A formação continuada sob o olhar dos professores de língua portuguesa: limites e perspectivas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2019.e61856

Palavras-chave:

Formação continuada, Professores, Língua Portuguesa

Resumo

Nesse artigo aborda-se a formação continuada, focalizando a visão dos professores de Língua Portuguesa acerca dos limites, perspectivas e necessidades formativas. Parte do pressuposto de que, na prática, a formação continuada de professores ainda é moldada tendo o professor como objeto e não sujeito, de maneira que pouco participa desse processo e que, talvez por isso, não se aproprie do aprendizado recebido. Numa abordagem qualitativa, a coleta de dados deu-se por meio de entrevistas com seis professores de Língua Portuguesa do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental de diferentes escolas da rede municipal de ensino de Corumbá, MS. Os resultados desse estudo apontaram para a necessidade em dar voz aos professores, a fim de que a formação continuada possa refletir a imagem desses olhares: como espaço de reflexão, de escuta e de aprendizado.

Biografia do Autor

Juliana Cláudia Amorim, Prefeitura Municipal de Corumbá/MS.

Mestre em Educação pelo Programa de Pós-graduação em Educação do Câmpus do Pantanal (CPAN), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Corumbá, MS. Servidora da Prefeitura Municipal de Corumbá, MS. Pesquisadora do Laboratório de estudos e pesquisa sobre formação e prática docente (Laforprat).

Marcia Regina Sambugari, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, UFMS

Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC-SP. Professora do curso de Pedagogia e do Programa de Pós-graduação em Educação do Campus do Pantanal (CPAN), da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Líder do Grupo de estudos e pesquisa sobre formação e práticas docentes (Forprat). Coordenadora do Laboratório de estudos e pesquisa sobre formação e práticas docentes (Laforprat).

Referências

ALARCÃO, I. Formação continuada como instrumento de profissionalização docente. In: VEIGA, I. P. A. Caminhos da profissionalização do magistério. Campinas, SP: Papirus, 2001, p. 99-122.

CANDAU, V. M. (Org.). Magistério: construção cotidiana. 7. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

FELDMANN, M. G. Formação de professores e cotidiano escolar. In: FELDMANN, M.G. (Org.). Formação de professores e escola na contemporaneidade. São Paulo: Editora Senac, São Paulo, 2009.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

GIOVANNI, L. M. O ambiente escolar e ações de formação continuada. In: CHAVES, S. M.; TIBALLI, E. F. A. (Orgs.). Concepções e práticas em formação de professores: diferentes olhares. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

GODOY, A. S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. RAE-Revista de Administração de Empresas, v. 35, n. 2, mar-abr, p.57-63, 1995. Disponível em: http://rae.fgv.br/sites/rae.fgv.br/files/artigos/10.1590_S0034-75901995000200008.pdf. Acesso em: 14 fev. 2019.

IMBERNÓN, F. Formação continuada de professores. Porto Alegre: Artmed, 2010.

IMBERNÓN, F. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. 6. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

MEDIANO, Z. D. A formação em serviço de professores através de oficinas pedagógicas. In: CANDAU, V. M. (Org.). Magistério: construção cotidiana. 7 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011, p. 91-108.

MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento. São Paulo: Hucitec, 2000.

NASCIMENTO, M. G. A formação continuada dos professores: modelos, dimensões e problemática. In: CANDAU, V. M. (Org.). Magistério: construção cotidiana. 7.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011, p. 69-90.

ZAGURY, T. O professor refém: para pais e professores entenderem por que fracassa a educação no Brasil. 6. ed., Rio de Janeiro: Rocco, 2006.

Downloads

Publicado

2019-12-19