Previna-se quem puder!? Epidemiologia dos desastres e gestão hiperpreventiva de riscos catastróficos

Autores

  • Luis David Castiel Fundação Oswaldo Cruz

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-8951.2014v15n107p116

Resumo

O texto desenvolve a relação entre epidemiologia dos desastres, a ideia de hiperprevenção e o contexto de riscos catastróficos. Trata e exemplifica alguns dos vários excessos que fazem parte do espírito tecnocientífico da nossa época. No caso, localizados não apenas no campo da saúde pública diante dos riscos de catástrofes. Um dos elementos centrais para analisar este contexto é a hiperprevenção, encarada sob o ponto de vista de uma teoria crítica, ou seja, aborda como se institui a normatividade prevencionista excessiva no campo sanitário, e em particular, no contexto das ameaças catastrofistas atuais. O enfoque teórico se baseia na dimensão ‘biopolítica’ e de seus desdobramentos relativos à grande ampliação do enfoque preventivo no campo da gestão dos riscos e sua impossibilidade de ser aplicado na medida em que se pretende.

 

Biografia do Autor

Luis David Castiel, Fundação Oswaldo Cruz

Doutor pela Fundação Oswaldo Cruz, com  pós-doutorado pelo Depto. de Enfermeria Comunitaria, Salud Publica y Historia de la Ciencia da Universidade de Alicante, Espanha. Pesquisador titular do Depto. de Epidemiología e Métodos Quantitativos em Saúde, Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz.

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Publicado

2014-12-17

Edição

Seção

Dossiê