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                <journal-title>PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA
                    EDUCAÇÃO</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE
                    CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO</abbrev-journal-title>
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                <publisher-name>Universidade Federal de Santa Catarina</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="doi">10.5007/2175-795X.2024.e97292</article-id>
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                <article-title>A atividade de estudo, a organização do ensino e as pesquisas
                    brasileiras</article-title>
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                    <trans-title>Study activity, the organization of teaching and Brazilian
                        studies</trans-title>
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                    <trans-title>La actividad de estudio, la organización de la enseñanza y las
                        investigaciones brasileñas</trans-title>
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                    Tecnologia de Rondônia, IFRO</institution>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
                        distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
                        que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
                </license>
            </permissions>
            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>Pesquisadores na área da educação têm buscado na Teoria Histórico-Cultural, na
                    Teoria da Atividade e na Teoria do Ensino Desenvolvimental, fundamentos teóricos
                    e metodológicos capazes de orientar uma organização do ensino que priorize o
                    desenvolvimento dos estudantes. A partir desse pressuposto, este texto discute
                    as origens, conceitos, objetivo, conteúdo e estrutura da Atividade de Estudo com
                    o propósito de compreender como esses elementos podem ser considerados na
                    organização do ensino. Também apresenta breve mapeamento de pesquisas realizadas
                    no Brasil que se fundamentam nesse referencial teórico. Trata-se, portanto, de
                    um estudo teórico e de levantamento bibliográfico. Os resultados indicam que a
                    gênese histórica da Teoria da Atividade de Estudo deve-se aos pesquisadores
                    soviéticos na década de 1950, suas pesquisas tiveram como intuito construir uma
                    teoria psicológica da atividade que contribuísse para estudar o desenvolvimento
                    cognitivo dos estudantes. Essas pesquisas deram origem a diferentes sistemas
                    didáticos que trouxeram contribuições relevantes para a organização do ensino.
                    No mapeamento das pesquisas brasileiras dos últimos 12 anos, na Biblioteca
                    Brasileira Digital de Teses e Dissertações (BDTD), foram encontradas 25
                    pesquisas sobre o tema, indicando que o uso desse referencial teórico tem se
                    ampliado. Esses estudos buscam novas possibilidades para contribuir com a
                    atividade pedagógica dos professores e com a atividade dos estudantes com o
                    objetivo de superar a lógica formal do ensino, visando uma formação que
                    possibilite a apropriação de conhecimentos científicos capazes de promover a
                    aprendizagem e o desenvolvimento do pensamento teórico nos estudantes.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>Researchers in the field of education have looked to Historical-Cultural Theory,
                    Activity Theory and Developmental Teaching Theory for theoretical and
                    methodological foundations capable of guiding the organization of teaching that
                    prioritizes student development. Based on this assumption, this paper discusses
                    the origins, concepts, objective, content, and structure of the Study Activity
                    with the aim of understanding how these elements can be considered in the
                    organization of teaching. It also presents a brief mapping of research carried
                    out in Brazil based on this theoretical framework. This is a theoretical study
                    and bibliographic survey. The results indicate that the historical genesis of
                    the Activity Theory of Study is due to Soviet researchers in the 1950s, whose
                    research aimed to build a psychological theory of activity that would contribute
                    to studying students’ cognitive development. This research gave rise to
                    different didactic systems that have made important contributions to the
                    organization of teaching. A mapping of Brazilian research over the last 12 years
                    in the Brazilian Digital Library of Theses and Dissertations (BDTD) found 25
                    studies on the subject, indicating that the use of this theoretical framework
                    has expanded. These studies are looking for new possibilities to contribute to
                    the pedagogical activity of teachers and the activity of students with the aim
                    of overcoming the formal logic of teaching, aiming for an education that enables
                    the appropriation of scientific knowledge capable of promoting learning and the
                    development of theoretical thinking in students.</p>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="fr">
                <title>Resumé</title>
                <p>Los investigadores de la educación han buscado en la Teoría Histórico-Cultural,
                    en la Teoría de la Actividad y en la Teoría del Desarrollo de la Enseñanza
                    fundamentos teóricos y metodológicos capaces de orientar la organización de una
                    enseñanza que priorice el desarrollo del estudiante. Así, este texto aborda los
                    orígenes, conceptos, objetivo, contenido y estructura de la Actividad de Estudio
                    con el objetivo de comprender cómo estos elementos pueden ser considerados en la
                    organización de la enseñanza. También presenta un breve mapeo de las
                    investigaciones realizadas en Brasil a partir de este marco teórico. Se tratade
                    un estudio teórico y de un relevamiento bibliográfico. Los resultados indican
                    que la génesis histórica de esta teoria se debe a los investigadores soviéticos
                    de la década de 1950, cuyas investigaciones tenían como objetivo construir una
                    teoría psicológica de la actividad que contribuyera al estudio del desarrollo
                    cognitivo de los estudiantes, y han dado origen a diferentes sistemas didácticos
                    que contribuyen significativamente a la organización de la enseñanza. Un
                    relevamiento de las investigaciones brasileñas de los últimos 12 años en la
                    Biblioteca Digital Brasileña de Tesis y Disertaciones (BDTD) encontró 25
                    estudios sobre el tema, lo que indica que el uso de este marco teórico se ha
                    expandido. Estos trabajos buscan contribuir a la actividad pedagógica, con el
                    objetivo de superar la lógica formal de la enseñanza, apuntando a una educación
                    que posibilite la apropiación de conocimientos científicos capaces de promover
                    el aprendizaje y el desarrollo del pensamiento teórico en los escolares.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Teoria da atividade de estudo</kwd>
                <kwd>Organização do ensino</kwd>
                <kwd>Pensamento Teórico</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Study activity theory</kwd>
                <kwd>Teaching organization</kwd>
                <kwd>Theoretical thinking</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="es">
                <title>Palabras clave:</title>
                <kwd>Teoría de la Actividad de Estudio</kwd>
                <kwd>Organización de la enseñanza</kwd>
                <kwd>Pensamiento teórico</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>Nas últimas décadas temos observado surgir discussões teóricas acerca do papel social
                da escola, no âmbito da aprendizagem e desenvolvimento dos alunos, por ser a
                educação escolar condição essencial na formação de sujeitos para atuação política e
                cultural na sociedade. Nessa perspectiva, a teoria Histórico-Cultural tem fornecido
                um caminho filosófico, psicológico e metodológico para sustentar práticas
                pedagógicas que possam contribuir na formação humana dos sujeitos em
                desenvolvimento. Essa teoria parte do pressuposto que o desenvolvimento das pessoas
                se dá pela apropriação da cultura produzida historicamente pela humanidade em suas
                relações sociais e considera que a aprendizagem de conceitos (científicos) é
                fundamental para o desenvolvimento do psiquismo (<xref ref-type="bibr" rid="B32"
                    >Vygotsky, 1995</xref>). Assim, entende-se a cultura como sendo decorrente da
                atividade humana enquanto produção subjetiva da realidade objetiva, conforme explica
                Leontiev na Teoria da Atividade (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Leontiev,
                    2004</xref>).</p>
            <p>Estes pressupostos trazem ao contexto da educação escolar novas possibilidades de
                organização do ensino e estabelecem como objetivo fundamental da escola o
                desenvolvimento do pensamento teórico e, consequentemente, das funções psicológicas
                superiores. Considera-se que o ensino que insere os estudantes na atividade de
                estudo promove o desenvolvimento dos sujeitos e oportuniza sua formação humana.</p>
            <p>Essa formação deve passar pela organização de um processo de ensino que priorize o
                acesso dos estudantes ao conhecimento científico. Para isso, recorre-se às
                contribuições de três teorias que derivam do enfoque histórico-cultural,
                fundamentado no materialismo histórico-dialético e que fornecem elementos
                importantes para a compreensão do desenvolvimento psíquico humano: a Teoria
                Histórico-Cultural, que explica a constituição do psiquismo e do desenvolvimento
                humano a partir da apropriação da cultura; a Teoria da Atividade, que explicita como
                se dá essa apropriação da cultura por meio da atividade na realidade objetiva e da
                produção da subjetividade decorrente dessa atividade; e a Teoria do Ensino
                Desenvolvimental, que, mais recentemente, como resultado de investigações e
                experimentos, deu origem a vários sistemas didáticos.</p>
            <p>No presente texto nos ateremos ao sistema mais representativo: o Sistema
                    Elkonin-Davídov-Repkin<xref ref-type="fn" rid="fn1">1</xref>, que apresenta
                elementos teóricos e metodológicos para um ensino voltado à formação de conceitos
                teóricos, tendo como teoria central a Atividade de Estudo. Este sistema apresenta
                possibilidades de organização do ensino para o desenvolvimento do pensamento teórico
                dos estudantes, apoiado na lógica dialética, superando o pensamento empírico
                constituído na lógica formal. Este artigo, de cunho teórico e de levantamento
                bibliográfico, tem como objetivo discutir as origens, conceitos, objetivos, conteúdo
                e estrutura da Teoria da Atividade de Estudo, entendida como promotora do pensamento
                teórico nos estudantes, além disso, pretende-se apresentar um breve levantamento
                sobre as pesquisas realizadas no Brasil por meio dessa teoria.</p>
            <p>Enquanto educadoras e pesquisadoras, partimos do princípio que o papel social da
                escola é garantir o desenvolvimento dos estudantes em suas máximas possibilidades,
                como sujeitos ativos e criativos na sua atividade de estudo. Assim, inicialmente
                apresentamos a teoria da Atividade de Estudo, seu conceito e suas origens. Na
                sequência são discutidos seu objetivo, conteúdo e estrutura para a organização do
                ensino que promove o pensamento teórico. E, por último, apresentamos um breve
                levantamento sobre as investigações fundamentadas nessa teoria, no Brasil.</p>
            <sec>
                <title>Teoria da atividade de estudo: o conceito e as origens</title>
                <p>A gênese histórica da Teoria da Atividade de Estudo tem início com pesquisadores
                    soviéticos na década de 1940, período em que o termo Atividade de Estudo passou
                    a ter mais ênfase nas pesquisas do Ensino Desenvolvimental. Os autores buscavam
                    construir uma teoria psicológica da atividade que contribuísse para estudar o
                    desenvolvimento cognitivo dos indivíduos.</p>
                <p>A Teoria da Atividade de Estudo está fundamentada nos princípios filosóficos do
                    materialismo histórico-dialético, em que a atividade humana genérica é o
                    trabalho, definido como condição fundamental da vida do ser humano. Pelo
                    trabalho o homem produz e reproduz a vida a partir da transformação da natureza
                    e consequentemente de si mesmo: “[...] a forma inicial de todos os tipos de
                    atividade humana é a prática histórico-social do gênero humano, ou seja, a
                    atividade laboral, coletiva, adequada, sensório-objetal, transformadora, das
                    pessoas. Na atividade se revela a universalidade do sujeito humano” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B9">Davídov, 1988, p. 28</xref>). Pelo trabalho e suas
                    relações sociais o homem realiza a abstração teórica da prática humana, sua
                    autoprodução humana.</p>
                <p>Alinhado aos ideais filosóficos do marxismo, Lev S. Vygotsky desenvolveu
                    pesquisas sobre o desenvolvimento humano que têm como base o condicionamento
                    histórico social do desenvolvimento da psique da criança, criando a teoria
                    Histórico-Cultural. Alexis N. Leontiev a partir dos pressupostos teóricos de
                    Vygotsky e seu grupo de pesquisadores, foi responsável por aprofundar estudos
                    psicológicos humanos na Teoria da Atividade, enfatizando elementos como:
                    necessidade, motivo, tarefas, ações, operações, condições, meios e resultados,
                    considerados na atividade do ser humano para o seu desenvolvimento.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B17">Leontiev (2004)</xref> afirmou que o trabalho
                    seria a principal atividade humana. Para esse pesquisador, a atividade é uma
                    unidade molar, unidade da vida mediada pelo reflexo psíquico, que tem por
                    finalidade orientar o sujeito no mundo objetivo. Com base nesses pressupostos,
                    Leontiev estabeleceu o conceito de atividade principal, “[...] compreendida como
                    a que governa as mudanças mais importantes nos processos psíquicos e nos traços
                    psicológicos da personalidade da criança, em um certo estágio de seu
                    desenvolvimento” (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Leontiev, 2010, p. 65</xref>).
                    Do ponto de vista do autor sobre a psicologia humana, a atividade do sujeito só
                    pode ser compreendida a partir de seus vínculos sociais, e inserida nas relações
                    humanas:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] entre as pessoas que estão ao seu redor, juntamente com elas ou em
                        interação com elas [...]. Quaisquer que sejam as condições ou formas sob as
                        quais a atividade humana ocorra, qualquer que seja a estrutura que assuma,
                        ela não pode ser examinada deslocada das relações sociais, da vida da
                        sociedade (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Leontiev, 2004, p.
                        104</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Assim, a atividade se constitui nas ações e relações dos sujeitos com o objeto de
                    forma coletiva, mas nem todas as ações de uma pessoa podem ser chamadas de
                    atividade (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Leontiev, 2004</xref>). <xref
                        ref-type="bibr" rid="B6">Davídov (2020, p. 250)</xref> enfatiza que “A ação
                    só pode ser chamada de atividade, quando está necessariamente associada a uma
                    transformação substancial do objeto e da realidade social, circundante à
                    pessoa”. Para o autor, na ação, há a necessidade da transformação significativa
                    do objeto, desse modo, o sujeito é capaz de criar um novo conhecimento sobre o
                    objeto em seu contexto social.</p>
                <p>Leontiev estabeleceu uma psicologia geral do desenvolvimento cognitivo do
                    aprendiz. Posteriormente, outros pesquisadores, como <xref ref-type="bibr"
                        rid="B12">Elkonin (1987)</xref>, deram continuidade a esses estudos e
                    sistematizaram uma periodização histórico-cultural do desenvolvimento humano com
                    base na atividade principal<xref ref-type="fn" rid="fn2">2</xref> de cada
                    período do desenvolvimento. <xref ref-type="bibr" rid="B12">Elkonin
                        (1987)</xref> destaca as seguintes atividades: no primeiro ano de vida, a
                    atividade de comunicação emocional direta; na primeira infância (1 a 3 anos), a
                    atividade objetal manipulatória; na idade-pré-escolar (4 a 5 anos), a atividade
                    de jogo de papéis; na idade escolar (6 a 10 anos), a atividade de estudo; na
                    adolescência inicial (10 a 14 anos), a atividade de comunicação íntima pessoal;
                    e na fase posterior da adolescência (14 a 17 anos), a atividade
                    profissional/estudo.</p>
                <p>Toda essa produção científica na Rússia pós-revolução, voltada à compreensão da
                    constituição do psiquismo e dos processos educativos capazes de contribuir para
                    o desenvolvimento humano, respondia aos desafios políticos, econômicos,
                    culturais e sociais de um país cuja maioria da população era analfabeta. Essas
                    condições colocavam os pesquisadores diante da necessidade de produzir novas
                    formas de compreensão e de produção dos processos educativos, que atendessem às
                    demandas da nova sociedade. Assim, a educação tornou-se prioridade “[...] que
                    deveria deixar de ser um privilégio de poucos para se transformar em um dos
                    direitos de qualquer cidadão, criando-se, para isso, um novo sistema de
                    instrução” (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Prestes, 2010, p. 28</xref>).</p>
                <p>Em consequência disso, vários grupos de pesquisadores soviéticos, no campo da
                    psicologia pedagógica e da didática, buscaram fundamentos teóricos para a
                    formação do novo homem, criando teorias educacionais fundamentadas nos
                    princípios de uma educação socialista com base no materialismo
                    histórico-dialético. O objetivo era elevar o nível qualitativo de ensino
                    acadêmico e da educação social, elaborando-se um sistema de ensino
                    desenvolvimental, por meio de investigações experimentais, em que a organização
                    do ensino pudesse considerar o movimento da aprendizagem e do
                    desenvolvimento.</p>
                <p>Nesse contexto, em 1958, iniciaram-se as pesquisas sobre a Atividade de Estudo
                    com a análise de seu conteúdo, estrutura e processo de formação, com os
                    trabalhos de D. B. Elkonin, V. V. Davídov, V. V. Repkin e seus colaboradores:
                    “As investigações tinham como objetivo determinar os mecanismos psicológicos da
                    Atividade de Estudo, seu conteúdo, estrutura, bem como as condições para a sua
                    formação no processo escolar” (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Puentes, 2019, p.
                        132</xref>).</p>
                <p>Entre as décadas de 1960-1990, Elkonin, Davídov e Repkin desenvolveram a Teoria
                    da Atividade de Estudo, como teoria central do Sistema Didático
                        Desenvolvimental<xref ref-type="fn" rid="fn3">3</xref> (Sistema
                    Elkonin-Davídov-Repkin), e outras auxiliares as quais ajudariam a entender ainda
                    melhor a própria Teoria da Atividade de Estudo. Esses pesquisadores trabalharam
                    na organização de um sistema didático em consonância com os pressupostos
                    teóricos e filosóficos de uma aprendizagem que levasse ao desenvolvimento do
                    estudante, de suas funções psicológicas superiores.</p>
                <p>Eles realizaram vários experimentos didáticos-formativos em laboratórios, ou
                    seja, as escolas, a fim de desenvolver um sistema didático que discutisse a
                    relação entre o ensino, a educação de crianças em idade escolar e seu
                    desenvolvimento mental, e que se diferenciasse das concepções tradicionais.
                    Nesse modelo de sistema didático, a apropriação dos conhecimentos elaborados
                    histórica e culturalmente pela sociedade deveria ser realizada pela atividade
                    adequada, que para os autores é a de estudo. O foco do trabalho escolar era o
                    processo de formação da Atividade de Estudo como atividade principal dos
                    estudantes do nível fundamental I. “Estas investigações discutiram questões
                    essenciais relacionadas à análise da essência psicológica e pedagógica da
                    Atividade de Estudo e aos problemas do ensino elementar desenvolvimental” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B9">Davídov, 1988, p. 160</xref>).</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B9">Davídov (1988,p.158-159)</xref>, ao definir
                    atividade de estudo, enfatiza que:</p>
                <disp-quote>
                    <p>O termo “atividade de estudo” [<italic>uchebnaia deiatel’nost’</italic>], que
                        designa um dos tipos de atividade reprodutiva desempenhada pelas crianças,
                        não deve ser confundido com o termo aprendizagem [<italic>uchenie</italic>].
                        Como sabemos, as crianças aprendem através dos mais variados tipos de
                        atividades (no jogo, no trabalho, no esporte, etc). Mas a atividade de
                        estudo [baseada na escola] tem um conteúdo e uma estrutura especiais e deve
                        ser diferenciada de outros tipos de atividade que as crianças realizam tanto
                        nos anos iniciais da escolarização quanto em outros momentos na vida</p>
                </disp-quote>
                <p>Podemos verificar que, de acordo com o autor, a Atividade de Estudo no contexto
                    escolar está ligada ao desenvolvimento das funções psicológicas superiores das
                    crianças, definindo o desenvolvimento mental e a personalidade do estudante, e
                    não pode ser considerada como outros tipos de atividades que a criança
                    desenvolve no seu meio social.</p>
                <p>Ainda sobre a Atividade de Estudo, <xref ref-type="bibr" rid="B10">Elkonin (2020,
                        p. 139)</xref> afirma que:</p>
                <disp-quote>
                    <p>A Atividade de Estudo é fundamental na idade escolar, porque, em primeiro
                        lugar por seu intermédio se realizam as relações básicas da criança com a
                        sociedade; em segundo lugar, na escola é realizada a formação tanto das
                        qualidades fundamentais da personalidade da criança de idade escolar, como
                        dos distintos processos psíquicos. Sem a análise do processo de formação da
                        Atividade de Estudo e seu nível, é impossível explicar as neoformações
                        fundamentais que surgem na idade escolar.</p>
                </disp-quote>
                <p>Assim, no interior desse sistema didático, a Teoria da Atividade de Estudo, como
                    teoria central do Ensino Desenvolvimental, tem por objetivo se contrapor aos
                    modelos tradicionais de educação escolar, em que as bases da aprendizagem são: a
                    associação, a visualização, a palavra e o exercício.</p>
                <p>Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B6">Davídov (2020, p. 252)</xref>:</p>
                <disp-quote>
                    <p>A <bold>Associação</bold> é o mecanismo psicológico no qual diferentes tipos
                        de conhecimentos são ligados na mente de uma pessoa. Este é o melhor
                        mecanismo de ligação comum. A <bold>visualização</bold> é a sensibilidade
                        com a qual é necessário começar a aprender qualquer conhecimento particular.
                        Então, no final, esse ou aquele conhecimento deve ser expresso em uma
                            <bold>palavra</bold>, mas o vínculo entre o conhecimento, o início da
                        sensibilidade e a transformação da sensibilidade em conhecimento verbal, é
                        exercido por crianças, aparentemente, de maneira <bold>prática</bold> (por
                        intermédio de exercícios).</p>
                </disp-quote>
                <p>Esta forma de aprendizagem difere da que preconiza a Atividade de Estudo. No ato
                    de estudar se elegem tarefas e ações com os conceitos básicos em processo de
                    aprendizagem, o que não existe na teoria tradicional. <xref ref-type="bibr"
                        rid="B6">Davídov (2020)</xref> afirma que na concepção tradicional o aluno
                    recebe os conhecimentos prontos no livro didático. Na Atividade de Estudo não há
                    conhecimentos prontos e nem o professor possui todo o conhecimento. A atividade
                    de estudo está relacionada à transformação do material didático pela tarefa de
                    estudo, e a apropriação dos conceitos científicos, de modo generalizado, se dá
                    por intermédio da solução de uma tarefa problematizadora, na qual o professor, o
                    mais experiente, é o organizador com os estudantes desse processo.</p>
                <p>Assim, compreende-se que a Atividade de Estudo está relacionada com a formulação
                    da tarefa de estudo que o estudante fará, “[...] por meio da resolução de uma
                    série de tarefas similares o aluno será capaz de identificar as relações gerais,
                    o que nada mais é do que a transformação do material didático” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B7">Davidov, 2020, p. 259</xref>). A partir disso, a
                    relação dos estudantes com o objeto de estudo não se dá de forma memorística,
                    repetitiva de conteúdos prontos, ao contrário, a apropriação do conhecimento se
                    dá pela busca do que ainda não sabem, em uma relação dialética.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Objetivo, conteúdo e estrutura da atividade de estudo</title>
                <p>A Atividade de Estudo tem como objetivo desenvolver o pensamento teórico nos
                    estudantes e ensinar-lhes a pensar a partir dos conceitos científicos das
                    disciplinas. Ou seja, trata-se de garantir a apropriação da cultura
                    sistematizada ao longo da história da humanidade e que precisa ser objeto de
                    estudo na educação escolar: “<italic>o conteúdo principal da atividade de
                        estudo</italic> é a assimilação dos procedimentos gerais de ação na esfera
                    dos conceitos científicos e as trocas qualitativas no desenvolvimento psíquico
                    da criança, que ocorrem sobre esta base” (<xref ref-type="bibr" rid="B9"
                        >Davidov, 1988, p. 197</xref>, grifo do autor). Em outras palavras, seu
                    conteúdo é o desenvolvimento do pensamento teórico dos estudantes.</p>
                <p>O pensamento teórico é um processo cognitivo de abstração dos reflexos da
                    realidade objetiva, em que o objeto é analisado, refletido e reproduzido
                    mentalmente. <xref ref-type="bibr" rid="B9">Davídov (1988, p. 127)</xref> define
                    que “O conteúdo específico do pensamento teórico é a existência mediatizada,
                    refletida, essencial. O pensamento teórico é o processo de idealização de um dos
                    aspectos da atividade objetal-prática, a reprodução, nela, das formas universais
                    das coisas”. Para compreender o objeto em forma de conceitos o sujeito precisa
                    conhecê-lo de forma integral em suas relações mais complexas, analisando sua
                    forma geral, sua origem e suas transformações. Nesse processo se dá a abstração
                    e a generalização do conceito científico estudado, o que conduz ao
                    desenvolvimento cognitivo do aprendiz. Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B19"
                        >Libâneo e Freitas (2019, p. 223)</xref>: “Ao se recriar o objeto na relação
                    com outros objetos, essas relações são reveladas e passam a servir como base
                    para analisá-lo em diversas situações concretas, estando aí, precisamente, o
                    processo de abstração e generalização”.</p>
                <p>Com isso, predomina o caráter ativo do educando no processo de aprendizagem,
                    estando em atividade de estudo, pois o pensamento teórico fundamentado no
                    conhecimento científico é constituído no modo generalizado de ação, o qual
                    define a essência do objeto, o conceito principal e seu núcleo. Dessa
                    perspectiva, conforme <xref ref-type="bibr" rid="B20">Nascimento (2010, p.
                        111)</xref>,</p>
                <disp-quote>
                    <p>Um objeto só se constituirá como objeto de estudo, propriamente dito, quando
                        suas características essenciais forem reveladas e explicitadas para os
                        educandos, de modo que tais características se configurem como uma
                        orientação para suas ações. A ação do estudante com um objeto de estudo não
                        pode ser qualquer ação, mas sim ações orientadas por aqueles atributos
                        essenciais do objeto – orientação essa fornecida pelo educador – e que
                        revelem os conceitos ou conteúdos de aprendizagem.</p>
                </disp-quote>
                <p>Para tanto, o conhecimento científico sobre o objeto de estudo precisa ser
                    analisado em sua essência e não em sua aparência, nos aspectos empíricos, pela
                    comparação entre as diferenças e semelhanças, classificando-os pelo caráter
                    visual que é a base do reflexo das propriedades externas sensorialmente dadas do
                    objeto. (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Davidov, 1988</xref>). Nessa proposição
                    os conhecimentos empíricos devem ser transformados pelo professor em objeto de
                    estudo, para que os estudantes possam se relacionar de forma dialética com o
                    fenômeno e/ou objeto que é estudado, analisando seus nexos e suas relações,
                    fazendo emergir o conhecimento do abstrato ao concreto para a formação do
                    pensamento teórico (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Nascimento,
                    2010</xref>).</p>
                <p>Nesse sentido, conforme <xref ref-type="bibr" rid="B27">Sforni (2019)</xref> a
                    aprendizagem de conceitos científicos, oferecida pela educação escolar, é o
                    caminho para a formação do estudante, no desenvolvimento da consciência e do
                    pensamento teórico, uma vez que “a tomada de consciência vem pela porta dos
                    conceitos científicos” (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Vygotsky, 1982, p.
                        212</xref>). Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B19">Libâneo e Freitas
                        (2019, p. 223)</xref> o que caracteriza o conhecimento teórico-científico é
                    a capacidade de detectar “[...] uma relação principal geral que caracteriza o
                    objeto analisado em uma área de conteúdo e de utilizar essa relação como uma
                    base para analisar outros problemas específicos desse objeto”.</p>
                <p>Podemos compreender que os conhecimentos teóricos, “[...] que surgem sobre a base
                    da transformação mental dos objetos, refletem suas relações e conexões internas
                    ― saindo, assim dos limites das representações” (<xref ref-type="bibr" rid="B9"
                        >Davídov, 1988, p.154</xref>). Então, para o desenvolvimento do pensamento
                    teórico, o objeto a ser estudado irá determinar as ações de estudo do escolar,
                    pelo modo generalizado de ação, o qual está na base das tarefas do
                    estudante:</p>
                <disp-quote>
                    <p>Ao registrar, por meio de alguma forma referencial, a relação geral principal
                        identificada, os alunos constroem, com isso, uma abstração substantiva do
                        assunto estudado. Continuando a análise do material curricular, eles
                        detectam a vinculação regular dessa relação principal com suas diversas
                        manifestações obtendo, assim, uma generalização substantiva do assunto
                        estudado. (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Davídov, 1988, p.167</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Quando os estudantes começam a utilizar a abstração e a generalização, o
                    conhecimento se transforma em um processo mental, por meio do qual chegam ao
                    conceito ou núcleo do assunto estudado. Então, na lógica dialética materialista
                    em que a Atividade de Estudo está fundamentada, a abstração é o passo inicial
                    para a generalização e formação de conceitos. A abstração consiste em uma
                    atividade mental que capta os elementos essenciais do objeto, distinguindo um
                    objeto do outro e estabelecendo relações entre esses atributos para apreender um
                    conceito. Já a generalização é a síntese desses conceitos, em que o estudante se
                    apropria das relações fundamentais que constituem o objeto em estudo, ou seja,
                    passa a dominar os conceitos e depois é capaz de aplicá-los a situações
                    particulares (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Libâneo; Freitas,
                    2019</xref>).</p>
                <p>Dessa maneira, a abstração e a generalização substantiva centram-se na análise do
                    que é essencial. Essa análise é o eixo principal na formação do conceito, é a
                    capacidade de operar com os conceitos científicos em sua totalidade. O objeto de
                    estudo é analisado em sua forma universal, em sua essência, busca-se conhecer
                    sua gênese, a lei que explica esse objeto, seu núcleo inicial; por conseguinte o
                    objeto é analisado em suas particularidades no tempo histórico, no seu meio
                    social. São explicitadas as condições de origem do conteúdo dos conceitos a
                    serem apropriados, o que ocorre no âmbito singular, nesse momento se dá a
                    apropriação do conhecimento do objeto em sua forma universal e suas
                    particularidades chegando à síntese do conceito teórico do objeto (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B9">Davídov, 1988</xref>; <xref ref-type="bibr"
                        rid="B19">Libâneo; Freitas, 2019</xref>). Assim, de acordo com <xref
                        ref-type="bibr" rid="B19">Libâneo e Freitas (2019, p.227)</xref> é preciso
                    entender que:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] a abstração e a generalização teóricas são procedimentos mentais
                        relacionados com o processo de ascensão do pensamento do abstrato ao
                        concreto, que representa o método da reflexão dialética. Conforme esse
                        método, o abstrato não se refere exclusivamente aos produtos da elaboração
                        do pensamento separados das coisas e dos fenômenos da realidade. Ele está
                        ligado ao concreto, isto é, à realidade material, ao mundo das coisas e
                        fenômenos sempre por relações e contradições.</p>
                </disp-quote>
                <p>O movimento dialético que ocorre na apropriação do objeto estudado por parte do
                    estudante desencadeia o desenvolvimento psíquico do aprendiz. Assim, a
                    apropriação do conceito teórico é a operação mental do sujeito sobre o objeto,
                    em um dado contexto histórico e social e que ocorre por meio de tarefas e ações
                    de estudo. Com base na estrutura da Atividade de Estudo, são abordados elementos
                    para a organização do ensino que objetivam o desenvolvimento do pensamento
                    teórico do estudante. Ou seja, só a presença de conceitos científicos no
                    processo de aprendizagem não garante sua qualidade, pois há necessidade de uma
                    organização do ensino que considere as relações epistemológicas, psicológicas,
                    pedagógicas e didáticas na apropriação de conhecimentos.</p>
                <p>Diante do exposto, o que considerar e como estão definidos os componentes da
                    estrutura da Atividade de Estudo para a organização do ensino que visa o
                    desenvolvimento do pensamento teórico nos estudantes, a partir dessa teoria?
                    Para começar, precisamos entender que a realização da Atividade de Estudo
                    desenvolve o aprendiz em idade escolar juntamente com os “conhecimentos
                    teóricos, a consciência e o pensamento teórico, [...] a eles vinculados:
                    reflexão, análise e planejamento” (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Davídov, 1988,
                        p. 168</xref>). E essas capacidades de certa forma estão na base da
                    estrutura da Atividade de Estudo para a formação psíquica do educando.</p>
                <p>Para esse desenvolvimento dos escolares, focaremos nas especificidades da
                    estrutura da Atividade de Estudo composta pelos seguintes elementos:
                    necessidade, motivos, tarefas, ações de controle, ações de avaliação e
                    operações, os quais devem ser considerados na organização do ensino, sendo esta
                    estrutura a mais importante nas pesquisas do Sistema Elkonin-Davídov-Repkin, no
                    campo da teoria do Ensino Desenvolvimental e da teoria da Atividade de
                    Estudo.</p>
                <p>Ao analisarmos a <bold>definição de necessidade</bold> de forma geral podemos
                    relacioná-la às condições sociais de vida do homem, em que sua atividade está
                    dirigida a satisfazer suas necessidades; para tanto, “<italic>o homem elabora e
                        produz com seu trabalho os objetos que satisfazem suas
                    necessidades</italic>. Isso permite que o conteúdo objetivo e a maneira de
                    satisfazer suas necessidades naturais modifiquem-se” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B15">Leontiev, 2017, p.43</xref>, grifos do autor). E para satisfazer
                    as necessidades intelectuais, relacionadas à apropriação da cultura, faz-se
                    necessária a Atividade de Estudo na educação escolar. Nesse sentido, uma criança
                    que está ao final da idade pré-escolar – na fase do jogo de papéis, em que se
                    forma a imaginação e a função simbólica – começa a ter necessidades cognitivas
                    nas suas relações com os adultos e com o mundo que a rodeia; necessidade de
                    ampliar seus conhecimentos por meio da leitura, da escrita que está em livros,
                    revistas e outros; necessidade de se apropriar de conhecimentos teóricos. Nessa
                    perspectiva <xref ref-type="bibr" rid="B9">Davídov (1988, p.169)</xref> afirma
                    que:</p>
                <disp-quote>
                    <p>O ingresso na escola permite à criança sair dos limites do período infantil
                        de sua vida, ocupar uma nova posição na vida e passar ao desempenho da
                        atividade de estudo, socialmente significativa, que lhe oferece um rico
                        material para satisfazer seus interesses cognoscitivos. Estes interesses
                        atuam como premissas psicológicas para que na criança surja a necessidade de
                        assimilar conhecimentos teóricos.</p>
                </disp-quote>
                <p>Nesse entendimento, a necessidade dos escolares passa a ser a Atividade de
                    Estudo, momento rico para as crianças, cuja gênese se deu na idade pré-escolar:
                    “Assim, os conhecimentos teóricos, que formam o conteúdo da atividade de estudo,
                    também constituem a necessidade da atividade de estudo” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B9">Davídov, 1988, p. 170</xref>). Por conseguinte, precisamos entender
                    que a Atividade de Estudo não deve colocar o educando em contato direto com
                    materiais prontos e acabados, e sim, se constituir em uma organização do ensino;
                    assim, o professor proporcionará ao estudante condições para que seja atuante no
                    processo de seu desenvolvimento cognitivo.</p>
                <p>Conforme a estrutura da Atividade de Estudo, a necessidade de aprendizagem leva
                    ao <bold>motivo</bold>. Para <xref ref-type="bibr" rid="B15">Leontiev (2017,
                        p.45)</xref>: “Denomina-se motivo da atividade aquilo que, refletindo-se no
                    cérebro do homem, excita-o a agir e dirige a ação a satisfazer uma necessidade
                    determinada”. Podemos ver que o motivo estimula a ação do aprendiz com o objeto
                    de estudo, aqui o conhecimento histórico-social da humanidade; a ação é o que eu
                    preciso fazer para alcançar determinado objeto que está relacionado com o
                    objetivo da atividade, atividade essa que será orientada por motivos. <xref
                        ref-type="bibr" rid="B9">Davídov (1988, p. 170)</xref> afirma que na
                    Atividade de Estudo:</p>
                <disp-quote>
                    <p>Os motivos das ações de aprendizagem impulsionam os escolares a assimilar os
                        procedimentos de reprodução dos conhecimentos teóricos. Durante o
                        cumprimento das ações de aprendizagem, as crianças dominam, sobretudo, os
                        procedimentos de reprodução de determinados conceitos, imagens, valores e
                        normas e, através destes, assimilam o conteúdo de tais conhecimentos
                        teóricos.</p>
                </disp-quote>
                <p>Então o objeto da atividade, ou seja, a necessidade de apropriação dos
                    conhecimentos teóricos, é seu motivo de aprendizagem, que dependerá de ações de
                    aprendizagem dirigidas a um objetivo consciente: “assim como o conceito de
                    motivo está correlacionado com o conceito de atividade, o conceito de objetivo
                    está correlacionado com o de ação” (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Leontiev,
                        2021, p. 123</xref>).</p>
                <p>À luz dessas ideias, é importante que o professor pense a organização do ensino
                    considerando esses elementos da estrutura da Atividade de Estudo para a
                    aprendizagem e desenvolvimento do educando. Ainda sobre a importância dos
                    motivos no processo de aprendizagem <xref ref-type="bibr" rid="B15">Leontiev
                        (2017, p. 47-48</xref>, grifos do autor) é categórico ao afirmar que:</p>
                <disp-quote>
                    <p><italic>Os motivos do estudo</italic> têm uma significação importante.
                        Suponhamos que o motivo principal de estudo de um estudante é preparar-se
                        para sua atividade futura, e um outro motivo é obter boas notas para evitar
                        cenas desagradáveis em casa. No primeiro caso, o estudante procura
                        compreender profundamente o que estuda para conhecer melhor a realidade e a
                        atividade prática. No segundo, a atitude no estudo será puramente formal, e
                        o estudante apenas tentará responder bem às aulas. Por isso, uma das tarefas
                        educativas mais importantes é criar motivos sérios para o estudo.</p>
                </disp-quote>
                <p>As palavras do autor nos levam a alertar para a importância de o professor
                    compreender os motivos dos atos dos escolares, e atuar na direção de que os
                    estudantes tenham consciência desses, pois isso é fundamental para a conduta do
                    aprendiz no processo de aprendizagem.</p>
                <p>Então, se tenho necessidades, motivos e objetivos, preciso de ações para
                    alcançá-los. Essas ações estão na base da <bold>tarefa de estudo</bold>,
                    principal componente da estrutura da Atividade de Estudo que propiciará o
                    desenvolvimento do estudante. “A diferença fundamental entre a tarefa de estudo
                    e todas as demais tarefas, reside no fato em que seu objetivo e resultado
                    consistem em modificar o próprio sujeito atuante, quer dizer, em dominar
                    determinados modos de ação e não modificar os objetos com o que o sujeito
                    interage” (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Elkonin, 2020, p.140</xref>). Sua
                    transformação está correlacionada às ações objetivas que são realizadas durante
                    a Atividade de Estudo bem como nas relações entre os sujeitos envolvidos na
                    apropriação de conhecimentos.</p>
                <p>Para a compreensão do papel das tarefas de estudo na organização do ensino é
                    importante considerar as afirmações de <xref ref-type="bibr" rid="B8">Davídov e
                        Markova, (2019, p. 198)</xref>:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] elas se encontram estreitamente ligadas com a generalização substancial
                        (teórica), levam o estudante a dominar as relações generalizadas na área de
                        conhecimentos estudada, a dominar novos procedimentos de ação. O propósito
                        da tarefa de estudo pelo estudante e sua solução autônoma estão
                        estreitamente relacionados com a motivação de estudo e com a transformação
                        da criança em sujeito da atividade.</p>
                </disp-quote>
                <p>Entendemos que no processo de realização da tarefa de estudo, os educandos não
                    são objetos de sua aprendizagem, e sim, sujeitos da atividade, atuantes em sua
                    transformação de forma problematizada. Para tanto, uma tarefa de estudo precisa
                    colocar o aluno em uma situação que requer orientação para um modo generalizado
                    de ação em que o objeto de estudo será analisado em sua essência, em que o
                    pensamento do estudante se movimentará do geral ao particular.</p>
                <p>Sobretudo, não há a transmissão de conhecimento do professor ao estudante, e sim
                    a participação ativa do escolar com a colaboração do mais experiente “o
                    professor”, o qual elaborará tarefas de estudo com ações no propósito de uma
                    aprendizagem que impulsiona o desenvolvimento do pensamento teórico do
                    estudante, em direção a uma formação integral, que pelo seu conteúdo, consiste
                    no modo de ação da apropriação do conhecimento teórico. Por conseguinte, “[...]
                    o surgimento da tarefa de estudo não é um ato momentâneo de percepção e
                    aceitação da tarefa colocada pelo professor, mas o resultado da realização de
                    uma sequência bastante complexa de ações pelo aluno” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B26">Repkin; Repkina, 2020, p. 427</xref>).</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B9">Davídov (1988)</xref> em suas pesquisas e
                    experimentos em relação à estrutura da Atividade de Estudo a organiza em seis
                        <bold>ações</bold> as quais compõem, de modo intencional, o material de
                    estudo e a organização do ensino, de forma a orientar o estudante na realização
                    da Atividade de Estudo com a colaboração do professor. As ações de estudo são
                    assim definidas por <xref ref-type="bibr" rid="B9">Davídov (1988, p.
                    173)</xref>:</p>
                <disp-quote>
                    <p>1) a transformação dos dados da tarefa, afim de revelar a relação universal
                        do objeto ou fenômeno; 2) a modelação da relação universal na forma
                        objetal/gráfica/de letras; 3) a transformação do modelo da relação para
                        estudar suas propriedades em “forma pura”; 4) a construção do sistema de
                        tarefas particulares a resolver por um procedimento geral; 5) o controle
                        sobre o cumprimento das ações anteriores; e 6) a avaliação da assimilação do
                        procedimento geral como resultado da solução da tarefa de estudo dada.</p>
                </disp-quote>
                <p>Antes de analisarmos cada ação, podemos identificar que o aspecto intencional das
                    ações, é o que deve ser alcançado. <xref ref-type="bibr" rid="B16">Leontiev
                        (2021, p. 127</xref>, grifos do autor) define que a ação tem seu aspecto
                    operacional (como, de que modo isso pode ser alcançado): “a ação que se realiza
                    responde à tarefa; a tarefa é o objetivo, dado em condições determinadas. Por
                    isso, a ação tem uma qualidade especial, que a ‘formula’ de modo especial, e
                    justamente os modos pelos quais ela se realiza. Eu denomino
                        <bold>operações</bold> os modos de realização”. Então a ação corresponde aos
                    objetivos e as operações, às condições. Por conseguinte, se a ação é o que fazer
                    para alcançar um objetivo, as operações são as formas, os métodos utilizados
                    para realizar determinada ação. Com esse fim, apresentaremos abaixo como <xref
                        ref-type="bibr" rid="B9">Davídov (1988)</xref> define as diferentes
                    ações.</p>
                <p>A ação inicial “[...] é a transformação dos dados da tarefa de aprendizagem com a
                    finalidade de descobrir a relação universal do objeto, que deverá ser refletida
                    no correspondente conceito teórico.” <xref ref-type="bibr" rid="B9">(Davídov,
                        1988, p. 174)</xref>. Esta ação é considerada pelo autor a principal, pois
                    se caracteriza como ponto de partida para levar o escolar à formação de
                    conceitos teóricos Trata-se da transformação orientada em que se analisará o
                    objeto de estudo em suas origens e em suas relações universais, “[...] com o
                    objetivo de descobrir nele alguma relação geral que tenha uma conexão com várias
                    manifestações desse material, ou seja, a construção da abstração e da
                    generalização substancial do conteúdo” (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Davídov,
                        2020, p. 2018-2019</xref>). É uma generalização teórica, uma análise mental
                    no âmbito objetal-sensorial que identifica os nexos essenciais do objeto
                    estudado em sua totalidade.</p>
                <p>Em relação à segunda ação o autor afirma: “no modelo de aprendizagem, uma
                    representação da relação universal, identificada e diferenciada no processo de
                    transformação dos dados da tarefa escolar, o conteúdo deste modelo estabelece as
                    características internas do objeto” <xref ref-type="bibr" rid="B9">(Davídov,
                        1988, p. 175)</xref>. A partir do conceito geral do objeto de estudo é
                    possível definir o que é nuclear no conceito. Com o intuito de abstrair e
                    generalizar as características internar do objeto a modelação pode ser feita
                    pelos estudantes por modelos visuais, como desenhos, maquetes e outros.</p>
                <p>Ao transformar o modelo para estudar suas propriedades em “forma pura” o
                    estudante identificará as propriedades, o conceito nuclear do objeto. Segundo
                        <xref ref-type="bibr" rid="B9">Davídov (1988, p. 175)</xref>, “[...]
                    transformando e reconstruindo o modelo, os escolares são capazes de estudar as
                    propriedades da relação universal como tal, sem o ‘ocultamento’ produzido por
                    circunstâncias presentes”. Assim, na terceira ação o estudante identificará o
                    fenômeno de estudo em sua forma geral universal (essência) e em suas
                    particularidades. Fará o movimento do geral ao particular no desenvolvimento do
                    pensamento teórico.</p>
                <p>A quarta ação enunciada por Davídov como “a construção do sistema de tarefas
                    particulares a resolver por um procedimento geral” prevê que o professor
                    proponha tarefas particulares a serem realizadas com o conceito estudado.
                    Segundo o autor (1988, p. 175), “[...] esta ação permite que as crianças
                    concretizem a tarefa de aprendizagem inicial e a convertam na diversidade de
                    tarefas particulares que podem ser solucionadas por um procedimento único
                    (geral), assimilado durante a execução das ações anteriores de
                    aprendizagem.”</p>
                <p>As ações de controle se desenvolvem paralelamente à realização das demais ações e
                    “consiste em determinar a correspondência entre outras ações de aprendizagem e
                    as condições e exigências da tarefa de aprendizagem” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B9">Davídov, 1988, p. 176</xref>). Ou seja, trata-se de desenvolver nos
                    estudantes as capacidades de analisar os passos dados na realização das ações de
                    estudo de forma a verificar a efetividade dos procedimentos adotados. Essa ação
                    possibilita o acompanhamento e verificação da apropriação dos conhecimentos na
                    resolução das tarefas de aprendizagem durante a realização da Atividade de
                    Estudo.</p>
                <p>E como última ação, temos “a <bold>avaliação</bold> da assimilação do
                    procedimento geral como resultado da solução da tarefa de estudo dada”. Este é o
                    momento em que o professor e estudantes avaliam o nível de apropriação dos
                    conceitos teóricos estudados. Para <xref ref-type="bibr" rid="B9">Davídov (1988,
                        p. 176)</xref>: “A avaliação não consiste na simples constatação destes
                    momentos, mas no exame qualitativo substantivo do resultado da assimilação (do
                    procedimento geral da ação e do conceito correspondente), em sua confrontação
                    com a finalidade.” É uma avaliação do grau das alterações que aconteceram
                    durante a realização da tarefa de estudo, para observar se realmente houve a
                    apropriação do modo geral de ação que permita ao estudante, de forma consciente
                    aplicar o conhecimento aprendido a novas situações.</p>
                <p>Podemos verificar que as ações que correspondem à solução da tarefa de estudo
                    utilizam como base a análise-síntese, a reflexão e a planificação mental do
                    estudante fundamentais para a formação das funções psíquicas superiores. Essas
                    ações, de forma geral, têm por objetivo a abstração e a generalização do
                    conteúdo científico escolar em sua essência, promovendo o pensamento teórico do
                    estudante. Por conseguinte, devem estar presentes no processo de organização do
                    ensino realizado pelo educador.</p>
                <p>Diante disso, os elementos que compõem a estrutura da Atividade de Estudo,
                    elaborados pelos pesquisadores do Sistema Elkonin-Davídov-Repkin, têm sido
                    considerados um caminho teórico e metodológico de possibilidades para se
                    organizar o ensino que visa à formação autônoma e integral do estudante e ao
                    desenvolvimento do pensamento teórico, tendo o professor como organizador desse
                    processo de desenvolvimento cognitivo, conforme indicam as pesquisas realizadas
                    por investigadores brasileiros.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>A Atividade de Estudo e a organização do ensino em pesquisas
                    brasileiras</title>
                <p>A fim de identificarmos como estão acontecendo as produções científicas no
                    contexto brasileiro sobre a organização do ensino que promove o desenvolvimento
                    do pensamento teórico, tomando por base a Teoria Atividade de Estudo, optamos
                    por realizar um mapeamento de pesquisas em cursos de Pós-graduação
                        <italic>stricto sensu</italic>. Não se trata de uma análise exaustiva nem
                    crítica de pesquisas realizadas, mas de um levantamento preliminar da quantidade
                    de trabalhos, das principais áreas de conhecimento em que as pesquisas foram
                    feitas, da distribuição geográfica e dos objetos de estudo que foram o foco das
                    investigações.</p>
                <p>Nosso propósito é apresentar, de modo sucinto, um panorama dessas pesquisas
                    realizadas no Brasil, em que os critérios de inclusão e exclusão adotados foram
                    apenas temporais e utilizando somente um repositório de pesquisas. Este
                    mapeamento não tem a pretensão de representar todas as pesquisas realizadas no
                    Brasil referente à “organização do ensino” e à “atividade de estudo”, visto que
                    muitos programas de Pós-graduação <italic>stricto sensu</italic> hospedam suas
                    produções em repositórios próprios.</p>
                <p>Assim, realizamos um levantamento no repositório do banco de dados da Biblioteca
                    Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), em maio de 2023. O
                    levantamento estabeleceu como período da produção os trabalhos defendidos entre
                    2010 e 2022, com os descritores “organização do ensino” e “atividade de estudo”.
                    Foram encontradas 28 pesquisas das quais foram lidos os títulos, resumos e
                    palavras-chave. Dentre as pesquisas localizadas, uma estava repetida e duas não
                    estavam disponíveis para a visualização. Consideramos, então, 25 pesquisas para
                    a análise, sendo 13 dissertações e 12 teses.</p>
                <p>Para realizarmos o mapeamento, reunimos as pesquisas em uma planilha
                        <italic>Excel</italic>, em que registramos, ano de publicação, área de
                    publicação, instituições de ensino e estados, com o objetivo de verificar como
                    estão distribuídas essas publicações no país. Os dados foram organizados em
                    gráficos que serão apresentados a seguir. Assim começamos com a identificação da
                    quantidade de pesquisas realizadas em cada ano.</p>
                <p>
                    <fig id="F1">
                        <label>Gráfico 1</label>
                        <caption>
                            <title>Ano de publicação das pesquisas</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2175-795X-rp-42-02-e97292-gf01.tif"/>
                        <attrib>Fonte – Elaborado pelas autoras, conforme pesquisa realizada em maio
                            de 2023 na BDTD.</attrib>
                    </fig>
                </p>
                <p>Podemos observar que os estudos têm aumentando, mesmo oscilando para mais e para
                    menos nos intervalos dos anos, sendo que de 2010 a 2013 foram publicadas uma
                    pesquisa para cada ano. Em 2014, houve quatro pesquisas e em 2015 nenhuma foi
                    publicada; em 2016, encontramos duas pesquisas; em 2017 e 2018 foram publicadas
                    três pesquisas em cada ano; em 2019 duas pesquisas. No ano de 2020 foram
                    encontradas 4 pesquisas; em 2021 uma pesquisa e em 2022 duas pesquisas.</p>
                <p>Foi possível identificar, pela leitura dos resumos, que as pesquisas estão
                    fundamentadas nos princípios da Teoria Histórico-Cultural, da Teoria da
                    Atividade e da Teoria do Ensino Desenvolvimental e buscam produzir conhecimento
                    sobre a organização do ensino que promove o desenvolvimento teórico dos
                    estudantes. As pesquisas, de forma geral, apresentam elementos da estrutura da
                    Atividade de Estudo como motivos, necessidade, tarefas, ações e operações,
                    dialogando com a Atividade de Estudo e com a atividade orientadora de ensino. As
                    pesquisas foram realizadas no ensino fundamental I e II, ensino médio e com
                    professores em formação inicial e continuada.</p>
                <p>Abaixo identificamos as Instituições de Ensino Superior no Brasil e algumas
                    pesquisas com área de conhecimento e temáticas que foram desenvolvidas sem a
                    pretensão de discutir todas elas. Como critério, descrevemos instituições de
                    ensino que tiveram mais de duas pesquisas relacionadas ao estudo desse
                    artigo.</p>
                <p>
                    <fig id="F2">
                        <label>Gráfico 2</label>
                        <caption>
                            <title>Instituições de Ensino Superior</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2175-795X-rp-42-02-e97292-gf02.tif"/>
                        <attrib>Fonte – Elaborado pelas autoras, conforme pesquisa realizada em 23
                            de maio de 2023 em (BDTD).</attrib>
                    </fig>
                </p>
                <p>Na Universidade de São Paulo (USP) foram encontradas pesquisas nas áreas de
                    conhecimento da Educação e da Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano,
                    relacionadas com a organização do ensino e formação continuada de professores.
                    Entre elas temos a pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B20">Nascimento
                        (2010)</xref> com o 4º Ano do Ensino Fundamental, na disciplina de educação
                    física, em que a autora investiga o desenvolvimento o pensamento
                    estético-artístico ao explorar a produção artística no circo. Outra pesquisa com
                    estudantes do 5º Ano do Ensino Fundamental na área da matemática, que centra a
                    atenção no ensino do valor posicional e do sistema de numeração decimal, <xref
                        ref-type="bibr" rid="B3">Belline (2017)</xref>. E no campo de formação de
                    professores, temos a pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B4">Costa
                        (2016)</xref> que discutiu a tomada de consciência do papel dos instrumentos
                    capazes de mediar a aprendizagem do conhecimento matemático pelos
                    estudantes.</p>
                <p>Na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GOIÁS), foram encontradas
                    pesquisas na área de Educação. Temos pesquisas com estudantes do 2º Ano do
                    Ensino Médio Integrado ao Ensino Técnico, na disciplina de física, com o
                    conceito de calor, <xref ref-type="bibr" rid="B2">Batistella (2020)</xref>. Com
                    estudantes do 3º Ano do Ensino Fundamental na disciplina de ciências, com o
                    conceito de água, <xref ref-type="bibr" rid="B29">Silva (2020)</xref>. E
                    pesquisa com formação de professoras que atuam nos anos iniciais no ensino da
                    matemática e o conceito de número, <xref ref-type="bibr" rid="B13">Guimarães
                        (2018)</xref>.</p>
                <p>Já na Universidade Federal de Goiás (UFG) foram encontradas pesquisas nas áreas
                    de Matemática e Educação embora o maior número esteja na área de Matemática.
                    Temos uma pesquisa voltada para a organização do ensino com o objetivo de
                    desenvolver os motivos da atividade de estudo nos estudantes, <xref
                        ref-type="bibr" rid="B28">Silva (2014)</xref>. Outra pesquisa, realizada com
                    três professores licenciados em matemática com atuação no ensino básico, <xref
                        ref-type="bibr" rid="B30">Silva (2013)</xref> proporcionou uma formação
                    pedagógica sobre a organização do ensino em que foram considerados os elementos
                    da atividade pedagógica nos princípios da teoria histórico-cultural e na teoria
                    da atividade, voltada para a organização do ensino, com o objetivo de
                    desenvolver o pensamento teórico dos professores em relação a atividade
                    pedagógica.</p>
                <p>Na Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) foram encontradas pesquisas na
                    área de Educação. No âmbito das pesquisas, citamos uma realizada com estudantes
                    da Educação Básica (Ensino Fundamental anos Finais e Médio) de duas escolas, na
                    disciplina de educação física escolar com o conceito de cultura corporal. E
                    outra, uma investigação de base bibliográfica, que teve como referência quatro
                    obras que expressam a objetivação e orientação do modo davidoviano de
                    organização do ensino de matemática no 1º ano do ensino fundamental, com o
                    conceito de geometria, <xref ref-type="bibr" rid="B21">Mame (2014)</xref>.</p>
                <p>Quanto à Universidade Estadual Paulista (UNESP) – Júlio de Mesquita Filho, foram
                    encontradas pesquisas na área de conhecimento em Educação. Destacamos aqui duas
                    pesquisas, uma realizada com crianças do 4º Ano do Ensino Fundamental, na área
                    de língua portuguesa, com o processo de formação de autoria em crianças com a
                    escrita de contos, <xref ref-type="bibr" rid="B5">Cunha (2019)</xref>. E a outra
                    foi realizada com alunos do 1º Ano do Curso Técnico Integrado ao Ensino Médio, e
                    desenvolvida também na área da língua portuguesa, com o processo de formação da
                    autoria em alunos do ensino técnico, no processo de criação de enunciados do
                    gênero crônica, por meio da Atividade de Estudo, <xref ref-type="bibr" rid="B14"
                        >Helbel (2022)</xref>.</p>
                <p>Constatamos que as pesquisas estão concentradas nas regiões sudeste, centro-oeste
                    e sul. No levantamento realizado não encontramos nenhuma pesquisa nas regiões
                    nordeste e norte do país, embora o fato de utilizarmos uma única base para o
                    levantamento pode ter influenciado nesse resultado.</p>
                <p>O breve levantamento realizado indica que a organização do ensino com base nas
                    contribuições da Teoria Histórico-Cultural e Teoria da Atividade de Estudo tem
                    sido objeto de atenção por parte dos pesquisadores inseridos em programas de
                    pós-graduação. Os resultados indicam um movimento na direção de ampliar a
                    compreensão desse referencial teórico no país, conforme também comprovam os
                    dados de <xref ref-type="bibr" rid="B1">Asbahr e Oliveira (2021)</xref> ao
                    realizar o inventário dos grupos brasileiros de pesquisa na Teoria
                    Histórico-Cultural. Segundo as autoras, foram localizados 115 grupos “cujo
                    referencial teórico é Teoria Histórico-Cultural, com suas diferentes nomeações”
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Asbahr; Oliveira, 2021, p. 552</xref>).</p>
                <p>Asbahr e Oliveira indicam ainda a predominância de grupos na grande área das
                    Ciências Humanas e, mais especificamente, nas áreas de Educação (58,26%) e
                    Psicologia (32,17%), o que confirma a tendência identificada em nosso
                    levantamento com o maior número de produções nessas duas áreas.</p>
                <p>Quanto à distribuição geográfica dos grupos de pesquisa, o levantamento de Asbahr
                    e Oliveira confirmam a desigual distribuição da pesquisa científica no país, uma
                    vez que as regiões sudeste e sul apresentam o maior número de grupos, com a
                    região nordeste em terceiro lugar e a região norte em último. O levantamento na
                    BDTD também indicou o predomínio das produções nas regiões sudeste e sul, o
                    centro-oeste apresentou produções, entretanto, não foram localizadas teses e
                    dissertações defendidas nas regiões norte e nordeste no período do
                    levantamento.</p>
                <p>Enfim, podemos evidenciar por este mapeamento que as pesquisas se orientam pelos
                    mesmos referenciais teóricos, apresentando os elementos que fazem parte da
                    estrutura da Atividade de Estudo: motivos, necessidades, tarefas, ações ou
                    operações, com o objetivo de desenvolver o pensamento teórico dos envolvidos
                    conforme a disciplina do currículo objeto de investigação.</p>
                <p>E no âmbito das pesquisas brasileiras podemos observar que investigações
                    envolvendo a Teoria da Atividade de Estudo vem aumentando no país, o que
                    consideramos importante no campo da educação escolar para que possamos
                    desenvolver a função humanizadora de aprendizagem e desenvolvimento dos
                    estudantes no processo de formação do pensamento teórico e das funções
                    psicológicas superiores.</p>
            </sec>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Considerações finais</title>
            <p>Foi possível evidenciar que a teorização sobre a Atividade de Estudo teve início a
                partir do século XX, mais precisamente na década de 1940, por pesquisadores
                soviéticos, e teve como base as concepções filosóficas do materialismo
                histórico-dialético, da teoria Histórico-Cultural, da Teoria da Atividade e do
                Ensino Desenvolvimental. Tais concepções consideram que a constituição humana
                decorre da atividade do próprio homem sobre a natureza e das relações sociais
                produzidas durante essa atividade de trabalho.</p>
            <p>A partir dessa premissa, Leontiev desenvolve a Teoria da Atividade que discute o
                desenvolvimento humano pelas suas atividades diante da realidade objetiva, as quais
                assumem dominância diferente em cada momento do processo de desenvolvimento. Assim,
                Leontiev estabeleceu uma psicologia geral do desenvolvimento cognitivo do aprendiz,
                que posteriormente, outros pesquisadores como <xref ref-type="bibr" rid="B12"
                    >Elkonin (1987)</xref> deram continuidade caracterizando as etapas e períodos
                que explicam a periodização do desenvolvimento humano.</p>
            <p>Com base nesses pressupostos, a Teoria do Ensino Desenvolvimental produziu vários
                sistemas didáticos com o objetivo de articular a organização do ensino com as
                necessidades de cada período do desenvolvimento, e focalizando especialmente o
                período escolar representado pela Atividade de Estudo.</p>
            <p>O sistema mais representativo desse percurso investigativo dos pesquisadores
                soviéticos foi o Sistema Elkonin-Davídov-Repkin. Os pesquisadores soviéticos foram
                responsáveis pela elaboração da Teoria da Atividade de Estudo, considerada a teoria
                central do Ensino Desenvolvimental, que se constituiu como possibilidade de
                organização do ensino para o desenvolvimento do pensamento teórico, função precípua
                da escola, de acordo com o referencial histórico-cultural.</p>
            <p>Ao apresentar os elementos históricos de constituição da Teoria da Atividade de
                Estudo, constatamos que as investigações que a originaram tinham como objetivo
                determinar os mecanismos psicológicos da Atividade de Estudo, seu conteúdo,
                estrutura, bem como as condições para a sua formação no processo escolar, com vistas
                ao desenvolvimento do pensamento teórico dos estudantes. Desta forma, os autores
                consultados explicam que pesquisas realizadas antes do Sistema
                Elkonin-Davídov-Repkin estavam no âmbito da teoria psicológica da Atividade, do
                psiquismo da criança e não haviam sido elaborados estudos teóricos e metodológicos
                para a organização do ensino.</p>
            <p>As discussões mostram que o conteúdo principal da Atividade de Estudo é a apropriação
                dos modos gerais de ação na esfera dos conceitos científicos. A Atividade de Estudo
                tem por intuito desenvolver as funções psicológicas superiores e o pensamento
                teórico dos estudantes, por meio dos processos de abstração e generalização sobre o
                objeto de estudo. Esse processo considera o movimento dialético, histórico e social
                do fenômeno estudado em sua essência, partindo do geral ao particular para, assim,
                garantir o desenvolvimento psíquico do aprendiz.</p>
            <p>Para o desenvolvimento da Teoria da Atividade de Estudo, foram realizadas pesquisas
                experimentais em laboratórios e salas de aulas, em um período de mais de 60 anos. Ao
                longo dos experimentos houve muitas mudanças em relação à estrutura da Atividade de
                Estudo, chegando ao seu maior potencial com os seguintes componentes: necessidade,
                motivos, tarefas, ações de controle, ações de avaliação e operações, o que a
                aproximou da atividade psicológica de Leontiev. Ficou evidente que a “tarefa de
                estudo e ações” são elementos essenciais na estrutura da Atividade de Estudo no
                processo do desenvolvimento do pensamento teórico do estudante.</p>
            <p>A partir desse estudo teórico e de levantamento bibliográfico, realizado na BDTD, foi
                possível identificar a presença desse referencial no desenvolvimento de pesquisas
                nos programas de Pós-graduação <italic>stricto sensu</italic> no contexto
                brasileiro. Os referidos estudos vêm aumentando ao longo dos últimos 10 anos e se
                concentram ainda nas regiões sudeste, sul e centro-oeste, acompanhando o movimento
                de ampliação dos grupos de pesquisa que utilizam o referencial histórico-cultural
                como fundamento de suas investigações.</p>
            <p>As análises empreendidas ao longo deste estudo evidenciam a importância dessa teoria
                como base psicológica, pedagógica e didática para a organização do ensino, este tem
                como objetivo garantir que os estudantes desenvolvam suas capacidades de pensamento
                por meio da aprendizagem dos conhecimentos científicos, instrumentalizando-os na
                análise da realidade e na elaboração de intervenções criativas e transformadoras no
                mundo.</p>
            <p>As limitações deste estudo nos permitem apenas apresentar indícios desse movimento de
                ampliação dos estudos teóricos e das pesquisas empíricas que podem contribuir para a
                produção de conhecimentos sobre a organização do ensino, com base no referencial
                histórico-cultural. Novos estudos e revisões sistemáticas de literatura poderão
                aprofundar as análises iniciadas neste texto e, assim, nos ajudar a compreender e
                registrar o alcance dessas transformações em curso na ciência brasileira, as quais,
                esperamos, que contribuam para a melhoria da qualidade do ensino na educação
                básica</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
        <fn-group>
            <fn fn-type="other" id="fn1">
                <label>1</label>
                <p>A grafia do nome de Davídov contém variações, podendo ser encontrada nas
                    seguintes formas: Davidov, Davidy, Davídov. Nesta pesquisa, será utilizada a
                    forma “Davídov”, ao longo do texto e nas referências será registrada conforme a
                    obra.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn2">
                <label>2</label>
                <p>Também denominada atividade dominante ou atividade guia, “aquela cujo
                    desenvolvimento condiciona as principais mudanças nos processos psíquicos da
                    criança e as particularidades psicológicas da sua personalidade num dado estágio
                    do desenvolvimento” (Leontiev, 1978, p.312).</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn3">
                <label>3</label>
                <p>O Sistema Didático Desenvolvimental, “surgiu na ex-União Soviética, no final da
                    década de 1950, associado à pedagogia, filosofia, fisiologia e, em especial, à
                    psicologia histórico-cultural. Em segundo lugar, ela surge a partir das
                    diferentes tendências que se constituíram ao longo de mais de cinquenta anos de
                    construção de um sistema de ensino e de educação no contexto da edificação,
                    principalmente, da sociedade socialista naquele país” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B23">Puentes, 2017, p. 21</xref>).</p>
            </fn>
        </fn-group>
        <ref-list>
            <title>REFERÊNCIAS</title>
            <ref id="B1">
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                    Almeida Marcelo. Inventário dos grupos brasileiros de pesquisa na teoria
                    histórico-cultural a partir do Diretório de Grupos do CNPq. <bold>Obutchénie.
                        Revista de Didática e Psicologia Pedagógica</bold>, Uberlândia, MG. v.5,
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                        xlink:href="https://seer.ufu.br/index.php/Obutchenie/article/view/61477."
                        >https://seer.ufu.br/index.php/Obutchenie/article/view/61477.</ext-link>
                    Acesso em: 19 jul. 2023.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="journal">
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                    </person-group>
                    <article-title>Inventário dos grupos brasileiros de pesquisa na teoria
                        histórico-cultural a partir do Diretório de Grupos do CNPq</article-title>
                    <source>Obutchénie. Revista de Didática e Psicologia Pedagógica</source>
                    <publisher-loc>Uberlândia, MG</publisher-loc>
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                    <fpage>549</fpage>
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                    <year>2021</year>
                    <date-in-citation content-type="access-date">19 jul. 2023.</date-in-citation>
                    <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri"
                            xlink:href="https://seer.ufu.br/index.php/Obutchenie/article/view/61477."
                            >https://seer.ufu.br/index.php/Obutchenie/article/view/61477.</ext-link></comment>
                </element-citation>
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                        xlink:href="https://tede2.pucgoias.edu.br/handle/tede/4510."
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                    jul. 2023.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="thesis">
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                        calor na concepção da teoria de Davydov com contribuições de Hedegaard.
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                    <comment>Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemática), 2013.
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