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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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                <journal-title>PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA
                    EDUCAÇÃO</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE
                    CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO</abbrev-journal-title>
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            <issn pub-type="epub">2175-795X</issn>
            <publisher>
                <publisher-name>Universidade Federal de Santa Catarina</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="doi">10.5007/2175-795X.2024.e95330</article-id>
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                <subj-group subj-group-type="heading">
                    <subject>Artigo</subject>
                </subj-group>
            </article-categories>
            <title-group>
                <article-title>Intervenção etnográfica participativa no Ensino Médio: a incorporação
                    de blogs e tecnologias digitais na prática pedagógica de Língua Portuguesa em
                    escolas públicas</article-title>
                <trans-title-group xml:lang="en">
                    <trans-title>Participatory ethnographic intervention in high school: the
                        incorporation of blogs and digital technologies in Portuguese language
                        pedagogical practice in public schools</trans-title>
                </trans-title-group>
                <trans-title-group xml:lang="fr">
                    <trans-title>Intervention ethnographique participative au lycée: l’incorporation
                        de blogs et de technologies numériques dans la pratique pédagogique de la
                        langue portugaise dans les écoles publiques</trans-title>
                </trans-title-group>
            </title-group>
            <contrib-group>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-2931-5933</contrib-id>
                    <name>
                        <surname>Barbeta</surname>
                        <given-names>Claudia de Faria</given-names>
                    </name>
                    <xref ref-type="aff" rid="aff1"/>
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                <institution content-type="orgname">Universidade Estadual de Londrina,
                    UEL</institution>
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                    <state>PR</state>
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                <institution content-type="original">Universidade Estadual de Londrina, UEL, PR,
                    Brasil, E-mail: claudiabarbeta@uel.br,
                    https://orcid.org/0000-0002-2931-5933</institution>
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            <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
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                <season>Apr-Jun</season>
                <year>2024</year>
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            <issue>2</issue>
            <fpage>01</fpage>
            <lpage>22</lpage>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
                        distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
                        que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
                </license>
            </permissions>
            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>Este artigo apresenta uma pesquisa que teve como objetivo intervir
                    etnograficamente e de forma participativa com um professor da terceira série do
                    Ensino Médio em uma escola pública estadual em Londrina, PR. A pesquisa buscou
                    auxiliar o professor no desenvolvimento de práticas pedagógicas que envolvessem
                    habilidades de produção de textos multimídia, com foco no letramento digital. A
                    pesquisa seguiu uma abordagem etnográfica colaborativa, baseada nas propostas
                    teórico-metodológicas da Linguística Aplicada. A intervenção ocorreu por meio do
                    acompanhamento do processo de planejamento, execução e avaliação das atividades,
                    com o intuito de auxiliar o professor na recontextualização de sua prática
                    docente. O estudo concentrou-se em atividades de linguagem que envolviam textos
                    multimodais em um blog, construído a partir de pesquisas por WebQuest e produção
                    de texto utilizando o Google Docs. Os resultados apontaram alternativas para o
                    trabalho docente, transformando a sala de aula em um ambiente que valoriza a
                    produção multimodal no contexto educacional. Espera-se que os resultados desta
                    pesquisa contribuam para ampliar o repertório pedagógico dos professores de
                    Língua Portuguesa, fornecendo estratégias e recursos que promovam o letramento
                    digital e incentivem a produção multimodal de textos. Além disso, o estudo visa
                    refletir sobre a importância da formação continuada de professores e a
                    integração das tecnologias digitais no ensino da língua portuguesa, preparando
                    os alunos para os desafios da sociedade contemporânea.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>This article presents a research project aimed at ethnographically and
                    participatively intervening with a high school senior-year teacher at a state
                    public school in Londrina, PR. The research sought to assist the teacher in
                    developing pedagogical practices involving multimedia text production skills
                    aimed on digital literacy. The research followed a collaborative ethnographic
                    approach based on the theoretical-methodological proposals of Applied
                    Linguistics. The intervention occurred through monitoring the planning process,
                    executing, and evaluating activities to assist the teacher in the
                    recontextualization of their teaching practice. The study focused on language
                    activities that involved multimodal texts on a blog, built from WebQuest
                    research and text production using Google Docs. The results pointed to
                    alternatives for teaching work, transforming the classroom into an environment
                    that values multimodal production in the educational context. It is expected
                    that the results of this research contribute to expanding the pedagogical
                    repertoire of Portuguese language teachers, providing strategies and resources
                    that promote digital literacy and encourage the multimodal production of texts.
                    In addition, the study aims to reflect on the importance of continuous teacher
                    training and the integration of digital technologies in teaching Portuguese
                    language, preparing students for the challenges of contemporary society.</p>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="fr">
                <title>Resumé</title>
                <p>Cet article présente un projet de recherche visant à intervenir de manière
                    ethnographique et participative avec un enseignant de dernière année de lycée
                    dans une école publique d’état à Londrina, PR. La recherche visait à aider
                    l’enseignant à développer des pratiques pédagogiques impliquant des compétences
                    de production de textes multimédias axées sur la littératie numérique. La
                    recherche a suivi une approche ethnographique collaborative basée sur les
                    propositions théorico-méthodologiques de la Linguistique Appliquée.
                    L’intervention s’est déroulée par le suivi du processus de planification,
                    l’exécution et l’évaluation des activités pour aider l’enseignant dans la
                    recontextualisation de sa pratique d’enseignement. L’étude s’est concentrée sur
                    les activités linguistiques impliquant des textes multimodaux sur un blog,
                    construits à partir de recherches WebQuest et de la production de textes en
                    utilisant Google Docs. Les résultats ont indiqué des alternatives pour le
                    travail d’enseignement, transformant la salle de classe en un environnement qui
                    valorise la production multimodale dans le contexte éducatif. Il est attendu que
                    les résultats de cette recherche contribuent à élargir le répertoire pédagogique
                    des enseignants de langue portugaise, en fournissant des stratégies et des
                    ressources qui favorisent la littératie numérique et encouragent la production
                    multimodale de textes. En outre, l’étude vise à réfléchir sur l’importance de la
                    formation continue des enseignants et de l’intégration des technologies
                    numériques dans l’enseignement de la langue portugaise, préparant les étudiants
                    aux défis de la société contemporaine.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Intervenção Etnográfica</kwd>
                <kwd>Letramento Digital</kwd>
                <kwd>Formação de professor</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Ethnographic Intervention</kwd>
                <kwd>Digital Literacy</kwd>
                <kwd>Teacher Training</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="fr">
                <title>Mots-clés:</title>
                <kwd>Intervention Ethnographique</kwd>
                <kwd>Littératie Numérique</kwd>
                <kwd>Formation des Enseignants</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>Este artigo emerge como fruto de uma pesquisa de intervenção, cujo escopo foi a
                exploração de estratégias pedagógicas visando integrar o ensino da língua portuguesa
                ao letramento digital. A convergência dessas áreas é de extrema importância em um
                contexto em que as Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs)
                desempenham um papel cada vez mais relevante em diversos aspectos da vida cotidiana.
                A pesquisa se concentrou em uma intervenção etnográfica participativa na prática
                docente de um professor da terceira série do Ensino Médio em uma instituição
                estadual de ensino localizada em Londrina, Paraná. A intervenção teve como pilares a
                integração de recursos multimídia, a produção textual e a divulgação por meio de um
                blog. Nossa intenção é que os resultados deste estudo sirvam como uma base sólida
                para impulsionar melhorias nas práticas de ensino, promovendo uma educação
                contemporânea alinhada com as demandas da sociedade digital no século XXI.</p>
            <p>A relevância deste estudo é acentuada pela perspectiva da Base Nacional Comum
                Curricular (BNCC), que destaca a necessidade de incorporar as Tecnologias Digitais
                de Informação e Comunicação (TDICs) e os multiletramentos no processo educacional.
                Alinhado à pedagogia dos multiletramentos, o documento advoga pela interação entre o
                plurilinguismo presente nas interações extraescolares e as formas escriturais na
                escola. Essa interação, porém, demanda consideração das culturas dos alunos,
                permitindo, por meio de práticas situadas, a atribuição de sentido (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B35">Rojo, 2013</xref>). A BNCC reconhece os
                multiletramentos como meio de promover a integralidade da educação, assegurando que
                a aplicação desses multiletramentos na escola capacite os alunos a desenvolverem
                competências para lidar com diversas semioses no processo comunicativo. Isso é
                crucial, dado que as práticas de linguagem contemporâneas não apenas incorporam
                novos gêneros e textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos, mas também
                demandam novas formas de produção, configuração, disponibilização, replicação e
                interação (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Brasil, 2018</xref>)</p>
            <p>Ademais, a importância deste estudo está ancorada no reconhecimento de que o
                letramento digital vai além da capacidade de utilizar dispositivos tecnológicos;
                engloba uma variedade de habilidades críticas como a capacidade de avaliar, criar e
                comunicar informações em um ambiente digital (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Buzato,
                    2006</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B8">2010</xref>; <xref ref-type="bibr"
                    rid="B32">Pinheiro, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B43">Xavier
                    2005</xref>). Essas competências são cada vez mais relevantes não apenas no
                campo acadêmico, mas também para a participação plena na sociedade contemporânea.
                Para isso, como postulam <xref ref-type="bibr" rid="B28">Moran, Masetto e Behrens
                    (2013)</xref>, os docentes podem utilizar recursos digitais como a Internet,
                para pesquisa, atividades discentes, comunicação, integração de grupos, publicação
                de conteúdo e participação em redes sociais.</p>
            <p>O artigo está estruturado em três seções. Na primeira, abordamos de forma mais ampla
                a formação docente e o letramento digital. O papel das tecnologias digitais na
                educação contemporânea é examinado, junto com a necessidade urgente de integrar tais
                habilidades no currículo e nas práticas pedagógicas. Na segunda seção,
                concentramo-nos em recursos tecnológicos específicos, exemplificados por WebQuest,
                Google Docs e blogs, como instrumentos pedagógicos na produção de textos no Ensino
                Médio. São analisados os benefícios e desafios dessas tecnologias e como elas podem
                servir para aprimorar a aprendizagem dos alunos e promover o letramento digital.
                Ademais, essa seção também aborda como a inclusão de tais ferramentas pode ser uma
                estratégia poderosa para fomentar o engajamento dos alunos e desenvolver habilidades
                de pensamento crítico.</p>
            <p>Finalmente, a terceira seção detalha a experiência prática da intervenção etnográfica
                participativa. São relatados a implementação, o feedback de alunos e do professor, e
                o impacto dessa intervenção no desenvolvimento do letramento digital e nas práticas
                de ensino. Adicionalmente, essa seção também reflete sobre as implicações a longo
                prazo da integração de tecnologias digitais no ensino e como isso pode preparar os
                alunos para os desafios da sociedade digital. Assim, o artigo busca proporcionar uma
                abordagem compreensiva, interligando teoria e prática, para oferecer um entendimento
                profundo das complexidades e possibilidades de uso das tecnologias digitais no
                ensino da língua portuguesa.</p>
            <sec>
                <title>Integrando tecnologias emergentes nas práticas pedagógicas: o papel do
                    professor como agente de letramento digital</title>
                <p>A incorporação das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) nas
                    práticas sociais reinventou a forma como a humanidade interage com o
                    conhecimento. Assistimos a um aumento expressivo no acúmulo de conhecimento na
                    sociedade recente e com a Internet os indivíduos de hoje acessam uma quantidade
                    imensa de informações de maneira rápida em comparação com eras passadas. A
                    integração intrínseca das tecnologias no cotidiano da sociedade traz novos
                    desafios para a educação atual e as práticas exercidas nela, considerando que as
                    TDICs estão promovendo mudanças nas estruturas que moldam o estilo de vida, bem
                    como nas interações com o mundo e com os outros (<xref ref-type="bibr" rid="B17"
                        >Ferreira, Farias, Francisco, 2018</xref>). Portanto, é essencial que a
                    escola, como componente integral dessa sociedade, se engaje ativamente nessas
                    mudanças.</p>
                <p>As transformações que estão acontecendo no contexto social, impulsionadas pelas
                    novas perspectivas de colaboração e aprendizado, demandam uma reorientação das
                    práticas pedagógicas. É nesse contexto que <xref ref-type="bibr" rid="B25">Mafra
                        e Moreira (2012, p. 165)</xref> argumentam que</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] incluir socialmente os estudantes na vida cidadã contemporânea por meio
                        da formação e do conhecimento implica auxiliá-los na mudança de seu modo de
                        ler-escrever e de uma construção do senso crítico a partir do letramento
                        digital.</p>
                </disp-quote>
                <p>Sob as atuais circunstâncias, o letramento digital se destaca como uma habilidade
                    crucial para um engajamento efetivo na sociedade moderna. No entanto, mesmo com
                    a crescente valorização do letramento digital, sua implementação no cenário
                    educacional ainda encontra obstáculos consideráveis. Entre esses desafios, uma
                    questão relevante é a luta dos professores em propor atividades que favoreçam o
                    desenvolvimento do letramento digital em seus estudantes. Essa problemática
                    envolve questões multifacetadas que vão desde a ausência de uma infraestrutura
                    apropriada até a demanda por formação pedagógica direcionada para enfrentar as
                    exigências do mundo digital.</p>
                <p>Adicionalmente, os alunos de hoje contam com uma variedade de canais para a busca
                    de informações, visto que o ambiente digital oferece uma atualização constante
                    de dados. Esse cenário destaca a necessidade de a educação formal se adaptar e
                    assimilar as novas linguagens digitais, diversificar os métodos de ensino e
                    reestruturar os instrumentos, intervenções e práticas pedagógicas, incluindo o
                    letramento digital, para ampliar as oportunidades de aprendizado dos alunos. É
                    fundamental reconhecer que a assimilação de conteúdos pelos alunos se dá através
                    da associação entre os estudos, a construção de conceitos e a aplicação destes
                    na vida cotidiana, e não como um processo isolado. Portanto, ao integrar o
                    letramento digital nas estratégias educacionais e alinhar essas práticas com a
                    maneira como os alunos interagem com o ambiente digital, é possível tornar o
                    ensino mais significativo e eficaz. Como argumentam <xref ref-type="bibr"
                        rid="B36">Rojo e Barbosa (2015, p. 116)</xref>, torna-se imprescindível
                    acelerar esse despertar nos professores, pois “surgem novas formas de ser, de se
                    comportar, de discursar, de se relacionar, de se informar, de aprender. Novos
                    tempos, novas tecnologias, novos textos, novas linguagens”.</p>
                <p>É importante ressaltar que, como <xref ref-type="bibr" rid="B24">Lévy (1999, p.
                        172)</xref> enfatiza:</p>
                <disp-quote>
                    <p>Não se trata aqui de usar as tecnologias a qualquer custo, mas sim de
                        acompanhar consciente e deliberadamente uma mudança de civilização que
                        questiona profundamente as formas institucionais, as mentalidades e a
                        cultura dos sistemas educacionais tradicionais e, sobretudo, dos papéis de
                        professor e aluno.</p>
                </disp-quote>
                <p>As Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação, assim, além de atuarem como
                    ferramentas facilitadoras para o educador, representam recursos que estabelecem
                    novas maneiras de aprender e ensinar. <xref ref-type="bibr" rid="B34">Rodrigues
                        (2010)</xref> sustenta que professores e educadores precisam debater,
                    ponderar e aplicar opções para o desenvolvimento e o reforço de práticas que
                    empreguem as Tecnologias de Informação.</p>
                <p>Vale ressaltar que, nesse contexto, a imagem tradicional do professor como único
                    portador do conhecimento vai sendo descontruída. A concepção de aprendizagem
                    como uma simples transmissão de informações, na qual, de acordo com <xref
                        ref-type="bibr" rid="B16">Elias (2004)</xref>, o professor emite uma
                    mensagem que é absorvida pelo aluno exatamente como foi transmitida, necessita
                    dar lugar a uma postura profissional menos centralizadora nas dinâmicas de
                    produção de conhecimento. Isso implica que a mediação pedagógica, estruturada
                    para estimular o ensino e a aprendizagem com o apoio das TDICs, se alinha a uma
                    perspectiva de ensino que busca ser mais interativa e interacionista, em que os
                    participantes atuam como agentes ativos (<xref ref-type="bibr" rid="B18"
                        >Geraldi, 2005</xref>).</p>
                <p>Se coadunamos com o argumento de <xref ref-type="bibr" rid="B21">Kleiman
                        (1995)</xref> de que a escola é a principal agência de letramento na nossa
                    sociedade, essa instituição deve oferecer aos estudantes a oportunidade de
                    interagir com práticas de letramento digital. Assim, um dos desafios que se
                    coloca para a escola é garantir que o aluno esteja exposto a situações que
                    integrem em suas práticas pedagógicas a variedade de textos multimodais,
                    permitindo que esses indivíduos adquiram os conhecimentos necessários para ler
                    textos digitais de maneira adequada e crítica.</p>
                <p>O conceito de letramento, como entendemos, alude ao engajamento do indivíduo em
                    práticas de leitura e escrita que são correntes na sociedade em que vive: ser
                    capaz de ler jornais, revistas, livros; ler e interpretar tabelas, gráficos,
                    formulários, contas de serviços públicos, além de redigir cartas, notas,
                    formulários e requerimentos sem dificuldades, como uma atividade social,
                    histórica e culturalmente determinada, com propósitos comunicativos intrínsecos.
                    Reconhecendo que a educação básica tem como um de seus objetivos contribuir para
                    a expansão do horizonte de conhecimentos de seus alunos, é fundamental
                    considerar as práticas de letramento que se apoiam e se entrelaçam mutuamente
                    através das tecnologias digitais de informação e comunicação, ou seja, o
                    letramento digital.</p>
                <p>O advento do letramento digital está associado ao que <xref ref-type="bibr"
                        rid="B22">Lankshear e Knobel (2011)</xref> se referem como “digital divide”,
                    isto é, a segregação entre aqueles que têm ou não acesso ao universo da
                    informação digital. <xref ref-type="bibr" rid="B7">Buzato (2006)</xref>
                    caracteriza os letramentos digitais como conjuntos de letramentos (práticas
                    sociais) que se sustentam, se entrelaçam e se apropriam de forma mútua e
                    contínua através de dispositivos digitais para fins específicos, tanto em
                    contextos socioculturais geograficamente e temporalmente delimitados, quanto
                    naqueles construídos pela interação mediada eletronicamente.</p>
                <p>Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B32">Pinheiro (2010)</xref>, promover
                    práticas de letramento digital significa criar um ambiente onde o indivíduo
                    possa se engajar em contextos moldados pela Web 2.0<xref ref-type="fn" rid="fn1"
                        >1</xref>, em que testemunhamos uma redefinição do conceito de autoria e uma
                    transformação na estrutura do conhecimento. Isso se dá porque no universo
                    hipertextual o conhecimento não é mais derivado exclusivamente de indivíduos
                    atuando isoladamente, mas sim de uma ampla colaboração cognitiva
                    distribuída.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B43">Xavier (2005)</xref> defende que o letramento
                    digital traz consigo um conjunto de situações de comunicação que se tornam
                    possíveis devido às inovações tecnológicas na computação. O autor declara
                    que:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] embora as práticas sociais de comunicação sejam convenções deduzidas
                        das informações culturais, alguns dos usos e das funções de um tipo de
                        letramento ganham uma grande importância social, inclusive para a
                        sobrevivência física e política dos seus usuários em uma sociedade letrada
                            (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Xavier, 2005, p.5</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Considerando o papel significativo que a tecnologia desempenha na educação, <xref
                        ref-type="bibr" rid="B33">Rezende (2015)</xref> ressalta que o aluno
                    contemporâneo, ao ter acesso a novas tecnologias em seu cotidiano, começa a
                    assumir uma função diferente no ambiente escolar. <xref ref-type="bibr"
                        rid="B43">Xavier (2005)</xref> complementa que a competência para utilizar
                    dispositivos digitais eficazmente permite ao estudante moderno reinventar suas
                    atividades do dia a dia e criar formas de engajamento, manifestadas em práticas
                    sociais específicas e nas variadas formas de utilizar a linguagem, seja ela
                    verbal ou não verbal. Com isso, o autor propõe que:</p>
                <disp-quote>
                    <p>Ser letrado digital pressupõe assumir mudanças nos modos de ler e escrever os
                        códigos e sinais verbais e não-verbais, como imagens e desenhos, se
                        compararmos às formas de leitura e escrita feitas no livro, até porque o
                        suporte sobre o qual estão os textos digitais é a tela, também digital
                            (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Xavier, 2005, p. 2</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Com essa visão, e vislumbrando uma era digital transformadora que pode
                    impulsionar o avanço da sociedade, consideramos essencial a integração dos
                    letramentos digitais na formação dos professores. Além disso, é importante a
                    conscientização de que o seu papel enquanto educador não é mais o de ser o único
                    detentor de autoridade e conhecimento, mas de ser um facilitador e articulador
                    do saber. Nesse contexto, <xref ref-type="bibr" rid="B7">Buzato (2006, p.
                        2)</xref> afirma que</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] em paralelo às grandes perguntas sobre Educação e Tecnologia,
                        precisamos também que dar respostas diretamente às práticas escolares e à
                        rotina de ensinar e aprender que nos trouxeram até onde estamos hoje.
                        Devemos especialmente compreender o que se espera do professor e da escola
                        enquanto atores nesse processo de transformações.</p>
                </disp-quote>
                <p>O autor sugere que tanto os professores quanto as escolas devem ter autonomia
                    para desenvolver projetos pedagógicos que utilizem a Internet de maneira
                    significativa. Também é essencial que conheçam estratégias para ensinar os
                    alunos a fazer o mesmo em relação aos seus próprios interesses e necessidades de
                    aprendizado, sabendo como combinar materiais e recursos da sala de aula e do
                    mundo “offline” com os objetos simbólicos e formas de interação típicas do mundo
                    “online”. Além disso, é crucial saber negociar e harmonizar os mecanismos
                    institucionais, que ainda são muito necessários, com as possibilidades de
                    aprendizado assistido por computador e de ensino a distância. E, finalmente, é
                    importante que se envolvam de maneira ativa e crítica na implantação, manutenção
                    e renovação da infraestrutura tecnológica da escola (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B7">Buzato, 2006</xref>).</p>
                <p>Nessa perspectiva, reconhecemos que a escola desempenha um papel multifacetado,
                    no qual não se limita apenas a oferecer uma abordagem pedagógica atualizada em
                    consonância com as demandas da era da cibercultura. Adicionalmente, almeja-se
                    cultivar habilidades críticas nos indivíduos, de modo a instigar a questionar
                    premissas estabelecidas. De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B19">Giroux
                        (1997)</xref>, a formação de professores implica buscar abordagens que
                    concebem a formação como uma prática autônoma e intelectual. Nessa visão, o
                    professor assume a função de agente do conhecimento, responsável pela produção
                    desse conhecimento, indo além da simples transmissão de informações.</p>
                <p>Conforme apontado por <xref ref-type="bibr" rid="B10">Charlot (2000)</xref> e
                        <xref ref-type="bibr" rid="B39">Tardif (2002)</xref>, os saberes são
                    produtos suscetíveis à comunicação, passíveis de atualização ou aprimoramento ao
                    longo da trajetória profissional docente. Esse aspecto enfatiza a importância da
                    formação contínua dos professores e da criação de ambientes dedicados à formação
                    e à pesquisa. Ressalta-se, então, a necessidade de capacitar e apoiar educadores
                    em seus esforços para integrar de maneira crítica e reflexiva tecnologias
                    emergentes às suas práticas pedagógicas, criando assim ambientes de aprendizagem
                    inovadores e pertinentes para os alunos da era digital. Importante, ainda, que
                    políticas educacionais sejam estruturadas com a finalidade de contemplar a
                    formação de educadores aptos a se alinharem às exigências da era digital
                    emergente.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B3">Barreto (2003)</xref> critica a maneira como as
                    TDICs são integradas aos processos pedagógicos, apontando que, segundo o
                    Ministério da Educação e Cultura (MEC), tais tecnologias são predominantemente
                    usadas como estratégias para educação à distância, negligenciando um foco
                    qualitativo no ensino e promovendo uma forma de educação massiva. A análise de
                        <xref ref-type="bibr" rid="B3">Barreto (2003)</xref> indica que as políticas
                    definidas pelo MEC não enfatizam a formação inicial dos educadores como meio
                    para elevar a qualidade do ensino. Essas políticas são utilizadas
                    primordialmente para a formação à distância, com o objetivo de alcançar um maior
                    número de estudantes, o que debilita a formação docente.</p>
                <p>Nessa linha, <xref ref-type="bibr" rid="B37">Santos (2015)</xref> investigou como
                    uma universidade estadual do Paraná lida com o desenvolvimento do letramento
                    digital na formação inicial de um curso de Letras. Com base em dados coletados
                    por entrevistas e questionários aplicados a alunos e coordenadores do curso,
                        <xref ref-type="bibr" rid="B37">Santos (2015)</xref> constatou que os
                    futuros profissionais dessa área não estão suficientemente preparados para a
                    aplicação eficaz das TDICs na sala de aula, dificultando a realização de um
                    trabalho inovador e colaborativo.</p>
                <p>As análises documentais de <xref ref-type="bibr" rid="B37">Santos (2015)</xref>
                    revelam que o engajamento com as tecnologias digitais durante a formação inicial
                    é esporádico e carece de um sistema estruturado. A pesquisadora argumenta que a
                    formação futura dos professores de Língua Portuguesa estará incompleta se não
                    houver um debate abrangente sobre as transformações na aprendizagem promovidas
                    pelo uso das TDICs. Ela identifica uma lacuna na discussão acadêmica sobre
                    interatividade, aprendizado colaborativo e novas metodologias de avaliação que
                    incorporam recursos digitais. Além disso, a negligência das tecnologias nos
                    currículos dos cursos de Letras transfere a responsabilidade do desenvolvimento
                    do letramento digital para a formação continuada.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B41">Vetromille-Castro (2013)</xref> complementa essa
                    perspectiva, sublinhando a importância de imergir o professor em formação no
                    contexto social de seus futuros alunos para identificar e entender as demandas
                    da sociedade e, assim, elaborar atividades e tarefas significativas. <xref
                        ref-type="bibr" rid="B42">Xavier (2007)</xref> argumenta que o educador deve
                    estar consciente da realidade virtual em que as pessoas estão imersas e, nesse
                    contexto, assumir o papel de pesquisador e articulador do saber, e não mais
                    apenas um provedor de conhecimento. O docente deve agir como um gestor de
                    aprendizagem, um conselheiro que orienta e um motivador. Segundo o autor, esse
                    profissional refletirá sobre as questões mais relevantes do conteúdo a ser
                    trabalhado, selecionará os recursos didáticos adequados aos estilos cognitivos
                    dos alunos, analisará criticamente os prós e contras de cada ferramenta
                    pedagógica oferecida pelas TDICs, e conceberá abordagens contextualizadas e
                    criativas para os conteúdos.</p>
                <p>Em suma, o educador que adere a esse perfil está ciente de que simplesmente
                    adotar computadores e outras tecnologias na sala de aula não garante inovações
                    pedagógicas. Para que essas mudanças ocorram, é vital que o professor reavalie
                    seus paradigmas. Com uma postura reformulada, ele descobrirá que as TDICs
                    interativas expandem significativamente a relação do aluno com o conhecimento e
                    potencializam certas capacidades cognitivas, como memória, percepção e
                    raciocínio.</p>
                <p>Por fim, ao discutir as TDICs, ressalta-se a necessidade de usá-las e mediá-las
                    para a produção de conhecimento. No entanto, é vital promover uma visão e
                    concepção crítica da educação na sociedade em rede. É essencial proporcionar uma
                    abordagem teórica das tecnologias, contextualizando seu uso nos processos de
                    formação dos professores. O objetivo principal é estimular a produção de
                    conhecimentos e saberes diversos, adaptando-os ao contexto e promovendo uma
                    prática pedagógica que contribua para a socialização do conhecimento.</p>
                <p>Na próxima parte deste artigo, direcionaremos nosso foco para algumas ferramentas
                    tecnológicas precisas como WebQuest, Google Docs e blogs, que servem como
                    instrumentos pedagógicos para a criação de textos no contexto do Ensino Médio. A
                    intenção é esboçar tanto os benefícios quanto os desafios que essas tecnologias
                    oferecem, e avaliar a maneira como elas podem ser empregadas para potencializar
                    a aprendizagem dos estudantes e impulsionar a competência digital.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Letramento digital por meio de tecnologias digitais: explorando a integração
                    de WebQuest, Google Docs e blog como ferramentas educacionais</title>
                <p>Nesta seção, nosso enfoque recai sobre as abordagens pedagógicas que se valem das
                    Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) como catalisadoras no
                    processo de ensino-aprendizagem, destacando-se o ensino intermediado por
                    metodologias como WebQuest, Google Docs e blogs.</p>
                <p>As TDICs, como já mencionado, possuem o potencial de transformar a experiência
                    educacional, promovendo interatividade, participação e centralidade do aluno. A
                    metodologia WebQuest, por exemplo, combina os recursos das TDICs com uma
                    abordagem pedagógica estruturada, incentivando os alunos a trabalharem com
                    informações autênticas e desenvolver habilidades de pensamento crítico e
                    resolução de problemas (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Dodge; March,
                        1995</xref>). Desenvolvida pelos educadores norte-americanos Bernie Dodge e
                    Tom March em 1995, essa metodologia orienta os estudantes para uma atividade
                    investigativa, utilizando amplamente informações disponíveis na Internet (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B15">Dodge; March, 1995</xref>). O WebQuest, nesse
                    sentido, viabiliza a aprendizagem dos estudantes ao promover a execução de
                    pesquisas reflexivas e críticas, com a orientação do professor.</p>
                <p>Consequentemente, o WebQuest se apresenta como uma atividade de investigação na
                    qual os estudantes adquirem informações essenciais por meio da Internet. Sua
                    base primordial reside na resolução de uma tarefa desafiadora, com o objetivo de
                    instigar os alunos a buscar soluções por intermédio dos recursos disponíveis na
                    Web (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Bacich, 2020</xref>). O professor provê uma
                    lista de recursos (hiperlinks para <italic>sites,</italic> vídeos, podcasts,
                    e-books) a fim de auxiliar os alunos na localização de informações confiáveis
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Bacich, 2020</xref>).</p>
                <p>O papel do professor transcende a simples administração da atividade, intervindo
                    quando necessário para facilitar a aprendizagem dos alunos (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B27">Mercado; Viana, 2004</xref>). Ademais, essa
                    atividade proporciona aos estudantes a oportunidade de aprimorar competências
                    como colaboração, aprendizado por descoberta, habilidades em várias tecnologias,
                    e produção de um produto que sintetiza todo o trabalho de pesquisa realizado em
                    conjunto (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Dodge; March, 1995</xref>).</p>
                <p>A estrutura da metodologia WebQuest, conforme delineada, engloba cinco etapas
                    essenciais: introdução, tarefa, processo, avaliação e conclusão. A introdução
                    tem como objetivo despertar a curiosidade dos alunos, apresentando de forma
                    breve o tema e propondo questões que irão guiar a investigação. Em seguida, a
                    tarefa é estabelecida, definindo a criação de um produto criativo como forma de
                    motivar e desafiar os estudantes. No processo, os alunos recebem orientações
                    sobre a organização e os recursos necessários para realizar a tarefa. A etapa de
                    avaliação estabelece os critérios de medição dos resultados, alinhados aos
                    objetivos da tarefa. Por fim, a conclusão resume o propósito geral da
                    aprendizagem, sugerindo possíveis direções para aprofundar o tema (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B1">Abar; Barbosa, 2008</xref>). Dessa forma, a
                    estrutura configurada caracteriza a atividade como um projeto que abrange as
                    fases de concepção de ideias, definição de objetivos, planejamento de ações e
                    apresentação de recursos para sua execução.</p>
                <p>Por sua vez, o Google Docs, como um exemplo da Web 2.0, oferece um conjunto de
                    ferramentas que promovem a interação, a colaboração e a aprendizagem em um
                    ambiente social acessível. Suas vantagens são diversas, incluindo o
                    armazenamento e a edição online de arquivos, a colaboração em tempo real, o
                    acesso por meio de navegadores em várias plataformas e a gratuidade. Cabe
                    ressaltar que este aplicativo dispensa a necessidade de instalação de software e
                    se destaca por sua interface simplificada (<xref ref-type="bibr" rid="B5"
                        >Bottentuit Junior, Lisbôa, Coutinho, 2011</xref>).</p>
                <p>Enquanto ferramenta de aprendizagem, desempenha um papel significativo na
                    implementação de uma abordagem centrada no aluno e na promoção da colaboração em
                    ambientes de aprendizagem. O compartilhamento de documentos e os recursos de
                    comentários proporcionam oportunidades para feedback imediato aos alunos. Ao
                    trabalharem coletivamente, eles produzem materiais online que refletem seu
                    processo de aprendizagem e estabelecem conexões com seu conhecimento prévio e
                    experiências pessoais. A acessibilidade do Google Docs permite que os alunos
                    trabalhem em diferentes localidades, facilitando a revisão de seus trabalhos com
                    base nos comentários dos colegas. Os recursos de colaboração em tempo real
                    permitem que alunos e professores realizem conferências virtuais para discutir o
                    trabalho em questão (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Oxnevad, 2012</xref>).</p>
                <p>Devido à sua facilidade e rapidez, o Google Docs mostra-se adequado para
                    facilitar oficinas de escrita digital que combinam a edição entre pares, a
                    formação de grupos cooperativos e a instrução de escrita em pequenos grupos.
                    Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B38">Sharp (2009)</xref>, tais ferramentas de
                    edição colaborativa permitem que um grupo de indivíduos edite um documento
                    simultaneamente, enquanto visualizam as alterações feitas pelos outros em tempo
                    real. Essa característica singular torna o Google Docs uma poderosa ferramenta
                    que pode facilitar a escrita colaborativa na sala de aula de línguas. Ao
                    compartilhar e manter os documentos online, os alunos podem acessá-los a
                    qualquer momento. <xref ref-type="bibr" rid="B11">Chinnery (2008)</xref> afirma
                    que o Google Docs é uma ferramenta produtiva, na qual as atividades de
                    aprendizagem podem ser diversificadas e criativas. Por exemplo, um professor ou
                    tutor pode disponibilizar um texto intencionalmente repleto de erros para que os
                    alunos realizem correções. Da mesma forma, os estudantes podem facilmente editar
                    o trabalho dos colegas, uma vez que o programa mantém um registro das alterações
                    feitas. Outra opção é a narrativa encadeada, em que um instrutor inicia uma
                    história e cada aluno contribui sequencialmente. Além disso, essa ferramenta
                    revela-se útil em projetos em grupo de maneira geral. O Google Docs permite que
                    as pessoas trabalhem em uma tarefa comum sem as restrições frequentemente
                    impostas pelos contatos tradicionais presenciais (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B31">Perron; Sellers, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12"
                        >Conner, 2008</xref>).</p>
                <p>Os blogs, como outra Tecnologia Digital de Informação e Comunicação relevante,
                    desempenham o papel de uma plataforma na qual os alunos podem publicar seus
                    trabalhos, reflexões e pesquisas. Essa abordagem não apenas proporciona aos
                    alunos uma audiência autêntica, mas também os incentiva a considerar como suas
                    palavras podem ser recebidas pelos outros. A incorporação de blogs na prática
                    educacional pode promover o senso de comunidade entre os alunos e estimular seu
                    engajamento ativo com o conteúdo do curso.</p>
                <p>Conforme enfatizado por <xref ref-type="bibr" rid="B20">Gomes (2005)</xref>, a
                    blogosfera educacional abrange uma variedade de tipos de blogs. Esses blogs
                    podem ser criados e gerenciados tanto por professores quanto por alunos, além de
                    permitirem a colaboração entre professores e alunos. Eles também podem abordar
                    temas específicos das disciplinas ou buscar uma abordagem transdisciplinar. Além
                    disso, alguns blogs funcionam como portfólios digitais para a apresentação do
                    trabalho escolar, enquanto outros servem como espaços de representação e
                    presença na Web para instituições educacionais, departamentos ou associações
                    estudantis. Essa amplitude da blogosfera educacional se estende cada vez mais a
                    todos os níveis de ensino, desde o pré-escolar até o ensino superior (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B20">Gomes, 2005</xref>).</p>
                <p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B26">Marcuschi (2010)</xref>, os blogs são
                    considerados um gênero emergente na mídia virtual e, nesse sentido, representam
                    uma valiosa ferramenta pedagógica para o processo de ensino e aprendizagem.
                    Anteriormente caracterizados como diários digitais, os blogs evoluíram e
                    atualmente fornecem um fórum aberto e versátil para a exploração da criatividade
                    e o desenvolvimento de habilidades de escrita. O ambiente digital proporcionado
                    pelos blogs favorece a colaboração e a interação entre os estudantes, permitindo
                    a construção coletiva do conhecimento literário.</p>
                <p>A natureza multimodal dos blogs possibilita a incorporação de elementos
                    audiovisuais, como imagens, vídeos e áudios, enriquecendo a experiência de
                    aprendizado ao adicionar dimensões visuais e auditivas à escrita (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B26">Marcuschi, 2010</xref>). Além disso, ao permitir a
                    exploração de diferentes estilos de escrita, os blogs estimulam os estudantes a
                    investigar suas identidades como escritores e a desenvolver habilidades de
                    escrita criativa.</p>
                <p>Quando integrados ao ambiente de sala de aula, os blogs desempenham um papel
                    significativo no processo de ensino-aprendizagem, atuando como interfaces
                    cognitivas. Alinhados com a abordagem construtivista do aprendizado, eles
                    potencializam o processo educacional, proporcionando uma experiência de
                    aprendizado mais aprofundada. Os alunos se tornam agentes ativos em seu próprio
                    processo educacional, conduzindo descobertas e interpretações, e moldando seus
                    pensamentos sobre os tópicos discutidos. Essa abordagem construtivista incentiva
                    a reflexão, a tomada de decisão e a expressão ativa do conhecimento pelo aluno,
                    um processo que é individual, mas influenciado pelo contexto social.</p>
                <p>Além disso, a publicação de postagens em um blog permite que os estudantes
                    alcancem um público além das fronteiras da sala de aula, o que tem um impacto
                    significativo na motivação e no senso de propósito. O contato com um público
                    mais amplo estabelece nos alunos um sentimento de responsabilidade e relevância
                    em relação ao conteúdo produzido. O feedback e o reconhecimento recebidos do
                    público são impulsionadores para o desenvolvimento da autopercepção dos alunos
                    como parte integrante de uma comunidade literária.</p>
                <p>Em resumo, a utilização de blogs em atividades educacionais emerge como uma
                    ferramenta pedagógica que promove a colaboração, a interação, o desenvolvimento
                    de habilidades de escrita criativa e a construção coletiva do conhecimento
                    literário. A ampla abrangência proporcionada pelos blogs em termos de público e
                    formato enriquece significativamente a experiência de aprendizado, tornando-a
                    mais enriquecedora e motivadora para os estudantes.</p>
                <p>No entanto, é essencial destacar que a mera incorporação dessas tecnologias não
                    garante a efetividade do processo de ensino-aprendizagem. A formação dos
                    professores desempenha um papel fundamental para que eles sejam capazes de
                    integrar essas ferramentas de forma eficaz em suas práticas pedagógicas. Além
                    disso, é importante utilizar as TDICs de maneira crítica e reflexiva, alinhadas
                    aos objetivos de aprendizagem e às necessidades dos alunos.</p>
                <p>Na próxima seção será apresentado um estudo de caso que demonstra a aplicação das
                    TDICs - como o WebQuest, o Google Docs e o blog - em um ambiente educacional
                    real. Esse estudo de caso baseia-se em uma intervenção etnográfica participativa
                    conduzida em uma escola pública estadual em Londrina, Paraná. Essa intervenção
                    foi planejada não apenas para incorporar essas tecnologias digitais nas práticas
                    de ensino, mas também para promover o letramento digital dos participantes, um
                    componente essencial para a educação no século XXI. Os detalhes dessa
                    intervenção, juntamente com seus resultados e implicações para a prática
                    pedagógica e a letramento digital, serão apresentados e discutidos na próxima
                    seção deste estudo.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Resultados de uma intervenção etnográfica participativa em uma escola pública
                    de Londrina: integrando tecnologias digitais na prática pedagógica</title>
                <p>A presente seção apresenta os resultados de uma intervenção etnográfica
                    participativa realizada com um professor de Língua Portuguesa em uma turma de
                    terceira série do Ensino Médio de uma instituição estadual pública localizada em
                    Londrina, região norte do estado do Paraná. A pesquisa de intervenção escolar é
                    uma abordagem sistemática de pesquisa que busca não apenas compreender os
                    fenômenos que ocorrem no contexto educacional, mas também implementar ações de
                    mudança para melhorar determinadas situações ou desafios. Essa forma de pesquisa
                    envolve o pesquisador de forma ativa no ambiente escolar, trabalhando em
                    colaboração com professores, administradores e estudantes. O objetivo é gerar um
                    impacto positivo e significativo na escola por meio de intervenções baseadas em
                    evidências.</p>
                <p>A pesquisa etnográfica colaborativa, conforme explicado por <xref ref-type="bibr"
                        rid="B4">Bortoni-Ricardo (2013)</xref>, não se limita apenas à descrição.
                    Sua abordagem busca promover mudanças no ambiente pesquisado. Na pesquisa
                    etnográfica colaborativa o pesquisador não é um observador passivo que busca
                    entender o outro, e este último também não tem um papel passivo. Ambos são
                    participantes ativos na construção e transformação do conhecimento (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B4">Bortoni-Ricardo, 2013</xref>).</p>
                <p>Na pesquisa de intervenção escolar, é comum o uso de metodologias de
                    pesquisa-ação, em que o pesquisador não é apenas um observador, mas um
                    participante ativo no processo. Ele intervém no contexto com o objetivo de
                    provocar uma mudança desejada, e o efeito dessa intervenção é então observado e
                    avaliado. A intervenção pode abordar uma ampla gama de questões, desde a
                    melhoria da qualidade do ensino e aprendizagem até a resolução de problemas
                    comportamentais ou a promoção do bem-estar e da saúde mental dos alunos. A
                    intenção é sempre criar um ambiente escolar mais eficaz e inclusivo, promovendo
                    a aprendizagem e o desenvolvimento de todos os alunos.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B14">Damiani (2012)</xref> descreve intervenções como
                    alterações e inovações intencionais nas práticas de ensino, conduzidas por
                    educadores ou pesquisadores. Essas intervenções, moldadas e realizadas dentro de
                    um quadro teórico específico, têm como objetivo promover avanços e refinamentos
                    nos métodos existentes, além de provocar e aprofundar o quadro teórico,
                    contribuindo para a expansão do conhecimento dos processos intrínsecos de ensino
                    e aprendizagem. Essas pesquisas de intervenção, que envolvem o planejamento, a
                    implementação e a subsequente avaliação dos efeitos das intervenções, são
                    consideradas essencialmente aplicadas, com o propósito principal de abordar
                    problemas práticos. Portanto, destacamos a relevância de classificá-las como
                    pesquisas, dada sua natureza aplicada (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Damiani
                        et al., 2013</xref>).</p>
                <p>A intervenção descrita neste artigo teve como origem o trabalho desenvolvido com
                    um grupo de 23 alunos da terceira série do Ensino Médio, no período matutino. A
                    escola em questão atende a um público fora da região central, com vários alunos
                    vulneráveis socioeconomicamente. A proposta pedagógica consistiu em explorar a
                    produção textual por meio de plataformas de escrita colaborativa, investigando o
                    processo de produção dos alunos do Ensino Médio ao utilizar as Tecnologias
                    Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) para criar e compartilhar textos
                    construídos colaborativamente.</p>
                <p>Por meio de uma intervenção etnográfica participativa, acompanhamos um professor
                    de Língua Portuguesa da terceira série do Ensino Médio em uma escola pública em
                    Londrina durante várias fases do processo de planejamento, execução e avaliação
                    das atividades pedagógicas relacionadas ao letramento digital.</p>
                <p>Os dados foram coletados por meio de observação participativa, entrevistas com o
                    docente e análise de documentos produzidos durante o período da intervenção.
                    Estabelecemos um cronograma para a observação e intervenção em sala de aula, bem
                    como para as entrevistas com o professor. Os materiais coletados incluíram
                    registros de campo, gravações de áudio e documentos produzidos pelos alunos.
                    Neste artigo em particular, apresentamos uma parte dessa pesquisa, descrevendo a
                    etapa de intervenção nas aulas do professor em questão.</p>
                <p>Embora o foco inicial da pesquisa estivesse voltado para atividades linguísticas
                    envolvendo a produção de textos em plataformas de escrita colaborativa, o
                    docente da terceira série do Ensino Médio escolheu realizar uma investigação
                    sobre a primeira fase do Modernismo literário com os alunos, utilizando um blog
                    como estratégia para estimular o ensino de escrita na escola<xref ref-type="fn"
                        rid="fn2">2</xref>.</p>
                <p>A desconexão existente entre o ensino de literatura e linguagem, como observado
                    por <xref ref-type="bibr" rid="B23">Leite (2001)</xref>, ainda persiste nos
                    currículos escolares, e a autora argumenta pela superação dessa dicotomia,
                    buscando estabelecer uma relação dinâmica e integral entre os dois campos.
                    Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B23">Leite (2001)</xref>, uma investigação
                    mais aprofundada em linguística e teoria literária revela que a literatura está
                    essencialmente fundamentada na palavra, o que implica que o estudo da literatura
                    também abrange o estudo da língua, e vice-versa.</p>
                <p>Ecoando esse raciocínio, <xref ref-type="bibr" rid="B9">Chanan (2015)</xref>
                    questiona a prática vigente: se atribuímos valor à qualidade dos textos no
                    ensino cotidiano, por que não promover a leitura de textos literários, a
                    produção textual e a análise linguística em um evento singular de letramento,
                    como na aula de português? A autora enfatiza a importância de reconhecer as
                    particularidades da Linguística e da Literatura, compreendendo seus territórios
                    e fronteiras como disciplinas distintas, mas complementares no vasto universo da
                    língua que falamos e que é imprescindível dominar para nosso benefício.
                    Idealmente, os docentes de língua materna deveriam estar proficientes tanto no
                    domínio da literatura quanto na amplitude da linguística, visando proporcionar
                    uma educação mais holística e abrangente aos alunos.</p>
                <p>Com base nessas reflexões, estabelecemos uma parceria com o docente da terceira
                    série do Ensino Médio, buscando estratégias que contemplassem o ensino de
                    literatura alinhado à prática de leitura e escrita, assimilando a dimensão do
                    letramento digital. Visando cumprir o tema proposto, planejamos em parceria com
                    o docente seis aulas que incluíram a pesquisa e a produção de textos
                    informativos destinados à publicação em um blog. Essas atividades foram
                    integradas às aulas de literatura, com foco nos procedimentos de escrita.</p>
                <p>De maneira sucinta, o planejamento da trajetória de aprendizagem foi organizado
                    da seguinte forma: inicialmente, o docente ficou encarregado de elaborar um
                    WebQuest para orientar os alunos na pesquisa e coleta de dados sobre o tema
                    determinado. A partir desses dados, os alunos produziram textos no Google Docs,
                    editor de texto fornecido pelo Google que possibilitou a revisão e o
                    aperfeiçoamento dos textos produzidos. O docente realizou intervenções
                    necessárias nas pesquisas dos alunos com o propósito de aprimorar a qualidade da
                    comunicação escrita. Após a aprovação dos envolvidos, os textos foram publicados
                    em um blog (<ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="http://macunaima2015.wix.com/modernismo"
                        >http://macunaima2015.wix.com/modernismo</ext-link>) e, em seguida, foi
                    criado um link QR Code para a disseminação dos trabalhos realizados.</p>
                <p>Os alunos foram subdivididos em três grupos, cada um composto por seis membros, e
                    cada grupo ficou responsável por desenvolver um tema específico: Semana de Arte
                    Moderna, Macunaíma e Oswald de Andrade. O docente atuou como orientador dos
                    grupos, auxiliando na execução da pesquisa, elaboração dos textos e publicação
                    no website criado pela turma.</p>
                <p>Os critérios de avaliação adotados abrangeram o cumprimento das tarefas
                    propostas, a organização dos grupos, a colaboração e participação durante o
                    trabalho, a criatividade, o respeito, a coesão e coerência textual, o uso
                    adequado das tecnologias digitais de informação e comunicação, bem como a
                    diversidade de recursos utilizados (textos, vídeos, imagens, sons,
                    gráficos).</p>
                <p>Durante a intervenção, os trabalhos foram iniciados com o planejamento de
                    atividades que envolviam a metodologia WebQuest. Essa abordagem permitiu que os
                    alunos fossem envolvidos em práticas de letramento digital, selecionando dados e
                    informações disponíveis na Internet e transformandoos em conhecimentos
                    relevantes para sua formação escolar e social. O professor elaborou um WebQuest
                    sobre o tema “Modernismo - Primeira Fase”, utilizando a plataforma Google
                    Sites.</p>
                <p>Com as informações coletadas, os alunos produziram seus primeiros textos por meio
                    do Google Docs. Durante essa experiência, eles tiveram a oportunidade de
                    produzir textos utilizando uma das ferramentas da Web 2.0, na qual a escrita
                    ganhou um novo suporte. A natureza colaborativa e interativa dessa ferramenta
                    permitiu que todos os participantes acompanhassem as intervenções realizadas nos
                    textos, bem como avaliassem, opinassem e dessem sugestões. Além disso, eles
                    puderam desenvolver habilidades de escrita no ambiente digital, compartilhar
                    ideias e estabelecer redes de colaboração.</p>
                <p>No Google Docs, o professor realizou intervenções nos textos dos alunos,
                    auxiliando-os em aspectos como coesão e coerência textual. Essas intervenções
                    foram feitas de forma instantânea, sem a necessidade de levar cadernos ou folhas
                    para casa, uma vez que a redação dos estudantes estava armazenada na nuvem,
                    podendo ser acessada pelo professor em seu computador ou celular.</p>
                <p>É importante destacar que, inicialmente, o professor não priorizou os aspectos
                    ortográficos ou gramaticais do texto. O foco estava na elaboração do tema,
                    deixando as possíveis modificações linguísticas para um momento posterior, antes
                    da publicação no blog. No entanto, ao tentar acessar os arquivos em casa, o
                    professor encontrou dificuldades para localizá-los. Ele explicou que havia
                    omitido as anotações que normalmente faria em um caderno, devido à falta de
                    habilidade para “salvar” o trabalho. Essa situação evidencia a familiaridade
                    ainda limitada de muitos professores com o uso de recursos digitais e destaca a
                    importância do desenvolvimento profissional dos educadores em relação aos
                    conhecimentos de informática e sua aplicação em sala de aula.</p>
                <p>Uma das vantagens destacadas pelo professor foi a capacidade do Google Docs de
                    indicar quais alunos interagiam mais e quais interagiam menos. Isso permitiu ao
                    professor identificar quem precisava de orientação individualizada. A figura
                    seguinte ilustra esse aspecto positivo mencionado pelo professor.</p>
                <p><fig id="F1">
                        <label>Figura 1:</label>
                        <caption>
                            <title>Histórico de edição</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2175-795X-rp-42-02-e95330-gf01.tif"/>
                        <attrib>Fonte: Google Docs</attrib>
                    </fig></p>
                <p>Durante as aulas realizadas no laboratório de informática, o professor demonstrou
                    grande envolvimento com a turma. Apesar de inicialmente afirmar que desconhecia
                    os recursos utilizados e ter receios quanto à sua capacidade de orientar os
                    alunos, ele não mostrou insegurança diante dos estudantes. Pelo contrário, com
                    uma voz firme e enérgica, ele os orientava, exigindo a participação de todos e
                    circulando entre eles.</p>
                <p>É importante ressaltar que os alunos estavam comprometidos com a elaboração de
                    seus próprios textos. Em geral, o incentivo ao letramento digital entre os
                    estudantes nas instituições educacionais brasileiras é insuficiente. Embora os
                    alunos estejam acostumados a utilizar a estratégia de copiar e colar, há uma
                    carência de educadores dispostos a desenvolver o senso crítico de seus alunos.
                    Normalmente, os alunos não são encorajados a criar a partir de seus
                    conhecimentos prévios. No entanto, foi possível identificar nesse grupo de
                    alunos indivíduos engajados na elaboração de seus textos com base em informações
                    pesquisadas. É importante ressaltar que alguns estudantes enfrentaram
                    dificuldades na escrita e optaram por se acomodar na prática do <italic>Ctrl C
                        Ctrl V.</italic> No entanto, ao identificar essa inadequação, o professor os
                    incentivou a reescrever “com suas próprias palavras”, demonstrando, mesmo que de
                    forma implícita, como fazer uma paráfrase ou um resumo.</p>
                <p>Um grupo específico de alunos expressou dúvidas sobre como tornar seu tema mais
                    atrativo para os leitores. Para eles, o tema da Semana de Arte Moderna não
                    parecia tão interessante. Além disso, eles afirmaram que em todas as fontes de
                    pesquisa consultadas, os textos apresentavam uma estrutura semelhante, “como se
                    um estivesse copiando o outro” (palavras dos alunos). Diante dessa percepção, o
                    professor interveio, explicando que o evento em questão, em seu contexto
                    histórico, representou um marco importante para as artes e a literatura, mesmo
                    enfrentando resistências e críticas. Devido a essas particularidades, ocorreram
                    reações negativas, como vaias e críticas em jornais da época.</p>
                <p>Foi nesse momento que o professor propôs à equipe uma atualização do tema,
                    sugerindo uma comparação com outros eventos que também causaram impacto na
                    sociedade. Assim, o grupo elaborou um texto comparando a Semana de Arte Moderna
                    com outros acontecimentos que desafiaram e desestruturaram alguns paradigmas
                    sociais, como o festival de música de Woodstock ou a Parada do Orgulho LGBQIAP+.
                    Essa abordagem permitiu que os alunos explorassem o tema de forma mais atrativa
                    e relacionada com questões contemporâneas.</p>
                <p>Durante a observação das atividades no laboratório de informática, foi notável a
                    colaboração e troca de sugestões entre os estudantes. O ambiente alternava entre
                    momentos descontraídos e momentos de foco, e o professor, mesmo admitindo não
                    ter familiaridade com tecnologia de computadores, estava envolvido nas
                    atividades e preocupado com o desempenho dos alunos. Essa postura reforça a
                    importância da formação docente em criar condições para que os educadores sejam
                    capazes de adaptar o aprendizado e a experiência adquiridos durante sua formação
                    para a realidade da sala de aula, conciliando as necessidades dos estudantes com
                    os objetivos pedagógicos que pretendem alcançar, como afirmado por <xref
                        ref-type="bibr" rid="B40">Valente e Almeida (1997)</xref>.</p>
                <p>Nas aulas seguintes, os alunos procederam à publicação de seus textos em um blog
                    que eles próprios conceberam. Nessa fase, o professor assumiu um papel mais
                    observador. Os estudantes criaram uma página inicial no blog com o nome “Tupi or
                    Not Tupi”, fazendo referência a uma expressão de Oswald de Andrade divulgada no
                    Manifesto Antropofágico. Cada grupo de alunos gerou um QR Code correspondente ao
                    seu trabalho usando o site <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="http://www.geradordeqrcode.com.br."
                        >http://www.geradordeqrcode.com.br.</ext-link> Os alunos instalaram o
                    aplicativo em seus dispositivos móveis e realizaram atividades que reforçaram o
                    aprendizado. Utilizando a imagem do código gerado, a turma da terceira série do
                    Ensino Médio elaborou um cartaz para divulgar o blog, conforme mostrado na
                    figura subsequente:</p>
                <p><fig id="F2">
                        <label>Figura 2:</label>
                        <caption>
                            <title>Cartaz de divulgação do blog Macunaíma</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2175-795X-rp-42-02-e95330-gf02.tif"/>
                        <attrib>Fonte: elaborado pelos alunos</attrib>
                    </fig></p>
                <p>A utilização do blog como estratégia de ensino no contexto do ensino médio
                    mostrou-se promissora, especialmente no ensino de literatura. A publicação dos
                    textos permitiu que os estudantes expressassem suas ideias, opiniões e visões
                    sobre as obras literárias em estudo, estimulando a autoria e a criatividade.
                    Além disso, o blog possibilitou a experimentação de diferentes estilos de
                    escrita e o desenvolvimento da confiança dos alunos em suas habilidades de
                    escrita.</p>
                <p>A interação com um público mais amplo também desempenhou um papel importante no
                    processo de escrita dos alunos. Ao compartilharem suas postagens em um blog
                    público, os estudantes tiveram a oportunidade de escrever para uma audiência
                    maior, o que pode aumentar sua autoestima e motivação para melhorar suas
                    habilidades de escrita.</p>
                <p>Para o professor, o uso do blog ofereceu a possibilidade de utilizar várias
                    ferramentas de avaliação online, proporcionando feedback em tempo real e
                    avaliação contínua. O blog também permitiu ao professor acompanhar o processo de
                    escrita dos alunos ao longo do tempo, o que é valioso para compreender o
                    desenvolvimento individual e oferecer suporte personalizado.</p>
                <p>A melhoria nas práticas pedagógicas do professor e o maior engajamento dos alunos
                    destacam a eficácia da intervenção etnográfica participativa como estratégia
                    para a integração de tecnologias digitais no ensino de Língua Portuguesa. A
                    abordagem colaborativa proporcionou ao professor a oportunidade de experimentar
                    novas práticas em um ambiente de apoio, promovendo o desenvolvimento de suas
                    habilidades e confiança.</p>
                <p>No entanto, é importante reconhecer que o letramento digital vai além do uso de
                    tecnologia. É fundamental que os professores utilizem essas ferramentas de
                    maneira crítica e reflexiva, promovendo o letramento crítico dos alunos. Para
                    isso, é necessário investir na formação continuada dos professores, superar
                    desafios como a falta de preparo dos gestores educacionais para apoiar as
                    inovações pedagógicas, e garantir um suporte adequado aos professores no
                    processo de mudança de práticas pedagógicas.</p>
                <p>A inserção das tecnologias digitais nos espaços escolares enfrenta desafios como
                    a falta de apropriação pelos professores, a rigidez dos sistemas de ensino e a
                    ausência de suporte adequado. No entanto, superar esses obstáculos é essencial
                    para aproveitar todo o potencial das TDICs no processo de
                    ensino-aprendizagem.</p>
            </sec>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Considerações finais</title>
            <p>A intervenção etnográfica participativa realizada neste estudo evidenciou os
                benefícios da integração de blogs na prática pedagógica de um professor de Língua
                Portuguesa no Ensino Médio. A utilização de ferramentas digitais da Web 2.0 como
                WebQuest e Google Docs e a publicação dos trabalhos produzidos em um blog
                proporcionaram aos estudantes a oportunidade de desenvolver habilidades de escrita,
                expressar suas ideias e participar ativamente na análise e interpretação de textos
                literários.</p>
            <p>Os blogs se mostraram ambientes propícios para a reflexão crítica sobre as obras
                literárias, estimulando os alunos a ir além da mera descrição dos enredos e
                personagens. Eles foram encorajados a questionar, buscar significados ocultos,
                identificar padrões e analisar os efeitos estéticos e emocionais presentes na
                literatura. Essa abordagem promoveu uma compreensão mais profunda da literatura e
                incentivou o desenvolvimento do pensamento crítico dos alunos.</p>
            <p>Os resultados obtidos indicam que a intervenção teve um impacto positivo nas práticas
                pedagógicas do professor, que demonstrou maior receptividade e competência no uso de
                recursos multimídia para a produção de textos. No entanto, é importante destacar que
                a mera utilização de tecnologias não garante o letramento digital. O letramento
                digital é um processo contínuo que ocorre em diferentes contextos e envolve
                habilidades de uso crítico e reflexivo das tecnologias digitais.</p>
            <p>Embora este estudo tenha contribuído para a compreensão do potencial de usos de
                recursos digitais na promoção da reflexão crítica literária, é necessário realizar
                mais pesquisas para compreender plenamente o papel do letramento digital em
                diferentes ambientes de aprendizagem. Além disso, é fundamental que a formação de
                professores inclua o desenvolvimento de competências digitais e o entendimento das
                práticas pedagógicas que promovam o letramento crítico dos alunos.</p>
            <p>Em suma, a integração de WebQuest e Google Docs e blogs na prática pedagógica de
                Língua Portuguesa no Ensino Médio revelou-se uma estratégia promissora para promover
                o engajamento dos alunos, o desenvolvimento de habilidades de escrita e a reflexão
                crítica sobre a literatura. No entanto, é necessário um esforço contínuo para
                ampliar e aprimorar a implementação do letramento digital nas práticas educacionais,
                visando preparar os estudantes para a sociedade digital do século XXI.</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
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            <fn fn-type="other" id="fn1">
                <label>1</label>
                <p>A Web 2.0. termo cunhado por <xref ref-type="bibr" rid="B29">Tim O’Reilly em
                        2005</xref>, é uma evolução colaborativa da Internet, permitindo a escrita
                    conjunta em plataformas como wikis. Essa colaboração promove a disseminação ágil
                    e ampla de conhecimento, transformando a web em um ambiente participativo e
                    interativo.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn2">
                <label>2</label>
                <p>Desde o início desta pesquisa, nos propusemos a respeitar o planejamento do
                    professor, garantido a ele a autonomia para escolher qual conteúdo mediar com as
                    TDIC.</p>
            </fn>
        </fn-group>
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