Efeitos preventivos do exercício físico sobre a inibição da creatina quinase em córtex cerebral de camundongos expostos à fumaça de cigarro

Autores

  • Daiane Bittencourt Fraga Universidade do Extremo Sul Catarinense. Laboratório de Fisiopatologia Experimental, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde. Criciúma, SC.
  • Renata Tiscoski Nesi Universidade do Extremo Sul Catarinense. Laboratório de Fisiologia e Bioquímica do Exercício. Programa de Pós--Graduação em Ciências da Saúde. Criciúma, SC.
  • Giselli Scaini Universidade do Extremo Sul Catarinense. Laboratório de Fisiopatologia Experimental, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde. Criciúma, SC.
  • Bruna Tramontin De-Nês Universidade do Extremo Sul Catarinense. Laboratório de Fisiopatologia Experimental, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde. Criciúma, SC.
  • Patricia Fernanda Schuck Universidade do Extremo Sul Catarinense. Laboratório de Fisiopatologia Experimental, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde. Criciúma, SC.
  • Ricardo Aurino Pinho Universidade do Extremo Sul Catarinense. Laboratório de Fisiopatologia Experimental, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde. Criciúma, SC.
  • Emilio Luiz Streck Universidade do Extremo Sul Catarinense. Laboratório de Fisiopatologia Experimental, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde. Criciúma, SC.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2011v13n2p106

Palavras-chave:

Exercício físico, Tabaco, Metabolismo cerebral.

Resumo

O exercício físico aeróbico tem demonstrado benefícios em pesquisas recentes, uma vez que aumenta a resposta oxidativa muscular, porém os efeitos do exercício sobre o cérebro são pouco conhecidos e bastante contraditórios. A inibição da atividade da enzima creatina quinase (CK) está relacionada à patogênese de um grande número de doenças, especialmente no cérebro, e que a disfunção mitocondrial leva ao dano na síntese de ATP. Este trabalho tem como objetivo verificar os efeitos preventivos do exercício físico no hipocampo e córtex cerebral de camundongos submetidos à exposição crônica da fumaça de cigarro. Foram utilizados 24 camundongos C57BL-6 machos, com idade de entre 8-10 semanas, divididos em 4 grupo, foram submetidos a um programa de exercício (natação), cinco vezes por semana, durante 8 semanas, após esse período os animais foram expostos passivamente à fumaça de cigarro por 60 dias consecutivos, 3 vezes ao dia totalizando em 12 cigarros, 4 cigarros por vez, da marca Marlboro vermelho. A atividade enzimática da CK foi determinada em hipocampo e córtex cerebral. Os resultados mostraram que a atividade da enzima CK foi inibida no córtex cerebral dos animais submetidos à inalação da fumaça do cigarro, porém o exercício conseguiu prevenir esta alteração. A atividade da CK não foi alterada no hipocampo dos animais. Essa inibição da CK pela inalação da fumaça do cigarro pode estar relacionada com processos de morte celular. O exercício preventivo mostrou um papel protetor sobre a inibição dessa enzima.

Publicado

2011-02-15

Edição

Seção

Artigos Originais