Une Mort Héroïque, de Charles-Pierre Baudelaire

Silvio Somer

Resumo


Charles-Pierre Baudelaire (1821-1867), escrito francês, é hoje reverenciado como um dos paradigmas máximos da modernidade. Alma inquieta e conturbada, via com desconfiança a era do progresso, entrevendo na modernidade uma morbidez oculta que sua sensibilidade extremada não tolerava. Em 1857 a publicação de “As Flores do Mal”, sua obra prima, ofende a moral burguesa e lhe vale um processo no qual é obrigado a pagar uma multa considerável, além de ter de retirar sete poemas do livro. Alguns dos sonetos ali encerrados já prefiguravam o simbolismo e o decadentismo, correntes que começavam a tomar corpo. “Em Os Paraísos Artificiais” (1860), explora o potencial criador sob o efeito do ópio e do haxixe. Solitário, doente e sem recursos, morre em 1867.

Os cinquenta poemas que compõe a coleção intitulada “Pequenos Poemas em Prosa” (Petits Poëmes en Prose) foram redigidos entre 1855 e 1864. Muitas vezes aparece o subtítulo “Le Spleen de Paris”, o que o aproxima dos títulos de duas partes das “Flores do Mal”: “Spleen et Ideal” e “Tableaux Parisiens”. Quarenta deles foram publicados em diversos jornais da época, os dez restantes são de publicação póstuma. Segundo uma carta de 1862 Baudelaire se inspirou no exemplo escritor Aloysius Bertrand. Tendo se livrado da prisão da rima é mantido algum ritmo, uma estrutura próxima à poesia.

BAUDELAIRE, Charles.  “Une Mort Héroïque”. In: BAUDELAIRE, Charles. Petits Poëmes en Prose: Le Spleen de Paris. Paris: Louis Conard, 1926. Disponível em : <https://archive.org/download/petitspomesenp00baud/petitspomesenp00baud.pdf>. Acesso em 01 março 2014.


Palavras-chave


Literatura Francesa; Charles Baudelaire

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In-Traduções ISSN 2176-7904, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.