Climas de justiça e comprometimento organizacional

Arménio Rego

Resumo


A pesquisa testa o poder explicativo de cinco dimensões de justiça (interpessoal, informacional, procedimental, distributiva das tarefas, distributiva das recompensas) para o comprometimento afectivo dos professores do ensino superior. A amostra é constituída por 309 professores de 12 escolas/departamentos de oito instituições (quatro universidades e quatro instituições politécnicas). Eis os principais resultados: a) ao nível de análise individual, apenas a justiça interpessoal e procedimental explicam o comprometimento; b) as relações entre as percepções de justiça e o comprometimento são moderadas pela justiça agregada, sendo que os climas positivos de justiça reforçam os efeitos das percepções individuais de justiça; c) a dispersão de percepções também interfere no modo como as pessoas respondem às suas percepções de justiça, sendo que os contextos caracterizados por elevadas dispersões reforçam as respostas atitudinais às percepções de (in)justiça. O estudo apela para a necessidade de encarar a justiça como fenómeno de natureza individual mas também contextual, e alerta para a eventualidade de os padrões reactivos serem contingentes do tipo de actividade exercida ou organização.

Palavras-chave


Comprometimento afectivo. Justiça organizacional. Climas de justiça. Justiça agregada affective commitment. Organizational justice. Justice climates. Aggregated justice.

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Rev. Psi: Org e Trab R. Eletr. Psico., ISSN 1984-6657, Brasília, Brasil.