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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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                <journal-title>PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA
                    EDUCAÇÃO</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE
                    CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO</abbrev-journal-title>
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            <issn pub-type="epub">2175-795X</issn>
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                <publisher-name>Universidade Federal de Santa Catarina</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="doi">10.5007/2175-795X.2024.e93269</article-id>
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                <subj-group subj-group-type="heading">
                    <subject>Artigo</subject>
                </subj-group>
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                <article-title>Políticas de currículo para a Educação de Jovens e Adultos
                    trabalhadores: sentidos e interesses em disputa na
                    contemporaneidade</article-title>
                <trans-title-group xml:lang="en">
                    <trans-title>Curriculum policies for working Youth and Adult Education: meanings
                        and interests in dispute in contemporaneity</trans-title>
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                <trans-title-group xml:lang="fr">
                    <trans-title>Políticas de currículo para la Educación de Jóvenes y Adultos
                        trabajadores: sentidos e intereses en disputa en la
                        contemporaneidad</trans-title>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Ventura</surname>
                        <given-names>Jaqueline Pereira</given-names>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Silva</surname>
                        <given-names>Adriana Barbosa da</given-names>
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                <institution content-type="orgname">Universidade Federal Fluminense,
                    UFF</institution>
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                <institution content-type="original">Universidade Federal Fluminense, UFF, Niterói,
                    RJ, Brasil, E-mail: jaqventura@uol.com.br</institution>
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                    UFF</institution>
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                <institution content-type="original">Universidade Federal Fluminense, UFF, Niterói,
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            <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
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                <season>Apr-Jun</season>
                <year>2024</year>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
                        distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
                        que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
                </license>
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            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>O currículo é uma arena política atuante no processo de significação que
                    constitui o conhecimento escolar. Por isso, é fundamental o compromisso
                    ético-político de problematizar as políticas de currículo implementadas para a
                    educação da classe trabalhadora. Este artigo tem como objetivo analisar a
                    legislação federal para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), focalizando na
                    Resolução nº 1, de 28 de maio de 2021 (Brasil, 2021), que redefiniu as
                    Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos e, entre outros
                    aspectos, alinhou a EJA à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Para isso, foi
                    realizado um estudo bibliográfico e documental sobre as normativas atuais e seus
                    impactos nas políticas de currículo para EJA. O principal referencial
                    teórico-metodológico advém do materialismo histórico, com o pensamento de Marx
                    (2008), Gramsci (2006, 2007), Fernandes (1987) e outros autores. A análise
                    evidenciou que as reformas curriculares em curso colaboram para a reiteração da
                    educação para a subalternidade, ou seja, para a continuidade e a ampliação dos
                    currículos aligeirados, com redução de tempo e de acesso ao conhecimento
                    científico aos jovens e adultos trabalhadores. Reafirma-se a concepção de
                    formação humana integral na perspectiva da emancipação humana, considerando que
                    as políticas de currículo para a EJA precisam problematizar os variados
                    processos de produção social da existência, as expectativas e diferenças dos
                    estudantes, jovens, adultos e idosos da classe trabalhadora, como representantes
                    da diversidade de vozes silenciadas pela desigualdade estrutural da sociedade
                    brasileira.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>The curriculum is a political arena active in signification process that
                    constitutes the school knowledge. For this reason, the ethical-political
                    commitment to discuss the curriculum policies implemented for the working class
                    education is fundamental. This paper aims to analyze federal legislation for
                    Youth and Adult Education (YAE), focusing on Resolution 1, from May
                        28<sup>th</sup>, 2021 (Brasil, 2021), that had redefined the Operating
                    Guidelines for Youth and Adult Education and, among other aspects, had aligned
                    YAE with National Common Curriculum Base (NCCB). To this end, a bibliographic
                    and documental research about the current regulation and their impacts on YAE
                    curriculum policies was carried out. The main theoretical-methodological
                    framework arise from historical materialism, with the thoughts of Marx (2008),
                    Gramsci (2006, 2007), Fernandes (1987), among other authors. The assessment
                    highlighted that the ongoing curriculum reforms collaborate to reiteration of
                    education for subordination, in other words, to the continuation and expansion
                    of rushed curricula, with reduced time and access to scientific knowledge for
                    young and adult workers. It reaffirms the integral human formation concept in
                    the perspective of human emancipation, considering that the curriculum policies
                    on YAE need to discuss the various processes of social production of existence,
                    the expectations and differences of students, young, adults and elderly from
                    working class, as representatives of the diversity of voices silenced by the
                    structural inequality of Brazilian society.</p>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="fr">
                <title>Resumé</title>
                <p>El currículo es una arena política actuante en el proceso de significación que
                    constituye el conocimiento escolar. Por eso, es fundamental el compromiso
                    éticopolítico de problematizar las políticas de currículo implementadas para la
                    educación de la clase trabajadora. Este artículo tiene como objetivo analizar la
                    legislación federal para la Educación de Jóvenes y Adultos (EJA), enfocando en
                    la Resolución n. 1, de 28 de mayo de 2021 (Brasil, 2021), que redefinió las
                    Directrices Operacionales para la Educación de Jóvenes y Adultos y, entre otros
                    aspectos, arregló la EJA a la Base Nacional Común Curricular (BNCC). Para eso,
                    se ha realizado un estudio bibliográfico y documental sobre las normativas
                    actuales y sus impactos en las políticas de currículo para EJA. El principal
                    referencial teórico-metodológico viene del materialismo histórico, con el
                    pensamiento de Marx (2008), Gramsci (2006, 2007), Fernandes (1987) y otros
                    autores. El análisis evidenció que las reformas curriculares en curso colaboran
                    para la reiteración de la educación para la subalternidad, o sea, para la
                    continuidad y la ampliación de los currículos aligerados, con reducción de
                    tiempo y de acceso al conocimiento científico a los jóvenes y adultos
                    trabajadores. Se reafirma la concepción de formación humana integral en la
                    perspectiva de la emancipación humana, considerando que las políticas de
                    currículo para la EJA necesitan problematizar los variados procesos de
                    producción social de la existencia, las expectativas y diferencias de los
                    estudiantes, jóvenes, adultos y ancianos de la clase trabajadora, como
                    representantes de la diversidad de voces silenciadas por la desigualdad
                    estructural de la sociedad brasileña.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Educação de Jovens e Adultos</kwd>
                <kwd>Políticas de currículo</kwd>
                <kwd>Manutenção da subalternidade</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Youth and Adult Education</kwd>
                <kwd>Curriculum policies</kwd>
                <kwd>Subordination maintenance</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="fr">
                <title>Mots-clés:</title>
                <kwd>Educación de Jóvenes y Adultos</kwd>
                <kwd>Políticas de currículo</kwd>
                <kwd>Manutención de la subalternidad</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>As atuais políticas de currículo para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) expressam
                a intensificação do projeto ultraliberal – Governo Temer e Governo Bolsonaro – a que
                foi submetida a sociedade brasileira. Nesse contexto, as reformas educacionais
                fortaleceram a elitização do processo educativo e a mercantilização da educação. O
                princípio orientador dessas políticas atinge direta e intensamente o direito à
                escolarização para jovens e adultos trabalhadores, justamente a dimensão da EJA que
                tem o maior potencial para democratizar o acesso ao conhecimento sistematizado.</p>
            <p>O objetivo deste artigo é contribuir com uma análise crítica sobre aspectos da
                recente legislação federal para a EJA, no âmbito da educação brasileira, com ênfase
                na Resolução CNE/CEB nº 1, de 28 de maio de 2021 (<xref ref-type="bibr" rid="B13"
                    >Brasil, 2021</xref>), que redefiniu as Diretrizes Operacionais para a Educação
                de Jovens e Adultos. Essa resolução, foco da presente análise, foi a principal
                normatização para a EJA no governo de Jair Bolsonaro e previu uma reorganização
                curricular nacional, que subdividiu a oferta da modalidade em vários tipos,
                incorporando às possibilidades de oferta os aspectos mais danosos ao ensino público
                presencial: a Educação a Distância (EaD) vinculada a objetivos mercantis e visando à
                ampliação do mercado educacional.</p>
            <p>As novas diretrizes, em certa medida, dialogaram com o que já vinha ocorrendo após a
                Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de
                1996 (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brasil, 1996</xref>), mas, em uma proposição
                ainda mais flexibilizada e fragmentada. Nesse sentido, destacamos que a Resolução
                CNE/CEB nº 1/2021 (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil, 2021</xref>) não deve ser
                interpretada de forma isolada e descontextualizada das demais normas correlatas
                vigentes nesse contexto. Destaca-se, ainda, que analisar as políticas de currículo,
                compreendendo-as no âmbito dos conflitos e das disputas de sentidos e projetos de
                formação – que estão em voga no sistema educacional –, auxilia-nos na compreensão
                dos avanços e retrocessos das políticas para a Educação de Jovens e Adultos no
                Brasil.</p>
            <p>Pautamo-nos na defesa do direito objetivo e subjetivo da classe trabalhadora à
                educação plena e de qualidade socialmente referenciada, ou seja, uma formação
                integral na perspectiva emancipatória. Por isso, problematizamos que as reformas
                educacionais, na última década, estejam alinhadas às forças materiais dominantes e
                às políticas curriculares pautadas em conceitos educacionais restritos. Não sem
                resistências e embates. Enquanto pesquisadoras e militantes do campo, pretendemos
                contribuir com o debate e a luta política para que as redes públicas de ensino
                cumpram seu dever de acesso à educação para toda a população.</p>
            <p>O artigo está dividido em dois momentos: no primeiro, traçamos um breve quadro
                conjuntural, do qual sobressaem as principais políticas para a EJA, e examinamos a
                EJA a partir da ofensiva neoliberal e da reestruturação de acumulação do capital na
                especificidade brasileira; no segundo momento, discutimos o lugar social da
                modalidade nas políticas de currículo no tempo presente. Na conclusão,
                problematizamos como as atuais políticas de currículo para a EJA refletem as
                correlações de forças (avanços, tensões e retrocessos) entre uma concepção sob a
                lógica da subalternização do conhecimento escolar destinado à classe trabalhadora,
                cujo objetivo central é a formação para o trabalho simples e a sociabilidade para o
                capital, e uma concepção de formação que viabilize o conhecimento amplo,
                significativo e emancipador, possibilitando que os sujeitos se apropriem de
                diferentes expressões históricas para compreender criticamente o mundo à sua
                volta.</p>
            <sec>
                <title>Educação de Jovens e Adultos no Brasil contemporâneo: abordagem neoliberal e
                    desmantelamento de direitos educacionais nas políticas curriculares anteriores à
                    Resolução CNE/CEB nº 1/2021</title>
                <p>A partir dos anos de 1990 no Brasil, a estratégia neoliberal de reordenamento das
                    políticas públicas e de reforma do Estado foram se intensificando, e as
                    propostas educacionais pautadas na organização curricular por competências e
                    habilidades vinculadas a uma formação pragmática vêm sendo difundidas como
                    necessárias à eficiência e à competitividade do país.</p>
                <p>A Lei nº 9.394/1996 (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brasil, 1996</xref>), Lei de
                    Diretrizes e Bases da Educação, decorrente da Constituição Federal de 1988
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brasil, 1988</xref>), teve seu o debate e a
                    sua aprovação em meio a intensas disputas em diferentes setores da sociedade,
                    incluindo a Educação de Jovens e Adultos.</p>
                <p>No contexto neoliberal de implantação dessa lei, conforme <xref ref-type="bibr"
                        rid="B35">Saviani (1997)</xref>, a mudança ocorrida no capítulo XII do
                    Substitutivo Jorge Hage, que tratava “Da Educação Básica de Jovens e Adultos
                    Trabalhadores”, pela Seção V da LDB sobre “Educação de Jovens e Adultos”
                    representou um recuo no texto legal quanto à viabilização do direito à educação.
                    Principalmente, no reconhecimento das condições para que a classe trabalhadora
                    frequente a escola.</p>
                <p>Sobre esse aspecto, por exemplo, era considerada</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] a especificidade das condições de frequência à escola dos jovens e
                        adultos trabalhadores. Por isso se previa horas de estudo durante a jornada
                        de trabalho [...] redução da jornada de trabalho em uma ou duas horas, sem
                        prejuízo salarial, além de outras medidas (<xref ref-type="bibr" rid="B35"
                            >Saviani, 1997, p. 215</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Em seus estudos sobre o capitalismo dependente, <xref ref-type="bibr" rid="B21"
                        >Florestan Fernandes (1995)</xref> nos mostra que o desafio no Brasil, na
                    esfera educacional, ainda é calibrado pelas reformas burguesas da educação.
                    Sendo prioridade colocar os subalternizados nas malhas das redes públicas de
                    ensino. Fernandes observa que, a despeito dos limites da legislação, os
                    trabalhadores não poderiam abrir mão da disputa pelos direitos sociais mesmo nos
                    marcos da ordem burguesa:</p>
                <disp-quote>
                    <p>Não se deve alimentar a ilusão de que as normas legais “resolvem”, por si
                        mesmas, os dilemas sociais. Mas os Pioneiros estavam certos: elas criam
                        deveres mínimos (do poder público [...]), estimulam a distribuição crescente
                        das oportunidades educacionais e abrem aos trabalhadores canais de acesso a
                        todos os níveis de ensino (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Fernandes, 1995,
                            p. 26</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Em outro momento, <xref ref-type="bibr" rid="B20">Fernandes (1987)</xref>
                    elucidou que, nas formações sociais dependentes e associadas, como no Brasil, as
                    contradições quanto à efetivação do direito à educação são mais complexas. Isso
                    porque a modernização capitalista das relações de produção não vem acompanhada
                    da expansão dos preconceitos universalistas de direitos sociais, ou seja, o modo
                    específico da revolução burguesa e as relações de capitalismo dependente
                    dificultam que se faça a reforma educacional de natureza republicana e universal
                    no nosso país. E esses obstáculos são recorrentes à concretização de um sistema
                    de educação pública, bem como à elevação de escolaridade da maioria da
                    população, como resultados ou reflexos da nossa formação histórico-social como
                    país capitalista dependente.</p>
                <p>Nesse cenário de capitalismo, em que a situação de dependência impõe
                    características ao padrão de acumulação capitalista no Brasil e não permite
                    avanço na educação da classe trabalhadora, a luta pelo direito à educação está
                    relacionada e até condicionada a esses processos que fazem parte da disputa
                    política entre interesses divergentes. Por isso, a análise e os desafios da
                    Educação de Jovens e Adultos precisam avançar para além do contexto da educação
                    e considerar a raiz das estruturas sociais desiguais e a sua superação.</p>
                <p>Na contemporaneidade, as alterações ocorridas na legislação educacional de
                    inspiração neoliberal ou ultraliberal adequam as redes públicas ao pensamento
                    empresarial sobre educação. No bojo das reformas do ensino, as propostas
                    educacionais pautam-se, cada vez mais, pela organização curricular para
                    empreender, ou seja, além das competências, a ênfase recai cada vez mais na
                    formação para o empreendedorismo. Ambos considerados mais importantes que a
                    aquisição de conteúdos disciplinares e conhecimentos teóricos.</p>
                <p>Nesse cenário, subordinada aos ditames do mercado, a EJA se torna alvo de intenso
                    processo de desmonte. Desde a Reforma do Ensino Médio, por meio da Lei nº
                    13.415, de 16 de fevereiro de 2017 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brasil,
                        2017</xref>), as Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e
                    Adultos, expostas na Resolução nº 1/2021 (<xref ref-type="bibr" rid="B13"
                        >Brasil, 2021</xref>), estruturaram-se legalmente à proposta de
                    desescolarizar a EJA por dentro. Os impactos causados por essa resolução têm
                    provocado um desmantelamento prejudicial à Educação Básica na modalidade EJA.
                    Constata-se com grande apreensão a perpetuação de práticas educacionais que
                    violam os direitos humanos e sociais, afetando, sobretudo, os trabalhadores,
                    estudantes reais ou potenciais.</p>
                <p>Na esfera das disputas que vêm resultando em avanços e retrocessos na educação
                    brasileira, a primeira grande baliza da EJA desse período após a Lei nº
                    9.394/1996 (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brasil, 1996</xref>) foi o Parecer
                    CNE/CEB nº 11, de 10 de maio de 2000 (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Brasil,
                        2000a</xref>), que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
                    Educação de Jovens e Adultos (DCNEJA), configurando a EJA como uma modalidade da
                    Educação Básica. Nesse escopo, o documento supracitado é um marco importante
                    para o campo.</p>
                <p>O conteúdo do parecer e da resolução que estabelecem as Diretrizes Curriculares
                    Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos (<xref ref-type="bibr" rid="B11"
                        >Brasil, 2000a</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B12">2000b</xref>) estão
                    em consonância com as discussões engendradas por pesquisadores e militantes da
                    área ao afirmarem que a EJA, enquanto modalidade, possui características
                    específicas. Por isso, o currículo deve ser pautado pela flexibilidade, levando
                    em consideração as diferenças de cada região/escola/estudante, sem com isso
                    negar as bases efetivas do conhecimento científico destinado à classe
                    trabalhadora. Tendo sido recebido, portanto, como um importante mecanismo para
                    superar a concepção assistencialista que, historicamente, marca a formação de
                    jovens e adultos trabalhadores.</p>
                <disp-quote>
                    <p>(Parágrafo Único) Como modalidade da Educação Básica, a identidade própria da
                        Educação de Jovens e Adultos considerará as situações, os perfis dos
                        estudantes, as faixas etárias e se pautará pelos princípios de equidade,
                        diferença e proporcionalidade na apropriação e contextualização das
                        diretrizes curriculares nacionais e na proporção de um modelo pedagógico
                        próprio (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Brasil, 2000b</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>As Diretrizes Curriculares Nacionais para a EJA reafirmam a identidade própria
                    dessa área da educação ao destacar que se trata de uma categoria organizacional
                    constante da estrutura da educação nacional, com finalidades e funções
                    específicas, e esclarecem que os sistemas de ensino são os responsáveis pela
                    construção de um modelo de educação escolar próprio, que não equivale aos
                    programas de aceleração da aprendizagem (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Brasil,
                        2000a</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B12">2000b</xref>).</p>
                <p>Todavia, não podemos negar que, apesar dos avanços alcançados para a EJA por meio
                    do Parecer CNE/CEB nº 11/2000 (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Brasil,
                        2000a</xref>), problematizado pelos pesquisadores e militantes do campo, o
                    documento foi redigido num contexto de reformas e políticas neoliberais, o que
                    delimita a construção de propostas críticas e emancipadoras para a modalidade.
                    Assim, o parecer apresentou avanços e limites (<xref ref-type="bibr" rid="B38"
                        >Ventura, 2013</xref>).</p>
                <p>E nesse contexto de disputas de sentidos para a EJA, no ano de 2002, logo após a
                    homologação das DCNEJA, o governo federal, pautado na perspectiva de um
                    currículo por competências, implantou o Exame Nacional para Certificação de
                    Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) – por meio do Instituto Nacional de
                    Estudos e Pesquisas (INEP) e a sua Portaria nº 111, de 04 de dezembro de 2002
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Brasil, 2002</xref>) – com o objetivo de
                    certificar a aprendizagem de jovens e adultos aplicando provas específicas.</p>
                <p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B39">Ventura e Rummert (2011)</xref>, a intenção
                    do governo federal com a criação do ENCCEJA foi de apenas diminuir os
                    indicadores estatísticos de baixa escolaridade com fins mercadológicos,
                    intensificando a alienação na formação dos trabalhadores. A proposta se limita a
                    certificar, sem nenhuma preocupação com a qualidade do ensino que é ofertado. A
                    sua perspectiva está atrelada ao currículo por competências, vinculado ao tipo
                    de trabalhador que se quer formar a partir do discurso da empregabilidade e do
                    empoderamento. O ENCCEJA possui uma perspectiva ideológica em consonância com o
                    projeto hegemônico em vigor numa sociedade capitalista, pois prevê a adaptação
                    dos trabalhadores às novas condições sociais e profissionais a partir da
                    reestruturação produtiva de base flexível.</p>
                <p>Nessa estrutura, os elementos de ordem psicológica são mais relevantes do que os
                    técnicos, pois as características e as atitudes da personalidade precisam ser
                    moldadas de acordo com os interesses do capital. O imediatismo seria o
                    responsável pelo excesso de certificações e emissões de supostas qualificações,
                    as quais são requisitadas pelas forças produtivas na obtenção da sua mão de
                    obra. O Estado brasileiro tem se mostrado, historicamente, comprometido com os
                    interesses da burguesia.</p>
                <p>Os estudantes das camadas populares que estudam nas redes públicas do Brasil são
                    os diretamente atingidos pelos embates políticos acerca dos projetos
                    educacionais em disputas, principalmente nos países de capitalismo dependente
                    como o nosso. Por isso, as concepções adotadas pelas diferentes políticas de
                    currículo podem reforçar a perversa lógica dos discursos dominantes, que
                    transfere as responsabilidades para os sujeitos, culpabilizando-os pelos seus
                    fracassos, promovendo apenas uma certificação destituída dos preceitos mínimos
                    para que os trabalhadores acessem outros espaços acadêmicos e profissionais. O
                    ENCCEJA, desde a sua criação, nunca foi deposto, tornando-se uma forte política
                    de currículo na atualidade, com intensificação de propagandas e aumento do
                    número de inscritos, em combinação com o processo de fechamento de turmas e
                    escolas de EJA no país e desmonte da Educação de Jovens e Adultos.</p>
                <p>Através da Resolução nº 3, de 15 de junho de 2010 (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B14">Brasil, 2010</xref>), foram instituídas as Diretrizes Operacionais
                    para a Educação de Jovens e Adultos pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). As
                    referidas diretrizes consideram: idade mínima de 15 anos para matricular-se no
                    Ensino Fundamental e de 18 para o Ensino Médio; certificação nos exames de EJA;
                    regulamentação da Educação de Jovens e Adultos por meio da EaD etc. Mas, no ano
                    de 2021, o Ministério da Educação (MEC) reeditou o documento e lançou a
                    Resolução nº 1/2021 (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil, 2021</xref>), que
                    institui novas Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos, que
                    alinhou a EJA à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), homologada pelo MEC no
                    ano de 2017.</p>
                <p>O documento de alinhamento da EJA à BNCC é contrário aos princípios do Parecer
                    CNE/CEB nº 11/2000 (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Brasil, 2000a</xref>), pois
                    a construção de uma Base Nacional Comum Curricular prevê a uniformização dos
                    conhecimentos através de uma administração centralizada, não levando em
                    consideração as especificidades de seus estudantes e territórios, anulando,
                    assim, as suas diferenças e as experiências de classe dos jovens e adultos
                    trabalhadores. Tal uniformização elimina as possibilidades de flexibilização
                    curricular, sendo algo apontado como intrínseco a um projeto de sociedade
                    democrática. Ou seja, os espaços formais de educação de jovens e adultos poderão
                    conseguir transformações importantes se comprometidos em realizar uma educação
                    emancipadora com participação social e valorização das singularidades da classe
                    trabalhadora.</p>
                <p>O currículo, nessa perspectiva, não pode estar atrelado a uma base comum, pois é
                    um espaço de fronteiras, modificado e transformado pelos que estão envolvidos.
                    Assim, considerando o pluralismo da sua experiência de classe, a formação humana
                    plena requer que a escola se prepare para abrigar e potencializar a riqueza e a
                    diversidade dos jovens e adultos.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B40">Thompson (2002)</xref> destaca que o estudante
                    adulto traz consigo experiências de classe, práticas e saberes, os quais podem,
                    mediados pelo professor, ser incorporados ao processo de construção do
                    conhecimento. A ele é garantido o direito fundamental de ser/pensar/agir contra
                    a lógica do sistema e contra a educação do consenso, aquela que quer mantê-lo
                    subalternizado. Com isso, as propostas curriculares devem realizar uma
                    interlocução com as experiências de classe dos sujeitos que compõem as turmas de
                    EJA, experiências essas que podem mudar todo o contexto da relação.</p>
                <p>A questão de se referir às pessoas pertencentes à classe trabalhadora
                    (aposentados, desempregados, informais, terceirizados etc., do campo e da
                    cidade) não significa uniformizar os sujeitos, mas afirmar que, apesar das
                    diferenças e das mais diversas experiências de vida entre homens, mulheres,
                    negros, homossexuais etc., existe uma realidade comum a esses sujeitos, expressa
                    pela produção da própria existência. Dessa maneira, identificar frações diversas
                    dentro da classe trabalhadora pode auxiliar na compreensão da complexidade das
                    histórias vividas pelas pessoas que a integram.</p>
                <p>Mas o processo de construção das novas Diretrizes Operacionais, homologado em
                    2021, não levou em consideração as discussões tecidas no campo crítico da EJA.
                    Destacamos que o documento foi lançado após o processo que ocasionou o
                        <italic>impeachment</italic> da presidenta eleita Dilma Rousselff, no ano de
                    2016; a eleição de um candidato de extrema direita para a presidência da
                    república, no ano de 2018; e no contexto da pandemia do Covid-19<xref
                        ref-type="fn" rid="fn1">1</xref>, iniciada no ano de 2020.</p>
                <p>A pandemia causada pelo Covid-19 gerou grandes impactos sociais, econômicos,
                    culturais e políticos no mundo inteiro. Como estratégia para conter a
                    disseminação da doença, autoridades mundiais e locais indicaram a necessidade de
                    distanciamento social e outras medidas sanitárias à população. Vários setores da
                    sociedade sofreram com o afastamento das atividades presenciais, em especial, as
                    instituições educacionais públicas e os alunos da EJA, por ser a camada da
                    população que sofreu diretamente os impactos sociais e econômicos durante o
                    período. Impactos esses que foram intensificados com a destituição de direitos
                    da classe trabalhadora nos últimos anos, corroborando a reforma trabalhista
                    aprovada em 2018. Estudos mostram o quanto a pandemia acentuou as desigualdades
                    e como essa situação atingiu de maneira muito contundente os estudantes da EJA
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Nicodemos; Serra, 2020</xref>).</p>
                <p>A Resolução nº 1/2021 (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil, 2021</xref>),
                    objeto específico da presente análise, não leva em consideração a trajetória de
                    desafios da EJA e o contexto político, social e econômico desse período,
                    reforçando a EJA como política compensatória e supletiva para os sujeitos que
                    nunca tiveram a oportunidade de frequentar a escola ou foram impedidos de seguir
                    os estudos por circunstância da extrema desigualdade social que assola o país. O
                    governo federal aproveitou o contexto da pandemia da Covid-19 para “passar a
                        boiada”<xref ref-type="fn" rid="fn2">2</xref> na EJA, isto é, para
                    aproveitar o momento para mudar as regras e intensificar o processo de desmonte
                    e desqualificação da modalidade. Além de implementar políticas de currículo
                    estreitas e que reiteram uma formação precarizada para a classe trabalhadora.
                    Como analisa Rummert sobre as dificuldades que marcam a história:</p>
                <disp-quote>
                    <p>No caso específico da educação da classe trabalhadora e, em particular, de
                        seus jovens e adultos, <bold>verifica-se um acúmulo de processos de
                            degradação que, agora, pode culminar com o desmonte do modelo de escola
                            pública que ainda conseguimos até hoje preservar,</bold> em que pesem os
                        seus graves problemas que constituem expressão de questões estruturais
                            (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Rummert, 2019, p. 394</xref>, grifo
                        nosso).</p>
                </disp-quote>
                <p>Nesse sentido, questionamos o lançamento das novas Diretrizes Operacionais para a
                    Educação de Jovens e Adultos, embasadas e alinhadas à guinada ultraliberal, que
                    corrobora a intensificação das desigualdades sociais e a precarização da vida de
                    trabalhadores que possuem baixa escolaridade.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Políticas de currículo em disputa: o lugar social da EJA nas novas Diretrizes
                    Operacionais</title>
                <p>Para discutir políticas de currículo, é necessário entender qual a concepção de
                    currículo estamos defendendo e apontar as principais tensões nesse rico e
                    complexo debate. <xref ref-type="bibr" rid="B19">Cunha (2006)</xref> alerta que,
                    apesar de, na atualidade, existir uma grande variedade de linhas de pesquisas no
                    campo do currículo que discutem e investigam uma série de questões importantes
                    com base em referenciais teóricos diversificados, as pesquisas fundamentadas em
                    uma concepção tradicional de currículo ainda não responderam a uma questão
                    crucial para o campo: o que é propriamente currículo? Pelo contrário, segundo
                    ele, essas teorias ditas tradicionais preocupam-se especificamente em responder
                    à questão “como planejar um currículo?”.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B2">Apple (1982)</xref> apresenta uma visão crítica de
                    currículo. Segundo o autor, as teorias tradicionais têm uma falsa concepção de
                    neutralidade da ciência, objetivando, assim, a manutenção de interesses
                    hegemônicos. Para a teoria crítica, a cultura escolar, que se apresenta de forma
                    manifesta e oculta, é selecionada e distribuída de forma desigual entre as
                    diferentes classes sociais, sendo um veículo de controle de sentidos e de
                    produção de conhecimento.</p>
                <p>Nesse sentido, o currículo não pode ser concebido e restrito apenas à sua
                    dimensão operacional. É preciso que o conhecimento escolar seja correlacionado
                    ao processo de constituição da sociedade capitalista, identificando que o acesso
                    ou a negação de saberes implica, numa sociedade de classes, dotar os sujeitos de
                    diferentes poderes. De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B36">Saviani
                        (2016)</xref>, o currículo não pode incorporar de modo aleatório o processo
                    de seleção do conhecimento, sendo necessário que o aluno tenha acesso a
                    elementos que o ajudem a problematizar e compreender dialeticamente a realidade
                    concreta, sendo fundamental que a escola socialize os conhecimentos científicos,
                    filosóficos e artísticos, produzidos historicamente pela humanidade.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B36">Saviani (2016)</xref>, a partir e em diálogo com
                        <xref ref-type="bibr" rid="B24">Gramsci (2006</xref>, <xref ref-type="bibr"
                        rid="B25">2007</xref>), em uma perspectiva materialista histórica, defende
                    que não podemos oferecer um conhecimento rebaixado para a classe trabalhadora.
                    No espaço contraditório em que se move a luta de classes, a escola exerce a
                    função política de mascarar as relações sociais de exploração ou de revelar
                    essas relações e a necessidade da sua superação. Por isso, é imprescindível que
                    a escola cumpra sua função social de proporcionar o acesso ao conhecimento
                    científico sistematizado, uma vez que os conhecimentos de senso comum podem ser
                    adquiridos em outros espaços, afinal, “[...] conhecimento de senso comum se
                    desenvolve e é adquirido independentemente da escola” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B36">Saviani, 2016, p. 55</xref>).</p>
                <p>Dessa maneira, podemos identificar que nenhuma política de currículo é neutra,
                    ela está intrinsecamente ligada ao tipo de sociedade que se almeja, ou seja, à
                    manutenção do <italic>status quo</italic> e às estruturas de poder ou à
                    transformação política, social e econômica. Por isso, não são aleatórios, e nem
                    recentes, os discursos que defendem a construção de um currículo pautado em uma
                    base nacional comum, pois a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no
                    artigo 21, já mencionava a necessidade de construção de um documento construído
                    em escala nacional (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brasil, 1996</xref>).
                    Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B27">Macedo (2014, p. 1537)</xref>, “A
                    defesa de uma base nacional comum para o currículo tem funcionado como uma das
                    muitas promessas de dar qualidade à educação para diferentes grupos da
                    sociedade”.</p>
                <p>Para atender a esses anseios, foram criados, logo após a LDB – Lei nº 9.394/1996
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brasil, 1996</xref>), os Parâmetros
                    Curriculares Nacionais (PCN). Contudo, uma parte da comunidade acadêmica
                    brasileira denunciou que a elaboração desse documento atendia apenas aos
                    interesses e às exigências de cunho neoliberal propostas pelo Banco Mundial,
                    cujo objetivo era apenas centralizar e monopolizar os sentidos educacionais para
                    atender aos interesses hegemônicos do capitalismo. Dessa forma, o MEC, após
                    receber diversas críticas, optou por considerar o documento como
                    referência/alternativa curricular não obrigatória.</p>
                <p>A nova configuração política estabelecida no país a partir de 2003 não esvaziou a
                    discussão em relação à construção de um documento nacional comum curricular. As
                    mudanças e os novos arranjos políticos não romperam com a ideia de centralização
                    curricular para garantir a qualidade social da educação. O MEC retomou essa
                    discussão em 2009 e lançou o programa Currículo em Movimento, com o interesse de
                    atualizar as Diretrizes Curriculares Nacionais, com o objetivo de assegurar
                    formação básica para todos os alunos do país.</p>
                <p>O Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014, reitera a importância de um
                    documento nacional comum, mas opta por uma distinção entre Diretrizes
                    Curriculares Nacionais (DCN) e Base Nacional Comum Curricular, pois retira o
                    caráter de referência que embasava as DCN e incorpora na BNCC o sentido de
                    obrigatoriedade, passando a destinar um percentual de apenas 40% para a inclusão
                    de questões ligadas ao contexto de cada região/localidade. A meta 2 do PNE
                    distingue claramente BNCC de DCN e define que “União, Estados, Distrito Federal
                    e Municípios [devem pactuar] a implantação dos direitos e objetivos de
                    aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a base nacional comum curricular
                    do ensino fundamental” (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brasil, 2014</xref>).</p>
                <p>No PNE (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brasil, 2014</xref>), a BNCC é relacionada
                    às metas que dizem respeito à universalização do ensino fundamental (metas 2 e
                    3); à avaliação e ao IDEB (meta 7); e à formação de professores (meta 15). Em
                    função do PNE, o MEC anunciou na mídia nacional, em agosto de 2014, que estava
                    iniciando o processo de consulta a estados e municípios com vista à definição da
                    BNCC. Tal anúncio não inaugura o debate político sobre uma base curricular comum
                    nem a ação mais efetiva do MEC no sentido da sua definição.</p>
                <p>Dessa maneira, para atender ao que havia sido proposto pelo PNE, em 2014, o MEC
                    lançou uma versão inicial do que seria a BNCC, sendo esta construída por equipes
                    formadas pela Secretaria de Educação Básica (SEB). Após esse movimento inicial,
                    o MEC disponibilizou o documento em um portal na internet, sugerindo que este
                    fosse amplamente discutido antes da sua elaboração definitiva em 2016. O
                    documento final foi homologado em 20 de dezembro de 2017.</p>
                <p>A EJA, contudo, não foi incorporada à BNCC. Podemos considerar que,
                    independentemente do processo em que a construção desse documento foi gestada, a
                    ausência da EJA pode estar vinculada ao fato de a modalidade de ensino ter sido
                    considerada com menos prestígio pelo MEC, não carecendo de, naquele momento,
                    entrar na pauta das políticas curriculares nacionais.</p>
                <p>Todavia, a ideia de currículo como algo orientado por alguma unidade essencial é
                    problemática, pois nenhuma fixação ou nomeação atinente a uma esfera formal ou
                    relativa às práticas dos sujeitos chegou a ser considerada uma base, como a
                    BNCC. O MEC justifica a construção de uma base comum nacional como algo
                    fundamental para garantir menos disparidades em relação ao processo de ensino e
                    aprendizagem dos estudantes de todo o Brasil. Contudo, tal justificativa é
                    parcial e problemática, pois os sentidos fixos e uniformes não corroboram ou
                    garantem o direito à educação.</p>
                <p>Não existem preocupações políticas e epistemológicas mais complexas. Nesse
                    sentido, podemos notar que o currículo é visto como algo técnico que deve se
                    basear em normas de planejamento. Para Tyler (<italic>apud</italic>
                    <xref ref-type="bibr" rid="B19">Cunha, 2006</xref>), por exemplo, no paradigma
                    da teoria tradicional, currículo é o programa educacional que deve ser elaborado
                    com base em princípios racionais, que, por sua vez, implicam seleção de
                    objetivos; seleção e organização de experiências; e avaliação, capaz de mensurar
                    o alcance desses objetivos em termos de eficiência e eficácia.</p>
                <p>Os objetivos devem ser formulados de tal modo que o comportamento possa ser
                    exercitado através de conteúdos que se subordinem a eles. Em síntese, Tyler
                        (<italic>apud</italic>
                    <xref ref-type="bibr" rid="B19">Cunha, 2006</xref>) enfatiza conteúdos,
                    objetivos e comportamentos que devem estar explicitados em um programa. Para
                    ele, o currículo se restringe a um planejamento formal, e o ensino, ao que está
                    previsto nesse programa encaminhado aos docentes. Nessa perspectiva, a ideia de
                    currículo oculto não existe, conforme preconizam as propostas de currículo de
                    cunho crítico.</p>
                <p>Os coletivos constituídos em fóruns, associações e movimentos sociais que lutam
                    por direitos e defendem a educação pública têm estado presentes na história do
                    Brasil. Dentre eles, os Fóruns de Educação de Jovens e Adultos do Brasil e a
                    Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) rejeitaram e
                    manifestaram repúdio tanto à BNCC quanto à concepção de EJA expressa nas novas
                    Diretrizes Operacionais.</p>
                <p>A ANPEd emitiu parecer ao CNE, questionando o processo de construção da BNCC e a
                    sua respectiva representatividade. A associação encaminhou um posicionamento
                    para o MEC, explicitando os motivos pelos quais questiona o movimento de
                    políticas curriculares proposto para a Educação Básica, destacando a existência
                    da “[...] descaracterização do estudante em sua condição de diferença, bem como
                    da desumanização do trabalho docente em sua condição criativa e desconsideração
                    da complexidade da vida na escola” (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Associação
                        Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação, 2015, p. 2</xref>).</p>
                <p>É extremamente complexo atrelar o direito à educação a um tipo de currículo
                    mínimo que não reconhece as particularidades dos territórios e as
                    especificidades das frações da classe trabalhadora. Existe uma tentativa de
                    controle por parte do governo federal em centralizar o trabalho pedagógico nas
                    escolas públicas por meio da aplicação de uma lista de conteúdos, afetando a
                    autonomia docente e a realização de projetos autônomos nas escolas, vinculados
                    às realidades locais.</p>
                <p>A intencionalidade está coerente com o projeto de reestruturação do capital e as
                    tendências internacionais que visam padronizar e centralizar as políticas de
                    currículo, sendo estas baseadas em modelos uniformes e hierarquizantes, com
                    avaliações externas aplicadas em escala nacional. Nesse processo, gestores e
                    professores são responsabilizados pelos resultados negativos e pelo fracasso
                    escolar por meio de uma concepção de meritocracia (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B37">Silva, 2020</xref>).</p>
                <p>Em 2020, o Conselho Nacional de Educação realizou uma Consulta Pública de seis
                    dias de um documento denominado <italic>Alinhamento das Diretrizes Operacionais
                        para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) apresentadas na Base Nacional
                        Comum Curricular (BNCC), e outras legislações relativas à
                        modalidade</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Brasil, 2020</xref>). O
                    documento apresentou um relatório com o intuito de reeditar as Diretrizes
                    Operacionais de EJA e, entre outros, alinhar a EJA à BNCC.</p>
                <p>Já em 2021, O MEC homologou a Resolução nº 1, de 28 de maio de 2021, com o título
                    “Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos nos aspectos
                    relativos ao seu alinhamento à Política Nacional de Alfabetização (PNA) e à Base
                    Nacional Comum Curricular (BNCC), e Educação de Jovens e Adultos a Distância”
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil, 2021</xref>).</p>
                <p>O documento explicita diferentes formas de organização curricular para a EJA,
                    enfatizando políticas que corroboram a certificação: “Permite o estudo de novas
                    e diferentes formas de certificação que levem em consideração o conjunto das
                    competências adquiridas ao longo da vida” (<xref ref-type="bibr" rid="B13"
                        >Brasil, 2021</xref>). Além de incentivar a visão mercadológica de
                    tecnologias digitais na EJA, esvaziando a forma escolar e o sentido da escola
                    pública presencial para os jovens e adultos.</p>
                <p>Assim, a Resolução nº 1/2021, no Inciso V do Art. 1º, institui Diretrizes
                    Operacionais no aspecto relativo “[...] à Educação de Jovens e Adultos
                    desenvolvida por meio da Educação a Distância (EaD)” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B13">Brasil, 2021</xref>). No Art. 2º, aponta as formas de oferta que a
                    modalidade deve garantir:</p>
                <disp-quote>
                    <p>I - Educação de Jovens e Adultos presencial; II - Educação de Jovens e
                        Adultos na modalidade Educação a Distância (EJA/EaD); III - Educação de
                        Jovens e Adultos articulada à Educação Profissional, em cursos de
                        qualificação profissional ou de Formação Técnica de Nível Médio; e IV -
                        Educação de Jovens e Adultos com ênfase na Educação e Aprendizagem ao Longo
                        da Vida (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil, 2021</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Ao lermos a descrição da forma presencial, podemos perceber que ela está, com
                    exceção do primeiro segmento, perpassada pela Educação a Distância ou, e aí em
                    todos os segmentos, pela educação indireta, que, na prática, distancia o
                    estudante do cotidiano da sala de aula e da escola. Assim, em graus diferentes,
                    as formas de oferta de EJA são partes de um mesmo processo: o contínuo desmonte
                    da escolarização presencial da EJA.</p>
                <p>No que concerne aos cursos de EJA a distância, o Art. 4º da resolução dispõe que
                    eles são “[...] ofertados apenas para os Anos Finais do Ensino Fundamental e
                    para o Ensino Médio”. E seu parágrafo único diz: “Para cursos de EJA do Ensino
                    Médio, a oferta de EaD é limitada a no máximo 80% (oitenta por cento) de sua
                    carga horária total, tanto na formação geral básica quanto nos itinerários
                    formativos do currículo”. Já o Art. 5º, § 2º, informa o seguinte: “Para a oferta
                    de cursos da EJA a distância, fora da unidade da federação em que estiver
                    sediada, a instituição deverá obter credenciamento nos Conselhos de Educação das
                    Unidades da Federação onde irá atuar” (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil,
                        2021</xref>). O parágrafo único do Art. 4º cria a demanda, enquanto o § 2º
                    do Art. 5º permite a criação de um mercado nacional de oferta de Educação a
                    Distância para a EJA, particularmente, no Ensino Médio, em que a demanda parece
                    mais promissora, porque mais próxima do mercado de trabalho.</p>
                <p>Importante destacar que o ponto central da crítica é o incentivo à proliferação
                    de cursos a distância com base na individualização, na competição, na venda de
                    certificados. Tal como registrado na Carta do Encontro Nacional dos Fóruns de
                    EJA, reconhecemos o potencial de desenvolver uma EJA com tecnologias, numa
                    “[...] concepção de ambiente virtual multimídia, como processo educativo,
                    contrapondo-se à visão mercadológica de tecnologias digitais na EJA” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B22">Fóruns EJA Brasil, 2022a</xref>).</p>
                <p>Outro aspecto de crítica foi a metodologia utilizada para a construção do
                    documento da Resolução CNE/CEB nº 1/2021 (<xref ref-type="bibr" rid="B13"
                        >BRASIL, 2021</xref>), pois a Consulta Pública realizada no ano de 2020 pelo
                    CNE sobre o alinhamento da Educação de Jovens e Adultos às diretrizes
                    apresentadas na Base Nacional Comum Curricular desconsiderou os pontos
                    dissonantes apresentados por pesquisadores e militantes do campo da EJA que
                    participaram da consulta denunciando o absurdo de querer enquadrar a EJA num
                    currículo de uma base que não atende aos interesses da população historicamente
                    alijada do direito à educação.</p>
                <p>Mesmo assim, o CNE publicou o referido documento sobre o alinhamento das
                    Diretrizes Operacionais para a EJA (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Brasil,
                        2020</xref>), com um agradecimento a todos que contribuíram com a Consulta
                    Pública, todavia, sem externalizar as opiniões divergentes e as contrárias às
                    propostas apresentadas. Tal posicionamento do CNE gerou revolta entre alguns
                    pesquisadores, por considerarem ardilosa a forma como o documento foi
                    publicizado: “Lamentavelmente, o tempo não é do debate, mas da fraude em relação
                    a concepções divergentes” (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Paiva,
                    2021</xref>).</p>
                <p>A ANPEd, novamente, emitiu parecer contrário, em uma <italic>Carta Aberta do GT
                        18 sobre edital CNE sobre EJA e BNCC</italic> (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B3">Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação,
                        2020</xref>), incluindo o tratamento dado à EJA nas novas Diretrizes
                    Operacionais. Além disso, A ANPEd, junto com outras entidades da área, realizou
                    uma <italic>Live</italic> no dia 07 de julho de 2021, para debater sobre como as
                    novas Diretrizes Operacionais afetam a Educação de Jovens e Adultos. O encontro
                    virtual contou com a participação de diversos representantes de Grupos de
                    Trabalho (GTs) e discutiu as relações e os impactos dessas diretrizes na EJA, na
                    Educação Profissional e na Educação Especial (<xref ref-type="bibr" rid="B26"
                        >Live ANPEd, 2021</xref>).</p>
                <p>De acordo com a professora participante da <italic>live,</italic> Margarida
                    Machado, problematizar as concepções de EJA presentes nas novas Diretrizes
                    Operacionais e as suas implicações para a modalidade é fundamental para a pauta
                    principal de luta da EJA, que é a garantia do direito à educação para aqueles
                    que não tiveram acesso ou não puderam concluir a Educação Básica no Brasil
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Live ANPEd, 2021</xref>). Ela afirma,
                    ainda, que, no contexto do governo de Bolsonaro, foram implementadas diversas
                    medidas que acentuaram a precarização das condições de vida da população
                    brasileira. Por isso, não podemos desconsiderar o período histórico em que essas
                    Diretrizes Operacionais foram aprovadas, sendo fundamental considerar a força
                    empregada pelo governo federal para deslocar recursos públicos para a esfera
                    privada por meio de parcerias público-privadas, com uma falsa ideia de melhorias
                    das condições de trabalho dos professores e da relação ensino e aprendizagem nas
                    redes municipais e estaduais de educação (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Live
                        ANPEd, 2021</xref>).</p>
                <p>Outro aspecto destacado por Margarida Machado e outros é que o documento não
                    considera as lutas históricas do campo da EJA, inclusive, negando a importância
                    de ouvir os sujeitos (docentes e discentes) envolvidos no processo. Sendo,
                    portanto, um documento que não representa as especificidades e o acúmulo
                    histórico dos desafios da EJA (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Live ANPEd,
                        2021</xref>).</p>
                <p>Por fim, no campo das políticas de currículo, as atuais Diretrizes Operacionais
                    para a EJA não substituem as Diretrizes Curriculares Nacionais, mas houve uma
                    tentativa de promover o apagamento da memória e promover o esquecimento.
                    Ressalta-se que, apesar das suas contradições, as DCNEJA foram construídas a
                    partir de um intenso movimento de discussões, tendo o professor Jamil Cury como
                    relator e um importante interlocutor nesse processo. Isso não significa que
                    houve consenso em sua formulação, mas que, na correlação de forças, existiram
                    negociações e disputas de sentidos conceituais e políticos, algo negado no
                    processo de constituição das novas Diretrizes Operacionais.</p>
                <p>A primeira Diretriz Operacional, aprovada em 2010, também foi elaborada a partir
                    de diálogo com o campo, algo que não ocorreu com o documento aprovado em 2021.
                    Dessa forma, consideramos que a resolução é permeada de muitos questionamentos
                    em relação aos termos conceituais e legais sobre o que está se propondo. Os
                    conceitos enquadram a EJA nos interesses privatistas, desconsiderando o acúmulo
                    político e histórico do campo.</p>
                <p>No ano de 2022, o governo federal lançou o <italic>Documento referencial para
                        implementação das diretrizes operacionais de EJA nos Estados, Municípios e
                        Distrito Federal – Resolução CNE/CEB nº 1, de 28 de maio de 2021</italic>
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Brasil, 2022</xref>). Ao lançar um
                    documento que prevê a aplicabilidade das propostas contidas na Resolução nº
                    1/2021 (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil, 2021</xref>), o governo federal
                    deixa claro que concebe o currículo como produto a partir de uma perspectiva
                    tradicional, e coadunada com os preceitos de uma educação simplista e dual para
                    a classe trabalhadora.</p>
                <p>Nesse sentido, a política de currículo do Ministério da Educação não está
                    preocupada com questões que vão para além de sua produção e sua implementação,
                    abordando todas as situações que se refletem na relação ensino e aprendizagem
                    nos espaços escolares.</p>
                <p>Já o texto do Parecer CNE/CEB nº 11/2000 (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Brasil,
                        2000a</xref>) possui uma concepção de currículo, mesmo com as suas
                    contradições, mais alinhada com uma perspectiva crítica, pois considera as
                    especificidades dos jovens e adultos trabalhadores, que trazem consigo as marcas
                    da exclusão, consequência do processo histórico do qual são produto, bem como
                    “[...] um conhecimento da materialidade da vida que não pode ser ignorado pela
                    escola” (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Ciavatta; Rummert, 2010, p.
                    465</xref>).</p>
                <p>Contrastando essas duas concepções de currículo, elas parecem descrever objetos
                    bem distintos. Enquanto as Diretrizes Operacionais veem o currículo apenas como
                    lista de conteúdos em prol de uma formação para o trabalho alienado, em que os
                    estudantes são ensinados pelos professores como se fossem neutros, as DCNEJA
                    abordam a complexidade do conhecimento escolar em sua dimensão explícita e
                    oculta e em suas relações políticas com a sociedade.</p>
                <p>Os Fóruns de EJA do Brasil, no seu XVII Encontro Nacional de Educação de Jovens e
                    Adultos, realizado no final de 2022, em Florianópolis, apontaram em seu
                    relatório final (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Fóruns EJA Brasil,
                    2022b</xref>) a necessidade de revogação da Resolução nº 1/2021 (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B13">Brasil, 2021</xref>) e o alinhamento da EJA à
                    BNCC, por considerarem que o documento não está em consonância com uma
                    perspectiva crítica de formação para os trabalhadores jovens e adultos. Os
                    Fóruns de EJA indicam que o processo de ensino e aprendizagem se organize
                    através de uma relação dialética, articulado ao mundo do trabalho e à luta de
                    classes.</p>
                <p>Estamos num campo complexo de disputas por concepções de sociedade e de política
                    educacional, expressas, na correlação de forças, por leis, resoluções, políticas
                    de currículo etc. O direito à educação demarca que todos deverão ser tratados
                    como iguais nas condições de acesso e permanência nas instituições educacionais
                    que devem ser para todos. Todavia, como analisou <xref ref-type="bibr" rid="B20"
                        >Fernandes (1987)</xref>, no Brasil, a despeito da retórica, não foram
                    priorizadas reformas sociais universalistas na educação pública.</p>
                <p>Com as eleições de 2022, o Brasil teve uma outra configuração política
                    conjuntural com a retomada do Partido dos Trabalhadores à Presidência da
                    República, em janeiro de 2023. Não sem contradições, visto que, de acordo com os
                    documentos legais vigentes – BNCC, Reforma do Ensino Médio e Diretrizes
                    Operacionais para a EJA -, essas reformas na educação assumem conteúdos
                    objetivos e pragmáticos. Também há iniciativas de privatização na EJA, incluindo
                    convênios com instituições privadas que se caracterizam como instituições sem
                    fins lucrativos. Há, ainda, a ampliação da EaD na EJA, na perspectiva de
                    mercado; e a diminuição de matrículas, até este momento, continua sendo uma
                    realidade.</p>
                <p>Dessa maneira, apesar de o sentido das políticas curriculares para a EJA ainda em
                    curso apontar para a desestruturação dos cursos públicos e presenciais da
                    modalidade, almejamos que as discussões tecidas historicamente na área possam
                    superar a visão compensatória de EJA e seu caráter de suplência e redução de
                    conhecimentos, reafirmando a Educação de Jovens e Adultos como direito público
                    efetivo.</p>
            </sec>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Conclusão</title>
            <p>Em 1988, a Constituição Federal (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brasil, 1988</xref>)
                deu visibilidade ao direito à Educação Básica para todos e, em 2009, a Emenda
                Constitucional nº 59, de 11 de novembro de 2009 (<xref ref-type="bibr" rid="B6"
                    >Brasil, 2009</xref>) ampliou a obrigatoriedade da educação escolar para dos 4
                aos 17 anos de idade, além de reafirmar o direito de todos aqueles que não puderam
                concluir esse segmento dentro dessa faixa etária.</p>
            <p>A EJA não se reduz à escolarização formal e certificada, mas abrange outras
                experiências de formação que se realizam também fora da escola. Todavia, este texto
                se debruça sobre a legislação educacional e as políticas curriculares que são
                próprias da educação escolar. Enquanto uma modalidade da Educação Básica, a EJA
                enfrenta desafios da escolarização que passam incontornavelmente pela sua função
                reparadora. Visto que reparar o direito a uma escola de qualidade é uma função que
                precisaria alcançar cerca de setenta milhões de brasileiros, número estimado da
                população que não concluiu a escolarização básica.</p>
            <p>A garantia do direito à Educação de Jovens e Adultos trabalhadores tem se constituído
                em um dilema educacional e enfrenta grandes desafios. Dentre as contradições para a
                materialização desse direito constitucional, é central considerar toda a educação
                pública no Brasil, ou seja, colocar a EJA, como modalidade, no contexto dos
                complexos problemas educacionais que enfrentamos, cuja manifestação é a difícil
                garantia do direito de acesso e permanência dos estudantes nas instituições públicas
                de ensino.</p>
            <p>Historicamente, essa modalidade de ensino tem sido alvo de sucessivas
                desqualificações. Os principais exemplos são: as recorrentes ofertas via projetos e
                programas aligeirados e precários; a reduzida formação docente para atuar na EJA; o
                financiamento menor; a contínua oferta pequena nas redes públicas; o fechamento de
                escolas e turmas de EJA; e a consequente diminuição do número de matrículas. Além
                das propostas curriculares compensatórias ou acelerativas inadequadas às
                necessidades dos estudantes da EJA no seu processo de escolarização.</p>
            <p>A dramática situação educacional é a de que mais da metade da população acima dos 25
                anos não concluiu a Educação Básica, chegando a um pouco mais de 50%, ou seja, algo
                em torno de 70 milhões de pessoas. Além do que, como modalidade de Educação Básica,
                a EJA atende adolescentes também, pois a matrícula começa a partir dos 15 anos.
                Segundo o Censo escolar de 2022:</p>
            <disp-quote>
                <p>De 2019 para 2020, aproximadamente 230 mil alunos dos anos finais do fundamental
                    e 160 mil do ensino médio migraram para a EJA. São estudantes com histórico de
                    retenção e que buscam meios para concluir os estudos.</p>
                <p>Aplicado pelo Inep, o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens
                    e Adultos (Encceja) tem se firmado como uma alternativa para a obtenção do
                    certificado dessas etapas de ensino da educação básica. Em 2019, o Encceja teve
                    um número recorde de inscritos: 3 milhões. Nas edições de 2020 e 2022, foram 1,7
                    e 1,6 milhão de pessoas inscritas, respectivamente – não houve aplicação em
                    2021, em função da pandemia (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Conviva Educação,
                        2023</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>As atuais Diretrizes Operacionais para a EJA (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil,
                    2021</xref>) abrem novo espaço para a mercantilização educacional e aprofundam o
                incentivo a uma certificação destituída de preceitos básicos para garantir uma
                educação plena. Por isso, problematizamos como as atuais políticas de currículo para
                a EJA refletem as correlações de forças entre uma concepção sob a lógica da
                subalternização do conhecimento escolar destinado à classe trabalhadora e uma
                concepção de formação que viabilize o conhecimento amplo, significativo e
                emancipador, que possibilite que os sujeitos compreendam, de forma crítica, o mundo
                que os cerca.</p>
            <p>Antonio Gramsci chama atenção para o fato de que o processo de luta política por uma
                educação emancipadora dentro do capitalismo é uma difícil e desigual disputa que
                precisa ser empreendida pela classe trabalhadora, pois cabe aos subalternizados
                formar seus intelectuais orgânicos e desenvolver seu próprio aparato hegemônico.
                Para isso, alerta que a tendência democrática significa</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] que cada “cidadão” possa tornar-se “governante” e que a sociedade o ponha,
                    ainda que “abstratamente”, nas condições gerais de poder fazê-lo. [Assim,
                    deve-se assegurar] a cada governado o aprendizado gratuito das capacidades e da
                    preparação técnica geral necessárias a essa finalidade (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B24">Gramsci, 2006, p. 50</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>A escola pública de EJA é terreno da luta de classes. O currículo não é neutro, e não
                deve se resumir à transmissão de técnicas e procedimentos, sendo o currículo da EJA
                o potencializador de elementos que podem provocar participação dos sujeitos nas
                lutas pelos direitos e pelas transformações estruturais necessárias à igualdade
                social. Desse modo, a participação ativa do estudante na escola só pode existir se a
                escola for ligada à vida (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Gramsci, 2006</xref>). O
                ponto de partida e de chegada do processo de formação na escola de EJA é a realidade
                brasileira concreta e a prática social do ser humano (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B36">Saviani, 2016</xref>).</p>
            <p>Por isso a defesa de uma escola pública, universal, democrática e politécnica como
                instrumento de emancipação humana. Uma escola que equilibre o desenvolvimento
                intelectual e manual em uma formação integrada como alternativa à dualidade
                estrutural, que supere a dicotomia “trabalho manual/trabalho intelectual” em que os
                campos científicos auxiliem na compreensão da totalidade dos processos de trabalho e
                formem trabalhadores capazes de atuar como dirigentes e cidadãos.</p>
            <p>Concluímos que as recentes alterações legais para a EJA estão atreladas à origem
                social que define a escola a ser frequentada pelos jovens e adultos trabalhadores,
                reforçando a dualidade estrutural da sociedade de classes. Com isso, a educação
                continua não problematizando as condições materiais e concretas da vida. Existe uma
                formação que promove a distinção da formação intelectual e a formação para o
                trabalho a partir de tipos diferentes de escola e de políticas de currículo, segundo
                a origem de classe e o papel a ela destinado na divisão social e técnica do
                trabalho.</p>
            <p>Contudo, observamos que as atuais políticas de currículo no contexto de
                intensificação do projeto ultraliberal na sociedade brasileira incentivam a oferta
                de EJA no formato EaD, vinculada a objetivos mercantis, e a certificação por meio do
                ENCCEJA, ambas, mas não só elas, coadunadas com propostas de aligeiramento, de
                desqualificação e, de certo modo, mercantilizando ou contribuindo para a ampliação
                do mercado educacional.</p>
            <p>Defendemos que o currículo da EJA valorize as experiências de classe, articulando a
                formação básica com a participação no mundo do trabalho, estabelecendo
                inter-relações entre teoria e prática, nos eixos da ciência, do trabalho e da
                cultura, de forma a organizar o tempo e os espaços pedagógicos adequados às
                especificidades desses estudantes. Propiciando a eles as condições para se
                apropriarem do conhecimento disponível e a oportunidade de alcançarem,
                progressivamente, a consciência crítica das relações existentes entre o que fazem,
                os motivos e as consequências dos seus atos. Aprendemos de <xref ref-type="bibr"
                    rid="B28">Marx (2008)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B24">Gramsci
                    (2006)</xref> que a fonte do trabalho de ensinar é, essencialmente, a sociedade
                em que se vive, com seus antagonismos e conflitos, tendo por objetivo final a
                emancipação humana e a transformação social.</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
        <fn-group>
            <fn fn-type="other" id="fn1">
                <label>1</label>
                <p>A pandemia de Covid-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, teve repercussões em
                    escala global, com impactos sociais, econômicos, políticos e culturais sem
                    precedentes na história recente. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde
                    (OMS), estima-se que aproximadamente 15 milhões de pessoas em todo o mundo
                    tenham sido infectadas e mortas pelo vírus (<xref ref-type="bibr" rid="B31"
                        >Organização Pan-Americana da Saúde, 2022</xref>).</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn2">
                <label>2</label>
                <p>A expressão foi empregada no mês de abril de 2020 pelo então Ministro do Meio
                    Ambiente, Ricardo Salles, durante uma reunião ministerial. O ministro utilizou a
                    frase com o intuito de chamar a atenção para o que ele considerava uma
                    significativa oportunidade decorrente da pandemia da Covid-19. Nesse contexto,
                    Salles destacou que, devido à concentração da mídia e da atenção da população na
                    pandemia, seria possível flexibilizar as leis de preservação do meio ambiente
                    com menor repercussão (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Ministro,
                    2020</xref>).</p>
            </fn>
        </fn-group>
        <ref-list>
            <title>REFERÊNCIAS</title>
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                        2009.</italic> Brasília, DF: Presidência da República, 2009. Acrescenta § 3º
                    ao art. 76 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias para reduzir,
                    anualmente, a partir do exercício de 2009, o percentual da Desvinculação das
                    Receitas da União incidente sobre os recursos destinados à manutenção e
                    desenvolvimento do ensino de que trata o art. 212 da Constituição Federal, dá
                    nova redação aos incisos I e VII do art. 208, de forma a prever a
                    obrigatoriedade do ensino de quatro a dezessete anos e ampliar a abrangência dos
                    programas suplementares para todas as etapas da educação básica, e dá nova
                    redação ao § 4º do art. 211 e ao § 3º do art. 212 e ao caput do art. 214, com a
                    inserção neste dispositivo de inciso VI. Disponível em: <ext-link
                        ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc59.htm."
                        >https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc59.htm.</ext-link>
                    Acesso em: 5 mar. 2023.</mixed-citation>
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                    <comment>Acrescenta § 3º ao art. 76 do Ato das Disposições Constitucionais
                        Transitórias para reduzir, anualmente, a partir do exercício de 2009, o
                        percentual da Desvinculação das Receitas da União incidente sobre os
                        recursos destinados à manutenção e desenvolvimento do ensino de que trata o
                        art. 212 da Constituição Federal, dá nova redação aos incisos I e VII do
                        art. 208, de forma a prever a obrigatoriedade do ensino de quatro a
                        dezessete anos e ampliar a abrangência dos programas suplementares para
                        todas as etapas da educação básica, e dá nova redação ao § 4º do art. 211 e
                        ao § 3º do art. 212 e ao caput do art. 214, com a inserção neste dispositivo
                        de inciso VI. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc59.htm."
                            >https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc59.htm.</ext-link></comment>
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                    e bases da educação nacional, e 11.494, de 20 de junho 2007, que regulamenta o
                    Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
                    Profissionais da Educação, a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada
                    pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1° de maio de 1943, e o Decreto-Lei n° 236, de 28
                    de fevereiro de 1967; revoga a Lei n° 11.161, de 5 de agosto de 2005; e institui
                    a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo
                    Integral. Brasília, DF: Presidência da República, 2017. Disponível em: <ext-link
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                        bases da educação nacional, e 11.494, de 20 de junho 2007, que regulamenta o
                        Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização
                        dos Profissionais da Educação, a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT,
                        aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1° de maio de 1943, e o Decreto-Lei
                        n° 236, de 28 de fevereiro de 1967; revoga a Lei n° 11.161, de 5 de agosto
                        de 2005; e institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de
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                        >http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=168151-pceb006-20&amp;category_slug=janeiro-2021-pdf&amp;Itemid=30192.</ext-link>
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                        (EJA) apresentadas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e outras
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                        Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos nos aspectos
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