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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">Perspectiva</journal-id>
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				<journal-title>Perspectiva</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Perspectiva</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">0102-5473</issn>
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				<publisher-name>Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.5007/2175-795X.2023.e92137</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artigo</subject>
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				<article-title>Escrevendo a nossa história: o que um grupo de pesquisa pode fazer e tem a dizer?</article-title>
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					<trans-title>Writing our history: what can a research group do and what does it have to say?</trans-title>
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				<trans-title-group xml:lang="it">
					<trans-title>Scrivendo la nostra storia: cosa può fare un gruppo di ricerca e cosa ha da dire?</trans-title>
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						<surname>Landulfo</surname>
						<given-names>Cristiane Maria Lopes</given-names>
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						<surname>Freitas</surname>
						<given-names>Paula Garcia</given-names>
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				<institution content-type="orgname">Universidade Federal da Bahia</institution>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic"><day>07</day><month>04</month><year>2025</year></pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2025</year>
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			<issue>04</issue>
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					<license-p>Este es un artículo publicado en acceso abierto (Open Access) bajo la licencia Creative Commons Attribution, que permite su uso, distribución y reproducción en cualquier medio, sin restricciones siempre que el trabajo original sea debidamente citado.</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Este artigo tem o objetivo de narrar o processo de construção de um jovem grupo de pesquisa, o Núcleo de Estudos em Língua Italiana no contexto Brasileiro (NELIB), cadastrado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Tal grupo nasce com o propósito de reunir professoras(es) e pesquisadoras(es) do campo da italianística que atuam no contexto brasileiro e buscam (re)pensar e ressignificar a Educação Linguística em língua italiana com os pés fincados em nossos territórios, tendo em vista a formação docente, a produção de materiais didáticos, as políticas linguísticas e, consequentemente, um ensino/aprendizagem cada vez mais plural, democrático e, portanto, comprometido com a justiça social. Diante disso, por entendermos esse espaço como um aglutinador de experiências, saberes e produções científicas, acadêmicas e artísticas, teceremos em nossas palavras o que temos feito para responder a indagação que nos orienta - quais são os saberes necessários para a formação docente, em um mundo em constante transformação? - e o que esperamos realizar em nossas atividades cotidianas que são essenciais para o desenvolvimento do trabalho como professoras e pesquisadoras de universidades públicas brasileiras. Afinal, é importante compreendermos o que um grupo de pesquisa faz e tem a dizer ao mundo.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>This article aims to narrate the building process of a young research group, the Núcleo de Estudos em Língua Italiana no contexto Brasileiro (NELIB), registered in the Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). This group was created with the purpose of bringing together teachers and researchers who work in the field of Italian language in the Brazilian context and try to think and ressignify Italian Language Education with our feet firmly planted in our territories, focusing on teacher training, the production of teaching materials, linguistic policies and, consequently, a pedagogy that is more plural, democratic and, therefore, committed to social justice. Because we understand this space as a gathering place of experiences, knowledge and scientific, academic and artistic productions, we will weave in our words what we have been doing to answer the question that guides us - what is the necessary knowledge for teacher’s education in a world in constant transformation? - and what we hope to accomplish in our daily activities that are essential to the development of the work as teachers and researchers of Brazilian public universities. After all, it is important to understand what a research group does and has to say to the world.</p>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="it">
				<title>Riassunto</title>
				<p>Questo articolo si propone di raccontare il processo di costruzione di un giovane gruppo di ricerca, il Núcleo de Estudos em Língua Italiana no contexto Brasileiro (NELIB), iscritto al Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Questo gruppo nasce con lo scopo di riunire docenti, ricercatrici e ricercatori che si occupano della ricerca nel campo dell'italianistica, lavorano nel contesto brasiliano e cercano di (ri)pensare e risignificare l'Educazione linguistica in lingua italiana con i piedi piantati nei nostri territori, puntano sulla formazione degli insegnanti, sulla produzione dei materiali didattici, sulle politiche linguistiche e, di conseguenza, su un insegnamento/apprendimento sempre più plurale, democratico e, quindi, che si impegna della giustizia sociale. Poiché intendiamo questo spazio come un'unità di esperienze, conoscenze e produzioni scientifiche, accademiche e artistiche, racconteremo con le nostre parole ciò che abbiamo fatto per rispondere alla domanda che ci guida - quali saperi sono necessari alla formazione degli insegnanti, in un mondo in costante trasformazione? - e ciò che speriamo di realizzare nelle attività quotidiane che sono essenziali allo sviluppo del nostro lavoro come docenti, ricercatrici e ricercatori nelle università pubbliche brasiliane. Dopotutto, è importante capire cosa fa e cosa ha da dire al mondo un gruppo di ricerca.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Grupo de pesquisa</kwd>
				<kwd>Educação linguística em língua italiana</kwd>
				<kwd>Contexto brasileiro.</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Research group</kwd>
				<kwd>Linguistic Education in Italian language</kwd>
				<kwd>Brazilian context.</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="it">
				<title>Parole chiave:</title>
				<kwd>Gruppo di ricerca</kwd>
				<kwd>Educazione linguistica in lingua italiana</kwd>
				<kwd>Contesto brasiliano</kwd>
			</kwd-group>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>Este artigo tem o propósito de narrar a história de um jovem grupo de pesquisa que busca transcender as exigências burocráticas do mundo acadêmico, detalhando os objetivos e os trabalhos realizados coletivamente por seus/suas integrantes. É importante informar às leitoras e aos leitores que, por ter sido escrito a quatro mãos, é também um encontro de duas narrativas comuns e, ao mesmo tempo, diversas. Por essa razão, teremos momentos de interlocução e outros nos quais as nossas vozes poderão dar espaço ao pensamento individual.</p>
			<p>O Núcleo de Estudos em Língua Italiana no Contexto Brasileiro (NELIB) foi certificado na Plataforma do CNPq no final de 2020, nascendo, portanto, em um momento de muitas dificuldades no mundo e, em especial, em nosso país. Foi exatamente durante o período da Pandemia de Covid-19 que, entre as inúmeras conversas por telefone, levamos a cabo uma ideia outrora concebida e o grupo ganhou corpo e página no Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil<sup><xref ref-type="fn" rid="fn1">1</xref></sup>. Foi em um período de muita dor e tristeza que, enclausuradas em nossas casas, buscamos, de alguma forma, conforto em nosso trabalho remoto e intenso.</p>
			<p>Em um breve levantamento junto ao Diretório de Grupos de Pesquisas do CNPq, percebemos a existência de vários grupos no âmbito da italianística. No entanto, não identificamos nenhum (um grupo) que tivesse como foco central a promoção da formação docente de professoras(es) de italiano, a Educação Linguística e a democratização do ensino de línguas no Brasil, temas que nos são tão caros.</p>
			<p>Por sermos professoras de língua italiana em duas universidades distintas, uma situada no Sul do Brasil, Universidade Federal do Paraná, e outra no nordeste brasileiro, Universidade Federal da Bahia, os nossos encontros presenciais sempre foram fortuitos, em geral, nos congressos de professores e professoras de línguas. Nesses eventos, muitas eram as questões que permeavam as nossas conversas, tais como: maternidade, formação docente, políticas linguísticas, ensino da língua italiana no Brasil. Assim, logo percebemos que tínhamos inquietações comuns e, sobretudo, um desejo motivador de fazer (as) algumas coisas acontecerem, dentre elas, o grupo de pesquisa que será aqui descrito, que nasce com o seguinte propósito:</p>
			<disp-quote>
				<p>unir professoras, professores, pesquisadoras e pesquisadores que realizam trabalhos na área da Italianística no Brasil e que (re)pensam a formação docente. Propomos fomentar e compartilhar os estudos e as experiências dos integrantes a fim de criarmos uma rede nacional de conhecimento que contemple pesquisas voltadas para a formação docente e para a democratização do ensino de línguas como uma forma de garantir direitos linguísticos a toda população. Pretendemos pensar e construir coletivamente uma <bold>Educação Linguística que seja mais humana, mais crítica, menos excludente e que promova a reflexão em diferentes contextos educacionais</bold>. (NELIB, 2022, grifo nosso)</p>
			</disp-quote>
			<p>Quando mencionamos o termo Educação Linguística, estamos afirmando que a educação para as línguas não pode e não deve mais se limitar ao conhecimento meramente linguístico, mas contemplar um processo amplo que possibilite a todas as pessoas envolvidas o desenvolvimento da autonomia para a realização das leituras de mundo, como sempre preconizou o patrono da educação brasileira, o educador Paulo Freire. Aqui é importante pontuarmos que concebemos a Educação Linguística nos moldes apresentados por <xref ref-type="bibr" rid="B21">Mendes (2022)</xref>, qual seja:</p>
			<disp-quote>
				<p>Trata-se de fazermos o exercício de pensar uma educação linguística outra, tão diversa quantos são os contextos de seu desenvolvimento, sendo um campo de atuação e de luta, de resistência e de renovação, e que interroga as epistemologias que não aceitam o pensamento divergente e o reconhecimento de que a vivência das línguas e com as línguas se dá de modo conjunto, num roçar de experiências de vida e a partir de deslocamentos constantes (<xref ref-type="bibr" rid="B21">MENDES, 2022</xref>, p. 125).</p>
			</disp-quote>
			<p>Por dialogarem com as nossas pautas, embarcaram em nossa empreitada mais cinco professoraspesquisadoras de diferentes instituições de ensino superior e uma professora da escola pública. Conscientes de nossos compromissos, juntaram-se ao grupo as professoras Alessandra Caramori, da Universidade Federal da Bahia; Daniela Bunn e Graziele Frangiotti, da Universidade Federal de Santa Catarina; Fernanda Veloso, da Universidade Federal do Paraná; Wania Beloni, da Universidade Estadual de Cascavel e Daniela Vieira do Cieja Perus. Cada uma dessas professoras trouxe as suas orientandas e orientandos para o nosso núcleo.</p>
			<p>Somos, atualmente, um grupo pensado e gerido por oito mulheres, docentes, mães e pesquisadoras que acreditam no papel agregador e potencializador do saber construído e experienciado coletivamente. Além disso, compreendemos que a defesa de uma Educação Linguística Intercultural (ELI), como feita por <xref ref-type="bibr" rid="B21">Mendes (2022)</xref>, é essencial para a promoção dos trabalhos que desejamos desenvolver. Segundo a autora,</p>
			<disp-quote>
				<p>A educação linguística intercultural (ELI) representa uma dimensão mais ampla da democratização do acesso às línguas, maternas e estrangeira/segundas, e inclui não apenas o processo de ensinoaprendizagem de línguas em si, mas também a formação de professore(a)s, o desenvolvimento de currículos, o desenho de materiais instrucionais, os processos de avaliação e certificação e as políticas linguísticas criadas, em contextos institucionais ou não, para a promoção e a valorização das línguas, para o ensino-aprendizagem de línguas, para a formação de novo(a)s professore(a)s, entre outros aspectos (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Mendes, 2022</xref>, p. 125)</p>
			</disp-quote>
			<p>Tendo em vista os trabalhos realizados pelas docentes que aderiram ao grupo, as linhas de pesquisas foram assim organizadas: 1) Educação Linguística, Interculturalidade e Decolonialidade; 2) Educação Linguística, Linguagens e Multiletramentos; 3) Formação Docente, Políticas Linguísticas e Ensino e 4) Literatura, Tradução e Afroitalianismo. Naturalmente, os campos de investigação se entrelaçam e se desdobram em vários estudos. Além disso, podem ser ampliados ou ressignificados à medida que o grupo cresce e dialoga com diferentes epistemologias.</p>
			<p>Juntas, temos em comum o desejo de (re)pensar e ressignificar o ensino do italiano no contexto brasileiro. Isso significa entendermos que precisamos olhar e enxergar, verdadeiramente, as questões necessárias para a promoção de uma Educação Linguística em língua italiana. Além disso, consideramos extremamente urgente pautarmos a democratização do ensino de línguas no Brasil como mais um modo de trabalharmos para a promoção da justiça social. Afinal, é direito de todas as cidadãs e todos os cidadãos brasileiros aprenderem uma língua estrangeira, seja ela qual for, nas escolas de ensino básico (<xref ref-type="bibr" rid="B4">BRASIL, 1996</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">BRASIL, 1998</xref>).</p>
			<p>Neste artigo, que celebra os dois primeiros anos do NELIB, faremos a exposição das ações que procuram responder à seguinte pergunta: <italic>quais são os saberes necessários para que as professoras e os professores de italiano possam desenvolver uma prática pedagógica intercultural e emancipatória diante de um mundo em constante transformação?</italic></p>
			<p>Certamente, não temos uma única resposta. No entanto, algumas constatações já podem ser depreendidas diante dos vários resultados positivos que colhemos nesse período, que vão muito além da lógica produtivista que parece se disseminar na academia (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Alcadipani; 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Martins; Oliveira; Francisco, 2021</xref>). Nossas reuniões e nossos projetos têm se configurado como espaços de acolhimento e afeto, corroborando a premissa de que esse é um dos saberes fundamentais para as professoras e os professores da atualidade (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Goldstein, 1997</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">Hooks, 2003</xref>; Barcelos, 2022). A partir do afeto, outros saberes vêm à tona, como o de que a educação se faz na troca - de ideias, de conversas, de experiências - e os sentimentos envolvidos na partilha são capazes de manter altos os níveis de motivação e engajamento do grupo. Comprometidas com a educação e a formação docente como projeto de país, entendemos que a democratização de saberes é, também, uma das formas de promovermos a justiça social.</p>
			<p>Diante dessas primeiras constatações, colocamo-nos a tarefa desta escrita que está assim dividida: esta introdução, que já mostra o quanto nos orgulhamos de nossas atividades; a seção 1 intitulada <italic>Um grupo de estudos e uma ideia na ponta do lápis</italic>, em que mostramos os desafios de se montar um grupo de pesquisa interinstitucional em tempos de pandemia e elencamos nossas ações para vencê-los; a seção 2, <italic>Do rascunho à escrita: o que temos feito?</italic>, em que descrevemos as atividades desses dois anos de existência do NELIB; e a seção 3, <italic>Esboçando os passos futuros: novas escritas na ponta do lápis,</italic> em que projetamos o próximo biênio e fazemos nossas considerações finais.</p>
			<sec>
				<title>1. Um grupo de estudos e uma ideia na ponta do lápis</title>
				<p>O CNPq define um grupo de pesquisa como “um conjunto de indivíduos organizados hierarquicamente em torno de uma ou, eventualmente, duas lideranças”<sup><xref ref-type="fn" rid="fn2">2</xref></sup>. Nesse sentido, apresenta uma série de itens que caracterizam tal hierarquia, tais como a experiência, o prestígio e a autoridade do(s) seu(s) representantes em determinada área do saber científico e tecnológico.</p>
				<p>Embora a definição acima coloque explicitamente um líder à frente do grupo, que pode ser entendido como a “pessoa cujas ações e palavras exercem influência sobre o pensamento e o comportamento de outras”<sup><xref ref-type="fn" rid="fn3">3</xref></sup>, o texto parece apontar, na verdade, para a figura de um chefe, cujo papel é essencialmente garantir o cumprimento das obrigações e manter as estruturas hierárquicas dos processos. Os dois anos de atividades do NELIB demonstram que um grupo de pesquisa pode ser pensado de forma democrática e horizontal, como um lugar em que a partilha, o envolvimento e a colaboração de todas e todos ajudam na construção e na ampliação das ações.</p>
				<p>Como profissionais da linguagem, consideramos de suma importância termos os alguns conceitos bem definidos antes de dar os próximos passos. Nosso objetivo ao criar o grupo sempre foi o de proporcionar um ambiente democrático para que pesquisadoras(es) da Italianística pudessem apresentar seus pontos de vista, as suas motivações e as suas experiências para que o trabalho coletivo pudesse realmente acontecer. As líderes deste grupo, portanto, entendem que as pessoas possuem saberes, habilidades, necessidades e, por que não, desejos a serem compartilhados em prol do ensino, da pesquisa e da extensão para a formação docente.</p>
				<p>Nesse sentido, é importante colocar na ponta do lápis outros conceitos, como a relação que se instaura no processo de ensino e aprendizagem de línguas que, na Linguística Aplicada, pode remeter à noção de abordagem, entendida como a filosofia para o agir docente (<xref ref-type="bibr" rid="B2">ALMEIDA FILHO, 1993</xref>). Muita coisa mudou desde as primeiras definições de abordagem, transformando-se, inclusive, na concepção de Educação Linguística em que acreditamos (<xref ref-type="bibr" rid="B21">MENDES, 2022</xref>). Na prática, no entanto, o que faz um(a) professor(a) ensinar como ensina é, essencialmente, a sua abordagem. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B24">Richards (2006)</xref>, a abordagem pode estar alinhada a práticas de ensino mais tradicionais, em que o ponto de partida é um conteúdo específico para o qual a instrução direcionaria a atenção do aluno, ou, por outro lado, ações didáticas que enxergam a língua como um meio para agir no mundo, em situações significativas.</p>
				<p>A partir de um conceito claro de abordagem, é possível descrever, compreender, avaliar e até antever os motivos pelos quais um(a) professor(a) de línguas atua como atua. É a partir do modo como concebe o ensino, a aprendizagem e a língua que está ensinando - se como um conteúdo ou como meio de comunicação - que irá planejar suas aulas, selecionar ou produzir material didático, experienciar a línguaalvo dentro e fora da sala, avaliar alunos e, principalmente, a si mesmo.</p>
				<p>Acreditamos que para uma Educação Linguística emancipatória seja imperativa uma visão de língua, ensino e aprendizagem alinhada a abordagens com viés mais relacional, dialógico, (inter)cultural, decolonial e contextual (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Mendes, 2022</xref>). Assim podem ser considerados os posicionamentos que adotamos no NELIB, em que o(a) professor(a)/ pesquisador(a) é “um(a) líder, um(a) organizador(a) de atividades, um(a) gestor(a) que conduz o grupo para alcançar os objetivos da tarefa. Isso é muito mais do que ser um(a) transmissor(a) de conhecimento” (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Motlagh et al., 2014</xref>, p. 09). Essa citação é extraída de um texto sobre a Abordagem por Tarefas, uma abordagem ainda pouco presente nas salas de aula de italiano do Brasil e que procuramos ensinar para os participantes do grupo, explícita e implicitamente.</p>
				<p>Em tal abordagem, a tarefa se configura como um atividade que demanda alguma atitude do aprendiz e deve, necessariamente, ter objetivo bem delimitado, conteúdo apropriado, procedimentos de trabalho especificados e uma variedade de planos de ação, cujo propósito é facilitar a aprendizagem. As tarefas podem ser simples e breves ou complexas e longas, mas nesses casos, precisarão ser divididas em subtarefas, exigindo a tomada de decisões dos aprendizes para que estejam prontas no prazo estabelecido (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Nunan, 2004</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B10">Freitas, 2019</xref>).</p>
				<p>Adotar tal perspectiva na condução das ações de um grupo de pesquisa que (re)pensa a formação docente pode ser um modo de aproximar as professoras e os professores de italiano de todo o país a essa e a outras abordagens de ensino. Ainda, pode ser uma forma de criar um ambiente de comunicação real entre os participantes, que colocam seus saberes a disposição do grupo para a realização das diferentes tarefas.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>2. Do rascunho à escrita: o que temos feito?</title>
				<p>Construir e acolher são duas ações que nos movem. Na verdade, desde o início, essas foram as nossas molas propulsoras. Mas, como construir um grupo que pense ‘fora da caixa’ e que possa acolher todas as pessoas que desejam compartilhar as suas experiências e saberes? Pensar fora da caixa, para nós, é pensar numa italianística voltada para lugares outros e para as questões imbricadas em nossa realidade tão plural e tão desigual.</p>
				<p>Além dessa, outras questões nos rodeavam: como nos conhecermos “mais de perto”? Como nos acolhermos em plena pandemia, isoladas e isolados em nossas residências? Como darmos o pontapé inicial?</p>
				<p>Eis que nascem os Seminários Formativos do NELIB. Em março de 2021, demos início a uma série de encontros que nos ajudaram a desenhar as nossas propostas e a dialogar com os estudos de muitas de nós. A cada mês, um encontro e uma temática diferente nos proporcionaram momentos de muita partilha. Primeiramente, tratamos do tema sexismo na língua italiana, em seguida, falamos de letramento emocional no ensino de línguas e, por fim, sobre ensino de línguas implícito e explícito. Todos esses encontros foram realizados em uma plataforma digital.</p>
				<p>Com esses seminários, pensados apenas para o primeiro semestre daquele ano, desejávamos nos conhecer e promover a troca de saberes. Encerramos o semestre com uma mesa redonda no <italic>Convegno internazionale di studi &quot;Insegnamento e apprendimento dell'italiano in ambienti plurilingui</italic>, também realizado de forma remota pela <italic>Università del Litorale</italic> da Eslovênia. Essa foi a nossa primeira apresentação como um grupo e em grupo. Ressalta-se o fato de estarmos, nessa ocasião, em contato com outra comunidade falante de língua italiana. Em outras palavras, na prática, passamos a olhar para lugares outros e a divulgar os trabalhos que realizamos no contexto brasileiro.</p>
				<p>Além dos seminários, propomos ao grupo, ainda nesse primeiro semestre, a tradução coletiva para o italiano de um material de passatempos elaborado pelo grupo Meninas e Mulheres nas Ciências (MMC)<sup><xref ref-type="fn" rid="fn4">4</xref></sup>, cujo propósito é apresentar cientistas negras brasileiras que historicamente foram e ainda são invisibilizadas pelo poder hegemônico e brancocêntrico de matriz colonial.</p>
				<p>Neste material, formado por pequenos textos, caça-palavras e cruzadinhas, tivemos a oportunidade de conhecer mulheres potentes que fazem ciência em nosso país, como Anna Maria Canavarro, Bárbara Carine Pinheiro, Conceição Evaristo, Sueli Carneiro, Lélia Gonzales, Enedina Alves Marques, Katemari Rosa, Maria Beatriz Nascimento, dentre outras. A experiência de traduzir coletivamente o material proporcionou ainda ao grupo a possibilidade de refletir sobre os processos envolvidos na tradução para o italiano e a organização do trabalho em equipe bem como vislumbrar a italianística com olhares outros, como explica <xref ref-type="bibr" rid="B20">Matos (2022)</xref>.</p>
				<disp-quote>
					<p>Olhares outros podem proporcionar a <bold>escuta de vozes outras,</bold> para esse giro na direção epistêmica, como nos propõe a escritora e contadora de histórias nigeriana Chimamanda Adichie (2019), que trata do perigo da história única, termo que ela usa para referir-se aos estereótipos criados sobre pessoas e lugares, por um discurso unívoco, detentor da verdade ‘absoluta’ e capaz de dar conta de qualquer aspecto da experiência humana. Para a autora, produz-se uma história única, quando, à força de uma imagem negativa reforçada, o próprio indivíduo se confunde com essa imagem, assim, a construção da história única passa pela questão do poder, pois a depender de como e de quem conta a narrativa, consegue-se fazê-la ser a história definitiva daquela pessoa, povo, comunidade (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Matos, 2022</xref>, p. 286, grifo nosso).</p>
				</disp-quote>
				<p>A tradução desse material para o italiano se justifica na medida em que auxilia na promoção de uma Educação Linguística em língua italiana emancipadora, decolonial e intercultural. Sob a coordenação da Prof.a Dra. Alessandra Caramori, integrante do grupo e uma especialista em tradução, cada professorapesquisadora ficou responsável por um número de páginas, que foram traduzidas por suas orientandas e orientandos<sup><xref ref-type="fn" rid="fn5">5</xref></sup>. Essa foi a primeira tarefa realizada pelo grupo de forma verdadeiramente colaborativa voltada para lugares outros e, em especial, considerando o nosso contexto brasileiro. Com a versão do material em italiano, professoras e professores de italiano do mundo todo poderão apresentar em suas aulas o trabalho de cientistas brasileiras e proporcionar uma Educação Linguística intercultural e decolonial ao tratar de questões essenciais como racismo, colonialidade, amefricanidade, violências de gênero, identidade, diferenças étnicas-raciais, universidade e saber científico, dentre outras.</p>
				<p>
					<fig id="f1">
						<label>Imagem</label>
						<caption>
							<title>capas das versões em português e italiano do livro de passatempos</title>
						</caption>
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						</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>A apresentação do trabalho em sua versão final aconteceu no dia 20 de novembro de 2021, o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, em uma <italic>live</italic> no Instagram do MMC. Ainda estávamos vivendo momentos de dor e tristeza por conta da pandemia de Covid-19 e as redes sociais haviam se tornado ponto de encontro para muitas de nós. A escolha dessa data foi essencial para enfatizarmos o nosso compromisso com uma italianística que pensa com os pés em nosso chão e que busca incluir quem sempre foi posto à margem por um sistema-mundo colonial/ patriarcal/ misógino/ racista/ homofóbico/ sexista.</p>
				<p>Outro fator importante é que esse material é aberto<sup><xref ref-type="fn" rid="fn6">6</xref></sup>, gratuito e, portanto, acessível a todas as pessoas. Isso demonstra que podemos e devemos contribuir para a democratização de saberes e, de algum modo, para a promoção da justiça social. Assim, aos poucos, entregamos os resultados de nossos estudos e de nossas pesquisas para a sociedade, fugindo do velho ciclo vicioso de produzirmos conhecimento apenas para os nossos pares da academia. Ademais, compreendemos as palavras de <xref ref-type="bibr" rid="B7">Fialho e Vieira (2022</xref>, p. 268), quando se referem aos migrantes de crise e nos explicam que uma Educação Linguística verdadeiramente “[...] plural, abrangente, dialógica e inclusiva precisa valorizar sujeitos que, infelizmente, ainda hoje, são marginalizados em nosso país[...]”.</p>
				<p>Foi também em 2021 que nasceu o Meninas e Mulheres na Literatura - MML, mais uma parceria com o já citado MMC. Esse projeto recebeu o prêmio Rubens Murillo Marques de 2022 da Fundação Carlos Chagas como uma iniciativa de sucesso para a formação de professores, um exemplo para outros cursos de licenciatura. Trata-se de um</p>
				<disp-quote>
					<p>projeto coordenado por duas professoras dos cursos de Licenciatura em Língua Italiana - uma da Universidade Federal da Bahia e outra da Universidade Federal do Paraná -, que promoveu, em 2021, práticas que possibilitaram às professoras em formação dos dois cursos desenvolverem conhecimento linguístico, pedagógico e tecnológico por meio de uma educação linguística e literária potencialmente intercultural, decolonial e emancipadora. Durante três meses, foram apresentadas ao público brasileiro dez obras escritas por mulheres de origem africana e asiática que escrevem em língua italiana os dilemas de viver em trânsito. Adotou-se a abordagem multimodal, em que posts no Instagram, aulas síncronas pelo YouTube, podcasts e vídeos ajudaram-nos a conhecer, refletir e discutir as temáticas tratadas nos livros, como racismo, questões de gênero, colonialismo italiano, aspectos históricos e culturais dos países de origem das autoras e ainda ter contato com diferentes gêneros textuais. Semanalmente, uma aluna-professora de italiano das referidas instituições de ensino superior (IES) apresentou um livro através de atividades para fomentar o desenvolvimento de uma postura intercultural e o pensamento decolonial, isto é, a capacidade de interagir com outros saberes, respeitando modos de vida e cosmopercepções outras. A partir dos feedbacks bastante positivos, concluiu-se que, mesmo que o italiano ainda não seja uma das línguas mais ensinadas no país, o projeto é capaz de inspirar novas práticas de ensino de língua e literatura que contemplem saberes de diferentes lugares, em múltiplos contextos, especialmente na escola básica. Atualmente, o perfil @meninasemulheresnaliteratura<sup><xref ref-type="fn" rid="fn7">7</xref></sup> pode ser visitado a qualquer momento, e a leitura das obras, realizada de diferentes formas. (<xref ref-type="bibr" rid="B11">FREITAS; LANDULFO, 2022</xref>, p. 34)</p>
				</disp-quote>
				<p>O MML sintetiza na prática o que pensamos do ponto de vista teórico e metodológico. Pois, além de nos pautarmos em nossas pesquisas e estudos anteriores (<xref ref-type="bibr" rid="B12">FREITAS; XAVIER, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B10">FREITAS, 2019</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B9">2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">FRANGIOTTI; FREITAS, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">FREITAS; LANDULFO, 2022</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B18">LANDULFO, 2016</xref>, 2019, <xref ref-type="bibr" rid="B15">2020</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B16">2021</xref>), pudemos voltar nossos olhares para epistemologias outras, já que apresentamos dez obras escritas por autoras na diáspora, mulheres de ascendência africana, indiana e italiana que narram em língua italiana - temáticas extremamente importantes para refletirmos sobre a sociedade que desejamos construir.</p>
				<p>Ademais, pensando em nosso contexto brasileiro, nossas práticas fizeram com que os cursos de Letras - Italiano da UFBA e da UFPR dialogassem com a Lei n. 10.639/2003, que determina o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana no currículo de escolas públicas e privadas.</p>
				<disp-quote>
					<p>Os livros selecionados permitiram o conhecimento de países africanos colonizados pela Itália no início do século XX, como a Eritreia, narrada em Africa Nostra Madre Terra de Elisa Kidané e em Asmara Addio de Erminia Dell’Oro, a Somália, de onde provêm Igiaba Scego e Ubah Cristina Ali Farah, autoras de La Linea del Colore e Madre Piccola, respectivamente, e a Etiópia, lindamente descrita em Regina di Fiori e di Perle por Gabriela Ghermandi. Foi possível também conhecer e compreender os sentimentos que perpassam as relações de abuso de poder contra a população negra por meio da denúncia de jovens autoras nascidas na Itália, como Djarah Kan (de origem ganense) em Ladri di Denti, Oiza Queens Days (de origem nigeriana) em Corpi estranei, e Marilena Delli Umuhoza, que fala do racismo que acontece dentro de casa em Negretta: baci razisti. O romance Afroitaliani de Alimatou Sall e os contos das indianas Gabriella Kuruvilla e Laila Wadia presentes em Pecore Nere, em compensação, são permeados de questões sociais e do forte sentimento de, ao mesmo tempo, viver em dois mundos, entre o Senegal e a Itália ou entre o Ocidente e o Oriente, no caso das autoras indianas. Em todos os livros, porém, é possível reconhecer a escrita em língua italiana como um processo de resgate da própria identidade (<xref ref-type="bibr" rid="B11">FREITAS; LANDULFO, 2022</xref>, p. 44)</p>
				</disp-quote>
				<p>Além dos materiais, outras ações foram realizadas em 2021: a proposta de um simpósio no VIII Congresso Latino-americano de Formação de Professores de Línguas (CLAFPL), que reuniu cerca de vinte italianistas de todo o Brasil; apresentações de trabalhos sobre os produtos e projetos do NELIB em diferentes eventos científicos, como o XIX Congresso da Associação Brasileira de Professores de Italiano e o Encontro Internacional de Italianistas e Professores de Italiano do Brasil; e, para encerrar o primeiro ano de trabalhos, uma mesa redonda/temática no Congresso Virtual da UFBA intitulada <italic>O Núcleo De Estudos Em Língua Italiana No Contexto Brasileiro - NELIB; Pesquisas em Diálogo</italic><sup><xref ref-type="fn" rid="fn8">8</xref></sup>.</p>
				<p>Em 2022, além de prosseguirmos com os Seminários Formativos do NELIB, que aconteceram ao longo do primeiro semestre, criamos <italic>la Bottega</italic> do NELIB: oficinas de práticas pedagógicas. Os seminários dessa vez foram abertos, realizados por um novo canal do Youtube criado especialmente para a nossas transmissões, enquanto as oficinas aconteceram em plataforma fechadas, visando ao compartilhamento de experiências realizadas em salas de aula de língua italiana.</p>
				<p>Foram três oficinas em caráter experimental que, apesar de terem acontecido em reuniões fechadas e para um público específico, aceitaram inscrições de professoras e professores de italiano da rede pública. A primeira <italic>Bottega,</italic> realizada em março de 2022 pela professora Daniela Bunn da Universidade Federal do Paraná, se intitulou <italic>Ci vuole un fiore: l’immaginazione e il suo posto nell’educazione</italic> - o olhar sensível de Gianni Rodari para a sala de aula; a segunda contou com a participação da professora Mariateresa Muraca da Università degli Studi di Verona, que ministrou a oficina <italic>Danilo Dolci e la maieutica reciproca. Una prospettiva postcoloniale dal Sud d'Italia</italic>; a terceira e última, pela professora Cristiane Landulfo e pelo professor Bruno Vicente, que trataram do tema <italic>Afroitalianismo e l’insegnamento antirazzista: propostas didáticas para a sala de aula de língua italiana</italic>.</p>
				<p>Para os seminários, convidamos professoras e pesquisadoras de diferentes instituições para debaterem conosco as seguintes temáticas: 1- Ensino de línguas nas escolas públicas: por que precisamos (re)pensar e debater políticas e direitos linguísticos?; 2 - Por que decolonizar o ensino de línguas?; 3 - Materiais didáticos e didatização: o que precisamos saber?; 4 - Formação de professores de italiano: contextos e desafios. Todas as transmissões estão em nosso canal do Youtube e os vídeos já tiveram um número de visualizações que consideramos importante para promover a democratização de saberes, extrapolando os muros da universidade e levando as discussões realizadas no âmbito acadêmico para um espaço acessível a um maior número de pessoas.</p>
				<p>
					<fig id="f2">
						<label>Imagem</label>
						<caption>
							<title>vídeos dos seminários formativos de 2022.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2175-795X-perspectiva-41-04-e92137-gf02.jpg" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink"/>
						<attrib>Fonte: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.youtube.com/@gruponelib6897/streams">https://www.youtube.com/@gruponelib6897/streams</ext-link>
						</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Os nossos objetivos com a realização dos seminários foram respectivamente: 1) debater e refletir sobre políticas públicas e sobre o multi/plurilinguismo em nosso país, além de pensarmos como as políticas linguísticas impactam na vida das pessoas que têm acesso ao ensino de línguas nas escolas públicas; 2) pensar como os estudos decoloniais têm contribuído para promover um giro epistemológico no ensino de línguas e por que é necessário decolonizar as nossas práticas, muitas vezes, revestidas de discursos hegemônicos; 3) o que precisamos fazer e pensar para produzirmos materiais didáticos. Basta usar uma atividade da internet?; 4) quais os saberes necessários para a formação das/dos docentes de línguas em um mundo em constantes mudanças? De qual formação docente precisamos na contemporaneidade? O que está sendo feito e o que podemos/devemos fazer como formadoras(res) de professoras(res).</p>
				<p>Encerramos 2022 vislumbrando novos caminhos e considerando a realização de encontros presenciais, bem como a produção de materiais, cursos, textos e seminários que possam ser acessíveis a todas as pessoas que buscam se encontrar com múltiplos conhecimentos e, em especial, com a língua italiana.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>3. Esboçando os passos futuros: novas escritas na ponta do lápis</title>
				<p>Para coletar dados sobre os efeitos das ações do NELIB nesses dois anos de existência, compartilhamos com os membros um formulário, elaborado na plataforma Google Drive, com 12 perguntas, dentre as quais: De que modo o NELIB vem contribuindo para a sua formação? Qual live (ou quais lives) dos Seminários Formativos mais contribuiu com as suas pesquisas? Você participou de qual (ou quais) projeto(s) do NELIB? E quais foram as suas impressões sobre ele(s)? O que você espera do NELIB? Quais são as suas sugestões?</p>
				<p>Dentre as respostas, selecionamos alguns excertos que parecem indicar caminhos para as ações futuras. Vale ressaltar que são as vozes das(dos) integrantes do grupo e, colocá-las aqui, na ponta do lápis, é também um modo de fazer ecoar como esses professores e professoras (?) avaliam o NELIB:</p>
				<disp-quote>
					<p>Desde que entrei, participei de todos, <bold>percebo muito cuidado na escolha das temáticas e dos convidados que trazem, em sua maioria, conhecimentos práticos sobre o ensino de LE</bold>. [...] Espero que as formações e as <italic>lives</italic> continuem de forma virtual para maior acessibilidade de todos, que possamos receber mais professores da rede para falarem de suas experiências, mas que tenhamos oportunidades também de encontros presenciais. (NELIBIANA 01, grifo nosso)</p>
					<p><bold>O NELIB contribui muito com a minha formação continuada.</bold> Pude contribuir e aprender muito com a tradução do livro de passatempos sobre as mulheres negras na ciência. Uma obra de extrema importância para o contexto brasileiro. Enxergar a língua italiana e estudos que envolvam a italianística pela ótica brasileira, sobretudo, pelo viés de pesquisadoras negras para mim é algo espetacular, uma vez que me possibilita (re)pensar o ensino de italiano humano e decolonial. Além disso, a união do grupo faz com que um ajude o outro a crescer. <bold>Me sinto muito acolhida e valorizada pelos colegas, os quais sempre me impulsionam a crescer, como a participar de eventos internacionais e também a apresentar minhas pesquisas nos Seminários Formativos do Nelib</bold> [...] Gostaria de acrescentar e reafirmar o fato de me sentir extremamente acolhida pelo grupo. Tenho um carinho imenso pelo Nelib e me sinto honrada em participar desse grupo tão competente, profissional e, sobretudo, humano. (NELIBIANA 03, grifo nosso)</p>
					<p>Todas as lives foram ótimas, mas as que mais contribuíram com o meu trabalho foram: aquela sobre letramento emocional e aquela sobre decolonialidade (NELIBIANA 05).</p>
				</disp-quote>
				<p>Os excertos apresentados demonstram que estamos caminhando por estradas que parecem levar a histórias outras no âmbito da italianística, da Educação Linguística em língua italiana e da formação docente.</p>
				<p>Como já dito várias vezes, somos um grupo jovem que nasceu em um período de muitos transtornos mundialmente. Contudo, em dois anos de existência temos conseguido colocar na prática o que nos propomos desde o início: um grupo que ‘pense fora da caixinha’ e transcenda os muros da academia. Assim, diante do exposto neste artigo e, em especial, a partir dos excertos apresentados, almejamos continuar a escrever a nossa história, tendo as seguintes metas:</p>
				<list list-type="simple">
					<list-item>
						<p>1- Elaborar, produzir e/ou traduzir materiais diversos que possam contribuir para o desenvolvimento do pensamento decolonial, de uma postura intercultural e com a autonomia de aprendizes de língua italiana;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>2- Promover, por meio de palestras, encontros e <italic>lives</italic>, a formação continuada de professoras e professores de línguas, em especial, de língua italiana, considerando os diferentes modos de ensinar e aprender, ou seja, as mais variadas abordagem e os diversos contextos educacionais;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>3- Realizar cursos de extensão de língua italiana para a comunidade, tendo em vista a necessidade e a importância da democratização de saberes e a deselitização do ensino de línguas no Brasil;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>4- Promover cursos de extensão voltados para a (trans)formação das(dos) docentes de línguas;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>5- Ressignificar e (re)pensar práticas pedagógicas excludentes, etnocêntricas e hegemônicas, considerando as questões relevantes para o contexto brasileiro;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>6- Compartilhar as nossas produções científicas em diferentes contextos;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>7- Contribuir para o debate sobre as políticas linguísticas e educacionais em nosso país, rompendo com “a condição de aplicadores de políticas que não foram pensadas e planejadas por quem realmente vivencia a realidade educacional” (<xref ref-type="bibr" rid="B6">BELONI; RIBEIRO, 2021</xref>, p. 18);</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>8 - Resistir a todas as formas de deslegitimação do pensamento crítico e da autonomia docente.</p>
					</list-item>
				</list>
				<p>Continuaremos a escrever histórias outras que demonstrem que é possível ser um grupo de pesquisa ligado às universidades públicas e registrado no CNPQ, atender todas as exigências que lhes são inerentes e, acima de tudo, produzir trabalhos e pesquisas com um propósito social. Afinal, as pesquisas devem contribuir para a construção de um país mais justo, mais democrático e menos desigual. Pretendemos, portanto, continuar acolhendo e construindo pontes e caminhos outros.</p>
			</sec>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p> A página do grupo pode ser acessada em <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/663427">http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/663427</ext-link>
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://lattes.cnpq.br/web">http://lattes.cnpq.br/web</ext-link>
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://dicionario.priberam.org/l%C3%ADder">https://dicionario.priberam.org/l%C3%ADder</ext-link>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p> Educação e Divulgação Científica de/sobre/para Meninas e Mulheres. Meninas e Mulheres nas Ciências/UFPR. Para maiores informações acesse a página do Instagram do referido grupo: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.instagram.com/mulheresnasciencias.ufpr/">https://www.instagram.com/mulheresnasciencias.ufpr/</ext-link>
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p> O livro foi traduzido por Adriane Viana, Alice Negreiros, Alice Sousa, Ana Paula Miranda Mendes, Andrielly Antunes da Silva, Bianca Silva Semeguini, Camila Araújo, Cristiane Landulfo, Daniela Bunn, Daniela Vieira, Fernanda Veloso, Graziele Altino Frangiotti, Iane Inês Poyer, Jhade Borges, Liliane Amorim, Luciano de Oliveira, Mariele Lúcia Tortelli, Mellina Anastacio Silva, Mylena Alves de Assis, Paula Garcia de Freitas, Pedro Belas Trindade, Telmo Clos Ambrosini e Wânia Beloni. A revisão é de Alessandra Caramori, Bruno Ferreira Vicente e Susi Rosas. E a capa é da Bianca Silva Semeguini.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>6</label>
				<p> Esse material pode ser acessado diretamente do Blog do grupo Meninas e Mulheres nas Ciências cujo endereço é: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://meninasemulheresnascienciasufpr.blogspot.com/">https://meninasemulheresnascienciasufpr.blogspot.com/</ext-link>
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>7</label>
				<p>
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.instagram.com/meninasemulheresnaliteratura/">https://www.instagram.com/meninasemulheresnaliteratura/</ext-link>
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>8</label>
				<p> O evento pode ser acessado pelo link <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.youtube.com/watch?v=VhxSyjqDCnc">https://www.youtube.com/watch?v=VhxSyjqDCnc</ext-link>
				</p>
			</fn>
		</fn-group>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>ALCADIPANI, R.. A Academia e a Fábrica de Sardinhas. <bold>Organizações &amp; Sociedade</bold> (Impresso), v. 18, p. 345-348, 2011.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ALCADIPANI</surname>
							<given-names>R..</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>A Academia e a Fábrica de Sardinhas</article-title>
					<source>Organizações &amp; Sociedade (Impresso)</source>
					<volume>18</volume>
					<fpage>345</fpage>
					<lpage>348</lpage>
					<year>2011</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>ALMEIDA FILHO, José Carlos Paes de. <italic>Dimensões comunicativas no ensino de línguas</italic>. Campinas, SP: Pontes, 1993.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ALMEIDA</surname>
							<given-names>José Carlos Paes de</given-names>
							<suffix>FILHO</suffix>
						</name>
					</person-group>
					<source>Dimensões comunicativas no ensino de línguas</source>
					<publisher-loc>Campinas, SP</publisher-loc>
					<publisher-name>Pontes</publisher-name>
					<year>1993</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B3">
				<mixed-citation>BARCELOS, A. M. F. Estudando o Conceito do Amor na Educação Linguística: uma revisão dos estudos dentro da abordagem crítica. <italic>Signum: Estudos da Linguagem</italic>, [S. l.], v. 25, n. 2, p. 24-35, 2023. DOI: 10.5433/2237-4876.2022v25n2p24. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/signum/article/view/46242">https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/signum/article/view/46242</ext-link>. Acesso em: 8 maio. 2023.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BARCELOS</surname>
							<given-names>A. M. F.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Estudando o Conceito do Amor na Educação Linguística: uma revisão dos estudos dentro da abordagem crítica</article-title>
					<source>Signum: Estudos da Linguagem</source>
					<publisher-loc>S. l</publisher-loc>
					<volume>25</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>24</fpage>
					<lpage>35</lpage>
					<year>2023</year>
					<pub-id pub-id-type="doi">10.5433/2237-4876.2022v25n2p24.</pub-id>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/signum/article/view/46242">https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/signum/article/view/46242</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation>Acesso em: 8 maio. 2023</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B4">
				<mixed-citation>BRASIL. Lei n. 9394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece diretrizes e bases para a Educação Nacional. Diário oficial da União, 23 dez.1996.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<source>Lei n. 9394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece diretrizes e bases para a Educação Nacional</source>
					<publisher-name>Diário oficial da União</publisher-name>
					<day>23</day>
					<season>dez</season>
					<year>1996</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B5">
				<mixed-citation>BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<chapter-title>Ministério da Educação e Cultura</chapter-title>
					<source>Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira. Secretaria de Educação Fundamental</source>
					<publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
					<publisher-name>MEC/SEF</publisher-name>
					<year>1998</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B6">
				<mixed-citation>BELONI, Wânia Cristiane; RIBEIRO, Simone Beatriz Cordeiro (Orgs.) <italic>Pesquisas em Políticas Linguísticas e Ensino de Línguas</italic>. São Carlos: Pedro &amp; João Editores, 2021.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
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							<surname>BELONI</surname>
							<given-names>Wânia Cristiane</given-names>
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							<surname>RIBEIRO</surname>
							<given-names>Simone Beatriz Cordeiro</given-names>
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					<source>Pesquisas em Políticas Linguísticas e Ensino de Línguas</source>
					<publisher-loc>São Carlos</publisher-loc>
					<publisher-name>Pedro &amp; João Editores</publisher-name>
					<year>2021</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B7">
				<mixed-citation>FIALHO, Cristiane; VIEIRA, Daniela. Migrantes de crise e educação linguística. In: LANDULFO, Cristiane; MATOS, Doris. (Orgs.). <italic>Suleando conceitos e linguagens: decolonialidades e epistemologias outras</italic>. Campinas, SP: Pontes Editores, 2022, p. 265-272.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>FIALHO</surname>
							<given-names>Cristiane</given-names>
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					<chapter-title>Migrantes de crise e educação linguística</chapter-title>
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					<source>Suleando conceitos e linguagens: decolonialidades e epistemologias outras</source>
					<publisher-loc>Campinas, SP</publisher-loc>
					<publisher-name>Pontes Editores</publisher-name>
					<year>2022</year>
					<fpage>265</fpage>
					<lpage>272</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B8">
				<mixed-citation>FRANGIOTTI, Graziele Altino; FREITAS, Paula Garcia de. A dicotomia implícito-explícito no ensino de línguas: uma proposta de atualização. <italic>Revista de Estudos da Linguagem</italic>, Belo Horizonte, v. 29, p. 121-152, 2021.</mixed-citation>
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					<person-group person-group-type="author">
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							<surname>FRANGIOTTI</surname>
							<given-names>Graziele Altino</given-names>
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							<surname>FREITAS</surname>
							<given-names>Paula Garcia de.</given-names>
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					<article-title>A dicotomia implícito-explícito no ensino de línguas: uma proposta de atualização</article-title>
					<source>Revista de Estudos da Linguagem</source>
					<publisher-loc>Belo Horizonte</publisher-loc>
					<volume>29</volume>
					<fpage>121</fpage>
					<lpage>152</lpage>
					<year>2021</year>
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			</ref>
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				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
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