Do Estresse e Mal-Estar Gerencial ao Surgimento da Síndrome de Estocolmo Gerencial

Marlene Catarina de Oliveira Lopes Melo, Meire Rose de Oliveira Loureiro Cassini, Ana Lúcia Magri Lopes

Resumo


Este artigo tem como objetivo analisar o mal-estar gerencial vivenciado pelos gestores do setor de informática, considerando as variáveis pressões e estresse, presente nas práticas gerenciais. O estudo é de natureza qualitativa. Foram realizadas 36 entrevistas semiestruturadas, com gerentes em 10 empresas de médio e grande porte do setor de informática localizadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, MG. As entrevistas foram gravadas e transcritas posteriormente,
preservando-se na íntegra o discurso dos gerentes. A análise dos dados fundamentou-se nos princípios da análise de conteúdo. A pesquisa permitiu o surgimento de duas descobertas: primeiro, a necessidade de se conhecer as fontes de estresse gerencial para diagnosticar condições de trabalho do gestor e formular proposições para uma melhor qualidade de vida desse grupo profissional. A segunda e mais significativa, apontou para uma percepção de normalidade das situações de pressão, cobranças, falta de tempo, exigências de atualizações aceleradas e constantes, entre outras, até então consideradas como condições de estresse e de adoecimento presentes no exercício da função gerencial. A estas “normalidades” apresentadas, denominamos de Síndrome de Estocolmo Gerencial, revelando um novo contexto para a análise da função gerencial no campo do estresse e do mal-estar no âmbito organizacional.


Palavras-chave: estresse, mal-estar gerencial, síndrome de Estocolmo gerencial.


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Rev. Psi: Org e Trab R. Eletr. Psico., ISSN 1984-6657, Brasília, Brasil.