Efeitos da cadência de pedalada sobre a potência mecânica e variáveis fisiológicas
DOI:
https://doi.org/10.1590/%25xResumo
O objetivo deste estudo foi comparar as respostas das variáveis potência máxima (Pmax), freqüência cardíaca (FC), percepção de esforço (PE), pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD) e duplo produto (DP) na carga máxima atingida e durante os testes de 60 e 90 rpm. A amostra deste estudo constou de 14 homens (26,5 ± 3,5 anos, 78,5 ± 7,8 kg e 178,1 ± 7,0 cm) praticantes de aulas de ciclismo “indoor”, que realizaram dois testes de esforço máximo, segundo o protocolo incremental de Balke. O primeiro teste (test60) consistiu de uma cadência de pedalada de 60 rpm até a exaustão voluntária ou o aparecimento de sinais ou sintomas limitantes. Já o segundo teste (test90) utilizou a cadência de pedalada de 90 rpm. Não houve diferença signifi cativa da FCmax (test60: 189,7±12,0 bpm; test90: 190,9±10,7 bpm), PEmax (test60: 20,0±0,3; test90: 20,0±1,0) e PADmédia (test60: 76,7±4,9 mmHg; test90: 79,1 ± 5,3 mmHg) entre as cadências testadas. Por outro lado, os valores de Pmax (test60: 344,6±70,1 W; test90: 285,7±61,8 W), PASmax (test60: 186,1±14,7 mmHg; test90: 202,1±21,5 mmHg) e DPmax (test60: 35402,9±4431,7; test90: 38655,0±5270,5) foram diferentes. Em relação ao comportamento das variáveis durante os testes, houve diferença signifi cativa da FC entre os testes até 225 W. Observou-se que tanto na PE, quanto na PAD, não houve diferença significativa em nenhuma potência absoluta. Para PAS e para o DP, houve diferença signifi cativa entre as cadências somente na potência absoluta de 300 W. Com isso, fi ca claro que realizar testes máximos, mesmo em protocolos que não prescrevam a cadência de pedalada, parece ser indicado pedalar a 60 rpm.Publicado
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Copyright (c) 2007 Marcelo Ricardo Cabral Dias, André Calil e Silva, José Marques Novo Júnior, Luiz Alberto Batista, Jorge Roberto Perrout de Lima, Jefferson da Silva Novaes

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