Políticas públicas de mobilidade urbana e práticas corporais: repercussões do sistema de bicicletas compartilhadas

Autores

  • José Paulo Gurgel Teixeira Graduação em Educação Física pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Universidade Estadual do Ceará (UECE).
  • Braulio Nogueira de Oliveira Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva UECE - Mestrado acadêmico em Saúde Coletiva Professor substituto - Universidade Estadual do Ceará
  • Bérgson Nogueira de Oliveira Graduação em Educação Física pela Universidade Regional do Cariri (URCA). Universidade Regional do Cariri (URCA).
  • Wellington Gomes Feitosa Doutorando pelo Programa de Pós-graduação em Ciências do Movimento Humano UFRGS (PPGCMH/UFRGS) Professor auxiliar na Universidade Estadual do Ceará (UECE)

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8042.2016v28n49p71

Palavras-chave:

Mobilidade urbana, Políticas públicas, Bicicleta, Práticas corporais

Resumo

O estudo procurou analisar as percepções dos usuários quanto à implantação do projeto de bicicletas compartilhadas em Fortaleza, Ceará. Trata-se de uma pesquisa qualitativa em que foram entrevistados 11 usuários, sistematizada por meio da análise de conteúdo do tipo análise temática. Os resultados apontam que a bicicleta compartilhada tem se tornado um meio de deslocamento alternativo ao transporte público deficiente, mas que seu papel como instrumento de lazer prevalece; encontrou-se a percepção de que o uso da bicicleta de forma contínua traz benefício à saúde, bem como a sensação de segurança. Todavia, há concentração de estações em poucos pontos da cidade e dificuldades de acesso em horário de pico. Conclui-se que o projeto de bicicletas compartilhadas no cenário deste estudo não contempla as demandas a elas atribuídas de mobilidade urbana; entretanto, fomenta o desenvolvimento de práticas corporais. 

Biografia do Autor

José Paulo Gurgel Teixeira, Graduação em Educação Física pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Universidade Estadual do Ceará (UECE).

Graduação em Educação Física pela Universidade Estadual do Ceará (UECE).
Universidade Estadual do Ceará (UECE).

Braulio Nogueira de Oliveira, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva UECE - Mestrado acadêmico em Saúde Coletiva Professor substituto - Universidade Estadual do Ceará

Universidade Estadual do Ceará - Graduado em Educação Física;
Universidade Estadual do Ceará - Especialização em andamento em Saúde do Idoso;
Escola de Formação Profissional em Saúde da Família Visconde de Sabóia Sobral - Especialização amandamento em caráter Residência Multiprofissional em Saúde da Família
Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva UECE - Mestrado acadêmico em Saúde Coletiva

Professor substituto - Universidade Estadual do Ceará

Bérgson Nogueira de Oliveira, Graduação em Educação Física pela Universidade Regional do Cariri (URCA). Universidade Regional do Cariri (URCA).

Graduação em Educação Física pela Universidade Regional do Cariri (URCA).
Universidade Regional do Cariri (URCA).

Wellington Gomes Feitosa, Doutorando pelo Programa de Pós-graduação em Ciências do Movimento Humano UFRGS (PPGCMH/UFRGS) Professor auxiliar na Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Possui Mestrado em Ciências do Desporto na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro com Revalidação pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB; Especialização em Fisiologia e biomecânica dos movimentos, especialização no ensino de Educação Física e especialização em Personal Training: avaliação e prescrição; Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade Federal do Ceará.

Referências

BOSTMAN, R; ROGERS, R. O que é meu é seu. Como o consumo colaborativo vai mudar o nosso mundo. Porto Alegre: Bookman, 2011.

CARRUTHERS, D.; LAWSON, G. (1995). The contribution of transport to the quality of life. In: BLESSINGTON, H.K, ed. Urban Transport. London, Thomas Telford. P.11-20.

D’ELIA, J. R. Ciclismo: treinamento, fisiologia e biomecânica. São Paulo: Phorte, 2009.

DEMAIO. P.; GIFFORD J. W. Smart bikes succeed as Public Transportation in The Unites States? Journal of Public Transportation, London v. 57, n.1, p.9-11, may, 2004.

FERREIRA, H. S.; OLIVEIRA, B. N.; SAMPAIO, J. J. C. Análise da percepção dos professores de Educação Física acerca da interface entre a saúde e a Educação Física escolar: conceitos e metodologias. Rev. Bras. Ciênc. Esporte, Porto Alegre , v. 35, n. 3, p. 673-685, Set. 2013 .

FORTALEZA. Transportes. 2015. Disponível em: <http://www.fortaleza.ce.gov.br/servicos/Cidadão/Transporte>. Acesso em: 02 abr. 2015.

FREITAS, A.; VIEIRA, S. O que é ciclismo: história, regras, curiosidades. Rio de Janeiro: Casa da Palavra: COB, 2007.

GEIPOT. Manual de Planejamento Cicloviário. Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes. Brasília, DF: Ministério dos Transportes, 2001.

MARCONI, M.A.; LAKATOS, E.M. Fundamentos de metodologia científica. 7. Ed. São Paulo: Atlas, 2010.

MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 8. ed. São Paulo: Hucitec, 2004.

NIJKAMP, P.; BLAAS, E. (1994). Impact assessment and evaluation in transportation plannin. Dordrecht, The Netherlands, Kluwer Academic Publishers.

REIS, M. E. Memorial de projeto de pesquisa fotorreportagem: Brasília dá Pedal – a cultura da bicicleta no Distrito Federal. Brasília, 2012.

RODRIGUES, D. C.; OLIVEIRA, B. N.; SILVA, A. L. F. Saúde do trabalhador e qualidade de vida: experiência em um batalhão de Polícia Comunitário do sertão cearense. Motrivivência, Florianópolis, v. 27, n. 44, p. 142-149, mai. 2015.

UNIMED (Fortaleza). Bicicletas compartilhadas. 2015. Disponível em: <http://www.unimedfortaleza.com.br/portal/bicicletar_principal.html>. Acesso em: 02 abr. 2015.

Downloads

Publicado

2016-11-28

Edição

Seção

Artigos Originais