A brinquedoteca enquanto ambiente restaurador para a criança hospitalizada: uma análise interativa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2178-4582.2019.e57292

Palavras-chave:

Brinquedo, Criança, Hospital, Psicologia ambiental

Resumo

O objetivo deste estudo foi identificar a produção de artigos científicos envolvendo a importância da brinquedoteca para o desenvolvimento infantil da criança hospitalizada, publicados em âmbito nacional entre 2008 até abril de 2018. Utilizou-se os descritores “brinquedo”, “hospital” e “criança” nas seguintes bases de dados: IndexPsi, SciELO, PePSIC, LILACS e Periódicos CAPES . Obteve-se o total de 151 resultados. Após leitura integral dos artigos, a amostra consistiu em 10 artigos científicos. Realizou-se uma análise sistemática dos achados, levantando seis categorias temáticas: 1) continuidade no desenvolvimento infantil; 2) humanização do atendimento; 3) interação social; 4) alívio dos efeitos emocionais decorrentes da internação; 5) o lúdico como fator de aprendizagem; e 6) distração. A brinquedoteca, vista a partir da Psicologia Ambiental, é um importante ambiente restaurador que possibilita a humanização do cuidado e traz benefícios não somente para a criança, mas também para os profissionais da saúde e acompanhantes.

Biografia do Autor

Maisa Hodecker, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis/SC, Brasil.

Psicóloga (CRP-12/16945), Bacharel em Psicologia pelo Centro Universitário de Brusque - UNIFEBE. Mestranda em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Integrante do Laboratório de Psicologia Ambiental (LAPAM/UFSC). Na condição de bolsista CAPES-DS, realizou estágio docência na disciplina de Psicologia Social I e pesquisas no âmbito da saúde e bem-estar de pacientes e acompanhantes em um hospital infantil de Florianópolis/SC. 

Endereço institucional: Laboratório de Psicologia Ambiental, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade Federal de Santa Catarina, Trindade, Florianópolis/SC.

Suelen Frainer, Instituto de Pós-graduação e graduação - IPOG - Florianópolis/SC, Brasil.

Pós-graduanda em Avaliação Psicológica pelo IPOG - Unidade de Florianópolis. Possui graduação em Psicologia pelo Centro Universitário de Brusque - UNIFEBE (2017). Atualmente é Assistente de recursos humanos do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Gaspar-SC) e consultora de Gestão de Pessoas na Valorpsi Serviços em Psicologia (Itajaí-SC). 

Mauro Luís Vieira, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis/SC, Brasil.

Professor Titular do Departamento de Psicologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Obtive o título de Mestre (1991) e Doutor (1995) em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo. Pós-doutorado na Dalhousie University em Halifax (Canadá) em 1999/2000 e no Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 2012/2013. 

Ariane Kuhnen, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis/SC, Brasil.

Psicóloga, Mestre em Sociologia Política, Doutora em Ciências Humanas, Professora do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina. Coordenadora do Laboratório de Psicologia Ambiental - LAPAM. 

Referências

BRONFENBRENNER, U. A ecologia do desenvolvimento humano: experimentos naturais e planejados. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. 373 p.

BUSTAMANTE, V. et al. O brincar em família como possibilidade de humanização para crianças no hospital. Revista EPOS, Rio de Janeiro, v. 5, n. 2, jul./dez. 2014. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2178-700X2014000200007&lng=pt&tlng=pt. Acesso em: 27 maio 2018.

COSTA, R. P. Interdisciplinaridade e equipes de saúde: concepções. Mental, Barbacena, v. 5, n. 8, jun. 2007. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-44272007000100008&lng=pt&tlng=pt. Acesso em: 23 abr. 2018.

DIETZ, K. G.; OLIVEIRA, V. B. de. Brinquedotecas hospitalares, sua análise em função de critérios de qualidade. Boletim-Academia Paulista de Psicologia, São Paulo, v. 28, n. 1, jun. 2008. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-711X2008000100012&lng=pt&tlng=pt. Acesso em: 23 abr. 2018.

GRESSLER, S. C.; GÜNTHER, I. de A. Ambientes restauradores: Definição, histórico, abordagens e pesquisas. Estudos de Psicologia, Natal, v. 18, n. 3, jul./set. 2013. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/epsic/v18n3/09.pdf. Acesso em: 30 maio 2018.

KAPLAN, S. A esthetics, affect, and cognition: Environmental preference from an evolutionary perspective. Environment and behavior, v. 19, n. 1, jan. 1987. Disponível: http://journals.sagepub.com/doi/pdf/10.1177/0013916587191001. Acesso em: 30 maio 2018.

LIMA, M. B. S. et al. Brinquedoteca hospitalar: a visão dos acompanhantes de crianças. Psicologia: teoria e prática, São Paulo, v. 17, n. 1, jan./abr. 2015. Disponível: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-36872015000100009&lng=pt&tlng=pt. Acesso em: 30 abr. 2018.

LIMA, M. B. S.; MAGALHÃES, C. M. C. Brinquedotecas hospitalares em Belém: Criação, espaço e funcionamento. Psicologia Argumento, Curitiba, v. 31, n. 73, abr./jun. 2013. Disponível em: http://www2.pucpr.br/reol/pb/index.php/pa?dd1=7832&dd99=view&dd98=pb. Acesso em: 27 abr. 2018.

LOPES, B. A.; JUNIOR, C. R. de O.; OLIVEIRA, V. B. de. O Brincar como instrumento de resgate do cotidiano da criança hospitalizada. Boletim Academia Paulista de Psicologia, São Paulo, v. 35, n. 88, jan./jun. 2015. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-711X2015000100007&lng=pt&tlng=pt. Acesso em: 23 abr. 2018.

LOPES, B. A.; PAULA, T. de; ANGELI, E. M. O significado das festas em uma brinquedoteca hospitalar:: promoção da saúde, da cultura e da vivência da infância para crianças enfermas. Revista da SBPH, Rio de Janeiro, v. 15, n. 1, jan./jun. 2012. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582012000100010&lng=pt&tlng=pt. Acesso em: 23 abr. 2018.

MELLO, C. O. et al. Brincar no hospital: assunto para discutir e praticar. Psicologia: teoria e pesquisa, São Paulo, v. 15, n. 1, jan./abr. 1999. Disponível: http://periodicos.unb.br/index.php/revistaptp/article/view/20607/14679. Acesso em: 22 maio 2018.

MELO, L. de L.; VALLE, E. R. M. do. A Brinquedoteca como possibilidade para desvelar o cotidiano da criança com câncer em tratamento ambulatorial. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 44, n. 2, 2010. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v44n2/39.pdf. Acesso em: 20 maio 2018.

MENDES, K. D. S.; SILVEIRA, R. C. de C. P.; GALVÃO, C. M. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto & contexto enfermagem, Florianópolis, v. 17, n. 4, out./dez. 2008. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v17n4/18.pdf. Acesso em: 20 abr. 2018.

MUSSA, C.; MALERBI, F. E. K. O impacto da atividade lúdica sobre o bem estar de crianças hospitalizadas. Psicologia: teoria e prática, São Paulo, v. 10, n. 2, dez. 2008. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-36872008000200007&lng=pt&tlng=pt. Acesso em: 23 abr. 2018.

OLIVEIRA, L. D. B. et al. A brinquedoteca hospitalar como fator de promoção no desenvolvimento infantil: relato de experiência. Journal of Human Growth and Development, São Paulo, v. 19, n. 2, 2009. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12822009000200011&lng=pt&tlng=pt. Acesso em: 23 abr. 2018.

SOSSELA, C. R.; SAGER, Fábio. A criança e o brinquedo no contexto hospitalar. Revista da SBPH, Rio de Janeiro, v. 20, n. 1, jan./jun. 2017. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rsbph/v20n1/v20n1a03.pdf. Acesso em: 23 abr. 2018.

ULRICH, R. S. Aesthetic and affective response to natural environment. In: ALTMAN, Irwin; WOHLWILL, Joachim. Behavior and the natural environment. Nova Iorque: Plenum, 1983. p. 85-120.

VAN DEN BERG, A. E.; CUSTERS, M. H. G. Gardening promotes neuroendocrine and affective restoration from stress. Journal of health psychology, v. 16, n. 1, jun. 2011. Disponível em: http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1359105310365577. Acesso em: 27 abr. 2018.

VITTA, A. de. et al. O brincar no contexto hospitalar na visão dos acompanhantes de crianças internadas. Journal of Human Growth and Development, v. 25, n. 1, 2015. Disponível: http://www.revistas.usp.br/jhgd/article/view/96766/96165. Acesso em: 25 maio 2018.

Downloads

Publicado

2019-12-16

Edição

Seção

Artigos