Análise da eficácia dos passes de longa distância na Copa do Mundo FIFA Brasil 2014
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2017v19n6p676Resumo
Objetivou-se analisar a eficácia dos passes de longa distância realizados durante os jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014. Todas as 64 partidas foram analisadas. Porém, as prorrogações na fase eliminatória da competição não foram acrescidas na amostra. O estudo definiu o lançamento como uma ação feita por um jogador do meio campo defensivo com o objetivo de passar a bola para outro colega de equipe localizado no campo ofensivo. O resultado da ação foi avaliado com base nos seguintes critérios: finalização ao gol, manutenção da posse de bola, perda da posse de bola e recuperação da posse de bola. O total dos lançamentos também foi considerado nas análises. Ao longo do torneio houve 4.512 lançamentos. Os principais achados foram que 59% dos lançamentos resultaram em perda, 28% em manutenção e 12% em recuperação da posse da bola, mas apenas menos de 1% resultaram em finalização ao gol (F = 505,5; p <0,001 Parcial ?² = 0,76). Equipes que lançaram mais perderam a bola com maior frequência. Houve mais lançamentos nos primeiros e nos últimos 15 min de jogo. Equipes da UEFA e da Concacaf executaram, respectivamente, o mais baixo e o mais alto número de lançamentos. O principal achado deste estudo é que os lançamentos apresentam baixa eficácia devido à alta taxa de perda da posse de bola, raramente criando oportunidades de finalização à meta. Quanto mais lançamentos feitos, mais posse de bola perdida.
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