Chamada de artigos para o Dossiê "Geopolítica: mundo, nações e regiões"

2021-12-06

Desde a segunda metade do século XIX, a geopolítica apresentou uma pluralidade de temas (fronteiras, limites territoriais, geoestratégias, expansionismo, guerras, autonomia, domínio, soberania, poder, diplomacia, regiões mundiais, estados nacionais, territórios, política externa, etc.), que sempre estiveram presentes nas abordagens de geógrafos, jornalistas, militares, diplomatas, professores, pesquisadores, entre outros. Entretanto, no pós-Segunda Guerra Mundial a Geopolítica, enquanto disciplina e os seus mais variados estudos, passaram por processo de descredibilização em função da associação direta da Geopolitik com ao nazismo, isto é, a sua transformação em arma do expansionismo alemão do III Reich.  Os investimentos em armamento, a possibilidade de uma terceira Guerra Mundial e o revisionismo da geopolítica clássica (Ratzel, Kjéllen, Hartshorne, Mackinder, Mahan, Spikman) promoveram, a partir de meados dos anos de 1970, a retomada das discussões em relação a geopolítica.

O fim da Guerra Fria, a queda do muro de Berlim, as políticas neoliberais o deslocamento da produção (externalizações produtivas), o esfacelamento do Welfare State, desembocaram na multipolaridade em substituição a bipolaridade que existia entre os EUA e URSS. A nova ordem mundial, do final dos anos de 1980 e anos 1990, veio acompanhada de novos conceitos como “choque das civilizações” (Samuel Huntington), “turbocapitalismo” (Edward Luttwak), “globalização” (Keniche Ohmae), “geoeconomia”  (E. Lutwak),  “confronto  econômico” (Lester Thurow), entre outros, que objetivam explicar as grandes transformações estruturais recentes do sistema econômico e político mundial.

A ascensão da China na economia mundial, o deslocamento do centro de acumulação mundial capitalista para a Ásia, a utilização de moedas nacionais como disputa econômica, a nova regulamentação do comércio internacional (OMC), os novos paradigmas tecnológicos (robótica, informática, biotecnologia, etc.), o “exercício de  guerras  continuas”, a formação da “multipolaridade nuclear”, Golpes  de  Estado (Ucrânia, Brasil), a expansão da OTAN no leste europeu,  alianças militares,  (tratado de segurança coletiva), a formação da União Econômica Euroasiática, a implantação da Organização para Cooperação de Shangai,  a criação do BRICS, a retomada da importância geopolítica da Rússia, a aproximação da Rússia com China, os embargos da União Europeia à Rússia, a constituição  de dois blocos, um liderado pela  China e pela Rússia e o outro liderado pelos EUA, a Nova  Rota da  Seda (polar e marítima), a  criação de novos corredores econômicos  a partir da China, os investimentos chineses em áreas do mar do sul da China, IED chinês  e novas parcerias econômicas, o surgimento de novas e superiores formas de planificação econômica  na China e, por fim, a disputa por recursos naturais tem trazido para o debate os temas  referentes a  Geopolítica da água, da energia, do alimento, do meio ambiente, entre outros.

Diante desse quadro existe uma serie de agendas geopolíticas a serem desvendadas. É, pois, neste sentido, que a Revista Geosul abre essa chamada para elaboração de um Dossiê intitulado: Geopolítica: mundo, nações e regiões.

As regras para elaboração dos artigos encontram-se em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/geosul/about/submissions#authorGuidelines

Cronograma: Dez/2021 à maio de 2022- (Submissão em https://periodicos.ufsc.br/index.php/geosul/about/submissions).

  • As submissões iniciam em 06 de dezembro de 2021 e se encerram em 30 de maio de 2022.

Junho a julho de 2022 – Avaliação pares a cega

Agosto de 2022- Publicação.