Afetos no Ambiente de Trabalho: é Possível Identificar uma Estrutura Circumplex?

Valdiney Veloso Gouveia, Tiago Jessé Souza de Lima, Walberto Silva dos Santos, Leogildo Alves Freires, Viviany Silva Pessoa

Resumo


Este estudo objetivou conhecer a estrutura dos afetos vivenciados em ambientes de trabalho, avaliando a adequação de um modelo circumplex. Participaram 678 profissionais de áreas distintas, a maioria do sexo
feminino (65,3%), com idade média de 34,5 anos. Com a finalidade de testar a estrutura bidimensional, realizou-se um escalonamento multidimensional (ALSCAL). Os resultados indicaram a adequação desse modelo (S-stress = 0,028 e RSQ = 0,99), apresentando as seguintes dimensões: prazer baixo e alto e ativação baixa e alta. Checou-se ainda a adequação da estrutura circumplex (máxima verossimilhança), testando três modelos com diferentes restrições. O RMSEA foi utilizado como índice de ajuste dos modelos. Apesar de não ter sido confirmada a estrutura circumplex, observaram-se evidências de um modelo quasi-circumplex. Concluindo, foi possível identificar um modelo bidimensional dos afetos no trabalho, mas não uma estrutura
circumplex. Recomenda-se replicar este estudo, modificando a medida dos afetos.

Palavras-chave: afetos, trabalho, bidimensional, circumplex.


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Rev. Psi: Org e Trab R. Eletr. Psico., ISSN 1984-6657, Brasília, Brasil.