Manoel de Barros em terras estrangeiras: o livro das ignorãças, “uma didática da invenção”, Poema XII.

Tania Regina Vieira, Ofir Bergemann de Aguiar

Resumo


Este artigo tem por objetivo relacionar as obras de Manoel de Barros traduzidas para o espanhol, o francês e o inglês, assim como apresentar o Poema XII, de “Uma Didática da Invenção”, parte de O Livro das Ignorãças, e sua tradução para essas línguas. Breve análise acompanha o poema e suas traduções, que dão mostras do estilo ímpar do poeta matogrossense, cujo universo poético é formado por coisas banais retiradas do cotidiano do Pantanal. Como fundamentação teórica, são trazidos os conceitos de patronagem, de André Lefevere, e de significância, agramaticalidade, leitura mimética e leitura semiótica, empregados por Michael Riffaterre e retomados por Mário Laranjeira. O exame da distribuição espacial da massa gráfica do poema, chamada de visilegibilidade por Laranjeira, inicia a análise, em que são mencionadas também as modalidades tradutórias de Francis Aubert.


Palavras-chave


Manoel de Barros; tradução poética; recepção

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7968.2009v2n24p97



Cadernos de Tradução, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN 2175-7968.