Ensino de filosofia e a constituição da identidade individual: formação, autonomia e gênero

Tânia Aparecida Kuhnen

Resumo


O presente artigo investiga a contribuição das aulas de filosofia no Ensino Médio para a formação dos educandos como sujeitos em processo de construção de uma identidade individual. A filosofia no Ensino Médio contribui para formar sujeitos conscientes de si no espaço e no tempo, capazes de refletir criticamente sobre o contexto social no qual estão inseridos, bem como sobre as expectativas em termos de papéis fixos de gênero impostos de fora para dentro. Nesse sentido, a especificidade do saber filosófico como um exercício de pensar criticamente por meio da criação de conceitos oportuniza uma formação individual mais autêntica e autônoma. Isso justifica também a presença da filosofia como uma disciplina no Ensino Médio. A vivência pessoal do gênero é elemento central na formação da identidade, por isso, é fundamental debater esse tema junto aos alunos. Defende-se a importância de abordar questões de gênero na aula de filosofia, uma vez que se trata de uma vivência dos alunos que pode ser problematizada a fim de desnaturalizar os processos de performatividade do gênero e perceber as desigualdades que perpassam essa categoria social. Com isso, os alunos podem constituir uma identidade individual consciente e crítica da posição social que seu gênero ocupa no meio social.


Palavras-chave


Formação; Gênero; Identidade

Texto completo:

PDFA


DOI: https://doi.org/10.5007/2175-795X.2017v35n4p1026



Direitos autorais 2018 Tânia Aparecida Kuhnen

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Perspectiva, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN print 0102-5473, ISSN 2175-795X.

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