Os espaços sagrados em Pedro Páramo, de Juan Rulfo

Evely Vânia Libanori

Resumo


Da maneira como o romancista lida com o tempo e o espaço depende o êxito do romance. Se Pedro Páramo é um romance bem sucedido é justamente porque o autor é feliz na manipulação do eixo crono-espacial. Para tanto Rulfo desconstrói o aqui-agora lineares e situa a diegese no acontecer da circularidade. A seqüência antes-agora, lá-aqui é substituída pelo tempo e espaço míticos, vale dizer, sacros. No presente ensaio, lançando mão do necessário embasamento teórico, rastreia-se a caminhada de Juan Preciado desde o espaço firme, profano de onde partiu, até o ingresso no espaço sagrado, isto é, movediço e estonteante de Comala.

Palavras-chave


Rulfo; espaço; tempo

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DOI: https://doi.org/10.5007/fragmentos.v27i0.7790

Revista Fragmentos, ISSNe 2175-7992, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.