O processo criativo na tradução das comédias de Aristófanes: uma análise onomástica

Kall Lyws Barroso Sales

Resumo


O processo tradutório exige com freqüência a criatividade do tradutor para produzir  efeito desejado em língua-alvo. No que tange à tradução de elementos cômicos criados pelo próprio sistema lingüístico encontra-se uma dificuldade singular, pois muitas vezes o que é criado através da linguagem pode se mostrar como “intraduzível”: piadas, jogos de linguagem e frases irônicas geralmente não encontram as mesmas possibilidades na língua de chegada e tornam-se desafios para o tradutor, pois qual o limite para as modificações de uma tradução não ocorrem em uma recriação. A literatura que versa sobre o riso e sobre o cômico notam-no como elemento intimamente ligado à cultura e à sociedade na qual foram criados, por isso, de difícil tradução. O presente trabalho, então, propõe uma reflexão sobre o cômico e o riso como processos de tradução específica e sobre o processo criativo na elaboração dos nomes próprios que tem origem em jogos de palavras em língua-alvo. Como corpus foram selecionadas três comédias de Aristófanes: Lisístrata, tradução de Ana Maria César Pompeu; Lisístrata, tradução de Millôr Fernandes; As Aves, tradução de Adriane da Silva Duarte; e As vespas, tradução de Junito de Sousa Brandão.


Palavras-chave


Tradução; Cômico; Aristófanes.

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In-Traduções ISSN 2176-7904, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.