Estágio em psicologia social: discussão de uma experiência a partir da análise de implicação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2178-4582.2019.e66996

Palavras-chave:

Psicologia, Assistência social, Oficinas estéticas, Análise institucional

Resumo

Este artigo visa levantar questionamentos e propor análises acerca da inserção do estagiário de psicologia social. As análises partiram de uma experiência de estágio curricular obrigatório em um Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) de uma cidade do sul do Brasil, realizado entre os meses de março e dezembro de 2015. A discussão foi feita a partir da perspectiva da análise institucional para realizar uma análise de demandas que busca evidenciar os atravessamentos institucionais que envolvem o processo de inserção do estagiário. Como conclusão, afirmamos a necessidade de reconhecer e problematizar a existência de atravessamentos a priori, propondo uma possibilidade de inserção que busque reduzir os efeitos destes atravessamentos sobre as atividades realizadas em estágio.

Biografia do Autor

Marcelo Felipe Bruniere, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis/SC, Brasil.

Doutorando pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina, Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2019) e graduado em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2017)

Leandro Almir Aragon, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis/SC, Brasil.

Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2019), Graduado em Psicologia na Universidade Federal de Santa Catarina (2017) e integrante do Núcleo de Pesquisa em Práticas Sociais, Relações Estéticas e Processos de Criação

Maria Alice de Carvalho Echevarrieta, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis/SC, Brasil.

Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2017). Atualmente é mestranda no programa de Mestrado Profissional em Saúde Mental e Atenção Psicossocial do Centro de Ciências da Saúde da UFSC e psicóloga da Secretaria Municipal de Educação de Araquari.

Referências

BAREMBLITT, Gregorio F. (1996). Compêndio de análise institucional e outras correntes: teoria e prática. Rosa dos Tempos.

BLEGER, José. (2003). Psico-higiene e Psicologia Institucional. Porto Alegre: Artmed.

BRASIL, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. (2005a). Sistema Único de Assistência Social – SUAS. Norma Operacional Básica (NOB/SUAS). Construindo as bases para a implantação do Sistema Único de Assistência Social. Brasília.

BRASIL, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. (2005b). Política Nacional de Assistência Social. Brasília.

BRASIL, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. (2012). Orientações técnicas sobre o PAIF, vol.2: Trabalho social com famílias do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família - PAIF. Brasílias: 2012.

COIMBRA, C. M. B. (1995). Os caminhos de Lapassade e da Análise Institucional: uma empresa possível. Revista do Departamento de Psicologia da UFF, 52-80.

COSTA, Ana Flávia de Sales; CARDOSO, Claudia Lins. (2010). Inserção do psicólogo em Centros de Referência de Assistência Social-CRAS. Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia, v. 3, n. 2, p. 223-229.

FREITAS, Maria de Fatima Quintal de. (1998). Inserção na comunidade e análise de necessidades: reflexões sobre a prática do psicólogo. Psicol. reflex. crit, v. 11, n. 1.

GLOWCZEWSKI, Barbara. (2015). Devires totêmicos: cosmopolítica do sonho. São Paulo: n-1 Edições.

GUATTARI, F. (1988). O incosciente maquínico: ensaios de esquizo-análise. Campinas, SP.

GUATTARI, F. (2012). Caosmose: um novo paradigma estético. São Paulo: Ed. 34.

HARDT, M. Negri, A. (2014). Multidão. Rio de Janeiro: Record, 2014.

LEI N. 8.742, de 07 de dezembro de 1993. (1993). Lei Orgânica da Assistência Social. Dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências. Brasília, DF. Congresso Nacional. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm. Acesso em: 20 out. 2013.

LOURAU, R. (1993). René Lourau na UERJ. Análise institucional e prática de pesquisa. Rio de Janeiro: UERJ.

MAHEIRIE, Katia. (1994). Agenor no mundo. Porto Alegre: Letras Contemporâneas.

MAHEIRIE, Katia. (2015). O fotografar e as experiências coletivas em Centros de Referência em Assistência Social. In: A Psicologia Social e os atuais desafios ético-políticos no Brasil. Editora ABRAPSO: Porto-alegre (RS).

MAHEIRIE, Katia; HINKEL, Jaison; GROFF, Apoliana R.; MÜLLER, Flora L.; GOMES, Marcela de A.; GOMES, Allan. (2012). Coletivos e relações estéticas: alguns apontamentos acerca da participação política. Em: Mayorga, Claudia, Castro, Lúcia Rabello de, Máximo Prado, Marco Aurélio. Juventude e a experiência da política no contemporâneo. Rio de Janeiro: Contra Capa.

RANCIÈRE, Jacques. (1996). O desentendimento : política e filosofia. São Paulo: Ed. 34.

RANCIÈRE, Jacques. (2011). O mestre ignorante - cinco lições sobre a emancipação intelectual. Belo Horizonte: Autêntica Editora.

SAWAIA, B. B. (1999). Comunidade como Ética e Estética da Existência. Uma Reflexão Mediada pelo Conceito de Identidade. Psykhe, vol. 8, n. 1, pp. 19-25.

STRAPPAZZON, A. (2011). Bons encontros: relações éticas e estéticas na casa Chico Mendes. Florianópolis.

YAMAMOTO, O. H.; Oliveira, I. F. D. (2010). Política Social e Psicologia: uma trajetória de 25 anos. Psicologia: teoria e pesquisa, 26(26), 9-24.

Downloads

Publicado

2019-12-16

Edição

Seção

Artigos