Formação inicial de professores de geografia, aspectos estruturais para permanência e atuação na escola básica

Aloysio Marthins Araujo Junior

Resumo


A nova lógica de acumulação capitalista requer trabalhadores e consumidores melhor treinados e qualificados, para produzirem produtos ou serviços ou para se utilizarem destes. A escola e o ensino devem também passar por uma nova reorganização, sendo avaliados por sua qualidade e eficiência. Quanto à formação de professores de geografia e sua atuação, estes têm passado por profundas modificações no campo conceitual e de sua prática educativa. Tais formulações e práticas são centradas na meritocracia individual, sendo o mercado o grande regulador dos problemas sociais e econômicos. O desafio das universidades é estabelecer com a sociedade uma relação mútua e estar articulada em uma aprendizagem que ultrapassa os limites de cada disciplina, enfocando o desenvolvimento da cooperação, da pesquisa e da extensão, inter-relacionados aos currículos dos cursos. Contudo, estão intrinsecamente relacionados com os recursos humanos e com as infraestruturas já existentes. Conclui-se que além da própria formação inicial que busque maior aproximação com a realidade escolar, é preciso, posteriormente, que os profissionais da educação tenham a disposição melhores condições de trabalho, além de serem valorizados em termos de remuneração, o que ainda está longe de ocorrer no Brasil, em termos gerais.


Palavras-chave


Formação de professores; Neoliberalismo; educação; Carreira docente

Texto completo:

PDFA


DOI: https://doi.org/10.5007/2175-795X.2018v36n4p1149



Direitos autorais 2018 Aloysio Marthins Araujo Junior

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Perspectiva, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN print 0102-5473, ISSN 2175-795X.

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