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                <journal-title>PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA
                    EDUCAÇÃO</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE
                    CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO</abbrev-journal-title>
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            <issn pub-type="epub">2175-795X</issn>
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                <publisher-name>Universidade Federal de Santa Catarina</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="doi">10.5007/2175-795X.2024.e97263</article-id>
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                    <subject>Artigo</subject>
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                <article-title>Coordenação pedagógica e gestão democrática: uma revisão de
                    literatura</article-title>
                <trans-title-group xml:lang="en">
                    <trans-title>Pedagogical coordination and democratic management: a literature
                        review</trans-title>
                </trans-title-group>
                <trans-title-group xml:lang="es">
                    <trans-title>Coordinación pedagógica y gestión democrática: una revisión de la
                        literatura</trans-title>
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                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-5812-9603</contrib-id>
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                        <surname>Colombini</surname>
                        <given-names>Flávia Pinheiro da Silva</given-names>
                    </name>
                    <xref ref-type="aff" rid="aff1"/>
                </contrib>
                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-9990-6640</contrib-id>
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                        <surname>Rivas</surname>
                        <given-names>Noeli Prestes Padilha</given-names>
                    </name>
                    <xref ref-type="aff" rid="aff2"/>
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            <issue>1</issue>
            <fpage>01</fpage>
            <lpage>22</lpage>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
                        distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
                        que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
                </license>
            </permissions>
            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>O presente estudo tem como objetivo revisar a literatura sobre o papel do
                    coordenador pedagógico no desempenho de sua função como articulador da gestão
                    democrática, em disputa com as influências da gestão burocrática e gerencial nas
                    práticas cotidianas da gestão escolar em escolas públicas de educação básica no
                    Brasil. Para tal, realizamos uma pesquisa bibliográfica em sites de repositórios
                    de artigos científicos e banco de teses e dissertações (Periódicos CAPES e
                    Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES), das produções científicas publicadas
                    entre 2017 e 2021. O referencial teórico tem por pauta as concepções sobre o
                    campo da coordenação pedagógica de Placco, Souza e Almeida (2012); Libâneo
                    (2001); Pinto (2014); Domingues (2015) e Fernandes (2012), assim como pelas
                    concepções de gestão democrática, segundo Cury (2007); Paro (2010; 2020);
                    Gadotti (2014); Garcia (2018); Garcia e Adrião (2015); Hypolito (1991), entre
                    outros. Realizada a revisão de literatura em conformidade com Cardoso, Alarcão e
                    Celorico (2010), foram encontrados quatro artigos e quatro trabalhos acadêmicos
                    (dissertações) referentes ao tema. Os dados foram analisados por meio da Análise
                    Temática de Braun e Clarke (2016), descritos por temas em comum e discutidos com
                    base nos referenciais escolhidos. Concluímos que os processos de gestão
                    democrática, referentes ao trabalho dos coordenadores pedagógicos, estão sendo
                    implantados a passos lentos. Diante de um cenário de atuação complexo, incluindo
                    as inúmeras tarefas que lhe são atribuídas, frequentemente o coordenador
                    pedagógico encontra muitos desafios em sua função mediadora e democrática.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>This study intends to make a sistematic literature review about the role as
                    pedagogical coordination at schools in dispute with the bureaucratic and
                    managerial management influences that are still operating in everyday practices
                    of school management in the context of public schools of basic education in
                    Brazil. For that, we made bibliographic research at repositories of scientific
                    articles websites and banks of theses and dissertations (CAPES Journals and
                    CAPES Catalog of Theses and Dissertations) published between 2017 and 2021. The
                    theoretical framework is guided by the concepts of the field of pedagogical
                    coordination by Placco, Souza and Almeida (2012); Libâneo (2001); Pinto (2014);
                    Domingues (2015) and Fernandes (2012), as well as the concepts of democratic
                    management, according to Cury (2007); Paro (2010; 2020); Gadotti (2014); Garcia
                    (2018); Garcia and Adrião (2015); Hypolito (1991) among others. The literature
                    review was carried out, according to Cardoso, Alarcão and Celorico (2010), and 4
                    articles and 4 academic works (dissertations) relating to the topic were found.
                    The data was analyzed using Thematic Analysis, according to Braun and Clarke
                    (2016), described by common themes and discussed based on the references. We
                    conclude that democratic management processes, regarding the work of pedagogical
                    coordinators, are being implemented at a slow pace. Faced with a complex
                    operating scenario, including the numerous tasks assigned to them, the
                    pedagogical coordinator often encounters several challenges that make it
                    difficult to carry out the mediating and democratic dimension inherent to their
                    role.</p>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="es">
                <title>Resumen</title>
                <p>Este estudio tiene como objetivo realizar una revisión bibliográfica sobre el
                    papel del coordinador pedagógico en el contexto de sus funciones como
                    articulador de la gestión democrática, en disputa con las influencias de la
                    gestión burocrática y gerencial que aún rodean las prácticas cotidianas de
                    gestión escolar en el contexto de las escuelas públicas de educación básica en
                    Brasil. Para esto, realizamos una investigación bibliográfica en sitios web de
                    repositorios de artículos científicos y bancos de tesis y disertaciones
                    (Periódicos CAPES y Catálogo de Tesis y Disertaciones CAPES), de producciones
                    científicas publicadas entre 2017 y 2021. El marco teórico está guiado por
                    concepciones sobre el campo de la coordinación pedagógica de Placco, Souza y
                    Almeida (2012); Libaneo (2001); Pinto (2014); Domingues (2015) y Fernandes
                    (2012), así como los conceptos de gestión democrática, según Cury (2007); Paro
                    (2010; 2020); Gadotti (2014); García (2018); García y Adrião (2015); Hipólito
                    (1991) entre otros. Después de realizar la revisión de la literatura, según
                    Cardoso, Alarcão y Celorico (2010), se encontraron 4 artículos y 4 trabajos
                    académicos (disertaciones) relacionados con el tema. Los datos fueron analizados
                    utilizando el Análisis Temático de Braun y Clarke (2016), descrito por temas
                    comunes y discutido en base a las referencias. Concluimos que los procesos de
                    gestión democrática, en cuanto al trabajo de los coordinadores pedagógicos, se
                    están implementando a un ritmo lento. Ante un escenario operativo complejo,
                    incluidas las numerosas tareas que se le asignan, el coordinador pedagógico
                    encuentra a menudo varios desafíos que dificultan el ejercicio de la dimensión
                    mediadora y democrática inherente a su función.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Coordenação pedagógica</kwd>
                <kwd>Gestão democrática</kwd>
                <kwd>Revisão de literatura</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Pedagogical coordination</kwd>
                <kwd>Democratic management</kwd>
                <kwd>Literature review</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="es">
                <title>Palabras clave:</title>
                <kwd>Coordinación pedagógica</kwd>
                <kwd>Gestión democrática</kwd>
                <kwd>Revisión de literatura</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>As décadas de 1980 e 1990 trouxeram para o Brasil novas configurações do capitalismo
                internacional, consubstanciado pelo neoliberalismo, intensificando “os efeitos
                perversos decorrentes do caráter colonial, escravocrata e aristocrático da nossa
                sociedade quando, em meio às transformações sociais, econômicas e políticas,
                segmentos democráticos expressivos da sociedade civil empreendiam esforços” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B15">Fusari; Almeida; Pimenta, 2023, p. 27</xref>), no
                sentido de elaborar uma nova Carta Constitucional (1988) e uma nova Lei de
                Diretrizes e Bases (1996). O acesso à educação foi democratizado e as sementes de
                uma escola democrática foram lançadas para superar o modelo burocrático e
                tecnicista. A Constituição Federal de 1988 assegurou a educação como direito social
                e preconizou, como um dos seus princípios, a gestão democrática das escolas públicas
                brasileiras. Posteriormente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96)
                regulamentou os princípios da gestão democrática em seu artigo 14, apesar de que,
                quase trinta anos depois, ainda nos deparamos com fragilidades latentes na
                materialização desses preceitos nas escolas brasileiras.</p>
            <p>Neste contexto, ganhava destaque também a figura do coordenador pedagógico como
                articulador dos anseios democráticos e coletivos a serem implementados na escola,
                principalmente em virtude de seu papel de mediador no planejamento, análise e
                execução do Projeto Político e Pedagógico da escola, na assessoria ao trabalho
                docente e na formação continuada em serviço dos professores. É importante salientar
                que a organização do trabalho pedagógico foi assumindo novas configurações e
                atendendo demandas que abrangiam desde um protagonismo dos profissionais da educação
                (anos 1980 e 1990) até o controle de suas funções. O atual modelo escolar e
                educativo (a partir dos anos 2000) está “fundamentado, inicialmente, na sujeição
                mais direta da escola à razão econômica, [...] cujas instituições, em geral, e as
                escolas, em particular, só têm sentido dentro do serviço que elas devem prestar às
                empresas e à economia” (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Laval, 2019, p. 4</xref>).
                Assim, os referentes para o novo ideal pedagógico são constituídos por trabalhadores
                que devem possuir flexibilidade, competências, atitude empreendedorista e autonomia.
                Esses pressupostos do neoliberalismo, perpassados por “discursos em uma bricolagem
                inovadora ou reforma incessante, reverberam nas instituições escolares, em uma
                lógica que traz o germe da destruição de vínculos sociais, educativos e culturais”
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Torres <italic>et al.,</italic> 2023, p.
                    156</xref>).</p>
            <p>O objetivo deste artigo é elaborar uma revisão bibliográfica das produções mais
                recentes sobre o papel do coordenador pedagógico, em suas atribuições, para
                contribuir na construção de uma gestão escolar democrática. Para isso realizamos uma
                pesquisa em sites de repositórios da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
                Nível Superior (CAPES) a fim de levantar artigos, teses e dissertações sobre o
                assunto.</p>
            <p>O artigo apresenta primeiramente duas subseções que definem conceitos da área da
                coordenação pedagógica e os modelos de gestão que permearam o contexto da escola
                pública brasileira nas últimas décadas. Posteriormente, apresentamos a descrição da
                metodologia de pesquisa e a análise dos trabalhos selecionados. Por fim, discutimos
                os resultados obtidos nas produções encontradas, assim como as conclusões pautadas
                pelo referencial teórico deste estudo.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>O campo de atuação da coordenação pedagógica</title>
            <p>A coordenação pedagógica pode ser considerada uma atividade recente na escola. Sua
                atuação foi intensificada durante a década de 1990 e suas funções ainda se encontram
                em discussão e construção. Muito estudos apontam para a falta de uma definição
                precisa do papel do coordenador pedagógico, levando a um vasto campo de atividades e
                desvios de funções. Porém, como o próprio nome da profissão assim o diz, coordenar o
                trabalho pedagógico implica mediação ou articulação do trabalho coletivo, envolvendo
                professores, funcionários, alunos, famílias e a comunidade do entorno escolar.</p>
            <p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B28">Placco, Souza e Almeida (2012, p.
                760)</xref>, o germe da coordenação pedagógica no Brasil está na inspeção e
                supervisão escolar de meados do século passado. Segundo as autoras, com a Lei da
                Reforma Universitária (Lei n. 5.540/1968) e com o Parecer 252/1969, que introduziu
                as habilitações para formação de especialistas que atuariam na orientação,
                administração, supervisão e inspeção escolar, surgiu a preocupação com a formação de
                um profissional que se responsabilizasse pela orientação pedagógica das escolas,
                sendo ele designado para um conjunto de escolas ou para uma única instituição. Com a
                Lei n. 5.692/1971, que instituiu a Reforma de ensino do 1° e 2° graus, a maioria dos
                estados brasileiros se preocupou em definir um profissional, por escola ou por
                sistema de ensino, que desempenhasse uma ação supervisora das atividades
                pedagógicas. A denominação desse profissional variou e ainda se transforma conforme
                a localidade, podendo ser chamado como coordenador pedagógico, orientador
                pedagógico, supervisor escolar, professor coordenador pedagógico etc.</p>
            <p>Em relação às atuais atribuições deste profissional, as autoras citadas afirmam:</p>
            <disp-quote>
                <p>As atribuições desses profissionais, definidas pelas legislações estaduais e/ou
                    municipais, são muitas, envolvendo desde a liderança do projeto político
                    pedagógico até funções administrativas de assessoramento da direção, mas,
                    sobretudo, atividades relativas ao funcionamento pedagógico da escola e de apoio
                    aos professores, tais como: avaliação dos resultados dos alunos, diagnóstico da
                    situação de ensino e aprendizagem, supervisão e organização das ações
                    pedagógicas cotidianas (frequência de alunos e professores), andamento do
                    planejamento de aulas (conteúdos ensinados), planejamento das avaliações,
                    organização de conselhos de classe, organização das avaliações externas,
                    material necessário para as aulas e reuniões pedagógicas, atendimento de pais,
                    etc., além da formação continuada dos professores. (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B28">Placco; Souza; Almeida, 2012, p. 761</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>A gama de funções e atividades assumidas e desempenhadas pelos coordenadores
                pedagógicos no cotidiano escolar acaba “desviando o foco de seu trabalho,
                afastando-os das prioridades da escola em relação ao PPP (Projeto Político e
                Pedagógico) e em relação à formação continuada dos professores” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B28">Placco; Souza; Almeida, 2012, p. 769</xref>). Nesse
                mesmo sentido, encontram-se também os entendimentos de <xref ref-type="bibr"
                    rid="B30">Pinto (2014)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B10">Domingues
                    (2015)</xref>, que definem como principal função do coordenador pedagógico a sua
                relação com a formação continuada em serviço dos professores. O profissional que
                assume a função de CP (coordenador pedagógico), “[...] tem papel fundamental no
                acompanhamento e apoio aos professores e alunos nos processos de ensino-aprendizagem
                que ocorrem nas aulas.” (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Pinto, 2014, p.
                526</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B31">Riscal, Riscal e Stebelini (2020, p.
                    05)</xref> afirmam do coordenador pedagógico que “seu papel é fundamental porque
                em suas mãos encontrase a tarefa de tornar efetivas as disposições do Projeto
                Político Pedagógico da escola, articulando, para este fim, toda a comunidade
                escolar, isto é, docentes, pais, alunos e direção da escola.” Nessa direção, <xref
                    ref-type="bibr" rid="B21">Libâneo (2001)</xref> argumenta que</p>
            <disp-quote>
                <p>O <italic>coordenador pedagógico</italic> ou professor coordenador supervisiona,
                    acompanha, assessora, avalia as atividades pedagógico-curriculares. Sua
                    atribuição prioritária é prestar assistência pedagógico-didática aos professores
                    em suas respectivas disciplinas, no que diz respeito ao trabalho interativo com
                    os alunos. [...]. Outra atribuição que cabe ao coordenador pedagógico é o
                    relacionamento com os pais e a comunidade, especialmente no que se refere ao
                    funcionamento pedagógico-curricular e didático da escola e comunicação e
                    interpretação da avaliação dos alunos. (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Libâneo,
                        2001, p. 42</xref>)</p>
            </disp-quote>
            <p>As múltiplas concepções sobre a coordenação pedagógica, as diversas atribuições e até
                mesmo as inúmeras nomenclaturas que essa profissão assume em diferentes localidades
                expressam uma indefinição própria do campo. Dentre os entendimentos acerca da
                coordenação pedagógica, apresentados pelos autores aqui citados, notamos uma certa
                tendência em condensar as atribuições de todos os especialistas em uma única figura,
                a do coordenador pedagógico. Com o fim das habilitações do curso de Pedagogia,
                determinado, na prática, pelas Diretrizes Curriculares da Pedagogia de 2006, o
                coordenador pedagógico foi tomando para si as demandas de trabalho de supervisores,
                orientadores e inspetores escolares, demandas essas que não deixaram de existir na
                escola.</p>
            <p>Destacamos como habilidades precípuas do coordenador pedagógico a mediação e a
                articulação. Ou seja, mediar o processo de formação continuada e o desenvolvimento
                profissional dos professores. Articular as relações de ensino e de aprendizagem
                entre professores e alunos, professores e currículo, família e escola, escola e
                comunidade, prezando pela efetividade do Projeto Político e Pedagógico da escola.
                Torna-se impossível realizar esse trabalho sem uma postura aberta ao diálogo e à
                construção coletiva. Portanto, a função desse profissional, assim como a de qualquer
                outro educador, deve estar associada aos preceitos de uma educação e de uma gestão
                democrática.</p>
            <p>Apesar de muitos autores afirmarem que, na prática, o coordenador pedagógico acaba
                desempenhando diferentes atribuições, é consenso o entendimento de que a função
                deste profissional, assim como a de qualquer outro educador, deva estar associada
                aos preceitos de uma educação e de uma gestão democrática. Torna-se impossível
                mediar os processos educativos sem uma postura aberta ao diálogo e à construção
                coletiva. Aliás, torna-se impossível pensar a educação se não for pelo caminho
                democrático.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>A Gestão burocrática, o gerencialismo e gestão democrática na administração
                pública e nas escolas brasileiras</title>
            <p>Tratar a gestão pedagógica pressupõe entendê-la no campo da gestão educacional, a
                qual, historicamente, reflete as idas e vindas do Estado brasileiro no que concernem
                às políticas educacionais, seja no âmbito do aparato legal, seja em seus aspectos
                políticos e pedagógicos. Determinadas questões, como a ampliação e valorização da
                escola pública e de seus profissionais, a intencionalidade educativa consubstanciada
                nos princípios e fundamentos do projeto pedagógico da escola, a construção coletiva
                do currículo e a consideração da formação dos estudantes com base nos conhecimentos
                essenciais balizados pelo pensamento crítico e cidadão, reforçam a importância e
                reflexão acerca da gestão.</p>
            <p>Historicamente, a trajetória da administração pública no Brasil remonta aos
                primórdios da administração colonial portuguesa, caracterizada por um organismo
                autoritário, complexo, frágil e ineficaz. Com a transferência da corte portuguesa
                para o Brasil, foram constituídas as bases do Estado Nacional brasileiro, de caráter
                essencialmente centralizador. A instituição de uma monarquia aos moldes absolutistas
                foi configurada por uma tradição aristocrática e patrimonialista da administração
                pública, em que o público se confundia com o privado. Com o início da República,
                mais precisamente após 1930, inicia-se o processo de burocratização do Estado
                Nacional brasileiro, objetivando romper com o patrimonialismo herdado da fase
                anterior. De acordo com Bresser <xref ref-type="bibr" rid="B23">Pereira
                    (1996)</xref>, no século XX o Brasil empreendeu um continuado processo de
                modernização de suas estruturas administrativas. Influenciada por esse contexto
                modernizador de meados do século passado, a administração escolar brasileira também
                se burocratizou, apoiada na falsa sensação de modernização administrativa que a
                burocracia apresentava. A gestão burocrática - ou o Estado burocrático weberiano -
                marcada pelos princípios centralizadores, fiscalizadores e hierárquicos da
                burocracia clássica, vigorou na administração pública e escolar até meados da década
                de 1990.</p>
            <p>Entre meados da década de 1970 e início da década de 1980, o mundo passou por o fim
                da Segunda Guerra Mundial, o capitalismo passava por um período recessivo que afetou
                diretamente a economia dos países, acarretando uma grave crise fiscal. Diante desse
                contexto, a figura representativa do Estado, em diversas partes do mundo, mergulhou
                em crise de governabilidade. Associada a essas três crises (econômica, fiscal e
                governamental), a globalização trouxe também sérios reflexos ao poder dos Estados,
                na medida em que limitou sua atuação nas políticas macroeconômicas, que se tornaram
                mais suscetíveis aos arranjos econômicos globais. Dessa forma, predominou em vários
                continentes as características de Estados Nacionais com menos recursos e menos
                poder.</p>
            <p>Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B1">Abrucio (1997)</xref>, a Crise do Estado,
                vivenciada em todo o mundo no início dos anos 1980, colocou em xeque o antigo modelo
                de Estado burocrático weberiano (na esfera administrativa), o keneysianismo (na
                esfera econômica) e o <italic>Welfare State</italic> (na esfera social). As duas
                saídas mais recorrentes para a crise econômica e social foram a redefinição do papel
                do Estado na economia e a redução de gastos públicos na área social. Para responder
                ao esgotamento do modelo burocrático weberiano, foi introduzido o gerencialismo na
                administração pública, ou seja, um novo modelo de gestão pública, apontado pela
                política neoliberal, iniciada nos governos de Ronald Reagan (EUA) e Margareth
                Tchatcher (Inglaterra), como solução para a Crise do Estado. O neoliberalismo e o
                gerencialismo acabaram induzindo diversos países a modificarem suas antigas
                estruturas burocrático-administrativas.</p>
            <p>As influências dessa política neoliberal chegaram ao Brasil com mais ênfase a partir
                da década de 1990. Durante o primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, o Estado
                brasileiro vivenciou nova reforma do modelo de administração pública, conhecida como
                a Nova Gestão Pública (NGP), pautada pelos princípios do gerencialismo. Na percepção
                de Bresser <xref ref-type="bibr" rid="B24">Pereira (1998)</xref>, essa reforma
                baseou-se na delimitação das funções e do tamanho do Estado, por meio de
                privatizações, terceirizações, desregulamentações e ajuste fiscal, sendo definida
                como uma tentativa de superação do antigo modelo administrativo burocrático, com
                promessas de maior desenvolvimento para o país. Esse novo modelo de gestão pública,
                fundamentado em premissas como eficiência, qualidade, avaliação de desempenho,
                flexibilidade, planejamento estratégico, ideologias típicas do modelo neoliberal,
                começa a influenciar também o trabalho pedagógico e a organização da gestão escolar,
                como se a escola pudesse ser administrada à semelhança de uma empresa ou de qualquer
                outra instituição capitalista privada.</p>
            <p>Corroborando nas análises das políticas neoliberais no campo educacional, <xref
                    ref-type="bibr" rid="B9">Decker e Evangelista (2019, p. 5)</xref> assinalam que
                o compartilhamento de uma agenda educacional entre países e Organismos Multilaterais
                (OM) gerou “o fenômeno da universalização e da homogeneização de políticas
                educacionais, dos anos de 1990 para cá, principalmente nos países periféricos”.
                Evidenciase, segundo estes autores, uma articulação entre interesses capitalistas
                que permeiam tais organismos com discurso hegemônico associado aos interesses dos
                Estados, os quais produzem consensos em torno de diretrizes e pautas, suportados por
                mídias, intelectuais, instituições acadêmicas, organizações não governamentais,
                entre outras formas. Por conseguinte, “a narrativa de desqualificação precede
                recomendações para projetos de Educação que alinham a formação da classe
                trabalhadora aos moldes flexíveis da sociabilidade capitalista”. (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B9">Decker; Evangelista, 2019, p. 6</xref>). Trata-se de
                uma política de formação que propõe operar “a reconversão docente” incorporando no
                projeto de formação de professores pautas defendidas por OM, Estados nacionais e
                intelectuais orgânicos a eles ligados (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Shiroma;
                    Evangelista, 2015</xref>). Ainda nesse aspecto, <xref ref-type="bibr" rid="B11"
                    >Evangelista (2010)</xref> enfatiza que o fenômeno da reconversão da formação
                docente é “importante estratégia de produção de consenso para a reestruturação
                produtiva atual e para a criação de uma racionalização que coloca na educação, ou na
                falta dela, a responsabilidade pelas mazelas sociais” (p. 19).</p>
            <p>Portanto, a <italic>reconversão</italic> atinge os profissionais da educação em sua
                formação e atuação na gestão escolar. <xref ref-type="bibr" rid="B25">Paro
                    (2010)</xref> considera que a finalidade única da escola é o ato educativo, cuja
                concepção de administração escolar ou gestão escolar vai se constituindo como “a
                utilização racional de recursos para a realização de fins determinados” (p. 25). A
                administração de recursos e de pessoal é como se processa a gestão da escola;
                todavia, mesmo esta deve estar voltada ao objetivo maior da escola, que é o processo
                educativo. Quando a administração escolar é reduzida às suas atividades-meio, em uma
                perspectiva instrumental e produtivista, automaticamente se perde a sua dimensão
                mediadora e democrática, levando a uma aproximação das práticas burocráticas que
                quase nada contribuem para o processo pedagógico (<xref ref-type="bibr" rid="B26"
                    >Paro, 2020</xref>). Nessa perspectiva, <xref ref-type="bibr" rid="B26">Paro
                    (2020)</xref> nos explica que, por mais que seja necessária a realização das
                atividades-meio na escola, elas não servem para nada, se não estiverem voltadas para
                a atividade-fim da educação, que é o ato educativo. Levando em consideração, o
                pressuposto da ideia do autor, o coordenador pedagógico é um dos sujeitos
                responsáveis pela construção da gestão democrática na escola. Se a administração
                escolar corresponde à mediação dos processos educativos, tanto coordenadores, quanto
                diretores e professores devem estar comprometidos com sua efetivação.</p>
            <p>Na definição de <xref ref-type="bibr" rid="B8">Cury (2007, p. 494)</xref>,</p>
            <disp-quote>
                <p>A gestão democrática da educação é, ao mesmo tempo, por injunção da nossa
                    Constituição (art. 37): transparência e impessoalidade, autonomia e
                    participação, liderança e trabalho coletivo, representatividade e competência.
                    Voltada para um processo de decisão baseado na participação e na deliberação
                    pública, a gestão democrática expressa um anseio de crescimentos dos indivíduos
                    como cidadãos e do crescimento da sociedade enquanto sociedade democrática. Por
                    isso, a gestão democrática é a gestão de uma administração concreta.</p>
            </disp-quote>
            <p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gadotti (2014)</xref>, não se pode
                dissociar educação de gestão democrática. E não se pode pensar em uma gestão
                democrática se a educação segue tecnocrática e autoritária. Para o autor, a gestão
                democrática deve ser coerente com os princípios de uma educação democrática e
                emancipadora, que somente se efetiva com a participação de todos os envolvidos.
                Contudo, para participar é preciso que haja condições concretas para isso. Para os
                profissionais da educação, é preciso que haja, principalmente, condições de trabalho
                que viabilizem essa participação. Para alunos, famílias e comunidades, não basta
                apenas o interesse individual de cidadania, mas também as condições para construções
                coletivas de uma educação cidadã, além de uma verdadeira disposição da escola em
                permitir tal participação.</p>
            <disp-quote>
                <p>A gestão democrática como princípio da educação nacional, presença obrigatória em
                    instituições escolares públicas, é a forma dialogal, participativa com que a
                    comunidade educacional se capacita para levar a termo um projeto pedagógico de
                    qualidade e da qual nasçam “cidadãos ativos” participantes da sociedade como
                    profissionais compromissados (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Cury, 2007, p.
                        489</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>No entanto, de acordo com o depreendido neste estudo sobre a coordenação pedagógica,
                há intensa ocupação dos coordenadores com burocracias e gerenciamento que nada tem a
                ver com a finalidade da escola. Preenchimentos de planilhas e relatórios mandados
                pelas secretarias fazem da figura do coordenador um fiscalizador do trabalho
                docente, muitas vezes visto pelos professores como um inimigo e não como um
                colaborador do processo pedagógico. Além do mais, o tempo gasto com essas atividades
                torna difícil para o coordenador se concentrar na execução de suas funções
                precípuas, que se relacionam à formação docente e à liderança e coordenação do
                trabalho coletivo para atingir os objetivos da proposta pedagógica da escola.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="methods">
            <title>Percurso metodológico</title>
            <p>No entender de <xref ref-type="bibr" rid="B7">Cardoso, Alarcão e Celorico (2010, p.
                    26)</xref>, “a revisão de literatura destinase, fundamentalmente, a conhecer (e
                dar a conhecer) o estado da arte, sistematizando a informação obtida e
                transformando-a em conhecimento aprofundado sobre um dado tema”.</p>
            <p>Dessa forma, a fim de identificar as produções científicas recentes sobre o papel do
                coordenador pedagógico diante da gestão democrática na escola, foi realizada uma
                pesquisa nos seguintes repositórios: Periódicos CAPES e Catálogo de Teses e
                Dissertações da CAPES. A escolha destes repositórios se deu pelo fato de serem bases
                de dados amplas, abertas e confiáveis, nas quais se encontra a maioria das produções
                acadêmicas e científicas do Brasil. Esta revisão de literatura buscou priorizar
                apenas artigos científicos já publicados e teses e dissertações já defendidas sobre
                o tema entre os anos de 2017 a 2021. A pesquisa foi efetuada entre os dias 02 e 30
                de dezembro de 2021.</p>
            <p>No site do repositório de periódicos da CAPES, empregamos primeiramente os
                descritores “coordenação pedagógica” e “gestão democrática” aplicados a qualquer
                campo, com filtro para publicações mais recentes (últimos 5 anos - 2017 a 2021) e
                idioma português, mediante os quais obtivemos um total de 19 publicações. Após a
                leitura de todos os resumos desses artigos, selecionamos três trabalhos mais
                condizentes com a proposta deste estudo. Trata-se dos artigos de <xref
                    ref-type="bibr" rid="B22">Nadal (2020)</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13"
                    >Fernandes, Barbosa, Cunha (2018)</xref>; e <xref ref-type="bibr" rid="B3"
                    >Araújo, Rodrigues e Aragão (2017)</xref>.</p>
            <p>Ainda no mesmo repositório, fizemos nova busca usando um novo descritor, porém com os
                mesmos critérios de seleção. Ao utilizar os descritores “coordenador pedagógico” e
                “gestão democrática” aplicados a qualquer campo e com filtro para publicações dos
                últimos cinco anos em português, encontramos 31 artigos. Feita a leitura dos
                resumos, selecionamos apenas mais 1 (um) artigo condizente com nosso tema de
                investigação, que é o artigo de <xref ref-type="bibr" rid="B37">Umemura e Rosa
                    (2020)</xref>.</p>
            <p>Em relação à pesquisa de teses e dissertações que abordam a relação da coordenação
                pedagógica com a gestão democrática na escola, efetivamos uma busca no site do
                Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES. Neste repositório não está disponível a
                opção de busca avançada para aplicar os descritores somente ao título ou ao assunto.
                No entanto, há a possibilidade de refinar a pesquisa por meio de uma série de
                opções. Sendo assim, efetuamos a pesquisa com o descritor: “coordenador pedagógico”
                AND “gestão democrática”. Encontramos 36 trabalhos. Ao filtrar visando as produções
                mais recentes (últimos 5 anos, de 2017 a 2021), obtivemos 22 resultados. No entanto,
                após a leitura dos resumos dessas obras, selecionamos apenas as que se relacionavam
                mais diretamente com a temática deste estudo, sendo quatro obras: <xref
                    ref-type="bibr" rid="B36">Umemura (2018)</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B32"
                    >Silva (2017)</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Padovan (2018)</xref> e
                    <xref ref-type="bibr" rid="B33">Silva (2020)</xref>.</p>
            <p>Nas quatro dissertações examinadas por este estudo de revisão bibliográfica, fizemos
                a leitura do resumo, introdução e conclusão dos respectivos trabalhos, com a
                intenção de compreender principalmente o objetivo e os resultados achados pelas
                pesquisas. De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B7">Cardoso, Alarcão e Celorico
                    (2010, p. 50)</xref>, “a revisão deve recair sobre os objectos, objectivos e
                conclusões dos estudos, mas também sobre os processos de investigação utilizados e
                eventuais limitações”.</p>
            <p>Diante dos resultados obtidos pelas buscas nos repositórios pesquisados, podemos
                perceber que ainda existe espaço para mais produções científicas acerca da temática
                proposta para este trabalho. A relação entre a coordenação pedagógica e o
                desenvolvimento de uma gestão democrática na escola ainda é pouco explorada,
                principalmente nos estudos mais recentes.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>Revisão de literatura: coordenação pedagógica e gestão democrática</title>
            <p>Nesta seção, apresentamos sucintamente as ideias e conclusões apresentadas pelos
                autores dos artigos e dissertações levantados por esta pesquisa. Realizamos a
                leitura na íntegra dos artigos e leitura parcial das dissertações (resumo,
                introdução e conclusão). A apresentação que se segue dos conteúdos dos trabalhos
                analisados utilizou a metodologia de Análise Temática, de acordo com <xref
                    ref-type="bibr" rid="B6">Braun e Clark (2006)</xref>, observando uma descrição
                de temas em comum.</p>
            <p>O artigo de <xref ref-type="bibr" rid="B3">Araújo, Rodrigues e Aragão (2017)</xref>
                trata da responsabilização sobre os resultados das avaliações externas aos gestores
                escolares, principalmente a respeito do trabalho dos coordenadores pedagógicos. A
                pesquisa apresentou os resultados de uma entrevista aplicada a três coordenadoras
                pedagógicas da Rede Municipal de Ensino do município de Cruz, no Ceará. Os
                resultados apontam uma significativa interferência das avaliações externas no
                cotidiano escolar, que, segundo os autores, “impedem que a escola se construa pela
                via da participação efetiva, da força e criatividade dos sujeitos que a compõe,
                assim como os coloca cotidianamente no contexto escolar sob a ditadura contínua da
                linha de produção desencadeada pelas avaliações.” (<xref ref-type="bibr" rid="B3"
                    >Araújo; Rodrigues; Aragão, 2017, p. 952</xref>). No dizer desses autores, essa
                é uma tendência que está se tornando comum nas escolas devido à influência dos
                reformadores da educação dos organismos internacionais que ditam regras sobre o
                sistema educacional brasileiro para atender às demandas do mercado. Por esta lógica,
                as avaliações externas uniformizam o trabalho pedagógico das escolas, interferem nos
                currículos e matriz disciplinar, prejudicam a autonomia dos professores e
                coordenadores, que assumem uma “posição servil” diante das avaliações externas,
                vivendo “sob a batuta” delas. Os autores concluem que é necessário que os
                coordenadores pedagógicos possam exercer um trabalho pedagógico livre da tirania e
                ditadura imposta pelo sistema empresarial que domina o cenário da educação
                brasileira, cientes da necessidade de reconstrução do seu trabalho, mediante uma
                reflexão pedagógica sobre o fenômeno educacional.</p>
            <p>O artigo de <xref ref-type="bibr" rid="B13">Fernandes, Barbosa e Cunha (2018)</xref>
                analisou o trabalho dos coordenadores pedagógicos nas redes municipais nas cidades
                da região geográfica de Bauru, interior de São Paulo. As autoras se utilizaram da
                análise documental dos planos de salário e carreira das 18 cidades que compõem a
                região e concluíram que os coordenadores pedagógicos possuem frágeis condições para
                contribuir de forma autônoma com a gestão escolar democrática, pois se ocupam de
                amplas e diversificadas tarefas que não se aproximam da dimensão coletiva do
                trabalho pedagógico. As autoras expõem problemas inerentes ao cargo e função dos
                coordenadores pedagógicos, passando pelas formas de provimento do cargo ou função;
                pela rotatividade destes nas escolas; pela formação ineficiente para o atendimento
                das demandas escolares; pela amplitude de suas atribuições no contexto escolar e o
                envolvimento com atividades que não correspondem com a natureza articuladora e
                democrática de suas funções; pela excessiva preocupação com as avaliações internas e
                externas e com o índice de desempenho das escolas e pelo baixo envolvimento dos
                coordenadores com a formação de professores. Concluíram que, apesar da reconhecida
                importância do papel dos coordenadores pedagógicos na escola pública, principalmente
                quanto à gestão pedagógica democrática, “sua efetivação nas escolas pós Constituição
                Federal e LDB, como cargo e/ou função nas redes públicas de ensino ainda é pequena.”
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Fernandes; Barbosa; Cunha, 2018, p.
                220</xref>). A amplitude, dispersão e heterogeneidade de tarefas executadas por
                esses profissionais, principalmente as de caráter administrativo, burocrático e
                organizativo afastam os coordenadores de suas funções articuladoras em prol do
                trabalho pedagógico-democrático.</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B22">Nadal (2020)</xref> realizou a aplicação de um
                questionário a 12 coordenadores pedagógicos em início de carreira de escolas
                públicas estaduais de ensino médio na cidade de Ponta Grossa-PR, a fim de
                compreender sobre a cultura profissional e sobre as características de trabalho
                destes educadores. Seu artigo revelou que nas escolas pesquisadas ainda se observam
                valores ligados à burocracia e que isso se reflete nas atividades desempenhadas
                pelos coordenadores pedagógicos. Os participantes da pesquisa apontam para a
                presença de muitos aspectos burocráticos na organização e rotina escolar: muitas
                planilhas, pastas e papéis com registros de ocorrência; a figura do diretor
                centralizador e autoritário; crença em aspectos impessoais e profissionais da
                administração; falta de diálogo com alunos e suas famílias, que devem se submeter e
                se adaptar às regras e normas da escola; rotina rígida e inquebrável. Quanto ao
                trabalho dos coordenadores pedagógicos, a pesquisa aponta que este é composto por
                uma série de demandas que se justificam apenas pela burocratização e não pelo
                trabalho coletivo e democrático. Atividades ligadas à rotina e logística de
                entradas, saídas, intervalo, advertências, fichas de ocorrências, proibição do uso
                de celulares pelos alunos, problemas indisciplinares, fichas de frequência, atas,
                atendimentos de alunos que fogem às regras, entre outras atividades, que, segundo os
                próprios coordenadores participantes da pesquisa, em nada contribuem para o processo
                educativo. A autora também aponta a existência de um malestar dos coordenadores
                iniciantes diante desta cultura institucional, assim como a existência de alguns
                fenômenos sociais que se caracterizam pela resistência a essas práticas
                burocráticas. Em conclusão, a autora afirma que a administração das escolas
                pesquisadas se pauta pela crença de que é necessário dirigir, impor regras, manter a
                ordem e a hierarquia. Segundo ela, existe no interior destas escolas um sentimento
                de medo, uma cultura de não enfrentamento e de não uso da palavra. “A crença na
                importância da organização colide com a ausência da democracia, o que gera grande
                contradição no funcionamento, pois passam a acreditar numa organização imposta e,
                não, naquela construída de forma consciente, para e pela autonomia.” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B22">Nadal, 2020, p. 12</xref>). Sobre o trabalho dos
                coordenadores pedagógicos, a autora afirma que “a burocratização excessiva afasta os
                coordenadores do trabalho coletivo, da gestão democrática e da articulação com os
                outros entes para a construção e execução do Projeto Político e Pedagógico da
                escola.” (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Nadal, 2020, p. 12</xref>).</p>
            <p>O artigo de <xref ref-type="bibr" rid="B37">Umemura e Rosa (2020)</xref> apresenta um
                recorte da dissertação de mestrado da primeira autora. Tanto no artigo, quanto na
                dissertação, são discutidos os desafios para o trabalho dos coordenadores
                pedagógicos diante das políticas regulatórias do Estado, afirmando a necessidade
                desses profissionais proporcionarem espaços consolidados para a participação efetiva
                dos docentes na tomada de decisões sobre os rumos da escola de forma a favorecer o
                fortalecimento da gestão democrática e da qualidade social da educação. As autoras
                também destacam os efeitos negativos das pressões exercidas pelas avaliações
                externas sobre o trabalho de diretores, coordenadores e professores. Destacam as
                preocupações excessivas da equipe escolar e das políticas de estado com a eficiência
                e eficácia, assim como as políticas de recompensas, e afirmam que tais preocupações
                estão forjando um novo profissionalismo entre os educadores. “Quando as avaliações
                externas se transformam no eixo norteador da vida escolar, coloca-se em risco a
                gestão democrática e a qualidade social da educação.” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B37">Umemura; Rosa, 2020, p. 83</xref>) As autoras destacam ainda a falta
                de tempo dos coordenadores pedagógicos para lidarem com as questões coletivas e
                democráticas próprias de suas funções, o estrangulamento da rotina provocado pelos
                ideais performáticos, a atuação dos gestores como fiscais e não como colaboradores
                do processo pedagógico e a falta de espaço para o diálogo com os professores.
                Concluem afirmando que a tarefa primordial do coordenador pedagógico diante da
                formação continuada dos professores só faz sentido se estiver articulada com o
                Projeto Político e Pedagógico da escola, construído de forma reflexiva e dialogada
                em ambiente solidário e democrático.</p>
            <p>A dissertação de Isabel <xref ref-type="bibr" rid="B32">Silva (2017)</xref> buscou
                apresentar os princípios da gestão democrática no trabalho do coordenador pedagógico
                nas escolas municipais dos anos iniciais da sede do município de Barra do Choça na
                Bahia. A metodologia adotada pela autora foi a pesquisa documental, bibliográfica e
                entrevistas, a fim de conhecer o papel dos coordenadores como articuladores,
                formadores e transformadores da realidade das escolas pesquisadas por meio de
                discursos e ações que evidenciem a efetivação da gestão democrática. Os resultados
                apresentados pela autora indicam que a maioria dos coordenadores não fundamenta suas
                ações nos princípios democráticos em relação ao trabalho coletivo com os
                professores, e nem no acompanhamento dos conselhos escolares ou no atendimento dos
                pais e comunidade. Também não conseguem atuar efetivamente na formação dos
                professores e tampouco na transformação da realidade escolar e, por conta disso,
                vivenciam um “esvaziamento da função em virtude da não efetivação da democracia e da
                participação no trabalho coletivo.” (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Silva, 2017, p.
                    6</xref>).</p>
            <p>A pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B36">Umemura (2018)</xref>, que também
                resultou no artigo mencionado anteriormente, destaca que a participação ativa é um
                dos elementos centrais do modelo de gestão democrática. E citou o coordenador
                pedagógico como principal responsável pelo desenvolvimento de uma formação
                continuada dos professores que viabilize o processo participativo e coletivo,
                contribuindo para a superação das fragilidades e desafios encontrados na escola. A
                pesquisa colaborativa foi desenvolvida na escola em que a autora trabalhava como
                coordenadora na cidade de São Caetano do Sul-SP e apresentou propostas de atuação
                para a coordenação pedagógica de área, no sentido de fomentar a participação efetiva
                dos professores na construção e reflexão do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da
                escola e na formação continuada dos docentes, garantindo assim aspectos concretos da
                gestão democrática, que, no entender da autora, ainda não são vivenciados de maneira
                efetiva na prática.</p>
            <p>O trabalho de <xref ref-type="bibr" rid="B27">Padovan (2018)</xref> também apresenta
                o papel do coordenador pedagógico como peça-chave na promoção da gestão democrática
                escolar mediante o trabalho colaborativo entre os docentes. Seu estudo também é uma
                pesquisa-colaborativa, realizada com professores e coordenadores pedagógicos de uma
                escola municipal de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. A autora entende o
                papel do coordenador como mediador entre as várias relações que ocorrem na escola:
                professor-aluno, pais-professores, professores-professores, principalmente na
                efetivação dos objetivos contidos no PPP. A autora frisa também a proeminência da
                responsabilidade do CP com a formação continuada dos professores em serviço e o
                tempo dispendido com o trabalho burocrático exigido pelas avaliações externas. A
                autora não delimita claramente no resumo, nem na introdução, quantos foram os
                sujeitos participantes da pesquisa. Apesar de não deixar muito claro, no resumo e
                nas considerações finais, quais foram os resultados encontrados pela pesquisa,
                pôde-se constatar a afirmação da autora de que poucos tomam a participação e o
                diálogo como algo extremamente importante na escola.</p>
            <p>O trabalho de Soane <xref ref-type="bibr" rid="B33">Silva (2020)</xref> consistiu em
                verificar as possíveis implicações do modelo de gestão democrática sobre o trabalho
                dos coordenadores pedagógicos de uma escola pública municipal de Itapetinga, na
                Bahia. Os resultados apresentados indicam uma incompreensão por parte dos
                coordenadores dos conceitos relacionados à gestão democrática, sendo notável a maior
                aproximação destes profissionais com os princípios da administração gerencial.
                Apesar de reproduzirem o discurso da eficiência, típico do modelo gerencial, os
                entrevistados na pesquisa afirmaram desconhecer o conceito gerencialismo. Para a
                autora, isso significa reprodução dos princípios gerenciais de forma despercebida,
                revelando, portanto, um avanço das concepções ideológicas dominantes e da alienação
                do trabalho. A autora afirma que a gestão democrática se revela presente na
                legislação educacional e nos anseios dos profissionais entrevistados, porém esta não
                se revela na prática, pois há “um distanciamento entre o que se deseja e o que se
                consegue efetivar.” (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Silva, 2020, p. 121</xref>)
                Ademais, o conceito de participação, muito próprio da gestão democrática, não é
                visto pelos entrevistados como algo político e transformador, sendo pouco explorado
                nas instituições investigadas. Assim como outros trabalhos aqui analisados, a autora
                também ressalta a diversidade de tarefas assumidas pelos coordenadores e afirma que
                nem todos reconhecem o caráter coletivo e democrático do seu trabalho, argumentando
                que muitos se encontram ainda apegados às formas tradicionais de gestão. Diante
                disso, a autora confirma a necessidade de criação de espaços de formação de natureza
                política e pedagógica, tanto para diretores, quanto para coordenadores pedagógicos e
                professores.</p>
            <p>Ante o que foi analisado e observado por estes trabalhos aqui apresentados, partimos
                para a discussão de algumas questões com base em nosso referencial teórico.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Algumas questões de destaque para conclusão</title>
            <p>Dentre os muitos assuntos tratados pelo conjunto de obras analisadas, evidenciamos
                aqui a visão geral a respeito do tema pensado para este trabalho. Vimos que a
                maioria dos trabalhos expõe realidades escolares ainda mergulhadas em atividades
                típicas dos modelos de gestão burocrática e gerencial. Em muitas instituições, esses
                dois modelos encontram-se misturados, impedindo a circulação de ideias e a
                exploração do diálogo como caminho possível para a construção de um trabalho
                pedagógico coletivo.</p>
            <p>Na concepção de <xref ref-type="bibr" rid="B14">Formosinho e Machado (2007)</xref>, a
                pedagogia burocrática é entendida e denominada também como “pedagogia ótima”. A ação
                burocrática do Estado sobre a educação tem como alvo a eliminação da autonomia das
                escolas e dos professores, na tentativa de uniformizar e padronizar os processos
                educativos. Pauta-se por um modelo onde as determinações ocorrem por decretos,
                baseado no paradigma normativo-taylorista, em que os que estão no topo da pirâmide
                hierárquica pensam e os que estão na base executam. Esse é um modelo ultrapassado de
                gestão que não consegue implantar mudanças positivas, uma vez que as mudanças já
                nascem fadadas ao fracasso, pois desconsideram as especificidades dos contextos para
                os quais foram pensadas. De acordo com os autores, a “pedagogia ótima” possui uma
                imagem de crianças, de professores e de escolas pré-definidos. A criança obediente;
                o professor cumpridor de normas e regulamentos, com criatividade limitada apenas a
                executar ordens impostas, assíduo e pontual. A escola é definida como uma
                instituição totalmente sem autonomia científica, organizacional, financeira e
                administrativa, apenas como uma prestadora de serviços. Para os autores, o
                centralismo burocrático da “pedagogia ótima” se pauta numa visão pessimista da
                gestão e do homem, tornando a educação medíocre e contribuindo para a crise de
                legitimidade da escola e para o mal-estar docente. Tal ideia corrobora as conclusões
                apresentadas por <xref ref-type="bibr" rid="B22">Nadal (2020)</xref>, conforme
                exposto anteriormente.</p>
            <p>Com a gradual mudança dos modelos de gestão escolar ocorrida em meados da década de
                1990 no Brasil, o gerencialismo foi se apropriando do espaço escolar, porém sem
                abandonar por completo o modelo burocrático centralizador. Essa tendência pode ser
                observada, principalmente, nos trabalhos de Fernandes,</p>
            <p>Barbosa e Cunha (2018), <xref ref-type="bibr" rid="B27">Padovan (2018)</xref>, <xref
                    ref-type="bibr" rid="B37">Umemura e Rosa (2020)</xref> e Soane <xref
                    ref-type="bibr" rid="B33">Silva (2020)</xref>. Muitas escolas e gestores
                pedagógicos envolvidos com atividades que representam controle, fiscalização, metas,
                resultados, índices, ranking, configurando uma simbiose perfeita dos princípios
                burocráticos e gerenciais, atendendo aos anseios do mercado capitalista sobre a área
                educacional.</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B2">Adrião e Garcia (2015)</xref> atentam para o fato de
                temas e termos próprios da gestão empresarial estarem sendo colocados em discussão
                para se reorganizar o trabalho pedagógico a fim de se alcançar a qualidade na
                educação pública. Temas como autonomia, participação, avaliação, redução de níveis
                hierárquicos e trabalho em equipe, que são largamente utilizados pela lógica
                empresarial, passam para o cotidiano das escolas com a falsa pretensão de melhorar a
                qualidade do ensino e propiciar a gestão democrática, desconsiderando as
                especificidades do processo pedagógico, reduzindo a escola à semelhança de uma
                empresa.</p>
            <disp-quote>
                <p>Sob o pretexto de maior racionalidade e de uma dada qualidade, especialmente os
                    profissionais da educação pública têm sido submetidos a processos de controle
                    que, se não lhes retiram por completo a autonomia, podem, a depender das
                    condições objetivas a médio e longo prazo, chegar a esse resultado (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B18">Garcia; Correa, 2011, p. 129</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>A submissão a esses processos de caráter empresarial aplicados à educação foi
                observada em todos os trabalhos analisados por esta pesquisa, confirmando a
                tendência expostas pelas autoras. Direta ou indiretamente, os trabalhos analisados
                problematizam a incorporação da mentalidade empresarial sobre a realidade da escola
                e sobre o trabalho de professores e gestores, assim como o do coordenador
                pedagógico.</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B17">Garcia (2018)</xref> chama atenção também para a
                tendência de privatização na educação básica brasileira por intermédio da presença
                de atores privados (grupos empresariais, organizações, institutos, fundações, etc.)
                que influenciam a organização do trabalho pedagógico das escolas com a interferência
                em políticas públicas que definem os currículos, as metodologias, as avaliações e os
                modelos de gestão.</p>
            <disp-quote>
                <p>Os institutos se comportam como “implantadores” de reformas educacionais que
                    pretendem alcançar a gestão das unidades escolares, valendo-se de diferentes
                    estratégias: formação, produção de instrumentos de controle e avaliação do
                    trabalho, monitoramento da gestão e veiculação de materiais de divulgação. Em
                    comum também têm o fato de fazer constar em seus materiais visão da gestão
                    escolar, método, instrumentos de apoio e controle do trabalho e formas de
                    avaliação de desempenho das escolas (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Garcia,
                        2018, p. 1364</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>A autora afirma que é notável o aumento do trabalho relacionado ao registro e
                controle burocrático das ações pedagógicas na escola, levando a uma
                “hiperburocratização” e, como consequência, à inviabilidade de execução dos
                princípios da gestão democrática, assim como à naturalização da presença do setor
                privado na educação pública e a legitimação das lógicas mercantis sobre a gestão
                escolar (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Garcia, 2018, p. 1372</xref>). Essas
                tendências foram identificadas durante a análise dos artigos e dissertações
                realizada neste estudo, nos levando a refletir sobre os desafios ainda existentes
                para a contribuição do coordenador pedagógico na efetivação da gestão democrática na
                escola.</p>
            <p>A maioria das produções analisadas confirma que os coordenadores pedagógicos estão
                intensamente atribulados com a execução de tarefas burocráticas e preocupados em
                cumprir as metas propostas pela política neoliberal e, devido a isso, se afastam de
                suas precípuas funções relacionadas à articulação e mediação do trabalho coletivo em
                torno das intenções do PPP e da formação dos docentes, o que não os permite
                contribuir para a efetivação dos preceitos democráticos e participativos e para a
                mudança da realidade escolar. Porquanto “as tarefas de mudança da escola numa
                perspectiva transformadora passam, necessariamente, pela articulação do coletivo
                escolar e por um projeto político-pedagógico claramente definido em termos de
                classe.” (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Hypolito, 1991, p. 18</xref>).</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B12">Fernandes (2012)</xref> também confirma o teor
                altamente burocrático do trabalho dos coordenadores pedagógicos na rede estadual de
                São Paulo. Analisando as principais resoluções publicadas pela Secretaria Estadual
                de Educação entre 1996 e 2010, a autora afirma que de articuladores no âmbito da
                escola, o professor coordenador pedagógico passou a ser “o sujeito responsável pela
                disseminação das medidas oficiais e pelo controle das atividades docentes” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B12">Fernandes, 2012, p. 799</xref>). E isso representa o
                teor burocrático e gerencialista adotado pelas políticas educacionais paulistas nos
                últimos anos.</p>
            <p>Para a superação de tais práticas, há de se compreender a ação e atuação da
                coordenação pedagógica a partir de uma perspectiva mais abrangente, coletiva e
                democrática. <xref ref-type="bibr" rid="B29">Pinazza <italic>et al.</italic>
                    (2019)</xref> caracterizam o trabalho de coordenadores pedagógicos e
                supervisores com base em uma compreensão mais ampliada, não restrita à lógica
                administrativa e burocrática, mas apoiada nas relações pessoais e nos processos
                intra e intersubjetivos envolvidos nas situações de supervisão e coordenação. A
                relação entre supervisores e supervisionados ou coordenadores e coordenados, tanto
                entre pares, quanto de uma supervisão externa, é uma relação complexa e envolve
                disposições pessoais que devem estar baseadas na confiança, na horizontalidade e na
                mediação. O modelo burocrático de supervisão/coordenação afasta a autonomia dos
                atores sociais que atuam nas escolas e impedem a compreensão de que a escola é um
                sistema vivo e dinâmico que pode e deve ser pensado a partir de si, de forma
                criativa, reflexiva e crítica. A supervisão/coordenação como mediação é apresentada,
                pelas autoras, amparada pela abordagem construtivo-desenvolvimental e pela abordagem
                sistêmica, em que o processo de desenvolvimento pessoal é visto de uma perspectiva
                contextual, que influencia e é influenciado pelos processos organizacionais. Ou
                seja, para uma ação supervisora/coordenadora efetiva é preciso considerar as
                disposições pessoais dos supervisionados/coordenados para sua aprendizagem e
                desenvolvimento profissional, indo ao encontro daquilo que pensam, prestando atenção
                às pistas verbais e não verbais desses indivíduos. Estando cientes de que estas
                disposições individuais são reflexos da cultura laboral, é necessário deslocar o
                foco da supervisão/coordenação do âmbito particular para o âmbito organizacional,
                compreendendo a “estreita correspondência entre o desenvolvimento profissional e o
                desenvolvimento da organização” (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Pinazza <italic>et
                        al.,</italic> 2019, p. 23</xref>).</p>
            <p>“Assim, a gestão democrática é, antes de tudo, uma abertura ao diálogo e à busca de
                caminhos mais consequentes com a democratização da escola brasileira em razão de
                seus fins maiores postos no artigo 205 da Constituição Federal” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B8">Cury, 2007, p. 493</xref>). A coordenação do trabalho
                coletivo na escola que não se dispõe ao diálogo não conseguirá mediar e articular
                aprendizagens e nem propiciar participações.</p>
            <p>Além disso, para se alcançar, de fato, uma gestão que seja democrática, é preciso
                haver uma mudança de paradigmas e pensamento de todos os envolvidos no processo
                educativo. A gestão democrática de uma escola não pode ser alcançada sozinha por um
                único gestor, nem mesmo por uma equipe gestora. Isso só será possível pela vontade
                coletiva de professores, pais, alunos e gestores e em um ambiente propício para tal,
                ou seja, acolhedor e democrático. <xref ref-type="bibr" rid="B26">Paro (2020)</xref>
                defende ainda a abolição dos controles gerenciais e mercantis para que se abra
                espaço para a coordenação de um trabalho coletivo pautado na colaboração recíproca.
                Segundo o autor, é preciso ainda que se atente para a formação do professor (e
                incluímos também os demais profissionais da educação), não apenas em relação ao
                conteúdo que ele vai ensinar, mas também em relação a uma formação moral e
                intelectual condizente com os valores humanos e democráticos, como justiça e
                igualdade.</p>
            <p>Além do mais, é preciso problematizar também sobre a questão da identidade
                profissional dos coordenadores pedagógicos, alicerçada em sua formação inicial e em
                constante (re)construção durante seu desenvolvimento profissional. A formação
                inicial dos coordenadores pedagógicos, que necessariamente tem de ocorrer no curso
                de Pedagogia, deve fornecer as condições necessárias para a aquisição de
                conhecimentos específicos do seu trabalho, assim como a compreensão do seu real
                papel diante das demandas pedagógicas e democratizantes da escola. Essa discussão
                implica pensar no lugar da coordenação pedagógica dentro dos cursos de Pedagogia,
                repensando a própria identidade do curso, ou seja, um curso para formar professores
                da educação infantil e anos iniciais, ou um curso que forme também, efetivamente,
                profissionais não docentes aptos a atuarem na gestão pedagógica de instituições
                escolares e não escolares?</p>
            <p>A construção da identidade profissional do coordenador pedagógico necessita resgatar
                o cerne da profissão, concebido no momento de sua popularização nas escolas do
                Brasil, nos anos finais da década de 1980 e início da década de 1990. Uma profissão
                que se fez presente em um período de profundo apreço pelas relações democráticas.
                Como o próprio nome sugere, coordenar o trabalho pedagógico significa mediar ou
                articular o trabalho coletivo, envolvendo professores, funcionários, alunos,
                famílias e a comunidade do entorno escolar.</p>
            <p>Concluímos afirmando que mediante a análise dos estudos efetivados por esta pesquisa,
                os processos de gestão democrática, relacionados ao trabalho dos coordenadores
                pedagógicos, estão sendo implantados a passos lentos nas escolas brasileiras de
                educação básica. Diante de um cenário de atuação complexo, inclusive com as inúmeras
                tarefas que lhes são atribuídas, frequentemente o coordenador pedagógico encontra
                diversos desafios que dificultam a efetivação da dimensão mediadora e democrática,
                própria de sua função.</p>
            <p>A amplitude, a dispersão e a heterogeneidade de tarefas executadas por esses
                profissionais, principalmente as de caráter administrativo, burocrático e
                organizativo, afastam os coordenadores de suas funções articuladoras em prol do
                trabalho pedagógico coletivo na escola. Mesmo em escolas ou redes de ensino que
                apresentam traços de gestão democrática, ainda podemos observar as heranças
                burocráticas e o avanço da ideologia neoliberal e privatista por meio de princípios
                e práticas gerenciais. Inclusive, pela análise, podemos afirmar também que muitos
                coordenadores não têm clareza sobre o potencial de sua função para a contribuição na
                construção de uma escola democrática. É necessário avançar nesta discussão juntos às
                equipes escolares por meio de formação e reflexão no próprio ambiente escolar.</p>
            <p>Somente através de uma relação mediadora e dialógica é possível efetivar a gestão
                democrática. Concordando com as afirmações de <xref ref-type="bibr" rid="B26">Paro
                    (2020)</xref>, uma relação mediadora não significa controlar ou vigiar o
                trabalho dos profissionais escolares, mas sim coordenar o esforço humano coletivo
                com vistas a alcançar as atividades-fim da escola, ou seja, o ato educativo. No
                contexto do trabalho da coordenação pedagógica e levando em consideração as
                premissas analisadas, ressaltamos sua profícua finalidade: liderar, mediar e
                coordenar o trabalho pedagógico democrático.</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
        <ref-list>
            <title>REFERÊNCIAS</title>
            <ref id="B1">
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                    administração pública: um breve estudo sobre a experiência internacional
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                <element-citation publication-type="journal">
                    <person-group person-group-type="author">
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                            <surname>ABRUCIO</surname>
                            <given-names>Fernando Luiz</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <article-title>O impacto do modelo gerencial na administração pública: um breve
                        estudo sobre a experiência internacional recente</article-title>
                    <source>Cadernos ENAP</source>
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                    <issue>10</issue>
                    <year>1997</year>
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