Tradução Técnica: das armadilhas às responsabilidades do tradutor

Silvana Polchlopek, Michelle Aio, Hutan Almeida

Resumo


Dentro do mercado de tradução, a modalidade que se refere aos textos considerados “técnicos” representa um dos seus maiores segmentos, resultando em muitas discussões no que diz respeito à conceituação dessa modalidade textual. Talvez em razão das delimitações geradas por esses conceitos, a tendência geral, ainda que equivocada, é a concepção de que textos técnicos são rápidos e fáceis de serem traduzidos, visto que necessitam “somente” do conhecimento “básico” da terminologia específica da área, exigindo do tradutor “apenas” o domínio do assunto e a revisão sintática para tornar o texto legível e com sentido. Por outro lado, a tendência atual no meio tradutológico é considerar como técnicos não só manuais de instrução, artigos científicos e bulas de remédio, por exemplo, como também textos literários, jornalísticos e até mesmo uma carta de amor. Consequentemente, dissolve-se a dicotomia entre literário ou técnico e, portanto, as classificações atribuídas aos tradutores dessas modalidades. A proposta deste artigo é, portanto, discutir a tradução chamada de “técnica” e demonstrar que essa modalidade tradutória também apresenta desafios e armadilhas para o tradutor, exigindo deste uma responsabilidade que vai além do simples conhecimento linguístico e expande-se para o conhecimento do contexto, do leitor e do propósito da tradução.

Palavras-chave


tradução técnica; tradutor; terminologia.

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In-Traduções ISSN 2176-7904, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.