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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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            <journal-id journal-id-type="publisher-id">rp</journal-id>
            <journal-title-group>
                <journal-title>PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA
                    EDUCAÇÃO</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE
                    CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO</abbrev-journal-title>
            </journal-title-group>
            <issn pub-type="epub">2175-795X</issn>
            <publisher>
                <publisher-name>Universidade Federal de Santa Catarina</publisher-name>
            </publisher>
        </journal-meta>
        <article-meta>
            <article-id pub-id-type="doi">10.5007/2175-795X.2024.e93897</article-id>
            <article-categories>
                <subj-group subj-group-type="heading">
                    <subject>Artigo</subject>
                </subj-group>
            </article-categories>
            <title-group>
                <article-title>O corpo nas práticas sociais de cuidados entre crianças e suas
                    implicações no cotidiano educativo: brincar de cuidar do outro e de ser cuidado
                    pelo outro</article-title>
                <trans-title-group xml:lang="en">
                    <trans-title>The body in social practices of care among children, implications
                        in daily education: playing to care for another and being cared for by
                        another</trans-title>
                </trans-title-group>
                <trans-title-group xml:lang="es">
                    <trans-title>El cuerpo en las prácticas sociales de cuidados entre los niños(as)
                        y sus implicaciones en el cotidiano educativo: jugar a cuidar del otro y ser
                        cuidado por el outro</trans-title>
                </trans-title-group>
            </title-group>
            <contrib-group>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-4562-148X</contrib-id>
                    <name>
                        <surname>Nazário</surname>
                        <given-names>Roseli</given-names>
                    </name>
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                </contrib>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-4268-5920</contrib-id>
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                        <surname>Rivero</surname>
                        <given-names>Andrea Simões</given-names>
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            <aff id="aff1">
                <institution content-type="orgname">Instituto Federal Catarinense, IFC</institution>
                <addr-line>
                    <state>SC</state>
                </addr-line>
                <country country="BR">Brasil</country>
                <email>roseli.nazario@ifc.edu.br</email>
                <institution content-type="original">Instituto Federal Catarinense, IFC, campus
                    Camboriú, SC, Brasil, E-mail: roseli.nazario@ifc.edu.br,
                    https://orcid.org/0000-0002-4562-148X</institution>
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                <institution content-type="orgname">Universidade Federal da Fronteira Sul,
                    UFFS</institution>
                <addr-line>
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                <email>andrea.rivero@uffs.edu.br</email>
                <institution content-type="original">Universidade Federal da Fronteira Sul, UFFS,
                    campus Chapecó, SC, Brasil, E-mail: andrea.rivero@uffs.edu.br,
                    https://orcid.org/0000-0002-4268-5920</institution>
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            <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
                <day>08</day>
                <month>04</month>
                <year>2025</year>
            </pub-date>
            <pub-date publication-format="electronic" date-type="collection">
                <season>Oct-Dec</season>
                <year>2024</year>
            </pub-date>
            <volume>42</volume>
            <issue>4</issue>
            <fpage>01</fpage>
            <lpage>22</lpage>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
                        distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
                        que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
                </license>
            </permissions>
            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>As práticas sociais de cuidado têm-se constituído em um dos aspectos explorados
                    pelas crianças em suas brincadeiras, de acordo com o que se observou ao longo
                    das nossas trajetórias como pesquisadoras comprometidas com os novos Estudos da
                    Infância. Via Etnografia, por meio de uma abordagem interpretativa e da
                    compreensão desta como uma metodologia que enuncia um caminho possível para
                    concretização de uma “experiência de proximidade” (Geertz, 1989) às crianças
                    pequenas, deparamo-nos com a recorrência de situações em que o corpo ganha
                    centralidade nessas brincadeiras e que nos mobilizam à análise dos modos como as
                    crianças experienciam rotinas de cuidar do(s) outro(s) e de ser cuidado pelo(s)
                    outro(s). Neste sentido, propõe-se com este artigo colocar em destaque as
                    rotinas inerentes às brincadeiras das crianças, em suas repetidas, mas sempre
                    renovadas interações, apropriações e transformações propostas e experienciadas
                    coletiva e singularmente, com vistas a refletir suas implicações para as
                    práticas educativas em cotidianos institucionais, tendo em conta que o corpo,
                    nas relações de cuidado em instituições educativas (seja de Educação Infantil,
                    seja de Acolhimento Institucional), tradicionalmente, é considerado a partir das
                    perspectivas e ações dos adultos/profissionais. Assim, propõe-se a construção de
                    “outras pedagogias dos corpos”, as quais reconheçam a totalidade humana corpórea
                    desde a educação dos bebês, negando todo e qualquer processo de
                    descorporalização que ainda marca os currículos centrados em uma pedagogia
                    conteudista, cognitivista, promotora de concepções pedagógicas que concebem as
                    crianças como mentes incorpóreas.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>In their play, children explore social practices of care, as we have observed in
                    our trajectories as researchers committed to the new early childhood studies.
                    Using ethnography, and an interpretive approach, understanding this as a
                    methodology that identifies a possible path towards the concretization of an
                    “experience of proximity” (Geertz, 1989) to young children, we encounter
                    recurring situations in which the body is central to this play. This mobilizes
                    us to analyze how children experience routines of caring for others and being
                    cared for by others. This article highlights routines inherent to children’s
                    play, in their repeated, but always renovated interactions, appropriations and
                    transformations, proposed and experienced collectively and singularly, to
                    reflect on their implications for educational practices in the daily activity of
                    institutions, recognizing that the body, in relations of care in educational
                    institutions (whether for Early Childhood, or other Institutional Care) is
                    traditionally considered through perspectives and actions of professional
                    adults. We thus propose to construct “other pedagogies of bodies” that recognize
                    the corporal human totality, beginning with the education of babies, denying all
                    and any process of decorporalization that still marks cognitivist,
                    content-focused pedagogy, which promotes pedagogical concepts that conceive
                    children as bodyless minds.</p>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="es">
                <title>Resumen</title>
                <p>Las prácticas sociales de cuidado se han convertido en uno de los aspectos
                    explorados por los niños(as) en sus juegos, según se ha ido observando a lo
                    largo de nuestras trayectorias como investigadoras comprometidas con los nuevos
                    estudios sobre la infancia. A través de la etnografia, de un enfoque
                    interpretativo y entendiendo esta como una metodologia que plantea un camino
                    posible para lograr una “experiencia de proximidad” (Geertz, 1989) a los
                    niños(as) pequenos(as), nos encontramos ante la recurrencia de situaciones en
                    las que el cuerpo gana centralidad en estos juegos y que nos movilizan a
                    analizar las formas en que los niños experimentan rutinas de cuidar al otro(s) y
                    ser cuidado(s) por el(los) otro(s). En ese sentido, este artículo se propone
                    resaltar las rutinas inherentes al juego de los niños(as), en sus repetidas pero
                    siempre renovadas interacciones, apropiaciones y transformaciones propuestas y
                    experimentadas colectiva y singularmente, con miras a reflexionar sobre sus
                    implicaciones para las prácticas educativas en el cotidiano institucional,
                    teniendo en cuenta que el cuerpo, en las relaciones de cuidado en las
                    instituciones educativas (ya sea Educación Infantil o Acogimiento
                    Institucional), es tradicionalmente considerado desde las perspectivas y
                    acciones de los adultos/profesionales. De esta manera, se propone la
                    construcción de “otras pedagogias de los cuerpos”, que reconozcan la totalidad
                    humana corpórea desde la educación de los bebés, negando todo proceso de
                    incorporeidad que aún marca los currículos centrados en una pedagogía
                    cognitivista, orientada al contenido, promoviendo concepciones pedagógicas que
                    conciben a los niños(as) como mentes incorpóreas.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Corpo</kwd>
                <kwd>Cuidado</kwd>
                <kwd>Educação Infantil</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Body</kwd>
                <kwd>Care</kwd>
                <kwd>Early Childhood Education</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="fr">
                <title>Mots-clés:</title>
                <kwd>Cuerpo</kwd>
                <kwd>Cuidado</kwd>
                <kwd>Educación Infantil</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>As práticas sociais de cuidado têm-se constituído em um dos aspectos explorados pelas
                crianças em suas brincadeiras, de acordo com o que se observou ao longo das nossas
                    trajetórias<xref ref-type="fn" rid="fn1">1</xref> como pesquisadoras
                comprometidas com os novos Estudos da Infância. Via Etnografia<xref ref-type="fn"
                    rid="fn2">2</xref>, por meio de uma abordagem interpretativa e da compreensão
                desta como uma metodologia que enuncia um caminho possível para concretização de uma
                “experiência de proximidade” (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Geertz, 1989</xref>)
                às crianças pequenas, deparamo-nos com a recorrência de situações em que o corpo
                ganha centralidade nas brincadeiras e que nos mobilizam à análise dos modos como as
                crianças experienciam rotinas de cuidar do(s) outro(s) e de ser cuidado pelo(s)
                outro(s).</p>
            <p>Neste sentido, propõe-se, com este artigo, destacar rotinas inerentes às brincadeiras
                das crianças, em suas repetidas, mas sempre renovadas interações, apropriações e
                transformações propostas e experienciadas coletiva e singularmente, com vistas a
                refletir acerca de suas implicações para as práticas educativas em cotidianos
                institucionais, tendo em conta que o corpo, nas relações de cuidado em instituições
                educativas (seja de Educação Infantil, seja de Acolhimento Institucional<xref
                    ref-type="fn" rid="fn3">3</xref>), tradicionalmente, é considerado a partir de
                perspectivas dos adultos/profissionais e pouco dialogam com as perspectivas das
                crianças.</p>
            <p>Salienta-se a importância de uma aproximação à perspectiva das crianças, concebidas
                como sujeitos de direitos, não somente de provisão e de proteção, mas também de
                participação, porquanto, inseridos em uma realidade social que as influencia, mas
                também é influenciada por elas. Assim sendo, respaldamos nossas reflexões em
                abordagens dos novos Estudos da Infância, que compreendem as crianças — individual e
                coletivamente — como membros ativos da sociedade, e a infância como construção
                histórica, social e cultural.</p>
            <p>A partir desta filiação teórica aos novos Estudos da Infância, e alinhadas a autores
                como Lahire que nos projeta ao encontro de uma sociologia disposicionalista e
                contextualista (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Lahire, 2010</xref>), e dos estudos
                de <xref ref-type="bibr" rid="B15">Corsaro (2011)</xref> e de <xref ref-type="bibr"
                    rid="B20">Garnier (2021)</xref> colocamos em tela o conceito de socialização.
                    <xref ref-type="bibr" rid="B27">Le Breton (2012)</xref> oferece respaldo teórico
                para ancorar nossas reflexões acerca da Sociologia do Corpo, a qual traz luz para
                pensarmos os corpos-infância sujeitos da educação (<xref ref-type="bibr" rid="B3"
                    >Arroyo, 2017</xref>) e, por essa via, tecemos um <italic>corpus</italic>
                teórico que nos orientou a reconceitualizar o brincar como uma ação social pela qual
                as crianças produzem suas culturas e se autorregulam como grupo social (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B19">Ferreira, 2004a</xref>).</p>
            <p>Assim, decorre desse trilhar teórico-metodológico e das observações e registros
                tecidos a partir dos nossos encontros com as crianças nos contextos coletivos de
                educação e cuidados as reflexões trazidas para este texto que se apresenta
                estruturado em três seções, seguidas de pontuais considerações, levando em conta os
                limites de um artigo. Situamos, em uma breve introdução, nosso ponto de partida
                anunciando nossos lugares de pesquisadoras (nos contextos de Educação Infantil e de
                Acolhimento Institucional), assim como, posicionamos nossa escolha
                teórico-metodológica. Na sequência, reservamos espaço para tensionar o conceito de
                socialização e para tratar da (in)visibilidade do corpo nas ações de participação
                das crianças na vida social, entendendo esse “corpo como eixo da relação com o
                mundo” e, como tal, “lugar de contato privilegiado com o mundo” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B27">Le Breton, 2012, p. 7-10</xref>), mas que, entretanto,
                carece de melhor inserção nas novas abordagens sociológicas da infância, como
                alertam <xref ref-type="bibr" rid="B24">James, Prout e Jenks (1999)</xref> ao
                demarcarem a importância da corporificação no processo de participação das crianças
                da vida social.</p>
            <p>Na terceira seção, ao dar visibilidade a uma brincadeira de faz de conta produzida em
                torno de um personagem — o Tigrinho filhote — colocamos em discussão algumas faces
                do cuidar, exercido pelas/entre as crianças em suas ações de brincar de cuidar do
                outro e de ser cuidado pelo outro em uma perspectiva interacional. É aqui que
                tensionamos a máxima ainda tão presente no imaginário social: da criança como
                sujeito meramente receptor de cuidados e nunca como aquele que cuida ou ainda como
                aquele que cuida e é cuidado ao mesmo tempo. Concluímos esta produção com algumas
                considerações bastante provisórias, em que reafirmamos nossa atenção ao corpo nas
                práticas sociais de cuidados entre crianças pequenas e suas implicações no cotidiano
                da Educação Infantil e do Acolhimento Institucional.</p>
            <p><italic>A Socialização como expressão da (in)visibilidade do corpo nas ações de
                    participação das crianças na vida social: um corpo entre parênteses</italic></p>
            <p>A socialização, conceito caro aos novos Estudos da Infância, desde sempre se
                constituiu, de forma mais abrangente, em pedra angular da Sociologia. Entretanto,
                interessa-nos neste texto posicionar tal conceito a partir dos estudos de Durkheim
                (do final do século XIX), na intenção de evidenciar o quanto a concepção moderna de
                socialização, baseada na adaptação, interiorização ou incorporação, por parte das
                crianças, das regras, dos hábitos e dos valores do universo dos adultos, é
                compreendida como natural nos corpos das crianças (<xref ref-type="bibr" rid="B20"
                    >Garnier, 2021</xref>), corpos estes meramente assumidos em uma perspectiva
                biológica e, como tal, inscritos sob a dimensão da falta, da incompletude, cabendo,
                deste modo, um processo de socialização verticalizado do adulto para a criança.</p>
            <p>Assim, sob essa égide — no final do século XIX e início do século XX — a infância é
                tomada como geração na qual os adultos agem no sentido de realizar a transmissão
                cultural e, deste modo, a socialização torna-se objeto de estudo de Durkheim. Desde
                então, o conceito de socialização passa por diferentes versões e revisões que
                continuam a compreender as crianças como estando em vias de ser seres sociais plenos
                por obra da ação adulta. Nessas teorizações, no âmbito do discurso sociológico, as
                crianças, mais do que ignoradas, são marginalizadas e menorizadas, como alertou
                    <xref ref-type="bibr" rid="B34">Qvortrup (1995)</xref> e bem explicita <xref
                    ref-type="bibr" rid="B40">Sarmento (2008, p. 20)</xref> quando evidencia o
                conceito de socialização, não apenas como um “constructo interpretativo da condição
                social da infância”, mas sobretudo, “o próprio fator de sua ocultação”. Portanto,
                uma perspectiva que nega as características infantis, não reconhecendo a criança
                como cidadã ativa dotada de vontade e com capacidade de opinar sobre assuntos que
                lhe dizem respeito. Decorre desta análise, a imagem da criança como alguém “em vias
                de ser”, que não se constitui “como um objeto epistemologicamente válido, na medida
                em que são sempre a expressão de uma relação de transição, incompletude e
                dependência” (p. 20).</p>
            <p>Contemporaneamente, o discurso sociológico pôs-se a fazer uma revisão crítica do
                conceito de socialização, concebendo as crianças como atores nesse processo e não
                como destinatários passivos da socialização adulta, atentando ao fato das relações
                de classe, gênero, etnia associarem-se “à características interindividuais que
                tornam o processo de transmissão e recepção dos saberes, normas e valores sociais
                muito mais complexos do que aquilo que a concepção tradicional de socialização
                propõe” (<xref ref-type="bibr" rid="B40">Sarmento, 2008, p. 20</xref>). Portanto,
                uma revisão que recusa a ideia de socialização como processo universal de
                responsabilidade exclusiva dos adultos e à serviço da manutenção da reprodução
                social.</p>
            <p>Bastante crítico à Sociologia da Infância<xref ref-type="fn" rid="fn4">4</xref>,
                    <xref ref-type="bibr" rid="B28">Lee (2005)</xref> amplia essa discussão ao
                defender a posição de que não são apenas as crianças que se encontram em permanente
                processo de transformação, também os adultos assim se encontram. Na perspectiva
                desse autor, adultos e crianças são seres humanos (<italic>human beings</italic>)
                que se tornam incessantemente humanos (<italic>human becomings</italic>) e, sob essa
                ótica, questiona a lógica estandardizada do adulto como completo, pronto, ao mesmo
                tempo que não nega a ideia da criança como um ser em devir. Dito nas palavras de
                    <xref ref-type="bibr" rid="B20">Garnier (2021, p. 448</xref> – Grifo do
                original): “Lee defendeu uma ‘sociologia imatura’ que não considera a idade adulta
                como uma identidade definitiva e estável, mas como uma incompletude como a
                infância”, sendo que “o que está em jogo é como pensar as diferenças e equivalências
                entre crianças e adultos”.</p>
            <p>Isso nos é bastante importante, se considerarmos a crescente expansão do atendimento
                à primeira infância em instituições outras, além dos contextos familiares. Justo
                porque este processo desestabilizou a visão generalizada de que a socialização
                ocorria na família, conduzindo à problematização da concepção tradicional de
                socialização, apresentada acima.</p>
            <p>Assim, com <xref ref-type="bibr" rid="B19">Ferreira (2004a)</xref>, compreendemos o
                fato de as crianças, nas instituições de Educação Infantil ou de Acolhimento
                Institucional, procurarem dotar de sentido para si, e na esfera da dimensão
                coletiva, processos referenciados ao mundo adulto e à ordem institucional definida
                pela professora/educadora, apropriando-se interpretativa, seletiva e criativamente,
                pela participação ativa em redes de sociabilidade intra e inter-geracionais, e vindo
                a construir, simetricamente, um lugar comum voltado aos interesses infantis, onde
                (re)produzem o seu próprio mundo social. Cada vez mais complexos, os processos de
                socialização ocorrem “em registros múltiplos e não, necessariamente, convergentes,
                protagonizados pelas próprias crianças quando procuram gerir a heterogeneidade de
                seus ofícios, papéis, identidades e posições sociais” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B18">Ferreira, 2004b, p. 16</xref>).</p>
            <p>Desse modo, na pequena infância, muitas crianças começaram a ser “confrontadas com
                diversos valores e perspectivas opostos, complementares e divergentes veiculados
                pelos pais, pela escola, meios de comunicação social, pela sociedade de consumo e
                seus pares” (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Prout, 2004, p. 16</xref>), ocasionando
                menos poder por parte dos adultos em controlar e orientar tais fatores, em nome do
                bemestar infantil. Temos, assim, conforme esse autor, uma “dupla socialização” em
                meio da qual as crianças, de modo ativo, individual ou coletivamente, procuram dar
                sentido ao mundo que habitam.</p>
            <p>No final da década de 1990, Corsaro interroga<xref ref-type="fn" rid="fn5">5</xref> a
                teoria da socialização, a mais relevante teoria sociológica sobre a infância, e
                advoga a tese de autoria de Qvortrup, da infância como categoria estrutural da
                sociedade. <xref ref-type="bibr" rid="B15">Corsaro (2011, p. 31)</xref> centra
                crítica nas concepções de socialização sustentadas na visão funcionalista de
                cultura, em razão da maior parte dos trabalhos tradicionais acerca da cultura de
                pares compreenderem tais culturas como valores e normas partilhados e
                internalizados, os quais orientam o comportamento, além de assumirem uma “doutrina
                individualista que considera o desenvolvimento social infantil unicamente como a
                internalização isolada dos conhecimentos e habilidades de adultos pela criança”.</p>
            <p>No entendimento desse autor, tal visão impossibilitava a compreensão da socialização
                na perspectiva da apropriação, reinvenção e reprodução, reconhecendo nela a
                importância da atividade conjunta, em que as crianças negociam, compartilham e criam
                cultura entre pares e com adultos.</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B15">Corsaro (2011)</xref> direciona o foco para o lugar e
                a participação das crianças na produção e reprodução cultural, ao invés de na
                internalização privada de habilidades e conhecimentos adultos pelas crianças, que
                selecionam ou se apropriam de informações do mundo adulto, criando e participando de
                suas próprias e exclusivas culturas de pares. Tal perspectiva é denominada pelo
                autor como “reprodução interpretativa”.</p>
            <p>O termo “reprodução” parte da “ideia de que as crianças não se limitam a internalizar
                a sociedade e a cultura, mas contribuem ativamente para a produção e mudança
                culturais”, sugerindo também que “as crianças estão, por sua própria participação na
                sociedade, restritas pela estrutura social existente e pela reprodução social”.
                Logo, a criança e sua infância seriam afetadas pelas sociedades e culturas que a
                integram, as quais “foram, por sua vez, moldadas e afetadas por processos de
                mudanças históricas” (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Corsaro, 2011, p. 31</xref>).
                O termo “interpretativa”, por sua vez, “[...] captura os aspectos inovadores da
                participação das crianças na sociedade, indicando o fato de que as crianças criam e
                participam de suas culturas de pares singulares por meio da apropriação de
                informações do mundo adulto” (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Corsaro, 2009, p.
                    31</xref>).</p>
            <p>A participação das crianças nas rotinas culturais assume um lugar central nessa
                abordagem, visto que a análise recai sobre as rotinas e, não, sobre os indivíduos,
                levando em conta que, pela via da produção e participação coletiva nas rotinas, as
                crianças se afiliam às culturas de pares, tanto quanto, ao mundo adulto onde estão
                inseridas.</p>
            <p>A reentrada do privado e do subjetivo no âmbito do social, conforme ressalta <xref
                    ref-type="bibr" rid="B40">Sarmento (2008)</xref>, traz implicações para a
                redefinição da relevância analítica da Sociologia da Infância. Nessa direção, o
                autor destaca a sensibilidade dos estudos sociológicos de Lahire acerca da
                apropriação do indivíduo social pela Sociologia, justo por compreender esse
                indivíduo como uma construção singular do social, que atravessa diferentes contextos
                de socialização, incorporando diferentes formas de agir<xref ref-type="fn" rid="fn6"
                    >6</xref>.</p>
            <p>Nas palavras de <xref ref-type="bibr" rid="B25">Lahire (2002, p. 31)</xref>:</p>
            <disp-quote>
                <p>Esses grupos, que são os quadros sociais de nossa memória, são, pois,
                    heterogêneos, e os indivíduos que os atravessam durante um mesmo período de
                    tempo ou em momentos diferentes de sua vida são, portanto, o produto sempre
                    variegado dessa heterogeneidade dos pontos de vista, das memórias e dos tipos de
                    experiência. O que vivemos com nossos pais, na escola, no colégio, com os
                    amigos, com colegas de trabalho, com membros da mesma associação política,
                    religiosa ou cultural, não é necessariamente cumulável e sintetizável de maneira
                    simples... Sem ser preciso postular uma lógica de descontinuidade absoluta ao
                    pressupor que esses conceitos são radicalmente diferentes entre si, e que os
                    atores saltam a cada instante de uma interação à outra, de um domínio de
                    existência a outro, sem nenhum sentimento de continuidade, pode-se pensar e
                    constatar empiricamente – que todas essas experiências não são sistematicamente
                    coerentes, homogêneas nem totalmente compatíveis e que, no entanto, nós somos
                    seus portadores.</p>
            </disp-quote>
            <p>Ao apresentarmos essas concepções conflitantes de socialização (de Durkheim e
                Corsaro), fizemos intencionadas a dizer o quanto ambas as concepções ainda são
                objeto de disputa entre diferentes visões de criança e de infância que embasam as
                práticas pedagógicas e socioeducativas nos contextos de Educação Infantil e de
                Acolhimento Institucional. São concepções teóricas inscritas em tempos e espaços
                diferentes, mas ainda assim, muito presentes na atualidade, e que impactam
                diretamente o processo de (des)corporalização das crianças nesses contextos
                educativos. Vale lembrar aqui, que é Durkheim que toma o corpo como lugar de
                individualização e, por consequência, da separação e de rompimento, da diferenciação
                individual e, como tal, de exclusão. Assim, cabe aos estudos contemporâneos tornar o
                corpo lugar de inclusão, de conector que o une aos outros; outros esses que
                “contribuem para modular os contornos de seu universo e dar ao corpo o relevo social
                que necessita, oferecem a possibilidade de construir-se inteiramente como ator do
                grupo de pertencimento” (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Le Breton, 2012, p.
                    9</xref>).</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B3">Arroyo (2017)</xref><xref ref-type="fn" rid="fn7"
                    >7</xref> é outro autor que contribui com esta discussão ao problematizar o
                processo de “descorporalização “ escolar sob a luz do empreendimento das didáticas
                de ensino, justo por tais didáticas (conforme sua defesa) aspirarem silenciar as
                vozes dos alunos, mas que, no entanto, esbarram na impossibilidade de silenciar as
                linguagens de corpos desses sujeitos. Isso porque, segue afirmando, o corpo é fonte
                de informação, de sensações. O corpo é “caixa de ressonância de afetos, prazeres e
                dores, de desejos e repulsas”. Corpo é lugar onde se processam as aprendizagens, as
                emoções, a memória. Aparece em múltiplas faces e revela o quanto esses sujeitos
                (crianças, jovens ou adultos) são capazes de fazer e dizer pelo/com o corpo.</p>
            <p>O corpo, diz <xref ref-type="bibr" rid="B27">Le Breton (2012, p. 8)</xref> “produz
                sentidos continuamente e assim insere o homem de forma ativa, no interior de dado
                espaço social e cultural”. Sob essa ótica, o corpo se constitui</p>
            <disp-quote>
                <p>[...] vetor semântico pelo qual a evidência da relação com o mundo é construída:
                    atividades perceptivas, mas também expressão de sentimentos, cerimoniais dos
                    ritos de interação, conjunto de gestos e mímicas, produção da aparência, jogos
                    sutis da sedução, técnicas do corpo, exercícios físicos, relação com a dor, com
                    o sofrimento, etc (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Le Breton, 2012, p.
                    7</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>A partir do referido autor, e com o olhar direcionado às crianças, entendemos o corpo
                como um lugar de contato privilegiado dessas crianças com o mundo. O corpo como
                aquele que as permite se inscreverem por distintas dimensões “na teia de
                significações que cerca e estrutura seu grupo de pertencimento” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B27">Le Breton, 2012, p. 8</xref>), desenhando-se, deste
                modo, o estilo de sua relação com o mundo, o seu processo de socialização pela
                experiência corporal.</p>
            <p>No entanto, alertam <xref ref-type="bibr" rid="B24">James, Prout e Jenks
                    (1999)</xref>, há que se atentar para a imprecisão do <italic>status</italic> do
                corpo em trabalhos inseridos nas novas abordagens sociológicas da infância,
                destacando simultaneamente a importância da corporificação no processo de
                participação das crianças da vida social. Eles defendem que, em muitos estudos
                amparados nessas abordagens mais contemporâneas, a análise transita entre a exclusão
                ou suspensão do corpo, convergindo o discurso somente para a infância, ou, por outro
                lado, o corpo aparece meramente como fenômeno empírico, em especial, nas pesquisas
                etnográficas centradas no ponto de vista das próprias crianças para compreender a
                experiência da infância.</p>
            <p>Tal imprecisão dos estudos em torno dos corpos infantis acaba por “não perceber a
                importância da corporificação nos processos por meio dos quais as crianças
                participam da vida social” (<xref ref-type="bibr" rid="B24">James; Prout; Jenks,
                    1999, p. 209</xref>), mesmo quando posicionam a defesa na relevância da agência
                das crianças, concebendo-as como agentes ativos na vida social. Esses autores tecem
                tais considerações demarcando os riscos inerentes à perspectiva do construcionismo
                social no que tange os estudos do corpo, ressaltando “[...] que ação social é
                (falando em geral) ação corporificada, efetuada não só por textos mas por pessoas
                reais, vivas e corpóreas” (<xref ref-type="bibr" rid="B24">James; Prout; Jenks,
                    1999, p. 208</xref>).</p>
            <p>Consonante com esse ponto de vista, Sarmento salienta, em entrevista concedida à
                    <xref ref-type="bibr" rid="B35">Richter, Bassani e Vaz (2015)</xref>, as
                contribuições de sociólogos da infância para a constituição da infância como objeto
                sociológico ao assinalar a sua construção histórica e resgatá-la de perspectivas
                biologistas e psicologizantes. Todavia, também alerta para o risco de a Sociologia
                da Infância “ter caído, em alguns momentos, no extremo contrário, que consiste em
                ignorar que a criança também é corpo, também é natureza – natureza culturalmente
                construída, mas também natureza” (p. 15).</p>
            <p>Nesse sentido, é Sarmento que aponta a necessidade de dar atenção ao que Prout e
                outros sociólogos da infância sublinham a esse respeito, quando afirmam que “[...] é
                impossível pensar a infância a partir de um pensamento dicotômico, por exemplo,
                corpo (ou genética) <italic>versus</italic> cultura, biologia
                    <italic>versus</italic> sociedade”, sendo improvável “estabelecer uma relação a
                partir de dicotomias de pares opostos. É fundamental compreender a criança como
                corpo e cultura, sendo que há aqui uma dialética, que em cada momento é
                historicamente construída” (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Richter; Bassani; Vaz,
                    2015, p. 15-16</xref>).</p>
            <p>Tal compreensão, de acordo com Sarmento, aproxima-nos do quadro mais amplo dos
                Estudos da Infância, cuja perspectiva é o estudo da criança numa abordagem
                interdisciplinar. Explica esse autor, ao ser entrevistado, que cabe projetar ou
                resgatar as concepções de desenvolvimento infantil em uma perspectiva cruzada com
                aspectos históricos e culturais. Desse modo, o que hoje se propõe no campo
                investigativo é o diálogo interdisciplinar entre diferentes áreas do conhecimento,
                de modo a superar essa visão dicotômica entre natureza e cultura, a qual coloca a
                criança entre isto ou aquilo (em alusão ao poema de Cecilia <xref ref-type="bibr"
                    rid="B30">Meireles [1977]</xref>).</p>
            <p>Esses estudos interdisciplinares, expressos por Sarmento na entrevista, quando
                situados no âmbito da escola e das aprendizagens, perspectivariam a transformação do
                corpo aprendiz, confinado em uma dimensão institucional, em um “corpo aprendente, o
                corpo que se assume como um interveniente ativo na apreensão do sentido do mundo e,
                portanto, capaz de, pelo movimento, pela linguagem – principalmente a metalinguagem
                corporal –, construir conhecimento” (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Richter;
                    Bassani; Vaz, 2015, p. 19</xref>). Isso implica colocar entre parênteses a
                tendência prescritiva e assumir a necessidade de uma compreensão mais alargada
                acerca do movimento das crianças, desde os bebês, concebendo os corpos infantis como
                construídos, mas, igualmente, como corpos constituidores de novas relações
                sociais.</p>
            <p>Ainda sob a ótica posicionada por Sarmento, esse corpo infantil brincante, por vezes,
                é tecido na relação com as tecnologias visuais, como a televisão, os celulares, os
                    <italic>tablets,</italic> entre outros equipamentos com os quais as crianças
                estão em contato cada vez mais precocemente, e que acabam por produzir um corpo
                confinado, restrito. Mas, do mesmo modo, um corpo que se manifesta como uma
                linguagem. Isto é, “um corpo falante e, nesse sentido, um corpo que passa a
                resgatar, pela sua linguagem, algumas formas de dominação que o tentam conformar num
                corpo apagado, um corpo calado, um corpo silenciado” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B35">Richter; Bassani; Vaz, 2015, p. 19</xref>).</p>
            <p>Ao dirigirmos o olhar para a produção acadêmica nacional no campo da educação e na
                constituição da área da Educação Infantil, o corpo ganha centralidade em um número
                reduzido de trabalhos, fenômeno analisado por <xref ref-type="bibr" rid="B10"
                    >Buss-Simão (2021)</xref>, quando afirma a ausência do corpo não apenas na
                produção acadêmica sobre esta etapa educativa, mas também na teoria social. Uma
                ausência que, conforme a autora, é histórica justo “pelo fato de que esse campo
                pretendia se dedicar somente às questões sociais e, com isso, recusou tudo aquilo
                que teria também uma relação com a dimensão biológica” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B10">Buss-Simão, 2021, p. 1.544</xref>).</p>
            <p>Ainda na análise da autora, estudos mais recentes têm se encarregado de mostrar que o
                corpo se constitui em uma questão social (e, como tal, educacional também), o que
                provocou a sociologia a se interessar pela temática e recuperar as lacunas deixadas
                nos/pelos estudos sociais. Isso posto, aceitar que a corporalidade faz parte da vida
                humana não significa ignorar o efeito da cultura e da história, já que o corpo é ao
                mesmo tempo natural e cultural (Buss-Simao, 2021), cabendo ao movimento feminista o
                protagonismo quanto à mobilização social e política para trazer o corpo para o
                debate, sobretudo, acadêmico.</p>
            <p>É importante estabelecer que, resgatado de sua concepção biologizante, compreendemos
                o corpo na interconexão natureza e cultura e, por isso mesmo, tão “central para uma
                compreensão da indissociabilidade do cuidar e educar na educação infantil”, sendo um
                delineador daquilo que é específico da docência nesta etapa educativa. Sob essa
                ótica, o corpo, “por ser ao mesmo tempo natural e social, carrega as marcas de
                nossos pertencimentos sociais, de gênero, etnia-raça, classe e geração” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B10">Buss-Simão, 2021, p. 1.545</xref>).</p>
            <p>Nas palavras da autora:</p>
            <disp-quote>
                <p>É importante compreender que essas dualidades e reducionismos trouxeram e, ainda
                    trazem, limitações no âmbito das intervenções sociais, em especial, para a
                    educação, pois desconsideram a complexidade presente no real ao não levarem em
                    conta que o corpo se constitui na interconexão entre natureza e cultura, a
                    partir de elementos dessas duas <italic>heranças.</italic> Os efeitos desse modo
                    dicotômico de compreender o corpo têm repercussões até hoje, também, para a
                    docência na educação infantil. Por exemplo, é com base numa concepção de corpo
                    como <italic>herança</italic> da natureza e biológica, que nesta primeira etapa
                    da educação básica, as atividades ligadas ao corpo, à higiene, alimentação, sono
                    das crianças são menos valorizadas, ou até depreciadas, pois envolvem tarefas
                    tais como alimentar, dar banho, trocar fraldas, (essa depreciação social das
                    relações em torno dessas tarefas está também ligada ao trato com o limpar e com
                    a produção de fluídos corporais) manter contatos corporais constantes com as
                    crianças e estabelecer formas de comunicação cuja predominância reside em
                    manifestações emocionais-corporais. Essas ações, parte integrante da
                    especificidade da docência, eram - e ainda são em alguns contextos -
                    desvalorizadas e diferenciadas das atividades tidas como ‘pedagógicas’ (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B10">Buss-Simão, 2021, p. 1.547-1.548 – Grifos do
                        original</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>Nesse sentido, as pesquisas de <xref ref-type="bibr" rid="B16">Coutinho
                (2002)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B43">Tristão (2004)</xref> e <xref
                    ref-type="bibr" rid="B17">Duarte (2011)</xref> revelam os modos como a docência,
                especialmente com bebês, é contornada pela dimensão corporal “em sua interface
                biológica e cultural e, de certo modo, contribuem e dão visibilidade a uma superação
                aos modos dicotômicos de compreender o corpo e sua centralidade ao delinear as
                especificidades da docência na educação infantil” (<xref ref-type="bibr" rid="B10"
                    >Buss-Simão, 2021, p. 1.549</xref>).</p>
            <p>Anunciados os pressupostos teórico-metodológico-epistemológico que amparam este
                artigo, a seguir enfatizaremos os aspectos analisados no encontro cotidiano com as
                crianças, ora a partir da Etnografia que guiou alguns dos nossos estudos, noutras,
                apropriando-se de importantes indicativos desta que tem sido tomada não apenas como
                uma perspectiva metodológica, mas igualmente, como epistemologia, justo por
                contribuir para o repensar do modo ocidental de produção científica a partir da
                modernidade, trazendo para as análises os contextos, as perspectivas, as culturas em
                que as crianças estão inseridas, em alinhamento com as potentes discussões e
                reflexões tecidas no âmbito do Grupo de Pesquisa Etnografia e Infância
                (GEPEI-UFSC).</p>
            <p>Concentrando em uma abordagem interpretativa, ao nos aproximarmos dos cotidianos
                educativos, amparadas por esta perspectiva metodológica e epistêmica, nos esforçamos
                para não perder a riqueza multifacetada das experiências — relações, práticas
                sociais, repertórios/conteúdos culturais e interpretações — das crianças, seja na
                instituição de Educação Infantil, seja no Acolhimento Institucional.</p>
            <p><italic>Brincar de cuidar do(s) outro(s) e de ser cuidado pelo(s) outro(s): lógicas
                    sociais e culturais imbricadas na corporeidade infantil</italic></p>
            <p>Chegando a este ponto do texto, reafirmamos nosso compromisso de manter o diálogo a
                partir de experiências vividas com crianças em contextos coletivos de Educação
                Infantil e de Acolhimento Institucional, na tentativa de fazer emergir pistas que
                contribuam para continuarmos pensando em uma educação da/e com a pequena infância
                que questione as noções ocidentais de corpo, avançando em direção a outras
                concepções de corporeidade humana, na relação com a natureza e, com isso, dando
                vazão para outras compreensões acerca do cuidado humano.</p>
            <p>Portanto, o exercício de escrita a que nos propusemos comporta reflexões de uma
                situação observada no cotidiano da Educação Infantil, a qual traz elementos para
                pensarmos nas muitas faces do cuidar que se fizeram presentes nas experiências de
                crianças com quem realizamos nossos estudos, experiências cujas ações envolviam
                cuidar do(s) outro(s) e ser cuidado pelo(s) outro(s)<xref ref-type="fn" rid="fn8"
                    >8</xref>.</p>
            <p>Presenciada no decorrer de uma de nossas pesquisas<xref ref-type="fn" rid="fn9"
                    >9</xref>, realizada no contexto de uma instituição de Educação Infantil
                    pública<xref ref-type="fn" rid="fn10">10</xref>, a brincadeira de Tigrinho era
                parte significativa dos repertórios de algumas crianças do grupo. As interações,
                envolvendo esse personagem, ocorriam constantemente, revelando a introdução de
                inovações e complexificações que expunham a autoria das crianças. A repetição das
                interações, contudo, fornecia a base para um envolvimento mútuo relativamente ao
                tema, aos participantes, regras e sequências de ação, colaborando para facilitar a
                constituição de um repertório similar de brincadeiras, desenvolvido conjuntamente
                pelas crianças (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Ferreira, 2004b</xref>).</p>
            <p>A brincadeira iniciava-se, geralmente, a partir do momento em que Gabi, um dos
                meninos do grupo, incorporava o animal por meio de sons e movimentos que expressavam
                a sua condição de filhote. Gabi, começara a frequentar a instituição quando tinha
                aproximadamente 1 ano e 6 meses e estava entre as crianças que possuíam as maiores
                idades. No âmbito socioeconômico, sua família ocupava uma das posições mais
                favorecidas e, em casa, costumava assistir desenhos animados em canais da TV por
                assinatura, além de brincar com brinquedos variados e jogos eletrônicos.</p>
            <p>Na instituição de Educação Infantil, Gabi relacionava-se com diversos meninos e
                meninas do grupo, interagindo com todos de modo expressivo e hábil. Sua participação
                nas diversas brincadeiras era constante e a posição social que ali ocupava
                contribuía significativamente para a definição de enredos e papéis a serem
                assumidos, além de representar personagens centrais e ter grande influência no seu
                desenrolar. As brincadeiras, das quais participava regularmente, exploravam aspectos
                do contexto familiar/doméstico, e, nestas, ele assumia frequentemente o papel de
                filhote (Tigrinho ou Pikachu) ou de filho.</p>
            <p>Ao assumir o papel de Tigrinho, solicitava e recebia auxílio para se deslocar, subir,
                descer, comer, entre outras ações e era protegido contra diferentes tipos de
                ameaças, tornando-se foco de manifestações de afeto, por meio de afagos e ofertas de
                colo por parte de outras crianças. No centro da brincadeira estava a relação do
                Tigrinho com sua mãe, representada por uma das meninas do grupo, e em torno
                dela/dele, a depender das especificidades de cada brincadeira, gravitavam outras
                personagens que também protegiam, cuidavam e procuravam decifrar os sons, movimentos
                e choros do filhote, que expressavam desconfortos ou desejos diversos. Os meninos
                observavam o Tigrinho atentamente, mas eram geralmente as meninas que faziam
                perguntas a ele, com o intuito de descobrir o que estava acontecendo.</p>
            <p>Acompanhemos uma situação em que algumas crianças do grupo, ao brincar de Tigrinho,
                exploram e experienciam formas de se relacionar, cuidar do outro e ser cuidado.</p>
            <disp-quote>
                <p>Gabi, Dudu e Pedro vão para o canto delimitado por prateleiras e depois para o
                    tapete, próximo ao espelho. Logo, Chico se junta a eles.</p>
                <p>Gabi, Chico, Dudu e Pedro saem do tapete e vão para o espaço atrás de uma
                    estrutura com formato de castelo.</p>
                <p>Gabi (para o grupo): — <italic>Vamos brincar de Tigrinho?</italic></p>
                <p>Gabi imediatamente começa a andar sobre quatro pés, movimentando-se como um
                    felino.</p>
                <p>Gabi (para Chico): — <italic>Se tu dá esse brinquedo para ele (Tigrinho) tu é
                        amigo.</italic></p>
                <p>Chico entrega ao Gabi o objeto que tem nas mãos (não é possível identificar o que
                    é).</p>
                <p>Gabi (para o grupo): <italic>— O Tigrinho é filhote.</italic></p>
                <p>Gabi escolhe objetos na prateleira ao lado do castelo, pega uma garrafinha (com a
                    qual as meninas geralmente alimentam as bonecas) e um pano, que estende no
                    chão.</p>
                <p>Gabi (para o grupo): <italic>— Vocês não podem deixar ele (Tigrinho)
                        sair.</italic></p>
                <p>Gabi sai do espaço do castelo e vai até Mari, do outro lado da sala, caminhando
                    sobre quatro pés.</p>
                <p>Gabi roça a cabeça nos braços das meninas. Mari e outras meninas fazem afagos na
                    cabeça de Gabi.</p>
                <p>Gabi volta para a parte traseira do castelo, onde estendeu o pano no chão.</p>
                <p>Chico: <italic>— Eu sou teu dono Tigrinho, eu sou um vampiro.</italic></p>
                <p>Gabi (para o grupo): <italic>— Quem bagunçar a cama vai ser
                    arranhado.</italic></p>
                <p>As professoras servem o lanche na sala.</p>
                <p>Após o lanche, Chico retorna ao espaço do castelo e coloca o pano e a mamadeira
                    do <italic>Tigrinho</italic> dentro de um balde.</p>
                <p>Gabi desloca-se sobre quatro pés pela sala.</p>
                <p>Gabi enrola-se nas pernas de Mari e Giovana e retorna ao espaço do castelo.</p>
                <p>Logo depois, Ana Júlia e Mari vêm até o castelo, em busca do
                        <italic>Tigrinho.</italic></p>
                <p>Gabi está deitado no chão.</p>
                <p>Mari faz de conta que está chorando</p>
                <p>Mari (para o grupo): — <italic>O Tigrinho morreu.</italic></p>
                <p>Alguém diz que estão atirando no <italic>Tigrinho.</italic></p>
                <p>Todos seguram a estrutura do castelo, tentando proteger o filhote.</p>
                <p>Algum tempo após o término da brincadeira, pergunto para o Gabi: — <italic>O que
                        aconteceu com o Tigrinho?</italic></p>
                <p>E o Gabi responde: <italic>- Homens de rua, e até bichos de rua, atacaram o
                        Tigrinho.</italic></p>
            </disp-quote>
            <p>Vale registrar que, por detrás da estrutura do castelo, os meninos encontravam um
                espaço só para eles, mostrando-nos a sua preferência por áreas isoladas, “mais
                escondidas”, remotas, para estabelecer trocas relacionais (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B2">Agostinho, 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Vecchi,
                    2013</xref>). As ações de atenção, cuidado e proteção do Tigrinho eram expressas
                em gestos, falas, sons, movimentos, olhares, além de lançarem mão de alguns suportes
                materiais, como o pano e a mamadeira.</p>
            <p>Compreendemos que, em suas repetidas mas sempre renovadas ações, essas crianças, ao
                brincarem de Tigrinho, evidenciam a centralidade do corpo no brincar, realizando
                apropriações e transformações culturais propostas e experienciadas coletiva e
                singularmente em torno do cuidar do outro e ser cuidado pelo outro, um processo que
                podemos refletir a partir das contribuições de <xref ref-type="bibr" rid="B25"
                    >Lahire (2002)</xref>:</p>
            <disp-quote>
                <p>A cultura não é “transvazada”, mas apropriada e transformada [...]. Quem
                    incorpora disposições sociais, hábitos, maneiras de ver, de sentir, de agir,
                    apropria-se dos gestos, dos raciocínios práticos ou teóricos, das maneiras de
                    dizer ou de sentir, etc., em função do que já é, isto é, em função de seu
                    estoque de hábitos incorporados durante suas experiências sociais anteriores
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Lahire, 2002, p. 175 – Grifo do
                        original</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>Tais situações permitem entrever as crianças em uma dimensão cultural, portanto,
                social e política, que provocam rachaduras na imagem convencionalmente construída
                sobre elas e suas experiências. Como bem salienta <xref ref-type="bibr" rid="B36"
                    >Rinaldi (2013, p. 125)</xref>, “é a imagem de criança que, a partir de seu
                nascimento, sente-se parte do mundo e está tão determinada a experienciá-lo que
                desenvolve um sistema de habilidades complexos, aprende estratégias e maneiras de
                organizar suas relações”.</p>
            <p>A organização desta instituição pesquisada, embora considerada nas proposições
                planejadas pelas professoras, não impedia que crianças e profissionais vivessem
                temporalidades mais alargadas. Lá encontramos uma composição espaço-temporal em que
                eram consideradas “tanto as atividades repetitivas, rotineiras, triviais, como
                também [...] o lócus onde há a possibilidade de encontrar o inesperado, onde há
                margem para a inovação, onde se pode alcançar o extraordinário do ordinário”, como
                afirma <xref ref-type="bibr" rid="B4">Barbosa (2000, p. 43)</xref>. Nesse sentido,
                assim como <xref ref-type="bibr" rid="B18">Ferreira (2004b)</xref>, percebemos que o
                brincar, no contexto investigado, era uma parcela central das ações comuns que as
                crianças desenvolviam.</p>
            <p>Brincar, nessa perspectiva, é um dos meios de realizar e agir no mundo, não apenas
                para se preparar para ele, mas usando-o como recurso comunicativo, com o objetivo de
                participar da vida cotidiana pelas versões da realidade que são feitas na interação
                social, dando significado às ações. Então, brincar é parte integrante da vida social
                e é um processo interpretativo com uma textura complexa, onde fazer realidade requer
                negociações do significado, conduzidas pelo corpo e pela linguagem (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B19">Ferreira, 2004a</xref>).</p>
            <p>Defende <xref ref-type="bibr" rid="B19">Ferreira (2004a)</xref> que a valorização do
                brincar articula-se à necessidade de compreender as ligações do brincar de
                faz-de-conta com as relações sociais que prendem as crianças à vida real e também
                com os usos sociais que elas fazem do brincar no brincar:</p>
            <disp-quote>
                <p>Reivindica-se o brincar como uma parcela central das ações comuns que as crianças
                    desenvolvem, sobretudo para se perceber como é que com “isso” elas constroem a
                    sua cultura e se auto-regulam (sic) como grupo social. Ou seja, como é que ao
                    desenvolverem acções comuns, as crianças estão envolvidas e a participar como
                    membros de um grupo e implicadas em processos de aprendizagem social e cultural
                    pelos quais a sua cultura se realiza. (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Ferreira,
                        2004a, p. 85 – Grifo do original</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>Tanto na Educação Infantil quanto no contexto do Acolhimento Institucional, as
                práticas sociais — entre elas, as de cuidado — assumem contornos diversos, em função
                de condições estruturais relacionadas aos fatores como classe, gênero, etnia e
                cultura, e o cruzamento dos indícios das trajetórias de algumas crianças do grupo,
                em seus contextos familiares e em suas brincadeiras, mostram que eram portadoras de
                práticas sociais de educação e cuidado derivadas de uma socialização produzida em
                ambientes diversos e desiguais, caracterizada por relações heterogêneas e até mesmo
                contraditórias (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Lahire, 2002</xref>). Além disso,
                sobressaiu-se o fato de as crianças, nas brincadeiras (e em outras situações) em
                ambas as instituições, mostrarem-se muito ativas, protagonizando a construção social
                de suas singularidades, a partir das relações estabelecidas no grupo de pares, de
                modo frequente e durável, encontrando, desse modo, como salienta <xref
                    ref-type="bibr" rid="B42">Setton (2004, p. 321)</xref>, “[...] sua própria
                modalidade de comportamento em função da configuração na qual se vê inserido”.</p>
            <p>A abrangência e significância das práticas e relações associadas ao cuidar nos
                contextos de vida de crianças e adultos provavelmente explicam a enorme mobilização
                e atração que estas lhes causam. As crianças, de modo geral, são elas próprias,
                desde bebês, objeto de cuidados; observam outras crianças serem cuidadas por adultos
                e, por vezes, participam de brincadeiras com crianças maiores nas quais essas
                práticas estão presentes. Além do mais, na tradição oral, na literatura e,
                contemporaneamente, nas produções midiáticas, não só crianças, mas filhotes de
                animais e seres diversos exibem características humanas e recebem atenção e cuidados
                nos moldes daqueles destinados a bebês humanos (<xref ref-type="bibr" rid="B39"
                    >Salgado, 2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B32">Pereira, 1997</xref>).
                Brinquedos e objetos diversos também provocam as crianças a imitar as ações
                cotidianas dos adultos, entre as quais estão as práticas de cuidado (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B9">Brougère, 1995</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B7"
                    >2002</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B8">2004</xref>).</p>
            <p>Brincar de cuidar do(s) outro(s) possibilitava experienciar agir no lugar daqueles
                que os cuidavam, tomar decisões e ter acesso aos espaços e materiais diversos. Além
                disso, ser cuidado pelo(s) outro(s), que, no âmbito da brincadeira, eram outras
                crianças, permitia reviver essa experiência de algum modo, mas também explorá-la com
                seus pares de outros modos, subordinando-se, mas também se insubordinando.</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B12">Campos (1994)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B38"
                    >Rosemberg (1994)</xref>, Cerisara (1999), entre outras autoras, consideram o
                cuidado como prática cultural, um cuidado humano que se efetiva sempre na direção de
                um outro. Porém, identificamos nos estudos realizados — tanto no campo da Educação
                Infantil como do Acolhimento Institucional — que temos um acúmulo de conhecimentos
                acerca do cuidado por uma via de prescrição dos adultos para assegurar os direitos
                das crianças. Um cuidado que se manifesta por um processo de controle sobre as
                dinâmicas que regulam os corpos das crianças. Felizmente, a aproximação às crianças
                também possibilitou identificar, em ambos os contextos educativos, outros contornos
                de cuidados manifestados entre as próprias crianças, que aparece por uma disposição
                de carinho, de atenção ao outro, por um componente emocional.</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B23">Guimarães (2010, p. 45)</xref>, ao tratar da
                etimologia do cuidado, nos diz da ideia de cuidar como “uma expansão de sentido
                [...] de agitar pensamentos, cogitar, pensar naquilo que se cuida, estar atento ao
                objeto do que se cuida; também, no sentido de desvelo, solicitude ou esmero
                (diferente de pensar ou cogitar como pesar, avaliar ou examinar)”. Assim, vê-se que
                o cuidado não envolve somente uma habilidade técnica que prescreve uma ação de
                atenção ao outro, no sentido do cuidado institucional, mas aparece como uma
                atividade relacional em uma disposição afetiva. Um cuidado que emergiu, no caso das
                nossas pesquisas, da potência dos encontros entre as crianças, onde o cuidar, o
                acalentar se faziam presentes como gestos de cuidado. A forma como as crianças se
                colocavam umas com as outras nas relações, apontavam para o ato de cuidar como
                práticas sociais próprias dos modos de ser da criança.</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B1">Agostinho (2010)</xref>, ao falar acerca dos afetos
                entre as crianças, utiliza o conceito cunhado por <xref ref-type="bibr" rid="B22"
                    >Gil (1997)</xref> de “anestesia afetiva”, como um anestesiamento progressivo
                que incide nas relações humanas de amor, amizade, camaradagem, companheirismo, o que
                nos serve para afirmar que nas crianças encontramos as maiores manifestações de
                afetos, de cuidados, de anestesiamento afetivo. Sendo assim, pelas brincadeiras
                observadas nos cotidianos da Educação Infantil e do Acolhimento Institucional, vimos
                que a criança ao se expressar pelo campo de sensibilidades reconhecia a presença do
                outro a quem dirigia a ação do cuidado e revelava que a base do cuidado está na
                compreensão de como ajudar o outro a desenvolver-se como ser humano (<italic>human
                    being</italic>) e a reconhecer-se na sua singularidade. Mostravam também, que
                nas instituições educativas há espaço para a atenção individualizada, cuidado e
                ternura; que há espaço para as formas de cuidado gestadas pelas crianças e entre
                elas. Um cuidado que se (inter)põe por gesto, toque, troca de olhares, acalento,
                sensibilidades e marca o cuidado humano como prática cultural (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B29">Maranhão, 2000</xref>).</p>
            <p>Assim, pelas brincadeiras, as crianças assumiam posições e exploravam elementos
                relativos a práticas sociais de cuidado e, a partir dos papéis assumidos, eram
                experenciadas maneiras de ser mãe, pai, filhote, geralmente exercidas por meio de
                manifestações de atenção e afeto. Nessas brincadeiras, por vezes, dependendo do
                enredo criado, pelas suas ações as crianças acabavam por desestabilizar a tão
                arraigada “[...] concepção baseada em oposições e dicotomias binárias [em que] a
                razão pertence à masculinidade, enquanto a emoção pertence à feminilidade” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B11">Buss-Simão, 2013, p. 188</xref>), quando, por exemplo,
                uma criança representa uma mãe que assume uma posição de comando, preocupada em
                orientar o pai a proporcionar aquecimento e aconchego ao filhote (bicho de
                pelúcia).</p>
            <p>Nesse sentido, as brincadeiras de dramatização de papéis revelaram-se espaços férteis
                para experienciações relativas ao gênero<xref ref-type="fn" rid="fn11">11</xref>,
                possibilitando-nos perceber que as “expectativas de gênero não são simplesmente
                inculcadas nas crianças pelos adultos, mas são socialmente construídas pelas
                crianças nas interações com adultos e entre si” (<xref ref-type="bibr" rid="B14"
                    >Corsaro, 2009, p. 34</xref>). Permitiam também que as crianças fizessem
                “experiências sobre como diferentes tipos de pessoas da sociedade agem e se
                relacionam entre si”, bem como, elas se utilizam da “licença dramática da
                brincadeira imaginativa para projetar o futuro — a época em que terão poder e
                controle sobre si mesmas e sobre os outros” (<xref ref-type="bibr" rid="B14"
                    >Corsaro, 2009, p. 34</xref>).</p>
            <p>Recorrentemente as relações estabelecidas entre filhotes e papais, presentes nas
                brincadeiras das crianças, possibilitavam localizar formas de ser, sentir e agir de
                adultos e crianças, mas também indícios de modos de agir e relacionar-se com/entre
                animais. Destacavam-se, nessas representações, a autoridade adulta nos processos de
                educação e cuidado, e as ações de cuidado e atenção, como proteger, acolher e
                manifestar afeto, explicitadas nas falas, na entonação de voz e nas posturas
                corporais daqueles que brincavam. Formas de agir e relacionar-se que, também, estão
                presentes entre personagens de animais na Literatura Infantil, em desenhos animados,
                entre outras produções midiáticas e artefatos culturais, que os apresentam nos
                moldes de uma família humana ocidental.</p>
            <p>Percebemos que as crianças lançam mão de uma multiplicidade de saberes e constroem um
                enredo complexo, no qual misturam e combinam diversos elementos, provenientes das
                relações que estabelecem no contexto familiar e nas instituições educativas, mas
                também no âmbito do contexto local (onde os animais e elementos da natureza fazem
                parte da vida das pessoas) e da cultura mais ampla, como é o caso da cultura
                midiática.</p>
            <p>Ao constituírem os personagens e suas respectivas ações de forma ativa e criativa, as
                crianças não se limitam a imitar o mundo ao seu redor, demonstrando que “[...] se
                esforçam para interpretar ou dar sentido a sua cultura e a participarem dela.
                [Assim,] na tentativa de atribuir sentido ao mundo adulto, as crianças passam a
                produzir coletivamente seus próprios mundos e culturas de pares” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B15">Corsaro, 2011, p. 36</xref>). A aproximação a essas
                situações revela as variadas dimensões do corpo nas instituições educativas, bem
                como, a sua interconexão entre natureza e cultura ao expor as marcas de
                pertencimentos sociais, de gênero, etnia-raça, classe, geração, religioso e
                territorial, o que nos leva à impossibilidade de ignorar, como afirma Sarmento em
                entrevista: “a criança também é corpo, também é natureza – natureza culturalmente
                construída” (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Richter; Bassani; Vaz, 2015, p.
                    15</xref>). Um corpo emissor e receptor que produz sentidos, como afirma <xref
                    ref-type="bibr" rid="B27">Le Breton (2012)</xref> e coloca em suspensão a
                perspectiva predominante do biologicismo ainda presente em alguns contextos
                institucionais.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>Pelo brincar de cuidar se desenham “outras pedagogias dos corpos”: considerações
                finais</title>
            <p>Encaminhando-nos para o fechamento deste texto, cabe demarcar o consenso na Educação
                Infantil sobre a notoriedade dos corpos das crianças, em especial, nos momentos de
                cuidados (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Coutinho, 2002</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B10">Buss-Simão, 2021</xref>, entre outras), justo por se
                constituir em um tempo de atendimento mais individualizado e de relação
                adulto-criança mais intensa e, como tal, marcado por certa intimidade. Desse
                consenso é possível arriscar dizer que “o cuidado é constitutivo das relações
                humanas” e, como tal, “uma pedagogia do cuidado é estreitamente ligada a uma
                pedagogia do corpo” (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Moro <italic>et al.,</italic>
                    2022, p. 457-460</xref>).</p>
            <p>Fizemos eco a esta defesa, mas, ao mesmo tempo, problematizamos o quanto a atenção às
                situações de cuidados tem-se voltado majoritariamente para as intervenções
                educativas dos adultos sobre os corpos infantis. Assim, o que pretendemos ao longo
                deste texto, foi deslocar o olhar para as práticas de cuidados exercidas entre as
                próprias crianças, muito presentes nas suas brincadeiras de cuidar do(s) outro(s) e
                de ser cuidado. Portanto, práticas de cuidados muito presentes nas rotinas culturais
                das crianças (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Corsaro, 2011</xref>), as quais servem
                de inspiração para a construção da docência na Educação Infantil e de ações
                socioeducativas nos contextos de Acolhimento Institucional, em direção à produção de
                “outras pedagogias dos corpos”, como defende <xref ref-type="bibr" rid="B3">Arroyo
                    (2017)</xref>.</p>
            <p>Outras Pedagogias que reconheçam a totalidade humana corpórea desde a educação dos
                bebês, negando todo e qualquer processo de descorporalização que ainda venha a
                marcar os currículos centrados em uma pedagogia conteudista, cognitivista, promotora
                de concepções pedagógicas que concebem os corpos das crianças como um peso a ser
                controlado, bem como, as crianças como mentes incorpóreas. O que se defende é um
                currículo que valorize a dimensão corporal para que esta ganhe processualidade nas
                práticas educativas e pedagógicas. Portanto, cabe perguntar: e os currículos de
                formação preparam professoras/es (da Educação Infantil) e educadoras/es (do
                Acolhimento Institucional) para atuar com outras pedagogias dos corpos? Têm sido
                problematizados no sentido de integrar corporeidade e humanização aos processos
                formativos? (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Arroyo, 2017</xref>). Haverá lugar,
                nesses currículos, para tensionar as dicotomias corpo-mente; natureza-cultura, de
                modo a reconhecer que o corpo integra natureza e cultura, entendendo que carregamos
                uma materialidade física tecida no social?</p>
            <p>Vê-se aqui a necessidade de questionar as noções ocidentais de corpo, avançando em
                direção a outras concepções de corporeidade humana, na relação com a natureza,
                entendendo esse corpo como realidade mutante de acordo com a sociedade em que está
                inserido (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Le Breton, 2012</xref>). Nesta direção,
                compete-nos — enquanto professoras que atuam na formação inicial e continuada para
                profissionais da educação — lançar luz às zonas sombrias “sem ilusão nem ideia
                fantasiosa de supremacia, no entanto, com aquele fervor que deve conduzir qualquer
                pesquisa [e qualquer prática educacional], sem esquecer da humildade e da prudência,
                nem deixar de lado a imaginação que deve presidir o exercício da reflexão” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B27">Le Breton, 2012, p. 93</xref>).</p>
            <p>Concluindo, no excerto de registro que trouxemos para exemplificar nossas reflexões,
                vimos que pelas suas brincadeiras aquelas crianças afirmam “o cuidado como
                responsabilidade ética para com o outro, como doação recíproca, mesmo não
                intencional, que nutre as relações e oportuniza a criação de comunidades
                democráticas, solidárias e participativas” (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Moro
                        <italic>et al.,</italic> 2022, p. 457</xref>). E, também, dizem da
                importância do outro-criança nas relações que estabelecem entre si nos momentos de
                brincar de cuidar e do quanto isso contribui para “modular os contornos de seu
                universo e dar ao corpo o relevo social que necessita”, possibilitando “construir-se
                inteiramente como ator do grupo de pertencimento” (<xref ref-type="bibr" rid="B27"
                    >Le Breton, 2012, p. 9</xref>), o que reafirma a importância de atentarmos e
                legitimarmos as formas como as crianças, pelas suas brincadeiras, corporificam os
                modos de cuidar do(s) outro(s) e de ser cuidado.</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
        <fn-group>
            <fn fn-type="other" id="fn1">
                <label>1</label>
                <p>O texto ora apresentado decorre substancialmente de nossas trajetórias
                    acadêmico-profissionais conectadas à formação inicial e continuada de
                    professoras/es e demais profissionais da educação, especialmente da Educação
                    Infantil e do Acolhimento Institucional com recorte etário de 0 a 6 anos, e traz
                    contribuições para colocar em debate “questões perenes” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B41">Sayão, 2004</xref>) que atravessam ambos os contextos educativos,
                    dentre elas, concepções de criança, de infância, de educação e cuidado, para
                    citar algumas.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn2">
                <label>2</label>
                <p>O movimento de orientar-nos pelas lentes da Etnografia tem nos ajudado a
                    problematizar, inclusive, o conceito de cultura, no sentido de questionar as
                    generalizações ou tipificações, como se todos de um mesmo grupo — nos nossos
                    casos de estudos e pesquisas, crianças da Educação Infantil ou do Acolhimento
                    Institucional — vivessem do mesmo modo, sem ambiguidades ou contradições
                    internas. Também nos alerta para o cuidado de não obscurecer o papel do
                    interlocutor, o que nos é bastante relevante, tendo em vista nossos estudos com
                    crianças (que, em alguns casos, ainda não se manifestam pela oralidade, mas de
                    formas múltiplas, sobretudo, por meio de expressões corpóreas, como acontece com
                    os bebês).</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn3">
                <label>3</label>
                <p>Conceito amparado na Resolução nº 109/2009 (<xref ref-type="bibr" rid="B5"
                        >Brasil, 2009</xref>), emitida pelo Conselho Nacional da Assistência Social
                    (CNAS), que aprova a “Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais”, que
                    define que os Serviços da Proteção Social Especial de Alta Complexidade para
                    crianças e adolescentes são organizados em duas modalidades: Serviço de
                    Acolhimento Institucional e Serviço de Acolhimento Familiar. Tratando-se da
                    primeira modalidade (Acolhimento Institucional), esta ocorre de três formas
                    distintas: Abrigo Institucional e Casa-lar, que se diferenciam pela quantidade
                    de crianças e/ou adolescentes atendidos, e a República, voltada para até 6
                    jovens com vínculos familiares rompidos e em situação de vulnerabilidade, risco
                    pessoal e social. Observa-se que em qualquer um desses casos, não implicará
                    privação de liberdade. A medida pauta-se no caráter da provisoriedade e
                    excepcionalidade. Isto é, o período de acolhimento não poderá ultrapassar os 18
                    meses, salvo comprovada necessidade, unicamente como forma de transição, seja
                    para a reintegração familiar ou, na impossibilidade disso, seja para a colocação
                    em família substituta (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Brasil, 2017</xref>). No
                    caso específico deste artigo, a experiência decorre de pesquisa realizada no
                    âmbito do abrigo institucional, envolvendo crianças com até 6 anos de idade.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn4">
                <label>4</label>
                <p>Esta crítica centra-se, especialmente, na defesa de que a Sociologia da Infância
                    acabou por esvaziar a categoria “<italic>human becoming</italic>”, isto é, do
                    “tornar-se humano”, justo por tentar posicionar que a criança já é um ser humano
                    de direitos plenos.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn5">
                <label>5</label>
                <p>Na obra “A Sociologia da Infância”, publicada originalmente em 1997.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn6">
                <label>6</label>
                <p>“A heterogeneidade das experiências socializadoras, redescobertas atualmente por
                    muitos pesquisadores, já era colocada centralmente por Maurice Halbwachs (1968,
                    p. 67-68), em suas reflexões sobre memória: cada homem está mergulhado, ao mesmo
                    tempo ou sucessivamente, em vários ‘grupos’, os quais não são homogêneos ou
                    imutáveis. A idéia de pluralidade de experiências, portanto, já estava presente
                    na visão desse sociólogo” (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Lahire, 2002, p. 31 –
                        Grifo do original</xref>).</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn7">
                <label>7</label>
                <p>A referida obra de Arroyo retrata suas reflexões em torno da educação de jovens,
                    adultos e idosos no contexto da EJA. No entanto, as discussões relacionadas à
                    díade “corpo- educação” não se fixam em etapas cronológicas da vida.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn8">
                <label>8</label>
                <p>Situações registradas em diário de campo, registros fotográficos, em áudio e em
                    vídeo. A observação descrita adiante é decorrente de um registro de vídeo com
                    tempo de gravação de 5 minutos e 5 segundos.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn9">
                <label>9</label>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B37">Rivero (2015)</xref>.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn10">
                <label>10</label>
                <p>A instituição, localizada na região sul do Brasil, era frequentada por 225
                    crianças de 4 meses a 5 anos e 11 meses de idade, em período parcial, das 7h às
                    13h no período matutino e das 13h às 19h no período vespertino. O grupo que
                    participou da pesquisa encontrava-se diariamente nesse contexto, em período
                    parcial, das 7h às 13h, e era constituído de 17 crianças — sendo 9 meninas e 8
                    meninos de quatro a seis anos de idade — e duas profissionais (a professora e a
                    auxiliar de professora).</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn11">
                <label>11</label>
                <p>De acordo com as razões expostas por <xref ref-type="bibr" rid="B11">Buss-Simão
                        (2013, p. 179)</xref> distinguiremos no texto os termos “gênero” e “sexo”.
                    Embora a autora considere que “[...] não há uma sexualidade fora da cultura e,
                    de certo modo, o sexo já nasce gênero, masculino ou feminino [...] (ela opta por
                    manter) a diferenciação em que sexo é compreendido como um atributo biológico e
                    gênero implica uma construção social, histórica e cultural para as relações
                    sociais do masculino e do feminino”.</p>
            </fn>
        </fn-group>
        <ref-list>
            <title>REFERÊNCIAS</title>
            <ref id="B1">
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                        educação infantil.</bold> Orientador: Manuel Jacinto Sarmento. 358 f. Tese
                    (Doutorado em Estudos da Criança). Universidade do Minho, UMINHO, Braga,
                    Portugal, 2010. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/11195."
                        >https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/11195.</ext-link> Acesso
                    em: 22 fev. 2024.</mixed-citation>
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                        Orientador: Manuel Jacinto Sarmento</source>
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                    <date-in-citation content-type="access-date">22 fev. 2024.</date-in-citation>
                    <comment>Tese (Doutorado em Estudos da Criança), Disponível em: <ext-link
                            ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/11195."
                            >https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/11195.</ext-link></comment>
                </element-citation>
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                    Educação) - Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, Florianópolis, 2003.
                    Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/84752."
                        >https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/84752.</ext-link> Acesso
                    em: 27jan. 2024.</mixed-citation>
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                    <source><bold>O espaço da creche:</bold> que lugar é este? Orientadora: Eloísa
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                    <date-in-citation content-type="access-date">27jan. 2024</date-in-citation>
                    <comment>Dissertação (Mestrado em Educação). Disponível em: <ext-link
                            ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/84752."
                            >https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/84752.</ext-link></comment>
                </element-citation>
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