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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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                <journal-title>PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA
                    EDUCAÇÃO</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE
                    CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO</abbrev-journal-title>
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                <publisher-name>Universidade Federal de Santa Catarina</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="doi">10.5007/2175-795X.2024.e101014</article-id>
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                    <subject>Artigo</subject>
                </subj-group>
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            <title-group>
                <article-title>Educação de Jovens e Adultos e seus sujeitos: especificidades de um
                    domínio epistemológico e de um campo de práticas</article-title>
                <trans-title-group xml:lang="en">
                    <trans-title>Education of youth and adults and its subjects: particularities of
                        an epistemological domain and a field of practice</trans-title>
                </trans-title-group>
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                    <trans-title>Educación de jóvenes y adultos y sus sujetos: especificidades de un
                        campo epistemológico y un campo de prácticas</trans-title>
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                        <surname>Alcoforado</surname>
                        <given-names>Joaquim Luís Medeiros</given-names>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Dantas</surname>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Gaya</surname>
                        <given-names>Sidneya Magaly</given-names>
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                <institution content-type="orgname">Universidade de Coimbra</institution>
                <country country="PT">Portugal</country>
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                <institution content-type="original">Universidade de Coimbra, Portugal, E-mail:
                    lalcoforado@fpce.uc.pt, https://orcid.org/0000-0003-4425-7011</institution>
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                <institution content-type="orgname">Universidade do Estado da Bahia,
                    UNEB</institution>
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                    E-mail: taniaregin@hotmail.com,
                    https://orcid.org/0000-0002-0953-512X</institution>
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                <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Santa Catarina,
                    UFSC</institution>
                <country country="BR">Brasil</country>
                <email>sidneyamagaly@gmail.com</email>
                <institution content-type="original">Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC,
                    Brasil, E-mail: sidneyamagaly@gmail.com,
                    https://orcid.org/0000-0003-2074-6144</institution>
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            <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
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                <season>Apr-Jun</season>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
                        distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
                        que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
                </license>
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            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>O presente artigo objetiva apresentar e debater elementos relativos aos domínios
                    epistemológico e histórico, além do campo de práticas da Educação de Jovens,
                    Adultos e Idosos. O percurso metodológico prioriza a pesquisa bibliográfica com
                    enfoque na compreensão dos sujeitos dessa modalidade educativa e na ênfase da
                    EJA como um campo de estudos, práticas e investigação. Apresentamos uma breve
                    introdução ao tema abordado, seguida do aprofundamento da discussão sobre a
                    contribuição de Programas para a implantação de políticas públicas na EJA e
                    consideramos as especificidades dos sujeitos da educação de jovens e adultos, na
                    intenção de problematizar também o fenômeno da juvenilização. Nas considerações
                    finais, apontamos a necessidade de construirmos uma conscientização, resultante
                    da associação entre os âmbitos da epistemologia e da política, que nos conduza a
                    uma práxis transformadora, além de investirmos no desenvolvimento de um
                    questionamento crítico como forma de superar a alienação de papéis prescritos,
                    descobrindo os direitos que nos humanizam e assumindo a responsabilidade de
                    lutar pelo exercício desses direitos e pela sua concretização para todos,
                    especialmente para os sujeitos cujos grupos sociais vivenciam histórica e
                    coletivamente a negação de direitos sociais, políticos e humanos. Nessa
                    perspectiva, é imprescindível consertar as experiências educativas relativas à
                    escolarização básica, incluindo as que ofertam a EJA com os projetos
                    transformadores nos nossos contextos de vida.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>This paper presents and discusses elements from the field of epistemology and
                    history as well as from the field of youth, adult and elderly education. The
                    methodological path emphasizes bibliographical research with a focus on
                    understanding the subjects of this educational modality and on emphasizing EJA
                    as a field of studies, practices and investigations. We provide a brief
                    introduction to the topic under consideration, followed by a more in-depth
                    discussion of the contribution of programs to the implementation of public
                    policies in EJA, and we consider the specificities of the topics of youth and
                    adult education, with the intention of also problematizing the phenomenon of
                    juvenilization, concluding with the final reflections.Among the final
                    considerations, we point out the need to build awareness, resulting from the
                    association between the areas of epistemology and politics, which leads us to a
                    transformative praxis, in addition to investing in the development of critical
                    questioning as a way of overcoming the alienation of roles prescribed,
                    discovering the rights that humanize us and assuming the responsibility of
                    fighting for the exercise of these rights and their realization for everyone,
                    especially for subjects whose social groups have historically and collectively
                    experienced the denial of social, political and human rights. From this
                    perspective, it is essential to repair educational experiences related to basic
                    schooling, including those offered by EJA, with transformative projects in our
                    life contexts.</p>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="es">
                <title>Resumen</title>
                <p>Este artículo tiene como objetivo presentar y debatir elementos relacionados con
                    los ámbitos epistemológico e histórico, así como el campo de prácticas de la
                    Educación de Personas Jóvenes, Adultas y Mayores. El enfoque metodológico
                    prioriza la investigación bibliográfica, centrada en la comprensión de los
                    sujetos de este modelo educativo y en el énfasis de EJA como un campo de
                    estudio, práctica e investigación. Se expone una breve introducción al tema,
                    seguida de una discusión en profundidad sobre la contribución de los programas
                    para la implementación de políticas públicas en la EJA, y se consideran las
                    especificidades de los sujetos de la Educación de Jóvenes y Adultos, con la
                    intención de problematizar también el fenómeno de la juvenilización, concluyendo
                    con consideraciones finales.Entre las consideraciones finales, señalamos la
                    necesidad de construir conciencia, resultado de la asociación entre las áreas de
                    la epistemología y la política, que nos lleve a una praxis transformadora,
                    además de invertir en el desarrollo del cuestionamiento crítico como forma de
                    superar las alienación de los roles prescritos, descubriendo los derechos que
                    nos humanizan y asumiendo la responsabilidad de luchar por el ejercicio de esos
                    derechos y su realización para todos, especialmente para los sujetos cuyos
                    grupos sociales han experimentado histórica y colectivamente la negación de los
                    derechos sociales, políticos y humanos. Desde esta perspectiva, resulta
                    fundamental reparar las experiencias educativas relacionadas con la escolaridad
                    básica, incluidas las que ofrece la EJA, con proyectos transformadores en
                    nuestros contextos de vida.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Educação de jovens e adultos</kwd>
                <kwd>Juvenilização</kwd>
                <kwd>Políticas públicas</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Youth and adult education</kwd>
                <kwd>Juvenilization</kwd>
                <kwd>Public policies</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="es">
                <title>Palabras clave:</title>
                <kwd>Educación de jóvenes y adultos</kwd>
                <kwd>Juvenilización</kwd>
                <kwd>Políticas públicas</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>As políticas públicas voltadas para o atendimento dos sujeitos da EJA têm sido,
                geralmente, fragmentadas e desarticuladas. Dentre os programas vinculados a essa
                modalidade, podemos destacar, em 2023, o Programa Nacional de Integração
                Profissional com a Educação Básica, na modalidade de Educação de Jovens e Adultos -
                Proeja, o Programa Nacional de Inclusão de Jovens – Projovem e o Exame Nacional de
                Certificações de Competências de Jovens e Adultos-Encceja.</p>
            <p>Esses programas vêm intentando superar as desigualdades sociais relativas às classes
                trabalhadoras, oportunizar melhores e mais efetivas condições de aprendizagem e
                certificação aos sujeitos da EJA, frente aos problemas de evasão e abandono escolar,
                além de incentivar a integração profissional desse segmento popular no mundo do
                trabalho.</p>
            <p>Lembramos que o Relatório encomendado pela Unesco para a Comissão Internacional sobre
                Educação para o século XXI, presidido por Jacques Delors, defende a proposta de uma
                educação ao longo de toda a vida, ao destacar que “[...] a educação ocupa cada vez
                mais espaço na vida das pessoas à medida que aumenta o papel que desempenha na
                dinâmica das sociedades modernas [...]” (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Delors,
                    2001, p.103</xref>).</p>
            <p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B31">Gaya <italic>et al.</italic>
                    (2023)</xref>, a gênese das políticas públicas de universalização da educação
                escolar, nos contextos nacional e internacional, emergiu após a segunda guerra
                mundial, orientando-se pela concepção da escolarização como direito fundamental
                humano e visando a inclusão de sujeitos e grupos, até então excluídos, direta ou
                indiretamente, da educação formal. Desse modo:</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] impulsionaram a criação e a expansão, a partir de determinações discursivas
                    e legais (sobretudo dos organismos internacionais), projetos, programas e
                    políticas públicas voltadas à educação popular inclusive para regiões, sujeitos
                    e grupos não focados até então. Entretanto, essa gênese também ocorre a partir
                    de estruturas materiais e simbólicas, as quais constroem novas realidades e
                    possibilidades para a educação popular, a instrução fundamental e a
                    alfabetização para os sujeitos e para os grupos pobres, marginalizados,
                    periféricos, explorados ou interditados em seus acessos aos bens sociais, sendo
                    importante trazer à tona tais aspectos, os quais demonstram que as políticas são
                    baseadas em mecanismos de interesses [...] (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Gaya
                            <italic>et al.</italic>, 2022</xref>, p. 14).</p>
            </disp-quote>
            <p>A Educação de Jovens e Adultos, como uma modalidade da Educação Básica, de acordo com
                a Lei 9.394/96, apresenta-se como um campo epistemológico próprio, que requer
                conhecimentos, saberes, currículo, metodologias e práticas pedagógicas apropriadas
                aos sujeitos/educandos(as) que procuram se inserir nessa modalidade educativa.</p>
            <p>A EJA pode ser considerada como uma área de conhecimento que produz epistemologias
                concernentes ao próprio campo, exercendo um papel sistemático e crítico frente ao
                âmbito teórico da educação. <xref ref-type="bibr" rid="B1">Abreu e Laffin (2020,
                    p.10)</xref> afirmam que as “[...] suas epistemologias, implícitas ou não, são
                detentoras de um interesse instrumental filosófico que legitimam a sua própria
                prática científica [...]”. A Educação de Jovens e Adultos, além de ser um campo de
                prática, vem-se afirmando como um campo importante de ensino e de investigação na
                área da educação, constituindo-se como “[...] uma área de conhecimento com um campo
                significativo de epistemologias [...]” (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Abreu;
                    Laffin, 2020, pp.10-11</xref>). Esses autores afirmam a EJA como um campo de
                produção de conhecimento e epistemologias que se dá:</p>
            <disp-quote>
                <p>[...]como resultado dos seus pressupostos filosóficos adquiridos e acumulados
                    historicamente, sendo estes frutos de sua ação investigativa, reflexiva e
                    crítica. Sua produção teórica no cenário educacional, ainda em sua constituição,
                    traz inúmeros temas de extrema relevância social e epistemológica que contribuem
                    para a educação: direito à educação, concepções de currículo, prática
                    pedagógica, sujeitos, concepções de aprendizagens, concepções de conhecimento,
                    educação de trabalhadores etc. [...] (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Abreu;
                        Laffin, 2020, pp.10-11</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>A diversidade do grupo, constituído por jovens e adultos que possui diversos
                interesses, deve ser considerada também em práticas inclusivas e em processos de
                formação de profissionais para atuar na Educação de Jovens e Adultos, atentando-se
                para as suas demandas, peculiaridades, diferenças culturais, experiências de vida,
                percursos históricos, saberes, características específicas, vendo-os como sujeitos
                históricos e atores sociais, como enfatiza <xref ref-type="bibr" rid="B20">Dantas
                    (2009)</xref>.</p>
            <p>Segundo Paulo <xref ref-type="bibr" rid="B26">Freire (1987)</xref> não compete ao
                educador de adultos indicar as necessidades dos educandos, mas, através de um
                processo de conscientização, desvelar a realidade social e as suas contradições,
                potencializando aos estudantes se darem conta das suas próprias necessidades,
                demandas, sabendo enfrentar os obstáculos que impedem uma clara percepção da
                realidade e a sua atuação no mundo como um sujeito autônomo e construtor de sua
                própria história.</p>
            <p>Paulo Freire procurava, dessa forma, sistematizar uma proposta pedagógica que
                respondesse aos três problemas recorrentes da Educação de Jovens e Adultos: “[...]
                Como envolver as pessoas mais afastadas dos percursos formais de educação? Como
                encontrar atividades que melhor servissem às caraterísticas dessas pessoas? Como
                orientar as experiências educativas com uma efetiva mudança pessoal e social,
                construindo realidades mais humanizadas? [...]” (<xref ref-type="bibr" rid="B26"
                    >Freire, 1987, p.??</xref>). Essa associação da epistemologia e da política com
                uma prática educativa conscientizadora e a necessidade de colocar as práticas
                educativas ao serviço de uma práxis transformadora (<xref ref-type="bibr" rid="B2"
                    >Alcoforado, 2022</xref>) enquadrava-se numa procura já com algumas décadas e
                passou a constituir uma marca referencial desse domínio epistemológico e desse campo
                de práticas, levando diversos pesquisadores, em diferentes latitudes e longitudes, a
                assumir uma agenda de pesquisa e uma militância efetiva pelo alargamento de
                conhecimento e atividades, mantendo a matriz identitária freireana como grande
                referência (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Alcoforado, 2016</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B3">Alcoforado; Ferreira, 2011</xref>).</p>
            <p>Foi esse o caso, por exemplo, de propostas como a da Aprendizagem Transformadora
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Mezirow, 1991; 2000</xref>). Influenciado,
                entre outros autores, pelas reflexões dos pensadores da Escola de Frankfurt, em
                particular, pelas contribuições de Jürgen Habermas, mas prestando um tributo
                inequívoco aos trabalhos de Paulo Freire, Jack Mezirow construiu uma das mais
                importantes sistematização sobre a especificidade da Educação de Jovens e Adultos,
                propondo que, nestas fases da vida, nos encontramos numa etapa de desenvolvimento
                marcada pela possibilidade de elaborar uma reflexão crítica sobre os processos
                anteriores de socialização, muitas vezes vividos de forma acrítica e inconsciente,
                construindo saberes que nos devem permitir uma “[...] emancipação de forças
                libidinais, linguísticas, epistêmicas, institucionais e de condicionantes
                contextuais, as quais limitam as nossas opções e o controle racional sobre as nossas
                vidas [...]” (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Mezirow, 1991, p. 87</xref>).</p>
            <p>Esse processo deve incorporar um questionamento pessoal circunstanciado, de alienação
                de papéis prescritos e de opção consciente por novos saberes, que façam sentido nos
                novos papéis que devemos encontrar para nós, na sociedade, descobrindo todos os
                direitos que nos humanizam e assumindo a responsabilidade de os exercer e de lutar
                pela sua concretização para todos (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Alcoforado,
                    2022</xref>).</p>
            <p>A literatura científica internacional desse domínio começou a assumir a distinção de
                duas designações que, na língua inglesa, apresentam uma diferença sutil, mas muito
                significativa. A primeira (<italic>Education for Adults</italic>) engloba todas as
                atividades educativas das organizações educativas formais que se abrem à
                participação de pessoas adultas. A segunda (<italic>Adult Education</italic>)
                configura um domínio epistemológico e um campo de práticas, com identidade e
                especificidade próprias, que se abre à contínua construção de conhecimento, com
                renovação contínua das atividades educativas que melhor se adequem aos processos
                transformativos referidos.</p>
            <p>Um dos problemas que recorrentemente se coloca no planejamento e desenvolvimento das
                políticas públicas de Educação de Jovens, Adultos e Idosos é o de encontrar práticas
                que se enquadrem nesta identidade teórica, construída em resultado de um volume já
                invulgar de pesquisa e produção científica. Talvez possamos colocar o problema da
                seguinte maneira: Até que ponto instituições educativas com uma cultura escolar bem
                sedimentada por décadas sucessivas de práticas identitárias, com muita dificuldade
                em se libertarem de uma certa exigência neoconservadora (e até neoliberal) da
                sociedade, conseguem as condições para promover a mudança cultural necessária para
                desenvolver atividades educativas para pessoas jovens, adultas e idosas que
                incorporem os resultados das pesquisas, resultantes dessa problemática que vem
                revelando enorme vitalidade, em diferentes espaços do mundo?</p>
            <p>Para a transformação necessária desta cultura das organizações educativas que
                envolvem jovens, adultos e idosos, é indispensável considerar a formação e a
                construção de uma identidade profissional, igualmente com especificidade própria,
                por parte dos professores e professoras que atuam neste campo de práticas (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B20">Dantas, 2009</xref>), uma vez que apenas por sua ação
                política e pedagógica e, particularmente, por sua capacidade de luta pela
                dignificação e reconhecimento público e político dessa modalidade educativa,
                podem-se pleitear as condições ideais de oferta da Educação de Jovens, Adultos e
                Idosos.</p>
            <sec>
                <title>A contribuição dos programas de EJA</title>
                <p>Mediante o Decreto nº 5.478/2005, de 24 de junho de 2005, foi instituído o
                    Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na modalidade
                    Educação de Jovens e Adultos (Proeja). Na primeira edição do Proeja, a partir do
                    referido Decreto, instituiu-se o programa em âmbito restrito, referente apenas
                    às instituições federais de educação tecnológica, sob duas formas: como formação
                    inicial e continuada; e como habilitação técnica. A partir do Decreto n° 5.840,
                    de 13 de julho de 2006, o Programa foi ampliado em termos de abrangência
                    territorial e aprofundado em seus princípios pedagógicos, mudando a denominação
                    para Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação
                    Básica, na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B15">Brasil, 2007</xref>).</p>
                <p>Vale considerar que a instituição do Proeja ocorreu em um período no qual a
                    sociedade brasileira, especialmente nos âmbitos escolar e acadêmico, expressava
                    descontentamento à forma como vinha sendo tratado o Ensino Médio e buscava a
                    revogação do Decreto nº 2.208/1997. A partir de fevereiro de 2003, iniciou-se um
                    processo de consulta à sociedade, que se estendeu por mais de um ano.</p>
                <disp-quote>
                    <p>Neste período ampliaram-se as consultas e foram realizados dois seminários –
                        um primeiro sobre o ensino médio e o segundo sobre educação profissional. O
                        seminário sobre ensino médio foi fundamental para demarcar sua concepção
                        centrada no conhecimento, trabalho e cultura, bases da educação integral,
                        politécnica e na construção da escola unitária. Um dos aspectos que mereceu
                        centralidade foi em relação aos sujeitos do ensino médio, considerando-se
                        não somente a profunda desigualdade entre as classes e grupos sociais, mas
                        também as particularidades regionais [...] (<xref ref-type="bibr" rid="B28"
                            >Frigotto, 2016, p. 63</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Sobretudo, o Proeja anunciava-se com a intenção de ofertar a Educação de Jovens e
                    Adultos, rompendo com a forma como se vinha realizando até então, marcada pela
                    “[...] descontinuidade e por tênues políticas públicas, insuficientes para dar
                    conta da demanda potencial e do cumprimento do direito, nos termos estabelecidos
                    pela Constituição Federal de 1988 [...]” (<xref ref-type="bibr" rid="B13"
                        >Brasil, 2006, p. 11</xref>). Além de afirmar-se como uma educação que
                    pudesse contribuir:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] para a integração social do educando, o que compreende o mundo do
                        trabalho sem resumir-se a ele, assim como compreende a continuidade de
                        estudos. Em síntese, a oferta organizada se faz orientada a proporcionar a
                        formação de cidadãos-profissionais capazes de compreender a realidade
                        social, econômica, política, cultural e do mundo do trabalho, para nela
                        inserir-se e atuar de forma ética e competente, técnica e politicamente,
                        visando à transformação da sociedade em função dos interesses sociais e
                        coletivos especialmente os da classe trabalhadora [...] (<xref
                            ref-type="bibr" rid="B13">Brasil, 2006, p. 35</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Nesse sentido, a expressa finalidade do Proeja já apresenta indícios da concepção
                    do educando, em consonância com o sujeito trabalhador estudante, com urgência de
                    melhor conhecer e atuar consciente e significativamente na “[...] realidade
                    social, econômica, política, cultural e do mundo do trabalho [...]” em que se
                    encontra inserido, bem como da sociedade na qual este sujeito encontra-se e as
                    necessidades de transformação da mesma (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Brasil,
                        2007, p. 35</xref>).</p>
                <p>Visando à implantação do Proeja, foram realizadas diversas ações que seriam
                    atendidas em âmbitos federal, estadual e municipal. Dentre elas podemos destacar
                    as seguintes:</p>
                <list list-type="bullet">
                    <list-item>
                        <p>• [...] financiamento para a abertura de cursos do Proeja ofertados nas
                            redes federal e estadual;</p>
                    </list-item>
                    <list-item>
                        <p>• elaboração de documentos base da política;</p>
                    </list-item>
                    <list-item>
                        <p>• oferta de cursos de formação continuada para profissionais da educação
                            e de cursos de pós-graduação stricto sensu;</p>
                    </list-item>
                    <list-item>
                        <p>• inserção contributiva visando melhorar o processo educativo e minimizar
                            a evasão escolar;</p>
                    </list-item>
                    <list-item>
                        <p>• incremento de recursos da assistência estudantil da Rede Federal para o
                            atendimento de jovens e adultos matriculados no Proeja e fomento à
                            oferta de curso Proeja FIC Fundamental, junto aos municípios, inclusive,
                            com a articulação de processos de certificação profissional [...] (<xref
                                ref-type="bibr" rid="B14">Brasil, 2016, p. 2</xref>).</p>
                    </list-item>
                </list>
                <p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B32">Gomes e Lira (2016)</xref>, outras
                    críticas ao Proeja aparecem nas análises de autores como <xref ref-type="bibr"
                        rid="B28">Frigotto e Ramos (2005)</xref>, os quais sinalizam que:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] a esperada integração entre a formação propedêutica e técnica não foi
                        tão expressiva, pois o fato é que o Decreto nº 5.154/04 também possibilitava
                        a articulação entre integração/desintegração entre ensino e trabalho,
                        fragilizando o Decreto e reconhecendo a dualidade, permitindo não duas, mas
                        uma multiplicidade de possibilidades de relação entre o Ensino Médio e a
                        Formação Profissional [...] (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Gomes; Lira,
                            2016, p.12</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Na verdade, o governo federal enfrenta um grande desafio e espera ampliar a
                    oferta de Educação Profissional Tecnológica (EPT), articulada com a educação
                    básica, constituindo-se em uma meta do Plano Nacional de Educação 2014-2024.
                    Além disso, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B28">Frigotto (2016, p.
                        66)</xref>, a instauração do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e
                    Emprego (Pronatec) indica a tendência, no campo da EJA da redução do direito à
                    “[...] educação básica universal e unitária para formação aligeirada e restrita
                    de preparar para o trabalho simples [...]”.</p>
                <p>Criado pela Lei nº 11.692, de 10 de junho de 2008, o Programa Nacional de
                    Inclusão do Jovens – Projovem Urbano foi implantado pelo Ministério de Educação,
                    sendo administrado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e é
                    destinado aos jovens na faixa etária de 18 a 29 anos de idade, residentes em
                    regiões urbanas, que não tenham concluído o ensino fundamental. A prioridade de
                    inclusão nesse Programa é para jovens que residem em municípios ou regiões que
                    atestem índices altos de violência contra jovens negros; para os catadores/as de
                    resíduos sólidos; egressos do Programa Brasil Alfabetizado e para as mulheres
                    que estejam em sistemas prisionais. De acordo com a legislação, as Secretarias
                    de Educação, tanto do Estado, como do Distrito Federal, e as prefeituras
                    Municipais podem aderir ao Programa Projovem.</p>
                <p>Coerentemente com a proposição de romper com a histórica marginalização da EJA, o
                    programa apresentava um currículo fundamentado basicamente em três importantes
                    dimensões: “[...] Formação Básica para elevação da escolaridade ao nível da 8ª
                    série do ensino fundamental; Qualificação Profissional, na forma de qualificação
                    inicial em um arco de ocupações; e Participação Cidadã que envolve ações
                    comunitárias, culturais, esportivas e de lazer [...]” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B16">Brasil, 2008b, p. 16</xref>).</p>
                <p>A gestão compartilhada do Projovem, entre as esferas municipal, estadual e
                    federal, teve algumas consequências negativas, como a utilização do programa
                    para fins eleitorais, além de dificuldades ou desvios de recursos. Houve
                    constatações, por exemplo, de contratações de professores a partir de critérios
                    partidários em detrimento de técnicos, os quais prejudicaram o trabalho docente.
                    O Tribunal de Contas da União registrou irregularidades em relação à frequência
                    dos alunos e à prestação de contas, além dos problemas de evasão.</p>
                <disp-quote>
                    <p>Além dessas deficiências, foram detectados outros problemas na execução local
                        do Projovem, com instalações físicas inadequadas, ausência de distribuição
                        de lanches, material didático fornecido com atraso ou com conteúdo diferente
                        do estabelecido pelo órgão coordenador, processos licitatórios realizados em
                        desacordo com as normas, despesas não comprovadas, movimentação irregular na
                        conta específica e ausência de ajuste de valores no repasse de recursos para
                        entidades conveniadas ou contratadas [...] (<xref ref-type="bibr" rid="B17"
                            >Brasil, 2011, p. 1-2</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Em um estudo apresentado, <xref ref-type="bibr" rid="B29">Gaspar (2022)</xref>
                    afirma que o Projeto Pedagógico do Projovem Urbano, com sua oferta de apenas
                    três meses de formação prática, “[...] resulta numa formação precarizada pela
                    ausência ‘parcial’ ou ‘total’ da qualificação profissional [...]”. Segundo o
                    autor, é problemático também que:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] gestores e coordenadores traçam os limites entre “teoria” e “prática”,
                        ressignificando, à sua maneira, a qualificação profissional. Esse “modus
                        operandi” aumentou, sobremaneira, a evasão escolar, à medida que a
                        qualificação profissional é tida pelos alunos como a principal dimensão do
                        Programa. Ainda que tais retrocessos, relativos ao ciclo de políticas
                        públicas, pudessem ser minimizados para respeitar à dignidade humana
                        (sobrepondo os interesses coletivos acima dos individuais), não podemos
                        negar que a promessa integradora não passa de “utopia educacional”.
                        Portanto, entendemos que a Política Nacional da Juventude é constitutiva de
                        uma lógica subalterna, servindo como estratégia de equalização da pobreza,
                        constituída à margem do Sistema Nacional da Educação [...] (<xref
                            ref-type="bibr" rid="B29">Gaspar, 2022, p. 354</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Dentre outras medidas de impacto social e político na EJA, destacamos que o
                    Ministério da Educação, a partir de 1992, criou o Exame Nacional de Certificação
                    de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que foi aplicado pela primeira
                    vez em 2002, (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Brasil, 2002</xref>) para aferir
                    competências, saberes, habilidades, o qual vem sendo utilizado pelas secretarias
                    estaduais e municipais de educação como um dos instrumento para se obter o
                    Certificado de Conclusão de Ensino Fundamental ou de Ensino Médio, requisito
                    mínimo exigido para se ingressar no mercado formal de trabalho. Dessa forma, as
                    principais finalidades do Encceja seriam:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] construir uma referência nacional de autoavaliação para jovens e
                        adultos por meio de avaliação de competências, habilidades e saberes
                        adquiridos em processo escolar ou extraescolar; estruturar uma avaliação
                        direcionada a jovens e adultos que sirva às Secretarias de Educação para que
                        estabeleçam o processo de certificação dos participantes, em nível de
                        conclusão do Ensino Fundamental ou Ensino Médio, por meio da utilização dos
                        resultados do Exame; oferecer uma avaliação para fins de correção do fluxo
                        escolar; construir, consolidar e divulgar seus resultados para que possam
                        ser utilizados na melhoria da qualidade na oferta da Educação de Jovens e
                        Adultos e no processo de certificação; construir parâmetros para a
                        autoavaliação do participante, visando a continuidade de sua formação e sua
                        inserção no mundo do trabalho; possibilitar o desenvolvimento de estudos e
                        indicadores sobre educação brasileira [...] (<xref ref-type="bibr" rid="B10"
                            >Brasil, 2004, p. 2</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Esse instrumento apresenta como finalidade avaliar pessoas, matriculadas ou não
                    em um sistema escolar, mas que estão com idade acima da faixa etária própria
                    para cursar o ensino regular e que, por uma série de motivos (pessoais, sociais,
                    econômicos ou outros), não puderam concluir a etapa de escolarização
                    correspondente aos níveis fundamental e ou médio, conforme preconiza a Lei de
                    Diretrizes e Bases da Educação (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brasil,
                        1996</xref>).</p>
                <p>O referido exame vem servindo também como um importante instrumento para avaliar
                    os Programas de Educação de Jovens e Adultos que estão sendo desenvolvidos em
                    nosso país. A inscrição no Encceja é feita mediante critérios mínimos, quais
                    sejam: ter 15 anos de idade para se submeter ao exame de conclusão de nível
                    fundamental e ter 18 anos para ser avaliado pelo exame de nível médio. O exame
                    consiste em uma prova interdisciplinar e contextualizada que tenta avaliar as
                    competências básicas dos participantes. As provas são elaboradas por um órgão
                    central, com sede em Brasília, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
                    Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que é uma autarquia do Ministério da
                    Educação, responsável pela aplicação do exame, pela avaliação dos candidatos,
                    pelos levantamentos estatísticos e análise dos resultados em parceria com as
                    secretarias estaduais e municipais de educação. A emissão do certificado e
                    declaração de proficiência é de responsabilidade das Secretarias Estaduais de
                    Educação e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, que firmam
                    Termo de Adesão ao Encceja.</p>
                <p>Questionamos a validade desses Exames por não levarem em consideração as
                    diversidades culturais, marcantes nas diferentes regiões, estados e municípios
                    brasileiros. Essas provas também não consideram a especificidade da educação de
                    jovens e adultos, uma vez que os sujeitos educantes possuem características bem
                    diversas das crianças, necessitando de metodologias e estratégias de ensino
                    apropriadas, como ainda que o sistema educativo, em suas ações avaliativas,
                    esteja fundamentado em princípios filosóficos, antropológicos, psicológicos,
                    sociológicos e políticos, adequados à aprendizagem do alunado.</p>
                <p>Além dessas argumentações, problematizamos o fato de que os estudantes que
                    procuram o Encceja são das classes mais pobres da população que, na maioria das
                    vezes, não conseguiram concluir sua escolarização básica por precisar arcar com
                    a luta pela própria sobrevivência e, por vezes, também de seus familiares. Ao
                    aderirem à possibilidade de obter sua certificação por meio de exames e não da
                    frequência à escola, perdem da escola, irreparavelmente, a socialização e a
                    preparação para o trabalho. Os exames podem mensurar a apropriação de
                    conhecimentos, que é também uma função importante da escolarização, entretanto,
                    como determina o artigo 205 da Constituição Federal de 1988, este direito de
                    todas e de todos deve ser promovido “[...] visando ao pleno desenvolvimento da
                    pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o
                    trabalho [...]” (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Brasil, 1988</xref>), de modo
                    que não pode ser substituído por exames de certificação com a conivência do
                    Estado.</p>
                <p>A despeito desses importantes programas, de acordo com os dados do Inep de 2022,
                    existem ainda 39.169.639 pessoas no Brasil com idades entre 16 e 70 anos que não
                    têm o Ensino Fundamental e não frequentam escola (Inep, 2022). Sobre o perfil
                    dessa população, demandantes de Educação de Jovens e Adultos, Santos <italic>et
                        al.</italic> (2023) apresentam, nos Cadernos de Estudos e Pesquisas em
                    Políticas Educacionais de 2023, a seguinte configuração:</p>
                <table-wrap>
                    <label>Tabela 1</label>
                    <caption>
                        <title>Total e percentual da população com e sem o Ensino Fundamental
                            Completo, por localização de residência, raça, cor e sexo no Brasil em
                            2022</title>
                    </caption>
                    <table frame="hsides" rules="groups">
                        <thead>
                            <tr>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="background-color:#007D39;border:1pt solid #FFFFFF;color:#FFFFFF"
                                    rowspan="2">Agregação</th>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="background-color:#007D39;border:1pt solid #FFFFFF;color:#FFFFFF"
                                    colspan="2">Número</th>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="background-color:#007D39;border:1pt solid #FFFFFF;color:#FFFFFF"
                                    colspan="2">%</th>
                            </tr>
                            <tr>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="background-color:#85AF56;border:1pt solid #FFFFFF;color:#FFFFFF"
                                    >Com ensino fundamental</th>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="background-color:#85AF56;border:1pt solid #FFFFFF;color:#FFFFFF"
                                    >Sem ensino fundamental</th>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="background-color:#85AF56;color:#FFFFFF">Com ensino
                                    fundamental</th>
                                <th align="center" valign="middle"
                                    style="background-color:#85AF56;color:#FFFFFF">Sem ensino
                                    fundamental</th>
                            </tr>
                        </thead>
                        <tbody>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">Urbano</td>
                                <td align="right" valign="middle">87.327.174</td>
                                <td align="right" valign="middle">29.109.151</td>
                                <td align="right" valign="middle">75,0%</td>
                                <td align="right" valign="middle">25,0%</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >Rural</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >8.138.661</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >10.060.488</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >44,7%</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                        ><bold>55,3%</bold></td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">Brancos</td>
                                <td align="right" valign="middle">43.897.508</td>
                                <td align="right" valign="middle">12.945.092</td>
                                <td align="right" valign="middle">77,2%</td>
                                <td align="right" valign="middle">22,8%</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >Pretos</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >10.170.396</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >4.820.605</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >67,8%</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                        ><bold>32,2%</bold></td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">Amarelos</td>
                                <td align="right" valign="middle">805.096</td>
                                <td align="right" valign="middle">172.682</td>
                                <td align="right" valign="middle">82,3%</td>
                                <td align="right" valign="middle">17,7%</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >Pardos</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >40.232.455</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >21.014.523</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >65,7%</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                        ><bold>34,3%</bold></td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle">Indígenas</td>
                                <td align="right" valign="middle">339.421</td>
                                <td align="right" valign="middle">209.668</td>
                                <td align="right" valign="middle">61,8%</td>
                                <td align="right" valign="middle"><bold>38,2%</bold></td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >Homens</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >45.619.743</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >20.568.185</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                    >68,9%</td>
                                <td align="right" valign="middle" style="background-color:#E1F0CF"
                                        ><bold>31,1%</bold></td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left" valign="middle"
                                    style="border-bottom:1pt solid #007D39">Mulheres</td>
                                <td align="right" valign="middle"
                                    style="border-bottom:1pt solid #007D39">49.846.092</td>
                                <td align="right" valign="middle"
                                    style="border-bottom:1pt solid #007D39">18.601.453</td>
                                <td align="right" valign="middle"
                                    style="border-bottom:1pt solid #007D39">72,8%</td>
                                <td align="right" valign="middle"
                                    style="border-bottom:1pt solid #007D39">27,2%</td>
                            </tr>
                        </tbody>
                    </table>
                    <table-wrap-foot>
                        <fn id="TFN1">
                            <p>Fonte: Cadernos de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais:
                                contribuições ao novo Plano Nacional de Educação, v. 8, 2023.</p>
                        </fn>
                    </table-wrap-foot>
                </table-wrap>
                <p>Tais dados revelam a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais,
                    estimada em 6,6%, o que corresponde a 11 milhões de pessoas, de acordo com os
                    dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua,
                    2019). Mais da metade da população rural não concluiu o ensino fundamental. A
                    proporção da população autodeclarada preta também é superior à que se declara
                    branca, no sentido de demandar a conclusão dos primeiros anos da escolarização
                    básica. Nesse sentido, é possível e fundamental compreender traços identitários
                    da população demandatária da EJA no Brasil.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>As especificidades dos sujeitos da Educação de Jovens e Adultos</title>
                <p>Na cultura escolar, é possível receber o educando para ensinar-lhe conteúdos
                    estranhos à sua experiência de vida sem considerar os seus conhecimentos,
                    saberes, adquiridos na sua luta cotidiana pela sobrevivência, sem mesmo
                    valorizar o que ele já sabe, o que já aprendeu ou o que já conhece, sem saber
                    quais são as experiências que traz na sua trajetória de vida. A aprendizagem
                    esperada continua sendo aquela dos livros, da sala de aula, dos escritórios, das
                    “enciclopédias”, padrão no qual não se enquadra o aluno trabalhador.</p>
                <p>Muito embora se reconheçam as especificidades da EJA, <xref ref-type="bibr"
                        rid="B19">Carrasco (1997)</xref> adverte que não existe propriamente uma
                    pedagogia de adultos, destacando que o principal problema da educação de adultos
                    reside no recrutamento e na formação inicial e continuada de pessoal
                    especializado com qualidade comprovada e em quantidade suficiente para cumprir
                    múltiplas tarefas para se conseguir obter resultados relevantes nas
                    aprendizagens.</p>
                <p>Mas quem são os sujeitos da EJA? Sabemos que o coletivo de sujeitos da EJA
                    apresenta entre as características principais: ser constituído por trabalhadores
                    (engajados na economia formal ou informal), desempregados, donas de casa,
                    ambulantes, moradores do campo ou da cidade, ou seja, “[...] sujeitos coletivos
                    de memórias, histórias e culturas [...]”, como enfatizava <xref ref-type="bibr"
                        rid="B6">Arroyo, (2013, p.11)</xref>, ou seja, pessoas com expectativas e
                    interesses diversos, saberes/fazeres significativos que, por uma série de
                    motivos, foram excluídas da escola. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B5"
                        >Arroyo (2005, p. 33)</xref>, historicamente, os sujeitos da educação de
                    jovens e adultos são sempre os mesmos, “[...] pobres, oprimidos, excluídos,
                    vulneráveis, negros, das periferias e dos campos [...]”.</p>
                <p>Os sujeitos da EJA, via de regra, são pessoas com baixa escolaridade ou até mesmo
                    analfabetas funcionais que, por longos períodos de suas vidas, estiveram
                    silenciadas, alijadas do processo econômico, que, até 1985<xref ref-type="fn"
                        rid="fn1">1</xref>, não podiam nem mesmo exercer o seu direito de votar, de
                    escolher os seus representantes legais, governamentais, nem se candidatarem a
                    nenhum cargo eletivo, o que fazia com que algumas pessoas internalizassem que
                    seriam incapazes de aprender qualquer conteúdo, que não possuíam nenhum saber
                    válido, que o fato de aprenderem a ler e a escrever não resultaria em nenhuma
                    mudança em suas vidas.</p>
                <p>Resultante de sucessivos fracassos escolares, abandono, exclusão escolar,
                    necessidade de sobreviver, que obriga os jovens a ingressarem no mundo do
                    trabalho, mesmo que informalmente, decorre um fenômeno no âmbito da educação de
                    jovens, adultos e idosos, que se denominou de “juvenilização”. Com a ocorrência
                    desse fenômeno, na década de 90, a legislação educacional teve que assumir a
                    designação de educação de jovens e adultos, impulsionada pela expressiva
                    quantidade de jovens que demandavam o acesso nas escolas de educação de adultos,
                    em busca de uma qualificação melhor para ingresso no mercado de trabalho,
                    altamente competitivo, que exigia escolaridade mínima para exercer qualquer
                    função. A EJA, na época, apresentava um contingente de 79% de jovens (expresso
                    no Censo 2000), o que se configura como a “juvenilização” da educação de
                    adultos, tendo grupos etários compostos por pessoas bem jovens, na faixa etária
                    de 15 a 19 anos, exigindo o repensar de outras formas de ensinar e de trabalhar
                    com esses sujeitos históricos, como destaca <xref ref-type="bibr" rid="B20"
                        >Dantas (2009)</xref>.</p>
                <p>Esses novos atores sociais que ingressam na EJA trouxeram mais marcas de
                    diversidade, de heterogeneidade, e precisamos entender que o grande desafio com
                    a juvenilização na EJA é, justamente, atentar para as diferenças que perpassam
                    esse segmento e procurar atender à diversidade marcada pela variedade das
                    necessidades de aprendizagem, pelas motivações, pelas expectativas diversas e
                    pelas condições de estudo de contexto que pautam essa juventude.</p>
                <p>Não podemos esquecer que estes educandos adentram na escola com a sua leitura de
                    mundo, com a sua visão de sociedade, as quais antecedem a leitura da palavra
                    escrita, como nos alertava <xref ref-type="bibr" rid="B25">Freire
                    (2001)</xref>.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B24">Ferrari e Amaral (2005, p. 8)</xref> alertam
                    sobre o fato de que “[...] situar este jovem num mundo cultural concreto, de uma
                    determinada época histórica, faz contraponto à visão de existência do
                    adolescente universal, com características emocionais típicas de desenvolvimento
                    [...]”. De acordo com esses autores, o fato desses jovens estarem engajados na
                    luta pela sobrevivência constituiria um diferencial nas suas características
                    universais, face ao contato cotidiano com a realidade social que exigiria deles
                    atitudes, reações e vivências de adultos.</p>
                <p>Por outro lado, não podemos naturalizar o fenômeno da juvenilização na EJA, o
                    qual não deve ser considerado como um fenômeno permanente, normal, natural, e
                    que nada poderemos fazer para reverter essa situação. Esta é uma questão
                    pedagógica e política importante a ser repensada e reajustada sem menosprezar as
                    oportunidades que os jovens não escolarizados precisam ter para
                        <italic>recuperar a sua humanidade</italic> roubada e a sua cidadania
                    perdida, como já alertava Freire em sua obra <italic>Pedagogia do
                        Oprimido</italic> (1987); trata-se de <italic>restaurar a
                        humanidade,</italic> como nos lembra <xref ref-type="bibr" rid="B7">Arroyo
                        (2000)</xref>.</p>
                <p>Essas características demandam “[...] metodologias de ensino e formas de
                    aprendizagens próprias, novas configurações de organização da gestão escolar que
                    estejam atentas às necessidades dos sujeitos <italic>aprendentes</italic>
                    [...]”, como enfatiza <xref ref-type="bibr" rid="B21">Dantas (2016,
                        p.137)</xref>. Para isso, faz-se necessária uma percepção de EJA que a
                    compreenda como:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] um espaço de relações de forças, de interesses e apropriações, pois ela
                        vem garantindo o acesso à escolarização da classe trabalhadora no Brasil não
                        escolarizada e/ou não alfabetizada, permitindo, assim, a inserção social de
                        uma população mais empobrecida. Como fenômeno permite a produção de
                        paradigmas, supera tantos outros, e de objetos de conhecimento promovendo
                        problematizações específicas sobre o seu campo empírico, portanto,
                        possibilita o desenvolvimento de teorias e epistemologias [...] (<xref
                            ref-type="bibr" rid="B1">Abreu; Laffin, 2020, p. 8</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Entendemos, portanto, que a formações inicial e continuada de professores, a
                    seleção e a contratação desses professores, a disposição dos tempos e espaços de
                    aprendizagens, os processos avaliativos, as ofertas de turnos e localizações das
                    escolas, os recursos a serem disponibilizados para que os alunos possam estudar
                    e os professores e equipe pedagógica possam trabalhar sejam construídos a partir
                    destas epistemologias, constituindo novos e efetivos paradigmas para a Educação
                    de Jovens e Adultos em uma perspectiva de superação e transformação social.</p>
            </sec>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Considerações finais</title>
            <p>Devemos lembrar que a escola não é o único <italic>lócus</italic> de aprendizagem
                para os educandos jovens e adultos, uma vez que a educação ocorre em diferentes
                espaços sociais, como a igreja, a família, o local de trabalho, do culto, os
                sindicatos, as associações, os movimentos populares, onde ocorre a construção de
                conhecimentos, saberes e as trocas de experiências. Enquanto os processos de
                educação informal e não formal ocorrem, e formam a consciência, os valores e as
                condutas dos sujeitos e grupos, a escola, entretanto, permanece como
                    <italic>lócus</italic> privilegiado de produção de conhecimentos científicos, do
                “pensar certo”, a que <xref ref-type="bibr" rid="B27">Freire (2015)</xref> alude e
                que, em seu desenvolvimento ressignifica os outros processos de aprendizagem.</p>
            <p>Se procuramos uma conscientização resultante de uma associação da epistemologia e da
                política, que nos conduza a uma práxis transformadora, ou se acreditamos na
                importância de desenvolver um questionamento crítico como forma de superar a
                alienação de papéis prescritos, descobrindo os direitos que nos humanizam e
                assumindo a responsabilidade de lutar pelo exercício desses direitos e pela sua
                concretização para todos, é forçoso que procuremos consertar as experiências
                educativas relativas à escolarização básica, incluindo as que ofertam a EJA com os
                projetos transformadores nos nossos contextos de vida.</p>
            <p>As ofertas de EJA deverão ser desafiadas a construir os seus projetos políticos e
                pedagógicos, constituindo-se como comunidades educativas interconectivas que,
                partindo das realidades sociais e culturais, visem dinâmicas promotoras de
                solidariedade contratual que possam trazer contribuições efetivas para que o
                conhecimento possa desempenhar uma importância efetiva na transformação da vida e
                dos respetivos contextos, num processo de progressiva humanização.</p>
            <p>Embasados no diálogo, é possível ao/a educador/a trabalhar junto com o/a educando/a,
                de forma horizontal, respeitando o seu repertório de experiências, conhecimentos e
                saberes, indo na direção da construção de suas subjetividades. É possível que os
                professores, criteriosamente selecionados e contratados para atuar na EJA, possam
                formar-se com base nas epistemologias desse campo de conhecimentos, que já possui
                vasta produção de saberes e práticas. É assim que os direitos sociais dos sujeitos
                da EJA devem ser resgatados para que aconteça a devolução da identidade que lhes foi
                negada por muitas gerações.</p>
            <p>É necessário que as políticas de EJA integrem estratégias intersetoriais de
                desenvolvimento comunitário que articulem a formação geral e a preparação para o
                trabalho, a criação de oportunidades de geração de renda e a inclusão digital, entre
                outras medidas, como preconiza <xref ref-type="bibr" rid="B23">Di Pierro
                    (2014)</xref>, e que tais políticas sejam continuadas, reforçadas e devidamente
                financiadas.</p>
            <p>Vamos juntos construir um amanhã melhor, um futuro mais promissor, resistindo hoje e
                sempre, solidarizando-nos com os mais vulneráveis e invisibilizados na nossa
                sociedade, como são os sujeitos/praticantes da EJA.</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
        <fn-group>
            <fn fn-type="other" id="fn1">
                <label>1</label>
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                    eleitoral no Brasil garantindo o direito de voto à população analfabeta. Esse
                    direito havia sido retirado em 1881 pela Lei Saraiva, a qual foi promulgada às
                    vésperas da abolição da escravatura. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B30"
                        >Gaya (2022)</xref>, foi um dispositivo encontrado pelas elites
                    socioeconômicas brasileiras para assegurar a ausência de direitos à população
                    negra naquele contexto histórico.</p>
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