Irreverência e não-conformismo: traços marcantes na poesia de Emily Dickinson

Marli Hazin

Resumo


Emily Dickinson viveu uma época em que da mulher se esperava obediência, respeito e dedicação às coisas do lar e da religião, o que combina com um crescente apagamento da personalidade e poderia anular quaisquer chances de expressão intelectual. Por outro lado, é nessa mesma época que Emerson e os transcendentalistas dedicam-se a combater o excesso de formalismo existente na ciência, na religião e nas práticas sociais e pregam a importância de o indivíduo cultivar a autoconfiança e o não-conformismo como elementos essenciais à sua afirmação. Neste ensaio, destacamos como Dickinson, cuja vida reclusa poderia ter resultado na elaboração de textos acanhados e repletos de idéias tradicionais, fala como portadora de cobranças e questionamentos impensáveis de serem produzidos por uma mulher do século XIX e deixa como legado uma obra poética onde se evidencia a natureza independente e não-conformista daquela que, contra quaisquer prognósticos, tornou-se voz maior na poesia norte-americana e não cessa de surpreender os que empreendem sua leitura.


Palavras-chave


Emily Dickinson; irreverência; não-conformismo; autoconfiança

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DOI: https://doi.org/10.5007/fragmentos.v34i0.8840

Revista Fragmentos, ISSNe 2175-7992, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.