O 'feminino' como gênero do desenvolvimento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

Gênero, Fronteira Simbólica, Programa Bolsa Família

Resumo

Este artigo propõe analisar, sob o viés de gênero, como se desenvolve, de modo não premeditado, a construção de fronteiras morais e simbólicas decorrentes da implementação de um programa de combate à pobreza: o Bolsa Família. Doravante, procuraremos esclarecer as propriedades dessas fronteiras e as formas de negociação de seu conteúdo. Com a finalidade de compreender melhor a complexidade da formação do status das beneficiárias (mães), percorremos diversos espaços pelos quais elas transitam. Por meio de entrevistas realizadas em uma periferia de uma grande cidade do Rio de Janeiro, podemos afirmar que as relações entre beneficiário(a)s e não beneficiário(a)s fundam-se em uma matriz moral carregada de tensões valorativas de gênero (‘boa’ e ‘má mãe’), o que acaba por reproduzir também uma hierarquização do ‘bom’ e do ‘mau pobre’.

Biografia do Autor

Mani Tebet Azevedo de Marins, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Professora Adjunta da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Pós-doutora pelo NIED (Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Desigualdade) da UFRJ. Doutora em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da UFRJ. Suas pesquisas se concentram em duas grandes áreas: políticas públicas e educação sob viés de gênero e raça. A autora possui artigos publicados no scielo. Sua publicação mais recente encontra-se na Revista Sociologia e Antropologia (PPGSA-UFRJ), v.04, 02/Out. 2014, sob título “Os repertórios morais e estratégias individuais de beneficiários do Bolsa Família”.

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Publicado

2018-04-24

Edição

Seção

Artigos