percepção dos ribeirinhos, a principal estratégia utilizada pelo grupo do agronegócio é fundamentada na propagação do discurso de desenvolvimento. Outras estratégias utilizadas foram a tentativa de compra de terra na Ilha do Capim, o que é ilegal, segundo o § 2º do Art. 59. da instrução normativa Nº 97 de 17 de dezembro de 2018, e o não reconhecimento, por parte das empresas, dos ribeirinhos como sendo povos e comunidades tradicionais. Consideramos que os ribeirinhos percebem as estratégias do agronegócio como um jogo de ações articuladas, com diversos sujeitos institucionais ou individuais para efetivar a territorialização desse modelo econômico na região. Por sua vez, os povos e comunidades tradicionais promovem iniciativas que afirmam o direito de permanência em seus territórios, como que esses territórios tenham capacidade de promover suas funções para quem nele se territorializa.</p>Jaqueline Raquel Cardoso MesquitaLívia de Freitas Navegantes-Alves
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2020-07-292020-07-2917011810.5007/1807-1384.2020.e70106Conflitos socioambientais em áreas protegidas: disputas territoriais nas reservas de desenvolvimento sustentável Mamirauá e Amanã – AM
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/1807-1384.2020.e70148
<p class="Standarduser"><span>As unidades de conservação se apresentam como a principal ferramenta de políticas públicas para conservação da sociobiodiversidade e a implementação destas exige a adoção de posturas relativas às regras e legislações ambientais para uso dos territórios e recursos, expresso no SNUC, gerando entre eles diferentes situações de conflitos socioambientais. Este texto busca compreender as lógicas de apropriações do território e dos recursos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã (RDSA) e na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM). Nesse contexto, especificamente abordamos as dinâmicas dos conflitos associados às situações de disputas entre moradores e usuários pelo controle ao acesso e uso de recursos, com o objetivo de conhecer e analisar as configurações sociais e políticas em que entre esses atores se estabelecem as interações para a formulação e execução de políticas de gestão ambiental e territorial, no âmbito das quais nos interessa aquelas relacionadas aos projetos de manejo participativo e compartilhado de recursos pesqueiros. Para isso, a perspectiva metodológica da ecologia política provê, a partir de suas análises, possibilidades de apreender tais conflitos e as relações estabelecidas entre os diversos atores sociais e institucionais, cuja dinâmica do conflito se dá a partir dos diferentes entendimentos do que é conservação e uma dificuldade de estabelecer as áreas de preservação e de uso para pesca em territórios sobrepostos. A percepção heterogênea dos recursos naturais, dos direitos territoriais e a apropriação do território são o plano de fundo dos conflitos nas áreas protegidas da região.</span></p>Vinícius Galvão ZanattoPatrícia Carvalho Rosa
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2020-07-292020-07-2917011810.5007/1807-1384.2020.e70148Uma antropologia de base e na comunidade: “eu quero criar pontes” - Entrevista com Esmeralda Mariano - Moçambique
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/75160
<p>Essa entrevista foi realizada na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), no gabinete da antropóloga moçambicana Esmeralda Mariano. Entre suas várias atividades, ela é Diretora Adjunta para a Pós-Graduação da Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS).</p><p>Em mais de uma hora de conversa, Esmeralda nos levou para vários mundos, os quais ela frequentou ao longo de sua trajetória pessoal, de formação, de docente, de pesquisadora. Sua origem no Centro de Moçambique, seu crescimento no Sul, entre Changanas, seu casamento com um italiano, que a levou morar e estudar na Itália, onde fez sua graduação em Letras e Filosofia, com orientação Etno-Antropológica (Universidade de Gênova), seu mestrado em Antropologia Social (com enfoque em Ecologia Humana), pela Universidade de Bergen, Noruega, e seu Doutorado em Antropologia Social e Cultural, pela Universidade Católica de Leuven, na Bélgica. Ou seja, uma mulher do mundo.</p><div><br clear="all" /><div><p> </p></div></div>Vera Fátima Gasparetto
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2020-11-272020-11-271711910.5007/1807-1384.2020.e75160O momento nos exige mudar...
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/71440
<span id="docs-internal-guid-39e23edd-7fff-84fc-d6a7-8fea1102e2af"><span>A revista INTERthesis nasce, em 2004, amparada na convicção da interdisciplinaridade como instrumento para tentar compreender, de forma abrangente, os fenômenos sociais. Como alternativa às abordagens disciplinares, utilizamos do conceito “interdisciplinar” para guiar um periódico interessado no avanço do conhecimento científico por meio de suas diferentes manifestações, especialmente relacionadas com a área das Ciências Humanas. Compartilhando da visão de Claude Raynaut (RAYNAUT, 2014), assumimos desde o nosso primeiro volume o desafio de compreender os resultados científicos muito mais como uma prática em andamento, que como um exercício orientado por epistemologias e metodologia perfeitamente definidas.</span></span>Luiz Fernando Greiner BarpJavier Ignacio Vernal
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2020-02-112020-02-11170104O feminino e o feminismo nas poesias das professoras poetas
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/75786
<p>Resenha do livro:</p><p>BOTTON, Fernanda Verdasca; BOTTON, Flávio (Orgs). <strong>O feminino na poesia</strong>: antologia poética de professoras poetas. São Paulo: Todas as Musas, 2018. </p>Cristiane de Mesquita Alves
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2020-12-022020-12-02171710.5007/1807-1384.2020.e75786Todo mundo pode escolher o feminismo: o convite de bell hooks
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/1807-1384.2020.e71459
<p>HOOKS, bell. <strong>O feminismo é para todo mundo</strong>: políticas arrebatadoras. 1 ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2018. E-book.</p><p><em>O Feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras</em> (2018) pauta-se na compreensão que bell hooks tem de feminismo para analisar os problemas enfrentados pelo movimento, elencar as conquistas já obtidas e apontar as pautas a serem desenvolvidas, tendo em vista as estruturas opressoras ainda vigentes. A autora defende que o feminismo deve ser fruto de uma escolha consciente e, para isso, é necessário que uma educação feminista seja difundida em massa.</p>Luciele Mariel Franco
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2020-05-042020-05-0417010710.5007/1807-1384.2020.e71459Mulheres negras e antirracismo no Brasil
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/73291
<p>O objetivo do presente texto é destacar as contribuições de ativistas e intelectuais negras para o movimento antirracista brasileiro. São apresentados três elementos para pensar esse processo: primeiro, a forma como algumas pensadoras negras compreenderam a dinâmica racial brasileira; segundo, como elas problematizaram o lugar da mulher negra na sociedade brasileira; e em terceiro lugar, discute-se como elas atuaram na construção de ações específicas de enfrentamento do racismo. Para se alcançar a questão proposta, faz-se referência à algumas produções de ativistas e intelectuais identificadas à primeira geração do feminismo negro contemporâneo brasileiro.</p>Regimeire Oliveira Maciel
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2020-11-272020-11-271712110.5007/1807-1384.2020.e73291Narrativas que naturalizam violências: reflexões a partir de entrevistas com homens sobre violência de gênero
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/72407
<p>Este artigo versa sobre a construção de subjetividades, masculinidades e violência contra mulheres. O estudo reflete acerca da associação entre violência e masculinidade nas narrativas de homens. Nossos eixos teóricos são os estudos de gênero e as teorias feministas de base construcionista social e pós-estruturalista. O material foi obtido por entrevistas em profundidade com homens acusados e não acusados de exercer violência de gênero. A partir de sua transcrição e codificação, foi analisado tomando como base o estudo de narrativas (temática e estrutural). A violência de gênero aparece associada a significados sobre a posse da mulher, diferenciações de gênero relacionadas a racionalidade e emoção, dominação e culpabilização da mulher pela violência. Como conclusão, destacamos a importância de problematizar significados que contribuem para sustentar e reproduzir as violências de gênero ao intervirmos de forma comunitária e/ou institucional, em especial aquelas legitimadas por masculinidades tradicionais nas quais a violência parece ser parte constituinte.</p>Adriano BeirasMateus Pereira BenvenuttiMaria Juracy Filgueiras ToneliCamila Maffioleti Cavaler
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2020-12-022020-12-021712210.5007/1807-1384.2020.e72407Direito homoafetivo como tema transversal no novo ensino jurídico superior
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/1807-1384.2020.e67588
<p>Qual a relevância e a viabilidade da inclusão do Direito Homoafetivo como tema transversal nas disciplinas ministradas no curso de graduação em Direito, conforme as novas diretrizes curriculares estabelecidas pela Resolução CES/CNE 5/2018? A homoafetividade, a diversidade sexual e a identidade de gênero são características resultantes da forma plural de se manifestar da sexualidade humana e possuem reflexos no sistema jurídico normatizador da vida em sociedade, independentemente do ramo do Direito. Assim sendo, existe a necessidade do estudo transversal na graduação em Direito das questões jurídicas relacionadas à homoafetividade, uma vez que essas questões são realidade social vinculada às mais diversas áreas de atuação da ciência jurídica. As ferramentas disponibilizadas pela Resolução CES/CNE 5/2018 viabilizam o aprendizado dos assuntos ligados às minorias sexuais, por meio da conexão dinâmica desses temas com as diversas disciplinas da grade curricular da graduação em Direito. A perspectiva metodológica escolhida tem por base o pensamento complexo. Há a prevalência de resultados sistêmicos, privilegiando a inter e a transdisciplinaridade dos ramos do Direito e das demais áreas do conhecimento humano. Com base na doutrina, na jurisprudência e no sistema legislativo, o trabalho revela a função transdisciplinar do Direito Homoafetivo na graduação em Direito, enquanto tema transversal, e sua contribuição para a formação de competências necessárias à vida acadêmica, profissional e familiar do jurista contemporâneo, fortalecendo a tolerância e o respeito na sociedade.</p>Germana Parente Neiva BelchiorMarcos Heleno Lopes Oliveira
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2020-05-042020-05-0417011810.5007/1807-1384.2020.e67588Propostas do Banco mundial para reformas do setor saúde no Brasil em 2017
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/72501
<p>Esse ensaio tem como objetivo analisar as recomendações para o setor saúde publicadas pelo Grupo Banco Mundial (BM) no documento ‘Um Ajuste Justo: análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil’, em novembro de 2017. O tema apresenta um recorte temporal atual e relevante para o debate no que tange às possíveis implicações para o Sistema Único de Saúde (SUS). Apresenta-se uma breve contextualização sobre globalização e a influência das instituições de financiamento internacional no capitalismo periférico. Buscou-se situar os estudos que analisaram as propostas do BM ao setor saúde brasileiro para entender a direção das recomendações. A análise do último Relatório denota que a instituição manteve a linha orientada pelos pressupostos neoliberais pró-mercado que converte a saúde em bem de consumo e defende que é possível produzir mais com os mesmos custos em uma gestão e provisão mais eficientes com maior participação do setor privado. No entanto, o documento não aprofunda o debate sobre os convênios do SUS com hospitais privados, tampouco apresenta indicadores de eficiência, além de desconsiderar as heterogeneidades regionais brasileiras. Outra perspectiva mantida pelo BM foi a recomendação de limitar a responsabilidade do Estado como regulador, além de reiterar a necessidade de integração entre sistemas. Por último, refere que a desoneração fiscal das despesas realizadas com gastos privados de saúde aumenta as iniquidades em saúde, pois as isenções tributárias são menos progressivas, aspecto não destacado nos Relatórios anteriores.</p>Liana Cristina Dalla Vecchia PereiraRosana de Carvalho Martinelli Freitas
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2020-11-272020-11-271712110.5007/1807-1384.2020.e72501Biopolítica e brutalismo em chave estratégica
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/72591
<p>Como repensar a biopolítica no contexto do neoliberalismo? A que ponto a trilha aberta por Foucault mantém sua validade? Como a perspectiva de Maurizio Lazzarato, com seu conceito de “máquina de guerra do capital”, e o de Achille Mbembe, com o de “brutalismo”, se prestam a repensar a relação entre corpo, guerra e capital?</p>Peter Pál Pelbart
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2020-11-272020-11-271711010.5007/1807-1384.2020.e72591Medo e apoio ao autoritarismo na contemporaneidade
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/1807-1384.2020.e61236
<p>O presente trabalho busca empreender uma reflexão acerca do medo, enquanto afeto político central, que constrói os laços sociais, tanto do ponto de vista das relações interpessoais quanto do ponto de vista mais amplo das relações políticas, discutindo as facetas da insegurança na contemporaneidade, a apropriação do discurso e das práticas de medo e insegurança pelo Estado neoliberal e pelo Capital, e a relação estabelecida entre o medo e a adesão a posições e proposições políticas conservadoras e autoritárias. Para tanto, parte-se de uma perspectiva da Teoria Crítica, considerando a maneira como a vida social e a experiência política mobilizam os afetos, com atenção especial voltada ao medo na contemporaneidade, conjugada com a utilização de pesquisas empíricas já realizadas que corroboram, direta ou indiretamente, a relação entre o medo e o apoio ao autoritarismo.</p>Ana Carolina Morais Colombaroli
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2020-02-112020-02-1117011810.5007/1807-1384.2020.e61236Modernismo e nacionalismo: casos paradigmáticos em Portugal e Espanha
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/1807-1384.2020.e65256
<p>O modernismo português que irrompeu nos anos 1914 e seguintes caracterizou-se por uma compleição politicamente tradicionalista, nacionalista e antiliberal. Personalidades desta geração como António Ferro e Raul Leal cedo manifestaram o seu interesse pelo fascismo e a sua descrença na República, o que naturalmente levou a que expressaram uma visão política e cultural que acabou por ver no ideário do Estado Novo a confirmação dos seus anseios nacionalistas. Mas também em Espanha Eugenio D’Ors, amigo de Salazar e de António Ferro, constitui um caso paradigmático de um intelectual que tendo colaborado com revistas modernistas como <em>Quatre gats</em> ou<em> Pèl & Ploma</em>, mais tarde acaba por romper com o Modernismo por achar que esta estética era de uma espontaneidade estéril sem direcção.</p>Teresa Lousa
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2020-02-112020-02-1117011510.5007/1807-1384.2020.e65256Identidade sobre rodas: um ensaio sobre a cultura biker custom
https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/view/1807-1384.2020.e67140
<p>Este ensaio propõe uma reflexão sobre os processos culturais de formação da identidade tendo como referência os estudos sobre as pedagogias culturais. Para tanto, tomam-se os processos de formação da identidade <em>biker custom</em> como referente empírico. <em>Biker</em> refere-se a uma prática social específica vinculada ao motociclismo, à customização da motocicleta, ao uso de roupas, adereços e jargões, através da qual tanto uma identidade pessoal quanto uma identidade coletiva são formadas. Baseado nos estudos sobre pedagogias culturais, este ensaio problematiza os processos de formação da identidade <em>biker</em>, procurando evidenciar a dimensão propriamente pedagógica e formativa dos processos culturais de formação da identidade.</p>Leandro Castro OltramariCarlos José Naujorks
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2020-02-112020-02-1117011410.5007/1807-1384.2020.e67140