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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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                <journal-title>PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA
                    EDUCAÇÃO</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE
                    CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO</abbrev-journal-title>
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            <issn pub-type="epub">2175-795X</issn>
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                <publisher-name>Universidade Federal de Santa Catarina</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="doi">10.5007/2175-795X.2024.e97748</article-id>
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                    <subject>Artigo</subject>
                </subj-group>
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                <article-title>Avaliando estratégias de ensino em lógica de programação para alunos
                    do curso técnico em informática integrado ao ensino médio: uma análise dos
                    docentes do IFFar</article-title>
                <trans-title-group xml:lang="en">
                    <trans-title>Evaluating teaching strategies in logic programming for students of
                        a computer technician course integrated in high school: an analysis by IFFar
                        teachers</trans-title>
                </trans-title-group>
                <trans-title-group xml:lang="es">
                    <trans-title>Evaluando estrategias de enseñanza en lógica de programación para
                        estudiantes de cursos técnicos en informática integrados a la educación
                        secundaria: un análisis de los docentes del IFFar</trans-title>
                </trans-title-group>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Cresseri</surname>
                        <given-names>Rogerio Marques</given-names>
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                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-3004-9505</contrib-id>
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                        <surname>Rutz</surname>
                        <given-names>Karla Pereira</given-names>
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                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-1215-1933</contrib-id>
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                        <surname>Lutz</surname>
                        <given-names>Maurício Ramos</given-names>
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                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-2450-1024</contrib-id>
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                        <surname>Rossi</surname>
                        <given-names>Fábio Diniz</given-names>
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                <institution content-type="orgname">Instituto Federal Farroupilha,
                    IFFar</institution>
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                <email>rogerio.cresseri@gmail.com</email>
                <institution content-type="original">Instituto Federal Farroupilha, IFFar, RS,
                    Brasil, E-mail: rogerio.cresseri@gmail.com,
                    https://orcid.org/0000-0002-7860-1856</institution>
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                <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Pampa,
                    Unipampa</institution>
                <addr-line>
                    <state>RS</state>
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                <country country="BR">Brasil</country>
                <email>cfcktruz@gmail.com</email>
                <institution content-type="original">Universidade Federal do Pampa, Unipampa, RS,
                    Brasil, E-mail: cfcktruz@gmail.com,
                    https://orcid.org/0000-0002-3004-9505</institution>
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                <institution content-type="orgname">Instituto Federal Farroupilha,
                    IFFar</institution>
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                    <state>RS</state>
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                <institution content-type="original">Instituto Federal Farroupilha, IFFar, RS,
                    Brasil, E-mail: mauricio.lutz@farroupilha.edu.br,
                    https://orcid.org/0000-0003-1215-1933</institution>
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                <institution content-type="orgname">Instituto Federal Farroupilha,
                    IFFar</institution>
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                <institution content-type="original">Instituto Federal Farroupilha, IFFar, RS,
                    Brasil, E-mail: fabio.rossi@iffarroupilha.edu.br,
                    https://orcid.org/0000-0002-2450-1024</institution>
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                <season>Apr-Jun</season>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
                        distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
                        que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
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            </permissions>
            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>Neste estudo, buscou-se, a partir do foco nos professores, a identificação de
                    elementos que possam contribuir para um cenário desafiador em componentes
                    curriculares relacionados à lógica de programação no Curso Técnico em
                    Informática Integrado ao Ensino Médio no Instituto Federal Farroupilha (IFFar),
                    o das evasões e repetências. Buscou-se identificar atributos significativos
                    entre tais profissionais e, a partir de suas perspectivas, o potencial de
                    aplicabilidade de atividades alternativas como estratégia de ensino para
                    estimular a aprendizagem dos alunos. Conduziu-se na forma de pesquisa
                    quali-quantitativa com abordagem exploratória, cujos dados coletados foram
                    submetidos a análises estatísticas e de conteúdo. Entrevistou-se professores do
                    Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio, todos com formação em
                    nível de bacharelado e dedicados ao ensino de disciplinas de tecnologia,
                    especialmente aquelas relacionadas à lógica de programação e algoritmos, e
                    selecionados devido à sua proximidade com as disciplinas em questão. Utilizou-se
                    questionário online com perguntas abertas e fechadas, que abordaram dados
                    demográficos e percepções dos professores. Os resultados revelaram uma tendência
                    positiva em relação à aplicabilidade de metodologias alternativas de ensino da
                    lógica de programação. Além disso, notou-se que o ambiente de ensino converge
                    com experiências semelhantes em outras localidades e regiões, especialmente em
                    cursos relacionados à tecnologia. Emergiu indicativo de que existe um modelo
                    estrutural, no qual há espaço para a implementação de metodologias alternativas,
                    visando ao aprimoramento da aprendizagem dos alunos nos cursos de
                    tecnologia.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>In this study, the focus was on identifying elements that may contribute to a
                    challenging scenario in curriculum components related to programming logic in
                    the Technical Course in Computer Science Integrated with High School Education
                    at the Federal Institute Farroupilha (IFFar), such as dropouts and repetitions,
                    from the perspective of teachers. Significant attributes among such
                    professionals were sought, and from their perspectives, the potential
                    applicability of alternative activities as a teaching strategy to stimulate
                    student learning was investigated. It was conducted in the form of a
                    qualitative-quantitative research with an exploratory approach, whose collected
                    data were subjected to statistical and content analyses. Teachers from the
                    Technical Course in Computer Science Integrated with High School Education were
                    interviewed, all with bachelor’s degrees and dedicated to teaching technology
                    subjects, especially those related to programming logic and algorithms, and
                    selected due to their proximity to the subjects in question. An online
                    questionnaire with open and closed questions was used, addressing demographic
                    data and teachers’ perceptions. The results revealed a positive trend regarding
                    the applicability of alternative teaching methodologies for programming logic.
                    Additionally, it was noted that the educational environment aligns with similar
                    experiences in other locations and regions, especially in technology-related
                    courses. There emerged an indication that there is a structural model in which
                    there is room for the implementation of alternative methodologies, aiming to
                    enhance student learning in technology courses.</p>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="es">
                <title>Resumen</title>
                <p>En este estudio, se buscó, desde el enfoque en los profesores, la identificación
                    de elementos que puedan contribuir a un escenario desafiante en componentes
                    curriculares relacionados con la lógica de programación en el Curso Técnico en
                    Informática Integrado a la Educación Secundaria en el Instituto Federal
                    Farroupilha (IFFar), el de las tasas de abandono y repitencia. Se buscó
                    identificar atributos significativos entre dichos profesionales y, a partir de
                    sus perspectivas, el potencial de aplicabilidad de actividades alternativas como
                    estrategia de enseñanza para estimular el aprendizaje de los alumnos. Se llevó a
                    cabo en forma de investigación cuali-cuantitativa con enfoque exploratorio,
                    cuyos datos recopilados fueron sometidos a análisis estadísticos y de contenido.
                    Se entrevistaron professores del Curso Técnico en Informática Integrado a la
                    Educación Secundaria, todos con formación a nivel de licenciatura y dedicados a
                    la enseñanza de disciplinas de tecnología, especialmente aquellas relacionadas
                    con la lógica de programación y algoritmos, y seleccionados debido a su
                    proximidad con las disciplinas en cuestión. Se utilizó un cuestionario en línea
                    con preguntas abiertas y cerradas, que abordaron datos demográficos y
                    percepciones de los professores. Los resultados revelaron una tendencia positiva
                    en relación con la aplicabilidad de metodologías alternativas de enseñanza de la
                    lógica de programación. Además, se observó que el entorno educativo coincide con
                    experiencias similares en otras localidades y regiones, especialmente en cursos
                    relacionados con la tecnología. Surgió un indicio de que existe un modelo
                    estructural, en el cual hay espacio para la implementación de metodologías
                    alternativas, con el fin de mejorar el aprendizaje de los alumnos en los cursos
                    de tecnología.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Atividades desplugadas</kwd>
                <kwd>Educação tecnológica</kwd>
                <kwd>Ensino de tecnologia</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Unplugged activities</kwd>
                <kwd>Technological education</kwd>
                <kwd>Teaching tecnology</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="fr">
                <title>Mots-clés:</title>
                <kwd>Actividades desconectadas</kwd>
                <kwd>Educación tecnológica</kwd>
                <kwd>Enseñanza de tecnología</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>Este artigo apresenta e discute os dados de pesquisa realizada com docentes do Curso
                Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio, do Instituto Federal Farroupilha
                (IFFar), durante o ano de 2023. A pesquisa é parte integrante de uma pesquisa de
                mestrado intitulada ‘Computação Desplugada: estimulando a aprendizagem em cursos de
                tecnologia da informação’ e tem a pretensão de contribuir em discussões no espectro
                da participação e formação docente. Os resultados têm foco no impacto de práticas
                educativas em sala de aula, mais especificamente relacionados aos componentes
                curriculares que trabalham a lógica de programação e que se apresentam como um
                substancial problema à continuidade do trajeto formativo de alunos em quaisquer
                cursos de tecnologia e em qualquer nível de escolaridade.</p>
            <p>A discussão sobre tal problema não é recente, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B10"
                    >Gomes, Henrique e Mendes (2008)</xref> esses componentes curriculares
                apresentam altos níveis de insucesso; em geral, tal problema se apresenta de maneira
                universal independentemente de nível de escolaridade; a problemática tem sido
                debatida em várias pesquisas; e, várias tentativas foram feitas para remediar a
                situação sem avanços significativos. <xref ref-type="bibr" rid="B5">Deters
                        <italic>et al.</italic> (2008)</xref> indicam nominalmente as disciplinas
                com relação direta a lógica e relacionam com potenciais consequências:</p>
            <disp-quote>
                <p>As disciplinas que envolvem o ensino de Algoritmos e Programação são normalmente
                    lecionadas nas primeiras fases dos cursos das áreas tecnológicas. Tais
                    disciplinas são consideradas desafiadoras pelos alunos, pois exigem o
                    desenvolvimento de estratégias de solução de problemas com base
                    lógico-matemática. A consequência disso é o elevado número de problemas de
                    aprendizagem, favorecendo a ocorrência de reprovações e desistências (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B5">Deters <italic>et al.,</italic> 2008, p.
                    1</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>Mais autores dialogam com a problemática quando indicam recorrência da questão ao
                mencionar que “A disciplina de programação apresenta uma elevada taxa de reprovação
                ou pode gerar a desistência do curso, independente da linguagem de programação
                adotada na disciplina” (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Silva <italic>et
                        al.,</italic> 2018, p. 1</xref>).</p>
            <p>O objetivo da pesquisa foi, primeiramente, avaliar as percepções docentes sobre as
                dificuldades enfrentadas e tendência a receptibilidade de computação desplugada como
                estratégia de ensino aderente a rotina de ensino e esta comprovação auxilia no
                desenvolvimento da dissertação de mestrado que trata da aplicação de abordagens
                metodológica diferenciada para o ensino de lógica de programação. Como objetivos
                secundários, avaliar como a forma de ser do contexto do IFFar pode estar espelhando
                realidades vistas em outras pesquisas, nas quais existe a possibilidade de
                estabelecimento de padrões e comportamentos, contribuindo assim para novas pesquisas
                sobre como potencializar a aprendizagem de lógica de programação e pontos a manter o
                foco para reversão de quadro em declínio em que cursos de tecnologia se
                apresentam.</p>
            <sec>
                <title>Fatores de risco e impacto</title>
                <p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B5">Deters <italic>et al.</italic> (2008, p.
                        4)</xref>, “As disciplinas de ‘Algoritmos’ e ‘Programação’ possuem um dos
                    maiores índices de reprovação nos cursos de tecnologia.”, bem como uma média de
                    ingr essantes em torno de 50 alunos, dos quais 60% reprovam ou desistem nos
                    primeiros meses. <xref ref-type="bibr" rid="B18">Souza, Komati e Andrade
                        (2022)</xref> corroboram ao indicar um ponto de vulnerabilidade nos
                    primeiros semestres, pela ocorrência de evasão em taxas de 50%. Esse momento do
                    curso é destacado como merecedor de maior atenção por medidas contra a evasão.
                    Os autores também indicam explicitamente o tempo de permanência no curso e o
                    número de reprovações em Programação como fatores determinantes para a evasão.
                    “Nossa conjectura é que os alunos que experienciam repetidas retenções nesta
                    disciplina e, consequentemente, não conseguem avançar no curso, eventualmente
                    evadem” (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Souza; Komati; Andrade, 2022, p.
                        10</xref>).</p>
                <p>A depender do tipo de curso ou necessidade a que se destina, é bastante comum que
                    algoritmos e lógica sejam trabalhados com alguma linguagem de programação sob
                    escolha do professor ou da coordenação de curso. Isso acaba por tornar complexa
                    a percepção do aluno sobre objetivo de cada elemento de maneira mais específica
                    e inequívoca. Para alunos com problemas de aprendizagem e menos familiarizados,
                    resta que algoritmos, lógica e linguagem de programação adquirem potencial para
                    serem identificados como sinônimos.</p>
                <p>Por outro lado, <xref ref-type="bibr" rid="B15">Silva (2021)</xref> amplia a
                    discussão ao destacar a complexidade no processo ensinoaprendizagem e reconhece
                    multiplicidade de variáveis, por meio de avaliação do quantitativo de alunos em
                    cada componente curricular. Indica que já houve estudos anteriores, na Europa e
                    Estados Unidos, os quais indicam que em turmas com menos de 30 integrantes a
                    aprovação foi de cerca de 82%, contra 69% em turmas com mais de 30 integrantes;
                    em outra edição desse mesmo estudo indicado pelo autor, os resultados foram
                    semelhantes a cerca de 80,1% para turmas menores de 30 integrantes, contra 65,4%
                    de turmas de mais de 30 integrantes. Porém, a complexidade fica por conta do
                    fato de que quando aplicada ao contexto brasileiro, a pesquisa não demonstrou
                    diferença significativa entre turmas com mais ou menos de 30 integrantes. Dessa
                    maneira, revelou-se inconclusiva para a questão por influência, entre outros
                    elementos, da necessidade de agrupar alunos pela falta de recursos
                    computacionais em laboratório propiciando estudo colaborativo, indicando
                    potencial diferença sociocultural.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B15">Silva <italic>et al.</italic> (2021)</xref>
                    expõem a evasão em curso de graduação em Ciência da Computação de instituições
                    públicas de ensino, resultando em apenas 9.4% de ingressantes como concluintes.
                    Entre os problemas relatados, são apontados fatores no escopo “pedagógico,
                    estrutural, institucional e financeiro” (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Silva
                            <italic>et al.,</italic> 2021, p. 7</xref>), em diferentes proporções a
                    depender da Instituição de Ensino Superior (IES). Durante a pesquisa realizada,
                    ao serem questionados sobre quais dificuldades teriam ou tiveram mais impacto
                    numa decisão sua por evasão, 43,66% dos permanentes e 50,00% dos evadidos
                    indicaram “Didática dos professores” (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Silva
                            <italic>et al.,</italic> 2021, p. 7</xref>); 63,38% dos permanentes e
                    46,67% dos evadidos indicaram “Falta de motivação pessoal” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B15">Silva <italic>et al.,</italic> 2021, p. 7</xref>);
                    30,99% dos permanentes e 43,33% dos evadidos indicaram “Dificuldade e exigência
                    das disciplinas” (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Silva <italic>et al.,</italic>
                        2021, p. 7</xref>), entre os problemas mais impactantes. Quando são
                    reportadas questões de dificuldade com disciplinas de matemática, algoritmos ou
                    programação “as respostas ficara m distribuídas entre 2 a 5 para os ativos e
                    desistentes, com a linha de tendência tendo pico em torno de 4 para os
                    desistentes, e em 5 para os ativos” (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Silva
                            <italic>et al.,</italic> 2021, p. 7</xref>), e concluem reportando que
                    “mesmo eles estudando uma quantidade razoável de horas por semana, há um índice
                    elevado de reprovação e isso contribui para a desmotivação do aluno” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B15">Silva <italic>et al.,</italic> 2021, p.
                    7</xref>).</p>
                <p>Não se deve deixar de perceber que, ao indicar “Didática do professor” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B15">Silva <italic>et al.,</italic> 2021, p. 7</xref>)
                    e “Dificuldade e exigência das disciplinas” (<xref ref-type="bibr" rid="B15"
                        >Silva <italic>et al.,</italic> 2021, p. 7</xref>), acaba por emergir, pela
                    percepção dos entrevistados, uma tendência implícita à crença numa ruptura do
                    processo ensino e aprendizagem. Entre os dois elementos, o primeiro faz menção
                    clara à emissão de informações pelo professor e o segundo, a recepção das
                    informações por parte de alunos, reconhecendo em si algum nível de problema.
                        <xref ref-type="bibr" rid="B5">Deters <italic>et al.</italic> (2008)</xref>
                    ao classificar tipos de problemas impactantes na aprendizagem, menciona
                    “Problemas de natureza cognitiva: consiste em aspectos que normalmente estão
                    atrelados à vivência precedente ao ingresso à universidade” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B5">Deters <italic>et al.,</italic> 2008, p. 3</xref>);
                    “Problemas de natureza didática” (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Deters
                            <italic>et al.,</italic> 2008, p. 3</xref>), nos quais são destacadas
                    questões como “a dificuldade de expressar e compreender a lógica desenvolvida e
                    a ausência de materiais de referência de qualidade para os alunos.” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B5">Deters <italic>et al.,</italic> 2008, p. 3</xref>);
                    e, “Problemas de natureza afetiva” (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Deters
                            <italic>et al.,</italic> 2008, p. 3</xref>), nos quais são destacadas
                    questões como “alunos que apresentam sentimentos de ansiedade, raiva ou
                    depressão têm dificuldade em aprender” (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Deters
                            <italic>et al.,</italic> 2008, p. 3</xref>).</p>
                <p>Ainda em relação às dificuldades, <xref ref-type="bibr" rid="B10">Gomes, Henrique
                        e Mendes (2008)</xref> indicam múltiplos fatores de dificuldade na
                    continuidade no trajeto formativo, alguns persistem com mais força, outros são
                    hoje questionáveis frente a novos elementos frutos da evolução sofrida nos
                    últimos anos. Entre eles, encontramse fatores como: dificuldades em compreender
                    e aplicar certos conceitos abstratos de programação; dificuldades na aplicação
                    de noções básicas, como as estruturas de controle, para a criação de algoritmos
                    que resolvam problemas concretos; dificuldades com as características próprias
                    das linguagens e ambiente de programação, cada vez mais sofisticados e da
                    máquina em si; dificuldades com uma visão de desadequação social de
                    programadores por não almejarem tal ‘rótulo’; dificuldades por observarem que
                    muito esforço acarretaria pouco resultado; dificuldades em manter o
                    comprometimento com atividades de exercícios; dificuldades com métodos
                    pedagógicos incompatíveis com os estilos de aprendizagem dos alunos; ou mesmo,
                    eventualmente, a simples falta de aptidão. E, são mais enfáticos quando
                    dizem:</p>
                <disp-quote>
                    <p>No seu nível mais elevado de proficiência a programação é muito mais do que a
                        escrita de um conjunto de linhas de código numa dada linguagem, é uma arte e
                        uma ciência. Arte porque existem muitas maneiras diferentes de codificar
                        instruções, com alguma criatividade. É também uma ciência, porque é
                        constituída por um conjunto de regras orientadoras, porque é necessário o
                        uso de lógica e porque existem alguns métodos rigorosos de programação que
                        asseguram a eficiência, economia e utilidade dos programas gerados (<xref
                            ref-type="bibr" rid="B10">Gomes; Henrique; Mendes, 2008, p.
                        93</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Ainda se tratando de indicativo histórico de ponto de vulnerabilidade e
                    percentual de evasão, <xref ref-type="bibr" rid="B17">Sousa <italic>et
                            al.</italic> (2022)</xref> apuram trabalhos que apontam evasão de 56%
                    entre 2011 e 2019 no Curso Técnico em Informática na faculdade de tecnologia de
                    Florianópolis, e 44% de evasão no ano seguinte ao de ingresso no campus
                    Itabaiana do IFPB. Referente ao tempo médio de curso para evasão, “[...] tem-se
                    que cerca de 70% dos evadidos tomam essa atitude ainda nos 2 primeiros semestres
                    do curso (i.e., 33% no primeiro semestre e mais de 27% no segundo semestre)”
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Sousa <italic>et al.,</italic> 2022, p.
                        9</xref>). Entre os motivos para evasão, “Dificuldade de acompanhar as
                    matérias” (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Sousa <italic>et al.,</italic> 2022,
                        p. 9</xref>) foi indicada por 43% dos participantes. O curso técnico de
                    Informática integrado ao Ensino Médio do CEFET-MG notou-se uma evasão de 30 dos
                    34 ingressantes.</p>
                <p>Nesse mesmo viés, <xref ref-type="bibr" rid="B7">Farias, Azevedo e Dias
                        (2018)</xref> trazem dados no seu referencial teórico, do período entre 2010
                    a 2014 da Universidade de São Paulo, em que o índice de reprovação ficou entre
                    30% e 50%, e entre os concluintes, 25% “fizeram 2 ou mais vezes a disciplina.
                    Comparando-se com disciplinas do mesmo semestre, nos cursos de computação,
                    Introdução à Programação é uma das que mais reprova” (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B7">Farias; Azevedo; Dias, 2018, p. 2</xref>).</p>
                <p>Em outra pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B7">Farias, Azevedo e Dias
                        (2018)</xref>, no contexto do componente curricular de Lógica de
                    Programação, do Curso Técnico Subsequente de Informática do IFBA, campus
                    Jacobina, em período entre 2013 e 2016, foi demonstrado que a metodologia
                    aplicada era baseada na exposição de conteúdos seguido da aplicação de lista de
                    exercícios, resolvidos utilizando computador. As avaliações eram igualmente
                    baseadas em listas de exercícios, desenvolvimento em grupos ou provas
                    individuais no computador. As taxas de reprovação no componente curricular
                    representaram: 2013/2 - 57,14%, 2014/2 -64,28%, 2015/2 - 91,89%, 2016/2 - 48%,
                    2017/2 - 41,93%.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B8">Feltrim e Martimiano (2019)</xref>, apresentam
                    outro indicativo histórico do fato da diminuição de incidência de alunos do sexo
                    feminino nos cursos. Em uma pesquisa, realizada na Universidade Estadual de
                    Maringá, expuseram que durante o período de 2001 a 2016, a representatividade do
                    sexo feminino em cursos de ciência e tecnologia sofreu uma tendência consistente
                    de diminuição em relação à representatividade masculina ao longo desse período,
                    exceto em um ano, no qual essa proporção foi atipicamente alterada. Mais
                    especificamente, os resultados indicaram que a proporção de integrantes do sexo
                    feminino diminuiu de 22,11% em 2001 para 13,03% em 2015, o que representa uma
                    redução de 9,08 pontos percentuais ao longo desses quinze anos. Eles também
                    observaram uma tendência semelhante em nível nacional. Segundo dados, que
                    abrangem o mesmo período de 2001 a 2016, os percentuais de participação feminina
                    em cursos de ciência e tecnologia em todo o país também mostraram uma redução
                    significativa, diminuindo de 31,78% para 15,48%.</p>
                <p>Além disso, <xref ref-type="bibr" rid="B12">Silva, Matos e Massa (2018)</xref>
                    destacam a carência de profissionais licenciados para atuarem em cursos de
                    tecnologia. Ainda que exista curso de licenciatura em Computação, são poucos os
                    profissionais capacitados. Apontam que no contexto da Educação Profissional e
                    Tecnológica, o mais adequado seria que houvessem professores licenciados em
                    computação uma vez que estes possuiriam a habilitação adequada para a docência,
                    tendo contato com conhecimentos didáticos e pedagógicos. Os autores indicam uma
                    defasagem de profissionais licenciados e que, portanto, resta pela contratação
                    por bacharéis, em maior proporção. Essa afirmação se baseia no fato de que, em
                    sua pesquisa, todos os entrevistados responderam que se tornaram professores
                    diante de uma oportunidade. Pode-se abstrair das entrelinhas que sendo aceitos
                    para tais oportunidades, demonstra-se a deficiência em número de licenciados.
                    Outro ponto destacado na pesquisa, diz respeito à mediação didática, tema
                    abordado em licenciaturas e não nos bacharelados:</p>
                <disp-quote>
                    <p>O ato de conhecer faz parte do processo social e o diálogo é uma forma de
                        mediação deste processo. Por outro lado, o processo de mediação didática
                        está relacionado à forma como o professor afeta seus alunos ao ponto de lhes
                        provocar o desejo pelos estudos (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Silva;
                            Matos; Massa, 2018, p. 3</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Sobre a forma de ensinar, “[...] afirmaram que lecionam com base nos exemplos de
                    seus antigos professores. Assim, conservavam as práticas que consideram boas e
                    evitam aquelas que consideram ruins.” (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Silva;
                        Matos; Massa, 2018, p. 12</xref>) e salientam ainda:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] embora alguns desses professores atuem há algum tempo em sala de aula e
                        tenham participado de cursos que tangenciam a Educação, impressão sobre a
                        prática docente está mais inclinada para uma atuação tradicional e bastante
                        voltada ao conteúdo que lecionam, inclusive, em seus depoimentos, todos
                        trazem como principal preocupação, o conteúdo (<xref ref-type="bibr"
                            rid="B12">Silva; Matos; Massa, 2018, p. 12</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B2">Brandalise e Knoblauch (2022)</xref>,
                    existe um efeito chamado <italic>habitus,</italic> que se dá pela influência em
                    um comportamento dado por uma espécie de herança cognitiva/cultural, resultante
                    de uma trajetória de mediações entre condições objetivas e subjetivas,
                    fundamentada em experiências anteriores com os mesmos elementos.</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] a incorporação duradoura das formas de sentir, pensar e agir de um
                        grupo de origem, concebendo, neste sentido, o <italic>habitus</italic> como
                        produto da socialização dos agentes que a compartilham posições e
                        trajetórias que resultam em disposições orientadas para um ethos de classe,
                        ou seja, a pertença a uma fração de classe (<xref ref-type="bibr" rid="B2"
                            >Brandalise; Knoblauch, 2022, p. 107</xref>).</p>
                </disp-quote>
            </sec>
            <sec>
                <title>Computação desplugada e IFFar</title>
                <disp-quote>
                    <p>Os Cursos Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio do IFFar não
                        passam ilesos por essa situação. Como demonstrado, o problema perdura por
                        três décadas e, ainda hoje, docentes que têm a oportunidade de ministrar
                        componentes curriculares como algoritmos e lógica de programação, nos cursos
                        relacionados à tecnologia, percebem de maneira bastante empírica que algumas
                        dificuldades são notáveis, recorrentes e com semelhantes características. A
                        respeito de alternativa metodológica para abordar o problema da aprendizagem
                        e consequentes evasão e repetência, a computação desplugada é descrita da
                        seguinte forma:</p>
                    <p>A aplicação da Computação Desplugada como estratégia didático-pedagógica
                        possibilita que os estudantes observem que os métodos computacionais estão
                        presentes com frequência no seu cotidiano e o entendimento dessas relações
                        torna sua aprendizagem significativa. A Computação Desplugada possibilita
                        expandir o conhecimento sobre Ciência da Computação a espaços em que os
                        computadores e suas tecnologias ainda não são uma realidade (<xref
                            ref-type="bibr" rid="B3">Crema, 2020, p. 20</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>Dessa forma, a questão orientadora da pesquisa é saber se, em campus do IFFAR, na
                    fronteira oeste do estado do Rio Grande do Sul, haveriam percepções semelhantes
                    dos professores sobre dificuldades dos alunos. Bem como, se eles percebiam de
                    maneira positiva a proposição de alteração da metodologia tradicional e
                    expositiva para inserção de instrumentos alternativos e assim, sair-se do campo
                    do empirismo e adentrar ao campo das constatações.</p>
            </sec>
        </sec>
        <sec>
            <title>Materiais e métodos</title>
            <p>A pesquisa realizada possui caráter descritivo e exploratório, objetivando maior
                conhecimento sobre o tema, bem como contribuir com pesquisas futuras. Sobre
                pesquisas exploratórias, tem-se que:</p>
            <disp-quote>
                <p>As pesquisas exploratórias têm como principal finalidade desenvolver, esclarecer
                    e modificar conceitos e ideias, tendo em vista a formulação de problemas mais
                    precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B9">Gil, 2008, p. 27</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>Quanto a pesquisa descritivas, tem-se que:</p>
            <disp-quote>
                <p>As pesquisas deste tipo têm como objetivo primordial a descrição das
                    características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de
                    relações entre variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados
                    sob este título e uma de suas características mais significativas está na
                    utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B9">Gil, 2008, p. 28</xref>).</p>
            </disp-quote>
            <p>A pesquisa foi aplicada no ano de 2023, a integrantes do quadro de docentes do campus
                em questão, que são ou estiveram envolvidos com componentes curriculares técnicos
                relacionados à lógica de programação, dentro ou fora do Curso Técnico em Informática
                Integrado ao Ensino Médio, do IFFar; e explorou uma abordagem mista de pesquisa, ou
                quali-quantitativa. Ao avaliar-se essa abordagem nas palavras de <xref
                    ref-type="bibr" rid="B4">Creswell (2010)</xref> percebe-se que “[...] problemas
                abordados pelos pesquisadores das ciências sociais e da saúde são complexos, e o uso
                de abordagens quantitativas ou qualitativas em si é inadequado para lidar com essa
                complexidade” (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Creswell, 2010, p. 238</xref>). Dessa
                forma, o autor apresenta que vantagens são percebidas na medida em que “[.] pode-se
                obter mais insights com a combinação das pesquisas qualitativas e quantitativas do
                que com cada uma das formas isoladamente” (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Creswell,
                    2010, p. 238</xref>). Conclui que “Seu uso combinado proporciona uma maior
                compreensão dos problemas de pesquisa” (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Creswell,
                    2010, p. 238</xref>)</p>
            <p>O universo de pesquisa contou com sete docentes, específicos da área de tecnologia da
                informação, dos quais cinco contribuíram com respostas. Durante o processo de
                pesquisa, a atenção foi intensificada ao bacharelado e é importante salientar que
                esta escolha se baseia entre os professores que se dedicam especificamente aos
                componentes curriculares técnicos relacionados à lógica de programação. Nesse
                sentido, o objetivo não se concentrou na investigação da experiência profissional,
                inerente ao tipo de graduação escolhida, mas sim em potenciais características
                didático-pedagógicas que permeiam a atuação da formação em bacharelado ao longo de
                suas trajetórias na docência.</p>
            <p>Para viabilizar a coleta de dados, o instrumento de pesquisa escolhido foi um
                questionário <italic>online,</italic> via formulários do <italic>Google
                    Drive,</italic> que permitiu maior flexibilidade e acesso aos entrevistados, já
                que são acessíveis de qualquer dispositivo computacional que disponha de acesso à
                internet aos recursos <italic>Google.</italic> Essa abordagem garante alta
                disponibilidade pelo armazenamento em nuvem e segurança pelo controle sobre abertura
                ou encerramento de coleta de dados. O local de armazenamento dos dados coletados
                fora segurado por credenciais de acesso. O instrumento esteve disponível em tempo
                integral, durante o período da pesquisa e buscou coletar dados inéditos, até o
                momento, sobre o efeito já mencionado no local de aplicação e foi elaborado com uma
                combinação de perguntas abertas e fechadas.</p>
            <p>As perguntas fechadas, de resposta única, buscaram identificar os dados demográficos
                abordando a faixa etária e o gênero dos participantes, bem como o tempo de
                experiência docente. Também permitiram a exposição sobre a formação acadêmica e a
                descrição de experiências anteriores com o ensino de programação, tanto dentro como
                fora da instituição.</p>
            <p>Foi disponibilizada pergunta aberta específica para que os entrevistados descrevessem
                as dificuldades mais perceptíveis, sob sua perspectiva, relacionadas à aprendizagens
                em lógica de programação. Essa resposta foi essencial para firmar uma percepção
                local sobre as principais lacunas enfrentadas pelos alunos.</p>
            <p>Utilizou-se de perguntas fechadas do tipo <italic>Likert</italic> para apurar a
                percepção dos entrevistados em relação à aplicabilidade de uma metodologia
                alternativa para o ensino de lógica de programação. Essas perguntas proporcionaram
                uma visão mais objetiva das opiniões dos entrevistados sobre a viabilidade de uma
                abordagem diferenciada às técnicas tradicionais e expositivas. Segundo <xref
                    ref-type="bibr" rid="B9">Gil (2008, p. 143)</xref>, “A escala de
                    <italic>Likert</italic> baseia-se na de <italic>Thurstone.</italic> É, porém, de
                elaboração mais simples e de caráter ordinal, não medindo, portanto, o quanto uma
                atitude é mais ou menos favorável”.</p>
            <p>Em conformidade aos preceitos éticos estabelecidos pela resolução 510/06 do Conselho
                Nacional de Saúde, com garantia ao anonimato, os participantes assinaram o Termo de
                Consentimento Livre e Esclarecido, no qual foram apresentados os objetivos,
                justificativa, riscos e benefícios da pesquisa. Este artigo é uma das etapas de
                pesquisa de mestrado aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do IFFar, sob número
                70893523.1.0000.5574 e sob parecer número 6.224.415.</p>
            <p>Todos os dados coletados, por meio desse instrumento de pesquisa, foram
                posteriormente submetidos à análise estatística e análise de conteúdo, abordados na
                próxima sessão.</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>Resultados e discussão</title>
            <p>Da perspectiva de dados demográficos, os resultados demonstram que as idades dos
                entrevistados se distribuem na proporção de 20% para a faixa de 26-33 anos, 60% para
                a faixa de 34-41 anos e 20% para a faixa de 42 anos ou mais. Já os gêneros se
                distribuem na proporção de 20% para sexo feminino e 80% para sexo masculino.</p>
            <p>Para a formação e experiência, os resultados demonstram distintas formações em cursos
                de licenciatura e/ou bacharelado, graduação, especialização, mestrado e doutorado, e
                que o tempo de experiência dos entrevistados se distribuem na proporção de 20% para
                a faixa de 4-8 anos, 40% para a faixa de 9-13 anos, e 20% para a faixa de 14-18 anos
                e 20% para a faixa de 19 anos ou mais.</p>
            <p>Na tentativa de buscar disparidades entre as atuações dos docentes a análise de
                conteúdo nas respostas sobre a experiência em lógica de programação externa ao IFFar
                definiu o conteúdo apresentado no <xref ref-type="table" rid="T1">Quadro
                1</xref>.</p>
            <table-wrap id="T1">
                <label>Quadro 1</label>
                <caption>
                    <title>Respostas do questionário ‘Docentes Survey’ para a ‘Questão 7 - Descreva
                        brevemente seu grau de experiência com ensino de programação em sua carreira
                        além do Instituto Federal Farroupilha’</title>
                </caption>
                <table frame="box" rules="all">
                    <thead>
                        <tr>
                            <th align="left" valign="middle">ÍNDICE</th>
                            <th align="left" valign="middle">TÍTULO</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Resp. 1</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Minha área de atuação está mais
                                relacionada a Hardware e Redes. No entanto, em alguns momentos
                                trabalhei com disciplinas básicas (introdutórias) a
                                programação.“</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Resp. 2</td>
                            <td align="left" valign="middle">”Não lecionei nada de programação antes
                                de entrar no IFFar.“</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Resp. 3</td>
                            <td align="left" valign="middle">”Trabalhei em outra escola de
                                informática como instrutor de curso de programação e outros.“</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Resp. 4</td>
                            <td align="left" valign="middle">”Trabalhei alguns semestres a
                                disciplina de Algoritmo e Programação junto a cursos superiores de
                                Informática de uma faculdade particular.“</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Resp. 5</td>
                            <td align="left" valign="middle">”Já ministrei disciplinas na área de
                                programação em diversos momentos da minha vida acadêmica durante meu
                                tempo de docência na PUCRS Campus Uruguaiana.“</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN1">
                        <p>Fonte - De autoria própria</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>As temáticas apuradas para análise da ‘Questão 7 - Descreva brevemente seu grau de
                experiência com ensino de programação em sua carreira, além do Instituto Federal
                Farroupilha:’ foram as que constam do <xref ref-type="table" rid="T2">Quadro
                    2</xref>.</p>
            <table-wrap id="T2">
                <label>Quadro 2</label>
                <caption>
                    <title>Temáticas apuradas da ‘Questão 7 - Descreva brevemente seu grau de
                        experiência com ensino de programação em sua carreira além do Instituto
                        Federal Farroupilha’ do questionário ‘Docentes Survey’</title>
                </caption>
                <table frame="box" rules="all">
                    <thead>
                        <tr>
                            <th align="left" valign="middle">CÓDIGO</th>
                            <th align="left" valign="middle">DESCRIÇÃO</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">EPL</td>
                            <td align="left" valign="middle">Experiência Pregressa em Lecionar</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">CE</td>
                            <td align="left" valign="middle">Contexto de Ensino</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">IE</td>
                            <td align="left" valign="middle">Instituições de Ensino</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN2">
                        <p>Fonte - De autoria própria</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>A codificação, categorização e frequência de ocorrências constam do <xref
                    ref-type="table" rid="T3">Quadro 3</xref>.</p>
            <table-wrap id="T3">
                <label>Quadro 3</label>
                <caption>
                    <title>Codificação e categorização das respostas da ‘Questão 7 - Descreva
                        brevemente seu grau de experiência com ensino de programação em sua carreira
                        além do Instituto Federal Farroupilha’ do questionário ‘Docentes
                        Survey’</title>
                </caption>
                <table frame="box" rules="all">
                    <thead>
                        <tr>
                            <th align="center" valign="middle" rowspan="2">CÓDIGO</th>
                            <th align="center" valign="middle" rowspan="2">CATEGORIA</th>
                            <th align="center" valign="middle" colspan="2">FREQUÊNCIA</th>
                            <th align="center" valign="middle" rowspan="2">TRECHO DE RESPOSTA</th>
                        </tr>
                        <tr>
                            <th align="left" valign="middle">ABS.</th>
                            <th align="left" valign="middle">%</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">EPLsim</td>
                            <td align="left" valign="middle">EPL</td>
                            <td align="left" valign="middle">4</td>
                            <td align="left" valign="middle">80%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“[...] disciplinas introdutórias
                                [...]”, “[...] como instrutor de programação [...]”, ...</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">EPLnão</td>
                            <td align="left" valign="middle">EPL</td>
                            <td align="left" valign="middle">1</td>
                            <td align="left" valign="middle">20%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Não lecionei nada de programação...”,
                                ...</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">IEsim</td>
                            <td align="left" valign="middle">IE</td>
                            <td align="left" valign="middle">3</td>
                            <td align="left" valign="middle">60%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“[...] faculdade particular.”, “[...]
                                em outra escola de informática”,...</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">IEnão</td>
                            <td align="left" valign="middle">IE</td>
                            <td align="left" valign="middle">2</td>
                            <td align="left" valign="middle">40%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Não lecionei nada de programação antes
                                de entrar no IFFar.”, .</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">CEsim</td>
                            <td align="left" valign="middle">CE</td>
                            <td align="left" valign="middle">4</td>
                            <td align="left" valign="middle">80%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“[...] disciplinas
                                básicas(introdutórias) a programação”, “[...] disciplina de
                                Algoritmo e Programação [...]”, ...</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">CEnão</td>
                            <td align="left" valign="middle">CE</td>
                            <td align="left" valign="middle">1</td>
                            <td align="left" valign="middle">20%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Não lecionei nada de programação antes
                                de entrar no IFFar.”.</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN3">
                        <p>Fonte - De autoria própria</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>Além da dúvida sobre experiência docente além do IFFar, houve a necessidade de se
                buscar informações sobre a experiência docente em lógica de programação no próprio
                IFFar. As respostas dadas pelos entrevistados constam do <xref ref-type="table"
                    rid="T4">Quadro 4</xref>.</p>
            <table-wrap id="T4">
                <label>Quadro 4</label>
                <caption>
                    <title>Respostas do questionário ‘Docentes Survey’ para a ‘Questão 8 - Descreva
                        brevemente seu grau de experiência com ensino de programação em sua carreira
                        no Instituto Federal Farroupilha’</title>
                </caption>
                <table frame="box" rules="all">
                    <thead>
                        <tr>
                            <th align="left" valign="middle">ÍNDICE</th>
                            <th align="left" valign="middle">TITULO</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Resp. 1</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Lecionei programação algumas vezes nas
                                disciplinas de Programação do Técnico em Informática Integrado,
                                Subsequente e no Técnico em Informática para Internet Concomitante.
                                Creio que tenho uma boa experiência em lecionar essa
                                disciplina.”</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Resp. 2</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Desde que iniciei minhas atividades no
                                IFFar em 2011, leciono em disciplinas de programação nos 3 anos do
                                ensino médio integrado e em cursos subsequentes, com linguagens como
                                C, Pascal, Java e PHP”</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Resp. 3</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Ministrei uma vez durante o ensino
                                remoto uma disciplina de lógica de programaçãojunto a um curso
                                subsequente em manutenção e suporte em Informática”</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Resp. 4</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Ministrei as disciplinas de
                                programação I e programação II no curso Técnico em
                                Informática.”</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN4">
                        <p>Fonte - De autoria própria</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>As temáticas apuradas para análise da ‘Questão 8 - Descreva brevemente seu grau de
                experiência com ensino de programação em sua carreira no Instituto Federal
                Farroupilha:’ foram as que constam do <xref ref-type="table" rid="T5">Quadro
                    5</xref>.</p>
            <table-wrap id="T5">
                <label>Quadro 5</label>
                <caption>
                    <title>Temáticas apuradas da ‘Questão 8 - Descreva brevemente seu grau de
                        experiência com ensino de programação em sua carreira no Instituto Federal
                        Farroupilha’ do questionário ‘Docentes Survey’</title>
                </caption>
                <table frame="box" rules="all">
                    <thead>
                        <tr>
                            <th align="left" valign="middle">CÓDIGO</th>
                            <th align="left" valign="middle">DESCRIÇÃO</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">EL</td>
                            <td align="left" valign="middle">Experiência em Lecionar Detalhada</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">DL</td>
                            <td align="left" valign="middle">Disciplinas Lecionadas</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">NE</td>
                            <td align="left" valign="middle">Níveis de Ensino</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">LP</td>
                            <td align="left" valign="middle">Linguagens de Programação</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN5">
                        <p>Fonte - De autoria própria</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>A codificação, categorização e frequência de ocorrências constam do <xref
                    ref-type="table" rid="T6">Quadro 6</xref>.</p>
            <table-wrap id="T6">
                <label>Quadro 6</label>
                <caption>
                    <title>Codificação e categorização das respostas da ‘Questão 8 - Descreva
                        brevemente seu grau de experiência com ensino de programação em sua carreira
                        no Instituto Federal Farroupilha’ do questionário ‘Docentes Survey’</title>
                </caption>
                <table frame="box" rules="all">
                    <thead>
                        <tr>
                            <th align="center" valign="middle" rowspan="2">CÓDIGO</th>
                            <th align="center" valign="middle" rowspan="2">CATEGORIA</th>
                            <th align="center" valign="middle" colspan="2">FREQUÊNCIA</th>
                            <th align="left" valign="middle" rowspan="2">TRECHO DE RESPOSTA</th>
                        </tr>
                        <tr>
                            <th align="center" valign="middle">ABS.</th>
                            <th align="center" valign="middle">PERC.</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">ELsim</td>
                            <td align="left" valign="middle">EL</td>
                            <td align="left" valign="middle">4</td>
                            <td align="left" valign="middle">80%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Lecionei [...]”, “Ministrei
                                [...]”</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">ELnão</td>
                            <td align="left" valign="middle">EL</td>
                            <td align="left" valign="middle">0</td>
                            <td align="left" valign="middle">0%</td>
                            <td align="left" valign="middle">Um entrevistado se absteve de
                                responder.</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">ELx</td>
                            <td align="left" valign="middle">EL</td>
                            <td align="left" valign="middle">1</td>
                            <td align="left" valign="middle">20%</td>
                            <td align="left" valign="middle">Um entrevistado se absteve de
                                responder.</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">DLlógica</td>
                            <td align="left" valign="middle">DL</td>
                            <td align="left" valign="middle">4</td>
                            <td align="left" valign="middle">80%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“[...] lógica de programação [...]”,
                                “[...] Programação I e Programação “[...] programação [...]”,
                                ...</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">DLlógicax</td>
                            <td align="left" valign="middle">DL</td>
                            <td align="left" valign="middle">1</td>
                            <td align="left" valign="middle">20%</td>
                            <td align="left" valign="middle">Um entrevistado se absteve de
                                responder.</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">NEsub</td>
                            <td align="left" valign="middle">NE</td>
                            <td align="left" valign="middle">3</td>
                            <td align="left" valign="middle">60%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Subsequente[...]”,
                                “subsequentes[...]”, ...</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">NEconc</td>
                            <td align="left" valign="middle">NE</td>
                            <td align="left" valign="middle">1</td>
                            <td align="left" valign="middle">20%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Técnico em Informática [...]
                                Concomitante.”</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">NEint</td>
                            <td align="left" valign="middle">NE</td>
                            <td align="left" valign="middle">2</td>
                            <td align="left" valign="middle">40%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Técnico em Informática Integrado[.]”,
                                “[...] ensino médio integrado [...]”</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">NEmansup</td>
                            <td align="left" valign="middle">NE</td>
                            <td align="left" valign="middle">1</td>
                            <td align="left" valign="middle">20%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“[...] manutenção e suporte em
                                Informática.”</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">NEinternet</td>
                            <td align="left" valign="middle">NE</td>
                            <td align="left" valign="middle">1</td>
                            <td align="left" valign="middle">20%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“[.. .]Técnico em Informática para
                                Internet”</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">NEsem</td>
                            <td align="left" valign="middle">NE</td>
                            <td align="left" valign="middle">1</td>
                            <td align="left" valign="middle">20%</td>
                            <td align="left" valign="middle">Um entrevistado se absteve de
                                responder.</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN6">
                        <p>Fonte - De autoria própria</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>A última questão aberta e sujeita a análise de conteúdo buscou estabelecer uma
                provocação aos entrevistados sobre a percepção dos docentes quanto a dificuldades
                enfrentadas pelos alunos no avanço da aprendizagem em lógica de programação. As
                respostas dadas pelos entrevistados constam do <xref ref-type="table" rid="T7"
                    >Quadro 7</xref>.</p>
            <table-wrap id="T7">
                <label>Quadro 7</label>
                <caption>
                    <title>Respostas do questionário ‘Docentes Survey’ para a ‘Questão 9 - Descreva
                        brevemente as dificuldades mais perceptíveis, desde sua perspectiva, no
                        avanço da aprendizagem em programação:’</title>
                </caption>
                <table frame="box" rules="all">
                    <thead>
                        <tr>
                            <th align="left" valign="middle">ÍNDICE</th>
                            <th align="left" valign="middle">TÍTULO</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Resp. 1</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Conhecer a sintaxe da linguagem.”</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Resp. 2</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Os alunos têm dificuldades em várias
                                frentes. No primeiro eles tem dificuldade de entender o problema, ou
                                seja, é um problema de compreensão do que o enunciado pede.
                                Normalmente esse obstáculo é o mais difícil de transpor. Em seguida,
                                é difícil que os alunos consigam desmembrar o problema em partes que
                                possam ser resolvidos um após o outro. Após há a dificuldade com a
                                própria linguagem de programação, quanto à sintaxe e o que os
                                comandos realizam.”</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Resp. 3</td>
                            <td align="left" valign="middle">“A maior dificuldade se dá com relação
                                à lógica matemática. Creio que há uma insuficiência de conteúdos,
                                habilidades e competências nesta área por parte dos alunos,
                                insuficiência esta que vem desde a sua formação básica.”</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">Resp. 4</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Os alunos conseguem compreender parte
                                do conteúdo na maioria das vezes. A grande dificuldade é na
                                realização dos exercícios (principalmente no conteúdo denominado
                                estruturas de repetição).”</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN7">
                        <p>Fonte - De autoria própria</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>As temáticas apuradas para análise da ‘Questão 9 - Descreva brevemente as
                dificuldades mais perceptíveis, desde sua perspectiva, no avanço da aprendizagem em
                programação:’ foram as que constam do <xref ref-type="table" rid="T8">Quadro
                    8</xref>.</p>
            <table-wrap id="T8">
                <label>Quadro 8</label>
                <caption>
                    <title>Temáticas apuradas da ‘Questão 7 - Descreva brevemente as dificuldades
                        mais perceptíveis, desde sua perspectiva, no avanço da aprendizagem em
                        programação:’ do questionário ‘Docentes Survey’</title>
                </caption>
                <table frame="box" rules="all">
                    <thead>
                        <tr>
                            <th align="center" valign="middle">CÓDIGO</th>
                            <th align="center" valign="middle">DESCRIÇÃO</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">IP</td>
                            <td align="left" valign="middle">Interpretação de Problemas</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">PL</td>
                            <td align="left" valign="middle">Pensamento Lógico (padrões,
                                decomposições, abstrações e algoritmo</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">LP</td>
                            <td align="left" valign="middle">Linguagem de Programação</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN8">
                        <p>Fonte - De autoria própria</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>A codificação, categorização e frequência de ocorrências constam do <xref
                    ref-type="table" rid="T9">Quadro 9</xref>.</p>
            <table-wrap id="T9">
                <label>Quadro 9</label>
                <caption>
                    <title>Codificação e categorização das respostas da ‘Questão 9 - Descreva
                        brevemente as dificuldades mais perceptíveis, desde sua perspectiva, no
                        avanço da aprendizagem em programação:’ do questionário ‘Docentes
                        Survey’</title>
                </caption>
                <table frame="box" rules="all">
                    <thead>
                        <tr>
                            <th align="left" valign="middle" rowspan="2">CÓDIGO</th>
                            <th align="left" valign="middle" rowspan="2">CATEGORIA</th>
                            <th align="left" valign="middle" colspan="2">FREQUÊNCIA</th>
                            <th align="left" valign="middle" rowspan="2">TRECHO DE RESPOSTA</th>
                        </tr>
                        <tr>
                            <th align="left" valign="middle">ABS.</th>
                            <th align="left" valign="middle">PERC.</th>
                        </tr>
                    </thead>
                    <tbody>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">LPsim</td>
                            <td align="left" valign="middle">LP</td>
                            <td align="left" valign="middle">4</td>
                            <td align="left" valign="middle">80%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“Conhecer a sintaxe da linguagem.”,
                                “[...] utilizando as regras da linguagem escolhida.”, “[...]
                                (principalmente no conteúdo denominado estruturas de
                                repetição).”</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">LPnão</td>
                            <td align="left" valign="middle">LP</td>
                            <td align="left" valign="middle">1</td>
                            <td align="left" valign="middle">20%</td>
                            <td align="left" valign="middle">Não apresentaram referências a
                                problemas de linguagem de programação.</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">IPsim</td>
                            <td align="left" valign="middle">IP</td>
                            <td align="left" valign="middle">2</td>
                            <td align="left" valign="middle">40%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“[.] dificuldade de entender o
                                problema, ou seja, é um problema de compreensão do que o enunciado
                                pede.”, “Os alunos conseguem compreender parte do conteúdo na
                                maioria das vezes.”</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">IPnão</td>
                            <td align="left" valign="middle">IP</td>
                            <td align="left" valign="middle">3</td>
                            <td align="left" valign="middle">60%</td>
                            <td align="left" valign="middle">Não apresentaram manifestação sobre
                                interpretação de problemas.</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">PLcomprb</td>
                            <td align="left" valign="middle">PL</td>
                            <td align="left" valign="middle">3</td>
                            <td align="left" valign="middle">60%</td>
                            <td align="left" valign="middle">“[...] difícil que os alunos consigam
                                desmembrar o problema”, “[.] pensar de maneira lógica e ordenada
                                para descrever a solução”</td>
                        </tr>
                        <tr>
                            <td align="left" valign="middle">PLsemprb</td>
                            <td align="left" valign="middle">PL</td>
                            <td align="left" valign="middle">2</td>
                            <td align="left" valign="middle">40%</td>
                            <td align="left" valign="middle">Não houve manifestação sobre
                                problemas.</td>
                        </tr>
                    </tbody>
                </table>
                <table-wrap-foot>
                    <fn id="TFN9">
                        <p><bold>Fonte -</bold> De autoria própria</p>
                    </fn>
                </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
            <p>Da perspectiva de dados sobre metodologias alternativas, os resultados foram obtidos
                pela escala <italic>Likert</italic> e demonstram que as crenças sobre efetividade de
                aulas expositivas, na gradação de ‘1’ (Acredito que nada) a ‘5’ (Acredito que
                muito), se distribuem na proporção de 20% para grau ‘2’, 60% para grau ‘3’, e 20%
                para grau ‘4’. Os relatos sobre suas necessidades de complementação terem sido
                atendidas por materiais alternativos, de gradação entre ‘1’ (Nenhum material
                alternativo) e ‘5’ (Muitos materiais alternativos), se distribuíram na proporção de
                20% para grau ‘2’, 60% para grau ‘3’, e 20% para grau ‘4’. Acerca da percepção sobre
                o impacto do uso de outros materiais, na gradação de ‘1’ (Influenciou pouco) a ‘5’
                (Influenciou muito), se distribuem na proporção de 40% para grau ‘3’, e 60% para
                grau ‘4’. Finaliza-se com a percepção sobre crença do uso de materiais alternativos.
                Os resultados demonstram que a crença sobre a efetividade pelo uso de outros
                materiais adversos de computadores ou dispositivos eletrônicos para o ensino de
                lógica, na gradação de ‘1’ (Discordo plenamente) a ‘5’ (Concordo plenamente), se
                distribuem na proporção de 20% para para grau ‘2’, 60% para grau ‘4’, e 20% para
                grau ‘5’. <xref ref-type="bibr" rid="B11">Moura (2016)</xref> menciona a importância
                de computação desplugada como alternativa viável nas aulas de ensino de programação,
                uma vez que “ela reconhece que conteúdos lúdicos são muito importantes na
                aprendizagem e que as iniciativas lúdicas nas escolas potencializam a criatividade e
                contribuem para o desenvolvimento intelectual dos estudantes” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B11">Moura, 2016, p. 50</xref>).</p>
            <p>Ademais da apuração dos dados que seriam relevantes sobre as dificuldades dos alunos
                em componentes curriculares que envolvessem lógica de programação e potenciais uso
                de metodologias alternativas, que acabaram por ser confirmadas também no cenário em
                foco, percebem-se outros efeitos que fortalecem a percepção sobre uma aparente
                ‘tradição’ nos cursos de tecnologia.</p>
            <p>Observa-se que, embora a faixa etária predominante esteja entre 34 e 41 anos, ela se
                estende na verdade de 26 a mais de 42 anos. Com uma diferença de aproximadamente 20
                anos entre os participantes mais jovens e os mais velhos, evidenciam-se relações
                intergeracionais no grupo de docentes. Além disso, constatou-se que 80% dos
                entrevistados eram do sexo masculino, em contraste com 20% do sexo feminino. Esses
                dados quantitativos confirmam, no contexto da pesquisa, a persistência de um padrão
                recorrente em que cursos relacionados à tecnologia da informação atraem e retêm
                predominantemente participantes do sexo masculino. <xref ref-type="bibr" rid="B8"
                    >Feltrim e Martimiano (2019)</xref> expõem de maneira bastante clara em seu
                trabalho que a presença de mulheres na área de tecnologia em raras ocasiões superou
                a taxa de 30% em período sob análise de 1988 a 2017, para Ciência da Computação, e
                de 2001 a 2016, para Informática.</p>
            <p>A constante diminuição da participação das mulheres em cursos de ciência e tecnologia
                é evidenciada não apenas pela concordância dos resultados com dados de outras
                pesquisas, tanto em níveis institucionais de diferentes regiões, quanto em âmbito
                nacional de forma mais ampla, mas também pelo fato de que, no grupo de docentes
                entrevistados, apenas a de mais idade era do sexo feminino. Esse fato reforça a
                ideia de que não está ocorrendo renovação em grupo de docentes do sexo feminino,
                resultando em números alarmantes que suscitam preocupações significativas sobre a
                ausência da perspectiva feminina na tecnologia.</p>
            <p>Quanto à formação acadêmica, é notável que a distribuição dos professores, entre seus
                cursos de formação seja predominantemente em Ciência da Computação (dois
                entrevistados) ou Sistemas de Informação (dois entrevistados), seguido de Engenharia
                de Sistemas (um entrevistado). No que diz respeito aos níveis mais elevados de
                escolaridade, um entrevistado declarou possuir especialização em Educação
                Profissional Técnica e Tecnológica, enquanto, no nível de mestrado, os cursos que se
                destacaram foram, em sua maioria, Ciência da Computação (três entrevistados),
                seguido por Engenharia Elétrica (um entrevistado) e Educação em Ciências (um
                entrevistado). Finalmente, um entrevistado declarou possuir Doutorado em Educação em
                Ciências.</p>
            <p>Os dados confirmam a tendência de que a formação principal dos docentes na área sej a
                o bacharelado e tal situação não passa despercebida por pesquisadores. <xref
                    ref-type="bibr" rid="B1">Brancher, Rodrigues e Souza (2020)</xref> não apenas
                destacam a coexistência de dois grupos distintos de docentes no contexto da Educação
                Profissional e Tecnológica como expõem fragilidades inerentes a cada um dos grupos
                que exigem, no diálogo, o estabelecimento da complementaridade para um bem maior da
                formação integral dos alunos, quando mencionam:</p>
            <disp-quote>
                <p>Se por um lado há na Rede uma grande presença de bacharéis nos diversos ambientes
                    da Educação Profissional, sem conhecimentos pedagógicos necessários para uma
                    atuação que possa contribuir de forma mais efetiva com a formação dos
                    estudantes, por outro há a presença de profissionais oriundos de cursos de
                    Licenciaturas que têm pouco conhecimento do mundo do trabalho. Estabelecer esse
                    diálogo é fundamental para que tenhamos um processo educacional que realmente
                    consiga promover uma formação em sentido amplo, que possa sim contribuir para o
                    fortalecimento dos diversos ambientes de trabalho, mas que acima de tudo consiga
                    ajudar na formação integral dos estudantes (<xref ref-type="bibr" rid="B1"
                        >Brancher; Rodrigues; Souza, 2020</xref>, Prefácio).</p>
            </disp-quote>
            <p>No caso dos dados trazidos por este trabalho, apenas um dos entrevistados desenvolveu
                seu trajeto formativo para o contexto das licenciaturas, ao formar-se em curso de
                Licenciatura em Sistemas de Informação, tendo seus componentes didáticos e
                pedagógicos mais aprofundados.</p>
            <p>O que se percebe pela estrutura de ensino médio nos Institutos Federais é que existe
                uma equalização entre as formações do corpo docente, composto tanto por licenciados
                para componentes curriculares da formação básica, quanto por bacharéis para
                componentes curriculares da formação técnica. No entanto, não se observa uma
                convergência de formações nos mesmos profissionais que ministram componentes
                curriculares técnicos, para uma prática educativa mais integral em sala de aula.</p>
            <p>Fato é que a formação própria a bacharéis não fornece os componentes pedagógicos e
                didáticos necessários para uma condução mais ampla de sala de aula, mas, comparado
                com estudos vistos, o cenário da pesquisa apresenta um índice bastante considerável
                na busca por capacitação docente dado pelos cursos de Educação em Ciências ou
                Educação Profissional Técnica e Tecnológica indicados.</p>
            <p>O cenário de professores bacharéis não difere de dados levantados e esta pesquisa não
                foi capaz de identificar se essa tendência é influenciada pela demanda expressa em
                editais de concursos para docentes, por processos seletivos em instituições de
                ensino privadas ou por uma oferta desproporcional de bacharéis em relação a
                licenciados no mundo do trabalho.</p>
            <p>Os dados revelam que o tempo de experiência docente tem uma distribuição homogênea
                entre os períodos indicados, abrangendo desde 4 até mais de 19 anos, com maior
                incidência (moda) na faixa de 9-13 anos, e por meio da análise de conteúdo,
                verificou-se que os entrevistados possuem experiências diversas no ensino de lógica
                de programação em diferentes contextos e instituições de ensino ao longo de suas
                carreiras. Eles ministraram disciplinas introdutórias de programação e de
                algoritmos, em escolas de informática, faculdades particulares e universidades
                privadas.</p>
            <p>Além disso, observou-se que os entrevistados têm experiência em diversos contextos,
                abrangendo não apenas diferentes tipos de cursos (concomitante, subsequente ou
                integrado) e públicos, mas também modalidades de ensino (presencial ou remota,
                especialmente durante a pandemia). Portanto, é relevante destacar que todos os
                entrevistados possuem um histórico considerável de tempo e uma ampla diversidade de
                experiências no campo da docência, mesmo com formação predominantemente em
                bacharelado o que lhes confere grau considerável de notoriedade na emissão de suas
                percepções.</p>
            <p>Quando abordadas as questões relacionadas às dificuldades perceptíveis nos alunos,
                foi possível identificar as preocupações dos docentes em relação a compreensão de
                enunciados, desmembramentos de problemas, pensamento lógico e lógica matemática.
                Esses aspectos estão intrinsecamente relacionados ao reconhecimento de padrões,
                abstração, decomposição e algoritmos.</p>
            <p><xref ref-type="bibr" rid="B11">Moura (2016)</xref> demonstra que mesmo em cursos
                superiores de sistemas de informação na graduação, os problemas reportados pelos
                professores do IFFar possuem naturezas semelhantes. Nos cursos superiores são
                destacadas dificuldades como problemas com a sintaxe da linguagem de programação;
                res olver os erros em seus programas e para dividir o programa em funções. Essas
                questões exigem habilidades de reconhecimento de padrões, decodificação, abstração e
                criação de algoritmos, que são essenciais para uma compreensão mais profunda da
                lógica de programação e para resolução de problemas. Além disso, apontam que os
                alunos “possuem um tipo de conhecimento dito frágil...” (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B11">Moura, 2016, p. 15</xref>) e “incapacidade de combinar construtos...”
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Moura, 2016, p. 15</xref>) como desafios para a
                resolução de problemas.</p>
            <p>Apesar do trabalho de <xref ref-type="bibr" rid="B5">Deters <italic>et al.</italic>
                    (2008, p. 5</xref>, Tabela 1), que aponta a predominância de aulas expositivas
                com exercícios práticos (lista de exercícios) como estratégias de ensino, geralmente
                com avaliações individuais, ocasionalmente incluindo algum trabalho em grupo ou
                projeto. A pesquisa indicou uma certa indecisão dos docentes quanto à eficácia das
                aulas expositivas/tradicionais para a aprendizagem dos conteúdos de lógica de
                programação, uma vez que dos dados apurados constatou-se uma distribuição homogênea
                com uma moda entre ‘Acredito que nada - (1)’ e ‘Acredito que muito - (5)’. Essa
                incerteza pode indicar que a falta de material para avaliar melhor os instrumentos
                metodológicos inerentes às Licenciaturas se mostrem necessários neste ponto.</p>
            <p>No que diz respeito à necessidade de recorrer a materiais alternativos, os dados
                mostram uma distribuição homogênea com moda entre ‘Nenhum material alternativo -
                (1)’ e ‘Muitos materiais alternativos - (5)’. A partir destes dados, emerge a
                indicação de que, devido à indecisão sobre eficácia de aulas
                expositivas/tradicionais como suficientes para a aprendizagem dos conteúdos de
                lógica de programação, os professores optaram, em algum momento, por utilizar
                materiais alternativos em oposição a conteúdos puramente teóricos/expositivos.
                Também é importante destacar que, em relação à percepção da influência desses
                materiais alternativos, a moda concentra-se entre três e quatro indicando alguma
                percepção de relevância no uso desses materiais. Portanto, ao fazer uso de materiais
                distintos dos materiais expositivos tradicionais, o grupo de professores percebeu
                que a experiência resultou em uma influência moderada, tendendo a ser significativa,
                sugerindo a possibilidade de que os alunos tenham sido positivamente impactados.</p>
            <p>Ao serem questionados sobre sua percepção com relação ao uso de alternativas sem uso
                de computadores ou dispositivos eletrônicos para o ensino de lógica de programação
                (Computação Desplugada), a pesquisa revelou que todos os entrevistados têm opiniões
                definidas sobre o uso dessas alternativas de ensino para lógica de programação sem
                uso computadores ou tecnologias eletrônicas. Entre os entrevistados, 20% discordaram
                da possibilidade de ensinar conceitos básicos de lógica de programação sem uso de
                dispositivos eletrônicos, enquanto que 80% que concordaram ou concordaram
                plenamente.</p>
            <p>Em uma última análise, buscou-se em <xref ref-type="bibr" rid="B6">Enrique e Melena
                    (2023)</xref> a definição de grafos como “uma ferramenta matemática que se
                utiliza para analisar as redes de transporte e outros tipos de redes” (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B6">Enrique; Melena, 2023, p. 5</xref>). Por meio desse
                instrumento, foi possível uma última disposição das respostas, visível na ilustração
                da <xref ref-type="fig" rid="F1">Figura 1</xref>, que propiciou uma percepção
                emergente ao listar variáveis estatísticas do tipo categórica nominal e organizá-las
                em forma de grafo. Nessa disposição, é possível identificar que, mesmo que os
                entrevistados tenham diferentes origens, gêneros, faixas etárias, formações, tempos
                de docência e experiência profissionais no ensino, persiste em certa medida um
                modelo de ensino. No entanto, é amplamente compartilhada a percepção de que modelos
                alternativos de ensino têm relevância e, quando utilizados, impactam positivamente
                na aprendizagem dos alunos, com a maioria concordando com o uso de Computação
                Desplugada.</p>
            <p><fig id="F1">
                    <label>Figura 1</label>
                    <caption>
                        <title>Grafo de indicação da trilha de resposta a pesquisa</title>
                    </caption>
                    <graphic xlink:href="2175-795X-rp-42-02-e97748-gf01.tif"/>
                    <attrib>Fonte - De autoria própria</attrib>
                </fig></p>
            <p>Por meio da convergência das trajetórias das respostas, torna-se possível identificar
                que um grupo específico, formado de uma maneira particular, com uma trajetória
                específica, dentro de limites estabelecidos, mesmo que amplos a uma primeira vista,
                possa ser qualificado como detentor de um <italic>habitus</italic> próprio e interno
                (dos docentes) em contraposição a um <italic>habitus</italic> próprio e externo (dos
                alunos). Do encontro de <italic>habitus</italic> surge potencial para contribuir no
                cenário observado nos cursos de tecnologia, especialmente nos componentes
                curriculares relacionados à lógica de programação.</p>
            <p>A existência de <italic>habitus</italic> já foi exposta por <xref ref-type="bibr"
                    rid="B12">Silva (2005)</xref>. Em pesquisa realizada ao final da década de 1980,
                com grupos de cerca de 700 futuros professores, emergiu a informação de que ambos os
                entrevistados emitiram respostas que levaram à convergência em uma conclusão, “[.]
                diziam que se aprende a ensinar na sala de aula, ou seja, na prática, mas
                consideravam a didática como a disciplina que mais ensinava a dar aula, durante a
                formação” (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Silva, 2005, p. 154</xref>). Os
                entrevistados eram diferentes em vários aspectos como sociais, econômicos culturais
                e acadêmicos, oriundos de escolas de formação (habilitação para o magistério)
                pública ou privada, de diferentes cidades.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Conclusões</title>
            <p>Por meio dos dados apresentados nesta pesquisa ou de outras investigações mencionadas
                no referencial teórico, é possível identificar a existência de certos padrões
                observados no contexto dos cursos em tecnologias. Tais padrões partem da
                constituição de grupos identitários de alunos, docentes licenciados e docentes
                bacharéis.</p>
            <p>O grupo dos alunos está sujeito, logo nos primeiros semestres, ao enfrentamento de
                uma barreira de entrada e continuidade nos componentes curriculares que envolvem
                lógica de programação com grandes índices de reprovação e evasão, sendo identificado
                este como o ponto de maior vulnerabilidade dos cursos de tecnologia. E que, apesar
                de vários trabalhos a respeito, mantém muita variabilidade sobre as reais
                causas.</p>
            <p>O grupo dos docentes caracteriza-se por menor proporção de licenciados em relação ao
                de bacharéis e menor proporção da participação de integrantes do sexo feminino.
                Desse ponto, surgem duas questões, a primeira é que se pode estar testemunhando,
                pela representatividade atual de professoras e pesquisas passadas, um reflexo do que
                foi a formação de gêneros nas pesquisas em anos anteriores, o que nos leva a
                refletir sobre potencial indicativo de que a constante diminuição que persiste
                poderá refletir no desaparecimento futuro de professoras, como um prognóstico dos
                cursos de tecnologia.</p>
            <p>Mostra-se urgente uma necessidade de aprofundar as análises sobre fatores que
                contribuem para essa disparidade de gênero, ressaltando a importância de desenvolver
                estratégias eficazes que promovam a igualdade de gênero no âmbito acadêmico e
                profissional nessas áreas e análise do reflexo para os cursos.</p>
            <p>A segunda questão é que, nesses grupos, os integrantes se assemelham mesmo sem
                necessariamente movimentos coordenados, o que evidencia a existência de um
                    <italic>habitus,</italic> e que pode moldar um cenário interno e de dinâmica
                aparentemente padronizada, nos cursos de tecnologia. Quando múltiplas variações de
                dados tão díspares são observadas, mas convergindo para as mesmas consequências e
                essas demonstram continuidade no tempo, emerge uma necessidade de expandir o escopo
                do estudo para outros elementos não considerados até então. Faz-se necessário
                investigar a possibilidade de uma relação causal entre as situações mencionadas e o
                atrito existente entre <italic>habitus</italic> interno docente, estabelecido nas
                instituições de ensino, e <italic>habitus</italic> externo discente, definido pela
                formação pregressa dos alunos que ingressam nos cursos na área de tecnologia. Essa
                questão não pode ser ignorada, uma vez que introduz um grau significativo de
                complexidade na resolução do problema no processo ensino-aprendizagem para
                componentes curriculares que envolvam lógica de programação e pode reverter a
                tendencia histórica de medidas sem solução do quadro.</p>
            <p>Por outro lado, mesmo com tamanha complexidade verificada nesse cenário, é possível
                perceber que existem oportunidades facilitadoras oferecidas por métodos
                alternativos, como computação desplugada, que não apenas são reconhecidos pelos
                docentes como podem ser utilizadas, mas que, aparentemente, não são implementadas
                por situações não detectadas, mas que dependeriam da ruptura do
                    <italic>habitus</italic> do docente bacharel. Isso pode demandar uma elaboração
                sistemática de abordagens que contemplem a exploração desses métodos, colaborando
                assim com os docentes nas responsabilidades por desenvolver tais estratégias,
                impedidos pelas rotinas inerentes a seus <italic>habitus.</italic></p>
            <p>Destaca-se que entre os trabalhos apurados parcela considerável busca apurar dados
                sobre evasão e repetência, limitando-se a atuar nas questões estatísticas do
                fenômeno. Outra parcela menor busca intervir com metodologias para auxiliar no
                processo de aprendizagem, é neste campo que inicialmente buscou-se realizar a
                pesquisa. Mas uma parcela pequena busca caracterizar elementos mais amplos e
                periféricos, o <italic>habitus</italic> dos grupos, sem definir essa nomenclatura
                como o cerne da questão, mas atacando-a. Torna-se necessário, dessa forma, um
                mapeamento sistemático de tais fatores, que compõem e caracterizam os
                    <italic>habitus</italic> dos grupos de docentes e alunos, identificando como se
                dá essa dinâmica.</p>
        </sec>
    </body>
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                    <article-title>Análise de Sobrevivência: um estudo de caso em um Curso de
                        Sistemas de Informação</article-title>
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