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                <journal-title>PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA
                    EDUCAÇÃO</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE
                    CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO</abbrev-journal-title>
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                <publisher-name>Universidade Federal de Santa Catarina</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="doi">10.5007/2175-795X.2024.e97703</article-id>
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                <article-title>A formação docente sob o enfoque da Abordagem do Ciclo de
                    Políticas</article-title>
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                    <trans-title>Teacher training under the Policy Cycle Approach</trans-title>
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                    <trans-title>La formación docente desde la perspectiva del Enfoque del Ciclo de
                        Políticas</trans-title>
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                        <surname>Ceschini</surname>
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                        <surname>Mello</surname>
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                    Brasil, E-mail: carlaborges@unipampa.edu.br,
                    https://orcid.org/0009-0001-0531-8152</institution>
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                <institution content-type="original">Universidade Federal do Pampa, Unipampa, RS,
                    Brasil, E-mail: fernandalima.aluno@unipampa.edu.br,
                    https://orcid.org/0000-0001-5892-4722</institution>
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                    Brasil, E-mail: mayraceschini@gmail.com,
                    https://orcid.org/0000-0002-7366-6407</institution>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
                        distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
                        que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
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            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>Com o presente artigo buscou-se trazer reflexões e contribuições teóricas sobre a
                    formação docente a partir do enfoque da Abordagem do Ciclo de Políticas (ACP).
                    Tal objetivo procura responder à problemática sobre a existência de um potencial
                    transformador da formação docente, com base no imbricamento entre a formação e a
                    análise das políticas educacionais. Como caminho metodológico, foram aproximadas
                    duas pesquisas das autoras sobre Educação Básica, com convergência principal
                    entre ambas, o destaque à formação docente. A partir deste exercício inicial,
                    foi percorrido um trilho teórico-reflexivo sobre a formação docente, a ACP e a
                    confluência mobilizadora de seu entrelaçamento. A aproximação entre as políticas
                    educacionais e a formação docente pode proporcionar a ampliação do campo de
                    visão de toda reflexão pedagógica. Tal formação, com potencial transformador,
                    não pode prescindir da análise das políticas públicas para a educação. Como
                    possibilidade de conclusão, são indicados possíveis tecituras e trilhos. Os
                    trilhos demonstram um caminho transitável para as problematizações a respeito
                    das políticas para a formação de professores no Brasil. O exercício reflexivo
                    proposto arvora a necessidade, e possibilidade, de se abandonar a ingenuidade e
                    pensar a educação e seus complexos processos criticamente. Igualmente, demonstra
                    que é viável criar espaços em que seja possível tomar distância e alçar
                    posicionamento, demarcando presença e território. Ainda, na convergência de
                    todas as aproximações reflexivas, registra-se, com esperança, que é possível ver
                    e criar brechas, mesmo em tempos complexos. Há braços para estender, unir e
                    erguer trincheiras de resistência nessa tecitura de mãos e ideais.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>This article sought to bring reflections and theoretical contributions on teacher
                    training from the Policy Cycle Approach (PCA). This objective seeks to respond
                    to the issue of the existence of a transformative potential in teacher training,
                    based on the overlap between training and the analysis of educational policies.
                    As a methodological path, two researches by the authors on basic education were
                    brought together, with the main convergence between both, the emphasis on
                    teacher training. From this initial exercise, a theoretical-reflective path was
                    followed on teacher training, PCA and the mobilizing confluence of their
                    intertwining. The rapprochement between educational policies and teacher
                    training can provide a broader field of vision for all pedagogical reflection.
                    Such training, with transformative potential, cannot do without the analysis of
                    public policies for education. As a possibility of conclusion, possible plots
                    and trails are indicated. The trails demonstrate a passable path for
                    problematizations regarding teacher training policies in Brazil. The proposed
                    reflective exercise raises the need, and possibility, of abandoning naivety and
                    thinking about education and its complex processes critically. Likewise, it
                    demonstrates that it is viable to create spaces in which it is possible to take
                    distance and take position, demarcating presence and territory. Still, in the
                    convergence of all reflective approaches, it is hopeful that it is possible to
                    see and create gaps, even in complex times. There are arms to extend, unite and
                    erect trenches of resistance in this weave of hands and ideals.</p>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="es">
                <title>Resumen</title>
                <p>Este artículo busca traer reflexiones y aportes teóricos sobre la formación
                    docente desde la perspectiva del Abordaje del Ciclo de Políticas (ACP). Este
                    objetivo busca dar respuesta al problema de la existencia de un potencial
                    transformador en la formación docente, basado en la inbricación entre la
                    formación y el análisis de las políticas educativas. Como recorrido
                    metodológico, aportamos investigaciones aproximadas de los autores sobre la
                    educación básica, destacando la principal convergencia entre ambas, la formación
                    docente. A partir de este ejercicio inicial, se realizó un recorrido
                    teórico-reflexivo sobre la formación docente, lo ACP y la confluencia
                    movilizadora de su interconexión. Un acercamiento entre las políticas educativas
                    y la formación docente puede proporcionar un campo de visión más amplio para
                    toda reflexión pedagógica. Esta formación, con potencial transformador, no puede
                    prescindir del análisis de las políticas públicas de educación. Como conclusión
                    se indican posibles tramas y pistas. Los recorridos demuestran un camino de
                    transición para las problematizaciones sobre las políticas de formación docente
                    en Brasil. El ejercicio reflexivo pretende aspirar a las necesidades y
                    posibilidades de abandonarse al ingenio y pensar críticamente la educación y sus
                    complejos procesos. Asimismo, demuestra que es posible crear espacios en los que
                    es posible distanciarse y establecer un posicionamiento, demarcando presencia y
                    territorio. Ahora, en la convergencia de todos los enfoques reflexivos, es
                    esperanzador que sea posible ver y crear brechas, incluso en tiempos complejos.
                    Hay brazos para extender, unir y construir trincheras de resistencia en este
                    tejido de manos e ideas.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Formação de professores</kwd>
                <kwd>Políticas educacionais</kwd>
                <kwd>Educação</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Teacher training</kwd>
                <kwd>Educational policies</kwd>
                <kwd>Education</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="fr">
                <title>Mots-clés:</title>
                <kwd>Formación de profesores</kwd>
                <kwd>Políticas educativas</kwd>
                <kwd>Educación</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>Este estudo partiu da intencionalidade de refletir sobre o impacto das análises das
                políticas públicas em educação para a formação docente. A fim de se empreender essa
                investigação, foram aproximadas duas pesquisas registradas e em realização junto ao
                Programa de Pós-graduação de Educação em Ciências, da Universidade Federal do Pampa.
                Ambas as pesquisas possuem como escopo a docência na Educação Básica, tendo como
                eixo central de investigação, de forma significativamente convergente, a formação
                docente.</p>
            <p>Após a aproximação das duas pesquisas, em busca da intersecção entre elas, e
                extraindo-se dessa intersecção a formação docente como núcleo principal, buscou-se,
                na Abordagem do Ciclo de Políticas (ACP), de <xref ref-type="bibr" rid="B3">Stephen
                    J. Ball e colaboradores (1992)</xref>, o trilho de condução das análises das
                políticas públicas para a formação das professoras e professores de Educação Básica
                do Brasil. A partir deste exercício analítico, qual seja, analisar as políticas de
                formação docente sob a ótica da Abordagem do Ciclo de Políticas, empreendeu-se um
                caminho teórico-reflexivo sobre os potenciais impactos que a análise das políticas
                públicas em educação pode representar para a formação docente.</p>
            <p>Como forma de responder à problemática sobre a existência de um potencial
                transformador da formação docente, com base no imbricamento entre a formação e a
                análise das políticas educacionais, esta investigação possui como objetivo motriz
                refletir sobre as políticas públicas para a formação docente a partir da Abordagem
                do Ciclo de Políticas, proposta por <xref ref-type="bibr" rid="B3">Ball e
                    colaboradores (1992)</xref>.</p>
            <sec>
                <title>Caminho teórico-metodológico</title>
                <disp-quote>
                    <p>Contudo, a universidade continua sendo um local de luta social; e uma das
                        poucas instituições na sociedade onde ha uma oportunidade para as pessoas
                        pensarem criticamente e documentarem aquela crítica na escrita e na docência
                            (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Lynch; Crean; Moran. 2013, p.
                            325</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>O presente artigo apresenta uma análise crítico-reflexiva sobre a formação
                    docente a partir da óptica da Abordagem do Ciclo de Políticas. Surgiu da
                    proposta do componente curricular “Contexto e Texto da Política de Formação
                    Docente”, do programa de Pós-Graduação de Educação em Ciências: Química da Vida
                    e Saúde (PPGECQVS), da Universidade Federal do Pampa, <italic>Campus</italic>
                    Uruguaiana. O plano de trabalho apresentado no componente consistiu,
                    primeiramente, na realização de uma aproximação das pesquisas das autoras, a
                    partir de uma análise reflexiva e dialógica entre as temáticas pesquisadas.</p>
                <p>Em um segundo momento, de posse já dos pontos convergentes entre as linhas de
                    investigação, a proposta encaminhou-se para a análise das políticas públicas de
                    formação docente à luz da abordagem proposta por <xref ref-type="bibr" rid="B3"
                        >Stephen J. Ball e colaboradores (1992)</xref>, ou seja, do Ciclo de
                    Políticas. Essa segunda etapa da proposta se deu pela emergência do resultado da
                    primeira fase do planejamento, ou seja, da aproximação dialógica entre as
                    pesquisas das autoras. Diante deste desafio, como culminância deste primeiro
                    esforço, optou-se pela elaboração de uma nuvem de palavras a partir das
                    palavras-chave de cada uma das pesquisas. Desse exercício, como pode ser
                    observado na <xref ref-type="fig" rid="F1">Figura 1</xref>, a seguir, criada no
                    site <italic>WordArt</italic><xref ref-type="fn" rid="fn1">1</xref>, a temática
                    de maior convergência entre as duas pesquisas é visivelmente perceptível na
                    expressão “formação docente”. As demais palavras e expressões que figuram como
                    destaques individuais das pesquisas possuem, como não é difícil depreender,
                    pontos significativos de contato entre si, ainda que não se encontrem em
                    duplicidade.</p>
                <p><fig id="F1">
                        <label>Figura 1</label>
                        <caption>
                            <title>Nuvem de palavras.</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2175-795X-rp-42-02-e97703-gf01.tif"/>
                        <attrib>Fonte - Autoras (2023).</attrib>
                    </fig></p>
                <p>A confluência das pesquisas em torno da formação docente, o escopo do componente
                    curricular "Contexto e Texto da Política de Formação Docente", e o trilho
                    investigativo ancorado na ACP, todos três, convergiram para um caminho rico e
                    eficaz às análises das políticas públicas em formação docente.</p>
                <p>Para percorrer esse caminho, inicialmente, foram levantadas reflexões e delineado
                    um panorama sobre a formação docente, bem como, refletido sobre propostas para
                    essa formação, em curso, atualmente, no país. A seguir, foram tecidas
                    considerações sobre a Abordagem do Ciclo de Políticas de <xref ref-type="bibr"
                        rid="B3">Ball e colaboradores (1992)</xref>, em diálogo, também, com outros
                    estudiosos desta forma de análise. Na sequência, foram feitas aproximações entre
                    as políticas de formação docente e a análise das políticas públicas a partir da
                    ACP. Por fim, como forma de delinear um caminho tangível de análise da formação
                    docente no Brasil, a partir da urdidura com os contextos de análise da referida
                    Abordagem, quais sejam, o Contexto de Influência das Políticas, o Contexto da
                    Produção do Texto da Política, e o Contexto da Prática sobre a Política, foi
                    proposta uma seção final de tecituras e trilhos possíveis.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Primeiras reflexões sobre formação docente</title>
                <disp-quote>
                    <p>Como ousar uma formação que não abandone o projeto comunal de tentar mudar o
                        mundo, os diferentes mundos e as diferentes mudanças, que possamos
                        considerar, aqui e agora, melhores, mais produtivas, mais garantidoras de
                        processos democráticos? (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Lopes; Borges,
                            2015, p. 20</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>A formação docente é um elemento fundamental a qualquer debate sobre educação:
                    sobre as relações na escola; sobre processos de ensino e aprendizagem; sobre as
                    concepções educacionais às quais as escolas são afiliadas; enfim, sendo o
                    professor o profissional, por excelência, que pensa e maneja a educação, faz-se
                    indispensável analisar as condições em que se dá a sua formação. Dito isso,
                    apressadamente, é necessário esclarecer que, ao se tomar a formação docente como
                    constituinte basilar das conjecturas e considerações sobre a educação, não se
                    está tomando o professor como o responsável por todo o cenário educacional do
                    país. Não se coaduna, neste texto, com a visão fragmentada, linear, simplista e
                    tirana, de se alocar o professor em um lugar de responsabilização e
                    culpabilização.</p>
                <p>É necessário, de início, fazer essa distinção, já que muitas teorizações
                    educacionais em curso no Brasil enquadram, implícita e até explicitamente, o
                    docente como a pessoa que tem nas mãos o poder e as condições necessárias para
                    transformar a realidade educacional do país. Embora essa possa parecer, para
                    muitos leitores desavisados, uma visão romantizada da educação, o que ela faz é
                    ocultar a responsabilização do Estado, e colocar no centro a figura do professor
                    como aquele que tem tudo o que precisa para que as mudanças ocorram, mas que não
                    o faz, porque não quer. Tal como denunciado por <xref ref-type="bibr" rid="B23"
                        >Santos, Borges e Lopes (2019)</xref>, circulam discursos de
                    responsabilização do professor e mobilizam os debates educacionais, em
                    particular, as inferências a respeito da formação docente, tanto em âmbito
                    nacional, quanto internacional.</p>
                <p>Feitas as ressalvas, e abandonando toda e qualquer premissa de responsabilização
                    e culpabilização do professor, é necessário reconhecer que, embora a formação
                    docente não possa tudo, ela pode muito. Ao se considerar, em um primeiro
                    momento, a formação inicial dos licenciandos, não é difícil observar que muitos
                    são os obstáculos a um ensino de qualidade, podendo-se listar, entre eles: os
                    investimentos exíguos; a lacuna de recursos humanos e de redes de apoio; a
                    carência de recursos materiais; os currículos fragmentados e esvaziados de
                    sentido e conexão com a realidade educacional do país, esses, observáveis a uma
                    primeira aproximação. Outros existem, nem tão perceptíveis, mas nem por isso
                    menos importantes e determinantes, como os atravessamentos de pessoas e grupos
                    com interesses privatistas na educação, de todas as influências exercidas sobre
                    as políticas educacionais, os textos das políticas, as condutas e práxis
                    consideradas desejáveis nos contextos de prática. À análise de todos esses
                    fatores, nem tão explicitamente imbricados na formação docente, a Abordagem do
                    Ciclo de Políticas, conforme se verá adiante, presta-se perfeitamente.</p>
                <p>Não há dúvida, efetivamente, que há que se problematizar os cursos de
                    Licenciatura, pois bem verdade é que, em muitos casos, encontram-se segmentados,
                    descontextualizados, esvaziados de tensionamentos críticos a respeito das
                    vivências e realidades escolares, as quais notoriamente atravessadas por tantos
                    desafios. Bernardete <xref ref-type="bibr" rid="B13">Gatti (2014)</xref>
                    questiona, em pesquisa sobre a formação inicial de professores para a educação
                    basica se a “formação panorâmica e fragmentada, reduzida, encontrada nos
                    currículos dessas licenciaturas é suficiente para o futuro professor vir a
                    planejar, ministrar, avaliar ou orientar atividades de ensino na Educação
                    Básica” (p.40). A autora acrescenta, consubstanciando sua pesquisa em vários
                    outros autores, como <xref ref-type="bibr" rid="B13">Gatti; Nunes, 2009</xref>;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B13">Gatti <italic>et al</italic>., 2010a</xref>;
                    Libâneo, 2010; <xref ref-type="bibr" rid="B13">Gatti, 2012</xref>; Pimenta;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B15">Lima, 2007</xref>, outras várias lacunas
                    observáveis nos cursos de formação de professores, como uma dedicação exígua de
                    “seu currículo às práticas profissionais docentes, às questões da escola, da
                    didatica e da aprendizagem escolar”, fragil formação em desenvolvimento
                    cognitivo e socioafetivo de crianças, adolescentes e jovens, descompasso entre
                    projeto pedagógico e estrutura curricular ofertada, entre outras (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B13">Gatti, 2014, p. 39</xref>).</p>
                <p>Também podem ser acrescentados outros agravantes, como a importação de modelos
                    educacionais internacionais, os destaques a modismos, a ênfase às novas
                    tecnologias e um retorno ao tecnicismo, os quais têm se constituído como
                    parâmetros e moldes aos quais muitos cursos têm se ajustado, tal como refletido
                    por Cunha: “Novas configurações se apresentaram como inevitaveis e com
                    facilidade se produziu um neotecnicismo pedagógico para responder às exigências
                    do mercado, principalmente, por meio dos parâmetros da qualidade total e da
                    pedagogia das competências” (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Cunha, 2013,
                        p.616</xref>).</p>
                <p>Já dizia Giroux, há mais de vinte anos, citando Jonh Dewey, pensador da primeira
                    metade do século passado:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] que os programas de treinamento de professores que enfatizam somente o
                        conhecimento técnico prestam um desserviço tanto à natureza do ensino quanto
                        a seus estudantes. Em vez de aprenderem a refletir sobre os princípios que
                        estruturam a vida e prática em sala de aula, os futuros professores aprendem
                        metodologias que parecem negar a própria necessidade de pensamento crítico
                            (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Giroux, 1997, p. 02</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Essa desapropriação da especificidade da docência, que muitos cursos de
                    Licenciatura têm sofrido, um certo descaso e ausência de atenção para com a
                    humanidade que atravessa a professoralidade, não se dá sem prejuízo à formação
                    dos futuros professores, estendendo-se aos seus futuros estudantes. Tal
                    eclipsamento de tudo o que é próprio e singular ao humano, de uma visão
                    holística e emancipatória da formação do professor, tem sido denunciado,
                    reiteradamente, por inúmeros pesquisadores, como os abaixo destacados, os quais
                    têm apontado, dentre outras, os ideais neoliberais como causa da alienação da
                    realidade dos cursos de formação de professores.</p>
                <p>Como exemplo, pode ser citado o destaque de Amaral, Novaes e Santos:</p>
                <disp-quote>
                    <p>Entre as determinações do capital para se refazer da crise inclui abarcar o
                        complexo da educação através do complexo econômico, cuja alienação no âmbito
                        da formação docente significa a impossibilidade de se criar espaços
                        educativos emancipatórios radicalmente autênticos, ou reduzir sua esfera de
                        alcance (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Amaral; Novaes; Santos, 2021, p.
                            53</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Na mesma linha reflexiva, também é possível coadunar com <xref ref-type="bibr"
                        rid="B6">Ceschini <italic>et al</italic>. (2022)</xref>, pois apontam que as
                    políticas para a formação de professores no Brasil vêm sendo modificadas a
                    partir da promulgação da Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, a qual tem
                    influenciado os textos das políticas subsequentes, promovendo o alinhamento da
                    “educação brasileira aos preceitos neoliberais, conservadores e performáticos
                    estabelecidos pelas organizações financeiras internacionais” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B6">Ceschini <italic>et al</italic>., 2022, p.
                        02</xref>).</p>
                <p>Os ocultamentos e as omissões da criticidade, das reflexões sobre as pessoas e
                    seus contextos, suas formas de ser e estar no mundo, e de todos os
                    condicionantes que as relegam à perpetuação de suas difíceis realidades, não são
                    retiradas sem deixar nada no seu lugar. Tais possibilidades e desvelamentos das
                    realidades são substituídas por matrizes de competências, por “metodologias
                    salvadoras”, por receituários de saber-fazer, por um sem-número de performances
                    consideradas infalíveis para que a educação “dê certo”. Estes artifícios não são
                    tão facilmente detectados, pois são misturados a discursos pretensamente
                    promotores de novos tempos, alinhadores das práticas educacionais aos tempos
                    modernos.</p>
                <p>Tal é o entendimento expresso, também, pelo pesquisador Júlio Emílio
                    Diniz-Pereira, ao citar a “versão preliminar” do texto intitulado “Proposta para
                    a Base Nacional Comum da Formação de Professores da Educação Básica”, logo no
                    primeiro paragrafo do documento:</p>
                <disp-quote>
                    <p>Com transformações tão aceleradas do mundo contemporâneo, a educação precisa
                        acompanhar o ritmo e formar os novos cidadãos para um mundo incerto e sempre
                        novo. O desenvolvimento social e econômico está pautado no <bold>novo
                            capital</bold>: o conhecimento. É ele que <bold>gera</bold> e
                            <bold>agrega valor</bold> (sic) ao <bold>produto</bold> (sic) e ao
                        serviço, quando articulado a habilidades e valores (p. 4; grifos do autor)
                            (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Diniz-Pereira, 2021, p.12</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>O documento referente à Base Nacional Comum da Formação Inicial de Professores da
                    Educação Básica, encaminhado pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC) ao
                    Conselho Nacional de Educação (CNE), em dezembro de 2018, foi aprovado em sua
                    terceira versão em outubro de 2019, não tendo sido discutidas as suas duas
                    primeiras versões com as entidades e instituições educacionais. Tal texto, a
                    “Proposta para a Base Nacional Comum da Formação de Professores da Educação
                    Básica”, foi a redação embrionária para o Parecer CNE/CP nº 22/2019 e para a
                    Resolução CNE/CP nº 2/2019, a qual estabelece “as Diretrizes Curriculares
                    Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e
                    institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da
                    Educação Básica (BNC-Formação)”.</p>
                <p>A BNC-Formação, um texto consideravelmente pequeno, de vinte páginas, expressa a
                    façanha de conter a palavra “competência” cinquenta e uma vezes. Essa
                    recorrência não se deve, certamente, a um possível vocabulário restrito das
                    pessoas envolvidas na sua escrita e revisão; tal repetição se deve à
                    intencionalidade de dar ênfase a essa palavra. Percebe-se, claramente, a
                    orquestração para que a Base Nacional Comum de Formação de Professores esteja
                    diretamente alinhada à Base Nacional Comum Curricular para a Educação Básica, de
                    modo que a primeira se constitua em um receituário para garantir a efetivação da
                    segunda. Tal como a lógica denunciada por <xref ref-type="bibr" rid="B16">Lima e
                        Gomes (2023, p.10)</xref>: “Afinal, se as competências previstas na BNCC são
                    responsáveis por guiar o ensino na educação básica, consequentemente precisam
                    ser aplicadas na formação de professores, para consolidação do discurso de
                    alinhamento à BNCC”.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B6">Ceschini, Franco e Mello (2022)</xref> também
                    explicitam, exatamente, as mesmas percepções a partir da regulação das políticas
                    educacionais subsequentes à promulgação da BNCC, denotando a influência da Base
                    sobre elas. Os autores apontam que as políticas posteriores, assim como o caso
                    da BNC-Formação, estão alinhadas aos preceitos neoliberais, os quais fixam a
                    busca por resultados idealizados em avaliações e demarcam um viés mercadológico,
                    cosmopolita e performático.</p>
                <p>É interessante observar como influências neoliberais trazem de volta políticas
                    educacionais já testadas em outros períodos no Brasil. Por exemplo, Maria Isabel
                    da Cunha, há dez anos, ao propor uma tabela com as temáticas preponderantes, que
                    se salientaram como “tendências investigativas na formação de professor”, em
                    diferentes epocas, no Brasil, descreve a ênfase ocorrida no período político
                    neoliberal (entre final da década de 90 e início dos anos 2000), ao qual as
                    políticas destes últimos anos fizeram um retorno:</p>
                <disp-quote>
                    <p>O professor é preponderantemente um gestor de pedagogias predeterminadas em
                        forma de <bold>competências</bold> a serem alcançadas pelos estudantes, na
                        perspectiva da <bold>produtividade</bold>. É atingido por um processo de
                        proletarização e desqualificação progressiva pelo <bold>esvaziamento</bold>
                        de sua condição intelectual (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Cunha, 2013, p.
                            620</xref>, grifos nossos).</p>
                </disp-quote>
                <p>A desvalorização do desenvolvimento da intelectualidade e capacidade crítica
                    observável nas normativas atuais a respeito da formação docente, o
                    empalidecimento das questões humanas e suas problemáticas, os discursos
                    lineares, rasos de complexidade, a ênfase deliberada nas competências, são
                    marcas das premissas da influência neoliberal na manipulação das políticas, na
                    construção dos textos das políticas e nas práticas almejadas. Isso se dá a fim
                    de que os professores se tornem, por sua vez, treinadores de competências dos
                    seus alunos, garantindo ao mercado pessoas que manejem com excelência as
                    ferramentas de trabalho do seu tempo, e tenham desenvolvidas habilidades
                    sociointeracionais, para poderem concentrar suas energias apenas no trabalho,
                    deixando de lado questões de ordem pessoal.</p>
                <p>Em alinhamento com as reflexões de <xref ref-type="bibr" rid="B17">Santos, Borges
                        e Lopes (2019)</xref>, é possível sintetizar essas reflexões sobre a
                    formação docente, observando que ela tem sido pautada, tanto nacional quanto
                    internacionalmente, por princípios neoliberais, os quais privilegiam o acúmulo
                    de conhecimento e qualificações a partir do modelo econômico, que visa o acúmulo
                    de mercadoria e de lucro.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Considerações sobre a Abordagem do Ciclo de Políticas, de Stephen Ball e
                    colaboradores</title>
                <disp-quote>
                    <p>Este referencial [a Abordagem do Ciclo de Políticas] pode contribuir para a
                        análise de trajetórias de políticas e programas educacionais brasileiros e
                        para capturar parte da complexidade do processo de formulação e
                        implementação de políticas (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Mainardes, 2006,
                            p. 61</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>A abordagem do Ciclo de Políticas proposta por Ball, Bowe e Gold, inicialmente,
                    nos anos 1990, no livro <italic>Reforming Education and Changing Schools: Case
                        Studies in Policy Sociology</italic> (1992), apresenta os primeiros
                    contextos de análise da trajetória da política: Contexto de Influência, Contexto
                    de Produção do Texto da Política e o Contexto da Prática sobre a Política (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B9">De Sousa, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr"
                        rid="B20">Mainardes, 2006</xref>).</p>
                <p>Esta aproximação epistemológica, e também metodológica, de análise das políticas
                    educacionais, a partir da observação do ciclo contínuo de políticas, fornece um
                    arcabouço de possibilidades reflexivas globais e contextualizadas, com enfoque
                    para as diferentes dimensões presentes em todo o percurso das políticas
                    educacionais, desde as primeiras disputas por influência na construção dos
                    textos das políticas, passando pela elaboração dos textos, propriamente ditos,
                    ate a “atuação” dos profissionais diante desses textos, ou seja, os contextos da
                    prática.</p>
                <p>Jefferson Mainardes, pesquisador brasileiro que tem contribuído para a expansão
                    dos estudos das políticas educacionais a partir da ACP, destaca que essa
                    abordagem demonstra a complexidade destas políticas, e que a análise a partir
                    dessa perspectiva enfatiza a articulação entre os processos micro e
                    macropolíticos (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Mainardes, 2006</xref>).</p>
                <p>Observa-se que existem estudos das políticas curriculares que enfocam
                    demasiadamente nos textos, nas normas e resoluções fixadas no papel, contudo,
                    esse tipo de análise demonstra um esvaziamento das demais dimensões implicadas
                    nos complexos processos de elaboração, escrita e prática de uma política
                    educacional.</p>
                <disp-quote>
                    <p>Esse tipo de analise política “normativa”, em geral, “assume” a política como
                        uma preservação do aparato formal do governo de formulação de políticas ou
                        como a única resposta plausível para [as] mudanças sociais e econômicas do
                        Estado. O problema é que, se a política só é vista nesses termos, então
                        todos os outros momentos dos processos de política e atuação das políticas
                        que acontecem dentro e em torno das escolas são marginalizados ou passam
                        despercebidos (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Ball, Maguire, Braun, 2016, p.
                            13</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Na contramão desses estudos que concebem as políticas educacionais e curriculares
                    como de ordem exclusivamente do aparelho estatal, que reduzem as escolas e os
                    seus atores ao papel de “meros implementadores” das prescrições governamentais,
                    encontra-se a proposta de análise de <xref ref-type="bibr" rid="B3">Stephen Ball
                        e colaboradores (1992)</xref>. Essa tem contribuído na amplificação dos
                    olhares para as políticas, aprofundando as reflexões em torno de todas as
                    dimensões envolvidas nos percursos das políticas curriculares até as escolas
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Silva; Martins, 2020</xref>).</p>
                <p>Para melhor especificar essas dimensões envolvidas na observação dos caminhos das
                    políticas educacionais, é importante detalhar cada um dos contextos de análise
                    propostos por Ball. O primeiro diz respeito ao Contexto de Influência das
                    Políticas. Na arena das influências, incontáveis são as disputas por território
                    no momento de sobrepor ideias e interesses que farão parte das normativas
                    governamentais. Nesta antessala de convivência antes do jogo não se encontram
                    apenas aquelas autoridades instituídas e responsáveis pelas pastas da educação.
                    Nela encontram-se também as autoridades eleitas, as de cargos de confiança, as
                    de oposição ao governo, os profissionais da educação convidados para os debates,
                    os representantes dos interesses de grandes grupos econômicos, as influências
                    educacionais e experiências de outros países, as instituições internacionais,
                    como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre
                    outros.</p>
                <p>“Embora a educação seja, por essência, o campo da prática e da reflexão dos
                    educadores, a definição dos rumos das políticas educacionais não é, nem de
                    longe, um exercício que lhes cabe exclusivamente” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B25">Silva, 2022, p. 01</xref>). Tal e o território de disputas do
                    planejamento das políticas educacionais. Por esses e tantos outros motivos, não
                    é possível, ou desejável, aproximar-se das normativas postas com ingenuidade,
                    sem considerar os possíveis conflitos de interesse que o documento pode
                    carregar.</p>
                <p>E a Abordagem do Ciclo de Políticas contribui para essa tomada de distância,
                    convida a olhar detalhadamente todos os embates deste jogo de interesses por um
                    direito a figurar nos textos oficiais das políticas. Ball, em entrevista à <xref
                        ref-type="bibr" rid="B2">Avelar, em 2016</xref>, criticou a presença destas
                    pessoas e grupos com interesses egoístas na educação:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] ninguém os elegeu, eles não possuem nenhuma autoridade, eles não
                        possuem legitimidade política de nenhum tipo, o que eles têm é muito, muito,
                        muito dinheiro. E eles são capazes de usar este dinheiro para causar mudança
                        na política educacional, e aplicar suas ideias (<xref ref-type="bibr"
                            rid="B2">Avelar, 2016, p.11</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B19">Mainardes (2006, p. 05)</xref>, também aponta
                    esta disputa por um lugar ao sol, ou melhor dizendo, no texto: “É nesse contexto
                    que grupos de interesse disputam para influenciar a definição das finalidades
                    sociais da educação e do que significa ser educado”. Tais disputas, que trazem
                    prejuízo para os rumos da educação no país, também são denunciadas por De
                    Sousa:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[…] atualmente, no contexto de influência, encontram-se cada vez mais
                        marcantes discursos políticos sobre a educação pública, com viés
                        mercadológico e economicista. E esses discursos têm se materializado em
                        políticas, com a venda de programas de gestão educacional; material
                        apostilado; formação de professores; etc., para diversos Estados e
                        municípios brasileiros. Difundindo as concepções gerencialista e da
                        performatividade, [...] (<xref ref-type="bibr" rid="B9">De Sousa, 2018,
                            p.08</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Partindo dessa breve descrição do Contexto da Influência da Política, situando
                    alguns de seus pontos críticos, é necessário encaminhar as reflexões sobre o
                    Contexto da Produção do Texto da Política. Antes disso, convém salientar que a
                    perspectiva de interpretação a partir do ciclo de políticas não é estanque,
                    sequencial e seriada, não comporta a visão de analise compartimentada,
                    fragmentada. “Esses contextos estão inter-relacionados, não têm uma dimensão
                    temporal ou sequencial e não são etapas lineares” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B19">Mainardes, 2006, p. 50</xref>).</p>
                <p>O Contexto da Produção do Texto da Política, como é possível depreender, está
                    diretamente ligado e imbricado ao Contexto de Influência. É na materialização do
                    texto que as intencionalidades dos atores envolvidos nas disputas ganham forma e
                    status de verdade, não sem um jogo de palavras, sem um exercício de esconde e
                    mostra, um jogo de luz e sombras, para o qual o leitor desavisado pode não
                    atentar.</p>
                <p>As representações destes interesses nem sempre são explícitas, muitas vezes, o
                    que ocorre não é a exclusão absoluta de outras vozes, mas sim, a garantia de um
                    destaque conseguido a partir da ênfase. Para se contentar a muitos, várias
                    apresentações e conceitos divergentes poderão figurar nos textos, a fim de que
                    gregos e troianos sejam agradados; porém, a eficácia da influência será
                    garantida pela repetição, pela ênfase, pela mistura dos conceitos com modismos
                    palatáveis e já conhecidos do público.</p>
                <p>Importante destacar, também, que a dimensão da construção dos textos das
                    políticas não se refere apenas aos textos normativos, às leis, diretrizes,
                    pareceres e resoluções. Acompanhando esses, outros textos são produzidos, com o
                    mesmo viés e com as mesmas intencionalidades. Tal é o caso dos discursos de
                    políticos e pessoas influentes, comerciais, reportagens, postagens nas mídias
                    etc. Os meios de comunicação são potentes aliados dos textos oficiais das
                    políticas. Eles preparam o caminho junto a leigos e profissionais da educação
                    para que as normativas ganhem aparência de verdade incontestável e de expressão
                    máxima da vontade de todos os cidadãos.</p>
                <disp-quote>
                    <p>O que está em jogo são tentativas de controlar o significado da política por
                        meio de sua representação. As políticas, então, são intervenções textuais,
                        mas também carregam consigo restrições e possibilidades materiais. As
                        respostas a esses textos têm consequências reais (<xref ref-type="bibr"
                            rid="B4">Bowe, Ball, Gold, 1992</xref> a<italic>pud</italic>
                        <xref ref-type="bibr" rid="B9">De Sousa, 2018, p. 09</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Essas consequências reais serão tensionadas dentro do Contexto da Prática (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B19">Mainardes, 2006</xref>). Para a análise dessa
                    dimensão do Ciclo de Políticas, na qual se analisam os contextos de práticas, é
                    fundamental o desenvolvimento de uma visão não simplista de se perceber a
                    prática como mera “implementação” dos textos das políticas. Diante desses textos
                    e discursos existe uma serie de movimentos de significações e ressignificações,
                    tanto por parte de gestores políticos, quanto gestores educacionais, como
                    também, juntos aos professores.</p>
                <disp-quote>
                    <p>Políticas serão interpretadas diferentemente uma vez que histórias,
                        experiências, valores, propósitos e interesses são diversos. A questão é que
                        os autores dos textos políticos não podem controlar os significados de seus
                        textos. Partes podem ser rejeitadas, selecionadas, ignoradas,
                        deliberadamente mal entendidas, réplicas podem ser superficiais, etc (<xref
                            ref-type="bibr" rid="B4">Bowe <italic>et al.</italic>, 1992, p.
                            22</xref>
                        <italic>apud</italic>
                        <xref ref-type="bibr" rid="B19">Mainardes, 2006; p. 53</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Por mais que os atores envolvidos nas formulações das políticas direcionem os
                    textos para que, a partir deles, muitas práticas no cotidiano das escolas e
                    salas de aula sejam reformuladas e alinhadas às novas propostas, não é possível
                    que tais intencionalidades sejam diretamente transformadoras e condutoras das
                    realidades. As interpretações, as possibilidades, os recursos, as disposições
                    dos profissionais, as resistências, podem ser tantas e tão plurais quanto as
                    diferentes regiões e contextos em que se dão os processos educacionais. Conforme
                    desenvolvido por <xref ref-type="bibr" rid="B15">Lima e Marran (2013)</xref>,
                    pelo enfoque da Abordagem do Ciclo de Políticas entende-se que o profissional da
                    educação também é um autor das políticas educacionais, uma vez que a sua
                    interpretação sobre o texto irá definir a sua prática, sendo assim, esses
                    profissionais não podem ser tomados como meros executores de algo já
                    estabelecido por outrem.</p>
                <p>Como se vê, a análise das políticas educacionais a partir da ACP proporciona uma
                    visão integral de todos os processos pelos quais as normativas que chegam até as
                    escolas passam antes, durante e depois da sua elaboração. De posse desta
                    abordagem analítica, os coletivos docentes possuem subsídios suficientes para
                    reunirem-se, com os textos em mãos, e realizarem um exercício crítico de avaliar
                    cada uma das dimensões propostas. Nesse sentido, inquirindo sobre o contexto no
                    qual o texto foi gerado, as influências envolvidas no processo, as vozes e
                    destaques contidos nos textos, considerando as possibilidades reais de mudanças
                    positivas que eles possam ensejar, assim como, buscando brechas para formar
                    resistência a toda voz considerada estranha aos princípios educacionais
                    valorados pelo coletivo.</p>
                <p>Enfim, todo o exercício crítico de pensar as políticas educacionais pode
                    resumir-se na busca por estes dois elementos: extrair o que pode ser positivo, e
                    resistir a tudo o que não traduz os ideais educacionais da coletividade, tanto
                    de professores, quanto dos estudantes e de toda a comunidade escolar. As
                    dimensões de análise das políticas proposta por Ball e colaboradores não possuem
                    a simples finalidade de motivar os profissionais a realizarem exercícios
                    intelectuais, ao contrário, toda aproximação crítica, mesmo em tempos mais
                    sombrios, busca um solo para ancorar e resistir. Tal como nos brinda Paulo
                    Freire, nas primeiras palavras do seu livro intitulado “Pedagogia da Esperança”,
                    entrelaçando analise política à atitude de se ter esperança: “Uma das tarefas do
                    educador ou educadora progressista, através da análise política, séria e
                    correta, é desvelar as possibilidades, não importam os obstáculos, para a
                    esperança, sem a qual pouco podemos fazer [...]” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B11">Freire,1992, p. 06</xref>).</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>A Abordagem do Ciclo de Políticas e a formação docente</title>
                <disp-quote>
                    <p>[...] uma forma de repensar e reestruturar a natureza da atividade docente é
                        encarar os professores como intelectuais transformadores (<xref
                            ref-type="bibr" rid="B14">Giroux, 1997, p.05</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Como é possível perceber, a formação docente, tanto inicial quanto continuada,
                    está diretamente ligada à análise das políticas educacionais em curso em um
                    país. Não é possível pensar qualquer iniciativa eficaz de mobilizar os coletivos
                    docentes à parte do que as políticas vigentes têm sinalizado como condutas
                    desejáveis de cada professor. Dito isso, ressalta-se que não se está tomando uma
                    perspectiva reducionista de que os docentes precisam conhecer as legislações
                    para saber o que fazer e como conduzir as suas práticas. Não se trata disso. As
                    políticas educacionais precisam estar imbricadas à formação docente pela
                    necessidade de se ampliar o campo de visão de toda reflexão pedagógica para além
                    das salas e muros escolares, em uma perspectiva não ingênua de se buscar por
                    todos os interesses envolvidos na elaboração das políticas para a educação.</p>
                <p>Considerando isso, e todas as reflexões levantadas na seção anterior, sobre a
                    abordagem de análise das políticas educacionais proposta por Ball e
                    colaboradores, a ACP, é fácil inferir sua estreita ligação. As dimensões de
                    análise das políticas que essa Abordagem compreende constituem elementos de
                    estudo fundamentais para o exercício crítico-reflexivo necessário a todo
                    movimento, ou atividade, que se pretenda mobilizadora e formativa da classe
                    docente. É por essa mesma razão que: “A abordagem do ciclo de políticas tem
                    despertado o interesse de pesquisadores da área de Educação, principalmente
                    vinculados aos campos de Política Educacional e Currículo” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B19">Mainardes, 2018, p. 08</xref>).</p>
                <p>A formação docente não pode prescindir do exame das políticas públicas para a
                    educação. Todo projeto de formação que figure descolado das investigações a
                    respeito dos contextos de influência da política, da produção do texto e da
                    prática e “atuação” diante desses textos, culmina por oferecer aos professores
                    meros despejos de conteúdos, alienados e distantes de suas realidades e, por
                    conseguinte, incapazes de promover desestabilizações e mobilizações reais, tão
                    necessárias a qualquer atividade pretensamente formadora.</p>
                <p>Contudo, para que tais aproximações críticas tornem-se essenciais às proposições
                    formativas por parte das gestões, sejam do âmbito escolar, ou superior, faz-se
                    necessário um fundamento prévio preponderante, que alicerce qualquer
                    planejamento formativo, qual seja, o reconhecimento do professor como um
                    intelectual. Sem esse reconhecimento, as intencionalidades formativas tornam-se
                    amesquinhadas. Se o professor não é convidado a pensar no seu contexto
                    profissional, tanto micro, quanto macro, se não é demandado a refletir e a
                    contribuir criticamente em todas as frentes envolvidas nos processos
                    educacionais, qualquer proposta formativa subtrai ao professor a dignidade
                    devida à sua capacidade intelectual.</p>
                <p>Nas palavras de Henry Giroux:</p>
                <disp-quote>
                    <p>Encarar os professores como intelectuais também fornece uma vigorosa crítica
                        teórica das ideologias tecnocráticas e instrumentais subjacentes à teoria
                        educacional que separa a conceitualização, planejamento e organização
                        curricular dos processos de implementação e execução. [...] Isto significa
                        que eles [os professores] devem assumir um papel responsável na formação dos
                        propósitos e condições de escolarização. Tal tarefa é impossível com uma
                        divisão de trabalho na qual os professores têm pouca influência sobre as
                        condições ideológicas e econômicas de seu trabalho (<xref ref-type="bibr"
                            rid="B14">Giroux, 1997, p. 04</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Como se vê, <xref ref-type="bibr" rid="B14">Giroux (1997)</xref> aprofunda as
                    inferências a respeito da valorização do professor como um intelectual. No bojo
                    dessa discussão ele acrescenta outros elementos importantes: a crítica à visão
                    fragmentada dos processos educacionais, a reflexão a respeito do que significa
                    ser educado, as condições em que ocorre a educação e a requerida influência dos
                    docentes sobre as condições de seu trabalho. Todos esses são aspectos que
                    conferem ao educador um papel central na articulação de todas as dimensões
                    envolvidas na arena educacional, outorgando-lhe reconhecimento de intelectual, e
                    suplantando as designações meramente funcionais e executoras.</p>
                <p>O conjunto dessas elucubrações, suscitadas no campo da formação docente,
                    explicitam sua interdependência da análise das políticas públicas educacionais.
                    Partindo do conceito, já bastante consolidado, de que o modo bancário de
                    educação, tal como desvelado por <xref ref-type="bibr" rid="B12">Freire
                        (2005)</xref>, não possui qualquer eficácia na construção de novos
                    conhecimentos, pode-se inferir, assertivamente, que o mesmo é válido ao se
                    pensar em formação docente. Os encontros de formação docente não podem se
                    traduzir em momentos estanques nos quais “especialistas” falam, ou “depositam”,
                    e os educadores apenas recebem. Nem por isso, também, está se afirmando que os
                    processos de formação do professor dependam de oportunidades e eventos
                    isolados.</p>
                <p>Ao contrário, a formação é diária quando uma escola possui como valor fundamental
                    a constância de parar e refletir sobre a realidade em que vive a sua comunidade
                    escolar, considerar os seus recursos, tanto humanos quanto materiais, quando
                    discute sobre a existência, ou não, de significado do currículo assumido para a
                    vida de cada um dos seus estudantes, quando repensa constantemente suas
                    relações, suas metodologias de ensino, suas concepções sobre avaliação, quando
                    não perde do horizonte as movimentações das políticas educacionais. “[...] o
                    material, o estrutural e o relacional precisam ser incorporados na análise de
                    políticas, a fim de compreender melhor as atuações das políticas no âmbito
                    institucional” (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Ball, Maguire, Braun; 2016, p.
                        21</xref>).</p>
                <p>Também não é o caso de prescindir dos eventos, desde que não possuam caráter
                    bancário, obviamente. Os encontros formativos dos conjuntos de professores, seja
                    de uma escola, ou de várias escolas reunidas, também são necessários. Nestes
                    espaços, há troca de ideias, desestabilizações, provocações, aproximação da
                    academia com os profissionais da educação, enfim, estas oportunidades contribuem
                    significativamente para o empoderamento do professor como um intelectual, capaz
                    de refletir sobre as condições do seu trabalho, aquelas postas, como as
                    realidades das suas comunidades escolares, como as impostas, efeitos das
                    políticas educacionais.</p>
                <p>Isto em tela, percebe-se a estreita vinculação entre a necessidade de análises e
                    reflexões a respeito das políticas educacionais vigentes e da formação docente,
                    tanto inicial quanto continuada. Na formação inicial, o futuro profissional
                    precisa ser provocado a considerar estas questões, a aproximar-se das políticas
                    de forma não ingênua, a questionar os contextos envolvidos na influência das
                    políticas, e a não abdicar dos seus ideais humanos e pedagógicos. Com este
                    princípio incorporado, é possível buscar formas de resistência, sempre que as
                    propostas traduzirem atravessamentos e rastros de interesses individualistas na
                    educação. Conforme apontado por De <xref ref-type="bibr" rid="B26">Souza
                        (2018)</xref>, faz-se relevante a compreensão de que os sujeitos envolvidos
                    nesses processos não são meros “implementadores”, ao contrario, são pessoas
                    capazes de empreender processos de interpretação e de tradução, potentes para
                    impulsionar diferentes políticas dentro de um mesmo espaço.</p>
                <p>Quando se pensa em formação continuada, a vinculação às políticas educacionais
                    precisam ser uma constante em cada roda de conversa semanal, assim como, em cada
                    evento formativo programado. Quão necessário é que as políticas educacionais não
                    cheguem ao chão das escolas, simplesmente, “implementadas”, tal como criticado
                    por Ball (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Ball, Maguire, Braun, 2016</xref>).
                    Como e valiosa a assunção de que a pretensão dos atravessadores da educação não
                    implica na sua concretização. Da porta da escola para dentro, professores,
                    empoderados e críticos, farão o filtro do que as normativas propõem, ou mantém,
                    dos valores considerados indispensáveis à educação, e resistirão a tudo o que
                    não coaduna com tais valores. Não existe “implementação”, o que existe são
                    atuações sobre os textos, forjadas por todas as vicissitudes dos contextos. Como
                    expôs Ball em entrevista à Avelar: “A atuação e local, contingencial e algumas
                    vezes fragil” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Avelar, 2016, p. 06</xref>). Tal
                    ideia também é reforçada por <xref ref-type="bibr" rid="B19">Mainardes (2018, p.
                        13)</xref>, “um aspecto importante e a permanente vigilância com relação à
                    ideia de que as políticas não são 'implementadas', que há a criação de ajustes
                    secundários, traduções, interpretações, reinterpretações”.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Para concluir: possíveis tecituras e trilhos</title>
                <p>O caminho percorrido até aqui, a fim de investigar o potencial transformador da
                    formação docente proporcionado pela análise das políticas educacionais, a partir
                    da Abordagem do Ciclo de Políticas, proposto por <xref ref-type="bibr" rid="B3"
                        >Ball e colaboradores (1992)</xref>, constituiu-se em um trilho
                    perfeitamente transitável para as aproximações, problematizações e inferências,
                    a respeito dos contextos de análise das políticas para a formação de professores
                    no Brasil. Como um exercício de retomada das principais contribuições deste
                    estudo para acadêmicos, pesquisadores e profissionais da educação, elaborou-se a
                        <xref ref-type="fig" rid="F2">Figura 2</xref>, a fim de tornar mais visíveis
                    e potentes os subsídios elencados até aqui.</p>
                <p><fig id="F2">
                        <label>Figura 2</label>
                        <caption>
                            <title>Contribuições</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2175-795X-rp-42-02-e97703-gf02.tif"/>
                        <attrib>Fonte - Autoras (2023).</attrib>
                    </fig></p>
                <p>Para a construção dessa Figura, primeiramente, foram resgatadas as ideias, ou
                    conceitos, mais significativos que emergiram a partir das reflexões sobre
                    formação docente. Na sequência, em exercício semelhante, buscaram-se as
                    principais perspectivas analíticas levantadas pela teorização da Abordagem do
                    Ciclo de Políticas. Finalmente, após os aportes listados, ambos os prospectos
                    foram confrontados, na busca pelas implicações efetivas proporcionadas pela
                    análise da formação docente sob o enfoque da ACP.</p>
                <p>Sobre a formação docente, retoma-se o alicerce fundamental de que essa precisa
                    ser problematizadora, desestabilizadora, ser o pivô de mobilizações
                    intelectuais, confrontadora das realidades a partir de um viés crítico e
                    perfeitamente situado e contextualizado. Dessas problematizações, assomam as
                    reflexões sobre as políticas educacionais, bem como, sobre as possibilidades de
                    conformação (de tomar a forma), ou resistência a essas políticas. Tais
                    oportunidades reflexivas somente afloram livremente, e tornam-se rotina nos
                    espaços educacionais, quando o professor se vê, e é visto, como um intelectual,
                    capaz de refletir sobre todas as nuances, implicações, condicionantes e
                    contingências da sua profissão.</p>
                <p>Partindo para o eixo do ciclo das políticas, recupera-se o potencial da ACP para
                    a análise das políticas públicas educacionais em seus diferentes momentos e
                    contextos: as disputas de influências, as construções dos textos e a atuação dos
                    profissionais diante deles. O alcance desta abordagem de investigação das
                    políticas, proposta por <xref ref-type="bibr" rid="B3">Ball e colaboradores
                        (1992)</xref>, resulta em um significativo elemento aglutinador das
                    políticas propostas, da criticidade necessária às aproximações das tais, e do
                    manejo e promoção de possibilidades de enfrentamento, quando assim desejado.</p>
                <p>Por fim, o eixo central e resultante das temáticas estudadas e abordadas neste
                    artigo, resultado da confluência dos eixos de “formação docente” e do “ciclo de
                    políticas”, esta diretamente ligado às contribuições que o trabalho empreendido
                    resultou. Estas contribuições, conforme se observa na <xref ref-type="fig"
                        rid="F2">figura 2</xref>, estão expressas como “abandono da ingenuidade”,
                    “posicionamento” e “brecha/resistência”. Outras contribuições também poderiam
                    ser listadas, entretanto, acredita-se que estas aqui destacadas representam a
                    expressão mais significativa de todas as reflexões. Isso se deve ao fato de que
                    todas representam um potencial de resistência e esperança, ainda que os
                    cenários, conforme levantados no estudo, possam não ser muito favoráveis.</p>
                <p>Refletir sobre educação não é um exercício fatalístico. Todas as aproximações e
                    desvelamentos realizados carregam em si um potencial de mudança e ruptura. O
                    exercício reflexivo proposto neste trabalho arvora a necessidade, e
                    possibilidade, de se abandonar a ingenuidade e pensar a educação e seus
                    complexos processos e imbricamentos de modo crítico. Como também, denota que há
                    que se criar espaços em que seja possível tomar distância e alçar
                    posicionamento, demarcando presença e território. Ainda, na convergência de tudo
                    o que foi exposto, registra-se, com esperança, que é possível ver e criar
                    brechas, é possível resistir, mesmo em tempos trabalhosos. A educação pública
                    não pode ser roubada ao povo, há braços para estender, unir e erguer trincheiras
                    de resistência, nessa tecitura de mãos e ideais.</p>
            </sec>
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