A Educação Estatística na educação básica de Brasil, Estados Unidos, França e Espanha segundo os documentos de ensino

Nelson Antonio da Silva, Helenara Regina Sampaio Figueiredo

Resumo


O objetivo do presente estudo é apresentar um recorte de nossa pesquisa apresentando orientações e recomendações curriculares propostas e explicitadas nos documentos curriculares do Brasil (PCN e BNCC), EUA, França e a Espanha Real Decreto (BOE), em relação ao ensino de Estatística na Educação Básica. Os resultados apontam pontos de coincidência e algumas discordâncias entre as orientações e as recomendações curriculares contidas nos documentos oficiais dos dois países, sobre o ensino da Estatística. As orientações curriculares adotam perspectivas diferentes para o ensino da Estatística.  No Brasil, tais perspectivas, parecem ser de caráter instrumental, uma vez que postula que, no estudo da Estatística, o aluno deve se envolver com algo presente no seu cotidiano e não com um trabalho fundamentado em definições ou fórmulas. Já o currículo espanhol trata essa disciplina como uma ferramenta fundamental para resolver situações da vida diária, para compreender melhor o ambiente que as rodeia e para levar o estudante a comunicar-se estatisticamente na representação e tratamento da informação por meio do Letramento Estatístico.


Palavras-chave


Educação Matemática; Ensino de ciências; Ensino e aprendizagem de matemática

Texto completo:

PDF/A

Referências


Almeida, C. C. de. (2010). Análise de um instrumento de letramento estatístico para o Ensino Fundamental II. (Dissertação de mestrado). Universidade Bandeirante de São Paulo, São Paulo, Brasil.

Batanero, C. (2001). Training researchers in the use of statistics. Granada: International Association for Statistical Education; International Statistical Institute.

BOE – Espanha. (2014). Diário Oficial Boletín Oficial del Estado, 2014. Recuperado de .

Brasil. (1997). Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília, DF: MEC; SEF.

Brasil. (1988). Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. 3º e 4º ciclos do Ensino Fundamental. Brasília, DF: MEC.

Brasil. (2014). Plano Nacional de Educação. 2014/2024. Brasília, DF: MEC. Recuperado de .

Brasil. (2016). Base Nacional Comum Curricular – BNCC. 2ª versão revista. Brasília, DF: MEC.

Brasil. (2017). Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC.

Cazorla, I. M., & Castro, F. C. (jun. 2008). Papel da Estatística na leitura do mundo: o Letramento Estatístico. Publicatio UEPG, Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Lingüística, Letras e Artes, 16, 45-53.

Cazorla, I. M., Ramos, K. L. de S., & Jesus, R. L. de. (2015). Reflexões sobre o ensino de estatística na Educação Básica: lições que podem ser aprendidas a partir da Feira de Ciências e Matemática da Bahia – FECIBA. IASE 2015. Satellite: Advances in Statistics Education: developments, experiences, and assessments. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. Recuperado de https://iase-web.org/documents/papers/sat2015/IASE2015%20Satellite%2065_CAZORLA.pdf

Costa, A., & Nacarato, A. M. (2011). A Estocástica na formação do professor de Matemática: percepções de professores e de formadores. Boletim de Educação Matemática – BOLEMA, 24(39), 367-386.

Crossen, C. (1996). O fundo falso das pesquisas: a ciência das verdades torcidas. Tradução de Roberto Teixeira. Rio de Janeiro: Revan.

Éduscol. (2011). School Education in France - Éduscol - Main Website – Éduscol. Recuperado de .

Éduscol. (2017). School Education in France - Éduscol - Main Website – Éduscol. Recuperado de .

Franklin, C., Kader, G., Mewborn, D., Moreno, J., Peck, R., Perry, M., & Scheaffer, R. et al. (2007). Guidelines for Assessment and Instruction in Statistics Education – GAISE. Alexandria, VA: American Statistical Association.

Giusti, N. M. de R., & Justo, J. C. R. (2012). Formação continuada de professores: uma experiência sobre o conteúdo Tratamento da Informação nos anos iniciais. Revista Eletrônica de Educação, 6(2), 156-174.

Junta de Andalucia. (2014). Real Decreto 126/2014, de 28 de febrero, por el que se establece el currículo básico de la Educación Primaria. Ministerio de Educación, Cultura y Deporte. Recuperado de .

Lopes, C. E., Coutinho, C. Q. S., & Almouloud, S. A. (2010). Estudos e reflexões em Educação Estatística. Campinas: Mercado de Letras.

Lüdke, M., & André, M. E. D. A. (2005). Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. (9ª reimp.). São Paulo: EPU.

National Council of Teachers of Mathematics – NCTM. Standers. (1994). Normas para o Currículo e Avaliação em Matemática Escolar. Tradução da Associação dos Professores de Matemática de Lisboa.

Organisation for Economic Co-Operation and Development – OECD. (2010). PISA 2009 at a Glance. Paris: OECD Publishing.

Silva, C. B. da; Brito, M. R. F. de; Cazorla, I. M.; Vendramini, C. M. M. (2002). Atitudes em relação à estatística e à matemática. Psico-USF, 7, 219-228.




DOI: https://doi.org/10.5007/1981-1322.2019.e62813

Indexadores, diretórios e base de dados:

                                                                     

 

REVEMAT: R. Eletr. Educ. Mat., UFSC/MTM/PPGECT, Florianópolis, SC, Brasil, eISSN 1981-1322.
 
 

 Licença Creative Commons
Está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.