Texto Digital
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital
<div id="journalDescription"> <p align="justify">A revista Texto Digital propõe-se a ser um espaço para publicação nas áreas de Literatura, Linguística, Educação e Artes, sem privilegiar correntes críticas ou metodologias específicas. Editada desde 2004 pelo Núcleo de Pesquisas em Informática, Literatura e Linguística (<a href="http://www.nupill.org/">NuPILL)</a>, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Literatura e ao Departamento de Línguas e Literaturas Vernáculas do Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina. </p> <p align="justify">Publica: artigos, entrevistas e resenhas.</p> <p align="justify">Idiomas: português, inglês, espanhol, francês, italiano e catalã. </p> <p align="justify">Recebe textos no sistema de fluxo contínuo.</p> </div>Center for Research in Computing, Literature, and Linguistics (NuPILL)pt-BRTexto Digital1807-9288<p><span>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</span></p><ol><li>Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR">Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li><li>A licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR">Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional</a> permite a cópia e a redistribuição do material em qualquer suporte ou formato, assim como adaptações, para quaisquer fins, inclusive comerciais.</li><li>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li></ol>Imagens e imaginários na era digital/virtual
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/78776
<p>IMAGENS E IMAGINÁRIOS NA ERA DIGITAL/VIRTUAL é um dossiê que comemora os 10 anos do grupo de trabalho (GT) da Compós “Imagem e Imaginários Midiáticos”, organizado pelas coordenadoras Denize Araujo e Malena Contrera e publicado nesta edição da <em>Texto Digital</em>. Os textos enfocam temáticas fundamentais da revista, como linguagens experimentais, arte e tecnologias digitais, em suas reflexões sobre os temas do GT, imagens e/ou imaginários contemporâneos, em diversas áreas, como fotografia, cinema, audiovisual, jornalismo, games, multimídia, e assim por diante. </p>Denize AraujoMalena Contrera
Copyright (c) 2020 Denize Araujo, Malena Contrera
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-2216215Reseña: STREHOVEC, Janez. Contemporary Art Impacts on Scientific, Social, and Cultural Paradigms: Emerging Research and Opportunities. Hersey PA: IGI Global, 2020, pp. 177.
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/77134
<p>Reseña del libro de Janez Strehovec titulado <em>Contemporary Art Impacts on Scientific, Social, and Cultural Paradigms: Emerging Research and Opportunities</em>. Hersey PA: IGI Global, 2020, pp. 177.</p>Verónica Paula Gómez
Copyright (c) 2020 Verónica Paula Gómez
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-22162338343Expediente
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/78777
<p>Expediente da Revista Texto Digital, v. 16, n. 2, ago./dez. 2020.</p>Texto Digital
Copyright (c) 2020 Texto Digital
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-22162344348Saber total ou retorno ao obscurantismo? O papel do segredo nas comunicações digitais
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/77118
<p>Esse trabalho propõe-se refletir sobre as consequências que a vontade de informação plena acarreta aos imaginários através da digitalização das comunicações sociais. A potencialidade interativa das redes sociais traria uma virtual fragmentação do poder, subvertendo-se ordens secularmente estabelecidas. O ideal democrático da transparência teria um aliado na facilidade técnica do acesso a bancos de modo a se concretizar o direito à informação pública. Num mundo em que as sombras parecem ter sido eliminadas, nossa atenção crítica é solicitada a examinar as questões do imaginário, do mistério e do segredo face à circulação das informações nas comunicações digitais durante as eleições presidências brasileiras em 2018. Para tanto, parte-se da heurística afiliada à Teoria Geral do Imaginário (DURAND) e utiliza-se a metodologia filosófica (FOLSCHEID & WUNENBURGER), buscando os paradoxos da problemática, trabalhando com a oposição entre as doutrinas e explorando os sentidos diferentes no interior de uma mesma noção. Conclui-se que as práticas comunicacionais no contexto das eleições brasileiras em 2018 apresentam traços de sobrevivência do mito às custas de um processo degenerativo em que se transpõem para o tempo histórico características como a ruptura com a duração, o totemismo e o milenarismo. A comunicação interpessoal contradiz a alegada iluminação da disponibilidade universal de informações na internet, constituindo zonas de sombra protetivas nas quais ideias que normalmente sofreriam imediata oposição crescem e se fortalecem antes de se institucionalizarem.</p>Ana Taís Martins
Copyright (c) 2020 Ana Taís Martins
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-22162617410.5007/1807-9288.2020v16n2p61Tecnologia e saberes espirituais em “The Midnight Gospel” – hiperabstração digital e imaginação
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/77631
<p>Se a razão logocêntrica atingiu seu grau máximo de abstração com o desenvolvimento das comunicações <em>online</em> em suportes digitais (KAMPER, 2016; HAN, 2018; BERARDI, 2020), é possível explorar, dentro desse abstracionismo incorpóreo, as possibilidades infinitas da imaginação, ela também uma hiperabstração da mente. A série animada <em>The Midnight Gospel</em> (Netflix, 2020) será aqui analisada de maneira a explorar possibilidades criativas sustentadas tecnicamente pela performance gráfica e sonora digital. Trataremos das camadas narrativas, dos vínculos afetivos e dos discursos espirituais que animam a realidade virtual. Atendo-nos especialmente à narrativa moldura da série, mostraremos que a figura de Clancy se apresenta como avatar do novo “espírito do tempo”, o espírito desse tempo em que tudo indica que nos encontramos à beira do colapso. Concluiremos que o personagem um tanto pueril criado por Ward e Trussell é mais sábio do que faz parecer à primeira vista; em realidade, ele é um mago.</p>Florence Marie Dravet
Copyright (c) 2020 Florence Marie Dravet
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-22162759210.5007/1807-9288.2020v16n2p75Algoritmos, viralização e contágio psíquico: o agravamento da industrialização do espírito
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/76652
<p>O artigo apresenta os algoritmos da rede social Facebook e da plataforma Google e os relaciona com a problemática do dataísmo propondo-se a refletir sobre esta relação e os processos de eclosão de conteúdos simbólicos específicos do Imaginário, por um lado, e, por outro, o que poderíamos chamar de estratégias de contágio psíquico. Sabendo ser possível identificar esses processos de irrupção simbólica em indicadores como o G. Trends e Facebook ads, analise-se a utilização destes dados por instituições (Google e Facebook e seus clientes) em estratégias de sugestão e de manobra das pautas sociais, bem como das afetividades que essas pautas convocam. Diante disso, utiliza-se como método a análise descritiva da ferramenta Google Trends e Facebook ads, discutindo seu uso para os Estudos do Imaginário.</p>Malena ContreraLeonardo Torres
Copyright (c) 2020 Malena Contrera, Leonardo Torres
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-221629311210.5007/1807-9288.2020v16n2p93Vida digital
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/77332
<p>A adesão às tecnologias é cada vez mais perceptível no quotidiano. De acordo com o <em>Global Report 2020</em>, o índice de penetração da Internet já ultrapassa os 60% ao redor do globo, e as médias de consumo de Internet já excedem às 6 horas diárias (KEMP, 2020). Tal aumento do consumo digital afeta diretamente as diversas atividades que compõem o dia a dia, principalmente no que refere às camadas juvenis, que passam mais tempo em frente aos ecrãs (KEMP, 2020). A literatura disponibilizada sobre as faixas geracionais mais novas revela que o acesso às diferentes tecnologias de hiperconexão influenciam de forma permanente o desenvolvimento saudável, nomeadamente pelo facto de a exposição ser continua e multissensorial (BLUM-ROSS; LIVINGSTONE, 2018; BUCKINGHAM, 2015), além das questões sobre identidade e saúde mental (CAROLUS et al., 2018; MATIN et al., 2017; PAULUS et al., 2019). A partir do levantamento de pesquisas científicas recentes, caracterizou-se as relações dos jovens (dos 4-25 anos) e o uso prolixo das tecnologias. Através da Revisão Sistemática da Literatura foram pré-selecionados 188 artigos científicos através da Plataforma SCOPUS, no período temporal entre 2007 a 2020. Neste sentido, foram examinados os métodos aplicados, as variáveis do estudo, tipo de amostra, país do estudo e resultados obtidos. Tal análise destaca os contributos científicos partilhados nos últimos treze anos, fornecendo pistas sobre o que foi efetivamente estudado e quais os caminhos que seguem na temática das sociabilidades juvenis e uso das tecnologias.</p>Enrickson VarsoriSara Pereira
Copyright (c) 2020 Enrickson Varsori, Sara Pereira
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-2216211313910.5007/1807-9288.2020v16n2p113A maleabilidade das imagens digitais e a visualidade rastreável
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/77360
<span>O substrato informacional das imagens digitais, a par da conectividade global, introduz novas dinâmicas que, além de derivações formais e discursivas, evocam um efeito de rede. Tais possibilidades de transcodificação, combinação e fluxo, aplicam-se aos diversos domínios da sociedade, incluindo as metodologias de estudo do visual. Com base em conceitos e exemplos, que cruzam arte, ciência e tecnologia, o artigo aborda como a mediação digital, assente em sistemas computacionais e em inteligência artificial utilizados como amplificação, técnica e estética, consolida o regime de visualidade contemporâneo, produto da sinergia entre o olhar humano e a visão artificial. Este estudo insere-se no âmbito da investigação doutoral em arte multimédia, com vista a desenvolver um modelo participativo de visualização de memórias coletivas.</span>Ana VelhinhoVictor dos Reis
Copyright (c) 2020 Ana Velhinho, Victor dos Reis
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-2216214015610.5007/1807-9288.2020v16n2p140Construções Imaginadas: a estética da intervenção digital
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/77431
<p>Este estudo tem como objetivo analisar o impacto da intervenção digital, tendo como <em>corpus</em> imagens de três filmes com construções criativas, de persuasão e sedução, criando ilusões virtuais: <em>SimOne</em> (Andrew Niccol, 2002),<em>The App</em> (Elisa Fukasa, 2019) e <em>Her</em> (Spike Jonze, 2013). O protagonista de <em>The App</em> é induzido a acreditar que está falando com alguém intrigante; o de <em>Her</em>, apesar de aceitar a virtualidade, deve admitir o fim de sua experiência digital. Em <em>SimOne</em>, a invenção da imagem da atriz convence espectadores, mas por tempo limitado. Apresento como relevantes os conceitos de Peter Weibel (2005) de “post-media computer possibilities”, que Lev Manovich (2001) denomina de “post-media aesthetics”, mas sugiro outra possibilidade, ao aplicar o conceito de “estética da hipervenção”, “hiper” embasado na hiper-realidade de Baudrillard e “venção” como invenção/intervenção digital. A metodologia de base adotada para a análise é a dialética de Hans-Georg Gadamer.</p><p><strong>Palavras-chave</strong>:</p><p>Estética da Hipervenção. Hiper-realidade. Imagens Virtuais. Pós-mídia. Tecnologias Digitais </p>Denize Correa Araujo
Copyright (c) 2020 Denize Correa Araujo
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-2216215717010.5007/1807-9288.2020v16n2p157Máquina amable, madre terrible
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/77400
<p>Proponemos una lectura del filme <em>I Am Mother</em> (2019), una de las producciones de ficción contemporáneas más celebradas de Netflix. A partir del concepto de arquetipo, analizamos desde la perspectiva de la mitocrítica cultural cómo el filme reconfigura los mitemas de la <em>madre protectora,</em> pero también los de la <em>madre terrible</em>, ya que el personaje robótico tiene un rol activo ante el destino que define los tipos heroicos y, así, la suerte de la humanidad. El tema se justifica por la actualidad de la distribución y consumo del cine en plataformas <em>streaming</em>, el cual representa un soporte eficaz para el texto mítico vivo y en circulación. Finalmente, ofrecemos la idea de que la eficacia del arquetipo que sustenta el texto fílmico se asienta más en los paradigmas míticos que en los científicos.</p>Hertz Wendel de CamargoLuis Alberto Pérez-Amezcua
Copyright (c) 2020 Hertz Wendel de Camargo, Luis Alberto Pérez-Amezcua
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-2216217119310.5007/1807-9288.2020v16n2p171A projeção mural multimédia como formação cultural e democrática no espaço público
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/77634
<p>A projeção mural multimédia é hoje comumente utilizada para fins puramente publicitários ou lúdicos, de entretinimento, no âmbito de eventos que convoquem grandes aglomerados de públicos, sendo menos usual os fins culturais e educacionais. Neste artigo vamos apresentar, analisar e discutir o recurso à projeção mural multimédia em espaços públicos, com objetivos educacionais, formação cultural e de interpelação artística, tomando como tema do conteúdo projetado a própria arte contemporânea e o pensamento crítico que lhe está associado. O artigo toma como base de reflexão os cenários de arte experimental do projeto "+ PROJECTION AC - Projeção da arte contemporânea no espaço público” e suas múltiplas instanciações em diversos locais onde a projeção mural multimédia foi colocada em prática.</p>Hernando Urrutia Pilar PerezAdérito Fernandes-Marcos
Copyright (c) 2020 Adérito Fernandes-Marcos, Pilar Perez, Adérito Fernandes-Marcos
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-2216219422210.5007/1807-9288.2020v16n2p194Memória experimental ou diário de poucas palavras de Nanni Moretti
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/77426
Em 2017, após vencer pela segunda vez um linfoma de Hodgkin, Nanni Moretti rodou um curta-metragem protagonizando situações diferentes vestindo uma máscara para radioterapia. Partimos da natureza autobiográfica do curta e analisamos sua realização e divulgação no Instagram, levando em conta as relações com a filmografia do diretor, na qual <em>Caro diário</em> (1993) é o longa que assinala um momento importante e consagra o formato episódico, a confissão, a deambulação do protagonista em Roma e a reflexão sobre as manifestações do artista e do intelectual. Investigamos a ressignificação dessas bases no curta cujo protagonista é um homem sem rosto que parece não causar estranhamento em situações diferentes que compõem seis episódios. Exploramos pontos de diálogo entre os formatos tradicionais da imagem e as possibilidades atuais do imaginário por meio da naturalidade aparente, da relação com a memória, do exercício da profissão, da fragilidade do corpo, levados ao limite.Gabriela Kvacek Betella
Copyright (c) 2020 Gabriela Kvacek Betella
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-2216222323910.5007/1807-9288.2020v16n2p223Diário de Mídia
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/76828
<p>Proposta metodológica centrada em acervos imagéticos processualmente conduzidos por um diário de mídia. Revisa a utilização de imagens como técnica de retrato e autorretrato em uma suposta etnografia da mídia. Sugere, assim, que pela memória das experiências tecidas em dispositivos midiáticos, imagens fotográficas, imagens das imagens e imagens gráficas figurem dados qualitativos. Interações iniciadas via funcionalidades imagéticas do WhatsApp são o recorte empírico para aplicação dos diários de mídia. Averigua mensagens hiper instantâneas trocadas pela funcionalidade técnica <em>status</em> durante o carnaval brasileiro. A resistência política e a alegria carnavalesca tematizam estratégias de atração imagética de cenas políticas representacionais. A funcionalidade técnica analisada no diário de mídia reflete o <em>momentum</em> capturador das mimeses de atenção de um simulador jogo face a face midiatizado. Abre reflexões sobre estudos de antropologia da mídia centrada na utilização de imagens e desenhos digitais.</p>Fernando Luiz Nobre Cavalcante
Copyright (c) 2020 Fernando Luiz Nobre Cavalcante
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-2216224027210.5007/1807-9288.2020v16n2p240A memória da fotografia
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/76476
<p><span lang="PT-BR">O fazer fotográfico converteu-se, nas últimas décadas, em um emaranhado de práticas, técnicas e modos de circulação, de maneira a tornar cada vez mais difícil a definição sobre o que é, afinal, uma fotografia. Propomos, neste texto, uma reflexão sobre a forma de olhar as imagens fotográficas da contemporaneidade através dos conceitos de fotografia de interface e teia de imaginário. Assim, enfatiza-se uma abordagem que não observa somente as superfícies das imagens, mas também considera o seu arredor que a elas se integra, auxiliando no desenterrar de outras imagens-memória que delas fazem parte. Complementarmente, reflete-se sobre o papel do meio – a plataforma de compartilhamento de imagens Instagram - como dispositivo que condiciona e promove o agenciamento de relações memoriais e estéticas entre imagens fotográficas circulantes em rede.</span></p>Rodrigo Brasil de MattosTiago Ricciardi Correa Lopes
Copyright (c) 2020 Rodrigo Brasil de Mattos, Tiago Ricciardi Correa Lopes
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-2216227328910.5007/1807-9288.2020v16n2p273Processos de comunicação e interação mediática
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/77413
<span>O tempo e as suas possíveis relações com o cinema e com a literatura são o fio condutor deste artigo. Os processos psicossomáticos podem proporcionar-nos diferentes sensações e, consequentemente, diferentes percepções relativas à passagem do tempo, ganhando, no suporte cinematográfico, um potencial de experimentação eminente. Este fenómeno pode incentivar a passagem do espetador de um plano extradiagético para um plano intradiagético, conferindo-lhe um papel ativo na construção da narrativa. No entanto, este potencial não é exclusivo do filme interativo e já tinha sido trabalhado na literatura, por autores como Jorge Luís Borges e Italo Calvino.</span>Bruno Mendes da SilvaSusana Costa
Copyright (c) 2020 Bruno Mendes da Silva, Susana Costa
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-2216229029710.5007/1807-9288.2020v16n2p290O cânone ou a playlist do webdocumentário
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/77564
<p>Toda a arte possui o seu próprio cânone. A criação digital é, claramente, uma criação artística, onde se inclui o webdocumentário. Nesse sentido, é legítimo perguntar se o webdocumentário possui um cânone. De modo a discutir esta questão, coloco o enfoque no site do MIT Open Documentary Lab, uma entidade sobejamente reconhecida na criação digital, onde profissionais, académicos e críticos escolheram webdocumentários da sua predileção e apresentaram as razões das suas escolhas. Começo por observar que o termo “cânone” está ausente,<em> playlist</em> é o termo utilizado. Na primeira parte do texto, após breve discussão sobre os termos <em>cânone</em> e <em>playlist</em> apresentam-se dados sobre as <em>playlists </em>e elaboro uma super-<em>playlist </em>ou seja, uma listagem dos webdocumentários mais votados. Seguidamente, procedo a uma leitura dos comentários a fim de compreender que qualidades são aí destacadas. Esta leitura pretende contribuir para um conhecimento do webdocumentário como atividade de criação artística, assim como as qualidades de obras específicas que foram destacadas pelo olhar crítico de especialistas.</p>Manuela Penafria
Copyright (c) 2020 Manuela Penafria
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-2216229830810.5007/1807-9288.2020v16n2p298De “Cavalo Dinheiro” a “Vitalina Varela”
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/77510
<p>Resumo: Há toda uma série de coincidências e choques entre o passado e o presente em <em>Cavalo Dinheiro </em>(Pedro Costa, 2014) que emergem na forma de <em>glossolalia</em>, com vozes que transportam memórias de todo o lado, de todo o tempo. Em <em>Vitalina Varela </em>(Pedro Costa, 2019), aí é a voz de Vitalina (Vitalina é agora a pessoa e a ‘personagem’ do filme, uma cabo-verdiana que chega a Portugal dias depois do funeral do seu marido) que se imprime através do filme, e que lhe muda decisivamente o sentido quando conta uma história (uma longa história, como são sempre as histórias da experiência). Há uma diferença entre os seus sussurros em <em>Cavalo Dinheiro</em> e aqui, no filme que tem o seu nome.</p><p> </p><p>É nossa intenção descrever estes filmes tirando consequências do conceito de “imagem-sonora” apresentado em <em>A Imagem-Tempo</em>, de Gilles Deleuze. É um conceito que tem em vista uma separação, uma disjunção, ou uma sobreposição estratigráfica entre ver, ou ouvir, e falar — “os exemplos mais completos da disjunção ver-falar podem ser encontrados no cinema” — que julgamos estar no centro da política e da estética de Pedro Costa.</p><p> </p>Palavras-chave: Imagem-sonora. Forma humana. Forma política. Pedro Costa.Edmundo José Neves Cordeiro
Copyright (c) 2020 Edmundo José Neves Cordeiro
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-2216230931610.5007/1807-9288.2020v16n2p309A imagem-cristal no filme “Timecode”
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/77628
<p>A fim de verificar se a imagem-cristal se manifesta no filme <em>Timecode</em> (2000), de Mike Figgis, apresentamos as especificidades dessa obra cinematográfica, principalmente em relação à sua montagem; tratamos de montagem espacial, na perspectiva de Manovich (2001); do conceito de imagem-cristal, conforme Deleuze (1990) e, por fim, fazemos uma análise panorâmica de diversas situações em que se estabelecem circuitos cristalinos no filme, detendo-nos em investigar pormenorizadamente três momentos em particular. Entre os resultados, destacamos que as imagens que apresentam um duplo virtual com o qual formam o cristal colocam o espectador como parte integrante dos circuitos cristalinos, pois o indivíduo contribui com suas experiências na combinação linear das múltiplas imagens. Desloca-se, assim, a formação dos cristais tradicionalmente inerentes aos elementos imagéticos e narrativos para a dinâmica da relação entre o filme e o espectador.</p> João Paulo de Carvalho dos Reis e CunhaMaria Ogécia Drigo
Copyright (c) 2020 João Paulo de Carvalho dos Reis e Cunha, Maria Ogécia Drigo
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-2216231733710.5007/1807-9288.2020v16n2p317Ucronias do bem-viver
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/76689
<span id="docs-internal-guid-0d20a051-7fff-57ab-2cc4-05a54e47fb4f"><span>Análise da arte visual e performática na página do Instagram </span><span>Feitiço Repente</span><span>. Na perspectiva dos estudos pós-coloniais, discute a arte como resistência (artivismo) nos países periféricos propondo um olhar a respeito do fetichismo de consumo. Com ênfase na revisão bibliográfica acerca das perspectivas de Ramírez (2019) e Bourriaud (2009), entre outros, apresenta alternativas na linha da estética relacional e das ucronias no confronto com paradigmas capitalistas.</span></span>Alessandra Paula Rech
Copyright (c) 2020 Alessandra Paula Rech
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-2216261910.5007/1807-9288.2020v16n2p6Notas sobre o romance generativo “If on a winter's night a library cardholder”
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/76273
<p>Realizamos no presente artigo uma análise de <em>If on a Winter's Night a Library Cardholder</em>, romance generativo desenvolvido por Robin Camille Davis para a edição de 2016 do NaNoGenMo – <em>National Novel Generation Month</em>. Considerando que o projeto de Davis envolvia uma releitura computacional de <em>Se um viajante numa noite de inverno</em>, discutimos aqui, à luz de escritos de Italo Calvino sobre o tema da combinatória, os sentidos advindos dos recursos técnicos mobilizados para a constituição de uma obra generativa de forte cariz metaliterário. Face aos desafios impostos à leitura de um romance produzido por uma máquina, procedemos também a um exercício de <em>distant reading</em> contrastivo entre <em>If on a Winter's Night a Library Cardholder </em>e<em> </em>a tradução para o inglês de <em>Se um viajante numa noite de inverno</em>, utilizando a aplicação web <em>Voyant Tools</em>. De tal modo, mapeamos números absolutos e relativos de palavras, bem como as relações que algumas delas contraem com as de sua adjacência, sobretudo termos do campo lexical do livro e da leitura, central nas obras de Calvino e Davis. Como contribuições à área de Estudos Literários, indicamos apontamentos relativos <em>If on a Winter's Night a Library Cardholder</em> e possíveis abordagens metodológicas para o estudo de romances generativos.</p>Vinícius Carvalho Pereira
Copyright (c) 2020 Vinícius Carvalho Pereira
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-22162204210.5007/1807-9288.2020v16n2p20Acervos digitalizados: práticas de preservação e tratamento de obras
https://periodicos.ufsc.br/index.php/textodigital/article/view/74199
<p>Diante do atual contexto, era de inovações tecnológicas, pensar o livro no formato impresso e não o correlacionar ao novo momento talvez não seja a melhor das alternativas, sobretudo se considerarmos sua fragilidade. No entanto, uma pergunta se faz necessária: Quais, afinal, as vantagens da utilização do suporte digital no processo de preservação de um acervo literário? Sobre as possíveis repostas, podemos dizer que muitos são os benefícios adquiridos com esse processo. Dentre eles, temos a facilidade e a velocidade de acesso a dados e informações, além da democratização do conhecimento. Assim, pensando em tais vantagens, o presente estudo tem como objetivo apresentar as possibilidades de pesquisas em acervos digitalizados, bem como as práticas de preservação realizadas junto a acervos literários da cidade de Caxias-MA. Uma pesquisa quantitativa e qualitativa que consiste em um processo organizacional e de sistematização de dados, disponibilizados em um sítio na internet, “O Portal Maranhão” (<a href="https://www.literaturamaranhense.ufsc.br/?locale=pt_BR">https://www.literaturamaranhense.ufsc.br/?locale=pt_BR</a>).</p>Ana Paula Nunes de SousaEmanoel Cesar Pires de Assis
Copyright (c) 2020 Ana Paula Nunes de Sousa, Emanoel Cesar Pires de Assis
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2020-12-222020-12-22162436010.5007/1807-9288.2020v16n2p43