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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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                <journal-title>PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA
                    EDUCAÇÃO</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE
                    CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO</abbrev-journal-title>
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            <issn pub-type="epub">2175-795X</issn>
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                <publisher-name>Universidade Federal de Santa Catarina</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="doi">10.5007/2175-795X.2024.e97884</article-id>
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                <subj-group subj-group-type="heading">
                    <subject>Artigo</subject>
                </subj-group>
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            <title-group>
                <article-title>Percepções docente e discente sobre o uso de filmes e séries em aulas
                    de inglês</article-title>
                <trans-title-group xml:lang="en">
                    <trans-title>Teacher and student perceptions about the use of movies and series
                        in English classes</trans-title>
                </trans-title-group>
                <trans-title-group xml:lang="es">
                    <trans-title>Percepciones de profesores y alumnos sobre el uso de películas y
                        series en las clases de inglés</trans-title>
                </trans-title-group>
            </title-group>
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                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0009-0003-7745-7754</contrib-id>
                    <name>
                        <surname>Bollis</surname>
                        <given-names>Andrei Zandoná</given-names>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Campos</surname>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Piovezana</surname>
                        <given-names>Leonel</given-names>
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                <institution content-type="orgname">Universidade Comunitária da Região de Chapecó,
                    Unochapecó</institution>
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                    Unochapecó, SC, Brasil, E-mail: andrei.bolis@gmail.com,
                    https://orcid.org/0009-0003-7745-7754</institution>
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                    Tecnologia de Santa Catarina, IFSC, Brasil, E-mail: fgallego@gmail.com,
                    https://orcid.org/0000-0002-7995-395X</institution>
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                <institution content-type="original">Universidade Comunitária da Região de Chapecó,
                    Unochapecó, SC, Brasil, E-mail: leonel@unochapeco.edu.br,
                    https://orcid.org/0000-0001-8577-319X</institution>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
                        distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
                        que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
                </license>
            </permissions>
            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>Este estudo tem como objetivo analisar a percepção de docente e discente do uso
                    de filmes e séries em aulas de Língua Inglesa de nível pré-intermediário. A
                    pesquisa se estruturou em três etapas: levantamento bibliográfico, pesquisa de
                    campo e análise dos dados, tendo como referências Napolitano (2009a; 2009b),
                    Duarte (2002), Gomes (2006) e Sousa (2016; 2017). Participaram 30 estudantes de
                    nível pré-intermediário e três professoras de inglês. Pesquisa de abordagem
                    qualitativa, semiestruturada e com aplicação de questionários online, que
                    resultou no entendimento de que, em relação à percepção discente, a maioria dos
                    estudantes gosta e demonstrou adquirir novos conhecimentos com filmes e séries;
                    sente-se motivado e mais confortável para se expressar. Quanto à percepção
                    docente em relação à sua prática pedagógica, as professoras utilizam-se dos
                    filmes e séries como uma forma de diversificar as aulas, tornando-as mais
                    dinâmicas e mantendo o objetivo de aprendizagem. Tanto docentes quanto discentes
                    demonstraram que apreciam o uso de filmes e séries em sala de aula, percebendo
                    que a seleção desses desperta a atenção, auxilia nas habilidades do inglês e
                    ajuda a aprender mais sobre as gírias e novos conhecimentos. Consideram
                    importante o tempo utilizado com filmes e séries, como forma de entender melhor
                    a pronúncia das palavras e ficarem mais familiarizados com a língua inglesa. O
                    conhecimento adquirido por meio de filmes e séries em inglês, assistidos em sala
                    de aula, contribui de forma significativa e crítica para o processo
                    ensino-aprendizagem, como contributo à teoria pedagógica.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>This study aims to analyze the perception of teachers and students of the use of
                    movies and series in pre-intermediate English language classes. The research was
                    structured in three stages: bibliographic survey, field research and data
                    analysis, using Napolitano (2009a; 2009b), Duarte (2002), Gomes (2006) and Sousa
                    (2016; 2017) as references. Thirty pre-intermediate students and three English
                    teachers participated. Research with a qualitative, semi-structured approach and
                    the application of online questionnaires that resulted in the understanding that
                    in relation to student perception, the majority of students like it and
                    demonstrated that they acquire new knowledge from movies and series; they feel
                    motivated and more comfortable expressing themselves. As for the teaching
                    perception in relation to their pedagogical practice, teachers use movies and
                    series as a way to diversify their classes, making them more dynamic and
                    maintaining the learning goals. Both teachers and students demonstrated that
                    they appreciate the use of movies and series in the classroom, realizing that
                    their selection attracts attention, helps with English skills and helps to learn
                    more about slang and new knowledge. They consider the time spent watching movies
                    and series important, as a way to better understand the pronunciation of words
                    and become more familiar with the English language. The knowledge acquired
                    through movies and series in English watched in the classroom contributes
                    significantly and critically to the teaching-learning process, as a contribution
                    to pedagogical theory.</p>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="fr">
                <title>Resumé</title>
                <p>Este estudio tiene como objetivo analizar la percepción de profesores y alumnos
                    sobre el uso de películas y series en las clases de inglés en el nivel
                    pre-intermedio. La investigación se estructuró en tres etapas: estudio
                    bibliográfico, investigación de campo y análisis de datos, tomando como
                    referencia Napolitano (2009a; 2009b), Duarte (2002), Gomes (2006) y Sousa (2016;
                    2017). Participaron 30 alumnos de nivel pre-intermedio y tres profesores de
                    inglés. El estudio cualitativo, semiestructurado y con cuestionarios online,
                    permitió entender que, en cuanto a la percepción de los alumnos, a la mayoría de
                    ellos les gusta y han demostrado que adquieren nuevos conocimientos con las
                    películas y series; se sienten motivados y más cómodos expresándose. En cuanto a
                    la percepción de los profesores sobre su práctica docente, utilizan esas
                    herramientas como forma de diversificar las clases, hacerlas más dinámicas y
                    mantener el objetivo de aprendizaje. Tanto los profesores como los alumnos han
                    demostrado que aprecian el uso de obras audiovisuales en el aula, al darse
                    cuenta de que la selección de éstas despierta la atención, ayuda con las
                    habilidades en inglés y a aprender más sobre el argot y nuevos conocimientos.
                    Consideran importante dedicar tiempo a las películas y series como forma de
                    comprender mejor la pronunciación de las palabras y familiarizarse con la lengua
                    inglesa. Los conocimientos adquiridos a través de las películas y series en
                    inglés que se ven en clase contribuyen de forma significativa y crítica al
                    proceso de enseñanza-aprendizaje, como aportación a la teoría pedagógica.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Percepção</kwd>
                <kwd>Ensino-aprendizagem</kwd>
                <kwd>Língua inglesa</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Perception</kwd>
                <kwd>Teaching-learning</kwd>
                <kwd>English language</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="fr">
                <title>Mots-clés:</title>
                <kwd>Percepción</kwd>
                <kwd>Enseñanza-aprendizaje</kwd>
                <kwd>Idioma en Inglés</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>No mundo globalizado, é cada vez maior a necessidade de aprender uma nova língua,
                principalmente o inglês, por ser utilizada como segunda língua em muitos países.
                    <xref ref-type="bibr" rid="B13">Mitchell e Myles (1998)</xref> consideram que
                segunda língua abrange o termo “língua estrangeira” e pode ser definida como
                qualquer língua que não seja a língua materna do falante/aprendiz. De acordo com os
                Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN): terceiro e quarto ciclos do ensino
                fundamental – Língua Estrangeira (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Brasil, 1998, p.
                    65</xref>) “o inglês, dá acesso à ciência e à tecnologia modernas, à comunicação
                intercultural, ao mundo dos negócios e a outros modos de se conceber a vida humana”.
                Então, é possível perceber a necessidade de o professor inovar e buscar diferentes
                técnicas, métodos e recursos tecnológicos que facilitem o processo de aprendizagem
                em sala de aula.</p>
            <p>O uso do cinema, aqui abrangendo filmes e séries, não somente como mídia, mas como
                produto cultural ou arte, pode contribuir na motivação dos estudantes em aprenderem
                a língua inglesa. É um recurso que pode proporcionar o desenvolvimento da
                criticidade, pois, de acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B10">Franco
                    (2016)</xref>, promove a reflexão de valores sociais, culturais e ideológicos,
                seja da atualidade seja de outra época, aproximando a realidade e a sala de aula.
                    <xref ref-type="bibr" rid="B7">Duarte (2002)</xref> argumenta que o cinema é uma
                prática social tão importante na formação cultural e educacional quanto obras
                literárias, filosóficas e sociológicas. Além disso, o professor de Língua Inglesa
                poderá fazer com que o aluno tenha contato com a língua em uso e também explorar o
                desenvolvimento das quatro habilidades (<italic>listening, reading, writing</italic>
                e <italic>speaking</italic>), bem como gramática, pronúncia, literatura, contato com
                outras culturas e promoção da criticidade, entre outros aspectos. Neste sentido,
                    <xref ref-type="bibr" rid="B15">Napolitano (2009b)</xref> diz que o cinema pode
                conter diversos elementos em seu campo estético e que, a partir dos filmes, sempre
                existem diferentes possibilidades e assuntos para serem trabalhados em sala de
                aula.</p>
            <p>Neste contexto, este artigo tem como objetivo geral analisar as percepções docente e
                discente do uso de filmes e séries em aulas de Língua Inglesa. Para se chegar ao
                objetivo geral, foram traçados três objetivos específicos: (1) identificar a
                percepção discente em relação ao uso de filmes e séries em aulas de Língua Inglesa;
                (2) identificar a percepção docente em relação à sua prática pedagógica com uso de
                filmes e séries; (3) comparar as percepções docente e discente em relação ao uso de
                filmes e séries em aulas de Língua Inglesa. Quanto ao aporte teórico, apresenta como
                referências <xref ref-type="bibr" rid="B14">Napolitano (2009a</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B15">2009b</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B7">Duarte
                    (2002)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B11">Gomes (2006)</xref> e <xref
                    ref-type="bibr" rid="B20">Sousa (2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B21"
                    >2017</xref>). A pesquisa foi realizada em uma escola de idiomas, com 30 alunos
                do nível pré-intermediário de 10 turmas diferentes e suas três respectivas
                professoras. Para isso, utilizou-se a teoria pedagógica que, de acordo com <xref
                    ref-type="bibr" rid="B18">Saviani (1991)</xref>, aborda as especificidades dos
                estudos pedagógicos e preocupa-se com os elementos necessários para a constituição
                de cada ser humano e formas adequadas de alcançar esse objetivo.</p>
            <sec>
                <title>Aquisição da língua inglesa: métodos e estratégias</title>
                <p>A aquisição de uma segunda língua tornou-se uma demanda ainda maior no mundo
                    globalizado. Professores têm utilizado diversos métodos para fazer com que os
                    alunos tenham contato com a língua inglesa. Atualmente, a popularização do
                    cinema, com o avanço da tecnologia e mais acesso a ela, permitiu que esse novo
                    recurso pudesse ser mais utilizado em sala de aula para a aquisição da língua
                    inglesa. <xref ref-type="bibr" rid="B11">Gomes (2006)</xref> aponta que filmes
                    podem ser um excelente recurso didático, por ser um material autêntico, cuja
                    utilização possibilita que sejam trabalhadas situações reais fazendo com que os
                    alunos tenham contato com outras formas linguísticas e não somente as utilizadas
                    para fins didáticos, permitindo assim que compreendam melhor a língua
                    estrangeira. De mesmo modo, <xref ref-type="bibr" rid="B6">Cunha (2007)</xref>
                    mostra que a exposição da língua por meio de filmes legendados permite a
                    possibilidade de ensino de diversas habilidades na língua estrangeira.</p>
                <p>Sendo assim, os métodos utilizados pelo professor podem facilitar a aquisição de
                    uma segunda língua. De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B8">Falasca
                        (2012)</xref>, a aquisição de uma segunda língua pode envolver um grande
                    número de variáveis, pois enquanto alguns alunos conseguem alcançar o
                    desenvolvimento da língua estrangeira de determinada forma, outros podem não
                    conseguir. Para isso, é necessário que o professor faça uso de diferentes
                    estratégias, como o uso da prática da linguagem verbal, escrita e oral, por meio
                    de atividades relacionadas à realidade em que o aluno está inserido. O contato
                    constante com o vocabulário pode permitir o aumento da produção oral da língua
                    estrangeira. O trabalho com filmes e séries em sala de aula permite que o aluno
                    esteja em contato com ela, facilitando assim seu aprendizado e aquisição,
                    levando essa prática para casa e ampliando, desta forma, sua exposição à língua
                    alvo.</p>
                <p><bold>Ensino de habilidades de língua inglesa a partir do cinema</bold></p>
                <p>Alguns estudos afirmam a importância das possibilidades que o cinema oferece para
                    se trabalhar habilidades de língua inglesa. <xref ref-type="bibr" rid="B16"
                        >Poças (2013, p. 1</xref>, tradução nossa) diz que “assistir a um filme é
                    uma maneira perfeita de aprender uma língua estrangeira em contexto e ser
                    exposto a conversas da vida real e novas frases e vocabulário do dia a dia”<xref
                        ref-type="fn" rid="fn1">1</xref>, permitindo assim o desenvolvimento de
                    habilidades críticas e de pensamento. Nesse sentido, professores começaram a
                    utilizar filmes e séries com diferentes intuitos, inclusive o de aumentar o
                    vocabulário dos alunos. Consequentemente, novas palavras, expressões e gírias
                    podem ser adquiridas. <xref ref-type="bibr" rid="B25">Vermeer (1992)</xref> diz
                    que o conhecimento de novas palavras é fundamental para ser compreendido e para
                    o aprendizado de uma nova língua. Por meio da aquisição desse novo vocabulário,
                    o professor pode criar diversas atividades de <italic>writing</italic> para
                    auxiliar no aprendizado dessas novas palavras, podendo trabalhar conteúdos
                    gramaticais, semânticos, sintáticos, entre outros com os alunos.</p>
                <p>O uso de cinema também pode contribuir para melhorar a pronúncia e a habilidade
                    do <italic>speaking</italic>. Com a globalização, é cada vez maior a necessidade
                    de comunicação com outros países e culturas – seja para trabalho seja para lazer
                    –, e de se acessar informações e conhecimentos que só estão disponíveis em
                    língua inglesa (língua da ciência). Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B12"
                        >Holden e Rogers (2002)</xref>, é necessário compreender a importância da
                    pronúncia em uma língua estrangeira, pois quanto melhor for a pronúncia e a
                    inteligibilidade do aluno, melhor ele será compreendido por outras pessoas.</p>
                <p>O <italic>listening</italic> e o <italic>reading</italic> são outras habilidades
                    que podem ser bastante exploradas com o cinema. Filmes e séries legendados e com
                    o áudio em inglês permitem o contato do aluno com a língua inglesa e, ao mesmo
                    tempo, o exercício da leitura. <xref ref-type="bibr" rid="B4">Caimi
                        (2009)</xref> diz que ver filmes legendados é uma experiência comunicativa
                    que perpassa o linguístico, pois é transmitida ao mesmo tempo nos canais de
                    comunicação falado e escrito. Assim, exercitam a compreensão auditiva e a
                    leitura, tendo o apoio de estímulos visuais e do enredo do filme. <xref
                        ref-type="bibr" rid="B20">Sousa (2018)</xref> afirma que é necessária uma
                    boa qualidade da legenda em língua inglesa desse filme, pois, caso contrário,
                    poderá comprometer a compreensão do texto audiovisual. Em seu artigo sobre o uso
                    de filmes legendados em sala de aula para a aquisição vocabular em língua
                    inglesa, os testes realizados tiveram como resultados a demonstração de uma
                    grande aquisição vocabular. Quando comparado os pré-testes e os pós-testes, ele
                    verificou a aquisição vocabular de 56,48% dos itens que compõem a carência
                    lexical dos participantes (32,75%) (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Sousa,
                        2018</xref>).</p>
                <p>Já <xref ref-type="bibr" rid="B11">Gomes (2006)</xref>, no seu artigo sobre o uso
                    de filmes legendados para o desenvolvimento da proficiência oral dos aprendizes,
                    percebeu que a habilidade de compreensão oral dos alunos expostos aos filmes
                    aumentou, mas a compreensão oral daqueles que não assistiam aos filmes
                    legendados também teve uma melhora semelhante e, no final, os dois grupos de
                    alunos estavam no mesmo nível. Já na produção oral, os alunos expostos aos
                    filmes demonstraram-se mais fluentes do que os outros. Ele constatou que eles
                    falavam mais rápido e com menos pausas, expressavam-se com maior clareza e
                    criatividade e apresentavam discurso mais denso.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>A criticidade com o uso de filmes/séries no aprendizado da língua
                    inglesa</title>
                <p>O cinema, em suas diversas formas, como documentários, relatos históricos,
                    baseados em vida real, entre outros, pode propor uma leitura crítica de mundo,
                    de conhecimento popular ou científico. Além disso, pode denunciar demandas
                    sociais, políticas, econômicas e ambientais, relacionando os conhecimentos
                    locais aos globais, conforme o que é proposto nos PCN (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B3">Brasil, 1998</xref>), como aspectos que devem ser compreendidos e
                    refletidos pelos alunos. Assim, o professor poderá trabalhar a visão crítica de
                    mundo dos alunos, explorando diversos aspectos das obras, como o seu local
                    social e institucional, estilo e conceitos de linguagem, identidade, cultura,
                    realidade, leitura, contexto social, entre outros (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B22">Takaki, 2012</xref>). A partir da compreensão desses pontos, o
                    aluno terá uma visão expandida, passando a ter suas próprias análises e
                    interpretações sociais e históricas.</p>
                <p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B2">Bertoldi e Pallú (2013)</xref>, o
                    ensino da língua inglesa é fundamental para o desenvolvimento integral do
                    indivíduo, proporcionando aos alunos novas experiências de vida e os permitindo
                    dialogarem com o mundo multicultural. A aprendizagem da língua inglesa permite a
                    aquisição de habilidades e também pode permitir melhor entendimento da própria
                    língua materna.</p>
                <p>Outro ponto importante que pode ser trabalhado é a cultura. É possível perceber
                    que filmes e séries apresentam uma linguagem autêntica, assim o aluno passará a
                    ter contato com um novo contexto e com diferentes realidades. A partir disso,
                    será possível compreender, por exemplo, gírias, expressões de linguagem e
                    linguagem coloquial de determinada cultura. Consoante às ideias de <xref
                        ref-type="bibr" rid="B14">Napolitano (2009a, p. 14)</xref> “[...] todo filme
                    é uma representação encenada da realidade social e todo filme é produto de uma
                    linguagem com regras técnicas e estéticas que podem variar conforme as opções
                    dos realizadores”. Para <xref ref-type="bibr" rid="B5">Claval (2011)</xref>,
                    cultura é um conjunto de práticas, conhecimento, atitudes e crenças, que podem
                    ser adquiridos por meio de transmissão, ensino e aprendizagem. Essa transmissão
                    pode ocorrer diretamente pela palavra, pela escrita ou pelas mídias modernas.
                    Assim, filmes, como mídias modernas, podem ser fundamentais para a aquisição das
                    línguas estrangeiras e da cultura em que estão imersas.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Cinema e educação</title>
                <p>Cinema e educação podem estar relacionados durante o trabalho em sala de aula. De
                    acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B7">Duarte (2002)</xref>, graças a
                    atitudes individuais, professores começaram a promover a discussão de filmes com
                    alunos e assim ajudaram a construir a valorização do cinema na escola como uma
                    importante fonte de conhecimento. Ela também fala que é necessário encontrar
                    maneiras adequadas de estimular o gosto pelo cinema e que é preciso apreciar o
                    contexto em que os filmes foram produzidos, além de avaliar e identificar o que
                    se pode tomar como forma de reflexão da sociedade em que as pessoas estão
                    inseridas, pois, a partir do cinema, podem ser trabalhadas diversas coisas, como
                    crenças, valores e diferentes visões do mundo.</p>
                <p>O professor precisa, então, realizar um trabalho criterioso para a utilização do
                    cinema como material didático. O filme ou série selecionado deve trazer alguma
                    questão relevante para a discussão, para a realização de atividades e para a
                    formação dos estudantes. Assim, pode-se relacionar com o contexto em que o aluno
                    está inserido, ou auxiliar na construção de significados de contextos
                    diferentes. Desse modo, <xref ref-type="bibr" rid="B20">Sousa (2016)</xref>
                    mostra que é também importante considerar o conhecimento prévio do aluno no
                    momento da escolha de determinado material ou estratégia didática. Já o contexto
                    é um elemento determinante para o aprendizado dos alunos e os fatores
                    extralinguísticos podem facilitar essa compreensão. O filme ou série também deve
                    ser condizente com a faixa etária do aluno. Nesse sentido, como salienta <xref
                        ref-type="bibr" rid="B9">Fonseca (2004)</xref>, é necessária a preparação
                    prévia do professor, isso quer dizer que ele deve ter domínio do filme e clareza
                    para a utilização do mesmo em sala de aula, pensar nos objetivos para propor as
                    atividades e o que espera alcançar após a realização do trabalho.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Percepção do docente e discente</title>
                <p>É também preciso compreender se a percepção do docente e do discente é a mesma em
                    relação ao uso de filmes e séries para a aquisição da língua inglesa. É preciso
                    investigar se a forma como o professor trabalha com os filmes e séries promove o
                    aprimoramento da língua e se o discente considera esse momento proveitoso ou
                    não. Conforme e de acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B15">Napolitano
                        (2009b)</xref>, o professor que quer trabalhar com cinema deve se perguntar
                    se o filme/série é adequado para a faixa etária do aluno, se perguntar sobre
                    como trabalhar na disciplina dele ou se existe a possibilidade de trabalhar de
                    forma interdisciplinar, e também sobre a cultura cinematográfica dos alunos.
                    Assim, é preciso a reflexão para que filmes e séries sejam aplicados de uma
                    maneira eficiente.</p>
                <p>Além disso, é preciso ter a tecnologia disponível para a realização do trabalho
                    em sala de aula, junto com a disponibilidade de tempo para a elaboração de
                    atividades. Sendo assim, precisa estar ciente que empecilhos podem acontecer e
                    que pode encontrar diversas dificuldades, é necessária persistência para
                    conseguir alcançar os objetivos propostos. Isso pode ser relacionado com o que
                    diz os Parâmetros Curriculares Nacionais da Língua Estrangeira (PCNLE) (1998),
                    que mostram que a aprendizagem em sala de aula é um desafio diário.</p>
                <p>A pesquisa se estruturou em três etapas: levantamento bibliográfico sobre o tema;
                    pesquisa de campo; e análise dos dados e informações levantados. Devido ao
                    contexto da pandemia de COVID-19, a pesquisa de campo foi realizada remotamente.
                    Os participantes foram 3 professoras e 30 alunos de nível pré-intermediário. As
                    professoras que responderam ao questionário têm 23, 30 e 35 anos e 5, 11 e 15
                    anos de experiência docente, respectivamente. Duas são formadas em Letras Inglês
                    e a uma é formada em Letras Português-Inglês. Os alunos são do nível
                    pré-intermediário, com idades entre 13 e 25 anos (com média etária de 15 anos),
                    sendo 70% do sexo feminino e 30% do sexo masculino.</p>
                <p>Para ambos os grupos, foram aplicados questionários <italic>online</italic>
                        (<italic>Google Forms</italic>), disponíveis entre os dias 15 e 29 de julho.
                    As professoras responderam ao questionário, que era composto por 6 perguntas
                    gerais (5 abertas e 1 fechada) e 26 perguntas relacionadas ao uso de
                    filmes/séries em sala de aula (19 fechadas e 7 abertas). Dentre os discentes, 30
                    dos 58 alunos – o que representa 51,7% do universo da pesquisa (cursantes do
                    nível pré-intermediário) – responderam ao questionário, composto por 3 perguntas
                    gerais (2 fechadas e 1 aberta) e 27 perguntas relacionadas ao uso de
                    filmes/séries em sala de aula (21 fechadas e 6 abertas).</p>
                <p>Os dados foram analisados a partir da análise de conteúdo, na qual, de acordo com
                        <xref ref-type="bibr" rid="B19">Silva e Fossá (2015)</xref>, começa com a
                    pré-análise, em que os principais conceitos são colocados no referencial
                    teórico, estabelecendo assim indicadores para a interpretação dos dados
                    coletados. Após isso, ocorre a exploração do material, que consiste na
                    codificação, considerando recortes dos textos, definição das regras de contagem
                    e a classificação e agregação de informações. O material coletado é organizado
                    em unidades de registro, são identificadas as palavras-chave, é feito um resumo
                    de cada parágrafo e depois se realiza a categorização. Por fim, ocorre o
                    tratamento de resultados, inferência e interpretação. É feita uma análise
                    comparativa mostrando os aspectos semelhantes e diferentes.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Percepções sobre as formas com que filmes e séries são trabalhados em sala de
                    aula</title>
                <p>Os 30 alunos de nível pré-intermediário que responderam ao questionário tinham
                    como pergunta: “Por que você estuda Inglês?”. Podendo marcar mais do que uma
                    alternativa, 26 alunos (86,7%) responderam estudar inglês porque acham
                    importante; 24 (80%), para encontrar um bom trabalho; 24 (80%), para a
                    comunicação com/em outros países; 22 (73,3%), para viajar no futuro; 16 (53,3%),
                    porque gostam; 16 (53,3%), porque é a língua universal; 13 (43,3%), porque
                    gostariam de morar fora do Brasil; 12 (40%), para compreender filmes e séries; 9
                    (30%), para entender letras de músicas; 8 (26,7%), para se comunicar na
                    internet; 5 (16,7%), para jogos e 1 (3,3%), porque é obrigado pelos pais. A
                    maioria dos alunos considera importante estudar inglês, seja para encontrar um
                    bom emprego seja para a comunicação. Além disso, pode-se destacar que 12 alunos
                    (40%) estudam inglês para compreender filmes e séries e 9 (30%) para entender
                    letras de músicas. Apropriar-se de produtos culturais pode não ser a finalidade
                    principal, mas não significa que não considerem esses produtos como importantes
                    para atingir os objetivos deles.</p>
                <p>Comparando os mesmos dados somente com alunos de 13 a 16 anos (26 alunos), 23
                    alunos (88,4%) responderam estudar inglês porque acham importante; 21 (80,7%),
                    para encontrar um bom trabalho; 21 (80,7%), para a comunicação com/em outros
                    países; 18 (69,2%), para viajar no futuro; 14 (53,8%), porque gostam; 14
                    (53,8%), porque é a língua universal; 12 (46,1%), porque gostariam de morar fora
                    do Brasil; 10 (38,4%), para compreender filmes e séries; 7 (26,9%), para
                    entender letras de músicas; 7 (26,9%), para se comunicar na internet; 4 (15,3%),
                    para jogos e 1 (3,8%), porque é obrigado pelos pais (aluno de 14 anos, do sexo
                    masculino). A maioria dos alunos considera importante estudar inglês, seja para
                    encontrar um bom emprego ou para a comunicação. Para a opção compreender filmes
                    e séries, 38,4% desses alunos consideram importante o aprendizado do inglês.</p>
                <p>Já dentre os alunos de 17 a 25 anos (4 alunos), 4 (100%) responderam que para
                    viajar no futuro; 3 (75%), porque acham importante; 3 (75%), para encontrar um
                    bom trabalho; 3 (75%), para a comunicação com/em outros países; 2 (50%), porque
                    gostam; 2 (50%), porque é a língua universal; 2 (50%), para entender letras de
                    músicas; 2 (50%), para compreender filmes e séries; 1 (25%), porque gostaria de
                    morar fora do Brasil; 1 (25%), para se comunicar na internet. Nenhum aluno
                    assinalou para jogos ou porque é obrigado pelos pais. Todos os alunos consideram
                    importante estudar inglês para viajar no futuro. Para a opção “Compreender
                    filmes e séries”, 50% desses alunos consideram importante o aprendizado do
                    inglês.</p>
                <p>As 3 professoras foram questionadas: “Por que você acredita ser importante uma
                    pessoa aprender Inglês atualmente?”. A P1 respondeu que “estudar uma língua
                    estrangeira permite aos alunos expandirem sua mente, ter experiências incríveis
                    e é um pré-requisito para ser bem-sucedido em qualquer área de atuação”. A P2
                    disse que é uma língua de comunicação mundial (não apenas com determinados
                    países). A P3 disse que, como o inglês é uma língua universal, por meio dele
                    podemos conhecer outras culturas, conversar e negociar com pessoas de todos os
                    lugares. Alunos e professores apresentaram percepções parecidas em relação à
                    importância do aprendizado do inglês, o que vem de encontro com o que diz os PCN
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Brasil, 1998</xref>), que mostram que o
                    inglês possibilita o acesso a novos trabalhos em escala mundial, a novos
                    conhecimentos (ciências, tecnologia etc.) e também permite a comunicação
                    intercultural. Também, de acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B23">Totis
                        (1991)</xref>, o inglês possibilita o acesso à ciência, à literatura e a
                    qualquer manifestação cultural. É também a língua dos negócios e a língua em que
                    foi produzida metade da literatura científica do mundo. Além disso, está
                    relacionada ao desenvolvimento econômico e tecnológico e é a língua mais falada
                    em intercâmbios internacionais.</p>
                <p>Após isso, os alunos foram questionados: “Com que frequência sua professora da
                    escola de idiomas utiliza filmes/séries em sala de aula?”, para a qual 22 alunos
                    (73,3%) responderam “às vezes” e 8 alunos (26,7%) responderam “quase nunca”. Os
                    alunos que responderam quase nunca são de turmas variadas, o que se pode
                    especular a vontade de quererem assistir mais em aula. Na pergunta: “Com que
                    frequência você utiliza filmes/séries em sala de aula?”, considerando o nível
                    pré-intermediário, 2 (66,6%) professoras responderam quase sempre e 1 (33,3%),
                    às vezes. As professoras apresentam uma percepção de que a frequência com que
                    trabalham filmes/séries em sala de aula é maior do que a percepção dos alunos,
                    isto pode estar relacionado com a percepção dos alunos de que “sempre” pode
                    significar <italic>todas as aulas</italic> e não <italic>sempre que é
                        possível</italic>. Outra possível explicação é que os alunos podem não
                    lembrar de todas as vezes que foram trabalhados filmes/séries.</p>
                <p>Aos alunos foi pedido: “Cite exemplos de atividades realizadas utilizando
                    filmes/séries na escola de idiomas (se possível, cite o nome dos filmes/séries e
                    o que foi trabalhado pelo professor)”. Dentre as respostas, 10 alunos citaram a
                    série <italic>Friends</italic> (e comentaram que foram realizadas diversas
                    atividades, questionários, interpretação, jogos e praticaram o
                        <italic>listening, writing</italic> e <italic>speaking</italic>; também
                    observaram expressões da língua inglesa); 3 citaram o filme <italic>Shawshank
                        Redemption</italic> (citaram que foi realizado um relatório, uma lista de
                    perguntas e também foi comentado sobre o filme); 3 citaram o filme <italic>Just
                        Go with It</italic> (trabalhado o <italic>listening</italic>); 2 citaram o
                    filme <italic>Harry Potter</italic> (foram realizados questionários e
                    atividades); 2 citaram <italic>Forrest Gump</italic>; 1 citou o filme
                        <italic>Get Out</italic>; e outro citou o filme <italic>The Green
                        Mile</italic>. 5 alunos não citaram filmes, mas comentaram sobre as
                    atividades trabalhadas como quiz, questionários, jogos,
                        <italic>speaking</italic> e gírias. Os alunos também comentaram que
                    trabalharam vídeos curtos de algumas histórias. Além dessas respostas, uma aluna
                    (17 anos) escreveu:</p>
                <disp-quote>
                    <p>Dentre as atividades que são realizadas com séries e filmes em inglês, está
                        envolvida a própria compreensão do que está sendo falado ou, então, a
                        prática de associarmos as legendas as falas, assim, treinamos o nosso
                        cérebro para compreender os diálogos e aprender novas palavras, o que é
                        muito importante, pois ajuda muito a ter uma noção do inglês e de como
                        usá-lo em diálogos normais. Além disso, também são feitas atividades
                        práticas e exercícios para testarmos o quanto conseguimos entender e para
                        fixar mais o que aprendemos.</p>
                </disp-quote>
                <p>Para as professoras, foi feita a mesma pergunta. A P1 escreveu que foram
                    trabalhados os filmes/séries <italic>Forrest Gump, The Tourist, Shawshank
                        Redemption, Harry Potter, Mr. Holland’s Opus, Friends, Pretty Little Liars,
                        Just Go with It</italic> e documentários diversos. Ela trabalhou com
                    interpretação, questionários sobre o filme, atividades de
                        <italic>listening</italic> e <italic>speaking</italic>, jogos, discussão
                    sobre diversos temas abordados nos filmes e séries, e produção de pequenos
                    textos expondo opinião. A P2 citou que trabalhou com <italic>Just Go with
                        It</italic> (atividades de interpretação, fala e escrita); <italic>Shawshank
                        Redemption</italic> (assistir algumas partes sem áudio e legenda para
                    estimular a criatividade deles, expressarem a opinião do que estava
                    acontecendo); <italic>Forrest Gump</italic> (os alunos, antes de assistir,
                    tinham que escrever um pequeno texto contando o que achavam que ia acontecer no
                    final do filme); episódios de <italic>Friends, Gossip Girl, Modern
                        Family</italic> (jogos da memória com expressões/vocabulários que apareciam
                    na série, jogos de tabuleiro com perguntas sobre tal episódio assistido, jogos
                    como <italic>“Mosquito Game”</italic> entre outros). A P3 trabalhou a
                    compreensão de filmes como <italic>Forrest Gump</italic> e <italic>Harry
                        Potter</italic> e outras atividades de <italic>listening</italic> com vídeos
                    mais curtos. Com essa questão, observa-se que alunos e professores apresentam
                    uma percepção parecida da importância e da forma como os filmes/séries foram
                    trabalhados, bem como a lista de filmes/séries apresentados por alunos e
                    professoras é semelhante (o que pode demonstrar que os trabalhos com
                    filmes/séries tendem a ser lembrados pelos alunos).</p>
                <p>Na pergunta: “O que você acha da seleção de filmes/séries feitas pelo professor?”
                    (era possível marcar mais de uma alternativa), 26 alunos (86,7%) assinalaram que
                    são adequados para o nível de inglês; 22 (73,3%), que gostam dos filmes/séries
                    selecionados; 5 (16,7%), que preferem filmes/séries mais recentes; 3 (10%), que
                    são muito avançados para o nível de inglês; 2 (6,7%), que são muito básicos para
                    o nível de inglês; e 1 (3,3%), que prefere filmes/séries de outros gêneros
                    (aluna de 14 anos). Nenhum aluno assinalou a opção “Não desperta o interesse” e
                    a opção “Não gosta dos filmes/séries selecionados”. A maioria dos alunos aprova
                    os filmes selecionados pelas professoras.</p>
                <p>Na pergunta: “Como são trabalhados os filmes/séries em sala de aula?”, as
                    respostas com maior incidência por parte dos alunos foi que os filmes e séries
                    nunca são exibidos com áudio em português (73,3%); que sempre são exibidos com
                    áudio em inglês e legenda em português (46,6%); que às vezes são exibidos com
                    áudio e legenda em inglês (33,3%); e que nunca são exibidos com áudio em inglês
                    e sem legenda (50%).</p>
                <p>No que diz respeito as respostas das professoras para a mesma pergunta, apenas
                    uma respondeu que quase nunca usa filmes ou séries com áudio em português e com
                    legenda em inglês (as outras duas responderam que nunca); duas responderam usar
                    filmes e séries com áudio em inglês e legenda em português (a outra disse que
                    nunca); duas responderam que quase sempre exibem filmes e séries com áudio e
                    legenda em inglês, uma faz isso sempre; já a prática de exibir filmes e séries
                    com áudio em inglês e sem legenda é realizada por uma professora quase sempre,
                    por outra quase nunca e pela terceira, nunca. É possível observar que as
                    professoras possuem práticas bastante diferentes para turmas do mesmo nível, o
                    que pode ser o fator que leva os alunos a terem percepções tão diferentes entre
                    eles.</p>
                <p>Quanto à importância do trabalho com filmes/séries, 12 alunos (40%) responderam
                    ser importante; 11 alunos (36,6%), muito importante; 4 alunos (13,3%),
                    razoavelmente importante; e 3 alunos (10%), pouco importante. Nenhum respondeu
                    não ser importante. Na mesma questão, as 3 professoras responderam ser muito
                    importante.</p>
                <p>Apesar de a maioria dos alunos ter respondido importante ou muito importante, a
                    percepção geral das professoras é de maior importância se comparada com a
                    percepção geral dos alunos. Isto pode estar ligado a uma maior consciência delas
                    em relação a esta importância no trabalho pedagógico. Professoras apresentam
                    experiência e vivência em diversas turmas e com trabalho constante em sala de
                    aula, podendo, assim, perceber a evolução no inglês de seus alunos a partir do
                    uso de filmes e séries em sala de aula. De acordo com <xref ref-type="bibr"
                        rid="B1">Bernardet (2006, p. 80)</xref>, “no ato de ver e assimilar um
                    filme, o público transforma-o, interpreta-o, em função de suas vivências,
                    inquietações, aspirações”. Assim, acredita-se que professoras apresentem
                    vivências e aspirações diferentes dos alunos, por praticarem com diversas
                    turmas, diferentes assuntos, temas e contextos.</p>
                <p>Na questão: “Você acredita que o tempo utilizado com filme/série em sala de aula
                    deveria ser aproveitado de outra forma? Justifique sua resposta”, 25 (83,3%)
                    responderam que não; 2 (6,6%), que sim; 1 (3,3%), às vezes (aluno de 14 anos); 1
                    (3,3%), que depende da situação (aluna de 15 anos); e 1 (3,3%) não respondeu
                    (aluna de 17 anos).</p>
                <p>Os motivos apontados pelos que disseram que o tempo utilizado com filmes é
                    proveitoso foram: porque trabalha o <italic>listening</italic> (11 alunos;
                    36,6%); porque trabalha o <italic>speaking</italic> (5; 16,6%)<italic>;</italic>
                    porque auxilia na compreensão de uma forma divertida (3; 10%); porque finaliza o
                    conteúdo por meio de atividades (2; 6,6%); e porque possibilita também sair
                    somente da teoria (2; 6,6%). Dois alunos não justificaram. Destacamos a
                    justificativa de um aluno: “Permanecer somente na gramática, te impossibilita de
                    praticar outras áreas como o <italic>speaking</italic> e o
                        <italic>listening</italic>, que são extremamente importantes. Além do que,
                    em filmes, é comum a utilização de gírias e expressões que mais tardiamente
                    podem ser trabalhadas”. Dentre os alunos que responderam que o tempo deveria ser
                    utilizado de outra forma, 1 (3,3%) justificou que não considera importante o uso
                    de filmes e o outro não justificou.</p>
                <p>Na mesma questão, a P1 disse que procura aproveitar o tempo da melhor maneira
                    possível e que às vezes os alunos preferem outras atividades, mas que adoram
                    quando trabalha com filmes. A P2 disse que muitos alunos gostam (principalmente
                    os adolescentes) e que ela considera proveitoso, pois não é só simplesmente
                    passar o filme ou série: são realizadas atividades (fala, interpretação,
                    escrita) em que os alunos participam usando o inglês de uma maneira mais
                    divertida. A P3 disse que é proveitoso, pois pode trabalhar de diversas formas
                    as habilidades da língua.</p>
                <p>As professoras e a maioria dos alunos consideram importante o tempo utilizado com
                    filmes em sala de aula e, além disso, percebem a importância deles em sala de
                    aula como nas respostas dadas anteriormente. <xref ref-type="bibr" rid="B15"
                        >Napolitano (2009b)</xref> também mostra a importância do uso de filmes,
                    seja como meio cultural ou com temas transversais, como cidadania, meio
                    ambiente, sexualidade, diversidade etc. Ele também mostra que a preocupação das
                    professoras em aproveitar o tempo da melhor forma possível relaciona-se com a
                    necessidade de indagação para preparar e propor atividades com filmes e séries
                    que sejam adequadas para a idade, conteúdo e cultura cinematográfica dos
                    alunos.</p>
                <p>Na pergunta: “Você tem alguma dificuldade quando a professora trabalha com
                    filmes/séries?”, em que era possível marcar mais de uma alternativa, 20 alunos
                    (66,7%) assinalaram que não têm dificuldades; 11 (36, 6%) responderam ter
                    dificuldades com gírias e expressões; 3 (10%), que não conseguem acompanhar a
                    legenda; 2 (6,7%), que ficam ansiosos; 1 (3,3%), que não consegue entender o
                    áudio em inglês; e 1 (3,3%), que às vezes não consegue acompanhar a legenda. As
                    opções “Não consigo me concentrar” e “Tenho dificuldades com as atividades
                    propostas pela professora” não foram assinaladas.</p>
                <p>As professoras também responderam sobre as dificuldades de se trabalhar com
                    filmes e séries em sala de aula. A P1 disse que tem dificuldades porque os
                    alunos reclamam dos personagens falarem muito rápido, dificultando o
                    entendimento, do sotaque (os alunos estão mais acostumados com o inglês
                    americano) e das legendas, que às vezes não condizem com o que os atores falam.
                    A P2 disse que não tem dificuldades em trabalhar os filmes em aula, mas que às
                    vezes tem dificuldade no planejamento (difícil encontrar ou desenvolver
                    atividades diferentes). A P3 disse que tem dificuldades porque, às vezes, em uma
                    mesma turma, os níveis de inglês dos alunos são diferentes. Diante das
                    dificuldades apresentadas, as professoras precisam pensar em suas turmas e nos
                    filmes e séries selecionados para desafiar os alunos e, ao mesmo tempo, tentar
                    evitar problemas como os citados por elas, ou seja, conforme <xref
                        ref-type="bibr" rid="B9">Fonseca (2004)</xref>, é necessária a preparação
                    prévia do professor, precisando pensar nos objetivos para a preparação das
                    atividades e o que almeja alcançar com o que será proposto.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Percepções quanto ao aprendizado e às dificuldades</title>
                <p>Na pergunta: “Quando a professora utiliza filmes/séries em sala de aula, com que
                    frequência trabalha a habilidade de <italic>listening</italic>?”, os alunos
                    deveriam responder em uma escala de 1 a 5 (sendo 1 nunca e 5 sempre). 16 alunos
                    (53,3%) escolheram a opção 5 (sempre); 13 (43,3%) escolheram a opção 4 (quase
                    sempre); e 1 (3,3%) escolheu a opção 3 (às vezes). Já na pergunta: “E quando a
                    professora utiliza filmes/séries em sala de aula, quanto você aprende/desenvolve
                    a habilidade de <italic>listening</italic>?” (também de 1 a 5), 13 alunos
                    (43,3%) escolheram a opção 5 (muito); 11 (36.6%), a opção 4 (consideravelmente);
                    3 (10%), a opção 3 (razoavelmente); e 3 (10%), a opção 2 (pouco). Já as 3
                    professoras responderam que quase sempre que utilizam filmes ou séries trabalham
                    a habilidade de <italic>listening</italic>. Em relação à aprendizagem desta
                    habilidade, 2 professoras (66,6%) escolheram a opção 4 (consideravelmente); e 1
                    (33,3%), a opção 3 (razoavelmente). É possível observar que, referente ao
                        <italic>listening</italic>, alunos apresentaram uma percepção maior
                    referente à frequência em que é trabalhado em sala de aula e também uma
                    percepção maior em relação ao aprendizado dessa habilidade.</p>
                <p>As mesmas perguntas foram feitas em relação à habilidade de
                        <italic>speaking.</italic> Em relação à frequência trabalhada, 8 alunos
                    (26,6%) marcaram a opção 3 (às vezes); 8 (26,6%), a opção 2 (quase nunca); 7
                    (23,3%), a opção 5 (sempre); e 7 (23,3%), a opção 4 (quase sempre). Já na
                    pergunta em relação à aprendizagem do <italic>speaking</italic>, 11 alunos
                    (36,6%) escolheram a opção 3 (razoavelmente); 6 (20%), a opção 2 (pouco); 6
                    (20%), a opção 5 (muito); 6 (20%), a opção 4 (consideravelmente); e 1 (3,3%)
                    escolheu a opção 1 (nada). Na visão das professoras sobre a frequência com que
                    trabalham a habilidade de <italic>speaking</italic>, 1 professora (33,3%)
                    escolheu a opção 5 (sempre); 1 (33,3%), a opção 4 (quase sempre); e 1 (33,3%), a
                    opção 3 (às vezes). Em relação à percepção de quanto o aluno aprende/adquire a
                    habilidade de <italic>speaking</italic>, 2 professoras (66,6%) responderam 4
                    (consideravelmente); e 1 professora (33,3%) escolheu a opção 3 (razoavelmente).
                    As professoras apresentaram uma percepção de maior frequência com que o
                        <italic>speaking</italic> é trabalhado em sala de aula e também uma
                    percepção maior em relação ao aprendizado desta habilidade.</p>
                <p>Em relação à habilidade de <italic>reading</italic>, 10 alunos (33,3%)
                    assinalaram que esta habilidade é quase nunca (opção 2) trabalhada a partir de
                    filmes/séries; 9 (30%) marcaram a opção 5 (sempre); 7 (23,3%), a opção 4 (quase
                    sempre); e 4 (13,3%), a opção 3 (às vezes). Em relação à aprendizagem de
                        <italic>reading</italic>, 9 alunos (30%) marcaram a opção 4
                    (consideravelmente); 7 (23,3%), a opção 5 (muito); 7 (23,3%), a opção 2 (pouco);
                    6 (20%), a opção 3 (razoavelmente); e 1 aluno (3,3%) escolheu a opção 1 (nada).
                    Sobre frequência que trabalham a habilidade de <italic>reading</italic> com
                    filmes e séries, 1 professora (33,3%) escolheu a opção 4 (quase sempre); 1
                    (33,3%), a opção 3 (às vezes) e 1 (33,3%), a opção 2 (quase nunca). Quanto à
                    percepção da aprendizagem desta habilidade a partir de atividades com filme e
                    série por parte dos alunos, 2 professoras (66,6%) marcaram 3 (razoavelmente); e
                    1 (33,3%) marcou 4 (consideravelmente). Alunos apresentaram uma percepção de
                    maior frequência de que o <italic>reading</italic> é trabalhado a partir de
                    filmes e séries e também uma percepção de maior aprendizado desta
                    habilidade.</p>
                <p>Em relação à frequência do trabalho da habilidade de <italic>writing</italic> a
                    partir de filmes/séries, 9 alunos (30%) responderam a opção 3 (às vezes); 8
                    (26,6%), a opção 5 (sempre); 6 (20%), a opção 4 (quase sempre); 5 (16,6%), a
                    opção 2 (quase nunca); e 2 (6,6%), a opção 1 (nunca). Em relação ao aprendizado
                    desta habilidade a partir de filmes/séries, 8 alunos (26,6%) escolheram a opção
                    5 (muito); 8 (26,6%), a opção 4 (consideravelmente); 6 (20%), a opção 3
                    (razoavelmente); 6 (20%), a opção 2 (pouco); e (6,6%) escolheram a opção 1
                    (nada). Sobre a frequência com que trabalham a habilidade de
                        <italic>writing</italic> a partir de filmes e séries, 2 professoras (66,6%)
                    escolheram a opção 3 (às vezes); e 1 (33,3%), a opção 4 (quase sempre). Quanto à
                    percepção de quanto o aluno aprende/adquire a habilidade de
                        <italic>writing</italic> a partir de trabalho com filmes e séries, 2
                    professoras (66,6%) escolheram a opção 3 (razoavelmente); e 1 (33,3%), a opção 4
                    (consideravelmente). Diante do <italic>writing</italic>, alunos apresentaram uma
                    percepção de maior frequência com que é trabalhada esta habilidade e também
                    apresentaram uma percepção maior de aprendizado com
                    <italic>writing</italic>.</p>
                <p>Diante das quatro habilidades da língua inglesa, o <italic>listening</italic> foi
                    o que os alunos perceberam que mais foi trabalhado em sala de aula, com nota
                    média de 4,50 (notas de 1 a 5). O <italic>listening</italic> também foi outra
                    habilidade que os alunos perceberam que aprendem mais, com nota média de 4,13. A
                    percepção dos alunos diante do <italic>listening</italic> pode justificar-se
                    pelo contato direto com o inglês enquanto assistem ao filme ou série. <xref
                        ref-type="bibr" rid="B4">Caimi (2009)</xref> mostra que, a partir do cinema,
                    os alunos exercitam o <italic>listening</italic>, tendo o apoio de estímulos
                    visuais e do enredo para auxiliar na compreensão oral.</p>
                <p>Já entre as professoras, o <italic>listening</italic> e <italic>speaking</italic>
                    são as habilidades que elas percebem que mais trabalham com nota média de 4.
                    Também percebem que o <italic>listening</italic> e <italic>speaking</italic> são
                    as habilidades que os alunos mais aprendem, com nota média de 3,66. Em relação à
                    essas duas habilidades, as professoras podem perceber a importância da
                    comunicação e inteligibilidade. <xref ref-type="bibr" rid="B17">Santos
                        (2000)</xref> mostra a importância de se trabalhar a competência oral do
                    aluno, pensando na importância do desenvolvimento comunicativo. A comunicação
                    pode ocorrer por inúmeros meios, mas é com a comunicabilidade que ocorre as
                    maiores relações sociais.</p>
                <p>Na pergunta: “Quando a professora utiliza filmes/séries em sala de aula, com que
                    frequência relaciona regras de gramática com o filme/série?”, 9 alunos (30%)
                    responderam a opção 3 (às vezes); 8 (26,6%), a opção 4 (quase sempre); 6 (20%),
                    a opção 2 (quase nunca); 5 (16,6%), a opção 5 (sempre); e 2 (6,6%) a opção 1
                    (nunca). Já na questão: “E quando a professora utiliza filmes/séries em sala de
                    aula, quanto você aprende gramática a partir do filme/série?”, 10 alunos (33,3%)
                    escolheram a opção 4 (consideravelmente); 9 (30%), a opção 3 (razoavelmente); 5
                    (16,6%), a opção 2 (pouco); 3 (10%), a opção 5 (muito); e 3 (10%) escolheram a
                    opção 1 (nada). Em relação à frequência com que relaciona gramática com o filme
                    e série, 2 professoras (66,6%) marcaram 3 (às vezes); e 1 (33,3%) marcou 1
                    (nunca). Sobre a percepção de quanto o aluno aprende gramática a partir de
                    filmes e séries, 1 professora (33,3%) respondeu 4 (consideravelmente); 1
                    (33,3%), escolheu a opção 2 (pouco); e 1 (33,3%), a opção 1 (nada). Quanto ao
                    trabalho com regras de gramática a partir do uso de filmes e séries, alunos
                    apresentaram uma compreensão maior em relação à frequência que é trabalhado e
                    também em relação ao aprendizado. Deve-se lembrar também que a língua é
                    gramática.</p>
                <p>As mesmas perguntas foram feitas em relação à pronúncia. No que diz respeito à
                    frequência com que é trabalhada a pronúncia a partir de filmes e séries, 10
                    alunos (33,3%) escolheram a opção 5 (sempre); 10 (33,3%), a opção 4 (quase
                    sempre); 7 (23,3%), a opção 3 (às vezes); 2 (6,6%), a opção 2 (quase nunca); e 1
                    (3,3%), a opção 1 (nunca). Quanto à aprendizagem de pronúncia a partir de filmes
                    e séries, 14 alunos (46,6%) escolheram a opção 5 (muito); 9 (30%), a opção 4
                    (consideravelmente); 6 (20%), a opção 3 (razoavelmente); e 1 (3,3%) escolheu a
                    opção 2 (pouco). Sobre a frequência do trabalho com pronúncia a partir de
                    filmes/séries, 2 professoras (66,6%) escolheram a opção 4 (quase sempre); 1
                    (33,3%), a opção 3 (às vezes). Já sobre o aprendizado, 1 professora (33,3%)
                    escolheu a opção 5 (muito); 1 (33,3%), a opção 4 (consideravelmente); e 1
                    (33,3%), a opção 3 (razoavelmente). Alunos apresentaram uma percepção de maior
                    frequência com que é trabalhada a pronúncia a partir de filmes/séries e também
                    apresentaram uma percepção de maior aprendizado comparado com as professoras.
                    Deve-se pensar também que regras de pronúncia podem não serem trabalhadas, mas
                    que com o <italic>input</italic> oral ocorre a aprendizagem da mesma.</p>
                <p>Diante da gramática e da pronúncia, a pronúncia foi o que os alunos perceberam
                    que mais foi trabalhado em sala de aula, com nota média de 3,86. A pronúncia
                    também foi a que os alunos perceberam que aprendem mais, com nota média de 4,2.
                    Já entre as professoras, a pronúncia também foi a que elas percebem que mais
                    trabalham, com nota média de 3,66. Também percebem que a pronúncia é a que os
                    alunos mais aprendem, com nota média de 4.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Percepções sobre a aprendizagem de inglês para além das habilidades</title>
                <p>Na pergunta: “Você acredita que filmes/séries possibilitam o aprendizado de uma
                    cultura diferente?”, 13 alunos (43,3%) escolheram a opção 5; 10 (33,3%), a opção
                    4; e 7 (23,3%), a opção 3. Já na questão: “E quando a professora utiliza
                    filmes/séries em sala de aula, quanto você aprende/conhece sobre novas
                    culturas?”, 13 alunos (43,3%) assinalaram a opção 5; 11 (36,6%), a opção 3; e 6
                    (20%), a opção 4. As três professoras responderam que os filmes e séries são
                    ótimas formas de possibilitar o aprendizado de uma nova cultura (opção 5). Já na
                    percepção de quanto os alunos aprendem sobre novas culturas quando filmes ou
                    séries são usados em sala de aula, 2 professoras (66,6%) escolheram a opção 4 e
                    1 (33,3%), a opção 5. Deve-se pensar que só não será mostrada outra cultura se a
                    sua própria cultura estiver sendo retratada.</p>
                <p>Às professoras também foi pedido para dar exemplos de como filmes/séries podem
                    ajudar no aprendizado de uma nova cultura. A P1 respondeu que por meio da
                    linguagem, vocabulário específico de determinados lugares, produtos apresentados
                    e estilo de vida. A P2 disse que por meio da utilização de gírias, da
                    representação da rotina das pessoas (sempre traz algo que é específico de cada
                    lugar onde o filme está acontecendo), dos países/cidades onde o filme foi
                    filmado (interesse de saber onde fica, se esse lugar realmente existe ou não). E
                    a P3 disse que os filmes mostram de forma prática como são as diversas culturas,
                    complementando o que os alunos estudaram nos livros.</p>
                <p>As professoras percebem que novas culturas são trabalhadas mais frequentemente do
                    que os alunos, além de apresentarem percepção de maior aprendizado de novas
                    culturas a partir de filmes/séries do que os alunos percebem. Isso demonstra que
                    elas estão de acordo com as ideias de <xref ref-type="bibr" rid="B15">Napolitano
                        (2009b)</xref>, que diz que filmes mostram a importância da representação da
                    realidade social. Os alunos também apresentaram percepção de grande frequência e
                    aprendizagem de cultura a partir do uso de filmes/séries.</p>
                <p>Na pergunta: “Você acredita que o uso de filmes/séries em sala de aula faz com
                    que você veja o mundo de uma forma mais crítica?”, 11 alunos (36,6%) assinalaram
                    a opção 4; 9 (30%), a opção 3; 6 (20%), a opção 5; 2 (6,6%), a opção 2; e 2
                    (6,6%), a opção 1. Na questão: “Justifique a resposta anterior”, 10 alunos
                    (33,3%) disseram que mostra uma forma diferente de refletir e pensar; 5 (16,6%),
                    que analisa melhor cada ponto de vista e cotidiano apresentado; 3 (10%), que
                    abordam assuntos importantes; 3 (10%), que apresentam novas realidades; 3 alunos
                    (10%) comentaram que depende do filme/série assistido; 2 (6,6%), que os
                    filmes/séries geram reflexões sobre os temas abordados; 1 (3,3%) comentou
                    “porque por meio deles vemos as diferenças culturais, desde desigualdades até
                    modos de vivência, que muitas vezes é desconhecido a nós”; 1 aluno (3,3%)
                    respondeu que filmes/séries não mudam a forma de pensar; e 2 alunos (6,6%) não
                    apresentaram nenhuma justificativa.</p>
                <p>Ao serem questionadas se o uso de filmes e séries em sala de aula faz com que o
                    aluno veja o mundo de uma forma mais crítica, 1 professora (33,3%) escolheu a
                    opção 5; 1 (33,3%), a opção 4; e 1 (33,3%), a opção 3.</p>
                <p>Nas justificativas, a P1 disse que depende do aluno, pois há alunos que gostam de
                    expor suas opiniões, que são realmente críticos em diversas situações, mas, ao
                    mesmo tempo, há alunos que assistem a filmes somente por diversão, não prestam
                    muita atenção na língua, tampouco expõem suas opiniões. A P2 acredita que filmes
                    e séries fazem com que o aluno gere sua própria opinião sobre os fatos e também
                    diz que pede que os alunos compartilhem essa opinião com os colegas. A P3
                    acredita que, por meio dos filmes, os alunos podem aprender sobre culturas
                    diferentes e podem ter diferentes olhares sobre vários assuntos, já que saem de
                    sua zona de conforto. As ideias propostas pelas professoras estão de acordo com
                        <xref ref-type="bibr" rid="B22">Takaki (2012)</xref>, que mostra que os
                    filmes/séries podem explorar diversos aspectos das obras e, consequentemente, no
                    olhar crítico dos alunos. Há estudos que mostram que crianças bilíngues se
                    tornam adultos menos preconceituosos e mais abertos para o diferente, justamente
                    pela língua ser marca de uma cultura.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Percepções sobre a aprendizagem de inglês para além das habilidades</title>
                <p>Na questão: “Você fica mais motivado em aulas ou em atividades que são
                    desenvolvidas a partir de filmes/séries? Justifique”, 24 alunos (80%)
                    responderam que sim; 3 (10%), às vezes; 1 (3,3%), que é indiferente; 1 (3,3%),
                    que não; e 1 (3,3%) não respondeu. Dos que responderam que sim, 8 (26,6%)
                    justificaram por ser uma forma diferente de aprender; 7 (23,3%), por sair do
                    livro e fazer atividades diferentes e mais dinâmicas; 4 (13,3%), por praticar
                        <italic>listening, speaking</italic> e <italic>writing</italic>; 1 (3,3%),
                    por fazer prestar mais atenção na aula; 1 (3,3%), por perceber a aprendizagem
                    (“Acredito que são mais interessantes porque você tem o filme na sua frente, e
                    depois é testado. Ao perceber que conseguimos realizar as atividades com
                    tranquilidade, comprovamos nosso entendimento, por fim percebemos nossa evolução
                    e interação com a língua.”); e, ainda, 3 (10%) dos que responderam que sim não
                    justificaram.</p>
                <p>As três professoras responderam que percebem que os alunos ficam mais motivados
                    quando filmes e séries são utilizados em sala de aula. A P1 escreveu que,
                    principalmente quando utiliza filmes ou seriados que eles gostam, a aula fica
                    mais dinâmica, os alunos interagem mais, tornando a aula mais divertida. A P2
                    disse que os alunos gostam de atividades de ouvir e falar, e não somente
                    atividades de escrever. A P3 justificou que são atividades diferentes que não
                    deixam de trabalhar as quatro habilidades e, ainda, eles podem sair um pouco da
                    rotina de usar sempre o livro em aula. A motivação mostrada pela maioria dos
                    alunos pode influenciá-los a realizar as atividades propostas pelo professor e,
                    consequentemente, o aumento do aprendizado (<xref ref-type="bibr" rid="B24"
                        >Ushioda, 2003</xref>).</p>
                <p>Na questão: “Qual sua percepção sobre o uso de filmes/séries em sala de aula?”,
                    em que era possível assinalar mais de uma alternativa, 25 alunos (83,3%)
                    disseram que gostam bastante; 22 (73,3%), que adquirem novos conhecimentos; 11
                    (36, 7%), que sentem-se motivados; 9 (30%), que sentem-se mais confortáveis para
                    se expressar; 5 (16,6%), que ficam ansiosos; 2 (6,7%), que acreditam que o tempo
                    poderia ser aproveitado de outra forma; 1 (3,3%), que tem dificuldades quando
                    são trabalhados filmes/séries; e 1 (3,3%), que filmes/séries são utilizados para
                    ocupar o tempo vago nas aulas. Nenhum aluno assinalou a opção “Não há relação
                    entre os filmes/séries usados e aprendizagem de língua inglesa”.</p>
                <p>Sobre a percepção do uso de filmes/séries em sala de aula, as três professoras
                    apresentaram aspectos positivos. Para a P1 o uso de filmes é uma ótima maneira
                    para estudar, motivar, interagir; os alunos gostam de aulas diferentes e nada
                    melhor do que usar um material que eles adoram; filmes e seriados são grandes
                    ferramentas para estimular a aprendizagem. A P2 disse que o uso de filmes e
                    séries como recurso didático proporciona a aprendizagem, ajudando o aluno a
                    encontrar uma nova forma de refletir, entender o conteúdo e também fazer a
                    utilização do que foi aprendido no seu dia a dia. A P3 disse que, com aulas bem
                    elaboradas, podemos trabalhar de diversas formas com os filmes, os alunos passam
                    a conhecer outros sotaques, além de aprenderem a pronúncia correta de diversas
                    palavras de forma prática.</p>
                <p>As respostas indicam que alunos e professoras consideram positivo o uso de filmes
                    e séries em sala de aula. Quanto aos alunos, a maioria gosta bastante e declara
                    adquirir novos conhecimentos. Já as professoras citaram sobre a importância para
                    motivar, interagir, proporcionar uma aula diferente, mas, ao mesmo tempo, fazer
                    com que ocorra o aprendizado, reflexão e conhecimento de novos sotaques e
                    pronúncia, e que eles adquiram o gosto para fora da sala de aula. Tal
                    perspectiva se alinha com <xref ref-type="bibr" rid="B11">Gomes (2006)</xref>,
                    que mostra que o uso de filmes tem um poder motivador. Ele também aponta, como
                    citado pelas professoras, que filmes podem ser um excelente recurso didático,
                    por ser um material autêntico.</p>
                <p>Na questão: “O que você acha do uso de filmes/séries em sala de aula para
                    aprender inglês?”, 29 alunos (96,6%) escreveram que consideram bom ou ótimo, e 1
                    (3,3%) que não considera proveitoso. Dos que consideram bom ou ótimo, 11 (36,6%)
                    não justificaram; 7 alunos (23,3%) disseram que porque é uma maneira divertida
                    de aprender; 3 (10%), que auxilia no <italic>listening</italic> e
                        <italic>speaking;</italic> 3 (10%), que ajuda na pronúncia das palavras e
                    também na gramática; 2 (6,6%), que aprendem mais sobre as gírias; 2 (6,6%) que
                    adquirem novos conhecimentos de forma diferente e dinâmica se utilizados de
                    maneira correta; e 1 (3,3%) comentou o seguinte:</p>
                <disp-quote>
                    <p>Acho que é essencial. Até porque os <italic>listenings</italic> que
                        acompanham o livro não são feitos de maneira informal ou que traga novas
                        expressões, além que de são dentro do contexto proposto. Filmes e músicas
                        despertam mais a atenção e fazem com que coloquemos em prova nossos
                        conhecimentos.</p>
                </disp-quote>
                <p>O aluno que não considera proveitoso relatou que não consegue acompanhar a
                    legenda e escutar os personagens falando ao mesmo tempo. As 3 professoras
                    percebem que os alunos gostam quando elas trabalham com filme/série, se envolvem
                    com as atividades e gostam dos filmes/séries selecionados. 2 (66,6%) disseram
                    que os alunos perguntam sobre os filmes e séries e que têm dificuldades com as
                    atividades; 1 (33,3%) disse que os alunos preferem filmes de outros gêneros em
                    relação aos que ela passa e também que preferem filmes mais recentes. A
                    percepção de alunos mostra que a grande maioria considera bom ou ótimo o uso de
                    filmes e séries para o aprendizado da língua inglesa e citam principalmente que
                    auxiliam no <italic>listening</italic> e <italic>speaking</italic> e na
                    pronúncia e gramática. Todas as professoras perceberam que os alunos gostam
                    quando é trabalhado com filmes e séries.</p>
                <p>Assim, pode-se perceber que as professoras têm utilizado diversas estratégias
                    para tornar proveitoso o tempo utilizado com filmes e séries. As quatro
                    habilidades são trabalhadas, havendo uma frequência maior do
                        <italic>speaking</italic> e <italic>listening</italic>. Percebem que
                    trabalham a pronúncia e gramática. Também, consideram que pode motivar, aumentar
                    a criticidade e o aprendizado de novas culturas, ou seja, facilitam o
                    aprendizado e aquisição da língua inglesa. Já os alunos, também percebem que as
                    quatro habilidades são trabalhadas, mas que há uma frequência maior com o
                        <italic>listening</italic>. Percebem que a gramática e pronúncia são
                    trabalhadas. Gostam e sentem-se motivados e acreditam que pode ocorrer o aumento
                    do senso crítico e o conhecimento de novas culturas.</p>
            </sec>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Considerações finais</title>
            <p>No presente estudo, foi possível identificar a percepção de docentes e discentes
                sobre o uso de filmes/séries em sala de aula. Ambos os grupos mostraram que gostam
                de quando filmes/séries são trabalhados em sala de aula, pois os alunos se envolvem
                com as atividades. Os filmes selecionados despertam a atenção, auxiliam nas
                habilidades do inglês e ajudam a aprender mais sobre as gírias e novos
                conhecimentos. Além disso, também consideram importante o tempo utilizado com
                filmes/séries, porque é uma forma de entenderem melhor a pronúncia das palavras e
                ficarem mais familiarizados com a língua, melhorar a compreensão, por meio de
                atividades de fala, interpretação e de escrita, a partir de uma forma divertida.</p>
            <p>Também acreditam no aprendizado de novas culturas por meio da linguagem, vocabulário
                específico de determinados lugares, estilo de vida das personagens, utilização de
                gírias, rotinas retratadas (que trazem o que é específico de cada lugar),
                complementando o que os alunos estudaram nos livros. Também acreditam no aumento da
                criticidade a partir de filmes/séries, pois mostram uma forma diferente de refletir
                e pensar, abordam assuntos importantes, que geram reflexão e opinião própria, saindo
                da zona de conforto.</p>
            <p>Em relação à percepção discente, a maioria dos alunos gosta bastante e demonstraram
                que adquirem novos conhecimentos; sentem-se motivados e mais confortáveis para se
                expressar. Também consideraram bom ou ótimo o uso de filmes/séries, porque é uma
                maneira divertida de aprender; auxilia nas habilidades da língua
                    inglesa<italic>;</italic> ajuda na pronúncia das palavras e também na gramática;
                contribui na aprendizagem de gírias; e ajudam a adquirir novos conhecimentos de
                forma diferente e dinâmica, se utilizados de maneira correta.</p>
            <p>Quanto à percepção docente em relação à sua prática pedagógica, as professoras
                utilizam-se dos filmes e séries como uma forma de diversificar suas aulas,
                tornando-as mais dinâmicas e mantendo o objetivo, que é fazer com que o aluno
                aprenda. Assim, elas podem trabalhar as quatro habilidades da língua inglesa,
                vocabulário, pronúncia, gramática, culturas e criticidade dos alunos e, ao mesmo
                tempo, manter a maioria dos alunos motivados. No entanto, elas também relataram
                algumas dificuldades por terem alunos com compreensões diferentes de inglês na mesma
                turma, ou porque eles reclamam que as personagens falam muito rápido. Também podem
                encontrar dificuldades para a elaboração de atividades.</p>
            <p>Considera-se, então, que filmes e séries têm um papel importante no
                ensino-aprendizado da Língua Inglesa, desde que sejam utilizados de maneira correta,
                assim despertando a atenção do aluno, fazendo com que ele, por meio desse contexto,
                de fato, aprenda. Isto permite a possibilidade de sair do livro didático, por meio
                de atividades que também os façam refletir e pensar. Para pesquisas futuras, poderia
                ser aplicado com turmas de outros níveis de inglês em escolas de idiomas. Também
                poderia ser realizada a pesquisa em escolas de ensino regular e, a partir das
                respostas, comparar as percepções de alunos e professores dessas escolas com alunos
                e professores de cursos de escolas de idioma. A pesquisa também poderia ser
                expandida para outros idiomas e para outras cidades, estados ou regiões.</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
        <fn-group>
            <fn fn-type="other" id="fn1">
                <label>1</label>
                <p>Watching a film is a perfect way to learn a foreign language in context and be
                    exposed to real life conversation and new day-to-day phrases and vocabulary
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Poças, 2013, p. 1</xref>).</p>
            </fn>
        </fn-group>
        <ref-list>
            <title>REFERÊNCIAS</title>
            <ref id="B1">
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                    Brasiliense, 2006.</mixed-citation>
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                            <surname>BERNARDET</surname>
                            <given-names>Jean Claude</given-names>
                        </name>
                    </person-group>
                    <source>O que é cinema</source>
                    <publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
                    <publisher-name>Brasiliense</publisher-name>
                    <year>2006</year>
                </element-citation>
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            <ref id="B2">
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                        aprendizagem de língua inglesa:</italic> a importância dos temas
                    transversais. Governo do Estado do Paraná, 2013.</mixed-citation>
                <element-citation publication-type="book">
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                        <name>
                            <surname>BERTOLDI</surname>
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