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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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            <journal-id journal-id-type="publisher-id">rp</journal-id>
            <journal-title-group>
                <journal-title>PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA
                    EDUCAÇÃO</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE
                    CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO</abbrev-journal-title>
            </journal-title-group>
            <issn pub-type="epub">2175-795X</issn>
            <publisher>
                <publisher-name>Universidade Federal de Santa Catarina</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="doi">10.5007/2175-795X.2024.e93654</article-id>
            <article-categories>
                <subj-group subj-group-type="heading">
                    <subject>Artigo</subject>
                </subj-group>
            </article-categories>
            <title-group>
                <article-title>Identificación de conceptos clave en los procesos de tutorización:
                    análisis de un Focus Group de coordinadores, tutores y profesores en
                    formación</article-title>
                <trans-title-group xml:lang="pt">
                    <trans-title>Identificação de conceitos-chave em processos de tutoria: análise
                        de um Focus Group de orientadores, supervisores e professores em
                        formação</trans-title>
                </trans-title-group>
                <trans-title-group xml:lang="en">
                    <trans-title>Identification of key concepts in the tutoring process: analysis of
                        a Focus Group of coordinators, tutors and trainee teachers</trans-title>
                </trans-title-group>
            </title-group>
            <contrib-group>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-9458-442X</contrib-id>
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                        <surname>Fernández</surname>
                        <given-names>Paula Lorente</given-names>
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                </contrib>
                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Funes</surname>
                        <given-names>María Estévez</given-names>
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            <aff id="aff1">
                <institution content-type="orgname">Université catholique de Louvain,
                    UCLouvain</institution>
                <country country="BE">Bélgica</country>
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                <institution content-type="original">Université catholique de Louvain, UCLouvain,
                    Bélgica, E-mail: paula.lorente@uclouvain.be,
                    https://orcid.org/0000-0001-9458-442X</institution>
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                <institution content-type="orgname">Universidad de Granada, UGR</institution>
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                    mariaef@ugr.es, https://orcid.org/0000-0003-1088-7293</institution>
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            <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
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                <month>04</month>
                <year>2025</year>
            </pub-date>
            <pub-date publication-format="electronic" date-type="collection">
                <season>Jan-Mar</season>
                <year>2024</year>
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            <volume>42</volume>
            <issue>1</issue>
            <fpage>01</fpage>
            <lpage>18</lpage>
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                <license license-type="open-access"
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
                        reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
                        seja corretamente citado.</license-p>
                </license>
            </permissions>
            <abstract>
                <title>Resumen</title>
                <p>Las prácticas docentes son un momento esencial en la formación de profesores de
                    lenguas, ya que permiten la integración de conocimientos teóricos y prácticos
                    necesarios para su desempeño como docentes. En este artículo presentamos un
                    estudio que reflexiona sobre conceptos clave en los procesos de tutorización a
                    través del análisis de datos obtenidos en un grupo de discusión (Focus Group).
                    Con el objetivo de validar conceptos del GlosELE_Prácticas, glosario de las
                    prácticas desarrollado en el marco del proyecto europeo Erasmus+ DCP_TusELE se
                    organizó una sesión de trabajo con coordinadores, tutores y profesores en
                    formación (PeFs). Para ello, se utilizó una metodología cualitativa descriptiva
                    de corte etnográfico que consistió en la organización de un Focus Group para
                    validar los conceptos según tres parámetros: la relación prioritaria de los
                    conceptos con los roles de los agentes implicados, las categorías de los
                    conceptos para su clasificación y los momentos de uso de los conceptos por los
                    diferentes roles. A pesar de la experiencia de los informantes en procesos de
                    prácticas, hubo dificultades a la hora de identificar conceptos críticos y
                    específicos del GlosELE_Prácticas. Todo ello sugiere la necesidad de
                    herramientas que permitan identificar, definir y consensuar entre los agentes
                    implicados los conceptos clave de los procesos de tutorización. La
                    identificación de estos conceptos es crucial para el desarrollo de propuestas
                    didácticas fundamentadas, la observación y reflexión de los PeFs y el
                    acompañamiento de los tutores en la práctica docente.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="pt">
                <title>Resumo</title>
                <p>As práticas de ensino são um momento essencial na formação do professor de
                    línguas, pois permitem a integração de conhecimentos teóricos e práticos
                    necessários à sua atuação como professores. Neste artigo apresentamos um estudo
                    que reflete sobre conceitos-chave em processos de tutoria através da análise de
                    dados obtidos em um grupo de discussão (Focus Group). Com o objetivo de validar
                    conceitos do GlosELE_Prácticas, um glossário de práticas desenvolvidas no âmbito
                    do projeto europeu Erasmus+ DCP_TusELE, foi organizada uma sessão de trabalho
                    com coordenadores, tutores e professores estagiários (PeFs). Para isso, foi
                    utilizada uma metodologia descritiva qualitativa de natureza etnográfica, que
                    consistiu na organização de um grupo focal para validar os conceitos de acordo
                    com três parâmetros: a relação prioritária dos conceitos com os papéis dos
                    agentes envolvidos, as categorias dos conceitos para a sua classificação e
                    momentos de utilização dos conceitos pelos diferentes papéis. Apesar da
                    experiência dos informantes em processos de estágio, houve dificuldades em
                    identificar conceitos críticos e específicos do GlosELE_Prácticas. Tudo isso
                    sugere a necessidade de ferramentas que permitam a identificação, definição e
                    consenso entre os agentes envolvidos sobre os conceitos-chave dos processos de
                    tutoria. A identificação desses conceitos é fundamental para o desenvolvimento
                    de propostas didáticas bem fundamentadas, a observação e reflexão dos PeFs e o
                    acompanhamento dos tutores na prática docente.</p>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>Teaching practices are an essential moment in the training of language teachers,
                    as it allows the integration of theoretical and practical knowledge necessary
                    for their performance as teachers. In this article we present a study that
                    reflects on key concepts in tutoring processes through the analysis of data
                    obtained in a discussion group (Focus Group). In order to validate concepts from
                    the GlosELE_Practicas, a glossary of practices developed within the framework of
                    the European Erasmus+ DCP_TusELE project, a working session was organised with
                    coordinators, tutors and trainee teachers (TT). For this purpose, a descriptive
                    ethnographic qualitative methodology was used, which consisted of organising a
                    Focus Group to validate the concepts according to three parameters: the priority
                    relationship of the concepts with the roles of the agents involved, the
                    categories of the concepts for their classification and the moments of use of
                    the aforementioned concepts by the different roles. Despite the informants'
                    experience in practice processes, there were difficulties in identifying
                    critical and specific concepts in GlosELE_Practicas. All this suggests the need
                    for tools to identify, define and reach consensus among the agents involved on
                    the key concepts of tutoring processes. The identification of these concepts is
                    crucial for the development of well-founded didactic proposals, the observation
                    and reflection of trainee teachers (TT) and the accompaniment of tutors in their
                    teaching practice.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="es">
                <title>Palabras clave:</title>
                <kwd>Tutores de prácticas</kwd>
                <kwd>Análisis de necesidades</kwd>
                <kwd>Prácticas docentes</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Supervisores de estágio</kwd>
                <kwd>Análise de necessidades</kwd>
                <kwd>Práticas docentes</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Internship tutors</kwd>
                <kwd>Needs analysis</kwd>
                <kwd>Teaching practices</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introducción</title>
            <p>La asignatura de Prácticas o Practicum<xref ref-type="fn" rid="fn1">1</xref> es uno
                de los momentos clave de la formación inicial del profesorado. Para el Profesor en
                Formación (PeF) es una experiencia de aprendizaje única que puede marcar el resto de
                su carrera. Según <xref ref-type="bibr" rid="B25">Madrid (2004)</xref>, el Practicum
                es uno de los componentes de la formación inicial de mayor importancia y
                trascendencia para la construcción del conocimiento profesional del alumnado. Es en
                esta fase donde realmente el alumnado se forma en las teorías que lo van a conducir
                por los múltiples y complejos senderos de la enseñanza. Por otro lado, como señala
                    <xref ref-type="bibr" rid="B19">Imbernón (2011)</xref>, la formación del
                profesorado no se limita a unos pocos años, sino que es una tarea continua a lo
                largo de toda su vida profesional. Por lo tanto, la formación continua, la reflexión
                sobre la propia práctica, el intercambio de experiencias con otros profesionales y
                la investigación educativa son fundamentales para el desarrollo profesional del
                docente. Es por esto por lo que resulta aún más importante buscar un contexto de
                calidad en el que se puedan llevar a cabo estas prácticas. Además, la
                profesionalización de las carreras implica la integración de la parte práctica como
                un aspecto importante para el desarrollo completo del futuro profesional.</p>
            <p>Las prácticas docentes, entendidas como aquella aplicación práctica monitorizada por
                un profesor más experimentado, permiten al PeF empezar a aplicar lo aprendido
                durante el grado o máster dentro de un entorno real. En este contexto, les ayuda a
                adquirir habilidades profesionales que - de otro modo - serían mucho más complicadas
                de conseguir. Dependiendo de muchos factores y circunstancias que los rodean, cada
                Practicum es único y diferente a los demás. Algunos requieren de solo observación y
                documentación del proceso, mientras que otros fomentan la participación directa
                desde el principio. Algunos tienen una duración corta en el tiempo, mientras otros
                son de corte más extensivo. Independientemente, un valor común de las prácticas
                docentes es que suelen estar diseñadas para que los PeFs adquieran ciertas
                competencias docentes entre las que se encuentran la planificación e impartición de
                los contenidos, la evaluación del proceso, la integración de lo aprendido en la
                práctica o la reflexión sobre su propia práctica docente. Siguiendo a <xref
                    ref-type="bibr" rid="B31">Richards (1998)</xref>, destacamos aquí algunas de las
                competencias que se han de adquirir:</p>
            <list list-type="bullet">
                <list-item>
                    <p>seleccionar las actividades de aprendizaje más adecuadas;</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>presentarlas de forma adecuada, de acuerdo con las características
                        individuales del alumnado;</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>comprobar la comprensión del alumnado;</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>ofrecer oportunidades para la práctica;</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>mediar y monitorizar el aprendizaje del alumnado;</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>evaluar adecuadamente;</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>preparar actividades que propicien la interacción comunicativa;</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>saber agrupar al alumnado para favorecer la interacción comunicativa en
                        clase.</p>
                </list-item>
            </list>
            <p>Hay autores como <xref ref-type="bibr" rid="B29">Perrenoud (1999;</xref>
                <xref ref-type="bibr" rid="B28">2004</xref>) que definen la competencia como la
                capacidad de actuar eficazmente en una situación dada, capacidad que se basa en el
                conocimiento. Por otro lado, <xref ref-type="bibr" rid="B37">Turturean (2013)</xref>
                reconoce que ya en los 80 se pudo observar que la formación inicial por sí sola no
                era suficiente para ser un educador competente, lo que llevó a la necesidad de una
                formación continua tanto profesional como pedagógica, la cual se subestimó hasta los
                años noventa. En este sentido, es esencial que los profesores desarrollen su
                conocimiento, habilidades y valores para mejorar su estilo de enseñanza. Sin
                embargo, la mayoría de los estudios sobre las competencias de los profesores se
                centran en su función en el aula, en lugar de abordar sus competencias de manera más
                holística. Por lo tanto, es fundamental redefinir las competencias de los profesores
                en función de las necesidades de la sociedad y de las directrices europeas en la
                materia.</p>
            <p>Unido a esto, la asignatura de prácticas es ese momento de su vida docente que
                debería percibirse como aquel vínculo vital o puente entre su formación académica y
                su futuro profesional como profesores: el momento en el que tienen la oportunidad,
                por primera vez, de aplicar y poner a prueba lo aprendido durante su formación
                previa. Un momento en el que viven, de primera mano, el proceso de
                enseñanza-aprendizaje centrado en el alumno (tradición comenzada por <xref
                    ref-type="bibr" rid="B8">Dewey en 1938</xref>, hace casi un siglo) y en el que
                son más conscientes de las necesidades propias y del alumnado. Es, sin duda, el
                inicio de un proceso de aprendizaje que con toda seguridad durará toda la vida. Esto
                implica que los docentes deben estar comprometidos desde su formación inicial en su
                propio aprendizaje continuo, no solo para adquirir nuevos conocimientos y
                habilidades en el ámbito de la enseñanza de lenguas, sino también para desarrollar
                su propia capacidad de aprender, evolucionar y adaptarse a los cambios en el campo
                de la educación.</p>
            <p>El aprendizaje para toda la vida, por otro lado, es considerado como un proceso
                continuo e integral que se extiende a lo largo de toda la vida y no se limita a la
                educación formal o a la adquisición de una sola lengua. En línea con esto, <xref
                    ref-type="bibr" rid="B25">Madrid (2004)</xref> señala que es importante fomentar
                el desarrollo de un aprendizaje duradero (<italic>lifelong learning</italic>) que no
                se enfoque únicamente en conceptos y principios, sino que se centre en el desarrollo
                de habilidades y capacidades prácticas. Esto se correlaciona directamente con la
                idea de que las prácticas docentes de formación inicial deben estar orientadas -
                desde el principio - a proporcionar a los futuros docentes las habilidades y
                herramientas necesarias para aprender de forma continua y autónoma, así como para ir
                aplicando lo aprendido a su práctica docente.</p>
            <p>La formación del profesorado debe ser, además, un espacio de reflexión crítica y de
                construcción colectiva del conocimiento (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Esteve
                        <italic>et al</italic>., 2011;</xref>
                <xref ref-type="bibr" rid="B12">Esteve, 2007;</xref>
                <xref ref-type="bibr" rid="B27">Mercer, 1997</xref>), en el que se aborde la
                complejidad de la realidad educativa y se generen alternativas de cambio, pues la
                sociedad contemporánea ha transformado el entorno y también a los jóvenes, quienes
                pueden perder la conexión con la realidad y el conocimiento a través de su
                educación. En ocasiones se utiliza una pedagogía que enfatiza la transmisión de
                información y puede generar individuos estandarizados y domesticados que realizan
                acciones sin entender su significado (<xref ref-type="bibr" rid="B3">BLANCO
                        <italic>et al</italic>., 2022</xref>).</p>
            <p>Cada práctica docente es única y tiene su propia idiosincrasia. Sin embargo, las
                experiencias prácticas de calidad suelen tener ciertos elementos en común como:
                oportunidad de experimentación <italic>in situ</italic>, vivencias educativas dentro
                de un contexto real o combinación de teoría y práctica (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B23">KORTHAGEN y KESSELS, 1999</xref>). En este sentido, es fundamental que
                en cualquier sistema de formación de alta calidad exista un equilibrio adecuado
                entre la teoría y la práctica así como las estrategias y técnicas de trabajo que
                se pueden utilizar para integrar los dos componentes (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B25">MADRID, 2004</xref>).</p>
            <p>El mismo autor insiste en que es crucial que el <italic>Practicum</italic> no sea
                visto como un mero requisito o el último paso antes de obtener el título de Grado,
                sino más bien como el primer paso dentro de su experiencia profesional. Es decir, a
                través de unas prácticas bien diseñadas, los PeFs pueden adquirir una experiencia
                muy valiosa que les será de gran utilidad en su futuro desempeño profesional, por lo
                que es fundamental que los profesores que se están formando se comprometan con la
                importancia de la realización de unas buena formación inicial. Autores como <xref
                    ref-type="bibr" rid="B15">GIMENO SACRISTÁN (1983)</xref> destacan que la
                formación del profesorado debe ser entendida como un proceso permanente y continuo,
                que parte de la reflexión sobre la práctica y que implica la construcción de
                conocimientos y competencias que le permitan mejorar su desempeño y su capacidad de
                adaptación a los cambios que se producen en la sociedad y en la educación. Debido a
                la importancia de este momento y de la variedad de dicha formación en el mundo, se
                observa la necesidad de reflexionar sobre las necesidades formativas de los tutores
                de prácticas, ya que ellos serán los encargados de actuar de puente o bisagra entre
                el mundo educativo y el laboral. Los tutores de prácticas son un elemento clave en
                la formación del profesorado, ya que no solo orientan y supervisan el desarrollo de
                las prácticas, sino que también son un modelo de referencia para los futuros
                docentes. La calidad de las prácticas docentes y su impacto en el aprendizaje de los
                estudiantes dependen en gran medida de la labor de los tutores de prácticas. <xref
                    ref-type="bibr" rid="B22">JIMÉNEZ CALDERÓN y RUFAT SÁNCHEZ (2019)</xref>
                presentan en su obra una guía valiosa para los docentes de ELE, que proporciona una
                perspectiva amplia y detallada sobre la capacitación de los maestros en este ámbito.
                Con la ayuda de diferentes expertos en la materia, ofrecen una visión actualizada y
                rigurosa del estado de la cuestión en cada una de las áreas tratadas en su
                ejemplar.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>Objetivos y preguntas de investigación</title>
            <p>El objetivo general que se pretende alcanzar con este estudio es una primera
                aproximación a los conceptos clave que deberían incluirse en un glosario específico
                sobre las prácticas curriculares.</p>
            <p>Para alcanzar este objetivo nos hemos formulado las siguientes preguntas de
                investigación a las que pretendemos dar respuesta:</p>
            <list list-type="bullet">
                <list-item>
                    <p>¿Qué conceptos son los que se consideran indispensables en relación con las
                        prácticas desde la perspectiva de los diferentes agentes que confluyen en
                        esta situación de formación?</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>¿Qué grado/nivel de coincidencia existe entre los conceptos seleccionados y
                        las definiciones atribuidas a dichos conceptos entre los agentes
                        implicados?</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>¿En qué momento de la asignatura de prácticas se han de presentar
                        determinados conceptos?</p>
                </list-item>
            </list>
        </sec>
        <sec sec-type="methods">
            <title>Metodología</title>
            <p>Para poder dar respuesta a estas preguntas, se ha partido de los datos obtenidos de
                un <italic>Focus Group</italic>, organizado gracias al proyecto europeo Erasmus+
                DCP_Tusele (Développement des compétences pédagogiques du tuteur de stages dans
                l'enseignement de l'espagnol comme langue étrangère / Development of the pedagogical
                skills of the internship tutor in the teaching of Spanish as a foreign language
                (DCP_Tusele, 2020-1-BE01-KA204-074941) cuyo objetivo principal es el desarrollo de
                las competencias pedagógicas de los tutores de prácticas de español como lengua
                extranjera (ELE).</p>
            <p>Un <italic>Focus Group</italic> es un tipo de método de investigación cualitativa
                para obtención de datos, utilizado mucho en el mundo de la política y en el mundo de
                los negocios y cuyo objetivo es hacer surgir la visión del grupo. Los resultados no
                se obtienen a través de preguntas de un entrevistador y respuestas del grupo, sino a
                partir de la interacción del propio grupo que discute sobre un tema (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B7">Cohen, Manion Y Morrison, 2011</xref>).</p>
            <p>En este contexto, los <italic>Focus Group</italic> se utilizan tanto para la
                obtención de datos previos destinados al análisis inicial como para la
                identificación de áreas de necesidad, sirviendo así como paso preliminar en la
                configuración de una investigación. Esta práctica se distingue por su capacidad para
                recopilar datos contextuales enriquecedores, lo que contribuye a comprender las
                motivaciones que subyacen detrás del razonamiento de los participantes. Siempre y
                cuando se manejen con una comprensión clara de sus limitaciones y desafíos, los
                    <italic>Focus Group</italic> se revelan como una herramienta valiosa para
                obtener percepciones detalladas (<xref ref-type="bibr" rid="B1">BARBOUR,
                2007</xref>).</p>
            <p>En nuestra sesión de trabajo se pretendió validar conceptos respecto a tres
                parámetros con los que el grupo DCP_Tusele estaba trabajando para la presentación de
                su glosario GlosELE_Prácticas (<xref ref-type="bibr" rid="B24">LORENTE <italic>et
                        al</italic>., 2023</xref>), concretamente:</p>
            <list list-type="bullet">
                <list-item>
                    <p>la relación prioritaria de algunos conceptos con los roles de los agentes
                        implicados (coordinador; tutor; PeF);</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>las categorías de los conceptos para su clasificación (los
                        compartimentos);</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>los momentos respecto al uso de los conceptos por los diferentes roles (antes
                        de la estancia en el centro de prácticas/durante la estancia/después).</p>
                </list-item>
            </list>
            <p>El glosario constaba en ese momento de 80 entradas con sus respectivas definiciones,
                estas giraban en torno a los agentes implicados en la organización, gestión,
                desarrollo y evaluación de las prácticas (coordinadores de prácticas, tutores y
                PeFs) y a los conceptos que se manejan en su desarrollo como, por ejemplo, “plan
                docente”, “planificación”, “gestión del aula”, entre otras muchas.</p>
            <p>Para la recogida de datos, se organizó la sesión de trabajo con 15 participantes de
                cuatro perfiles diferentes (organizador de la sesión, coordinador, tutor y PeF): la
                sesión se llevó a cabo de forma híbrida, organizada por miembros de DCP_Tusele desde
                la facultad de una de las socias y a través de la plataforma Zoom para los
                participantes en línea (donde fue grabada para su análisis posterior). Tuvo una
                duración de 2 horas y el perfil y el número de informantes en cada uno de ellos fue
                el siguiente:</p>
            <list list-type="bullet">
                <list-item>
                    <p>2 organizadores: 1 coordinador (UCLouvain) y 1 socio (Universidad de
                        Barcelona) de DCP_Tusele.</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>3 moderadores: 3 socios de DCP_Tusele, un moderador del grupo de
                        coordinadores (SDI-Munich), un moderador del grupo de tutores (CLIC IH
                        Cádiz) y un moderador del grupo de PeFs (Universidad de Guanajuato).</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>11 invitados repartidos en tres grupos: en el grupo de coordinadores, tres
                        coordinadores de programa de prácticas (Universidad de Barcelona,
                        Universidad de Oviedo, formaciónele.com de IH Cádiz); en el grupo de
                        tutores, 4 tutoras de prácticas (Centro de Lenguas Modernas de la
                        Universidad de Granada, UNIBA de la Universidad de Barcelona, Universidad
                        Autónoma de la Universidad de México); en el grupo de PeFs, 3 profesores
                        recién egresados (Universidad de Barcelona, SDI Múnich y Universidad de
                        Guanajuato).</p>
                </list-item>
            </list>
            <p>En el criterio de selección de participantes aplicado se consideraron aspectos
                fundamentales como la experiencia y el conocimiento de los participantes en la
                materia. Los requisitos incluyeron un mínimo de diez años de experiencia como
                docente de español como lengua extranjera (ELE) o un período equivalente de
                experiencia en el perfil solicitado (coordinador o tutor). Esta condición excluía a
                los recién egresados, sin experiencia previa como docentes, pero que en un periodo
                comprendido entre los seis y doce meses previos, habían realizado las prácticas
                docentes correspondientes a su programa de formación. Se procuró, igualmente,
                promover la diversidad al incluir diferentes contextos geográficos, abarcando
                distintos países como España, Alemania, Bélgica y México, así como diversos entornos
                educativos (tanto reglados como no reglados).</p>
            <p>Unos días antes de la sesión de trabajo se compartió con los informantes un documento
                que serviría de guía para la sesión de trabajo (<ext-link ext-link-type="uri"
                    xlink:href="https://bit.ly/3LYaGxN">https://bit.ly/3LYaGxN</ext-link>). Para la
                sesión, realizamos un documento con la herramienta <italic>Genially</italic> que
                sirvió de hilo conductor para la presentación de los objetivos de la reunión, las
                actividades previstas y los materiales necesarios para ello (<ext-link
                    ext-link-type="uri" xlink:href="http://bit.ly/3Zl7M9d"
                    >http://bit.ly/3Zl7M9d</ext-link>).</p>
            <p>La sesión se articuló en tres momentos:</p>
            <list list-type="bullet">
                <list-item>
                    <p>1.ª fase (30 minutos): en un primer momento, se realizó la presentación y
                        se explicó el objetivo de la sesión a los participantes. Seguidamente se
                        les propuso rellenar individualmente uno de los tres cuestionarios, según su
                        perfil (coordinador, tutor, PeF).</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>2.ª fase (45/60 minutos): los miembros de cada grupo tuvieron que discutir y
                        consensuar sus respuestas en subgrupos durante 45 minutos. Cada uno de los
                        subgrupos estaba dirigido por una moderadora.</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p>3.ª fase (30 minutos): presentación de las moderadoras del resumen de lo
                        comentado en cada uno de los tres grupos, discusión sobre las mismas entre
                        todos los componentes de la sesión. Se finaliza el encuentro con un
                            <italic>Padlet</italic> colaborativo sobre las prácticas.</p>
                </list-item>
            </list>
            <p>El estudio sigue una metodología cualitativa descriptiva a partir de los datos
                obtenidos en la sesión. Al tratarse de un estudio que se preocupa de fenómenos
                propios de educación con datos que pueden relacionarse con la práctica docente,
                consideramos que se sitúa en la etnografía educativa.</p>
            <p>Las herramientas de recogida de datos utilizadas en el análisis son las siguientes:
                tres cuestionarios (uno para cada uno de los perfiles: coordinador, tutor, PeF), el
                    <italic>Focus Group</italic> y un <italic>Padlet</italic> colaborativo. Y el
                corpus recogido consta de 11 respuestas a los cuestionarios, 60 minutos de grabación
                en vídeo y comentarios dejados por los participantes en el <italic>Padlet</italic>
                colaborativo.</p>
            <p>Aunque, a primera vista, el número de participantes de este <italic>Focus
                    Group</italic> pueda parecer modesto, se garantizó que tanto el número como la
                formación de los participantes fueran óptimos para la naturaleza del trabajo. En la
                preparación del mismo se tuvieron en cuenta aspectos clave como los objetivos
                generales, la moderación, intervención, número y especificidad de las preguntas
                formuladas, así como la naturaleza y uso de los materiales de estímulo, los cuales,
                siguiendo a <xref ref-type="bibr" rid="B2">BARBOUR (2014)</xref>, son
                determinantes.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>Análisis y discusión de los datos</title>
            <sec>
                <title>Análisis del cuestionario de coordinadores</title>
                <p>Los informantes son tres coordinadores de prácticas con una experiencia de entre
                    cinco y diez años (respuesta pregunta 1). Ninguno de ellos ha realizado cursos
                    de formación específicos en relación con las prácticas (respuesta pregunta
                    2).</p>
                <p>En cuanto a las respuestas a la pregunta 3 sobre los conceptos importantes que
                    deberían aparecer en el glosario y que los coordinadores debían calificar de
                    mayor a menor importancia, hemos constatado una gran disparidad de respuestas
                    entre los informantes:</p>
                <list list-type="bullet">
                    <list-item>
                        <p>Ninguno elige los mismos términos como el más importante (“gestión”,
                            “convenio de colaboración”, “informe de prácticas”).</p>
                    </list-item>
                    <list-item>
                        <p>Apenas eligen los mismos conceptos, pues de los 27 conceptos el único
                            concepto que se repite en los tres informantes es el de “informe de
                            prácticas” y los conceptos que aparecen dos veces son “convenio de
                            prácticas”, “contexto educativo”.</p>
                    </list-item>
                    <list-item>
                        <p>Se registran conceptos que aluden a entidades aparentemente similares
                            pero designadas de manera distinta, tales como "evaluación", "informe de
                            evaluación" y "evaluación del profesor en formación".</p>
                    </list-item>
                </list>
                <p>En cuanto a las respuestas a la pregunta 4 para definir las diferentes categorías
                    de conceptos no existe ningún tipo de consenso, incluso el informante 3 dice que
                    necesitaría tiempo para reflexionar sobre ello. Los otros dos informantes
                    relacionan los compartimentos con el momento de la estancia (“asignación de
                    centros, seguimiento de prácticas, evaluación”; “gestión, administración,
                    evaluación”).</p>
                <p>En lo relativo a la pregunta 5 en la que deben situar 5 conceptos respecto al
                    momento en el que ellos como coordinadores los necesitan en el desarrollo de la
                    organización de las prácticas (antes, durante o después del proceso del profesor
                    en formación en el centro de prácticas) no coinciden en su respuesta a la
                    excepción del “contexto educativo del centro de prácticas” que todos sitúan
                    “antes”.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Análisis del cuestionario de tutores</title>
                <p>Los informantes son cuatro tutores de prácticas con una experiencia de entre
                    cinco y diez años (respuesta pregunta 1). Tres de ellos dicen haber realizado
                    cursos de formación específicos en relación con las prácticas (respuesta
                    pregunta 2).</p>
                <p>En cuanto a la respuestas a la pregunta 3 sobre los conceptos importantes que
                    deberían aparecer en nuestro glosario y que los tutores debían calificar de
                    mayor a menor importancia, hemos constatado de nuevo una gran disparidad de
                    respuestas entre los informantes en los 41 conceptos que han anotado: ninguno
                    elige el mismo como el más importante; el único concepto que aparece en los
                    cuatro informantes es el de “reflexión”, aunque con diferentes denominaciones
                    “ficha de reflexión” “diario reflexivo”, “enseñanza reflexiva”. Los conceptos
                    de “diario” y de “gestión” aparecen en dos informantes. El resto de los
                    conceptos son dispares, aunque a veces están relacionados o parecen hacer
                    mención a un mismo concepto “hojas de observación”, “(auto)observación”,
                    “objetivos de observación”.</p>
                <p>En cuanto a las respuestas a la pregunta 4 para definir las diferentes categorías
                    de conceptos no existe ningún tipo de consenso. Un informante no sabe responder
                    a la pregunta, los otros tres relacionan los compartimentos en función de las
                    diferentes acciones que se realizan como “planificación, gestión, reflexión” y
                    “observación, reflexión” y “observación, feedback, evaluación” o bien
                    respecto a temas (“formación docente, planificación de clase,
                    interculturalidad, pronunciación, léxico, sintaxis…”).</p>
                <p>En lo relativo a la pregunta 5 en la que deben situar 5 conceptos respecto al
                    momento en el que ellos como tutores los necesitan en el desarrollo de la
                    organización de las prácticas (antes, durante o después de la estancia del
                    profesor en formación en el centro de prácticas) no coinciden en su respuesta en
                    ninguno de los casos.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Análisis del cuestionario de profesores en formación (recién
                    egresados)</title>
                <p>Los informantes son cuatro PeFs, recién egresados de diferentes formaciones para
                    profesores de ELE (máster o licenciatura). La duración de las prácticas que han
                    realizado así como su desarrollo son muy diferentes, desde un mes de duración
                    con carácter intensivo hasta seis meses con actividades puntuales repartidas en
                    el calendario.</p>
                <p>En cuanto a las respuestas a la pregunta 3 sobre los conceptos importantes que
                    deberían aparecer en nuestro glosario y que los PeFs debían calificar de mayor a
                    menor importancia, hemos constatado también una gran disparidad, pero parece
                    que términos como “feedback”, “autoevaluación”, “evaluación” o
                    “planificación”, “gestión de aula” se repiten en al menos dos de ellos.</p>
                <p>Como en el caso de los otros dos cuestionarios tampoco hay consenso a la hora de
                    responder a la pregunta 4 sobre las diferentes categorías de conceptos, pero dos
                    informantes dan dos respuestas parecidas “punto de partida, recursos,
                    evaluación y competencias” y “punto de partida, durante las prácticas y
                    post-prácticas”.</p>
                <p>Finalmente, para las respuestas a la pregunta 5 tampoco el grupo de PeFs llega a
                    un consenso respecto a los conceptos presentados.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Análisis de las discusiones en subgrupos y puesta en común en grupo
                    grande</title>
                <p>En la actividad dos, los subgrupos hablaron entre ellos respecto a lo que se les
                    había preguntado en el cuestionario de manera individual. Tras esta parte, las
                    moderadoras (actividad 3) hicieron un resumen al grupo grande y se continuaron
                    los intercambios entre todos los informantes. Podemos poner de relieve las
                    cuestiones siguientes de las que se habló:</p>
                <list list-type="simple">
                    <list-item>
                        <p>- A pesar de contar con expertos en el mundo ELE relacionados con los
                            procesos de prácticas desde hace años, costó definir cuáles de los
                            conceptos recogidos en el <italic>GlosELE_Prácticas</italic> eran
                            conceptos clave y exclusivos para los tutores. En varias ocasiones, se
                            repitió la definición del tutor como el “elemento bisagra” que ayuda a
                            unir a unos y a otros, sirviendo de enlace entre el coordinador o Jefe
                            de estudios de los centros y el PeF. Una especie de malabarista, que ha
                            de combinar el trabajo realizado con los estudiantes de ELE, con el PeF,
                            con el jefe de estudios o con el coordinador. Además, se encontró gran
                            dificultad en la separación de los conceptos propuestos en el
                                <italic>GlosELE_Prácticas</italic> en las diferentes fases del
                            proceso (antes, durante, después de la estancia del profesor en
                            formación en el centro de prácticas), debido a la interconexión entre
                            muchos de ellos.</p>
                    </list-item>
                    <list-item>
                        <p>- En la formación inicial del profesorado se echa en falta una mayor
                            homogeneidad en cuanto a los procedimientos y al conocimiento que traen
                            de base los miembros participantes (tutor, coordinador y PeF). Se debe
                            optar por una revisión crítica de la formación inicial del profesorado
                            en un contexto de globalización como es el que tenemos hoy día. La
                            revisión se centra en los principales desafíos y tendencias en la
                            formación del profesorado, incluyendo la necesidad de desarrollar
                            habilidades para la enseñanza en contextos multiculturales y
                            multilingües, la formación basada en competencias y el uso de tecnología
                            educativa.</p>
                    </list-item>
                    <list-item>
                        <p>- Se señala, asimismo, la importancia de una formación basada en la
                            reflexión crítica y la acción, que permita a los futuros docentes
                            cuestionar y mejorar sus prácticas educativas. Además, se debe promover
                            la preparación de docentes capaces de enfrentarse a diferentes desafíos
                            en contextos diversos y cambiantes.</p>
                    </list-item>
                    <list-item>
                        <p>- En muchas ocasiones parece haber un considerable desconocimiento con
                            respecto a toda la parte institucional: documentación oficial, pasos a
                            seguir, estructuración del procedimiento o cómo evaluar el proceso de
                            prácticas. Para ello, se considera que es necesario contar con una
                            perspectiva más amplia que englobe a todos los participantes (junto con
                            sus responsabilidades). Una buena gestión de las prácticas es esencial
                            para que estas tengan éxito, lo cual redunda en el aprovechamiento de
                            todos sus miembros.</p>
                    </list-item>
                    <list-item>
                        <p>- Durante ciertas partes de la sesión, se hizo hincapié en que algunos
                            profesores, aunque experimentados y conocedores del contexto, pueden
                            enfrentarse por primera vez a las prácticas, mientras que otros son
                            noveles en este campo y se encuentran con la necesidad de resolver
                            cuestiones relacionadas con los objetivos y expectativas de los PeFs,
                            que pueden variar de un estudiante a otro (no todos llegan a las
                            prácticas con los mismos objetivos o expectativas).</p>
                    </list-item>
                    <list-item>
                        <p>- La importancia de contar con una definición clara de la figura del
                            tutor y sus responsabilidades resulta evidente a partir de los desafíos
                            que enfrenta en su tarea de tutoría. Uno de estos desafíos radica en el
                            proceso de selección de los materiales y de la figura misma del tutor,
                            ya que puede ser difícil identificar las habilidades y responsabilidades
                            necesarias para desempeñar de manera efectiva dicha función. Esta
                            dificultad se acentúa por la falta de recursos específicos que describan
                            exhaustivamente las competencias requeridas por los tutores, en términos
                            de conocimiento, habilidades y prácticas a implementar.</p>
                    </list-item>
                </list>
            </sec>
            <sec>
                <title>Análisis del Padlet</title>
                <p>Se les dejó a los participantes valorar lo mejor de las prácticas y aquello que
                    les gustaría cambiar a través de un <italic>Padlet</italic> colaborativo. Las
                    respuestas fueron escasas debido a problemas técnicos al final de la sesión (4
                    post publicados en el <italic>Padlet</italic>), pero tanto coordinadores como
                    tutores valoran el poder ayudar a formarse a los PeFs y el ofrecer esa primera
                    oportunidad de contacto real con una clase de ELE. Como puntos de mejora se
                    señala la necesidad de contar con herramientas de gestión para todas las
                    cuestiones administrativas de coordinación o evitar que el proceso de prácticas
                    sea tan solo un trámite dentro del programa formativo, entendemos, sin verdadera
                    implicación de los implicados.</p>
            </sec>
        </sec>
        <sec sec-type="results|discussion">
            <title>Discusión de los resultados</title>
            <p>Los resultados de los cuestionarios ponen de manifiesto que no existe consenso alguno
                para dar respuestas a nuestras preguntas de investigación. Hemos podido constatar
                que no se consideran importantes los mismos conceptos en cada uno de los subgrupos,
                ni existe coincidencia a la hora de definirlos, así como tampoco existe acuerdo a la
                hora de precisar si estos conceptos se deben manejar en momentos precisos (antes,
                durante, después de la estancia del profesor en formación en el centro de
                prácticas). Sería interesante replicar este estudio con un mayor número de
                informantes, pero con los datos que tenemos podemos decir que creemos resultará muy
                útil para los procesos de tutorización el facilitar una herramienta transversal,
                utilizada por todos los agentes implicados en las prácticas como será el
                    <italic>GlosELE_Prácticas</italic>.</p>
            <p>A pesar de la falta de consenso en los cuestionarios sí que se observó acuerdo sobre
                el hecho de que el profesor tutor debe estar familiarizado con conceptos o
                cuestiones esenciales de variada índole, a las que se llegó tras la discusión en
                grupo grande durante el desarrollo de la sesión. Estas cuestiones las hemos agrupado
                en cuatro aspectos concretos que el tutor tiene que desarrollar (metodología
                docente, reflexión y observación, planificación y retroalimentación) y un aspecto
                transversal a todas estas cuestiones (las competencias clave) que pasamos a
                interpretar y discutir seguidamente.</p>
            <list list-type="order">
                <list-item>
                    <p><bold>Metodología docente</bold>: en el ámbito de la enseñanza de lenguas,
                        resulta crucial que los docentes conozcan y manejen diversas metodologías de
                        enseñanza, tanto las más tradicionales como las más innovadoras, a fin de
                        adaptarse a las necesidades y características de los alumnos y fomentar su
                        motivación y participación activa en el proceso de aprendizaje. Esto
                        adquiere especial relevancia en la formación inicial del profesorado de
                        lenguas, donde los tutores tienen el papel fundamental de acercar esta
                        realidad a los PeFs y proporcionarles herramientas para el desarrollo de una
                        práctica docente eficaz y significativa. Para que los PeFs adquieran dichos
                        conocimientos y habilidades, es importante que los tutores los orienten y
                        los puedan acercar a la realidad del aula.</p>
                    <p>El profesor tutor debería ser capaz de identificar esas necesidades, con las
                        herramientas apropiadas y darles las respuestas que más se acerquen a su
                        contexto educativo. Es por ello por lo que obras como las de <xref
                            ref-type="bibr" rid="B6">Cochran-Smith (2004)</xref>, <xref
                            ref-type="bibr" rid="B13">Furlong y Maynard (1995)</xref>, <xref
                            ref-type="bibr" rid="B26">Malderez y Bodóczky (1999)</xref>, <xref
                            ref-type="bibr" rid="B32">Richards y Lockhart (2002)</xref>, <xref
                            ref-type="bibr" rid="B33">Sánchez y Valcárcel (2000)</xref> O <xref
                            ref-type="bibr" rid="B41">Zeichner y Liston (1996)</xref> se hacen cada
                        vez más necesarias.</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p><bold>Observación y reflexión</bold>: un tutor debe saber observar y debe
                        ayudar al PeF a entender bien qué es observar y para qué se observa. Para
                        ello, tiene que contar con buenas herramientas de observación y de
                        reflexión (<xref ref-type="bibr" rid="B10">ELLIOTT, 1990;</xref>
                        <xref ref-type="bibr" rid="B15">GIMENO SACRISTÁN, 1983;</xref>
                        <xref ref-type="bibr" rid="B18">HEWITT, 1999;</xref>
                        <xref ref-type="bibr" rid="B35">SCHÖN, 1983</xref>, <xref ref-type="bibr"
                            rid="B36">1992</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B36">SCHÖN
                            (1992)</xref> propone que la formación docente debería estar orientada
                        hacia la indagación y reflexión sobre la propia práctica, para que los
                        docentes puedan desarrollar una mirada crítica y reflexiva sobre su
                        desempeño, identificar las necesidades de sus estudiantes y diseñar
                        estrategias de enseñanza efectivas que respondan a esas necesidades.</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p><bold>Planificación</bold>: autores como <xref ref-type="bibr" rid="B5"
                            >Carbajal (1997)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B21">Jaén García y
                            Banet Hernández (2003)</xref> o <xref ref-type="bibr" rid="B20">Imbernón
                            (1989)</xref> destacan la importancia de la planificación en la
                        formación inicial del profesorado. La planificación es un componente
                        esencial en la labor docente, ya que permite a los profesores establecer
                        objetivos de aprendizaje claros y específicos para sus estudiantes, y
                        diseñar estrategias y actividades adecuadas para lograrlos. La planificación
                        también ayuda a los docentes a gestionar de manera efectiva y eficiente el
                        tiempo y los recursos disponibles, lo que les permite aprovechar al máximo
                        el tiempo en el aula y garantizar una experiencia de aprendizaje
                        satisfactoria para sus estudiantes. Se resalta, igualmente, la importancia
                        de la planificación en el desarrollo de competencias docentes y en la mejora
                        continua de la práctica educativa. Durante el proceso de prácticas existen
                        numerosas dudas sobre cuál es el material más apropiado. No parece existir
                        un consenso específico (que sí generalizado) sobre lo que debe hacer el
                        profesor en prácticas antes, durante o después de su periodo de prácticas.
                        La planificación es una herramienta clave en la práctica docente, pues
                        permite al profesorado anticiparse y preparar estrategias pedagógicas
                        adecuadas para lograr los objetivos de enseñanza y aprendizaje. Además, nos
                        gustaría destacar su importancia en el desarrollo de competencias docentes y
                        en la mejora continua de la práctica educativa.</p>
                </list-item>
                <list-item>
                    <p><bold>Retroalimentación</bold>: <xref ref-type="bibr" rid="B17">Hattie y
                            Timperley (2007)</xref> citado en <xref ref-type="bibr" rid="B4">Canabal
                            García y Margalef (2017)</xref> consideran que la retroalimentación
                        tiene una influencia muy poderosa para el aprendizaje, a pesar de que las
                        investigaciones realizadas no siempre muestran evidencias sobre su impacto.
                        En cuanto a la evaluación y retroalimentación que recibe el PeF, tampoco hay
                        un consenso definido. Comúnmente, se suelen usar diferentes métodos para
                        evaluar al PeF, tales como la elaboración de portafolios, diarios de
                        aprendizaje o memorias de prácticas. Durante las prácticas, la
                        autoobservación y la observación entre pares se hace esencial y se puede
                        llevar a cabo a través de diferentes dinámicas como el portafolio digital
                            (<xref ref-type="bibr" rid="B30">PUJOLÀ, 2019</xref>). La tutorización
                        de los docentes se beneficia enormemente de la evaluación y el
                            <italic>feedback</italic>, ya que estos aspectos resultan fundamentales
                        para proporcionar información valiosa y constructiva, con el fin de ayudar a
                        mejorar su práctica educativa y alcanzar los objetivos de aprendizaje
                        establecidos (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Gine y Parcerisa,
                        2000</xref>). Además, la retroalimentación puede ayudar a fomentar la
                        reflexión y la autoevaluación, lo que contribuye a la mejora continua de la
                        enseñanza. Asimismo, se suele destacar el potencial beneficioso de la
                        tutoría entre pares, respaldado por estudios que indican su impacto positivo
                        en el aprendizaje, el desarrollo de habilidades sociales y una variedad de
                        destrezas adicionales a los que participan de la misma (<xref
                            ref-type="bibr" rid="B34">Sánchez Cuevas <italic>et al</italic>.,
                            2019</xref>).</p>
                </list-item>
            </list>
            <p>Además de abordar estas cuatro cuestiones específicas, durante la sesión se enfatizó
                la importancia de que el tutor adquiriera una serie de competencias clave que
                facilitaran su labor, pero no se llegaron a delimitar por los participantes. Aunque
                este aspecto se encontraba fuera de las prioridades y alcance de este estudio, sería
                muy interesante incluirlo en investigaciones futuras. Consideramos que las
                categorizaciones ya realizadas por diversos autores en este sentido (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B37">Turturean, 2013;</xref>
                <xref ref-type="bibr" rid="B38">Verdía, 2016;</xref>
                <xref ref-type="bibr" rid="B39">Zabalza, 2003</xref>), podrían constituir un marco
                teórico inicial para empezar a trabajar sobre las competencias necesarias de un
                tutor de prácticas.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Conclusiones</title>
            <p>Una vez analizados los datos e interpretados los resultados, pasamos a dar respuesta
                a las preguntas de investigación que nos habíamos planteado inicialmente:</p>
            <p>¿Qué conceptos son los que se consideran indispensables en relación con las prácticas
                desde la perspectiva de los diferentes agentes que confluyen en esta situación de
                formación?</p>
            <p>A pesar de la larga experiencia de la mayoría de nuestros informantes en los procesos
                de prácticas, estos no pudieron consensuar o categorizar de manera homogénea
                conceptos esenciales y específicos que debieran aparecer en un glosario de términos
                clave. Esto se encuentra en línea con la necesidad de desarrollar y compartir
                herramientas que sirvan como guía en diferentes contextos educativos para poder,
                así, beneficiar a todos los involucrados, permitiéndoles de este modo reconocer
                aspectos teóricos, orientarse en la observación y reflexión, y fundamentar el
                desarrollo de propuestas didácticas.</p>
            <p>¿En qué momento de la asignatura de prácticas se han de presentar determinados
                conceptos?</p>
            <p>Ante esta realidad, se pone de relieve la falta de consenso sobre el momento óptimo
                para presentar conceptos clave en la asignatura de prácticas. Las conclusiones
                extraídas de este estudio muestran que sigue existiendo una gran heterogeneidad en
                la concepción, puesta en marcha y evaluación de las prácticas.</p>
            <p>¿Qué grado/nivel de coincidencia existe entre los conceptos seleccionados y las
                definiciones atribuidas a dichos conceptos entre los agentes implicados?</p>
            <p>En este contexto, se destacó la ausencia de una concordancia entre conceptos
                seleccionados y sus respectivas definiciones. Esta complejidad, asociada a la falta
                de consenso sobre el momento óptimo para presentar dichos conceptos, evidencia la
                heterogeneidad que existe en la concepción, implementación y evaluación de las
                prácticas educativas.</p>
            <sec>
                <title>Futuras líneas de actuación</title>
                <p>Futuros trabajos podrían enfocarse en la creación de herramientas más específicas
                    y detalladas para las prácticas docentes, que sirvan de guía en diferentes
                    contextos educativos y para todos los implicados en las mismas, permitiéndoles
                    reconocer aspectos teóricos, acompañarlos en la observación y reflexión, y
                    orientarlos en el desarrollo de propuestas didácticas fundamentadas.</p>
                <p>Asimismo, y con la intención de ampliar este trabajo, se propone mejorar la
                    formación continua de los profesionales involucrados, diseñando programas que
                    aborden las divergencias observadas y promuevan enfoques más coherentes con
                    dichas reflexiones. Junto a esto, sugerimos fomentar la colaboración entre los
                    diferentes contextos educativos para construir un conocimiento más sólido y
                    compartido. Esta colaboración puede ser facilitada mediante la creación de redes
                    entre profesionales de la educación, promoviendo el aprendizaje mutuo y la
                    adopción de mejores prácticas.</p>
                <p>Por último, esta investigación se podría complementar con otros estudios de corte
                    longitudinal que puedan evaluar el impacto a largo plazo de las herramientas
                    desarrolladas y de las intervenciones formativas. Esta perspectiva permitiría
                    analizar la evolución de las prácticas educativas y ajustar las nuevas
                    estrategias según las necesidades cambiantes, contribuyendo así a un enfoque más
                    unificado y eficiente en la conceptualización y aplicación de las prácticas
                    educativas.</p>
            </sec>
        </sec>
    </body>
    <back>
        <fn-group>
            <title>Notes</title>
            <fn fn-type="other" id="fn1">
                <label>1</label>
                <p>Las autoras queremos agradecer especialmente a Vicenta González su colaboración
                    en la realización de este artículo. Sus generosas aportaciones y relectura
                    eficaz del manuscrito fueron de gran ayuda en el proceso de escritura del mismo.
                    Por supuesto, asumimos toda la responsabilidad de cualquier error que pudiera
                    haber en el mismo.</p>
            </fn>
        </fn-group>
        <ref-list>
            <title>REFERÊNCIAS</title>
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