Estágios de mudança de comportamento relacionados ao exercício físico em adolescentes
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2010v12n5p367Resumo
O presente estudo teve por objetivo analisar os estágios de mudança de comportamento (EMC) relacionados aos exercícios físicos em adolescentes estudantes de escolas públicas do Município de Florianópolis/SC. Participaram do estudo 400 adolescentes com idade entre 14 e 18 anos, sendo 53,8% meninas (idade média de 16,3 anos) e 46,2% meninos (idade média de 16,4 anos), selecionados aleatoriamente nas escolas estaduais que contemplavam o Ensino Médio no município de Florianópolis. As associações entre as variáveis foram verificadas por meio do teste Qui-Quadrado (?=0,05). Praticam algum tipo de exercício físico com regularidade 67,6% dos estudantes (estágios de ação e manutenção), enquanto apenas 9,8% não praticam e não pretendem praticar (estágio de pré-contemplação). Meninos praticam mais exercícios físicos do que as meninas, pois se encontram em EMC mais avançados (p<0,000). Idade, série e turno de estudo não estiveram estatisticamente associados aos EMC para a amostra geral, porém, entre os meninos, os estudantes do período matutino são mais sedentários (p=0,050). As análises evidenciam uma população que, em sua maioria, pratica algum exercício físico, porém atenção deve ser dada a minoria que apresenta comportamento sedentário, especialmente, aos que não pretendem praticar exercícios físicos. Destaca-se a importância dos EMC para uma intervenção mais efetiva em saúde, pois mesmo que um programa não torne, em um curto espaço de tempo, um indivíduo ativo, a sua evolução nos estágios é considerada positiva.
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2010 Maick da Silveira Viana, Alexandro Andrade

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor. Os autores concedem os direitos de primeira publicação à RBCDH, sendo a obra simultaneamente licenciada sob a Licença Creative Commons (CC BY) 4.0 Internacional.
Os autores estão autorizados a celebrar contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (por exemplo, publicação em repositório institucional, em site pessoal, publicação de tradução ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
