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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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                <journal-title>PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE CIÊNCIAS DA
                    EDUCAÇÃO</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">PERSPECTIVA: REVISTA DO CENTRO DE
                    CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO</abbrev-journal-title>
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                <publisher-name>Universidade Federal de Santa Catarina</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="doi">10.5007/2175-795X.2024.e98882</article-id>
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                    <subject>Artigo</subject>
                </subj-group>
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                <article-title>Corpo regulado: competências socioemocionais e sexualidades
                    (in)visíveis na Base Nacional Comum Curricular</article-title>
                <trans-title-group xml:lang="en">
                    <trans-title>Regulated body: socio-emotional skills and (in)visible sexualities
                        in the Common National Curriculum Base</trans-title>
                </trans-title-group>
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                    <trans-title>Cuerpo regulado: competencias socioemocionales y sexualidades
                        (in)visibles en la Base Nacional Común Curricular</trans-title>
                </trans-title-group>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Andrade</surname>
                        <given-names>Aline Campolina</given-names>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Tondin</surname>
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                <contrib contrib-type="author">
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                        <surname>Lemos</surname>
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                <institution content-type="orgname">Universidade Federal de São João del-Rei,
                    UFSJ</institution>
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                <institution content-type="original">Universidade Federal de São João del-Rei, UFSJ,
                    MG, Brasil, E-mail: aline.linecampolina@hotmail.com,
                    https://orcid.org/0000-0002-9772-0287</institution>
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                <institution content-type="orgname">Universidade Federal de São João del-Rei,
                    UFSJ</institution>
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                <institution content-type="original">Universidade Federal de São João del-Rei, UFSJ,
                    MG, Brasil, E-mail: celsotondin@ufsj.edu.br,
                    https://orcid.org/0000-0002-4588-0553</institution>
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                <institution content-type="original">Universidade Federal do Pará, UFPA, Brasil,
                    E-mail: flavialemos@ufpa.br, https://orcid.org/0000-0002-6601-0653</institution>
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            <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
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                <season>Jul-Sep</season>
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            <lpage>23</lpage>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
                        licença Creative Commons Attribution Non-Commercial que permite uso,
                        distribuição e reprodução não-comercial irrestrito em qualquer meio, desde
                        que o trabalho original seja devidamente citado.</license-p>
                </license>
            </permissions>
            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>Este ensaio discute a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como dispositivo
                    tanto de aproximação entre a educação e o mercado, evidenciada pela exaltação da
                    noção de competências socioemocionais, quanto de regulação da diferença,
                    demonstrada no apagamento das temáticas de gênero e orientação sexual em seu
                    texto. O processo de escrita/experimentação do ensaio como operação de
                    pensamento é aqui assumido como caminho metodológico, que partiu da investigação
                    da BNCC e bibliografias, criação de espaços de (re)leituras e problematizações,
                    tendo a interseccionalidade como metodologia que interroga conceitos,
                    situando-os na produção de marcadores sociais da diferença. Transversalizamos
                    aportes da psicologia escolar e educacional de perspectiva crítica e dos estudos
                    decoloniais como epistemologias que convergem para contribuir com a
                    (re)construção da educação como direito humano. Dimensionamos a Base como
                    coalizão de forças conservadoras (do mercado e da moral) que engendra um
                    mecanismo representativo de uma política educacional. Tal política sintetiza e
                    expressa as imbricações entre competências socioemocionais e diversidade sexual
                    e de gênero, de modo que, no jogo de falar/calar, mostrar/apagar, as
                    possibilidades de existência são capturadas por lógicas sexistas, machistas,
                    heterocentradas, racistas, capacitistas, homofóbicas, transfóbicas e
                    xenofóbicas. A psicologia em interface com a educação é desafiada a lidar com as
                    disputas e as contradições existentes no contexto das atuais investidas
                    neoliberais e ultrarreacionárias sobre a escola e dos movimentos de resistência
                    e criação de modos de existência mais plurais, igualitários e justos, na tarefa
                    de formar sujeitos democráticos e contribuir para a democratização do
                    conhecimento científico, tornando-o potência para as populações
                    marginalizadas.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>This study discusses the National Common Curriculum Base as a device that
                    approximates education and market — evinced by its praise of the notion of
                    socio-emotional skills — and regulates difference — as per its deletion of
                    gender and sexual orientation in its text. The process of writing/experimenting
                    this study as an operation of thought configures a methodological path that
                    began by investigating the National Common Curriculum Base and the bibliography,
                    creating spaces for (re)readings and problematizations, with intersectionality
                    as a methodology that interrogates concepts, situating them in the production of
                    social markers of difference. We transversalize school and educational
                    psychology based on a critical perspective and decolonial studies as
                    epistemologies that converge to (re)construct education as a human right. We
                    dimension the Base as a coalition of conservative forces (market and moral) that
                    engenders a mechanism that represents and synthesizes an educational policy that
                    the interweaves socio-emotional skills and sexual and gender diversity to
                    captured, in the game of talk/silence and show/erase, the possibilities of
                    existence by sexist, misogynist, heterocentric, racist, ableist, homophobic,
                    transphobic, and xenophobic logics. Psychology in interface with education is
                    challenged to address the disputes and contradictions in the context of the
                    current neoliberal and ultrareactionary advances on school and resistance
                    movements and the creation of more plural, egalitarian, and just modes of
                    existence in the task of forming democratic subjects and contributing to the
                    democratization of scientific knowledge, making it a power for marginalized
                    populations.</p>
            </trans-abstract>
            <trans-abstract xml:lang="fr">
                <title>Resumé</title>
                <p>Este ensayo discute la Base Nacional Común Curricular (BNCC) como dispositivo
                    tanto de aproximación entre la educación y el mercado al evidenciar la
                    exaltación de la noción de competencias socioemocionales, como de regulación de
                    la diferencia al suprimir temáticas de género y orientación sexual en su texto.
                    El proceso de escritura/experimentación del ensayo, como operación de
                    pensamiento, se plantea como una ruta metodológica que partió de la
                    investigación del BNCC y de la bibliografía, generando espacios de (re)lecturas
                    y problematizaciones, con la interseccionalidad como metodología que interroga
                    conceptos, ubicándolos en la producción de marcadores sociales de diferencia.
                    Transversaliza la psicología escolar y educativa de perspectiva crítica y
                    estudios decoloniales como epistemologías que convergen hacia la
                    (re)construcción de la educación como derecho humano. Dimensiona la Base como
                    una coalición de fuerzas conservadoras (del mercado y de la moral) que engendra
                    un mecanismo representante de una política educativa, la cual imbrica
                    competencias socioemocionales y diversidad sexual y de género, de modo que, en
                    el juego de hablar/callar, mostrar/borrar, las posibilidades de existencia son
                    capturadas por lógicas sexistas, machistas, heterocentradas, racistas,
                    capacitistas, homófobas, transfóbicas y xenófobas. La psicología en interfaz con
                    la educación enfrenta el desafío de lidiar con las disputas y contradicciones de
                    los ataques neoliberales y ultrarreacionarios a la escuela y con los movimientos
                    de resistencia y creación de modos de existencia más plurales, igualitarios y
                    justos, en la tarea de formar a sujetos democráticos y contribuir a la
                    democratización del conocimiento científico, convirtiéndolo en potencia para las
                    poblaciones marginadas.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave:</title>
                <kwd>Sexualidade</kwd>
                <kwd>Competência</kwd>
                <kwd>Psicologia escolar e educacional</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords:</title>
                <kwd>Sexuality</kwd>
                <kwd>Competence</kwd>
                <kwd>School and educational psychology</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="fr">
                <title>Mots-clés:</title>
                <kwd>Sexualidad</kwd>
                <kwd>Competencia</kwd>
                <kwd>Psicología escolar y educativa</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>Na sociedade capitalista, o saber converteu-se em força produtiva, matéria para a
                acumulação de capital. <xref ref-type="bibr" rid="B27">Patto (1997)</xref>,
                escrevendo críticas à razão psicométrica, demonstrou que a psicologia, ao traduzir
                em termos científicos os “baixos rendimentos” escolares, constitui-se como mais um
                saber-diagnóstico de corpos (im)produtivos — todos regulados. Esse interesse do
                capital, de exploração e acumulação, incide sobre os diversos setores da vida
                humana, inclusive na educação, configurando políticas desse campo que a transformam
                de bem cultural em mercadoria. Nesse contexto, o conhecimento científico se torna
                alvo de disputas, investimentos financeiros e investidas ideológicas que visam
                torná-lo caminho para o sucesso pessoal e profissional (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B31">Ramos, 2001</xref>). Nessa relação entre ciência, mercado e Estado
                está em questão a produção, a propriedade, a distribuição e o uso do conhecimento
                produzido, o que inclui os recursos públicos aplicados, como os da educação, com
                desdobramentos nas políticas desse setor. Setor que incita um corpo que provém altos
                rendimentos, que é produtivo e competente; um corpo que se autorregula nessa
                direção, em termos de tempo e desejos, é considerado apto, tanto na educação, quanto
                no mercado de trabalho.</p>
            <p>Associa-se a esse contexto a descomplexificação da interação entre marcadores sociais
                da diferença produzidas em relações de desigualdades, como raça, classe, gênero e
                sexualidade, a partir do modelo fragmentado colonial, que rege a imbricação entre
                neoliberalismo — pautado na lógica individual privada e no mérito (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B16">Frigotto, 2017</xref>) e as exigências por desempenho
                na educação. Assim, a diferença encontra-se presente na retórica “é preciso
                respeitar as diferenças”, mas apagada nos currículos e nas relações como
                possibilidades imprevisíveis e complexas de existência — como exemplo, a
                proliferação de diagnósticos de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade
                (TDAH) e os (diferentes) modos de atenção e seus atravessamentos, são alinhados com
                o uso de medicamentos. Nessa lógica, os limites entre conceitos do campo da educação
                e do mercado parecem se tornar cada vez mais tênues: aptidão, eficiência, índices,
                    <italic>ranking,</italic> produtividade, performance, habilidades,
                competências.</p>
            <p>Pensando na relação entre o estágio atual do capitalismo e a educação escolar, <xref
                    ref-type="bibr" rid="B3">Ball (2010)</xref> identifica a formação de um
                “currículo neoliberal global”, fruto de reformas gerencialistas do setor público,
                pautadas na ideia de que o Estado precisa “aprender” com a “disciplina” do mercado,
                na ontologia neoliberal representada por alunas(os) e professoras(es)
                “empreendedoras(es)” e na visão de currículo como oportunidade de lucro. Nessa
                lógica, os currículos são produzidos como oportunidade também de gestão desses
                sujeitos empreendedores, constituídos pela “pedagogia das competências”. No contexto
                dessa modulação de currículos, ao passo que competências “empreendedoras” são
                exigidas de estudantes e profissionais da educação, a diferença é regulada e as
                discussões em termos de Direitos Humanos são permeadas de retrocessos e vieses que
                silenciam as diferenças, situados nas disputas não apenas pela transmissão do
                conhecimento às novas gerações, mas pela própria estruturação da sua produção. Que
                tipo de conhecimento é válido, quais corpos podem ou não produzi-lo, em quais
                espaços o conhecimento circula, quais conceitos são (re)produzidos são perguntas
                construídas em limites definidos pelos processos de epistemicídio estudados por
                    <xref ref-type="bibr" rid="B18">Grosfoguel (2016)</xref>, processos que se valem
                do próprio conceito de Direitos Humanos, de suas contradições e, como apresenta
                    <xref ref-type="bibr" rid="B25">Mountian (2017)</xref>, da situacionalidade do
                conceito em relações de poder. <xref ref-type="bibr" rid="B18">Grosfoguel
                    (2016)</xref> discute como determinadas visões de mundo, cosmologias,
                epistemologias são nomeadas como superiores, logo, com o poder explicativo de
                definir todas as culturas, todos os corpos. A sexualidade e a subjetividade são
                constituídas por esses limites — e os refazem.</p>
            <p>Alguns exemplos de tais engendramentos do conhecimento são o sintagma (expressão)
                ideologia de gênero (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Junqueira, 2019</xref>), o
                Projeto Escola sem Partido (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Frigotto, 2017</xref>) e
                a escola cívico-militar (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Barros, 2021</xref>), que se
                valem do e promovem o pânico moral para se enraizarem na educação. À medida que
                demonizam a figura da(o) professora(r) como aquela(e) que “ideologiza indefesas(os)
                alunas(os)”, iniciativas dessa natureza, adverte <xref ref-type="bibr" rid="B16"
                    >Frigotto (2017)</xref>, ameaçam a vivência social e liquidam a escola pública
                como espaço de formação, privatizando o pensamento, e criminalizam tanto a função
                docente e as concepções de produção de conhecimento enquanto formação humana e
                histórica quanto os movimentos sociais.</p>
            <p>Se em um primeiro momento soa-nos contraditória a afirmação, promovida pelo ideário
                da pedagogia das competências (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Perrenoud,
                    1999</xref>) de um corpo presente, “criativo” e afeito à liderança empreendedora
                de um lado; e o apagamento das diferenças que o constituem, promovido por projetos
                que impõem o silenciamento das diversidades de outro; é justamente esse descompasso,
                essa ambiguidade, que caracterizam e consolidam políticas educacionais recentes e
                suas implicações, notabilizando uma intimidade nefasta e uma imbricação espantosa —
                talvez inéditas nas histórias moderna e contemporânea ou, pior, semelhantes a
                regimes totalitários — entre racionalidade neoliberal e regulação da diferença. É
                paradoxal, histórica e intencional a constituição de um regime nomeado como
                democrático, porém excludente de grandes parcelas do povo e/ou inclusivo-excludente,
                conceito apresentado por <xref ref-type="bibr" rid="B38">Sawaia (2001/2017)</xref>.
                A democracia neoliberal, à qual se alia a perspectiva multiculturalista<sup>1</sup>,
                no máximo tolera a diversidade e se interessa por ela quando pode produzir lucro com
                a mesma em algum contexto do mercado e da publicidade.</p>
            <p>Impera, nesse âmbito, uma “política da afetividade”, que designa emoções “boas” ou
                “ruins” para cada segmento social mediante a valorização da “felicidade” individual
                e sua exigência (<xref ref-type="bibr" rid="B39">Sawaia, 2003</xref>); e um
                “capitalismo da emoção”, no qual o regime neoliberal se vale das emoções como
                recurso em nome de produtividade e desempenho (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Han,
                    2018</xref>). A educação mostra-se espaço privilegiado no qual as relações de
                ensino e aprendizagem são transformadas em produtos calculáveis (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B3">Ball, 2010</xref>), e o saber <italic>psi</italic>
                historicamente constitui e é constituído pela educação e pelo contexto político e
                econômico que nomeia os significados de ensino-aprendizagem. Assim, a psicologia
                modula sua dimensão “escolar e educacional” nessa complexidade, alimentando e/ou
                ressignificando os discursos sobre “afetos”; é convocada a falar e incita demandas e
                ofertas.</p>
            <p>Nesse sentido, empreendemos uma discussão acerca das competências socioemocionais,
                previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (<xref ref-type="bibr" rid="B9"
                    >Brasil, 2017a</xref>), remontando-a à pedagogia das competências e à forma como
                historicamente a psicologia na interface com a educação trabalhou o tema das emoções
                no processo de escolarização, e pontuamos possíveis articulações com a temática das
                diferenças e sexualidades. Remetemos essa articulação entre neoliberalismo e
                normalização das subjetividades ao processo de implementação da Lei n. 13.935 (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B11">Brasil, 2019</xref>). Ela tem desafiado os serviços de
                psicologia e serviço social dela decorrentes a lidarem com as disputas,
                contradições, oposições que se dão no contexto das atuais investidas neoliberais e
                ultrarreacionárias — essas conceituadas por Cara (2019) como uma cosmologia
                moralizante, que obstrui a democracia por meio de agendas classistas, homofóbicas,
                racistas, machistas, misóginas e contra a laicidade — bem como no contexto dos
                movimentos de resistência a suas imposições e à criação de outros modos de
                existência, mais plurais, igualitários e justos.</p>
            <p>Pressupomos que as políticas educacionais incidem não apenas sobre as configurações
                curriculares, mas também sobre a produção de subjetividades, posto que no processo
                educacional são engendradas a construção e a transmissão de conhecimentos e a
                formação de modos de ser, de viver, de se relacionar. Por isso, entendemos que a
                psicologia escolar e educacional, na medida em que articula sua dimensão
                educacional, de produção de conhecimento e fundamento científico para o processo de
                ensino e aprendizagem e sua dimensão escolar, de prática profissional junto às
                relações que se dão nos processos de escolarização (<xref ref-type="bibr" rid="B2"
                    >Antunes, 2008</xref>), não pode ficar alheia às discussões sobre essas
                políticas. Nesse debate adotamos a perspectiva crítica (<xref ref-type="bibr"
                    rid="B23">Meira, 2003</xref>), a partir da qual a(o) psicóloga(o) se ocupa da
                dimensão subjetiva do encontro do ser humano com a educação, objeto de tal área da
                psicologia, visando contribuir com o cumprimento da função social da escola, de
                socialização dos conhecimentos historicamente acumulados, de modo a formar sujeitos
                comprometidos com a transformação social, como propõe a pedagogia histórico-crítica
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Saviani, 2008</xref>, <xref ref-type="bibr"
                    rid="B35">2009</xref>).</p>
            <p>Se a psicologia historicamente se institui como saber que nomeia sujeitos a partir de
                patologias e de déficits-carências (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Antunes,
                    2008</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Meira, 2003</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B27">Patto, 1997</xref>), as enunciações acerca da
                subjetividade, afetos/emoções , gênero, sexualidades ocupam lugares tensos, em
                (des)construção, o que passa pela constituição da psicologia enquanto disciplina,
                instituição, ciência e profissão e pela própria perspectiva crítica, que não é
                estática, mas situada e histórica. Dessa forma, as análises ora empreendidas são
                acompanhadas da interseccionalidade enquanto ferramenta epistemológica, que coloca
                em cena as relações de poder nos processos de representação de grupos considerando
                as dinâmicas das intersecções entre categorias sociais, que se estruturam enquanto
                desigualdades, como raça, etnia, gênero, sexualidade, classe, idade, geração,
                território (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Mountian, 2017</xref>).</p>
            <p>Concordamos com <xref ref-type="bibr" rid="B26">Nunes (2021)</xref> que compreender a
                educação brasileira requer considerar dialeticamente as formações econômicas
                estruturais e as lutas políticas que a fundamenta; levar em conta, histórica e
                criticamente, a experiência política, econômica, cultural, social e educacional
                brasileira; enfim, explicitar “os condicionantes históricos e políticos [...] que
                marcaram sua gênese, instigaram sua dinâmica e constituíram, assim, sua identidade”
                (2021, p. 5). Nessa direção, a partir da perspectiva crítica no âmbito da psicologia
                escolar e educacional e seus diálogos possíveis e situados com a decolonialidade,
                aqui destacada como campo de estudo, metodologia e posicionamento ético-político, é
                imprescindível assinalar que o modelo colonial e mercantilista, associado ao projeto
                salvacionista católico, que impôs, de modo violento, uma cultura branca, marcada por
                um tipo de cristianismo conservador, heterossexual, sexista, machista, racista,
                patriarcal, escravocrata, prevalece sobre a nossa identidade cultural e econômica.
                Essa é constituída por um Estado autoritário, uma economia predatória e uma
                sociedade civil fragilizada que geram desigualdades recorrentes e atualizadas
                continuamente.</p>
            <p>Nesse percurso histórico, constitui-se um Estado violador dos Direitos Humanos — aqui
                entendido como fruto de conquistas políticas constantes, entretanto sem abstraí-lo
                das contradições que lhe são inerentes — e a educação como privilégio, numa
                verdadeira clivagem em que a escola está associada à preparação para o trabalho
                braçal, no caso das camadas populares, e à formação para seu papel de dominação,
                para funções liberais e administração das suas empresas e propriedades, no caso das
                camadas médias e altas. Esse “[...] <italic>ethos</italic> [histórico] da educação
                como privilégio de classe [...]” (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Nunes, 2021, p.
                    16</xref>, acréscimo nosso) persiste do Brasil Colônia até a década de 30 do
                século passado, quando passa à concepção de direito de todas(os) e dever do Estado,
                em termos legais, mas ainda não se efetiva na realidade material até a
                contemporaneidade. Enfim, assevera o autor, nesse percurso delineiam-se duas
                matrizes políticas e ideológicas, sempre em disputa: a da educação como direito de
                todas(os) e como prática de construção da igualdade, da cidadania e da democracia,
                como esfera pública de dignidade e de humanização, que se contrapõe às narrativas
                pautadas no ideário de privilégio, da meritocracia e na continuidade da histórica
                injustiça educacional e escolar (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Nunes,
                2021</xref>).</p>
            <p>Diante do exposto, este trabalho é apresentado como ensaio, a partir da relação,
                proposta por <xref ref-type="bibr" rid="B22">Larrosa (2004)</xref>, entre ensaiar,
                experimentar, subjetivar e pluralizar; o ensaio como escrita e maneira de habitar o
                mundo, fazendo perguntas, que são contextuais. Desse modo, o presente artigo visa
                discutir a BNCC como dispositivo tanto de aproximação entre a educação e o mercado,
                expressa pela noção de competências socioemocionais, quanto de regulação da
                diferença, evidente no apagamento das temáticas de gênero e orientação sexual em seu
                texto. A aprovação da Lei nº 13.935 (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Brasil,
                    2019</xref>) aparece aqui como dispositivo de discussão acerca do lugar da
                psicologia nesses debates, lugar atualizado com a referida lei, o que inclui seus
                desdobramentos, em inter-relação com os desdobramentos da BNCC. O professor Daniel
                Cara (2019), membro da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, sintetiza esse
                cenário como ultraliberal e ultrarreacionário, em que a educação é tomada como
                insumo econômico e dispositivo disciplinador, instituindo-se a barbárie. Em
                contraposição, e como parâmetro para o trabalho da(o) psicóloga(o) escolar,
                transversalizamos aportes da psicologia escolar e educacional de perspectiva crítica
                    (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Meira, 2003</xref>) (para a qual confluem a
                psicologia sócio-histórica e a pedagogia histórico-crítica, bem como diálogos com
                outras perspectivas críticas no campo das pedagogias contra-hegemônicas), e dos
                estudos decoloniais (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Grosfoguel, 2016</xref>; <xref
                    ref-type="bibr" rid="B25">Mountian, 2017</xref>) como epistemologias que
                convergem para contribuir com a (re)construção da educação como direito humano, num
                país em que a colonialidade, como matriz de poder que sobrevive ao colonialismo, tem
                impossibilitado a real democratização da educação pública. Entendemos, na esteira da
                argumentação de <xref ref-type="bibr" rid="B30">Quintero, Figueira e Elizalde
                    (2019)</xref>, que a integração de tradições críticas à análise da colonialidade
                não lhe cria obstáculos, ao contrário, a potencializa na compreensão das dinâmicas
                das desigualdades.</p>
            <p>A educação popular de Paulo <xref ref-type="bibr" rid="B15">Freire (1967)</xref>
                situa-se, assim como a pedagogia históricocrítica, no campo da crítica social que
                vislumbra a educação como instrumento contra a opressão, portanto, como ato
                político. Ao mesmo tempo, <xref ref-type="bibr" rid="B37">Saviani (2021)</xref>
                pontua diferenças entre essas duas pedagogias no que se refere às fundamentações
                filosóficas e pedagógicas, que aqui não serão exploradas. Portanto, os diálogos que
                aqui tecemos não desconsideram os distanciamentos e situacionalidades (<xref
                    ref-type="bibr" rid="B25">Mountian, 2017</xref>) entre diferentes
                teorias/práticas, mas enfatizam trocas situadas epistemologicamente, atentas a seus
                lugares de enunciação (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Quintero; Figueira; Elizalde,
                    2019</xref>) contra a conduta colonial de forjar essencialismos que apagam
                diferenças.</p>
            <p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B15">Freire (1967)</xref>, ao abordar as leituras dos
                conteúdos do mundo como possibilidade de transformação das realidades, a educação
                libertária é uma luta permanente pela ruptura da opressão de colonialidades.
                Portanto, desloca um currículo de privilégios que interdita as diversidades ou, no
                máximo, as tolera desde que fiquem integradas sob a égide da educação opressora
                conteudista e focada na formação para a competição no mercado, sob a ótica
                meritocrática. A crítica que transforma realidades e fabrica modos de vida
                emancipados, libertários e descolonizados na leitura da palavra e do mundo é uma
                atitude relevante para o patrono da educação brasileira, pois a alteridade e a
                diferença possibilitam o questionamento a respeito de como a figura do opressor pode
                estar em nós naturalizada. Logo, isso exige a tarefa de nos interrogarmos, por meio
                da conversação dialógica, como prática libertária.</p>
            <sec>
                <title>Pedagogia das Competências versus Pedagogia Histórico-Crítica</title>
                <p>A pedagogia das competências, cujo precursor foi o sociólogo suíço Philippe <xref
                        ref-type="bibr" rid="B28">Perrenoud (1999)</xref>, incide sobre a formação e
                    profissão de professoras(es) ao lhes propor uma nova “identidade”, por meio da
                    superação de um paradigma educativo que supervaloriza as aulas tradicionais, de
                    ensino conteudista, cujo intento é controlar a aprendizagem das(os) alunas(os),
                    visando assim mudar o fato de que os conhecimentos acabam sendo pouco relevantes
                    na vida delas(es). Para tal, propõe uma concepção mais prática de saber e mais
                    ativa de estudante, em que a(o) docente deve dispor de competências
                    profissionais para além do domínio dos conteúdos que ensina.</p>
                <p>Pelo fato da noção de competência ter surgido no mundo empresarial e estar
                    relacionada ao movimento de flexibilização e precarização do trabalho, esse
                    autor compreende a crítica de que esse enfoque pedagógico serve à economia em
                    detrimento da cultura (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Perrenoud, 2001</xref>).
                    No entanto, defende sua posição sustentando que as(os) professoras(es) já
                    exercem diversas competências (sem as quais seu trabalho não seria possível) e
                    que as desenvolvem a partir da experiência profissional, concluindo que é
                    necessário defini-las mais precisamente, trabalhar pela profissionalização
                    docente e reformular os programas escolares no sentido de prever referenciais de
                    competências, que ele agrupa assim:</p>
                <disp-quote>
                    <p>1. Organizar e estimular situações de aprendizagem. 2. Gerar a progressão das
                        aprendizagens. 3. Conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação
                        evoluam. 4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e no trabalho. 5.
                        Trabalhar em equipe. 6. Participar da gestão da escola. 7. Informar e
                        envolver os pais. 8. Utilizar as novas tecnologias. 9. Enfrentar os deveres
                        e os dilemas éticos da profissão. 10. Gerar sua própria formação contínua
                            (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Perrenoud, 2001, p. 8</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p>No campo crítico à utilização da escola como dispositivo de manutenção do
                        <italic>status quo,</italic> como entendemos que faz a pedagogia das
                    competências, lançamos mão dos postulados do filósofo e pedagogo brasileiro
                    Dermeval <xref ref-type="bibr" rid="B36">Saviani (2008</xref>, <xref
                        ref-type="bibr" rid="B35">2009</xref>), idealizador da pedagogia
                    histórico-crítica, de base materialista histórico-dialética. Partindo da
                    definição da especificidade da educação, que é “[...] o ato de produzir, direta
                    e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida
                    histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens [seres humanos]” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B35">Saviani, 2009, p. 13</xref>), tal teoria e método
                    pedagógico se referenciam na prática social, sendo esse o ponto de partida e de
                    chegada da educação. Sendo assim, no processo de ensino e aprendizagem, de
                    início se dá a identificação do modo como a prática social se apresenta e, pela
                    mediação do trabalho pedagógico, são trabalhados os elementos teóricos e
                    práticos com a intenção de que as(os) estudantes desenvolvam a prática social de
                    acordo com esse novo predicado, o do conhecimento científico (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B36">Saviani, 2008</xref>, <xref ref-type="bibr"
                        rid="B35">2009</xref>).</p>
                <p>É nessa perspectiva que o autor refere que o papel social da escola é apresentado
                    como o de socialização do saber sistematizado, ou seja, essa instituição se
                    ocupa do conhecimento científico, do saber metódico, elaborado, e expressa que
                    isso não retira da cultura popular a primazia sobre a cultura erudita. Ao
                    contrário, é do conhecimento com elementos não elaborados como ciência,
                    fragmentados, da cultura popular, que a erudita parte; é do que está dado de
                    maneira espontânea na vida real que a ciência extrai a matéria prima para suas
                    formulações. E é pela ação da escola que se dá a passagem do saber do senso
                    comum ao saber sistematizado, num movimento dialético no qual a mediação
                    pedagógica acrescenta novas disposições às veiculadas inicialmente pelas(os)
                    estudantes, que permitem a apropriação de novas maneiras por meio das quais se
                    podem manifestar os próprios conteúdos do saber popular (<xref ref-type="bibr"
                        rid="B36">Saviani, 2008</xref>). Em diálogo, a psicologia escolar e
                    educacional de perspectiva crítica permite pensar tal processo de socialização
                    do saber, logo, de humanização, em seu encontro constitutivo com a subjetividade
                    nas relações sociais, cujas mediações (re)fazem, continuamente e em
                    transformação, a produção de conhecimento (<xref ref-type="bibr" rid="B23"
                        >Meira, 2003</xref>).</p>
                <p>Enquanto a pedagogia das competências se apresenta como racionalização da
                    profissão de professoras(es) e oxigenação dos saberes e da cultura (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B29">Perrenoud, 2001</xref>), seus críticos denunciam
                    que a educação é aqui tratada de modo empresarial, tecnocrática e utilitarista,
                    portanto, instrumento de manutenção do sistema capitalista, desigual e injusto
                    como se caracteriza. Já a pedagogia histórico-crítica tanto se contrapõe às
                    pedagogias tradicional, nova e tecnicista (teorias não-críticas), quanto supera
                    as teorias crítico-reprodutivistas (que desvelam os determinantes sociais e
                    enfatizam o papel reprodutor da educação, em relação à sociedade, mas
                    secundarizam, desvalorizam o papel da escola na transformação social), ao
                    apostar na possibilidade de uma educação transformadora da realidade social à
                    medida que a cultura letrada se acrescenta à popular, deixando de ser posição de
                    privilégio das elites e passando a ser potência para as populações
                    marginalizadas (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Saviani, 2008</xref>, <xref
                        ref-type="bibr" rid="B35">2009</xref>).</p>
                <p>A fim de pensar tal caráter potente do conhecimento científico como instrumento
                    de ação política, a partir da visibilização da relação saber e poder, <xref
                        ref-type="bibr" rid="B18">Grosfoguel (2016)</xref> e <xref ref-type="bibr"
                        rid="B14">Dussel (2016)</xref>, elaborando possibilidades para o processo de
                    decolonização, pontuam que, diante do epistemicídio e genocídio dos sujeitos
                    coloniais pela modernidade, os saberes não ocidentais foram colonizados,
                    afetados, subjugados, nomeados como inferiores e inexistentes, mas, muitos, não
                    desapareceram, resistiram à aniquilação, criaram brechas de sobrevivência. É a
                    partir dessas fissuras que os autores discutem as noções de Transmodernidade e
                    Interculturalidade como processos de diálogos pluriversais, nos quais os saberes
                    respondem a partir de suas próprias experiências culturais, em um movimento que
                    vai da periferia para a periferia, sem depender do centro da hegemonia para
                    existir (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Dussel, 2016</xref>; <xref
                        ref-type="bibr" rid="B18">Grosfoguel, 2016</xref>).</p>
                <p>Contra a lógica que produz inexistências, as sexualidades, enquanto expressão do
                    corpo e das relações de poder que o (in)visibilizam, aparecem neste ensaio como
                    inerentes à produção de conhecimento. Os processos de colonialidade engendram a
                    nomeação de saberes inferiores, inválidos, ou superiores, válidos, a depender
                    dos corpos que falam e/ou são calados. O papel da escola é constituído, assim,
                    por esses jogos de produção do corpo e do conhecimento científico
                    sistematizado.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>BNCC: Apagamento da diversidade sexual e de gênero e exaltação das
                    competências socioemocionais</title>
                <p>A BNCC atende preceitos da Constituição da República Federativa do <xref
                        ref-type="bibr" rid="B6">Brasil (1988)</xref> de que “[...] serão fixados
                    conteúdos mínimos para o Ensino Fundamental, de maneira a assegurar formação
                    básica comum” (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Brasil, 1988</xref>), e da Lei de
                    Diretrizes e Bases da Educação Nacional (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Brasil,
                        1996</xref>), que prevê que todas as etapas da educação básica (educação
                    infantil, ensino fundamental e ensino médio) “[...] devem ter base nacional
                    comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento
                    escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e
                    locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B6">Brasil, 1988</xref>).</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B24">Moreno (2016)</xref> sinaliza que uma
                    contribuição significativa para a impulsão da Base foi dada pelo chamado
                    Movimento pela Base Nacional Comum da Educação, criado a partir do Seminário
                    Internacional Liderando Reformas Educacionais, em abril de 2013. O movimento foi
                    uma idealização de fundações/instituições cuja manutenção é de iniciativa
                    privada, e defende redirecionar a educação nacional e adequar os processos
                    formativos ao mercado, pautando-se no pragmatismo e tecnicismo (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B24">Moreno, 2016</xref>). Tais exigências se referem
                    tanto ao interesse ideológico em determinar os currículos, formando indivíduos
                    (consumidores) adaptados ao padrão de sociedade global, que enseja o consumo
                    incessante de bens e ideias; quanto ao intento de unificação curricular enquanto
                    unificação do mercado educacional que comercializa materiais didáticos (físicos
                    e digitais), consultorias e gerenciamentos em “parceria” com instituições
                    públicas (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moreno, 2016</xref>).</p>
                <p>Finalmente, o Plano Nacional de Educação (PNE), de 2014, elaborado a partir da
                    Conferência Nacional de Educação (Conae) de 2010, contém as metas 2 e 3, que
                    tratam respectivamente da universalização do ensino fundamental de 9 anos (para
                    toda a população de 6 a 14 anos) e do ensino médio (para toda a população de 15
                    a 17 anos). Essas metas apresentam como estratégias (2.2 e 3.3) a “[...]
                    implantação dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que
                    configurarão a base nacional comum curricular” (<xref ref-type="bibr" rid="B8"
                        >Brasil, 2014</xref>).</p>
                <p>O texto da BNCC contou com quatro versões, publicizadas em 2015 (primeira), 2016
                    (segunda) e 2017 (terceira e quarta). A última versão, aprovada pelo Conselho
                    Nacional de Educação (CNE) e publicada pelo MEC como Resolução CNE/CP nº 2
                    (2017b), contempla apenas os ensinos infantil e fundamental, uma vez que o
                    ensino médio foi retirado a partir da terceira versão, tendo em vista que o
                    governo de Michel Temer (PMDB) — empossado presidente depois do denominado, pela
                    narrativa oficial, <italic>impeachment</italic> (31 de março de 2016) da
                    presidenta Dilma Rousseff (PT) — promoveu uma reforma denominada “novo ensino
                    médio”.</p>
                <p>A BNCC se apresenta como um “[...] documento de caráter normativo que define o
                    conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos
                    devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B9">Brasil, 2017a, p. 7</xref>). É estruturada em torno
                    de dez competências gerais, que consistem na mobilização de conhecimentos,
                    habilidades, atitudes e valores “[...] para resolver demandas complexas da vida
                    cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho” (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B9">Brasil, 2017a, p. 8</xref>), e as habilidades são
                    especificadas em práticas, cognitivas e socioemocionais. Essa é a única menção,
                    no documento, à expressão “habilidades socioemocionais”, ainda que seu sentido
                    apareça nas nomeações de empatia, respeito, autonomia, responsabilidade,
                    reconhecimento das próprias emoções e as dos outros, acolhimento, valorização da
                    diversidade; temas apresentados nas competências gerais.</p>
                <p>A essas, seguem-se competências específicas de cada área de conhecimento
                    (Linguagens, Matemáticas, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Ensino
                    Religioso) e outras de cada componente curricular (Língua Portuguesa, Arte,
                    Educação Física, Língua Inglesa; Matemática; Ciências; Geografia, História;
                    Ensino Religioso). Os componentes envolvem, também, Unidades Temáticas, Objetos
                    de Conhecimento e Habilidades. <xref ref-type="bibr" rid="B21">Krawczyk e Zan
                        (2021)</xref> apontam que, na bibliografia acerca do tema, habilidades
                    socioemocionais e competências são comumente usadas de modo indistinto. A BNCC,
                    em nota de rodapé que aborda o histórico das competências enquanto foco nos
                    currículos, apresenta uma equivalência entre “competência”, “habilidade”,
                    “capacidade”, “expectativa de aprendizagem” e “o que os alunos devem aprender”,
                    termos presentes em diferentes documentos curriculares.</p>
                <p>A Base se refere a todo o território nacional — prevendo a garantia de igualdade
                    — e respeitando as regiões e suas especificidades — a partir da prerrogativa de
                    equidade (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Brasil, 2017a</xref>). Entretanto,
                    diversas críticas são feitas por representantes de entidades, como a Associação
                    Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (<xref ref-type="bibr" rid="B1"
                        >ANPEd, 2018</xref>), no sentido de que a lógica empresarial e privatista
                    foi tomando, com o desenrolar dos trabalhos de elaboração da Base, os espaços da
                    discussão pública acerca desse documento, nos quais, em embate, forças
                    progressistas afirmavam a educação como direito humano.</p>
                <p>Esse fenômeno de perda da característica democrática da construção da BNCC e de
                    afirmação da educação não como direito universal e dever do Estado, mas como bem
                    mercantil — no âmbito da defesa da livre iniciativa no mercado de bens
                    educacionais — é exacerbado, se articula e se fortalece pela ação dos
                    representantes religiosos, políticos e empresariais ultrarreacionários que
                    lograram êxito na retirada dos termos gênero e orientação sexual (a partir da
                    terceira versão do texto), resultando em nenhuma menção a eles no documento
                    aprovado, no qual constam conceitos mais gerais como diversidade, direitos
                    humanos, pluralidade, igualdade e equidade. O MEC justificou que a omissão da
                    temática da diversidade sexual e de gênero não compromete o respeito às
                    diferenças, porque estaria prevista nas “competências gerais”, e foi uma medida
                    que buscou o equilíbrio entre as forças interatuantes no debate. Analisamos,
                    entretanto, na mesma direção de <xref ref-type="bibr" rid="B45">Tondin e Andrade
                        (2019)</xref>, que a decisão se deu em direção a interesses específicos e
                    revelou uma inflexão no movimento de afirmar as diferenças a favor da criação de
                    consensos e na negação da imprevisibilidade do espaço escolar. A própria noção
                    de “busca por equilíbrio” pode ser aqui questionada tendo em vista as
                    significações possíveis de alteridade, de afetividade no contexto escolar e o
                    lugar da psicologia escolar e educacional no fomento ou na resistência ao corpo
                    regulado.</p>
                <p>Associado ao apagamento dos termos relativos às diferenças e sexualidades, uma
                    imprecisão conceitual e metodológica na BNCC e nos documentos curriculares no
                    âmbito de reformas educacionais abre espaço maior ainda para receitas
                    mercantilizantes do que significa “educar”. Segundo <xref ref-type="bibr"
                        rid="B32">Ratier (2019)</xref>, se são frágeis os referenciais que abordam
                    as habilidades socioemocionais, tornam-se convidativos materiais prontos,
                    formulados e comercializados por grandes conglomerados que ofertam “soluções”
                    pautadas no reforço à autocontenção, vendidas como promessa de trabalhar todo o
                    conteúdo das habilidades socioemocionais da Base.</p>
                <p>Não são isoladas e sem intencionalidades tais imprecisões conceituais. Em 2017, a
                    Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu posicionamento contra os projetos de
                    lei relativos ao Escola sem Partido em que afirma que tais projetos fomentam
                    censuras na educação, utilizando-se da imprecisão do que significa “doutrinação
                    política e ideológica” (como dito pelo Escola sem Partido para se referir à
                    atuação de escolas e professoras/es que não coadunam com a ideologia desse
                    projeto), o que permite que uma série de práticas pedagógicas sejam assim
                    enquadradas (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Campanha Nacional pelo Direito à
                        Educação, 2017</xref>). Trata-se, portanto, não de imprecisões que
                    significam abertura à imprevisibilidade constitutiva da educação, mas abstrações
                    intencionais que, ao retirarem a materialidade dos conceitos, permitem sua
                    apropriação por discursos díspares na disputa pela educação, sem questionar suas
                    bases epistemológicas e sua inserção no processo formativo de estudantes e
                    docentes.</p>
                <p>A busca por inculcar no discurso social a visão utilitarista e mercantil de
                    educação data pelo menos dos anos 1990, quando a pedagogia das competências
                    incidiu sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais, e tem sido difundida por
                    grandes corporações do mercado financeiro e produtivo, como o Movimento Todos
                    pela Educação, criado em 2006 (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Moreno,
                        2016</xref>). Essa teoria tem marcado políticas educacionais brasileiras, e
                    como demonstramos, é o caso da BNCC.</p>
                <p>Desse modo, uma relação entre competências socioemocionais e expansão neoliberal
                    se constrói não de forma isolada, mas atenta, como reflexo e constitutiva do
                    estágio neoliberal e da formação subjetiva no presente contexto,
                    materializando-se em diferentes aspectos constitutivos da educação, entre os
                    quais: (1) a escolha pela centralidade do conceito de “competências” na BNCC — e
                    pela centralidade da própria BNCC nas exigências que incidem sobre a educação —
                    e nos documentos curriculares dela decorrentes (a Base se estrutura em
                    competências gerais, competências específicas de área e competências específicas
                    de componente curricular); (2) os modos de divulgação e utilização dos
                    resultados de índices de desempenho escolares; (3) os investimentos de recursos,
                    políticas e cuidado às escolas, de acordo com tais índices; (4) o imaginário
                    social em torno de escolas “boas” ou “ruins”, classificadas de acordo com sua
                    territorialidade, vulnerabilização, disponibilidade de recursos materiais e
                    infraestrutura, sobretudo tecnológicos, e posição no <italic>ranking</italic> de
                    resultados; (5) o tipo de protagonismo na educação que assumem organismos
                    voltados para a economia, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
                    Econômico (OCDE), institutos e movimentos que se organizam como voz para dizer
                    da educação e “solucionar” seus “problemas” a partir de um significado de
                    educação atinente ao mercado; (6) o cansaço, a violência e a medicalização com
                    suas formas de expressão nas relação que se dão no cotidiano escolar.
                    Concomitante, como marca do atual contexto social e político, em que pautas
                    moralistas se ampliam e se complexificam, também com negociações e
                    complementariedades com a lógica neoliberal, nota-se que os apagamentos
                    relativos à diversidade sexual e de gênero incidem desde o Plano Nacional de
                    Educação (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Brasil, 2014</xref>) e são reafirmados
                    na Base (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Brasil, 2017b</xref>).</p>
                <p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B13">Corti (2019)</xref>, “[...] reformas
                    curriculares são o modelo preferido de Estados neoliberais quando propõem (ou
                    encenam) mudanças educacionais [...]” (2019, p. 52), devido ao seu baixo custo
                    em relação às mudanças estruturais, seu alcance em termos de
                        <italic>marketing,</italic> privatizações e redução de investimentos. Nessa
                    conjuntura, as diversidades são capturadas por diferentes porta-vozes, alheios
                    ou não ao trabalho direto nas escolas, como dispositivo cuja retórica é
                    investida pelo capital, definindo contornos acerca dos modos legítimos e
                    ilegítimos de exercício das sexualidades. O corpo submetido ao treino e ao
                    diagnóstico (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Patto, 1997</xref>), encontra, na
                    relação entre sexualidade, subjetividade e produção de conhecimento, seu
                    contrassenso.</p>
                <p>Nesse processo, a produção de conhecimentos e de subjetividades está em jogo como
                    território em disputa para a delimitação desses contornos, e a sexualidade
                    aparece como elemento de captura. Dimensionamos, assim, a Base como uma coalizão
                    de forças conservadoras (do mercado e da moral) que engendram um mecanismo que
                    representa e sintetiza uma política educacional na qual se localizam, convergem
                    e se expressam as imbricações entre gênero, orientação sexual e competências
                    socioemocionais, de modo que, no jogo de falar/calar, mostrar/apagar, são
                    capturadas, por lógicas hegemônicas (sexistas, machistas, heterocentradas,
                    racistas, capacitistas, homofóbicas, transfóbicas, xenofóbicas etc.), as
                    diversas possibilidades de existir, sentir, perceber o mundo, reagir, estar,
                    valorar, comportar-se, relacionar-se afetiva e sexualmente.</p>
                <p>Currículos preveem e as(os) professoras(es) têm sido convocadas(os) a formarem
                    suas(seus) alunas(os) não apenas do ponto de vista cognitivo, mas também do
                    desenvolvimento emocional. Tal movimento envolve, segundo <xref ref-type="bibr"
                        rid="B42">Silva e Rosa (2020)</xref>, uma contradição: por um lado, abordar
                    a temática das competências socioemocionais em documentos oficiais possibilita o
                    reconhecimento da importância da formação emocional e a responsabilidade da
                    educação escolar acerca desse aspecto formativo, desestabilizando perspectivas
                    de sua suposta neutralidade; por outro lado, a abordagem socioemocional na BNCC
                    se fundamenta na captura das subjetividades da classe trabalhadora em prol da
                    ordem meritocrática, que se sustenta numa sociabilidade pautada no esforço
                    individual e na naturalização das relações, dos modos de se colocar no mundo e
                    da intencionalidade das práticas escolares.</p>
                <p>A atuação <italic>psi</italic> nas escolas tem sido convocada nesse ponto:
                    trabalhar “o socioemocional”, ao que é possível questionar de que modo a
                    psicologia escolar e educacional responde, subverte e/ou recria a BNCC, as
                    demais políticas educacionais e a própria Lei n. 13.935/2019. Está em questão o
                    papel inerentemente formativo da educação escolar, isto é, a qualidade da
                    relação que os indivíduos estabelecem com o mundo. As políticas educacionais são
                    assumidas, a partir dessa perspectiva, como parte do processo de formação humana
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Gomes, 2012</xref>); colocamos, aqui, a
                    psicologia em interface com a educação, às voltas com essa proposta.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Implicações para o trabalho da(o) psicóloga(o) escolar e educacional</title>
                <p>Até aqui, duas linhas foram traçadas em nossa reflexão que toma a BNCC como
                    analisador do período histórico que estamos vivendo, como expressão do modo como
                    forças políticas, econômicas e sociais diversas interatuam, em embate: (1) o
                    apagamento, a invisibilização da temática de gênero e orientação sexual, e (2) a
                    ascensão, a exaltação das competências socioemocionais; ambas neste documento
                    oficial. E é nesse emaranhado que a psicologia, em sua interface com a educação,
                    é chamada a lidar com as instabilidades e estabilidades das dicotomias razão e
                    emoção, corpo presente e ausente, corpo aprisionado e liberto, no inter jogo
                    controle e resistência, imposições e insubordinações, submissões e rebeldias. É
                    por isso que estamos acionando a perspectiva crítica em psicologia escolar e
                    educacional e os estudos decoloniais como ferramentas para a promoção de
                    reflexões sobre os percursos (im)possíveis da(o) psicóloga(o) na escola.</p>
                <p>A Lei n. 13.935 (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Brasil, 2019</xref>), fruto de
                    longa trajetória de luta de entidades e profissionais da psicologia e serviço
                    social, prevê que as redes públicas de educação básica de todo o país contem com
                    serviços de ambas as áreas, nos quais, por meio de equipes multiprofissionais,
                    serão desenvolvidas “[...] ações para a melhoria da qualidade do processo de
                    ensino-aprendizagem, com a participação da comunidade escolar, atuando na
                    mediação das relações sociais e institucionais” (art. 1º, § No processo de sua
                    implementação, <xref ref-type="bibr" rid="B44">Souza <italic>et al.</italic>
                        (2021)</xref> identificam que vários pontos carecem da atenção das(os)
                    profissionais, dos quais destacamos duas expectativas de gestoras(es) da
                    educação em relação a esses serviços: o foco no desenvolvimento de competências
                    socioemocionais e o enfrentamento das violências nas escolas.</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B23">Meira (2003)</xref> aponta que perspectivas
                    críticas em psicologia escolar e educacional teceram questionamentos, a partir
                    das décadas de 1970/1980, acerca de visões idealistas e subjetivistas, que
                    tratam os afetos/emoções como fins em si mesmo desarticulados das relações
                    sociais que lhes são constitutivos. Esse movimento acabou por promover o
                    afastamento da grande maioria de autoras(es) críticas(os) em relação a essa
                    temática, o que deixou o espaço escolar aberto a teorias e práticas psicológicas
                    direcionadas pelo pensamento liberal, que naturalizam e universalizam as noções
                    de subjetividade, relações humanas e sociedade, isto é, não as situam histórica,
                    política e socialmente, como o faz a psicologia sócio-histórica (<xref
                        ref-type="bibr" rid="B23">Meira, 2003</xref>).</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B38">Sawaia (2001/2017)</xref> aborda a afetividade, o
                    sofrimento e a desigualdade social, em suas dimensões ético-políticas. A
                    vivência cotidiana das questões sociais marcadas pela produção de inferioridades
                    e subalternidades afetam corpo-alma, mutilando a vida; a afetividade, portanto,
                    reposiciona os modos de experimentação desse sofrimento, ao colocar em cena o
                    conceito de potência de ação, enquanto atuação que envolve, simultaneamente,
                    ação, emoção e significado; as emoções, fenômenos históricos, sempre em
                    constituição, são priorizadas cada uma diferentemente de acordo com o momento
                    histórico, que privilegia determinadas emoções estrategicamente para o controle
                    e a coerção social (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Sawaia, 2017</xref>). Dessa
                    forma, os modos de expressão das sexualidades são classificados, avaliados e
                    sentenciados com base em tais estratégias que se valem do que é afetivo e
                    emocional, regulando o corpo.</p>
                <p>No atual contexto, fundamentado pela lógica neoliberal, a dimensão afetiva é
                    apropriada pelo discurso das competências, reatualizando modos de vida
                    condizentes com a aproximação entre educação e mercado. <xref ref-type="bibr"
                        rid="B32">Ratier (2019)</xref> afirma que a BNCC reforça o paradigma da
                    eficiência e produtividade e o enquadramento disciplinar das(os) alunas(os), a
                    partir da prevenção dos afetos considerados indesejados, como a raiva e a
                    rebeldia.</p>
                <p>O discurso hegemônico na educação é o da prevenção e tratamento das violências,
                    entendendo-as como patologias individuais (de alunas/os com “personalidades
                    antissociais”) e/ou sociais (de famílias “desestruturadas” e de comunidades
                    “desintegradas”). Quando desprovido de uma visão crítica acerca da complexidade
                    e multideterminação desse fenômeno, o trabalho de psicólogas(os) junto a
                    práticas de violência incorre em lógicas individualizantes e culpabilizantes
                    (das/os estudantes, suas famílias e comunidades), estruturando-se em estratégias
                    de ajustamento de condutas desses entes, movidos pelas premissas de
                    criminalização da pobreza e da inferiorização das culturas populares. Essa</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] individualização da problemática nos corpos de crianças e em famílias
                        negras e pobres desconsidera os determinantes sociais, econômicos,
                        históricos, culturais etc. que concorrem para (re)produção das violências,
                        e, pior ainda, criminaliza questões educacionais e pedagógicas, podendo até
                        resultar em judicialização dos problemas escolares e familiares (<xref
                            ref-type="bibr" rid="B44">Souza <italic>et al.,</italic> 2021, p.
                            40</xref>).</p>
                </disp-quote>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B5">Bonamigo (2008)</xref>, ao “[...] conceber as
                    violências como configurações contemporâneas, vinculadas à imprevisibilidade e
                    aos riscos que compõem o mundo atual” (2008, p. 204), permitenos compreender
                    como o medo (tão estimulado pelos discursos ultrarreacionários e tão produzido
                    por medidas de governos neoliberais, como a desregulamentação do trabalho) atua
                    como indutor e justificador de políticas autoritárias de controle social, em
                    estratégias de gestão das violências que implicam em tecnologias de vigilância e
                    controle. Nesse entendimento, a demanda pelo trabalho de psicólogas(os) na
                    mediação de práticas violentas em escolas são mais um apelo ao disciplinamento
                    de corpos e de otimização das suas potências para a indução do modo de vida
                    capitalista, coadunando a formação de competências socioemocionais com a
                    prevenção às violências na formatação de corpos e mentalidades adequados a uma
                    determinada performance desejada pelo modelo econômico neoliberal e controlados
                    pelas novas moralidades em ascensão.</p>
                <p>De outra perspectiva, acolhemos sim essas demandas (competências socioemocionais
                    e combate às violências) apresentadas pelas(os) gestoras(es) educacionais,
                    porém, fazemos uma torção nelas, e as relacionamos com o apagamento das
                    temáticas de gênero e orientação sexual na BNCC. Para tal, valemo-nos de pontos
                    de vista críticos e pós-críticos, nos quais comparecem as interseccionalidades
                    como recusa a práticas estigmatizantes, criminalizantes, adaptacionistas e
                    medicalizantes, de modo a interrogarem a padronização de competências,
                    diferenças e sexualidades, colocando em cena as categorias sociais definidoras
                    dos limites desses conceitos. Se a produção de conhecimento historicamente
                    legitima a categorização de sujeitos, forjando padronizações e normalizações,
                    desconstruí-las passa pela problematização dos processos colonizadores, marcados
                    por genocídios/epistemicídios, que camuflam diversidades epistêmicas em nome de
                    estruturas de conhecimento eurocentradas, pretensamente universais, não situadas
                        (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Grosfoguel, 2016</xref>).</p>
                <p>Compreendemos que as investidas (em certa medida bem-sucedidas, mas não sem
                    resistência de atrizes e atores dentro e fora das escolas) de setores
                    ultrarreacionários da sociedade visando à eliminação dos debates acerca da
                    diversidade sexual e de gênero nas escolas fazem parte do processo de
                    esvaziamento e silenciamento da escola como espaço de discussão crítica, de
                    formação de sujeitos democráticos. Portanto, inviabiliza o cumprimento de sua
                    função precípua de formação humana integral, para a cidadania emancipada. A
                    decolonialidade, ao constituir um espaço — feito de conflitos e contradições —
                    de problematização da colonialidade (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Quintero;
                        Figueira; Elizalde, 2019</xref>), permite colocar em questão os modos de
                    enunciar/produzir a violência e a criminalização da pobreza, da diferença, do
                    corpo inquieto, “improdutivo” e “des/transviado” no qual inscreve-se a
                    medicalização. É possível problematizar, assim, naturalizações e a própria
                    história de produção do conceito de violência — e da implicação da psicologia
                    nesse processo. A decolonialidade revisita de outro lugar a temática do poder na
                    modernidade (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Quintero; Figueira; Elizalde,
                        2019</xref>), o que permite ensaiar experiências possíveis que considerem as
                    relações entre violência, saber, corporeidades, raça, gênero, sexualidade para,
                    então, (re)inventar significados possíveis de educação.</p>
                <p>Se “habilidades”, “competências”, “socioemocional”, “afetos”, “emoções”,
                    “doutrinação”, “educação” são termos apropriados por lógicas mercantilizantes e
                    medicalizantes, questionar as bases epistemológicas, inclusive da psicologia
                    escolar e educacional, reivindicando sua posicionalidade no processo de afirmar
                    as diferenças, e situar afetos e emoções enquanto sócio-históricos e políticos,
                    portanto inseridos e constituídos em relações interseccionais de opressões, pode
                    constituir resistência a significados pré-determinados, permitindo a construção
                    de outros modos de relação com a diferença e a afetividade. Nomear é preciso
                    contra a manutenção das desigualdades (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Ribeiro,
                        2017</xref>), visto que elas se valem de imprecisões conceituais.</p>
                <p>Uma educação e uma escola que se esvaziam de formação crítica, em que
                    educadoras(es) e educandas(os) se relacionam e interatuam de modo alienado e
                    alienante, retira-lhes a percepção dos determinantes sociais que configuram o
                    processo educacional, no caso brasileiro (re)produtor de desigualdades
                    econômicas e socioculturais. E como preconiza a pedagogia histórico-crítica, a
                    consciência desses determinantes revela a dependência da educação em relação à
                    sociedade onde se realiza (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Saviani,
                    2009</xref>). E é a consciência dessa relação entre educação e sociedade que nos
                    faz afirmar que não é à toa e sem consequências (devastadoras) que os arautos do
                    neoliberalismo e do ultrarreacionarismo disputam a produção de sentidos acerca
                    do processo de escolarização, incidindo sobre as políticas educacionais, sobre
                    as quais pautam seus interesses econômicos, políticos, culturais e morais, sua
                    cosmovisão. Isso, de acordo com os estudos decoloniais, “[...] implica
                    necessariamente a subalternização das práticas e subjetividades dos povos
                    dominados” (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Quintero; Figueira; Elizalde, 2019,
                        p. 5</xref>), que “[...] se estabelece a partir de dois eixos estruturais
                    baseados no controle do trabalho e no controle da intersubjetividade” (2019, p.
                    5).</p>
                <p>Uma educação escolar que se pauta no desenvolvimento das competências
                    socioemocionais configura uma formação humana modelada pelo capital. Pela
                    pedagogia das competências, como se posiciona <xref ref-type="bibr" rid="B31"
                        >Ramos (2001, p. 26)</xref>, os indivíduos são ensinados a combinar o saber,
                    o saber fazer e o saber ser, resultando em um “ser capaz de” (aquilo que devem
                    fazer ou estar em condições de fazer); são formados em termos comportamentais
                    visando o desempenho efetivo e eficaz que alcance o padrão de resultados
                    desejados pelo capitalismo. Enfim, essa formação combina conhecimentos,
                    experiências e comportamentos com foco em resultados de interesse mercantil.</p>
                <p>Essa formação humana precária (posto que, ao colocar os indivíduos a serviço do
                    capital, não os humaniza), quando se articula com a interdição da discussão
                    sobre diversidade sexual e gênero no meio escolar, reitera a desvalorização e a
                    desqualificação das diferenças, operando na invisibilização, hierarquização e
                    inferiorização das experiências das mulheres e da população LGBTQIA+.
                    (Re)produzindo a lógica patriarcal, machista e heteronormativa (classista,
                    racista e capacitista, também), as escolas se mantêm como espaços em que são
                    perpetradas diversas formas e níveis elevados de discriminação contra
                    aquelas(es) que subvertem o sistema hegemônico da sexualidade. Nesse ponto, é
                    que demarcamos o recrudescimento da naturalização das violências do/no cotidiano
                    escolar, aquelas mesmas que as(os) gestoras(es) da educação pretendem que sejam
                    enfrentadas. Perante isso, questionamos: como fazer o enfrentamento das
                    violências e como pensar a dimensão socioemocional e o corpo (ambos exigidos
                    pela racionalidade das competências) sem discutir gênero e orientação sexual
                    como temas que as transversalizam, e também sem problematizar e desconstruir as
                    bases estruturantes das relações desiguais em nossa sociedade?</p>
                <p>Sinalizamos assim, que iniciativas que impedem discussões sobre a diversidade
                    sexual e de gênero — que envolvem as categorias diferença, diversidade,
                    inclusão, exclusão, igualdade, desigualdade, gênero, sexualidade,
                    masculinidades, classe social, raça, etc. — resultam na reificação da educação
                    como dispositivo de manutenção de formas subalternas de existência, de não
                    reconhecimento e ocultamento das experiências das mulheres e de não
                    heterossexuais. O não reconhecimento das experiências afetivo-sexuais para além
                    da heterossexualidade masculina, como possibilidades legítimas de experimentação
                    da sexualidade, é fomento para práticas de violência nas/pelas escolas e outros
                    ambientes sociais, que vão desde formas sutis de violação psicológica até
                    feminicídios e homicídios homo/lesbo/transfóbicos. Por isso, reivindicamos que
                    preconceitos contra a diversidade sexual e de gênero sejam discutidos na/pela
                    educação, e concordamos com <xref ref-type="bibr" rid="B41">Seffner
                        (2013)</xref> que as ações escolares devem, além de valorizar essa
                    diversidade, “[...] tocar no estatuto da heteronormatividade [...]” (2013, p.
                    145).</p>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B17">Gomes (2012)</xref> provoca, em uma “[...]
                    perspectiva de descolonização [...]” (2012, p. 104) dos currículos e das
                    escolas, uma micropolítica de ruptura epistemológica para a possibilidade de
                    transformar representações e práticas de modo a conectá-las à vida social,
                    indagando os lugares de poder que estruturam relações de hierarquização do
                    conhecimento, entendendo a educação como campo de articulação tenso entre teoria
                    e prática. Para a autora, a descolonização do currículo implica, assim, em:
                    confronto, conflito, negociações e produção de algo novo, se articulando a
                    outros processos de descolonização. Pensamos aqui, a possibilidade de se pensar
                    a descolonização da psicologia em sua interface com a educação, tanto em relação
                    aos conhecimentos que produz quanto às práticas que realiza nas escolas.</p>
                <p>A sexualidade e a diversidade/diferença compõem e atravessam as relações
                    intersubjetivas do/no cotidiano escolar. Ao colocar em cena o movimento entre
                    universal e particular, micro e macropolítica, subjetividade e relações sociais,
                    e anunciar a possibilidade de enfrentamento às desigualdades a partir do que
                        <xref ref-type="bibr" rid="B40">Sawaia (2009)</xref> pontua como uma práxis
                    ético/estética comprometida com a transformação social, o trabalho da(o)
                    psicólogo(a) no contexto educacional está em questão justamente no ponto em que
                    pensa seu objeto, portanto, sua função social contextualizada e situada política
                    e eticamente.</p>
            </sec>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Considerações finais</title>
            <p>Se a psicologia escolar e educacional atenta para o encontro do ser humano com a
                educação, isso envolve as intersecções do processo formativo, especificamente os
                marcadores sociais da diferença, como classe, gênero, raça, classe e sexualidade,
                mediadoras das subjetivações e objetivações (im)possíveis no contexto neoliberal e
                ultrarreacionário contemporâneo. E, se as políticas educacionais consolidam ou
                desestabilizam o que está instituído, afirmações (das competências socioemocionais)
                e omissões (da diversidade sexual e de gênero), como no caso da BNCC, não são
                produtos do acaso ou de neutralidades, mas fazem parte de um projeto político que
                promove modos de vida fascistas — e esses, que, enquanto conceito, são históricos e
                dizem respeito, como mostra <xref ref-type="bibr" rid="B34">Sales e Rocha
                    (2019)</xref>, a relações políticas e intersubjetivas, posto que tais modos se
                engendram como imperativos que direcionam os indivíduos ao outro e a si mesmos, em
                processos retóricos de “salvação” e “segurança”.</p>
            <p>À psicologia e à educação cabem, em diálogo, a desafiadora tarefa de formação de
                sujeitos democráticos e de democratização do acesso ao conhecimento científico,
                cumprindo a função social da educação como potência para a emancipação das
                populações marginalizadas. Nossa reflexão pretende provocar desestabilizações dos
                efeitos produzidos pelas conjugadas medidas neoliberais e ultrarreacionárias sobre
                os currículos escolares e as subjetividades que engendram, a fim de potencializar as
                (re)existências que se processam no “chão” das escolas brasileiras e apostar que se
                articulem com os movimentos sociais que abalam as diversas estruturações sociais de
                matriz das colonialidades. Com efeito, transformar modos de viver, de sentir, de
                pensar, de agir e de se relacionar traz a marcação ideológica como potência e não
                enquanto negatividade da educação, pois permite tensionar as práticas educativas e
                apontar as singularidades das mesmas. Um currículo libertário é efeito da liberdade
                como produção agonística das práticas e não como origem essencialista do ser, sendo
                que a educação do esperançar possibilita acreditar na ruptura com a colonialidade
                como exercício ético e estético de invenção de outros olhares e leituras, pela
                educação como prática de liberdade.</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
        <fn-group>
            <fn fn-type="other" id="fn1">
                <label>1</label>
                <p><xref ref-type="bibr" rid="B43">Silva (1999/2010)</xref> argumenta que a
                    perspectiva multiculturalista chega, no seu limite, às ideias de “respeito” e
                    “tolerância” à diversidade na convivência; não há, a partir dessa perspectiva, a
                    interpelação das relações assimétricas de poder que determinam lugares também
                    assimétricos de “quem tolera” e “quem é tolerado”. Temos, aqui, a “pedagogia da
                    tolerância”.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn2">
                <label>2</label>
                <p>Utilizamos a expressão “afetos/emoções”, assim como <xref ref-type="bibr"
                        rid="B32">Ratier (2019)</xref>, sem negligenciar as especificidades de ambos
                    os conceitos e em diferentes perspectivas teóricas, mas considerando que tanto
                    os afetos quanto as emoções se dão no encontro com o outro, com a diferença, com
                    a alteridade, e expressam as subjetividades em dialética com o que é coletivo,
                    social e histórico. Afirmamos, assim, afetos/emoções como aquilo que marca a
                    historicidade do corpo e de suas próprias marcas.</p>
            </fn>
        </fn-group>
        <ref-list>
            <title>REFERÊNCIAS</title>
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                    Acesso em: 20 abr. 2024.</mixed-citation>
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                            >https://www.anped.org.br/content/anped-e-bncc-luta-resistencia-e-negacao</ext-link>.</comment>
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                        >https://doi.org/10.1590/S1413-85572008000200020</ext-link></mixed-citation>
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