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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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                <journal-title>PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA
                    EDUCAÇÃO</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE
                    CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO</abbrev-journal-title>
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                <publisher-name>Universidade Federal de Santa Catarina</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="doi">10.5007/2175-795X.2024.e92144</article-id>
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                    <subject>Artigo</subject>
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                <article-title>Criações cotidianas dos trabalhadores-estudantes no Proeja: atos de
                    resistência da “desordem” na ordem</article-title>
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                    <trans-title>Daily creations of student workers in Proeja: acts of resistance of
                        “disorder” in order</trans-title>
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                <trans-title-group xml:lang="es">
                    <trans-title>Creaciones cotidianas de los trabajadores-estudiantes del Proeja:
                        actos de resistencia del “desorden” en el orden</trans-title>
                </trans-title-group>
            </title-group>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Gomes</surname>
                        <given-names>Maria de Fátima Feitosa Amorim</given-names>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Freitas</surname>
                        <given-names>Marinaide Lima de Queiroz</given-names>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Marinho</surname>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Silva</surname>
                        <given-names>Jailson Costa da</given-names>
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                <email>fatima.gomes@ifal.edu.br</email>
                <institution content-type="original">Instituto Federal de Alagoas, IFAl, Maceió/AL,
                    Brasil, E-mail: fatima.gomes@ifal.edu.br</institution>
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                <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Alagoas,
                    UFAl</institution>
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                <institution content-type="original">Universidade Federal de Alagoas, UFAl, Brasil,
                    E-mail: naide12@hotmail.com</institution>
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                <institution content-type="orgname">Universidade do Porto, UP</institution>
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                    <city>Porto</city>
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                <country country="PT">Portugal</country>
                <email>pmtmarinho@fpce.up.pt</email>
                <institution content-type="original">Universidade do Porto, UP, Porto, Portugal,
                    E-mail: pmtmarinho@fpce.up.pt</institution>
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                <institution content-type="orgname">Instituto Federal de Alagoas, IFAl</institution>
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                <institution content-type="original">Instituto Federal de Alagoas, IFAl, Maceió/AL,
                    Brasil, E-mail : jailson.costa@ifal.edu.br</institution>
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                <year>2025</year>
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                <season>Apr-Jun</season>
                <year>2024</year>
            </pub-date>
            <volume>42</volume>
            <issue>2</issue>
            <fpage>01</fpage>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
                        distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
                        que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
                </license>
            </permissions>
            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>Este artigo é um recorte de uma investigação desenvolvida nos anos de 2022-2024,
                    que faz parte da pesquisa guarda-chuva <italic>Permanência e cultura
                        organizacional escolar no Proeja: a construção de comunidades de
                        aprendizagem,</italic> em parceria entre a Universidade Federal de Alagoas
                    (Ufal) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), financiada pelo CNPq. Tem como
                    objetivo propiciar contributos para a construção, implementação e
                    desenvolvimento de comunidades de aprendizagem profissionais perspectivando
                    contribuir para a sistematização de uma política de permanência escolar no
                    Proeja. A pesquisa está sendo desenvolvida em quatro Câmpus do Ifal ofertantes
                    de cursos de nível médio na modalidade de Educação de Jovens e Adultos
                    Integrados a Educação Profissional Técnica (EJA/EPT), envolvendo docentes,
                    discentes, estudantes e setor pedagógico. Neste recorte, relativo ao ano de
                    2023, socializamos as ações dos sujeitos/estudantes do curso Técnico de
                    Artesanato, pertencente ao Câmpus Maceió/Ifal, quanto à resistência pelo direito
                    à educação. As suas narrativas, em entrevistas realizadas demonstraram que os
                    sujeitos da EJA são portadores/as de saberes provenientes dos seus cotidianos,
                    possuem autoestimas fragilizadas e identidades pessoais, sociais e profissionais
                    pouco reconhecidas e valorizadas. Seus percursos estudantis expressaram o uso de
                    táticas de resistência para burlarem a ordem estabelecida e ocuparem seus
                    espaços no intuito de permanecerem em um ambiente, que a princípio não foi
                    criado para eles. Esses atos situaram-se desde as resistências para situações
                    corriqueiras de ordem pessoal e externas ao ambiente escolar, anunciando a
                    necessidade de a escola compreender e articular-se com os compassos da vida.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>This paper is an excerpt from a research conducted between 2022 and 2024, which
                    is part of the umbrella research “Permanence and School Organizational Culture
                    in Proeja: the Construction of Learning Communities,” in partnership between the
                    Federal University of Alagoas (Ufal) and the Federal Institute of Alagoas
                    (Ifal), funded by CNPq. It aims to provide contributions to the construction,
                    implementation, and development of professional learning communities, with the
                    perspective of contributing to the systematization of a policy for school
                    permanence in Proeja. The research is being carried out in four Ifal campuses
                    offering secondary-level courses in the modality of Education for Young People
                    and Adults Integrated with Technical Professional Education (EJA/EPT), involving
                    teachers, students, and the pedagogical sector. In this excerpt, relative to the
                    year 2023, we share the actions of the subjects/students from the Technical
                    Craftsmanship course, belonging to the Maceió/Ifal campus, regarding their
                    resistance for the right to education. Their narratives, in conducted
                    interviews, showed that EJA subjects are bearers of knowledge from their daily
                    lives, have fragile self-esteem, and their personal, social, and professional
                    identities are little recognized and valued. Their educational paths expressed
                    the use of resistance tactics to circumvent the established order and occupy
                    their spaces with the aim of remaining in an environment that was not initially
                    created for them. These acts ranged from resistance to common personal
                    situations and external to the school environment, highlighting the need for the
                    school to understand and align itself with the rhythms of life.</p>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="es">
                <title>Resumen</title>
                <p>Este artículo es un extracto de una investigación realizada entre 2022 y 2024,
                    que forma parte de la investigación paraguas “Permanencia y Cultura
                    Organizacional Escolar en Proeja: la Construcción de Comunidades de
                    Aprendizaje”, en colaboración entre la Universidad Federal de Alagoas (Ufal) y
                    el Instituto Federal de Alagoas (Ifal), financiada por el CNPq. Su objetivo es
                    proporcionar contribuciones para la construcción, implementación y desarrollo de
                    comunidades de aprendizaje profesionales, con la perspectiva de contribuir a la
                    sistematización de una política de permanencia escolar en Proeja. La
                    investigación se está llevando a cabo en cuatro campus del Ifal que ofrecen
                    cursos de nivel secundario en la modalidad de Educación para Jóvenes y Adultos
                    Integrada con la Educación Profesional Técnica (EJA/EPT), involucrando a
                    docentes, estudiantes y el sector pedagógico. En este extracto, relativo al año
                    2023, compartimos las acciones de los sujetos/estudiantes del curso Técnico en
                    Artesanía, perteneciente al campus Maceió/Ifal, respecto a su resistencia por el
                    derecho a la educación. Sus narrativas, en entrevistas realizadas, mostraron que
                    los sujetos de la EJA son portadores de conocimientos de sus vidas cotidianas,
                    tienen una autoestima frágil y sus identidades personales, sociales y
                    profesionales son poco reconocidas y valoradas. Sus trayectorias educativas
                    expresaron el uso de tácticas de resistencia para eludir el orden establecido y
                    ocupar sus espacios con el objetivo de permanecer en un ambiente que
                    inicialmente no fue creado para ellos. Estos actos variaron desde la resistencia
                    a situaciones personales comunes y externas al ambiente escolar, destacando la
                    necesidad de que la escuela comprenda y se alinee con los ritmos de la vida.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Permanência</kwd>
                <kwd>Resistência</kwd>
                <kwd>Educação de jovens e adultos</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Permanence</kwd>
                <kwd>Resistance</kwd>
                <kwd>Youth and adult Education</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="es">
                <title>Palabras clave:</title>
                <kwd>Permanencia</kwd>
                <kwd>Resistencia</kwd>
                <kwd>Educación de jóvenes y adultos</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>Este artigo, é um recorte de uma investigação desenvolvida, nos anos de 2022-2024,
                pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal),
                que faz parte de uma pesquisa guarda-chuva,<xref ref-type="fn" rid="fn1">1</xref>
                denominada “Permanência e cultura organizacional escolar no Proeja: a construção de
                comunidades de aprendizagem”. Objetiva propiciar contributos para a construção,
                implementação e desenvolvimento de comunidades de aprendizagem profissionais
                perspectivando contribuir para a sistematização de uma política de permanência
                escolar.</p>
            <p>Essa pesquisa guarda-chuva que nos referimos, envolve quatro Câmpus<xref
                    ref-type="fn" rid="fn2">2</xref> do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), no
                sentido de formar uma Rede Intercâmpus de Permanência Escolar (Ripe). Esses quatro
                Câmpus, são os únicos, que no contexto de 16 ofertam cursos na modalidade de
                Educação de Jovens e Adultos (EJA). É importante ressaltar que o estudo em pauta
                envolve seus respectivos gestores, docentes, coordenadores/as pedagógicos/as e
                estudantes que são consignados como coexecutores na investigação de forma
                participativa e colaborativa.</p>
            <p>O Proeja surgiu por meio do Decreto 5.840 em 2006 (<xref ref-type="bibr" rid="B4"
                    >Brasil, 2006</xref>) e com isso oficializou a sua implantação na Rede Federal
                Brasileira e no Sistema “S”<xref ref-type="fn" rid="fn3">3</xref>. O referido
                Programa que foi definido de inclusão social - no Ifal marcou seu início em 2008 - ,
                na perspectiva de uma educação profissional com a concepção de formação integral
                do/da cidadão/cidadã, no sentido de articular fundamentos científico-tecnológicos e
                histórico-sociais como: o trabalho, ciência, tecnologia e cultura, para jovens e
                adultos acima de 18 anos, sem limite de idade máxima, com trajetórias escolares não
                lineares e com a intenção de elevar seus níveis de escolaridade.</p>
            <p>Neste recorte, relativo ao ano de 2023, socializamos as ações dos
                sujeitos/estudantes, quanto à resistência pelo direito a educação. A investigação
                partiu da seguinte problematização: que atos de resistências cotidianas foram
                necessárias aos/as estudantes do Curso Técnico Integrado de Nível Médio em
                Artesanato (CTA), para possibilitar as suas permanências até a conclusão do curso? O
                lócus - escolhido por ser o primeiro a implantar o Proeja - , foi o CTA, ofertado
                pelo Câmpus Maceió, tendo como participantes cinco estudantes do último módulo, os
                quais possuíam vivências em todo percurso acadêmico, condição necessária aos
                resultados esperados para este estudo, quanto a resistência a conclusão do nível
                médio.</p>
            <p>A recolha dos dados se deu por meio de entrevistas individuais com abordagem de
                história de vida (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Oliveira; Mariana; Marques,
                    2016</xref>), em que: “[...] trabalhar com as histórias e narrativas [nos
                permitiu] identificarmos possíveis (re)ações de resistência aos padrões normativos
                estabelecidos sobre [... ] condições” vividas pelos/as entrevistados/as. Neste caso
                específico, as questões nas entrevistas realizadas potenciou a emergência de
                narrativas em um movimento entre memórias passadas e fatos presentes, e envolveu
                sobremaneira as questões individuais, coletivas e familiares.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>Educação de Jovens e Adultos - entre a “desordem na ordem”, resistências e a
                insistência em existir</title>
            <p>A implantação de EJA/EPT na rede federal e particularmente, no Ifal, para o público -
                jovens e adultos - a que se destina, nos fez situá-la no campo conceituai da
                “Desordem”, inspirados/as em <xref ref-type="bibr" rid="B3">Balandier (1997, p.
                    103)</xref>, quando nos explica que,</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] a desordem e o caos não estão somente situados, estão exemplificados à
                    tipologia imaginária simbólica, associa-se um conjunto de figuras que manifestam
                    sua ação dentro do próprio <bold>espaço policiado. Figuras ordinárias,</bold> no
                    sentido de que se encontram banalmente presentes dentro da sociedade, mas em
                    situação de ambivalências por aquilo que é dito delas e aquilo que elas
                    designam. Complementar e subordinadamente, elas são o outro objeto de
                    desconfiança, de medo em razão da sua diferença e de status superior, causa de
                    suspeita e geralmente vítima de acusação. (grifos nossos)</p>
            </disp-quote>
            <p>Essas “Figuras ordinárias’, caracterizamos como os sujeitos do Proeja, que adentram
                em um “espaço policiado”, com seus rituais canônicos, como nosso caso específico o
                Ifal, que tem suas regras instituídas, para uma demanda, um tanto elitista e de uma
                faixa etária situada na chamada idade certa, o que provocam na instituição uma “Nova
                Ordem” (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Balandier, 1997</xref>) criadora, como suas
                experiências instituintes que inovam o espaço, tornando-o praticado desencadeando a
                transformação de si e da suas identidades.</p>
            <p>Essa “Nova Ordem” é acompanhada de,</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] uma perda de ordem [mas] de um ganho de ordem, ou seja, quando gera
                        <bold>uma ordem nova</bold> [...]. De um lado, a realidade é amputada de
                    ordens; de outro, enriquecida por novas formas de ordem. A criação da ordem
                    procede da desordem por desorganizações e reorganizações sucessivas (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B3">Balandier 1997, p. 49</xref>).(grifo nosso)</p>
            </disp-quote>
            <p>Nesse movimento de “Desordem criadora” e de “Nova Ordem” os sujeitos-estudantes do
                CTA, em um dos Câmpus do Ifal, nos mostraram ao narrarem as suas histórias de vida,
                que por meio de atos de <italic>in(re)sistir</italic> permaneceram e concluíram o
                referido curso e se transformaram, exercitando o que <xref ref-type="bibr" rid="B22"
                    >Reis (2009)</xref> refere que a permanência escolar implica em um “[...]
                    <italic>ato de</italic> durar no tempo que deve possibilitar não só a constância
                do indivíduo [...],” como associada “[...] à possibilidade de transformação e
                existência” (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Reis, 2009, p. 68</xref>). Essa
                associação faz o “Permanecer [...] estar e ser <italic>continuum</italic> no fluxo
                do tempo, (trans)formando pelo diálogo e pelas trocas necessárias e construidoras”
                e, também, adquire um “[...] caráter de existir em constante fazer e, portanto, ser
                sempre transformação” (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Reis, 2009, p.
                68</xref>).</p>
            <p>Destacamos que o termo <italic>in(re)sistir</italic> faz um jogo linguístico entre
                resistência/insistência, que grafamos com base em dois pesquisadores: <xref
                    ref-type="bibr" rid="B12">Freire (2002a)</xref>, quando diz que as resistências
                são as “manhas” e em <xref ref-type="bibr" rid="B6">De Certeau (1998)</xref>, quando
                refere que as “táticas” são procedimentos mobilizados pelos sujeitos contra as
                “estratégias” organizacionais e de ordem política instituídas na EJA/EPT, sem
                respeito às singularidades dos sujeitos-estudantes. Nesse âmbito, consideramos que o
                caminho não é o da resignação, porque nada acontece espontaneamente, mas da “[...]
                rebeldia em face às injustiças [...]” (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Freire,
                    2002a, p. 87</xref>), pois, quem se acomoda não insiste “[...] fraqueja a
                capacidade de resistir [...]” (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Freire, 2002b, p.
                    41</xref>).</p>
            <p>Neste parâmetro, concordamos com <xref ref-type="bibr" rid="B20">Oliveira; Mariana;
                    Marques (2016, p. 1209)</xref>, que entendem a, “[...] resistência como uma
                força que é capaz de provocar um movimento de não enquadramento e de não adaptação a
                determinados formatos - e considerando o seu poder de gerar novas realidades -,
                podemos identificar o seu caráter político [...]”. É nesse sentido, que as mesmas
                autoras aprofundam e reiteram que,</p>
            <disp-quote>
                <p>A resistência é algo que faz parte das relações humanas e que se configura como
                    um movimento de reelaboração de si mesmo e de formas outras de vida, diferentes
                    das predeterminações das sociedades de controle. Persistência em dar vida à sua
                    própria existência. Essa resistência se constrói a partir das experiências de
                    vida, da família, de grupos de referência; e se volta à construção de formas
                    plurais de ser. (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Oliveira; Mariana; Marques,
                        2016, p. 1209</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>Nessa perspectiva, consideramos que os sujeitos-estudantes da EJA/EPT e no caso do
                CTA (deste estudo), contribuíram para “[...] uma nova compreensão do imprevisível
                [que provocou] uma descrição do mundo onde a consideração dos dinamismos, do
                movimento, dos processos toma a dianteira sobre as permanências, as estruturas e as
                organizações (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Balandier, 1997, p. 235</xref>). Nesse
                contexto é de considerar que o referido Programa absorveu:</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] um público inovador: trabalhadores reais com necessidades concretas e, por
                    isso, necessitavam [de ações de permanência simbólica e material [... ] para que
                    conseguissem se manter no curso tendo subsídio com transporte e alimentação,
                    mesmo que de forma precária (Santos, 2010, p.163).</p>
            </disp-quote>
            <p>Esse público composto de sujeitos-estudantes, que chegam tardiamente às salas de aula
                vivenciou/vivencia movimentos pendulares - entradas e saídas da escola -, possuem
                saberes advindos de suas criações cotidianas, que não se repetem, adquiridas nas
                mais diversas agências de letramento a exemplo: família, rua, igreja, trabalho,
                sindicatos, dentre outras.</p>
            <p>Nessa direção, <xref ref-type="bibr" rid="B8">Costa; Andrea; Conceição (2019)</xref>
                em seus estudos concluíram que,</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] os sujeitos da EJA [e consequentemente do Proeja] são adultos que lutam
                    para superar suas condições precárias de vida (moradia, saúde, alimentação,
                    transporte, empregos etc.) e trajetórias perversas de exclusão que se enraízam
                    no analfabetismo, o que torna urgente uma educação <bold>reparadora<xref
                            ref-type="fn" rid="fn4">4</xref></bold> de direitos (grifo nosso). [...]
                    dupla jornada diária do trabalho e do estudo gera cansaço, o que muitas vezes
                    afastam esses estudantes e essas estudantes da escola, fazendo com que alguns e
                    algumas se matriculem e abandonem várias vezes sem completar os estudos que
                    tanto almejam (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Costa; Andrea; Conceição, 2019, p.
                        106</xref>). (grifo nosso)</p>
            </disp-quote>
            <p>Esse movimento em que se matriculam e abandonam sem completar os estudos, não se
                caracteriza como evasão, mas como um movimento pendular, necessário, diante das suas
                vidas, por tratar-se de um público em que a necessidade de trabalho fala mais alto,
                uma vez que a EJA é concebida como uma educação direcionada aqueles/as que fazem
                parte de “camadas populares” e foram/são “[...] excluídos do sistema educacional”.
                Desta forma esses sujeitos alimentam o desejo de uma escolarização que contribua
                minimamente na aquisição “da leitura e da escrita” (<xref ref-type="bibr" rid="B8"
                    >Costa; Conceição, 2019, p. 106</xref>), que os instrumentalize no enfrentamento
                a uma sociedade competitiva e desigual.</p>
            <p>Compreendemos como os autores que uma escola que atua com a EJA, ao acolher esses
                sujeitos assuma e saiba enfrentar, nas suas experiências instituintes “[...] a
                problemática da “desigualdade, da injustiça e da exclusão social”, tornando-se um
                espaço de “superação, transformação e mudança”, ao abarcar tais “seres inacabados,
                possibilitando a estes uma educação contínua” (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Costa,
                    Andrea; Conceição, 2019, p. 108</xref>).</p>
            <p>No entanto, da forma como essa modalidade vem sendo tratada, sobretudo de 2016 a
                2022, “entre silenciamentos, invisibilidades, retrocessos e resistências”, é certo
                que os problemas da EJA não são restritos ao “campo educacional”, mas extrapolam as
                políticas e as práticas curriculares atuais, exigindo “ações multisetoriais” na
                busca de uma EJA de qualidade social, acima de tudo democrática e emancipatória
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Nicodemos; Cassab, 2022</xref>).</p>
            <p>Essa perspectiva é o que se espera, no Brasil, que a EJA ao ser recolocada nas
                políticas educacionais, articulando-se as outras políticas sociais, considerando que
                o programa de governo do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva, que assumiu em
                primeiro de janeiro de 2023, foca prioritariamente a camada social onde os sujeitos
                da EJA se inserem, e possamos em um contexto verdadeiramente democrático e
                emancipatório, voltarmos a ter a modalidade como parte de um projeto coletivo, ou
                seja, assumir os sujeitos da EJA como cidadãos de direito.</p>
            <p>Nesse âmbito, é importante salientar que a EJA e, nessa pesquisa, articulada à
                Educação Tecnológica Profissional (EJA/EPT) é um processo de Educação Continuada,
                que acontece em múltiplos espaços sociais, ou seja, no <italic>dentrofora</italic>
                do ambiente escolar e tem condições de responder às exigências do mundo
                contemporâneo para além da escola. É uma modalidade de ensino, que descortina um
                modo de fazer educação diferente do dito regular.</p>
            <p>É como bem nos fala <xref ref-type="bibr" rid="B9">Espinoza (2002)</xref> “La
                Educación de Personas Jóvenes y Adultas (EPJA) es un gigante adormecido y desarrolla
                capacidades innovadoras y transformadoras con sus estudiantes participantes”, na
                medida em que se concretiza por um movimento de desconstrução pedagógica, assente em
                um ensino horizontal e significativo para os educadores e educandos, pelo qual se
                potencia a reconstrução e ressignificação de saberes e conhecimentos.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>Trabalhadores-Estudantes na EJA/EPT: vozes da “desordem na ordem”, resistindo e
                existindo</title>
            <p>As vozes narradas pelos/as cinco estudantes do CTA que participaram do estudo, que
                nos referimos anteriormente, desafiava-nos a entender que em suas narrativas
                reescrevem a história do Curso Técnico em Artesanato, oferecem pistas para o Ifal de
                aspectos que podem ser revistos e melhorados.</p>
            <p>Nesse sentido, consideramos que as narrativas representam as vivências do ser humano,
                constituídas pelos “sentimentos, impressões e memórias” do cotidiano, podendo ser
                transmitidas por meio das falas das experiências vividas (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B15">Jovchelovitch; Bauer, 2010, p. 91</xref>), possibilitando a
                compreensão aprofundada de contextos, sujeitos e situações.</p>
            <p>Entendemos que os sujeitos da EJA/EPT, além de serem os/as
                    <italic>praticantespensantes</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Oliveira,
                    Inês, 2004</xref>), heróis anónimos (<xref ref-type="bibr" rid="B6">De Certeau,
                    1998</xref>), são figuras de “desordem na ordem escolar” que “[...] manifestam a
                sua ação dentro de um [lugar que vai se transformando em espaço] em que os
                estudantes [são pessoas que já trabalham] e seus tempos não são dos seus domínios
                (Balandier, 1977, p. 103).</p>
            <p>Nossa vivência com os/as jovem/ns e adultos/as nos cursos da EJA/EPT apontam que o
                retorno à escola é marcado pela esperança, do verbo esperançar de <xref
                    ref-type="bibr" rid="B13">Freire (2002b)</xref>, que significa agir, lutar e não
                se resignar. A maioria encontra-se na informalidade e, poucos garantem remunerações
                mensais de um salário-mínimo. E nesse sentido, ao buscarem os cursos da EJA/EPT,
                anseiam - sobretudo os/as jovens - uma profissionalização para tentar o primeiro
                emprego e outros/as, e sobreviver em espaços onde desenvolvem atividades laborais de
                maneira informal e, muitas vezes, como artesãos/artesãs são explorados/as por
                pessoas intermediárias que comercializam suas peças e as vendem com lucro bastante
                significativo.</p>
            <p>Esses sujeitos reconhecidamente “figuras da desordem, na ordem,” são vítimas da
                ausência de políticas públicas - embora tenham o direito garantido à escolarização
                -, trazem a leitura do mundo para o ambiente escolar e precisam apropriar-se da
                palavra para relerem o mundo (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Freire, 1989</xref>),
                constituindo-se a sala de aula como uma:</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] comunidade culturalmente constituída por meio da participação de diferentes
                    sujeitos que assumem diferentes papéis no processo de
                        <italic>[ensinoaprendizagemensino].</italic> Nessa perspectiva a
                    aprendizagem é definida situacionalmente por meio das formas em que professores
                    e alunos [alunas] constroem os padrões e práticas da vida de cada sala de aula
                    [... ] (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Nunes-Macedo; Mortiner; Green, 2003, p.
                        204</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>Essa concepção de sala de aula é verbalizada por professores/as do Ifal, quando
                assumem os cursos da EJA/EPT e reconhecem, embora tardiamente, o quanto ainda têm a
                aprender com essas pessoas (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Lira; Freitas,
                    2019</xref>). Se de um lado, esses sujeitos são invisibilizados, mesmo não sendo
                invisíveis institucionalmente, no horário noturno ou diurno, permanecem distantes de
                todos os acontecimentos/eventos dos cursos de outras modalidades de ensino, por
                outro lado, são tidos como necessários para manter a Instituição funcionando à
                noite.</p>
            <p>Os/As estudantes da EJA/EPT, são pessoas comuns, “atropeladas”, como outros/as, dos
                mandos e desmandos de uma classe dominante, que precisam recorrer a táticas que
                possibilitem a continuidade e a permanência no ambiente escolar. Com base nos
                escritos De Certeau (1988) constatamos que os sujeitos participantes desse estudo,
                conseguiam “burlar” a ordem estabelecida pela cultura dominante da IE, para se
                sentirem inseridos no contexto escolar.</p>
            <p>Evidenciamos com base em <xref ref-type="bibr" rid="B6">De Certeau (1998)</xref>, que
                a <bold>“tática” tem significado de resistência</bold> (grifo nosso) e não de
                enfrentamento. As ações claramente são ações aplicadas no cotidiano dos/as
                estudantes do CTA. Observando suas narrativas durante a sessão conversa e as
                entrevistas individuais, identificamos atitudes de defesa, que demonstram que os/as
                estudantes se mantêm atentos/as, com a possibilidade de agirem a qualquer momento
                que seja necessário em defesa de si próprios/as. Ou além, a favor do/a outro/a,
                conforme assegura <xref ref-type="bibr" rid="B5">Cardoso (2016, p. 42)</xref> “[...]
                demonstrando habilidade para resolução de problemas do cotidiano, que envolve a
                tomada de decisão [...]”.</p>
            <p>Outro aspecto relevante, que provocou estranhamento no Ifal e que se caracteriza como
                uma “desordem na ordem” são os movimentos pendulares - saídas e entradas na escola
                -, que muitas vezes conduzem os sujeitos estudantes ao “abandono escolar”. Mas,
                também provoca a redefinição de novos sentidos atribuídos aos seus processos de
                escolarização. Expressa-se, neste caso, como um conceito equivocado de “evasão” que,
                deve referir-se às pessoas que não mais voltam à escola.</p>
            <p>Isso ficou demonstrado nas narrativas dos/as nossos/as interlocutores/as, que
                explicitaram aspirações, desejos, escolhas e projetos que os/as levaram não apenas a
                retornarem à escola, mas também um pertencimento a esse espaço, tornando-o um lugar
                praticado (<xref ref-type="bibr" rid="B6">De Certeau, 1998</xref>).</p>
            <p>Neste aspecto, identificamos nas narrativas dos/as nossos/as interlocutores/as atos
                de resistências para situações corriqueiras de ordem pessoal que se articulam com o
                cotidiano escolar. Um dos nossos respondentes revelou que tomava remédio para
                pressão alta e que, essa medicação provocava micções além do normal, e quando
                chegava ao Ifal, os banheiros estavam sempre interditados para limpeza. Para não
                faltar às aulas o artesão-estudante adotou a decisão de só tomar o remédio quando
                chegasse à escola:</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] porque quando vem o efeito aí os banheiros já estão limpos, então eu não
                    fui ‘arengar’ [dialeto popular no sentido de não fazer confusão ou briga], eu
                    não fui buscar que o Ifal se adaptasse a mim, eu me adaptei ao Ifal [...]
                    (ESTUDANTE A, 2020).</p>
            </disp-quote>
            <p>O interlocutor demostrou que usou uma tática/resistência (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B6">De Certeau, 1998</xref>), que teve resultado positivo. Na visão de
                    <xref ref-type="bibr" rid="B3">Balandier (1997)</xref>, o artesão-estudante
                ocupou o seu espaço para permanecer em um lugar que teoricamente/historicamente não
                lhe pertencia, visto que, a sua situação de saúde não faz parte do dia a dia dos
                adolescentes e jovens que estudavam na mesma instituição. Conceitualmente, <xref
                    ref-type="bibr" rid="B6">De Certeau (1998, p. 99)</xref> revela-nos as relações
                de poder distinguindo <italic>estratégias e táticas.</italic> O autor considera:</p>
            <disp-quote>
                <p>Estratégia o cálculo (ou a manipulação) das relações de forças que se torna
                    possível a partir do momento em que um sujeito de querer e poder (uma empresa,
                    um exército, uma cidade, uma instituição científica) pode ser isolado [...] é
                    mais exato reconhecer nessas ‘estratégias’ um tipo específico de saber, aquele
                    que sustenta e determina o poder de conquistar para si um lugar próprio.</p>
            </disp-quote>
            <p>E tática como sendo:</p>
            <disp-quote>
                <p>A tática é movimento [...] ‘dentro do campo de visão do inimigo’ (grifo do autor)
                    [...] ela opera por golpe, lance por lance. Aproveita as ‘ocasiões’ e dela
                    depende, sem base para estocar benefícios, aumentar a propriedade e prever
                    saídas. O que ele ganha não se conserva. [...] Tem que utilizar, vigilante, as
                    falhas que as conjunturas particulares vão abrindo na vigilância do poder
                    proprietário. Aí vai caçar. Cria as surpresas. Consegue estar onde ninguém
                    espera. É astúcia [...].</p>
            </disp-quote>
            <p>O Estudante A continuou a narrativa e apresentou uma outra tática usada pelos/as
                colegas “[...] tem pessoas aí que tá vindo para escola pedindo carona, por que não
                têm a passagem pra vir, [...] então eu acho isso muito falho [...]”, referindo-se ao
                atraso de recebimento do valor da bolsa de estudo que deveria ser mensal. A “carona”
                se traduziu na reação do/a “astuto/a”, que foi imediata (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B6">De Certeau, 1998</xref>).</p>
            <p>E os/as colegas souberam usá-la diante de um contratempo, na busca de uma
                oportunidade de continuar “sendo”, de continuar “in”, o pertencimento fala mais alto
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Reis, 2009</xref>) diante da dificuldade
                imposta por quem tem o domínio do poder. É nesse sentido que <xref ref-type="bibr"
                    rid="B2">Araújo, Andriola; Cavalcante e Corrêa (2019)</xref> reforçam a
                importância dos auxílios proporcionados pela assistência estudantil como um dos
                fatores mais importantes na permanência dos estudantes. Nesse âmbito, as políticas
                de assistência estudantil constituem-se como uma vigorosa condição para possibilitar
                de forma efetiva e objetiva a permanência dos estudantes.</p>
            <p>Outro aspecto mencionado pelos respondentes referiu-se ao direito à alimentação. No
                período deste estudo o Serviço de Alimentação Estudantil (Sane) encontrava-se
                fechado por motivo de finalização do contrato com a empresa fornecedora de
                refeições. Identificamos que os/as estudantes de outras modalidades continuaram a
                receber o benefício em forma de pecúnia, porém, os beneficiários da EJA/EPT ficaram
                sem essa importante assistência. A Estudante B indignada protestou, mesmo não tendo
                eco na instituição, com a seguinte frase “[...] nós somos alunos efetivos do Ifal e
                temos os mesmos direitos [...] de todos os alunos [...]”.</p>
            <p>Ao continuar a Estudante B observou que as pessoas prejudicadas não questionaram seus
                direitos, silenciosos buscaram entre eles alternativas “A gente sai de casa muito
                cedinho e [...] se você não tiver dinheiro para comprar fica sem nada, a não ser que
                traga de casa [...]. E explica “[...] como a gente tem esse armário, quando a gente
                recebe a gente <bold>compra biscoito, café e já deixa pra gente lanchar</bold>
                [...]” (grifos nossos).</p>
            <p>Os/as estudantes não se deram por vencidos/as diante da falta de alimentação e
                resolveram a situação com a compra de alimentos de forma compartilhada, e utilizaram
                um armário que havia na sala de aula para o armazenamento. Os sujeitos da EJA travam
                lutas cotidianas e são batalhas que vão sendo vencidas dia após dia, como afirmam
                    <xref ref-type="bibr" rid="B7">Costa, Nara; Brasileiro e Miranda (2021, p.
                    165)</xref> “Essas histórias de vida, marcadas por processos de luta contra a
                exclusão escolar e pela resistência à organização hegemônica de uma sociedade
                capitalista são ecoadas em todas as regiões brasileiras [...]”.</p>
            <p>De modo inesperado conhecemos narrativas de resistências contra membros da própria
                família, mais precisamente os companheiros. A Estudante C reportou que precisou
                resistir às negativas do marido quanto à concordância do seu retorno aos estudos e
                complementou,</p>
            <disp-quote>
                <p>Ele (marido] não aceitou muito, mas eu enfrentei [...] com a força que Deus me
                    deu, a minha mãe e a minha filha [... ] depois fui vencendo o medo e entendendo
                    que o medo que eu tinha dele era algo que eu criei por sempre ter medo de gritar
                    e enfrentá-lo [... ]</p>
            </disp-quote>
            <p>A interlocutora criou forças e resolveu agir e “[...] ir adiante [seguir] caminhos”
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Freire, 1994, p. 38</xref>) e compreendeu
                naquele momento que a liberdade é uma via de mão dupla - do oprimido e opressor -e
                que a “verdade do opressor reside na consciência do oprimido”.</p>
            <p>Ao romper com a sua realidade de oprimida a narradora contou que, com o apoio da mãe
                e da filha conseguiu voltar a estudar. A artesã-estudante esperançava que ao
                concluir o CTA esperava ter melhores possibilidades de sobrevivência, isso porque
                com a minha,</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] mudança, [com] a minha força [criaria coragem] para realizar meu sonho, que
                    é construir o quarto deles [dos filhos], pra que nós cinco [incluindo o marido,
                    que não saiu de casa] estejamos juntos no mesmo ambiente [por falta de espaço no
                    local de moradia a respondente precisava deixar dois dos filhos na casa de sua
                    mãe] [...].</p>
            </disp-quote>
            <p>Essa mudança da Estudante C passava pela possibilidade de conseguir um emprego com
                carteira assinada e, consequentemente, salário fixo e com isso emancipar-se da
                opressão do marido, ao enfrentá-lo e permanecer estudando havia conquistado um
                espaço de respeito familiar. Demonstrou sentir-se cansada e complementou “[...]
                resolvi enfrentar porque precisava mudar, estava cansada da vida [...]”. A
                entrevistada chegou à exaustão da vida controlada, da obediência “cega” e das
                responsabilidades de dona de casa.</p>
            <p>O foco em conseguir um emprego e ter o tão sonhado salário fixo mensalmente,
                impulsiona o/a jovem e a pessoa adulta a retornarem à escola, sendo a EJA/EPT “[...
                ] um passo inicial para a abertura de novas oportunidade e a resistência ao aceite
                apenas de um diploma ou da conclusão de [... ] uma etapa da Educação Básica [...]
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Costa, Nara; Brasileiro; Miranda, 2021, p.
                    165</xref>). Um dos participantes do estudo das autoras declarou que retornou ao
                Ensino Médio do Proeja por influência da família, mas tomou gosto pelos estudos e
                após concluir fez um segundo curso técnico, e em seguida cursou licenciatura em
                Matemática tornando-se professor.</p>
            <p>Semelhante à situação anterior, a interlocutora D mencionou que se sentia oprimida em
                seu próprio lar pelo companheiro que deveria ser seu principal incentivador. A
                artesã-estudante pouco a pouco entendeu o que <xref ref-type="bibr" rid="B11">Freire
                    (1994, p. 40)</xref> sempre alertou: “Não é no silêncio que os homens [e
                mulheres] se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”, e no dizer do
                pesquisador é importante romper e não aceitar o que na vida oprime. E na fala da
                interlocutora que então ficava inerte, sem reação e sem enfrentamento ao seu
                opressor, narrou que “estava já cansada da vida”, mas em um certo dia, optou para
                reagir e “tomar as rédeas do seu destino”, e causou estranhamento ao seu
                companheiro.</p>
            <p>Com a sua decisão de resistir e inserir-se no CTA “[o meu marido] foi embora dois
                anos depois que comecei a estudar, disse que não aguentava mais a vida que eu estava
                levando, que eu estava muito diferente [...]”. A Estudande D confessou que realmente
                estava diferente, pois o opressor não suportou a sua independência. Não era mais
                “muda e nem silenciosa” e exercia naquele momento o seu direito, que não é de
                alguns, mas de todos (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Freire, 1994,
                p.34</xref>).</p>
            <p>Resultados semelhantes, quanto à interferência do <italic>dentrofora</italic> da
                escola foram encontrados por <xref ref-type="bibr" rid="B7">Costa, Nara; Brasileiro
                    e Miranda (2021, p. 164)</xref>, e as autoras destacaram que,</p>
            <disp-quote>
                <p>Os estudantes da educação de adultos [reconstroem] suas motivações para retomarem
                    aos estudos e destacam os laços sociais e afetivos, em especial pela motivação
                    familiar. São pais e mães, homens e mulheres, avós e avós, filhos e filhas que
                    ‘não ficam no meio do caminho’, mas que buscam, por meio da escolarização,
                    elevação de escolaridade, inserção no mundo do trabalho e/ou valorização social.
                    Essa busca está sempre atrelada à luta diária e ao sentido do cuidado familiar,
                    pois a todo momento trazem nessa luta os sinais de resistência, já que acreditam
                    que seu querer é poder. A resistência desses estudantes também é movida pelo
                    sentido trazido como exemplo a ser dado aos filhos e filhas, netos e netas sobre
                    a importância da escolaridade, pois são pessoas que ‘não desistem’ e são capazes
                    de provar que podem conseguir (grifo das autoras).</p>
            </disp-quote>
            <p>Indubitavelmente, os sujeitos da EJA/EPT são seres ordinários que têm seus percursos
                de vida “atropelados” pelos interesses das classes dominantes e, até mesmo dentro
                dos seus lares, e precisam recorrer às táticas de sobrevivência. Sempre estão
                dispostos/as a mudanças de moradia, de local de trabalho ou migram de estado. Deixam
                tudo para trás em busca de melhores dias. Suas lutas são incansáveis, e estão sempre
                prontos/as a recomeçarem sob qualquer circunstância, ainda que isso custe o
                afastamento da escola. É que a astúcia faz parte de suas criações cotidianas (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B6">De Certeau, 1998</xref>).</p>
            <p>As narrativas desses/as estudantes, com percursos totalmente diferenciados para o
                alcance da escolarização, demonstram que não houve um padrão a ser seguido. Nesse
                cenário compreendemos que essas/es estudantes foram excluídos/as da sociedade, e
                impedidos/as de participarem das questões políticas, sociais e culturais de forma
                ativa, bem como, fazem parte dos que migram do interior para os centros urbanos em
                busca de melhores condições de vida (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Paiva,
                    2018</xref>).</p>
            <p>As dificuldades dos/as estudantes da EJA em continuar os estudos vêm desde a infância
                e não poupam homens e mulheres. Isso mostra que a dificuldade não é relativa apenas
                a um determinado gênero humano, e sim à condição social das famílias, que por
                ausência de políticas públicas sociais, não lhes foram dadas condições objetivas
                para romper com o ciclo de pobreza. Isso perpetuou nas gerações futuras as mesmas
                condições culturais e sociais desses cenários. Cenários esses “pintados” pela luta
                da sobrevivência dos filhos gestados em idades, por vezes, precoces ou indesejadas e
                sem planejamento familiar.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Considerações finais</title>
            <p>Os sujeitos da EJA são portadores/as de saberes provenientes dos seus cotidianos e
                chegaram de forma desafiadora ao Ifal, trazendo consigo as cicatrizes de suas vidas,
                com muitas idas e vindas pautadas pelo descompasso escolar. Sujeitos “alimentados”
                por autoestimas fragilizadas e identidades pessoais, sociais e profissionais pouco
                reconhecidas e valorizadas (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Gomes; Freitas; Marinho,
                    2022</xref>).</p>
            <p>O estudo nos mostrou que muitas vezes os/as estudantes usaram táticas de resistência
                para burlarem à ordem estabelecida e ocuparem seus espaços para conseguirem
                permanecer. Trata-se de uma luta diária, onde a astúcia é imprescindível aos mais
                fracos, pois precisaram estar sempre atentos/as às novas investidas do poder.</p>
            <p>Identificamos a criatividade dessas pessoas em buscarem táticas novas a cada novo
                desafio, táticas materializadas na conquista do espaço-escola que foi transformado
                em lugar de convivência com seus pares e novas aprendizagens. Aqueles/as que
                conseguiram transcender às investidas de domínio da IE, permaneceram até à conclusão
                do curso.</p>
            <p>E nesse sentido relembramos dois momentos importantes de iniciativas marcantes dos/as
                estudantes. Primeiro, a suspensão da alimentação, daqueles/as estudantes do CTA, que
                tinham direito às refeições no Sane, eles/as se uniram e passaram a comprar os
                próprios alimentos para lancharem diariamente, ao fazerem uso de um armário que
                possuíam na sala de aula para armazenarem os insumos.</p>
            <p>E, o segundo momento, quando da falta de material por parte do Ifal para os/as
                artesãos/as produzirem as peças em final de semestre fazendo-os/as utilizarem os
                recursos da bolsa/Proeja para a compra dos insumos necessários. E, sem dinheiro para
                o transporte faziam o trajeto casa-Ifal-casa por meio de caronas. O mesmo ocorreu
                com o atraso no repasse das bolsas, sem deixar de destacar que por muitas vezes
                tomaram dinheiro emprestado à família e aos/às amigos/as.</p>
            <p>O sentimento de incompletude esteve presente em todos/as interlocutores/as como uma
                mola propulsora ao retorno e à permanência escolar. Essa consciência de que
                precisavam dos conhecimentos para ser “alguém na vida” os fizeram lutar para serem
                mais (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Freire, 1994</xref>). Compreenderam na jornada
                do CTA que ainda havia aspectos necessários à profissão de artesã/artesão que,
                desconheciam e precisavam avançar.</p>
            <p>Destacamos também o valor das boas relações e convivência entre os pares, o que
                demonstrou o sentimento de colaboração e solidariedade na luta pelos direitos.
                Uniam-se para solucionar problemas comuns e se fortaleciam em momentos de
                pensamentos negativos, no caso, a desistência do curso. Portanto, a vivência no CTA
                possibilitou a recriação de relações de cooperação mútua entre si como forma de se
                sentirem integrantes de uma mesma comunidade. E nesse sentido fortaleceram sentidos
                de pertença ao lugar praticado e ainda se uniram na (re)existência contra as
                dificuldades emergentes.</p>
            <p>As narrativas dos/as interlocutores/as mostraram que a in(re)sistência pela
                permanência não se constituiu de forma isolada, pois aconteceu na inter-relação com
                os pares e familiares, sobretudo, na busca do êxito escolar. Citaram também, mesmo
                não sendo nosso objeto de estudo, a boa prática docente dos/as professores/as do
                CTA. Eles/as consideraram esse fator muito positivo e isso reflete muito na questão
                da permanência escolar; pois à medida que praticavam a justiça social e reconheciam
                os/as estudantes da EJA/EPT como cidadãs/aos de direito as aulas fluíam melhor.</p>
            <p>No inacabamento destes escritos reforçamos a importância de nos mantermos em Rede com
                os Câmpus que constituem o Ifal, e de forma colaborativa, para permanecermos
                articulados ao movimento nacional em defesa e resistência da EJA/EPT (Proeja), como
                direito dos sujeitos jovens, adultos e idosos, no sentido de potencializar mais
                justiça social para com esses sujeitos que são marcados por contextos e percursos de
                exclusão.</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
        <fn-group>
            <fn fn-type="other" id="fn1">
                <label>1</label>
                <p>Chamada Universal CNPq/MCTI/FNDCT N° 18/2021, proposta pelo Grupo de pesquisa
                    Multidisciplinar em Educação de Jovens e Adultos (Multieja, Ufal/CNPq) vinculado
                    ao Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas (Cedu/Ufal)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn2">
                <label>2</label>
                <p>Câmpus Marechal Deodoro, Maceió, Satuba (região metropolitana de Maceió) e
                    Piranhas (região do sertão alagoano)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn3">
                <label>3</label>
                <p>O Sistema “S” é o termo que define o conjunto de organizações das entidades
                    corporativas voltadas para o treinamento profissional, assistência social,
                    consultoria, pesquisa e assistência técnica, que além de terem seu nome iniciado
                    com a letra S, têm raízes comuns e características organizacionais similares.
                    Fazem parte do sistema S: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai);
                    Serviço Social do Comércio (Sesc); Serviço Social da Indústria (Sesi); e Serviço
                    Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac). Existem ainda os seguintes:
                    Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar); Serviço Nacional de Aprendizagem
                    do Cooperativismo (Sescoop); e Serviço Social de Transporte (Sest). (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B1">AGÊNCIA SENADO, online</xref>)</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn4">
                <label>4</label>
                <p>Reparadora, no sentido usado no Parecer n. 11 de 2000 do Conselho Federal de
                    Educação/Câmara de Educação Básica (CFE/CEB), que diz respeito às Diretrizes
                    Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos.</p>
            </fn>
        </fn-group>
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                    Acesso em: 05 jul. 2021.</mixed-citation>
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                    <comment>“s/d” Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
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                    Efetividade da assistência estudantil para garantir a permanência discente no
                    ensino superior público brasileiro. <bold>Avaliação,</bold> Campinas; Sorocaba,
                    SP, v. 24, n. 03, p. 722-743, nov. 2019.</mixed-citation>
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                    <comment>Dissertação (Mestrado em Educação Brasileira), 2016.</comment>
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