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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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            <journal-title-group>
                <journal-title>PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA
                    EDUCAÇÃO</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE
                    CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO</abbrev-journal-title>
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            <issn pub-type="epub">2175-795X</issn>
            <publisher>
                <publisher-name>Universidade Federal de Santa Catarina</publisher-name>
            </publisher>
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        <article-meta>
            <article-id pub-id-type="doi">10.5007/2175-795X.2024.e95926</article-id>
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                <subj-group subj-group-type="heading">
                    <subject>Artigo</subject>
                </subj-group>
            </article-categories>
            <title-group>
                <article-title>Cartografias das ausências: crianças e os deslocamentos pelos espaços
                    da Educação Infantil</article-title>
                <trans-title-group xml:lang="en">
                    <trans-title>Cartographies of absences: children and their movements through
                        early childhood education spaces</trans-title>
                </trans-title-group>
                <trans-title-group xml:lang="es">
                    <trans-title>Cartografías de ausencias: niños y desplazamiento por los espacios
                        de la Educación Infantil</trans-title>
                </trans-title-group>
            </title-group>
            <contrib-group>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-9286-2158</contrib-id>
                    <name>
                        <surname>Pont</surname>
                        <given-names>Karina Rousseng Dal</given-names>
                    </name>
                    <xref ref-type="aff" rid="aff1"/>
                </contrib>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-1006-7271</contrib-id>
                    <name>
                        <surname>Angelo</surname>
                        <given-names>Adilson De</given-names>
                    </name>
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                </contrib>
            </contrib-group>
            <aff id="aff1">
                <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Paraná,
                    UFPR</institution>
                <country country="BR">Brasil</country>
                <email>karinapont@ufpr.br</email>
                <institution content-type="original">Universidade Federal do Paraná, UFPR, Brasil,
                    E-mail: karinapont@ufpr.br, https://orcid.org/0000-0001-9286-2158</institution>
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            <aff id="aff2">
                <institution content-type="orgname">Universidade do Estado de Santa Catarina,
                    UDESC</institution>
                <country country="BR">Brasil</country>
                <email>adilson.deangelo@udesc.br</email>
                <institution content-type="original">Universidade do Estado de Santa Catarina,
                    UDESC, Brasil, E-mail: adilson.deangelo@udesc.br,
                    https://orcid.org/0000-0002-1006-7271</institution>
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            <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
                <day>08</day>
                <month>04</month>
                <year>2025</year>
            </pub-date>
            <pub-date publication-format="electronic" date-type="collection">
                <season>Oct-Dec</season>
                <year>2024</year>
            </pub-date>
            <volume>42</volume>
            <issue>4</issue>
            <fpage>01</fpage>
            <lpage>21</lpage>
            <history>
                <date date-type="received">
                    <day>17</day>
                    <month>08</month>
                    <year>2023</year>
                </date>
                <date date-type="accepted">
                    <day>08</day>
                    <month>10</month>
                    <year>2024</year>
                </date>
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                <license license-type="open-access"
                    xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" xml:lang="pt">
                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
                        distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
                        que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
                </license>
            </permissions>
            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>Cartografar ausências é uma provocação sobre os modos como professoras em
                    formação do Curso de Pedagogia da Universidade do Estado de Santa Catarina
                    mapearam os fluxos de deslocamento de crianças bem pequenas, e crianças pequenas
                    durante o Estágio Curricular Supervisionado pelas instituições de Educação
                    Infantil. E, para tal exercício, utilizamos o conceito de “mapas vivenciais”,
                    apresentado por Lopes (2012, 2016), e “educação cartográfica” de Girardi (2014).
                    Uma noção de “desemparedamento” é acionada pelo texto de Tiriba (2010), assim
                    como os “critérios de atendimento às crianças”, por Campos e Rosemberg (2009). O
                    que imagens de 21 mapas vivenciais sobre o observado em unidades de Educação
                    Infantil dizem acerca dos deslocamentos das crianças e seus modos de compor e
                    vivenciar os espaços internos e externos onde vivem suas infâncias? Utilizamos a
                    cartografia enquanto metodologia investigativa em educação ao acompanhar os
                    processos pedagógicos nas instituições públicas de Educação Infantil, por meio
                    da observação participante, escrita em diários e produção das imagens. Ao
                    analisar as imagens compreende-se que ainda é urgente repensar as práticas
                    pedagógicas desenvolvidas nesses espaços, priorizando a autonomia infantil e a
                    possibilidade de interação com os mesmos. Ainda se mostra de forma homogênea uma
                    certa privação das crianças percorrem e explorarem os espaços educativos. Mesmo
                    marcado pelas ausências, essas cartografias dizem muito acerca do modo como as
                    crianças podem perfurar tempos e espaços rígidos oferecidos a elas ao criarem o
                    seu lugar de vivências.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>Mapping absences is a provocation about the ways in which pre-service teachers
                    from the Pedagogy Course at the State University of Santa Catarina mapped the
                    movement flows of very young children and small children during their Supervised
                    Curriculum Internship at early childhood education institutions. For this
                    exercise, we used the concept of “experiential maps,” presented by Lopes (2012,
                    2016), and “cartographic education” by Girardi (2014). A notion of “de
                    -institutionalization” is activated by the text of Tiriba (2010), as well as the
                    “criteria for attending to children” by Campos and Rosemberg (2009). What do the
                    images from 21 experiential maps regarding observations in early childhood
                    education units say about the movements of children and their ways of composing
                    and experiencing the internal and external spaces where their childhoods unfold?
                    We utilized cartography as an investigative methodology in education by
                    accompanying pedagogical processes in public early childhood education
                    institutions through participant observation, diary writing, and the production
                    of images. Analyzing the images reveals that it is still urgent to rethink the
                    pedagogical practices developed in these spaces, prioritizing children’s
                    autonomy and the possibility of interaction within them. There still exists a
                    homogeneous deprivation of children’s opportunities to traverse and explore
                    educational spaces. Even marked by absences, these cartographies tell us a great
                    deal about how children can penetrate the rigid times and spaces offered to them
                    as they create their own places of experience.</p>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="es">
                <title>Resumen</title>
                <p>Cartografiar las ausencias es una provocación sobre las formas en que docentes en
                    formación del Curso de Pedagogía de la Universidad Estadual de Santa Catarina
                    mapearon los flujos de movimiento de niños muy pequeños y de niños pequeños
                    durante la Práctica Curricular Supervisada por instituciones de Educación
                    Infantil. Para este ejercicio utilizamos el concepto de “mapas experienciales”,
                    presentado por Lopes (2012, 2016), y el de “education cartográfica” de Girardi
                    (2014). Una noción de “desemparejamiento” es desencadenada por el texto de
                    Tiriba (2010), así como por los “criterios para el cuidado infantil”, de Campos
                    y Rosemberg (2009). ¿Qué dicen las imágenes de 21 mapas experienciales de lo
                    observado en unidades de Educación Infantil sobre los movimientos de los niños y
                    sus formas de componer y experimentar los espacios internos y externos donde
                    viven su infancia? Utilizamos la cartografía como metodología de investigación
                    en educación a la hora de monitorear procesos pedagógicos en instituciones
                    públicas de Educación Infantil, a través de la observación participante, la
                    escritura de diarios y la producción de imágenes. Al analizar las imágenes, se
                    entiende que aún es urgente repensar las prácticas pedagógicas desarrolladas en
                    estos espacios, priorizando la autonomía de los niños y la posibilidad de
                    interactuar con ellos. Todavía se demuestra de manera homogénea un cierto grado
                    de privación de los niños a la hora de visitar y explorar espacios educativos.
                    Incluso marcadas por ausencias, estas cartografías nos dicen mucho sobre la
                    manera en que los niños pueden atravesar tiempos y espacios rígidos que se les
                    ofrecen al crear su lugar de experiencia.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Mapas Vivenciais</kwd>
                <kwd>Educação Infantil</kwd>
                <kwd>Formação de professores</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Experiential Maps</kwd>
                <kwd>Early Childhood Education</kwd>
                <kwd>Teacher Formation</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="fr">
                <title>Mots-clés:</title>
                <kwd>Mapas Vivenciales</kwd>
                <kwd>Educación Infantil</kwd>
                <kwd>Formación de Profesores</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>Cândido Portinari, na obra “Crianças brincando no pátio da escola”, de 1933 (<xref
                    ref-type="fig" rid="F1">Figura 1</xref>) apresenta uma composição em tons de
                marrons, verdes e azuis. No desenho, observamos crianças em pares no canto esquerdo
                de um espaço retangular, no que parece ser o pátio de uma escola. Ao fundo duas
                crianças correm para se alinhar à fila. Próximo a elas um adulto em pé com uniforme
                e quepe com as mãos para trás em um posicionamento típico de quem está atento ao
                disciplinamento das crianças, conformando os seus corpos e as suas expressões à
                ordem que o espaço escolar exige. Três árvores e um varal com roupas penduradas e a
                torneira compõe o espaço com as crianças. Poderíamos supor que se trata da volta à
                sala de aula após o recreio, já que as crianças não carregam materiais, ou alguma
                dinâmica para atividades físicas. Mas, o que gostaríamos de chamar a atenção, na
                obra, é o modo como as crianças ocupam o espaço externo deste lugar. Enfileirados,
                sob a supervisão de um adulto, ocupam o espaço restrito a essa formação. O que
                teriam feito antes do comando para entrarem em fila? Subiram nas árvores?
                Conseguiram espiar a rua para além dos muros? Perceberam, ao olhar para o céu, como
                as nuvens se movimentam? Será que um passarinho as pediu para ser árvore<xref
                    ref-type="fn" rid="fn1">1</xref>, como nos convida o poema de Manoel de Barros
                (2013)?</p>
            <p><fig id="F1">
                    <label>Figura 1</label>
                    <caption>
                        <title>Crianças no pátio da escola, Candido Portinari, 1933.</title>
                    </caption>
                    <graphic xlink:href="2175-795X-rp-42-04-e95926-gf01.tif"/>
                    <attrib>Fonte: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://www.portinari.org.br/acervo/obras/18328/criancas-brincando-no-patio-da-escola"
                            >https://www.portinari.org.br/acervo/obras/18328/criancas-brincando-no-patio-da-escola</ext-link>.
                        Acesso em: 12 nov. 2022.</attrib>
                </fig></p>
            <p>O convite a essas e outras reflexões, neste artigo, ocorre em relação aos usos que as
                crianças de diversas idades fazem dos espaços internos e externos das instituições
                de Educação Infantil, e os modos como professores e professoras em formação produzem
                uma cartografia acerca desses deslocamentos. Analisar essas imagens
                    cartográficas<xref ref-type="fn" rid="fn2">2</xref> é o objetivo central deste
                artigo. Diante desse propósito, apoiamos nossa análise nos estudos de <xref
                    ref-type="bibr" rid="B23">Rocha e Ostetto (2008)</xref> e <xref ref-type="bibr"
                    rid="B10">Cerisara <italic>et al.</italic> (2002)</xref> para seguirmos pensando
                o estágio como espaços e tempos de possibilidade de encontrarmos as crianças; de
                    <xref ref-type="bibr" rid="B8">Campos e Rosemberg (2009)</xref> e <xref
                    ref-type="bibr" rid="B28">Tiriba (2010)</xref> para refletir a necessidade de
                “desemparedá-la”; seguimos também com <xref ref-type="bibr" rid="B12">Didi-Huberman
                    (1998)</xref> para ajudar a olhar as imagens e com <xref ref-type="bibr"
                    rid="B19">Lopes, Costa e Amorim (2016)</xref> a noção de “mapas vivenciais”,
                para subsidiar a construção das cartografias pelas estudantes do Curso de Pedagogia
                do Centro de Ciências Humanas e da Educação da Universidade do Estado de Santa
                Catarina (FAED/UDESC).</p>
            <p>Crianças passam de 4 a 10 horas em instituições de Educação Infantil. A permanência
                nesses espaços é um direito legalmente garantido às infâncias, assim como o
                estabelecimento de relações pedagógicas que se abram à escuta e à construção
                coletiva acerca dos modos de ocupar e organizar esses espaços. Mas, por vezes,
                algumas práticas pedagógicas desenvolvidas, ainda são pautadas pela homogeneização
                do uso dos tempos e espaços, como a imagem de Portinari nos dá a ver. No entanto,
                persiste o desafio e o compromisso de se seguir na construção de “uma proposta de
                buscar as vozes, os jeitos de ser das crianças pequenas e suas impressões sobre a
                vida vivida (considerando as dimensões e relações humanas, espaciais e culturais que
                interferem nesse viver)” (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Cerisara <italic>et
                        al.,</italic> 2002, p. 6</xref>), durante as muitas horas por ano que elas
                passam nas instituições de Educação Infantil.</p>
            <p>Pesquisas recentes realizadas no âmbito do Laboratório de Educação e Infância
                    (LABOREI/Faed-Udesc)<xref ref-type="fn" rid="fn3">3</xref> constataram que
                crianças de 4 e 5 anos não conheciam determinados espaços da unidade educativa que
                frequentam desde bebês<xref ref-type="fn" rid="fn4">4</xref>, ou que o “brincar
                livre” nas áreas externas, em sua maioria, eram orientadas e propostas somente pelas
                professoras. Assim, por mais que os ordenamentos legais e pedagógicos orientem que
                as crianças tenham liberdade para se deslocarem pelos diferentes espaços da creche e
                da pré-escola, ainda é necessário tirá-las dos trajetos cotidianamente marcados e
                “desemparedá-las”, como nos desafia <xref ref-type="bibr" rid="B28">Tiriba
                    (2010)</xref>. Então, ainda é preciso seguir questionando, para poder afirmar:
                “Nossas crianças têm direito ao contato com a natureza?!” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B8">Campos; Rosemberg, 2009, p. 18</xref>).</p>
            <p>Nesse sentido, propomos, no âmbito da formação inicial de professoras e professores,
                cartografar os movimentos das crianças durante o período de Estágio Curricular
                Supervisionado, com o propósito de educar o olhar pela produção das imagens sobre
                “como” e “quando” meninas e meninos ocupam (ou não!) os mais diversos espaços e
                tempos institucionais.</p>
            <p>O que as imagens cartográficas de uma experiência de Estágio Curricular
                Supervisionado na Educação Infantil nos oferecem? Como a produção dessas imagens nos
                ajudam a pensar, junto a <xref ref-type="bibr" rid="B12">Didi-Huberman
                (1998)</xref>, acerca do sentindo amplo do “ver” composições do visível em relação
                ao invisível? Seria possível cartografar ausências?</p>
            <p>Possíveis respostas a essas questões ajudariam, também, a seguir na necessidade de
                tomar a criança e a sua agência como “ponto de partida para a organização do
                trabalho pedagógico e de ensaiar uma aproximação aos universos infantis buscando
                estranhar o que parece familiar, pois todos os dias vemos as crianças brincando,
                chorando, dormindo, comendo, desenhando” (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Cerisara
                        <italic>et al.,</italic> 2002, p. 2</xref>), sem que isso,
                significativamente, reverbere na organização do trabalho pedagógico junto a elas.
                Parece-nos que esse é um movimento latente, porque no trabalho com a criança pequena
                permanece o convite e o desafio: “abramos os olhos para experimentar o que não vemos
                – ou melhor para experimentar que o que não vemos com toda evidência (a evidência
                visível) não obstante nos olha como uma obra (visual) de perda” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B12">Didi-Huberman, 1998, p. 34</xref>).</p>
            <p>Logo, no trabalho junto às crianças, a convocação de Saramago — na Epígrafe de Ensaio
                sobre a Cegueira — faz todo o sentido: “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Saramago, 1995, p. 10</xref>). Esse movimento
                “olhar”, “ver” e “reparar” requer mudanças de percursos, ensaios de outras e novas
                possibilidades e também certas rupturas sobre aquilo que ouvimos e dizemos acerca
                das crianças. E aqui, cabe bem o convite do poeta: “Procuro despir-me do que aprendi
                / Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, / E raspar a tinta com
                que me pintaram os sentidos, / Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras, /
                Desembrulhar-me e ser eu...” (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Pessoa, 1993, p.
                    48</xref>).</p>
            <p>O convite, feito às estagiárias na Educação Infantil, para cartografar os espaços das
                unidades educativas com todos os sentidos é uma proposta de rupturas paradigmáticas
                e reflexivas. E vincula-se à necessidade de ir além do simples ato de olhar,
                incentivando uma observação mais atenta e significativa. Esse processo de
                cartografia sensorial não é apenas uma atividade física, mas uma prática de presença
                consciente, que requer uma verdadeira imersão nos ambientes e experiências: de corpo
                inteiro, com todos os sentidos disponíveis à captura de movimentos, texturas,
                cheiros, sons, sabores...</p>
            <p>Quando as estagiárias são convidadas a “olhar”, “ver” e “reparar”, elas são chamadas
                a desafiar as suas percepções habituais, a reavaliar o que já sabem e a abrir-se
                para novas formas de entender e interagir com os espaços e com as crianças que os
                habitam. Esse movimento envolve ensaios de novas possibilidades e rupturas com as
                concepções anteriores, promovendo uma mudança de perspectiva.</p>
            <p>A ideia é lançar-se na aventura de se despir dos ensinamentos e preconceitos
                acumulados, incentivando as estagiárias a desconstruírem suas percepções prévias
                para acessarem suas emoções e sentidos verdadeiros. Esse processo de
                “desembrulhar-se” e ser autêntico é essencial para a prática pedagógica na Educação
                Infantil, onde a sensibilidade e a abertura para o novo são fundamentais para criar
                um ambiente educativo rico e inclusivo.</p>
            <p>O movimento de cartografar os espaços educativos com todos os sentidos requer
                compreender que o processo não é linear ou previsível. Envolve, necessariamente,
                considerar as dúvidas, as ansiedades, os imprevistos e os improvisos que surgem no
                encontro com a vida que pulsa nas interações com as crianças. A experiência de
                cartografar é dinâmica e imprevisível, e esses elementos são essenciais desse
                processo.</p>
            <p>Ao lidar com as incertezas e desafios, as estagiárias estão, na verdade, ampliando
                territórios, criando novos sentidos e assumindo diferentes posições. Isso significa
                estar disponível a transformar a própria prática e percepção, permitindo que a
                cartografia sensorial ultrapasse a mera descrição dos espaços, tornando-se uma
                verdadeira co-criação com as crianças, onde novos significados e possibilidades são
                constantemente produzidos e explorados.</p>
            <sec>
                <title>O Estágio Curricular Supervisionado como locus de encontros</title>
                <p>O curso de Pedagogia da Faed-Udesc oferece, na segunda metade do curso,
                    disciplinas voltadas às metodologias de ensino e também o Estágio Curricular
                    Supervisionado na Educação Infantil, que consiste em uma imersão nos espaços
                    coletivos de educação e cuidado da criança pequena para o exercício da
                    observação das dinâmicas aí instituídas, tendo em vista a proposição de projetos
                    de ação docente em consonância com as especificidades dessa modalidade da
                    Educação Básica. A saber, o estágio busca compreender as creches e pré-escolas
                    como <italic>locus</italic> privilegiado para exercitar o olhar e experienciar
                    ver o que está além do aparente, evidenciando a complexa configuração do
                    cotidiano infantil, suas múltiplas formas de comunicar-se entre si e de
                    comunicar-se com o mundo (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Rocha; Ostetto,
                        2008</xref>).</p>
                <p>Tal processo pauta-se na perspectiva freiriana de que pensar a prática é um
                    movimento de aproximação ao ato de pensar certo (<xref ref-type="bibr" rid="B14"
                        >Freire, 2006</xref>). Nesse sentido, o Estágio Curricular Supervisionado na
                    Educação Infantil compõe-se, em um primeiro momento, dessa aproximação às
                    dinâmicas institucionais onde crianças e adultos constituem-se sujeitos potentes
                    nas interações entre si, com os espaços, com os tempos e com as materialidades.
                    Esse momento da observação pretende colocar em uma intensa interlocução
                    professoras e professores em formação com todas as realidades
                    educacionais-pedagógicas pensadas para e com as crianças; mormente, suas
                    rotinas, suas interações, suas brincadeiras, suas linguagens, suas formas de
                    conhecer e de nominar o mundo de corpo inteiro. Esse tempo da observação procura
                    focar nas ações sociais das crianças, buscando compreender os diferentes modos
                    como elas vivem suas infâncias nesses espaços a elas destinados.</p>
                <p>Um outro momento constitui-se na proposição de projetos de ação docente, onde, a
                    partir do que as crianças indicaram, a organização das suas rotinas lhe são
                    apresentadas e construídas conjuntamente. Tais projetos desafiam-nos a pensar a
                    organização dessas rotinas considerando os eixos curriculares das interações e
                    das brincadeiras, mediadas pelas diferentes linguagens, reconhecendo as crianças
                    como sujeitos potentes com direitos a viverem suas infâncias. Portanto, uma
                    docência que se pauta nas premissas de que as nossas crianças têm direito à
                    brincadeira; à atenção individual; a um ambiente aconchegante, seguro e
                    estimulante; ao contato com a natureza; à higiene e saúde; a uma alimentação
                    sadia; a desenvolver sua curiosidade, imaginação e capacidade de expressão; ao
                    movimento em espaços amplos; à proteção, ao afeto e à amizade; a expressar seus
                    sentimentos; a uma especial atenção durante seu período de inserção na unidade
                    educativa; e a desenvolver sua identidade cultural, racial e religiosa (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B8">Campos; Rosemberg, 2009</xref>).</p>
                <p>No segundo semestre de 2019, a disciplina de Geografia e Ensino foi ministrada de
                    forma concomitante à disciplina de Estágio Curricular Supervisionado na Educação
                    Infantil. Durante as discussões realizadas com os grupos docentes, questões como
                    a relação das crianças com os espaços de vivências, o emparedamento das crianças
                    nas salas referências e/ou pelos muros das escolas e das instituições de
                    Educação Infantil foram disparadores para dialogar sobre as questões conceituais
                    e metodológicas do trabalho docente. Nesses diálogos, foi possível identificar
                    que, sobretudo, nas vivências com as crianças pequenas as relações com os
                    espaços educativos, como a cidade, o bairro e os entornos das instituições,
                    ainda parecem esmaecidas. Isso porque, no tempo em que vivemos, os espaços
                    externos ao edificado que acolhe as crianças e outros espaços públicos (praças,
                    ruas, parques, e outros) muitas vezes são vistos como hostis às infâncias. <xref
                        ref-type="bibr" rid="B29">Tonucci (2020)</xref> contribui com a seguinte
                    reflexão:</p>
                <disp-quote>
                    <p>É difícil para a criança sair de casa sozinha, procurar companheiros e ir
                        para um lugar adequado para brincar com eles. As dificuldades ambientais,
                        verdadeiras ou presumidas, convenceram os pais de que esta cidade não
                        permite que uma criança de seis e dez anos saía sozinha e, portanto, seu
                        tempo livre foi transformado em tempo organizado e dedicado a diferentes
                        atividades, em casa ou fora dela, rigorosamente agendadas e geralmente pagas
                            (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Tonucci, 2020, p. 240</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>De modo geral, as questões que a geografia escolar apresenta está um pouco mais
                    consolidada a partir dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, em comparação com
                    a Educação Infantil. É preciso pontuar os modos específicos de organização entre
                    essas duas etapas educativas, e de como isso se reflete em práticas pedagógicas
                    diferenciadas. Porém, mesmo que a Educação Infantil não esteja orientada pelas
                    mesmas perspectivas da organização curricular do Ensino Fundamental, esse
                    esmaecimento pode ser estranho, considerando que uma das questões centrais da
                    geografia é oferecer e ampliar a leitura de mundo.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B13">Freire (2003)</xref> também nos ensina, que
                    “desde muito pequenos aprendemos a entender o mundo que nos rodeia. Por isso,
                    antes mesmo de aprender a ler e a escrever palavras e frases, já estamos lendo,
                    bem ou mal, o mundo que nos cerca” (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Freire,
                        2003, p.71</xref>). E, portanto, a trajetória de ler o mundo se inicia e/ou
                    se prolonga pelo espaço vivido e pelas leituras do lugar no qual as crianças
                    passam grande parte do dia.</p>
                <p>Sabemos também que documentos legais orientadores da Educação Infantil apresentam
                    como prerrogativa o livre acesso das crianças aos diferentes espaços das
                    instituições, além de uma série de outros critérios que levem em consideração a
                    potência e as possibilidades de “ler” e de “compreender” o mundo em que vivem.
                    As próprias Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B5">Brasil, 2009</xref>) são contundentes ao afirmarem
                    que:</p>
                <disp-quote>
                    <p>As instituições de Educação Infantil devem tanto oferecer espaço limpo,
                        seguro e voltado para garantir a saúde infantil quanto se organizar como
                        ambientes acolhedores, desafiadores e inclusivos, plenos de interações,
                        explorações e descobertas partilhadas com outras crianças e com o professor.
                        Elas ainda devem criar contextos que articulem diferentes linguagens e que
                        permitam a participação, expressão, criação, manifestação e consideração de
                        seus interesses (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brasil, 2009, p.
                        11</xref>).</p>
                    <p>A criança deve ter possibilidade de fazer deslocamentos e movimentos amplos
                        nos espaços internos e externos às salas de referência das turmas e à
                        instituição, envolver-se em explorações e brincadeiras com objetos e
                        materiais diversificados que contemplem as particularidades das diferentes
                        idades, as condições específicas das crianças com deficiência, transtornos
                        globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, e as
                        diversidades sociais, culturais, étnico-raciais e linguísticas das crianças,
                        famílias e comunidade regional (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Brasil, 2009,
                            p. 14</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Tomando por pressuposto as questões acima apresentadas, articulando as
                    disciplinas de Estágio Curricular Supervisionado e Ensino de Geografia, foi
                    proposto um exercício de mapeamento dos fluxos de deslocamento das crianças
                    pelos espaços das unidades onde o estágio aconteceria. Por quais espaços as
                    crianças se deslocam com maior intensidade? Quando, com quem e por que esses
                    movimentos acontecem? Essas indagações foram o mote para aguçar os sentidos como
                    possibilidade de ver de outra forma os cotidianos tão cristalizados, ou
                    experienciar ver que o que não vemos com toda evidência visível.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>“Mapas vivências” e o Estágio Curricular Supervisionado na Educação
                    Infantil</title>
                <p>Além de buscar mapear esses deslocamentos pela produção de imagens cartográficas,
                    a provocação estava na produção desses mapas pelas professoras em formação
                    (estagiárias) como possibilidade de colocá-las atentas às questões das relações
                    das crianças com os espaços e também como potência da experienciação da
                    cartografia enquanto linguagem dos processos de leitura e compreensão do mundo.
                    Sendo assim, tomar a educação cartográfica pela perspectiva de <xref
                        ref-type="bibr" rid="B15">Girardi (2014)</xref> que a apresenta “como um ato
                    que não se esgota na decodificação pura de seus elementos (sinais gráficos e
                    palavras), mas se antecipa e se alonga na inteligência do mundo” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B15">Girardi, 2014, p. 88</xref>).</p>
                <p>Nesse sentido, o desenvolvimento de práticas pedagógicas tensiona o “discurso
                    cartográfico” ao compreender que “os mapas são considerados imagens que
                    contribuem para o diálogo num mundo socialmente construído” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B16">Harley, 2009, p. 10.</xref>). E se o mundo e o
                    espaço são socialmente construídos, assim o foram as imagens derivadas da
                    cartografia geográfica e dos mapas vivenciais produzidos pelas docentes em
                    formação inicial.</p>
                <p>Logo, para ampliar algumas possibilidades em se trabalhar com a cartografia como
                    um modo de exercer o respeito às lógicas das crianças, utilizamos a noção de
                    “mapas vivenciais” proposta por <xref ref-type="bibr" rid="B19">Lopes, Costa e
                        Amorim (2016)</xref>. Esses autores apresentam a cartografia entrelaçada com
                    a ideia de processualidade, ou seja, é dado ao mapa um caráter de inacabamento,
                    transgressão e potencialidade criadora em relação à cartografia oficial
                    (encontrada em atlas escolares, atlas do IBGE, geralmente produzidos pelos
                    órgãos de governo e pelos militares), e aos modos como estamos acostumados a
                    mapear o mundo.</p>
                <p>Assim, para a construção desses exercícios, utilizamos a cartografia enquanto
                    metodologias pós-crítica em educação ao “acompanhar processos, desenhar as redes
                    de força à qual o objeto ou fenômeno em questão se encontra conectado, dando
                    conta de suas modulações e de seu movimento permanente” (Barros; Kastrupp, 2012,
                    p. 57). Porque para “desenhar essas redes de força” e produzir os dados para
                    esta investigação, foram propostas práticas de observação participante, tanto em
                    relação aos espaços internos como externos das intuições, produções de
                    fotografias, roteiro para produção de escritas sobre o observado em diários de
                    campo, análise das legislações e documentações acerca do direito das crianças, e
                    os desenhos das imagens cartográficas. As estagiárias foram convidadas a
                    observar durante duas semanas o uso e o fluxo das crianças pelos espaços
                    internos e externos das instituições onde o Estágio Supervisionado acontecia.
                    Depois, deveriam produzir um mapa para apresentar esses deslocamentos das
                    crianças, além de utilizarem os elementos básicos da cartografia, como título e
                    legendas. Este artigo é sobre esses mapas, ou seja, as imagens cartográficas que
                    iremos aprofundar as análises.</p>
                <p>Resultaram desse processo a produção de 21 mapas, todos feitos pelas estudantes
                    estagiárias. E, para a produção do presente texto, selecionamos desse conjunto 4
                    mapas, procurando diversificar os grupos composto pelas crianças, geralmente
                    organizados pelas idades das mesmas. Respeitando os princípios da
                    confidencialidade da identidade das crianças, das profissionais e das
                    instituições educativas onde os dados aqui apresentados foram gerados,
                    procuramos resguardar qualquer informação que pudesse revelar tais identidades.
                    Porém, entendemos que é importante assinalar que o Estágio Curricular
                    Supervisionado ocorreu em instituições de Educação Infantil pertencentes às
                    redes públicas de educação dos municípios que compõem a Região da Grande
                    Florianópolis, no Estado de Santa Catarina. Trata-se de unidades públicas que
                    atendem crianças de zero a cinco/seis anos de idade<xref ref-type="fn" rid="fn5"
                        >5</xref>, na sua grande maioria pertencente à classe trabalhadora,
                    localizadas na zona urbana.</p>
                <p>Nesse primeiro movimento de cartografia, não foi possível capturar as
                    intersecções que marcam as existências dos corpos infantis e adultos que compõem
                    as unidades de Educação Infantil. Reconhece-se, no entanto, a importância de
                    considerar os marcadores sociais — como gênero, região, religião, cor de pele,
                    etnia, entre muitos outros — que influenciam a representação desses corpos.
                    Embora esses marcadores sejam fundamentais para entender as experiências e
                    identidades dos sujeitos, eles ainda não foram plenamente captados no processo
                    inicial da presente pesquisa.</p>
                <p>A primeira cartografia que aqui trazemos representa os percursos realizados por
                    crianças do grupo 3-4, com idades correspondentes a esses números. Trata-se de
                    um grupo composto por crianças que, institucionalmente, se caracterizam como
                    pertencentes à creche (0-3 anos) e à pré-escola (4-5 anos).</p>
                <p><fig>
                        <label>Figura 2</label>
                        <caption>
                            <title>“Mapa vivencial Grupo 3-4”</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2175-795X-rp-42-04-e95926-gf02.tif"/>
                        <attrib>Fonte: Arquivos dos autores (2019).</attrib>
                    </fig></p>
                <p>Na imagem, podemos identificar, a partir das setas vermelhas, a marcação do fluxo
                    das crianças pelos espaços externos e internos da instituição. Observamos a
                    constituição de um percurso que incide, quase na sua totalidade, em uma linha
                    reta, traçada entre um ponto e outro do espaço externo, atravessando o edificado
                    da unidade de Educação Infantil. Observamos, também, que essa linearidade parece
                    ser quebrada apenas no interior desse edificado, quando as crianças se espraiam
                    por outros cantos da unidade, sem perder a referência retilínea. Mesmo no
                    edificado, as crianças parecem ocupar apenas os espaços do <italic>hall</italic>
                    imediatamente contíguos à sua sala de referência, além do refeitório.</p>
                <p>A unidade educativa que acolhe o grupo de crianças, apresentado na cartografia
                    acima, possui um edificado com referências bem contemporâneas de construção
                    escolar. A área externa é bastante extensa, com três parques, horta, casinha,
                    rampa para escalada, quadra, atelier, e outros. A área interna é composta por um
                        <italic>hall</italic> com um pé direito bastante alto e com algumas
                    materialidades voltadas às brincadeiras das crianças (pequenos escorregadores,
                    rampas, casinha, palco para teatro de fantoches, arara com fantasias), salas de
                    referências amplas e com solários anexos, refeitório bastante iluminado e
                    ventilado, sala multiuso, corredor largo com espaço para a exposição das
                    produções das crianças. Revelando: a unidade possui uma considerável
                    infraestrutura e um espaço externo “melhor ainda”.</p>
                <p>Ao olharmos essas potencialidades da instituição e ao vermos os percursos das
                    crianças do Grupo 3/4, o que podemos reparar? Parece-nos que as crianças (e
                    também os adultos) estão condicionadas a seguirem um mesmo fluxo, entre a sala
                    de referência e o parque e a horta, passando pelo refeitório, explorando
                    cotidianamente os mesmos espaços. Esse condicionamento acaba por impedir que as
                    crianças estejam em outros espaços internos e externos da instituição, que
                    conheçam e explorem com suas brincadeiras os outros parques existentes, que
                    descubram e ocupem os espaços laterais do terreno. Muitos enredos poderiam ter
                    sido criados a partir de brincadeiras, interações e descobertas das crianças na
                    sala multiuso, no largo corredor onde as produções dos colegas estão expostas
                    (contando seus aprendizados, suas descobertas e suas conquistas), nas visitas a
                    outros grupos de crianças que também frequentam a instituição (e que estão na
                    sala ao lado).</p>
                <p>Um movimento bem semelhante foi-nos também apresentado na cartografia que segue
                    abaixo:</p>
                <p><fig>
                        <label>Figura 3</label>
                        <caption>
                            <title>“Mapa - Os espaços do Grupo 4”</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2175-795X-rp-42-04-e95926-gf03.tif"/>
                        <attrib>Fonte: Arquivos dos autores (2019).</attrib>
                    </fig></p>
                <p>Os dados cartográficos dessa imagem oferecem-nos ciência quanto aos espaços
                    ocupados por um grupo de crianças de 4 anos, revelando por onde elas andavam a
                    realizar suas aprendizagens e suas conquistas por meio de brincadeiras e de
                    interações. Aí também é possível identificar que esse grupo ocupa apenas o
                        <italic>hall</italic> da unidade e o refeitório, invisibilizando outros
                    espaços do edificado. É importante notar que mesmo no <italic>hall</italic> (que
                    nesse caso se apresenta como um espaço bastante amplo e com algumas
                    materialidades disponíveis) as crianças circulam muito próximas à sua sala de
                    referência. Consequentemente, a ideia de sala referência, como ponto de encontro
                    para as crianças e os adultos que compõem o grupo, que deveria funcionar como um
                    ponto de partida (e de chegada!) para as crianças explorarem o “mundo” que se
                    revela na unidade educativa, acaba limitando os movimentos nas suas próprias
                    cercanias.</p>
                <p>Esse movimento pode ser notado também em relação à ocupação das crianças nos
                    espaços externos ao edificado. Na imagem, é possível perceber que a circulação
                    do grupo acontece apenas nas imediações onde se localiza a sala referência. Isso
                    acaba por impedir que as crianças circulem por outros espaços externos da
                    unidade. Nesse grupo de crianças, especificamente, foi possível saber, a partir
                    do que elas mesmas relataram, que havia lugares onde elas nunca tinham estado:
                    “nem para conhecer, nem para brincar”.</p>
                <p>A possibilidade de explorar e de potencializar todos os espaços da instituição,
                    permitindo que as crianças circulem por eles, revelou-se, sobremaneira, em um
                    dos mapas produzidos, como podemos ver na imagem seguinte. A cartografia
                    produzida deu conta do movimento de assegurar a todas as crianças o direito a
                    percorrer todos os espaços que desejavam.</p>
                <p><fig>
                        <label>Figura 4</label>
                        <caption>
                            <title>“Trilhas do Pré – Grupo 5/6”.</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2175-795X-rp-42-04-e95926-gf04.tif"/>
                        <attrib>Fonte: Arquivos dos autores (2019).</attrib>
                    </fig></p>
                <p>No mapa vemos “tracinhos” indicando trajetos feitos pelas crianças com a idade
                    entre 5 e 6 anos, na exploração e ocupação dos espaços da instituição. Quase
                    toda folha é tomada por esses tracinhos. Tal realidade ilustra as relações que
                    as crianças constroem com o edificado e os espaços externos, sobretudo na forma
                    como esses espaços estão disponíveis a elas na organização de suas rotinas. Mas,
                    ainda assim, é possível identificar, no cotidiano dessas crianças, uma não
                    relação com o entorno, com a geografia que compõe o lugar para além dos muros da
                    unidade educativa onde estão e vivem suas infâncias.</p>
                <p>Ao referir-se aos eixos de uma lógica de ação centrada nos direitos da criança
                        <xref ref-type="bibr" rid="B26">Sarmento (2013</xref>; <xref ref-type="bibr"
                        rid="B27">2015a</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B25">2015b</xref>) afirma
                    a importância e a necessidade de organizarmos os processos educativos da
                    infância como um campo de possibilidades, pensando as instituições educativas
                    como um lugar de encontro de culturas, como um mundo social de vida das crianças
                    e como uma <italic>polis.</italic> O autor compreende que, a Educação Infantil
                    dever ser também uma educação que acontece na relação com a cidade (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B25">Sarmento, 2015b</xref>). Assevera sobre o
                    imperativo de se “abrir” as portas e os portões das Educação Infantil para que
                    as crianças possam estar no museu, no centro cultural, nas praças, no parque
                    infantil, nas universidades, nos parques urbanos, nos recintos e quadras
                    desportivas, na oficina dos artesãos, na biblioteca ou na livraria, na
                    associação cultural, na banda de música, na sala da orquestra, na praça e na
                    rua.</p>
                <p>Os outros mapas, em sua maioria, seguiram apresentando os deslocamentos das
                    crianças por espaços limitados entre a sala de referência, banheiros,
                    refeitórios e poucas áreas externas ao edificado. No caso das crianças bem
                    pequenas, com até 2 anos, nem nas áreas externas foi possível mapear nesses
                    deslocamentos. Ainda subsistem práticas que procuram invisibilizar os bebês nos
                    espaços da Educação Infantil, conferindo a essas crianças apenas a permanência
                    nos espaços denominado de “berçários”, aprisionando-as às suas salas referência.
                    Quando muito, protegidos dos possíveis contatos com outras crianças maiores, os
                    bebês e as crianças bem pequenas ocupam o espaço do solário, geralmente contíguo
                    à sala onde passam a maior parte do tempo, conforme podemos ver representado no
                    mapa abaixo:</p>
                <p><fig>
                        <label>Figura 5</label>
                        <caption>
                            <title>“Mapa onde se divertem as crianças – Grupo 2”.</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2175-795X-rp-42-04-e95926-gf05.tif"/>
                        <attrib>Fonte: Arquivos dos autores (2019).</attrib>
                    </fig></p>
                <p>As crianças desse grupo, durante todo o período do estágio, estiveram apenas na
                    sala referência, no refeitório (para os momentos de alimentação), no
                        <italic>hall</italic> (em frente à sala referência) e no solário (anexo à
                    sala referência). Portanto, toda a organização das rotinas desse grupo de
                    crianças foi estruturada nos espaços internos, muito próximo à sala referência,
                    onde as crianças passavam a maior parte do dia.</p>
                <p>Ainda é possível identificar, em algumas unidades educativas, práticas que só
                    permitem que os bebês e as crianças bem pequenas ocupem os espaços externos à
                    sua sala referência quando outros grupos de crianças maiores não estejam nestes
                    espaços. Tal isolamento vincula-se à necessidade de controle do tempo e dos
                    espaços e também do “disciplinamento dos corpos” desses sujeitos infantis (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B2">Barbosa; Carvalho, 2006</xref>, <xref
                        ref-type="bibr" rid="B9">Carvalho, 2005</xref>).</p>
                <p>O insulamento dessas crianças, privando-as de práticas sociais na relação com os
                    outros — adultos e crianças — restringe a possibilidade de alargar seus
                    horizontes, de ampliar as suas vivências em outras linguagens, de experienciar
                    seus saberes. Permitir que os bebês e crianças bem pequenas habitem somente a
                    sala de referência do grupo, e às vezes o solário, acaba por restringir toda a
                    potência que as práticas pedagógicas podem trazer, no sentido de possibilitar
                    vivências significativas “que promovam o conhecimento de si e do mundo por meio
                    da ampliação de experiências sensoriais, expressivas, corporais em que a
                    individualidade e respeito pelos ritmos e desejos das crianças sejam
                    respeitados” (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Buss-Simão, 2016, p.
                    190</xref>).</p>
                <p>Reconhecer a “centralidade do corpo” nos processos vividos com as crianças,
                    significa validar uma ação docente “[...] baseada nas relações e nos contatos
                    corporais constantes”, que “envolve a dimensão do cuidado como ética e ganha
                    consistência com a compreensão do entrelaçamento entre corpo, linguagem,
                    pensamento e emoção na constituição do ser humano” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B7">Buss-Simão, 2016, p. 190</xref>).</p>
                <p>E serão exatamente esses primeiros saberes e essas primeiras experiências vividas
                    de corpo inteiro — mediatizadas pelas brincadeiras, pelas interações e pelas
                    diferentes linguagens —, que irão “constituir as bases sobre as quais as
                    crianças, mais tarde, irão sistematizar os conhecimentos que fazem parte do
                    patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B1">Barbosa, 2010, p. 5</xref>). Então, em súmula, o
                    trabalho pedagógico com esses grupos etários reivindicará sempre situações
                    contextualizadas, tendo em vista a “criação de uma vida cotidiana com práticas
                    sociais que possibilitem alargar horizontes, ampliar vivências em linguagens,
                    para que os bebês experienciem seus saberes” (<xref ref-type="bibr" rid="B1"
                        >Barbosa, 2010, p. 5</xref>).</p>
                <p>Além das cartografias produzidas pelas estagiárias, uma delas solicitou às
                    crianças do Grupo 3-4 que, também elas, fizessem os seus mapas contando dos
                    espaços onde mais gostavam de estar. Desses 16 mapas produzidos pelas crianças,
                    12 apresentavam exclusivamente as partes externas do edificado, entre o parque e
                    a horta, associadas às suas brincadeiras. Ao povoar esses espaços com suas
                    brincadeiras, como nos lembra <xref ref-type="bibr" rid="B18">Lopes
                        (2012)</xref>, as crianças constroem suas narrativas, deixam suas marcas,
                    transformando-os e ressignificando-os conforme os usos e interações, marcando
                    territórios pelas culturas infantis.</p>
                <p>Trazemos aqui a produção de Valentim (nome fictício), uma criança de 4 anos, que
                    nos brinda com o “seu lugar preferido” que compõe o espaço e o tempo em que ele
                    passa a maior parte do seu dia.</p>
                <p><fig>
                        <label>Figura 6</label>
                        <caption>
                            <title>“O parque de Valentim”.</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2175-795X-rp-42-04-e95926-gf06.tif"/>
                        <attrib>Fonte: Arquivos dos autores (2019).</attrib>
                    </fig></p>
                <p>A árvore, o sol e as nuvens de Valentim oferecem pistas do que é possível e
                    desejado pelas crianças nas vivências com os espaços das instituições: ele gosta
                    muito estar do outro lado das paredes da sua sala referência. O desejo de
                    Valentim remete-nos ao que nos diz <xref ref-type="bibr" rid="B28">Tiriba
                        (2010)</xref>, quando nos convida a considerar com seriedade aquilo que as
                    crianças nos apontam como bom e prazeroso para elas. Isso nos ajuda a olhar com
                    atenção para esses mapas afetivos feito pelas crianças e nos mobiliza a pensar
                    nas rotinas nas instituições, nos planejamentos e nas intencionalidades dos atos
                    pedagógicos que ainda insistem em afastar as crianças das árvores, das gramas e
                    dos matos que crescem por ali, dos insetos e outros “bichinhos” que vão
                    aparecendo, da areia e das poças que se formam em dias de chuva... e,
                    consequentemente, de todas as possíveis brincadeiras e descobertas que esses
                    encontros podem potencializar. O Parque de Valentim fala também das
                    possibilidades de contemplação e de observações dos fenômenos naturais que ali
                    se manifestam.</p>
                <p>Ao desenharem os parques, as crianças contam de onde gostam de estar e dizem dos
                    escorregadores, dos balanços e da casinha; afirmam que ali encontramos também a
                    goiabeira, as flores, os matinhos e as plantas das hortas, o tatu-bolinha que se
                    escondeu debaixo da pedra, a abelha que vou para longe, as nuvens e o sol. Quem
                    sabe aí, nesses espaços muito querido por elas, as crianças possam atingir “o
                    estágio de ser árvore” e descobrir que as mesmas são vaidosas e, que se pode
                    fazer muitas amizades com muitas borboletas (Barros, 2013, p. 366).</p>
                <p>O que a cartografia apresentada por Valentim nos leva a refletir?</p>
                <p>Talvez aqui possamos seguir no diálogo com <xref ref-type="bibr" rid="B25"
                        >Sarmento (2015b)</xref>, quando ele nos diz que o princípio da ação na
                    Educação Infantil deverá sempre partir das crianças e das suas práticas
                    culturais para a organização a ação pedagógica a ser vivida com elas. E
                    insiste:</p>
                <disp-quote>
                    <p>As instituições educativas são o lugar onde as culturas se interceptam, na
                        ação de apropriação pelas crianças das linguagens, dos saberes e das formas
                        em que se materializa o conhecimento do mundo. Esse é também o espaço de
                        afirmação das culturas infantis.</p>
                    <p>[...] As instituições educativas devem promover, enquanto elos da política
                        social e em parceria com outros serviços públicos e a comunidade, a
                        realização de direitos de proteção contra a violência, a exploração e o
                        abuso; o direito à saúde e à proteção contra a doença; os direitos à
                        alimentação, à higiene, ao exercício físico; o direito à natureza e ao
                        ambiente, ao contato e usufruto da água, das plantas e da natureza em geral;
                        o direito ao afeto e às emoções, ao riso, ao convívio; o direito ao jogo e à
                        brincadeira: o direito ao reconhecimento de si própria face às outras
                        crianças; o direito à informação e as múltiplas formas de expressão; o
                        direito à participação.</p>
                    <p>[...] As instituições educativas devem ser o lugar onde se realiza a plena
                        cidadania da infância: cidadania social pelo reconhecimento e garantia dos
                        direitos sociais; cidadania cognitiva, pelo reconhecimento da alteridade;
                        cidadania, pela adoção de decisões coletivas participadas por crianças e
                        adultos; cidadania “íntima”, pela ética de respeito de cada criança como
                        indivíduo e salvaguarda face às formas de violência psicológica, emocional
                        ou simbólica (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Sarmento, 2015b, p.
                            38-39</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Esse processo não se inscreve dissociado de uma lógica que nos faz pensar que as
                    crianças são sujeito de potência com uma ação ativa sobre o mundo, são sujeitos
                    sociais com direito à provisão, à proteção e à participação nos contextos que
                    fazem parte. Diante disso, a ação docente precisa oferecer condições para que as
                    ações das crianças lhes permitam fazer amizades, brincar com água ou terra,
                    brincar sozinha e com outras crianças, fazer de conta, desejar, aprender,
                    observar, conversar, experienciar, questionar e querer compreender as coisas,
                    construir sentidos sobre o mundo, desenvolver suas identidades pessoal e
                    coletiva. Ser produtora de cultura.</p>
            </sec>
        </sec>
        <sec>
            <title>Seguimos cartografando novos percursos</title>
            <p>No exercício de ler as imagens cartográficas produzidas pelo grupo de professoras em
                formação, é possível realizar algumas reflexões quanto aos processos educativos que
                nos põem em contato direto com as crianças. Uma delas revela que a ausência da
                produção cartográfica na formação de não especialistas em geografia — pelos próprios
                processos formativos vividos desde a escola — pode ser considerada um problema
                porque reduz as possibilidades de experienciação e criação da cartografia como
                linguagem (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Dal Pont, 2018</xref>).</p>
            <p>Ao produzirem mapas vivenciais, identificando os lugares habitados pelas crianças em
                unidades de Educação Infantil, as estagiárias puderam deslocar-se do papel de
                expectadoras das ações vivenciadas durante o estágio para atuarem junto às crianças
                e professoras participando das brincadeiras, das idas ao refeitório, das atividades
                planejadas nas salas referências e áreas externas. Acolheram as crianças, e com elas
                criaram exercícios de atenção com os espaços percorridos, favorecendo a ampliação
                dos mapeamentos, apresentando além dos fluxos intensivos, sensações e afetos
                estabelecidos com os lugares habitados. Ademais, ao nos debruçarmos sobre essas
                produções, também pudemos identificar que elas nos apontam o que está ausente nesses
                mapas: o direito das crianças a percorrer todos os espaços da Educação Infantil.</p>
            <p>O processo de compreender, junto com crianças, as relações que elas estabelecem com
                os espaços da instituição educativa, oferece a possibilidades de exercitar a atenção
                e a escuta, experienciando o movimento de ir se constituindo
                professoras-pesquisadoras. Isso permite que se aprofunde as questões entorno do
                ofício da docência, problematizando as questões sobre as repetições e os
                engessamentos das rotinas, o uso marcado dos espaços e dos tempos e tudo o que ainda
                se apresenta como limitador à conexão das crianças com os espaços.</p>
            <p>Nesse exercício, ao cartografar as ausências, podemos pensar o quanto a ação docente
                pode desconsiderar que as crianças seguem perfurando esses tempos e espaços rígidos
                oferecidos para elas, ao recriarem nesses espaços o seu tempo e o seu lugar de
                vivências.</p>
            <p>Quem sabe poderíamos, ao refazer o desenho de Portinari, espalhar as crianças pelos
                espaços, povoando-os com suas brincadeiras, para mapearmos com outros elementos os
                desejos e as narrativas espaciais da infância. Isso significa seguir com elas na
                proposição de uma pedagogia que garanta o direito à infância. Mas não a qualquer
                tipo de infância, e sim, a uma “infância inteira, aberta e solta como aquela com a
                qual Portinari nos presenteou” (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Rocha, 1999, p.
                    170</xref>) ao retratar brincadeiras de crianças no belíssimo painel “ Jogos
                Infantis”, de 1951, na parede externa do ginásio de esportes da Escola Conjunto
                Residencial do Pedregulho, na cidade do Rio de Janeiro.</p>
            <p><fig>
                    <label>Figura 7</label>
                    <caption>
                        <title>“Menino pulando carniça – Cândido Portinari (1951)”</title>
                    </caption>
                    <graphic xlink:href="2175-795X-rp-42-04-e95926-gf07.tif"/>
                    <attrib>Fonte: Arquivos dos autores (2017).</attrib>
                </fig></p>
            <p>A prática da cartografia dos espaços educativos, em diálogo com as crianças,
                convoca-nos a uma revisão constante das práticas pedagógicas, desafiando-nos a
                desconstruir modelos rígidos e a reimaginar o espaço da creche e da pré-escola como
                um ambiente dinâmico, onde as crianças não apenas o ocupam, mas o transformam, o
                recriam e o ressignificam. Ao permitir que as crianças nos guiem por suas
                experiências, e ao refletir criticamente como nossa ação docente pode limitar ou
                expandir essas vivências, nos tornamos capazes de vivenciar uma educação que
                assegure verdadeiramente o direito à infância.</p>
            <p>Ao refazermos os desenhos do nosso próprio olhar pedagógico, aproximamos de “uma
                pedagogia sensível, capaz de acolher uma infância completa, aberta e livre” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B22">Rocha (1999, p. 170)</xref>. Como bem destaca a
                autora, também consideramos que a proposição de uma pedagogia que garanta esse
                direito é fundamental, mas não pode ser a qualquer tipo de infância.</p>
            <p>É nesse processo contínuo de escuta atenta e reflexiva que nos constituímos,
                verdadeiramente, como professoras-pesquisadoras. Assim, reafirmamos nosso
                compromisso com a construção de espaços educativos que celebram e respeitam as
                múltiplas infâncias que ali habitam, garantindo-lhes não apenas um lugar, mas um
                tempo e um espaço de vivências plenas e significativas.</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
        <fn-group>
            <fn fn-type="other" id="fn1">
                <label>1</label>
                <p>Referimo-nos ao poema “Árvore” (Barros, 2013, p. 366).</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn2">
                <label>2</label>
                <p>Neste artigo utilizamos a palavra cartografia em diferentes sentidos:
                        <bold>1)</bold> para indicar uma área de produção de conhecimentos sobre
                    formas de representação do espaço; <bold>2)</bold> o termo “imagens
                    cartográficas” para dizer das produções realizadas pelas estagiárias durante o
                    período de observação do Estágio Curricular Supervisionado e, <bold>3)</bold> a
                    cartografia enquanto metodologia investigativa a partir desses exercícios
                    propostos às/aos estudantes do Curso de Pedagogia nos estágios.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn3">
                <label>3</label>
                <p>O Laboratório de Educação e Infância (LABOREI), vinculado ao Departamento de
                    Pedagogia da Udesc, no âmbito do ensino, da pesquisa e da extensão, contribui
                    com a produção de conhecimento acerca das crianças, a infância e as culturas
                    infantis, tendo em vista a definição de indicadores que subsidiem a elaboração
                    de políticas públicas destinadas à infância em diferentes contextos educativos.
                    Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                        xlink:href="https://www.udesc.br/faed/laborei"
                        >https://www.udesc.br/faed/laborei</ext-link>. Acesso em: 19 out. 2023.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn4">
                <label>4</label>
                <p>Fazemos referência aos trabalhos de conclusão de curso das acadêmicas do curso de
                    Pedagogia:</p>
                <p>■ “As crianças e suas cartografias: as representações do espaço na Educação
                    Infantil” (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Loeser, 2018</xref>)</p>
                <p>■ “Vamos brincar no parque? A relação das crianças com os espaços externos da
                    creche” (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Nery, 2018</xref>).</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn5">
                <label>5</label>
                <p>Embora a Resolução nº 2, de 9 de outubro de 2018, (<xref ref-type="bibr" rid="B6"
                        >Brasil, 2018</xref>), estabeleça que o recorte etário das crianças na
                    Educação Infantil seja de 0 a 5 anos e 11 meses, optamos por considerar também
                    aquelas crianças que, ao completarem 6 anos, ainda permanecem na Educação
                    Infantil por fazerem aniversário após o dia 31 de março.</p>
            </fn>
        </fn-group>
        <ref-list>
            <title>REFERÊNCIAS</title>
            <ref id="B1">
                <mixed-citation>BARBOSA, Maria Carmen Silveira. Especificidades da ação pedagógica
                    com os bebês. <bold>Anais do I Seminário Nacional: currículo em movimento –
                        Perspectivas Atuais,</bold> Belo Horizonte, 2010. Disponível em: <ext-link
                        ext-link-type="uri"
                        xlink:href="http://portal.mec.gov.br/component/content/article/195-secretarias-112877938/seb-educacao-basica-2007048997/16110-i-seminario-nacional-do-curriculo-em-movimento."
                        >http://portal.mec.gov.br/component/content/article/195-secretarias-112877938/seb-educacao-basica-2007048997/16110-i-seminario-nacional-do-curriculo-em-movimento.</ext-link>
                    Acesso em: 22 nov. 2023.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="confproc">
                    <person-group person-group-type="author">
                        <name>
                            <surname>BARBOSA</surname>
                            <given-names>Maria Carmen Silveira.</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <source>Especificidades da ação pedagógica com os bebês</source>
                    <conf-name>Anais do I Seminário Nacional: currículo em movimento – Perspectivas
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